sábado, março 21, 2026

Falsa delação de Vorcaro serve para pedir ao Vaticano a “canonização” de Moraes


Charge do Kleber Sales (Correio Braziliense)

Vicente Limongi Netto

Coelho da Páscoa é mais verdadeiro do que a apregoada e badalada delação premiada do facínora Daniel Vorcaro. Ano eleitoral não aguentaria ver jogados às feras tantos pedaços de impolutos homens públicos e togados. E bem expostos em praças públicas. Como restos de comida dado aos porcos. Seria teste duríssimo para a democracia.

O novo, tinhoso e famoso advogado de Vorcaro já foi ao Supremo conversar com o presidente Edson Fachin, para ajeitar as coisas. Foi logo tranquilizando Fachin, ao dizer que os aguardados escândalos que sairão da boca suja de Vorcaro não atingirão ministros da Suprema Corte. Mas será mesmo?

SEM PUDOR – Reforçando o amor profundo que os ministros do Supremo nutrem entre si, ninguém é deixado no desvio, a complacência é ampla e absoluta.

A propósito, Fachin e Gilmar aproveitaram os 9 anos de Moraes no STF para comovente festival de imerecidos elogios ao polêmico e puro Xandão. Ninguém no plenário ficou corado nem contestou. Foi marcante e exemplar amor entre togados de bem.

Recados dados, Fachin e o decano Gilmar Mendes preparam documento para enviar ao Vaticano para canonizar Alexandre de Moraes. O imaculado Xandão corre o risco de virar altar nas igrejas. E o próximo nome da lista para virar santo é Dias Toffoli. 

Tebet acerta filiação ao PSB para disputar Senado por São Paulo

 

Tebet acerta filiação ao PSB para disputar Senado por São Paulo

Ministra do Planejamento trocará o MDB pelo novo partido na semana que vem

Por Fábio Zanini/Folhapress

21/03/2026 às 09:55

Atualizado em 21/03/2026 às 10:04

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Tebet acerta filiação ao PSB para disputar Senado por São Paulo

A ministra do Planejamento, Simone Tebet

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acertou sua filiação ao PSB para disputar o Senado por São Paulo. A formalização da entrada dela no partido ocorrerá no final da semana que vem.

Tebet atualmente pertence ao MDB, mas o partido no estado é controlado por lideranças de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que obriga à mudança partidária.

Ela deve integrar a chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT) para o governo de São Paulo. A outra vaga ao Senado ainda está em aberto, mas deve ser ocupada pela ministra Marina Silva, do Meio Ambiente. Outra posição ainda indefinida é a de vice de Haddad.

Politica LIvre

A engrenagem silenciosa de uma delação importantíssima — e seus efeitos imprevisíveis

Publicado em 21 de março de 2026 por Tribuna da Internet

Gilmar Mendes critica Mendonça ao votar por prisão de Vorcaro

 

Gilmar Mendes critica Mendonça ao votar por prisão de Vorcaro

Decano acompanha relator, mas contesta uso de "clichês" para justificar prisão preventiva


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Apesar das ressalvas, Gilmar reconheceu que há elementos concretos que justificam a manutenção da prisão no caso específico, especialmente para evitar interferências nas investigações. - (crédito: STF)


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https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/03/7380822-gilmar-mendes-critica-mendonca-ao-votar-por-prisao-de-vorcaro.html


Alexandre de Moraes vota pela repercussão geral do caso Mariana Ferrer, humilhada em audiência na Justiça

 

Tribunais terão que acompanhar a decisão; vítima de estupro pede a nulidade da sessão na qual foi atacada por advogado


Mulheres manifestaram indignação à forma como a Justiça trata casos de violência contra a mulher, em Porto Alegre (RS) | Crédito: Ezequiela Scapin

Em votação realizada nesta sexta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se posicionou a favor de que a Corte julgue o caso de Mariana Ferrer e produza, a partir dele, uma tese de repercussão geral sobre o constrangimento ilegal da vítima em processos por crimes sexuais.

Se a tese for aprovada, ao final do julgamento será redigido um entendimento que deverá ser observado por todos os tribunais do país, em todos os casos similares. O julgamento no Supremo vai até a próxima sexta-feira (27).

Alexandre de Moraes é relator do caso e foi o primeiro, e até agora o único, a votar. O ministro ressaltou, em seu voto, que nenhuma das instâncias de Justiça, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), levou em consideração as alegações de Ferrer. A jovem, vítima de estupro, contou ter sido humilhada em audiência pelo advogado da parte contrária, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, sem nenhuma reação do juiz ou do promotor responsáveis. “Eu jamais teria uma filha do teu nível”, disse o advogado, entre outras falas humilhantes direcionadas à vítima.

Vídeos da audiência de instrução, realizada online em 2020, viralizaram nas redes sociais, dando grande repercussão ao caso. O acusado é André de Camargo Aranha, que teria drogado e depois estuprado a jovem influenciadora digital, em dezembro de 2018.



Em 9 de setembro de 2020, o juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, julgou como improcedentes as denúncias da jovem e absolveu o réu. A absolvição foi confirmada pela segunda instância do TJSC, que também não admitiu recurso aos tribunais superiores.

Mariana Ferrer encaminhou ao STF uma reclamação, alegando questões constitucionais importantes a serem discutidas, em especial a aplicação do princípio da dignidade da pessoa humana.

A Primeira Turma então deu provimento à reclamação e determinou o envio do recurso para ser analisado pelo Supremo, onde foi ajuizado com um pedido para que seu desfecho servisse de paradigma para casos similares.

Mariana Ferrer alegou ao STF que em nenhuma das etapas do processo criminal foi respondida a questão sobre a nulidade da audiência em que o caso foi instruído. “Durante a inquirição, gratuitamente, [a vítima] passou a ser atacada, achincalhada, ofendida, desprezada e torturada psicologicamente pelo advogado do réu”, descreveu a defesa.

De acordo com Moraes, a questão deve ser respondida adequadamente pela Justiça. O ministro considerou “oportuno” registrar em voto toda a transcrição da audiência que deu repercussão ao caso. O texto completo pode ser lido no portal do Supremo.

Lei Mariana Ferrer

Após a grande repercussão da audiência realizada em 2020, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigou a conduta do juiz Rudson Marcos, do TJSC, e aplicou uma advertência pelo episódio.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também disse que apuraria a conduta do advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, que aparece humilhando Mariana Ferrer nas gravações. Não há notícias sobre eventual punição.

A repercussão do caso gerou consequências no Legislativo, com a aprovação da Lei Mariana Ferrer (Lei 14.245/2021), que protege vítimas de crimes sexuais de serem coagidas durante julgamentos. Outra regra aprovada a partir do episódio foi a Lei de Violência Institucional (Lei 14.321/2022), que visa punir servidores que desrespeitem vítimas de crimes violentos.

Elos com Vorcaro pressionam Toffoli no STF; entenda suspeitas

 A PF elaborou um relatório de 200 páginas sobre as relações de Toffoli e Vorcaro e entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin


                                            Foto: Rosinei Coutinho/STF


LUCAS MARCHESINI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Os questionamentos sobre as conexões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, crescem desde que a primeira relação entre os dois foi revelada em janeiro, e podem ser respondidos ao longo da investigação da Polícia Federal sobre o caso.

O ministro não é investigado pela PF —isso só poderia ocorrer com autorização do próprio Supremo—, mas, investigadores suspeitam de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual a família do magistrado é ex-sócio, e avançam na apuração.


A PF elaborou um relatório de 200 páginas sobre as relações de Toffoli e Vorcaro e entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Os achados da PF não foram suficientes para Fachin autorizar uma investigação contra o ministro, mas provocaram a saída de Toffoli da relatoria do caso, que passou para o ministro André Mendonça. Agora, qualquer avanço nas investigações contra Toffoli dependerá de decisões de Mendonça.

Nesse relatório, a PF incluiu diálogos entre Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel no qual discutem pagamentos para Toffoli. Neles, há indicações de que o ex-banqueiro determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões ao ministro.

A primeira conexão entre Toffoli e Vorcaro surgiu em reportagem da Folha de S.Paulo em 11 de janeiro mostrando que um resort no interior do Paraná, o Tayayá, teve como sócios uma empresa de dois irmãos do ministro e um fundo que faz parte da rede fraudulenta atribuída ao Banco Master.


Na época, atos de Toffoli à frente do caso causavam estranhamento nos órgãos que investigam o caso. O magistrado convocou em dezembro uma acareação entre Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor do BC (Banco Central) Ailton de Aquino.

A medida colocava Aquino como um dos investigados, seguindo a linha de defesa de Vorcaro à época, de que a autoridade monetária tinha se precipitado ao decretar a liquidação do Master, em novembro.

Diante da repercussão, o ministro mudou a solicitação para depoimentos individuais, que ocorreram em 30 de dezembro —enquanto estava hospedado no resort Tayayá.

A parceria no resort localizado em Rio Claro (PR) começou em setembro 2021, quando a Maridt Participações S.A., empresa do ministro com os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, vendeu metade de sua participação no empreendimento ao fundo de investimentos Arleen por pouco mais de R$ 3 milhões.

O Arleen integra uma extensa cadeia de fundos utilizados pelo Master, de acordo com as investigações da PF e do Banco Central. O controlador do fundo é Fabiano Zettel, pastor e operador financeiro de Vorcaro, através de outro fundo, o Leal.

O cunhado de Vorcaro aplicou R$ 26 milhões no fundo Leal no segundo semestre de 2022.

A Maridt deixou a sociedade nas empresas que compõem o grupo Tayayá em fevereiro do ano passado, quando o restante de sua participação foi adquirida pelo empresário Paulo Humberto Barbosa.
Barbosa é um advogado goiano que atuou diversas vezes para a JBS, empresa do grupo J&F. Quando ele comprou a participação do Arleen no Tayayá, o fundo não pertencia mais a Zettel, mas sim a Alberto Leite, empresário amigo de Toffoli que manteve as cotas do fundo por menos de um ano.

O ministro Dias Toffoli não disse que também era sócio da Maridt. Ele só fez a revelação em 12 de fevereiro, após a PF produzir um relatório sobre as relações entre Toffoli e Vorcaro.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Zettel, por mensagem de WhatsApp, qual era a situação dos repasses. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro.

O cunhado respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

Depois disso, Zettel apresentou a lista de pagamentos para Vorcaro aprovar. Nessa lista, constava em uma das linhas: “Tayaya – 15″. Para a PF, tratava-se do repasse de R$ 15 milhões ao empreendimento. Vorcaro respondeu: “Paga tudo hoje”.

Em agosto de 2024, Vorcaro voltou a tratar das cobranças com o cunhado. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”, perguntou o banqueiro.

Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Vorcaro se irritou. “Onde tá a grana?”, afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”.

Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. O cunhado, então, respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

Em nota enviada por Toffoli quando o relatório da PF veio a público, o ministro disse que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro” e que “jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

A Maridit, afirma Toffoli em nota enviada nesta sexta (20), é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal.

“Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas”, afirmou.

“O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro”, acrescentou, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.

Sobre as vendas de participações no Tayayá para o fundo Arleen e para Paulo Humberto, Toffoli afirmou que “tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado”.

A defesa de Daniel Vorcaro não quis se pronunciar.

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