quarta-feira, março 25, 2026

STF tende a derrubar decisão de André Mendonça que prorrogou CPI do INSS

 

STF tende a derrubar decisão de André Mendonça que prorrogou CPI do INSS

Por Carolina Brígido e Levy Teles / Estadão

25/03/2026 às 08:02

Foto: Antônio Augusto/STF/Arquivo

Imagem de STF tende a derrubar decisão de André Mendonça que prorrogou CPI do INSS

Julgamento vai mapear quais ministros do tribunal defendem a limitação de poderes de comissões parlamentares e servirá de termômetro para a anulação do sigilo do filho do presidente Lula

Ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam que a tendência atual é que a maioria dos dez atuais integrantes da Corte vote pela derrubada da decisão do ministro André Mendonça de prorrogar a duração da CPI do INSS. O julgamento está marcado para quinta-feira, 26.

Na segunda-feira, 23, Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), receba no prazo de 48 horas o requerimento com assinaturas necessárias para a extensão do prazo, faça a leitura do documento e prorrogue a CPI.

Davi Alcolumbre deve esperar a decisão do plenário do Supremo antes de tomar qualquer atitude. No Congresso, o governo e Alcolumbre jogam do mesmo lado. Aliados do parlamentar dizem que o prazo de 48 horas começou a contar a partir das 18h20, quando houve a notificação oficial da decisão à Advocacia do Senado.

O plano é garantir que o Congresso seja notificado o mais tarde possível. Interlocutores de Alcolumbre estão confiantes de que o tribunal reverta a decisão de Mendonça antes que a CPI seja oficialmente prorrogada, como determinou o ministro.

Nos bastidores, integrantes do Supremo lembram que existe uma jurisprudência para garantir que as minorias tenham seus direitos contemplados na abertura de CPIs. Mas ponderam que essa prerrogativa não teria valor para a prorrogação do prazo dos trabalhos de uma comissão parlamentar.

Segundo a avaliação de ministros do tribunal, a prorrogação seria um ato discricionário do presidente da Casa — ou seja, cabe a ele decidir se toma essa atitude ou não a partir de uma avaliação política das investigações. Caberia ao Supremo atuar apenas em caso de omissão do presidente da Casa.

A oposição tem ampliado o escopo definido para a CPI do INSS para apurar outros temas, como o escândalo do Banco Master. Esse comportamento tem despertado críticas de ministros da Corte. Se o plenário do Supremo derrubar a decisão de Mendonça, os trabalhos serão encerrados no sábado, 28.

Com isso, investigações de interesse da oposição podem ser inseridas na CPI do Crime Organizado, que, por sua vez, se encerra em 15 de abril. Nesse cenário, ganha tração o pedido de abertura de uma CPI específica para investigar as fraudes do Banco Master.

O julgamento de quinta-feira servirá também para mapear quais ministros do STF estão interessados em limitar os poderes das CPIs. Deve ser pautado para breve no plenário a votação sobre a decisão do ministro Flávio Dino que derrubou quebras de sigilo determinadas pela CPI do INSS. Entre os alvos, estava o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Uma ala do Supremo passou a defender limites aos poderes de CPIs para derrubarem o sigilo de dados de investigados. Ministros aliados de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli tomaram decisões contrárias às do Congresso Nacional em investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS.

O entendimento da Corte sobre o assunto deve ser unificado no julgamento do caso Lulinha. Gilmar Mendes e Dino revelaram uma postura crítica em relação à atuação de CPIs em andamento no Congresso Nacional. Gilmar anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen determinada pela CPI do Crime Organizado.

O Arleen tinha como único cotista o fundo Leal, cujo investidor, entre 2021 e 2025, foi Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Como mostrou o Estadão, com esse fundo, Zettel passou a ser sócio do resort Tayayá. Uma empresa de Toffoli também integrava a sociedade.

Para Gilmar e Dino, as quebras de sigilo são uma medida excepcional e, portanto, devem ser justificadas individualmente, não em votação simbólica, em bloco.

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Publicado em 25 de março de 2026 por Tribuna da Internet

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EDITORIAL: Jeremoabo 2026 – Entre o Acorde da Sanfona e o Silêncio dos Problemas

 

EDITORIAL: Jeremoabo 2026 – Entre o Acorde da Sanfona e o Silêncio dos Problemas


Por José Montalvão

O ano de 2026 mal começou e um fenômeno curioso — embora previsível — toma conta das esquinas, das redes sociais e das rodas de conversa em nossa Jeremoabo. O assunto é um só: as bandas que subirão ao palco da nossa histórica Alvorada. A energia que antes era gasta cobrando infraestrutura ou saúde, agora é canalizada para o debate sobre o repertório que vai embalar as multidões nos festejos juninos.

Parece que, por um instante, a cidade apertou o botão de "pausa" em seus problemas crônicos para ajustar o passo da dança. É a força da nossa cultura, mas é também um retrato fiel do nosso ciclo político e social.


O "Gosto de Todos": O Trunfo de Tista de Deda

Se em anos anteriores o quesito "atrações" era motivo de polêmica e críticas acirradas à gestão, este ano o cenário mudou. O prefeito Tista de Deda parece ter feito a lição de casa no que diz respeito ao entretenimento: montou uma grade que contempla desde o forró tradicional até os ritmos que dominam as paradas atuais.

A estratégia surtiu efeito. Os "dançarinos" de plantão, que costumavam ser os maiores opositores na época da festa, hoje parecem satisfeitos. Quando o gosto de todos é atendido no palco, o coro das reclamações na plateia diminui. É a política do pão e circo? Ou é a eficiência em entregar o que o povo quer para celebrar sua identidade? Talvez um pouco dos dois.


O Calendário das Emoções: Festa, Voto e Saudade

O roteiro de 2026 em Jeremoabo já está escrito nas estrelas e no calendário oficial:

  1. A Euforia da Alvorada: O pico do entusiasmo, onde a poeira sobe e os problemas parecem distantes.

  2. O Embate Eleitoral: Logo após o último acorde do São João, as bandeiras de festa dão lugar às bandeiras de candidatos. O calor do forró se transforma no calor das urnas.

  3. O Desfecho Junino e o Fim do Ano: Entre uma votação e outra, os festejos de encerramento selarão o destino político da cidade.


A Memória que não pode Adormecer

É legítimo e necessário que o povo de Jeremoabo se alegre e celebre. Nossa gente merece o melhor espetáculo, a melhor segurança e a melhor recepção. No entanto, o papel deste Blog é lembrar que, quando as luzes do palco se apagarem e o último caminhão de som deixar a cidade, as ruas continuarão lá, as escolas precisarão de manutenção e a saúde não poderá entrar em "ressaca".

O sucesso na escolha das bandas é um ponto positivo para a gestão, mas o verdadeiro show que o cidadão precisa é o da continuidade dos serviços públicos após o período eleitoral.


Conclusão: Que a Festa seja Grande, mas a Vigilância seja Maior

Jeremoabo vai dançar, e vai dançar bonito. O prefeito Tista de Deda acertou no tom da melodia festiva deste ano. Que a alegria da Alvorada sirva para recarregar as energias de um povo guerreiro, mas que essa mesma energia seja usada, logo ali na frente, para escolher com sabedoria os rumos da nossa terra.

A festa passa, o voto fica, e Jeremoabo precisa seguir produzindo muito além do mês de junho.


Blog de Dede Montalvão: Onde a música toca, mas o olho clínico na gestão não descansa.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

"A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer."


 "A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer."

Por José Montalvão


O Perigo do Poder Inquestionável

Por que Rui Barbosa, o próprio construtor da jurisdição constitucional e defensor fervoroso do STF, proferiu palavras tão duras? A resposta é simples e atual: o equilíbrio.

Rui Barbosa defendia um Supremo que fosse o guardião das liberdades individuais e o limitador dos excessos do Executivo e do Legislativo. No entanto, ele previa o perigo de um Judiciário que, em vez de aplicar a lei, passasse a criar a lei ou a governar o país por meio de liminares.

  • Interferência Política: Quando um Ministro interfere na autonomia do Presidente do Senado para prorrogar uma comissão de inquérito, ele não está mais interpretando a Constituição; ele está exercendo um poder político soberano.

  • Sem Recurso: Em uma democracia saudável, se o Legislativo erra, o Judiciário corrige. Se o Executivo erra, o Legislativo fiscaliza. Mas, quando o erro vem da última instância, do "topo da pirâmide", o cidadão fica órfão. Não há a quem apelar acima do Supremo.


Inquéritos e Mordaças: O Desvio de Função

O uso de inquéritos considerados por muitos juristas como inconstitucionais e a imposição de censura prévia a veículos de comunicação são os sintomas mais graves dessa enfermidade democrática. O STF, que deveria ser o escudo do cidadão contra o arbítrio, muitas vezes tem sido visto como a própria mão que empunha a espada contra a liberdade de expressão.

A jurisdição constitucional não pode ser um cheque em branco para o ativismo judicial. Quando o juiz se torna legislador e executor, a democracia perde sua essência e se transforma em uma oligarquia de togas.


O Resgate do Equilíbrio

Não se trata de atacar a instituição do STF — que é essencial para o Brasil —, mas de exigir que ela retorne aos seus trilhos constitucionais. O Senado Federal, eleito para representar os Estados e o povo, não pode ser reduzido a um puxadinho de gabinete ministerial.

A "voz do povo", que tanto defendemos neste Blog, manifesta-se através de seus representantes eleitos. Quando essa voz é calada ou atropelada por decisões monocráticas, a estrutura da República começa a rachar.


Conclusão: Vigilância Constante

Como bem apontado pela OAB, Rui Barbosa foi o maior defensor das liberdades. Mas ele também nos deixou o aviso: o poder absoluto corrompe. Um Judiciário que não aceita críticas e que interfere no funcionamento dos outros poderes não está protegendo a Constituição; está se colocando acima dela.

Continuaremos vigilantes. No BlogdedeMontalvão, a mordaça não entra e o debate não morre. Afinal, contra o arbítrio de qualquer poder, a nossa única arma é a verdade e a insistência no cumprimento fiel da Lei Maior deste país.


Blog de Dede Montalvão: A independência de quem não tem medo de ler a história e cobrar o futuro.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)

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