quarta-feira, março 25, 2026

Bolsonaro consegue domiciliar, mas apostas em anistia e redução de penas empacam no Congresso

 

Bolsonaro consegue domiciliar, mas apostas em anistia e redução de penas empacam no Congresso

Por Laura Scofield, Augusto Tenório e Carolina Linhares / Folha de São Paulo

25/03/2026 às 06:33

Atualizado em 25/03/2026 às 06:33

Foto: Sergio Lima/AFP

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Jair Bolsonaro, quando cumpriu prisão domiciliar pela primeira vez

Apesar de o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter conquistado o direito de retornar à prisão domiciliar assim que tenha alta médica, as propostas de seus aliados para reduzir ou anular as penas por condenações por tentativa de golpe de Estado seguem emperradas no Congresso Nacional.

O PL da Dosimetria, que poderia reduzir a condenação por 27 anos e três meses de Bolsonaro e facilitar a progressão, foi vetado integralmente por Lula em 8 de janeiro deste ano e aguarda a abertura de uma sessão do Congresso Nacional para que os vetos sejam analisados.

Entretanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem postergado a convocação da sessão, porque há assinaturas suficientes para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista para investigar o caso do Banco Master.

Pelas regras do Congresso, a comissão seria automaticamente instalada em caso de abertura da sessão, mas o senador tem indicado que é contrário à criação dessa comissão.

Em 1º de março, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que teria recebido de congressistas como Alcolumbre propostas de acordos para colocar a dosimetria em pauta em troca da retirada da CPI. A afirmação foi desmentida pelo presidente do Senado na última semana. Alcolumbre também reafirmou que ainda não há data para analisar os vetos.

Já o projeto de lei que garante anistia aos condenados não tem chances de andar na Câmara dos Deputados durante a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB), que se aproximou de pautas do governo Lula no início deste ano e tem buscado diminuir os conflitos com temas polêmicos.

A dosimetria foi aprovada pela Câmara em 10 de dezembro e pelo Senado uma semana depois.

A internação de Bolsonaro em UTI aumentou a pressão da oposição pela domiciliar nas últimas semanas. "Vamos continuar pressionando politicamente até o presidente ficar em casa, para que ele possa ter mais dias de vida", declarou Cabo Gilberto Silva à Folha na ocasião.

O presidente deixou a terapia intensiva no hospital DF Star na segunda-feira (23), mas segue internado em tratamento com antibióticos em razão de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta terça-feira (24) a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. O pedido vinha sendo feito pela defesa desde antes do cumprimento definitivo da pena por tentativa de golpe de Estado, em novembro passado.

A prisão terá prazo inicial de 90 dias após a alta hospitalar e será reavaliada pelo ministro posteriormente. O ex-presidente precisará voltar a usar tornozeleira eletrônica e ficará obrigatoriamente em sua casa, em um condomínio fechado em Brasília.

O ministro frisou que se houver descumprimento de qualquer medida, o benefício será revisto. Em novembro, Bolsonaro havia perdido o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar após violar a tornozeleira eletrônica usada para seu monitoramento.

A transferência atende ao posicionamento da PGR (Procuradoria-Geral da República), que na segunda se manifestou pela concessão do pedido em razão da saúde do ex-presidente, que completou 71 anos no sábado (21).

Politica Livre

Nota da redação deste Blog - 

EDITORIAL: Justiça para Todos ou Privilégios para Alguns? O "Caso Bolsonaro" e o Teste da Isonomia no STF


Por José Montalvão

O cenário jurídico brasileiro acaba de ganhar um novo capítulo que coloca à prova o pilar fundamental de qualquer democracia: o princípio de que todos são iguais perante a lei. Com a concessão do direito de retorno à prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro logo após sua alta médica, abre-se um debate necessário e urgente sobre a seletividade do nosso sistema prisional.

Não se trata aqui de discutir o mérito das acusações, mas sim de questionar a aplicação do Artigo 318 do Código de Processo Penal (CPP). Se a Justiça entende que um ex-mandatário tem o direito à prisão domiciliar humanitária por questões de saúde, ela precisa, por coerência ética e constitucional, olhar para o resto da fila.


Os "Mais Iguais" e a Realidade dos Presídios

Como bem provocou George Orwell em sua literatura, parece que em nosso país ainda vivemos sob a lógica de que "alguns são mais iguais que os outros". Enquanto as luzes da Suprema Corte se voltam para um caso de repercussão política, milhares de idosos anônimos mofam em celas superlotadas pelo Brasil afora.

  • Idosos Esquecidos: Temos hoje uma população carcerária da terceira idade que padece de doenças graves, sem assistência médica mínima, muitas vezes aguardando um julgamento que nunca chega.

  • Superlotação e Insalubridade: O sistema prisional brasileiro já foi classificado pelo próprio STF como um "Estado de Coisas Inconstitucional". Aplicar a prisão domiciliar apenas ao topo da pirâmide política é ignorar a agonia dos porões.


A Oportunidade de um Mutirão Humanitário

O momento exige que o STF demonstre, na prática, que estamos em plena democracia. Se a porta da prisão domiciliar se abriu por razões humanitárias para um ex-presidente, ela deve permanecer aberta para todos os cidadãos que se enquadram na mesma situação clínica e etária.

O que o Blog do Montalvão defende é um Mutirão de Revisão Prisional:

  1. Análise de Casos de Idosos: Revisão imediata da situação de detentos com mais de 70 anos.

  2. Perícia Médica Independente: Concessão de domiciliar para aqueles com doenças degenerativas ou graves que o presídio não consegue tratar.

  3. Celeridade para os Não Julgados: Prioridade para quem está preso preventivamente sem uma sentença definitiva, ferindo a presunção de inocência.


Democracia não Aceita Castas

A Constituição de 1988 não prevê "prisão especial por relevância política" para casos de saúde; ela prevê dignidade humana para o preso. Se o benefício é justo para um, deve ser estendido aos milhares que sofrem com as mesmas patologias em condições infinitamente piores.

A Justiça brasileira está diante de um espelho. Ela pode escolher ser o braço que protege privilégios ou a mão que garante a isonomia. O povo brasileiro está assistindo e, no tribunal da opinião pública, a sentença é clara: Justiça que só olha para um lado não é Justiça, é favor político.


Conclusão: O Peso da Caneta

Esperamos que o critério utilizado agora sirva de jurisprudência para humanizar o sistema como um todo. Que a "excepcionalidade" dada a Bolsonaro se torne a "regra" para o velhinho doente que ninguém vê. Afinal, em uma democracia real, a lei deve ser um cobertor que agasalha a todos, e não apenas um guarda-chuva para quem está no poder.


Blog de Dede Montalvão: Fiscalizando a lei e cobrando igualdade para cada cidadão brasileiro.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)


TSE condena Cláudio Castro por 5 a 2, e ex-governador do RJ fica inelegível até 2030

 

TSE condena Cláudio Castro por 5 a 2, e ex-governador do RJ fica inelegível até 2030

Ex-governador manifesta 'grande inconformismo' e afirma que caso não alterou resultado da eleição

Por Italo Nogueira/Ana Pompeu/Folhapress

24/03/2026 às 22:50

Atualizado em 24/03/2026 às 22:53

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de TSE condena Cláudio Castro por 5 a 2, e ex-governador do RJ fica inelegível até 2030

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL)

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta terça-feira (24) condenar à inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) no processo em que é acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia acompanharam os votos de Isabel Galloti e Antônio Carlos, somando cinco votos contra o ex-governador.

O ministro Kassio Nunes Marques votou para absolver Castro, por considerar que não foi comprovado impacto no resultado do pleito. Já André Mendonça considerou que o ex-governador teve benefícios eleitorais, mas não teve sua participação comprovada nas infrações apontadas.

Em relação ao presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil), Mendonça votou pela condenação, registrando o placar de 6 a 1.

Em nota, Castro afirmou que recebeu "com grande inconformismo a decisão". "Reitero meu absoluto respeito aos ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi", afirmou ele.

A condenação à inelegibilidade por oito anos, a contar a partir de 2022, deve afetar os planos de Castro de concorrer ao Senado. Aliados afirmam que ele tentará recorrer por meio de recursos ou liminar.

Ele renunciou ao cargo de governador nesta segunda-feira (23), véspera da retomada do julgamento, a fim de evitar a pena de cassação. O objetivo foi garantir a realização de uma eleição indireta para o mandato-tampão no estado, que vai até o fim deste ano. A retirada do cargo pelo TSE poderia levar à realização de um pleito direto, reduzindo o poder de influência do governador sobre sua sucessão imediata.

O julgamento no TSE foi retomado após Kassio pedir vista na sessão do último dia 10, quando o processo voltava à pauta após quatro meses parado para vista do ministro Antônio Carlos.

Cármen Lúcia, criticou o fato de Castro ter renunciado na véspera da retomada do julgamento —o prazo de desincompatibilização para disputar as eleições se encerra apenas em 4 de abril.

"Tem sido continuado os casos em que governantes do Rio não terminam, ou saem dos cargos como agora, na véspera de um julgamento iniciado desde o ano passado, tendo em vista exatamente o exame e a conclusão sobre práticas absolutamente contrárias ao que se põe na Constituição, na minha compreensão", disse ela.

Em seu voto, Mendonça afirmou que votaria pela cassação de Castro, mas não aplicou a pena em razão da renúncia.

"Embora tenha colhido os dividendos eleitorais, o que de fato justificaria a sua cassação caso não tivesse havido a renúncia ocorrida na data de ontem, não se aplica aqui a sanção de inelegibilidade por insuficiência probatória da sua efetiva participação nas condutas ilícitas", disse ele.

A ação eleitoral teve como origem o chamado escândalo da "folha secreta de pagamento", revelado pelo UOL em junho de 2022. O caso se refere ao uso da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo e sem a divulgação de seus nomes.

Uma investigação do Ministério Público do Rio descobriu saques de dinheiro vivo na "boca do caixa". Ao todo, R$ 248 milhões foram retirados em agências bancárias por dezenas de milhares de pessoas que integrariam o suposto esquema. As contratações só foram interrompidas em agosto, após a ação civil pública do Ministério Público estadual.

O caso gerou duas ações de investigação judicial eleitoral, uma movida pela chapa de Marcelo Freixo (PT), derrotado na eleição, e outra pela Procuradoria Eleitoral. Castro foi absolvido no TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) em maio de 2024 em votação apertada, por 4 a 3. O Ministério Público Eleitoral levou o caso ao TSE, ao recorrer da decisão.

Na retomada do julgamento, Kassio afirmou também que não foi comprovado que a reeleição de Castro ocorreu em razão do esquema. O ex-governador foi eleito no primeiro turno com 58,67% dos votos válidos.

"É extremo de dúvida que as cifras envolvidas neste caso concreto são superlativas. [...] Ocorre que os elementos existentes não se traduzem em um grau de certeza que permita apenar os integrantes da chapa eleita no pleito de 2022 para o governo do estado do Rio de Janeiro, tampouco demais recorridos, com as duras penas", declarou o ministro.

Floriano, logo em seguida, questionou a necessidade de comprovação direta sobre o resultado.

"O abuso é ilícito em si. Independe da obtenção de eventual resultado ou da necessidade deste resultado para a disputa eleitoral. Já se decidiu nesta corte que a margem de votos daquele vencedor que praticou um abuso é irrelevante para desnaturar a característica ou o atributo de abusividade das condutas", declarou o ministro.

Kassio, por sua vez, considerou que não há prova suficiente no processo que permita a condenação de Castro e os demais acusados na ação eleitoral sobre o chamado escândalo da "folha secreta de pagamento". Ele considerou como "relatos pontuais" testemunhas que apontaram o uso eleitoreiro de projetos sociais do governo.

"É de se indagar como a existência de apenas três depoimentos em um universo de 27 mil contratações seria suficiente para comprovar a intenção de impactar o pleito que ocorreria em 2022", disse o ministro.

Floriano, porém, considerou que "as irregularidades abundam" e que "há elementos de prova sólidos e harmônicos" no processo para demonstrar um "mecanismo para alavancar candidaturas dos investigados e das alianças políticas no pleito de 2022".

"O descaso administrativo, marcado pela informalidade dos procedimentos adotados, falta de critério na contratação e definição das atribuições, caráter genérico dos projetos a serem desenvolvidos, pagamento na boca do caixa, serviu ao propósito de escamotear a verdadeira finalidade das ações, que era o benefício eleitoral", afirmou o ministro.

Mendonça, por sua vez, afirmou que Castro obteve dividendos eleitorais, mas não pode ser responsabilizado por atos que não cometeu.

"Embora tenha colhido os dividendos eleitorais, o que de fato justificaria a sua cassação, caso não tivesse havido a renúncia ocorrida na data de ontem, não se aplica aqui a sanção de inelegibilidade, por insuficiência probatória da sua efetiva participação nas condutas ilícitas"

Politica Livre

Valmir de Francisquinho é o pesadelo de Fábio Mitidieri

em 24 mar, 2026 8:36
Adiberto de Souza

As eleições deste ano lideram as conversas em qualquer reunião de políticos. Um dos mais preocupados com a próxima disputa eleitoral é o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD). O fidalgo não confessa nem sob tortura, porém dorme e acorda pensando num possível novo embate com o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos). A preocupação do inquilino palaciano se justifica, pois ele já sentiu na pele a força eleitoral do político serrano. Nas eleições de 2022, Mitidieri só chegou ao 2º turno porque a justiça retirou Valmir do páreo. Para quem não lembra, mesmo inelegível, o gestor itabaianense teve 457.922 votos no 1º turno, enquanto Mitidieri foi votado por 294.936 sergipanos, bem menos do que os 338.796 obtidos por Rogério Carvalho (PT). O medo de enfrentar Francisquinho vai além de Mitidieri. Na tentativa de desgastar a imagem do prefeito, os aliados do governador e a imprensa chapa branca vivem propagando que Valmir não terá coragem de renunciar ao mandato. Também alardeiam que a Justiça vai derrubar a liminar que devolveu a elegibilidade ao itabaianense. Ora, como dizem os mais velhos: “Não se joga pedra em árvore que não dá frutos”. Logo, se os opositores de Valmir o escolheram como saco de pancadas é porque o homem tem muito cacife eleitoral. Marminino!

Greves pipocam

Contrariados com a recusa do governo Mitidieri em atender suas justas reivindicações, as auditoras e auditores fiscais entraram em greve, hoje, por tempo indeterminado. Pelo mesmo motivo, os professores da rede estadual cruzaram os braços por 10 dias e só voltaram ao trabalho porque o governo conseguiu uma liminar considerando a paralisação ilegal. Aliás, o Executivo deve enviar para a Assembleia Legislativa um Projeto de Lei concedendo ao funcionalismo um raquítico reajuste de cerca de 4%. E olhe que os cofres do Estado nunca estiveram tão abarrotados de dinheiro quanto agora. Pelo visto, o governador Fábio Mitidieri (PSD) não precisa dos votos das famílias e amigos dos servidores. Home vôte!

Após sete anos como secretário do governo fluminense, o ex-deputado federal André Moura (União) foi exonerado do cargo, ontem. A exoneração aconteceu no mesmo dia em que o governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato temendo ser cassado. Agora desempregado, o mandachuva do União Brasil vai aproveitar o tempo livre para tocar a pré-candidatura ao Senado. Um dos grandes desafios de André será tirar de seu caminho os governistas que querem vê-lo pelas costas, a exemplo do senador Alessandro Vieira (MDB), que vive propagando as condenações de Moura por peculato e desvio de recursos públicos. Aliás, o emedebista não se cansa de dizer que Moura “é candidato a uma vaga no presídio”. Cruz, credo!

Amor bandido

Cuidado com o “golpe do amor” ou “golpe Don Juan”, em que mulheres são induzidas a fazer depósitos em troca de presentes supostamente retidos no aeroporto. Segundo a polícia, os criminosos criam perfis falsos nas redes sociais, se passando por estrangeiros em boas condições financeiras. Após envolverem emocionalmente a vítima, pedem que ela deposite dinheiro em contas bancárias para que possa resgatar falsos presentes enviados pelos malandros e, supostamente, retidos pela Receita Federal no aeroporto. Quem avisa, amigo é. Misericórdia!

UFS em Estância

A Universidade Federal de Sergipe realizou, ontem, a Aula Magna de implantação de seu novo campus localizado na cidade de Estância. A nova unidade da UFS nasce com seis cursos de graduação: Biotecnologia, Ciência de Dados, Gestão Ambiental, Gestão de Empreendedorismo, Engenharia Têxtil e Engenharia de Produção. A Aula Magna foi prestigiada pela população estanciana e políticos. O projeto do Campus de Estância também aposta na pesquisa aplicada, na transferência de tecnologia e na construção de parcerias com empresas, cooperativas, órgãos públicos e produtores locais. Segundo a reitoria da UFS, a chegada do novo campus representa um passo estratégico na interiorização do ensino superior público em Sergipe. Supimpa!

De olho nas eleições

A superintendente regional do Sebrae, Priscila Felizola, convocou uma reunião do conselho da instituição para anunciar o afastamento temporário do cargo. Com essa decisão, a ilustre se desincompatibiliza para o caso de ser candidata nas eleições deste ano. Filha do ex-governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (Pode), Priscila tem sido citada como pré-candidata a vice-governadora numa provável chapa encabeçada pelo prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos). Os governistas afastam tal hipótese e garantem que se a superintendente se candidatar será para a Câmara Federal. Ah, bom!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/valmir-de-francisquinho-e-o-pesadelo-de-fabio-mitidieri/

MP apresenta documento sobre limites para gastos de municípios com eventos

 O documento técnico orienta sobre o uso responsável de recursos públicos em festividades. Prefeituras poderão enviar sugestões ao documento antes de sua finalização

(Foto: Eric Almeida/MPSE)

O Ministério Público de Sergipe (MPSE), em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) e o Ministério Público de Contas (MPC/SE), apresentou nesta terça-feira, 24, a minuta da nota técnica que estabelece diretrizes para os gastos dos municípios sergipanos com festividades e eventos. O encontro, realizado com representantes da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames) e gestores municipais, marca a abertura de um prazo para que as prefeituras enviem sugestões e contribuições ao documento antes de sua finalização.

A iniciativa visa conferir maior racionalidade e transparência à aplicação dos recursos públicos em eventos culturais, especialmente diante do aumento dos cachês artísticos e da necessidade de preservar serviços essenciais. Segundo o Procurador-Geral de Justiça, Nilzir Soares Vieira Junior, o objetivo é ouvir a Fames, principal interessada, para que o texto final seja construído de forma dialógica. “Essa nota técnica balizará a atuação dos órgãos de controle com o objetivo de dar mais racionalidade aos gastos. O ideal é que esse trabalho seja feito dentro de um clima de uniformidade para evitar disfuncionalidades e concorrência desleal no mercado de contratações”, afirmou.

O Diretor do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público, Promotor de Justiça Rômulo Lins, explicou que o documento possui caráter orientativo e estabelece “sinais de alerta” (red flags) para situações que exijam justificativas mais robustas por parte dos gestores. “Estamos construindo balizas para uma contratação mais transparente, clara e objetiva. A nota trata de eixos como saúde financeira, fiscal e transparência, reproduzindo a legislação vigente e resoluções do TCE para auxiliar no equilíbrio das contratações”, destacou.

Complementando a visão técnica, o Procurador-Geral de Contas, Eduardo Côrtes, ressaltou que a nota não impõe um teto fixo, mas traz parâmetros para identificar possíveis abusividades nos preços praticados. “Iremos fazer uma análise de cada contratação e também global dos valores aplicados, utilizando inclusive o painel de festividades do Tribunal de Contas. Os gestores estão abertos a encontrar critérios e limites que permitam racionalizar os recursos para atender outras demandas municipais”, pontuou.

Representando os municípios, a presidente da Fames, Silvany Mamlak, enfatizou a importância do instrumento jurídico para balizar as decisões dos gestores perante a população e a classe artística. “Precisamos entender que o dinheiro público tem limites. Queremos continuar com os festejos, sem tirar o título de Sergipe de ‘País do Forró’, mas com equilíbrio administrativo e financeiro. Os prefeitos estão abertos ao diálogo e traremos nossas análises e sugestões até o dia 30 de março”, concluiu.

Com o prazo estabelecido para o recebimento de contribuições dos municípios, os órgãos de controle pretendem consolidar a nota técnica em breve, oferecendo um guia seguro para que as festividades tradicionais do estado ocorram em conformidade com os princípios da administração pública e a capacidade orçamentária de cada localidade.

Também participaram da reunião o Coordenador-Geral do MPSE, Procurador de Justiça Carlos Augusto Alcantara Machado; a Presidente do TCE/SE, Conselheira Angélica Guimarães; o Diretor-Presidente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê, Gustavo Paixão; o Secretário de Estado da Comunicação, Cleon Nascimento; o Procurador do Estado, Guilherme Augusto Marco Almeida; o Secretário Municipal da Cultura de Aracaju, Paulo Corrêa e representantes de municípios sergipanos.

Fonte: Ascom/MPSE

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Acusado de matar empresária em hotel é transferido para enfermaria do Huse

 Após cirurgia, o paciente Tiago Sóstenes, de 37 anos, foi transferido para enfermaria e permanece sob vigilância neurológica

(Foto: Reprodução/Redes sociais)

O policial, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, apontado como principal suspeito da morte da namorada, Flávia Barros, ocorrida no último domingo (22), permanece internado no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), em Aracaju. O estado de saúde do acusado foi atualizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na manhã desta terça-feira, 24.

De acordo com as informações da SES, Tiago Sóstenes, de 37 anos, passou por um procedimento cirúrgico e foi transferido para um leito de enfermaria no hospital. O paciente deverá ser submetido a novos exames nos próximos dias e o quadro de saúde é considerado estável até o momento.

Segundo o órgão, o homem segue sob vigilância neurológica contínua e recebe acompanhamento de uma equipe médica e multidisciplinar da unidade hospitalar. Tiago deu entrada onde deu entrada na ala vermelha do Huse ainda no domingo com um ferimento por arma de fogo.

O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram as circunstâncias da morte de Flavia Barros, de 38 anos, que foi encontrada sem vida em hotel da zona sul da capital. A suspeita é de que Tiago tenha tentado tirar a própria vida após matar a própria companheira.

Por Aline Souto e Verlane Estácio

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JUSTIÇA INELEGÍVEL!

 O TSE formou maioria para tornar inelegível o ex-governador do Rio Claudio Castro

Por JB JURÍDICO
redacao@jb.com.br

Publicado em 24/03/2026 às 20:45

Alterado em 24/03/2026 às 21:21


                                  Claudio Castro Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Abra o Link e Leia Matéria Completa:

https://www.jb.com.br/brasil/justica/2026/03/1059081-inelegivel.html




GloboNews tem demissões e crise interna após vexame do PowerPoint, diz site

 

 Atualizado em 24 de março de 2026 às 17:38

                                A jornalista Andréia Sadi no Estúdio i. Foto: Divulgação

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