domingo, março 22, 2026

PL nacional decide tomar mandato de vereador que deixar partido e se aliar a JHC

 

PL nacional decide tomar mandato de vereador que deixar partido e se aliar a JHC

Diretório orienta comando estadual a buscar mandatos na Justiça Eleitoral, reclamando de infidelidade partidária
Deputado assume provisoriamente a direção do partido no Estado, e informa a vereadores que decisão é do diretório nacional Foto: Ascom ALE

Após reunião com a direção nacional do Partido Liberal, ao qual é filiado, o deputado estadual Cabo Bebeto anunciou que assume provisoriamente a presidência da legenda em Alagoas. Na reunião, realizada na tarde deste sábado, 21, o PL reagiu as ações do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, que, além de abandonar o partido, afirmou que leva consigo praticamente toda a bancada liberal na Câmara de Vereadores da capital.

“O diretório nacional não vai aceitar a saída de nenhum vereador do partido” – afirmou o Cabo Bebeto, ressaltando que essa é a orientação nacional e que a situação de Alagoas foi discutida e definida na reunião em que foi indicado presidente no Estado. Segundo o deputado, participaram da reunião, entre outros dirigentes, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o secretário-geral, Rogério Marinho, e Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República.

Ao divulgar que está provisoriamente no comando do diretório estadual, Cabo Bebeto revelou que o objetivo do partido é formar chapa completa em Alagoas, de deputado estadual a governador. “Nosso objetivo é formar uma chapa que tenha condições de brigar” – disse ele.

Por isso, a reação após a saída de JHC, foi informar que todos os vereadores que deixarem o PL correm o risco de perder o mandato. “Vai ser uma lide no campo jurídico provavelmente. Por isso, cada um, com calma, tome a melhor decisão pra si” – afirmou.

O deputado ressaltou que o PL deu ao prefeito JHC todas as condições para ser candidato pela legenda. “Garantimos a estrutura partidária, tempo de Tv, recursos do fundo eleitoral, tudo, tudo ele tinha. E aí disse que não, que vai sair do PL, inclusive anunciado que vai tirar nove vereadores do partido” – explicou o novo presidente da legenda Liberal.

Do total de 27 cadeiras na Câmara Municipal de Maceió, o PL tem uma bancada de 11 vereadores.

O deputado estadual avalia que a reação do PL se sustenta na lógica das composições políticas. “O que o PL faz, em consequência dessa atitude do prefeito JHC? Destituiu ele e avisa os vereadores que quem sair do partido vai enfrentar processo questionando a fidelidade partidária. É uma posição oficial. Se saírem, o partido vai atrás do mandato” – reafirmou Cabo Bebeto.

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Entre traição e aliança: Bolsonarismo resgata Moro para reorganizar a direita



EDITORIAL: A Memória Curta do Cinismo – Quem Realmente Entregou o Controle dos Combustíveis no Brasil?


 

EDITORIAL: A Memória Curta do Cinismo – Quem Realmente Entregou o Controle dos Combustíveis no Brasil?


Por José Montalvão

O cenário político brasileiro, neste março de 2026, assiste a um espetáculo de cinismo que beira o deboche. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenta, a todo custo, emplacar a narrativa de que a alta dos combustíveis é culpa exclusiva da gestão atual, ignorando as digitais que eles próprios deixaram na estrutura econômica do país durante o mandato do seu genitor, sob a batuta de Paulo Guedes.

É preciso refrescar a memória de quem tenta "zombar da cara do povo": a desestabilização da soberania energética brasileira começou com a entrega estratégica de ativos fundamentais, e o marco zero dessa confusão na bomba de combustível tem nome e data.


A Privatização da BR Distribuidora: O Estado de Mãos Atadas

Em 2019, o governo Bolsonaro e o então ministro Paulo Guedes finalizaram a venda do controle acionário da BR Distribuidora (hoje Vibra Energia). Na época, a empresa detinha 30% do mercado nacional. Ao privatizar a maior distribuidora do país, o governo abriu mão de uma ferramenta vital de regulação.

  • Perda de Controle: Sem uma distribuidora estatal forte, a Petrobras perdeu a capacidade de influenciar o preço final que chega ao consumidor.

  • Ditadura do Mercado: A empresa passou a operar focada exclusivamente no lucro dos acionistas privados, deixando o brasileiro à mercê das variações internacionais e das margens de lucro agressivas do setor privado.


A Herança de Guedes e o Preço da "Eficiência"

O argumento de Paulo Guedes era de que a privatização traria "eficiência e concorrência". Na prática, o que o povo viu foi a consolidação de um modelo que privilegia o dólar em detrimento do real. Enquanto Bolsonaro e seus aliados, como o senador Sérgio Moro, defendiam o desmonte do Estado, o custo de vida do trabalhador disparava.

Hoje, é fácil apontar o dedo para o governo Lula, mas é difícil explicar por que o governo anterior destruiu os mecanismos que permitiam ao Brasil amortecer os choques externos de petróleo. A mudança recente na política de preços da Petrobras (o fim da paridade de importação) e as isenções de impostos são tentativas de consertar um motor que foi propositalmente avariado entre 2019 e 2022.


Fatores Externos vs. Soberania Interna

É verdade que conflitos geopolíticos e a cotação internacional influenciam os preços. No entanto, um país que produz petróleo como o Brasil não deveria ser um refém tão frágil do mercado externo. O problema é que, ao vender a BR Distribuidora, Bolsonaro entregou a "logística" do país.

O combustível sai da refinaria com um preço, mas quem decide quanto você paga na bomba são as distribuidoras. E hoje, o Estado brasileiro não tem mais uma cadeira nessa mesa de decisão graças à política entreguista de Guedes.


Conclusão: Contra o Cinismo, os Fatos

Não se engane com postagens de redes sociais que tentam simplificar um problema estrutural. O aumento que dói no bolso do jeremoabense e de todo brasileiro hoje é fruto de uma escolha política feita no passado recente: a escolha de tratar o combustível como mercadoria de luxo internacional e não como item básico de soberania nacional.

O cinismo pode até ganhar curtidas, mas não enche o tanque de ninguém. A conta da privatização da BR Distribuidora chegou, e o boleto tem a assinatura de quem hoje tenta posar de salvador da pátria.


Blog de Dede Montalvão: Onde a memória não falha e a verdade não se esconde.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025)




Forças do Brasil - A Campanha contra o STF, com Gisele Cittadino 21.3.26

 

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REVELADOR! O que está por trás dos ataques aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, alvos preferidos da cobertura de imprensa em relação ao escândalo do Banco Master? Para falar sobre os interesses que movem a tentativa de encurralar o Supremo Tribunal Federal, Forças do Brasil recebe a jurista Gisele Cittadino.

MP-BA ajuíza ação contra escola internacional por práticas abusivas na oferta de alimentação aos estudantes em Salvador

 

MP-BA ajuíza ação contra escola internacional por práticas abusivas na oferta de alimentação aos estudantes em Salvador
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado da Bahia ajuizou uma ação civil pública contra o colégio bilíngue internacional "Escola Concept" e a empresa Sapore S/A, que presta serviço de fornecimento de alimentação na instituição de ensino, por práticas abusivas na oferta de alimentação aos alunos. A movimentação ocorreu por meio da 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor, em Salvador, no dia 12 de março.

 

De acordo com o promotor de Justiça Saulo Murilo Mattos, autor da ação, o procedimento teve início após o recebimento de diversas denúncias de pais e responsáveis, que levaram o MPBA a instaurar inquérito para apurar o caso em agosto de 2025. Segundo os relatos, a escola estaria impondo a contratação do serviço de alimentação fornecido pela empresa Sapore como condição associada à prestação do serviço educacional, o que pode caracterizar prática ilegal de venda casada e restringir a liberdade de escolha do consumidor.  

 

Segundo a denúncia, a Escola Concept estaria proibindo os estudantes de levar alimentos de casa ou de adquirir refeições em outros estabelecimentos. A exigência do serviço de alimentação seria uma condição para a permanência dos alunos nos turnos integral e semi-integral, sem que os responsáveis tivessem a liberdade para escolher outro fornecedor. 

 

As investigações também identificaram problemas de natureza sanitária e de segurança. Em agosto de 2025, a Vigilância Sanitária realizou visita técnica à escola e constatou diversas inconformidades no espaço utilizado pela empresa Sapore, especialmente nos procedimentos de armazenamento de alimentos destinados a lanches e refeições.

 

Além disso, a instituição apresentou auto de vistoria do Corpo de Bombeiros com prazo de validade vencido, conforme relatório técnico de fiscalização, evidenciando irregularidades relacionadas à segurança contra incêndios.  

 

Na ação, o MP-BA requer que a Escola Concept e a Sapore interrompam imediatamente a prática de venda casada, garantindo que a contratação do serviço de alimentação seja facultativa e não condicionada à matrícula ou às atividades pedagógicas.

 

Entre as medidas requeridas estão a suspensão de cláusulas e cobranças obrigatórias; a informação clara à comunidade escolar de que o serviço é opcional; a permissão para envio de alimentos de casa ou aquisição de outros fornecedores; a apresentação dos contratos firmados entre a escola e a empresa; a proibição de cláusulas de exclusividade abusivas; e a regularização das condições sanitárias e de segurança. 

 

Embora a instituição alegue que a alimentação integra seu projeto pedagógico, o promotor de Justiça ressaltou que essa justificativa ‘não pode suprimir direitos básicos do consumidor, como a liberdade de escolha e a transparência contratual’. 

Brasil poderia economizar R$ 186 bi em dez anos com controle de supersalários, diz instituto

 

Brasil poderia economizar R$ 186 bi em dez anos com controle de supersalários, diz instituto
Foto: Nilson Carvalho/Agência Brasília

O controle dos supersalários poderia levar a uma economia de R$ 186,4 bilhões em dez anos no Brasil. É o que aponta uma pesquisa chefiada por Sergio Guedes-Reis, servidor federal e doutorando pela UCSD (Universidade da Califórnia, San Diego), e encomendada pelo instituto República.org.
 

As adequações na remuneração sugeridas se baseiam nos dados sobre os salários de carreiras dos sistemas de Justiça em 11 países: Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Itália, México, Portugal e Reino Unido. Além da magistratura, foram consideradas verbas pagas a membros dos órgãos equivalentes ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à advocacia pública.
 

As simulações consideram três cenários, com regras de transição ou não, para estimar o impacto das alterações ao longo de 20 anos. Há projeções para congelamento total dos salários, incidência de novas regras apenas para ingressantes nas carreiras e adoção de VPNI (Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada) para enquadramento de verbas que excedam um novo teto.
 

São considerados um turnover (substituição de servidores ao longo do tempo) de 4% ao ano, uma taxa de inflação de 4% ao ano para correção monetária, a manutenção do número de servidores e a estruturação de uma nova pirâmide remuneratória, que divida a diferença entre as remunerações mínimas e máximas em cinco faixas equidistantes, priorizando uma base maior.
 

A aplicação imediata representaria, em teoria, a economia orçamentaria máxima, poupando em dez anos R$ 186,4 bilhões. Em 20 anos, o valor poupado chegaria a R$ 578,3 bilhões.
 

Caso a readequação passasse a valer apenas para servidores ingressantes, a economia seria de R$ 97,8 bilhões em uma década e R$ 330,3 bilhões em duas décadas. Considerando a VPNI, que inclui os servidores atuais, o valor poupado pode chegar a R$ 169,4 bilhões em dez anos e R$ 520,8 bilhões em 20 anos.
 

A fim de corrigir possíveis distorções cambiais na comparação entre países que baseou o novo padrão remuneratório proposto, a pesquisa parte de métricas distintas para contextualização dos dados. A primeira delas adota a unidade de medida em dólares PPP (da sigla, poder de paridade de compra, em inglês).
 

As comparações também são feitas com base em múltiplos das medianas de renda e de salário mínimo.
 

O teto constitucional para remuneração pública no Brasil é o salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e corresponde atualmente a R$ 46,3 mil. Ele foi estabelecido em 2004. Com base no IPCA, esse valor seria hoje cerca de 40% maior.
 

Não é incomum, entretanto, que servidores recebam acima do teto. Certas verbas pagas a magistrados, promotores, defensores e advogados públicos podem ter seu caráter indenizatório reconhecido e, por isso, ficam acima do limite constitucional: são os chamados penduricalhos.
 

Nos demais países estudados pela pesquisa, há diferentes regras que limitam os salários no funcionalismo público.
 

O México apresenta um teto geral. Colômbia e Itália têm tetos específicos para poderes e entes. Nos EUA, os limites são estabelecidos com base em grupos de servidores. No Chile, levam em consideração as elites políticas e, na Argentina, determinados dirigentes públicos.
 

Alemanha e Portugal, por sua vez, adotam tabelas estruturadas que estabelecem limites remuneratórios. Por fim, no Reino Unido, há comissões que avaliam quando esses valores devem superar o salário do primeiro-ministro.
 

O STF (Supremo Tribunal Federal) tem promovido uma ofensiva contra os supersalários nos três Poderes desde o mês passado. Em fevereiro, o ministro Flávio Dino suspendeu o pagamento de verbas indenizatórias, estabelecendo que apenas os penduricalhos expressamente previstos em lei poderim ficar fora do teto das respectivas carreiras.
 

Semanas depois, o ministro Gilmar Mendes determinou que verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público só poderiam ser pagas quando estivessem expressamente previstas em lei aprovada pelo Congresso. A decisão barrou boa parte dos penduricalhos, que costumam ser determinados por ação administrativa e lei estadual. O plenário do tribunal ainda vai discutir o tema.

Advogado ligado a Lula critica PF ao defender Lulinha: 'Eles atiram a flecha e pintam o alvo'

 

Advogado ligado a Lula critica PF ao defender Lulinha: 'Eles atiram a flecha e pintam o alvo'
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Amigo de Lula (PT), o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, faz duras críticas ao trabalho da Polícia Federal ao defender Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que vem sendo investigado por suposta ligação com as fraudes do INSS.
 

Carvalho, que já foi cotado para chefiar o Ministério da Justiça --órgão ao qual a PF é subordinada--, critica tanto o que chamou de criatividade da investigação, ao ver indícios de ilícitos que, para ele, não existem, quanto o vazamento de informações do caso, que ele classifica como criminoso. Disse, contudo, confiar na corporação e no seu dirigente, o diretor-geral Andrei Rodrigues.
 

Em entrevista à Folha na sexta-feira (20), o advogado de Lulinha fez paralelos entre os governos Lula e Jair Bolsonaro (PL) para dizer que, na gestão anterior, houve episódios de tentativas de interferência do governo na PF, órgão de Estado, que não ocorrem agora, mas que integrantes da corporação não estão cumprindo seu papel da mesma maneira republicana.
 

"A Polícia Federal, como instituição de Estado, e como toda instituição, está em disputa. E essa disputa é reflexo da disputa que acontece na própria sociedade, ainda dividida pelo ódio e pela intolerância", afirmou. Carvalho atua na defesa de Lulinha com o advogado Guilherme Suguimori.
 

"Há episódios da Lava Jato que infelizmente estão sendo reproduzidos. Tenho certeza absoluta, pelo bem da integridade da própria corporação, que o Andrei [Rodrigues] vai tomar providências bastante enérgicas para se livrar desses elementos que colocam em xeque a credibilidade da instituição. Confio nele. O presidente Lula devolveu independência e autonomia para a Polícia Federal, e ela precisa usar essa independência e autonomia com responsabilidade", disse.
 

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Polícia Federal para comentar as declarações do advogado, mas o órgão não respondeu.
 

O advogado nega com veemência que Lulinha tenha recebido qualquer valor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, decorrente do esquema de descontos indevidos em aposentadorias de brasileiros.
 

"Não há qualquer tipo de repasse, de forma direta ou indireta. Tanto é que a Polícia Federal está tentando estabelecer linhas, digamos, pirotécnicas, exageradamente criativas, num delírio persecutório que parece não ter fim e nos remete ao que houve de pior no nosso sistema de Justiça. Eles atiram a flecha e pintam o alvo. Então, assim, não deixam de errar. Começaram pelo fim: querer condenar", disse Carvalho.
 

"Ninguém quer que o Fábio esteja acima da lei. Mas não podemos permitir que ele seja tratado como se estivesse abaixo dela."
 

A PF investiga se Lulinha recebeu valores do Careca do INSS por meio de uma amiga em comum, a empresária Roberta Luchsinger, alvo de uma operação em dezembro. Os três se conhecem: a convite dela, Lulinha fez uma viagem a Portugal em 2024 para visitar um projeto de canabidiol de Careca.
 

Uma das suspeitas da PF é de que Lulinha receberia uma mesada de R$ 300 mil por meio da amiga. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a PF investiga repasses a uma agência de viagens, e um relatório sugere que a mudança dele para a Espanha, no ano passado, poderia ser para uma "possível evasão" do Brasil. Como revelou a Folha, Lulinha abriu uma empresa na Espanha em janeiro deste ano.
 

Carvalho rebate todos os pontos. "Não houve nem um único repasse sequer", afirmou o advogado, referindo-se a valores vindos de Careca ou de Luchsinger.
 

Segundo sua análise, a quebra do sigilo bancário de Lulinha teria comprovado isso, uma vez que os extratos não registrariam transferências nesse sentido. "O vazamento criminoso dos dados foi revelador e tranquilizador", afirmou.
 

Sobre a viagem com Careca, em 2024, ele repetiu informação anterior de que Lulinha não tinha ciência das atividades ilícitas do lobista e foi visitar uma fazenda de canabidiol por ter um familiar com epilepsia que usa a substância. "Nós dissemos isso de forma voluntária e espontânea ao ministro André Mendonça, mesmo antes de sermos inquiridos a respeito."
 

A movimentação financeira noticiada nas contas de Lulinha, de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos, também é contestada. "O Coaf não separa o que é entrada e o que é saída" e duplica os valores a cada transferência entre contas do mesmo titular, disse o advogado. O valor real seria de cerca de R$ 5 milhões em quatro anos --parte da herança de Marisa Letícia, parte de empréstimos feitos ao presidente Lula quando estava preso.
 

A suspeita de evasão é igualmente rechaçada pelo advogado, que diz que Lulinha preparava a mudança para Madri desde 2023, um ano antes das investigações.
 

A defesa de Luchsinger enviou uma petição ao STF, obtida pela Folha, questionando o vazamento de informações sobre o caso. No documento, a defesa destaca que as transferências da empresa dela para a agência de viagens citadas pela PF ocorreram entre dezembro de 2023 e junho de 2024, ao passo que o contrato entre a empresa dela e a de Careca só foi firmado em dezembro de 2024. Com base nisso, a defesa sustenta que seria falsa a premissa de que a triangulação configuraria lavagem de dinheiro.
 

Em dezembro passado, Lula comentou as suspeitas que se formavam sobre a ligação de seu filho com a fraude do INSS. "Se tiver filho meu metido nisso, será investigado."
 

"Eis aí a diferença entre um estadista, o presidente Lula, e um miliciano, o ex-presidente Jair Bolsonaro: um interferindo em investigações para blindar a família, o outro pedindo ao filho que se coloque à disposição do STF", afirmou Carvalho, em referência às suspeitas de interferência na PF na apuração contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das "rachadinhas".
 

Para Carvalho, a exposição forçada pelo inquérito pode ter um efeito paradoxal. "Se antes ele era um problema, hoje ele pode ser uma solução [para Lula]", afirmou. "Se a oposição achava que tinha uma bala de prata, talvez agora tenha se dado conta de que tem uma bala de festim."
 

 

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  Publicado em 26/04/2026 às 07:09 Alterado em 26/04/2026 às 09:57 Lula continua gigante, embora enfrente uma conjuntura eleitoral difícil  ...

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