sábado, março 21, 2026

O “Vorcaro” de Milei: documentos do escândalo ‘$LIBRA’ expõem rede de pagamentos, luxo e poder na Argentina

 

Por: Anne Silvahttps://revistaforum.com.br/Publicado: 20/03/2026 - às 09h52

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                            Milei em cerimônia de posse presidencial. Créditos: Wikipedia


ovas evidências do caso “$LIBRA”, escândalo financeiro de pagamentos milionários para a promoção de uma criptomoeda fraudulenta que envolvia de forma direta o presidente da Argentina, Javier Milei, e uma série de “sócios” do político, acendem novamente a polêmica no país vizinho.

O escândalo financeiro

Conforme reportagens do jornal argentino Clarín e El Destape, um documento encontrado no celular do lobista Mauricio Novelli, empresário do setor de criptoativos envolvido com Milei no escândalo, sugere que o presidente teria recebido cerca de US$ 5 milhões para promover a criptomoeda, em três etapas:

O recebimento de US$ 1,5 milhão como pagamento inicial (em dinheiro ou tokens, unidades de valor em tecnologia blockchain que funcionam como ativo digital);

Mais US$ 1,5 milhão após o anúpúblico de apoio ao projeto por parte de Milei;

E, por fim, US$ 2 milhões pela formalização de um contrato de consultoria em blockchain e inteligência artificial.

A anotação menciona, ainda, uma pessoa que se identifica como “H” (provavelmente Hayden Davis, empreendedor norte-americano fundador da Kelsier Ventures, também envolvido com o caso).

Apenas três dias após o documento ter sido criado no celular de Novelli, em 14 de fevereiro de 2025, Milei publicou, em sua conta pessoal na plataforma X, um texto de promoção à “memecoin”, criptomoeda altamente volátil e associada a referências virtuais potencialmente humorísticas.

Após a publicação presidencial, o token LIBRA experimentou uma valorização acelerada, mas perdeu até 90% de seu valor poucas horas depois, em um esquema denominado “pump and dump” (quando o ativo é valorizado de maneira coordenada pelo “lobby”, mas suas ações são vendidas ainda no pico a fim de favorecer novos compradores em detrimento dos antigos).

O colapso das ações gerou prejuízos massivos para os investidores que seguiram a recomendação de Milei: estima-se que tenham sido movimentados cerca de US$ 100 milhões no esquema.

Mauricio Novelli: o “Vorcaro” de Milei

No centro das investigações sobre o esquema de cripto está Mauricio Novelli, que se autodenomina “trader profissional” e cofundador da agência NW Professional Traders.

Novelli tem uma relação de longa data com Milei, desde antes de o atual presidente assumir o cargo. Ele também mantinha boa relação com Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, mais conhecida por seu envolvimento no escândalo de uma rede de corrupção que extraía propinas a partir da supervalorização do preço de remédios e contratos da Agência Nacional para a Deficiência argentina (Andis).

Em novos documentos e áudios divulgados pela mídia argentina nesta sexta-feira (16/3), recuperados do celular de Novelli, pode-se confirmar uma rede de pagamentos feitas pelo empresário a Milei e à irmã, Karina, além de visitas realizadas à Casa Rosada na época do contrato.

A análise forense do celular de Novelli foi conduzida pelo promotor Eduardo Taiano.

Um dos aspectos mais perturbadores do caso envolve mensagens atribuídas a parceiros do projeto, e especialmente uma ligação feita por Novelli, em que se solicita a “compra de 12 meninas” para comemorar o fechamento de acordos relacionados à cripto.

Novelli diz: “Bom, doze meninas, no mínimo, vai. Tem que ser três grupos de quatro, ou quatro grupos de três, e ir revezando”.

“É para isso que a gente [as] compra. É muito fácil de conseguir, muito”.

Novelli sugere que o “problema” com a “compra” das garotas é que elas “começam a encher o saco” ao sugerir que ele “precisa beber alguma coisa” ao invés de apenas anuir ao sexo.

A situação remete, no Brasil, aos desenvolvimentos do caso do Banco Master, pelo qual se investiga, agora, o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para negociar as delações no processo.

Leia também: Efeito Banco Master: líder do PT avança na Câmara para instituir “autonomia relativa” do BC – Revista Fórum

Entre os arquivos recuperados do celular de Vorcaro e encaminhados à CPMI do INSS (por suspeitas de contratos superfaturados e descontos em benefícios de aposentados e pensionistas), há mensagens em que se fala sobre “a contratação de umas 80 modelos” para uma festa, e a sugestão de que “ele só ficaria com loirinhas”.

Leia também: Prints do celular de Vorcaro citam “loirinhas” e “80 modelos” em conversa com contato salvo como “Alan TI” – Revista Fórum

Quem é a “sugar baby” que ganhou apê de Vorcaro e foi denunciada por ligação com tráfico de cocaína – Revista Fórum

Os casos apontam para um padrão recorrente entre a exploração da influência política e de corpos femininos como espécies de “prêmios” que sustentam o estilo de vida “esbanjador” de lobistas e financistas.

Saiba mais sobre o “Caso $LIBRA”:

Golpe da criptomoeda: Milei tem chance de cair? Entenda o cenário na Argentina – Revista Fórum

Crise da criptomoeda $Libra abala Milei e pode levar a pedido de impeachment – Revista Fórum

FBI e Departamento de Justiça dos EUA são acionados para investigar Milei em caso de criptomoedas – Revista Fórum

A HIPOCRISIA SAGRADA DE XAPURI: QUANDO O CLERO VIRA PECADO SÓ SE FOR DO LADO ERRADO

 




Em Xapuri, Acre, uma cidadezinha de fronteira que carrega o peso simbólico da luta acreana por liberdade, o que acontece dentro das igrejas católicas não é apenas um caso local. É o ensaio geral do teatro nacional da incoerência religiosa. O Papa Francisco, que para o mundo inteiro representou a renovação humilde da Igreja, por aqui nunca foi tratado como santo. Era apenas “um ser humano” — e, para muitos, um humano inconveniente. O mesmo olhar frio que rejeitou o argentino se repetiu, com precisão cirúrgica, quando o Padre Antônio Menezes decidiu descer do altar para a arena política: primeiro como vice-prefeito pelo PSB, agora como pré-candidato a deputado estadual pelo PT.


As frases são as mesmas, repetidas como mantra hipócrita:

“Lugar de padre é na igreja.”

“É o meu padre, mas não o meu candidato.”


Eis o ponto central: essas críticas não nascem de uma defesa sincera da separação entre Igreja e Estado. Nascem de um cálculo ideológico. Porque o mesmo fiel que hoje torce o nariz para o Padre Antônio Menezes nunca torceu o nariz para pastores que transformam púlpitos em palanques eleitorais, que atacam abertamente minorias, que espalham fake news com a bênção da Bíblia e que pedem voto explícito para criminosos condenados. Para esses, não existe “lugar de pastor é no templo”. Existe apenas “meu pastor, meu voto, minha bancada”.


É uma hipocrisia seletiva que revela o verdadeiro rosto conservador brasileiro: tolera o político-religioso quando ele está do lado da direita, do mercado, do armamento, do bolsonarismo. Mas quando o religioso ousa falar de justiça social, de Amazônia preservada, de direitos dos povos originários, de combate à miséria — temas que o Evangelho literalmente grita —, aí vira “ingerência”, “politicagem”, “ideologia de gênero disfarçada de missa”.


Xapuri não é exceção. É laboratório. O que se ensaia hoje na igreja matriz de Xapuri se multiplica amanhã em milhares de cidades brasileiras. É o mesmo mecanismo que permite a um deputado evangélico usar a Bíblia para defender grilagem na Amazônia enquanto condena um padre católico por defender os seringueiros. É a mesma lógica que vê “perseguição religiosa” quando um pastor é criticado por pedir voto para um político fichado, mas celebra como “coragem profética” quando o padre petista é linchado moralmente.


O Brasil que se projeta a partir de Xapuri é um país onde a laicidade do Estado virou piada. Onde o conservadorismo religioso se tornou o novo coronelismo: manda na urna, controla o voto, dita a moral pública — mas só quando o candidato usa terno e gravata ou batina “do jeito certo”. O resto é “comunista infiltrado na Igreja”.


Padre Antônio Menezes não está traindo o sacerdócio. Está fazendo exatamente o que a Doutrina Social da Igreja sempre pregou: encarnar o Evangelho na realidade concreta dos pobres. O pecado não está na candidatura. O pecado está na incoerência de quem aplaude pastor que abençoa milícia e condena padre que abençoa seringueiro.


Enquanto não houver coerência moral — enquanto o “lugar do religioso” for definido pelo viés político do fiel e não pela coerência do Evangelho —, o Brasil seguirá refém dessa hipocrisia sagrada. Xapuri hoje. Amanhã, o Congresso. Depois, o país inteiro.


Porque, no final, a pergunta incômoda permanece:

Se o lugar do padre é na igreja, por que o lugar do pastor virou a bancada evangélica?


A resposta é simples, e brutal: porque, para o conservador brasileiro, Deus só existe quando Ele vota certo.

Pauta do Jornalista Luis Celso

Master: GloboNews usa PowerPoint com graves distorções para atacar Lula e PT

 Imagem coloca presidente como o mais próximo de Vorcaro e não cita Bolsonaro e Tarcísio que receberam R$ 5 milhões em campanha, nem Campos Neto, que no BC deu todas as credenciais ao Master


Por: Henrique RodriguesPublicado: 20/03/2026 - às 16h41| 4 min de leitura

Ocanal a cabo de notícias GloboNews levou ao ar na tarde desta sexta-feira (20) uma ilustração “explicativa” sobre o escândalo do Banco Master que deixou até o mais desavisado dos espectadores incrédulo. O PowerPoint usado pela emissora, que relembrou o caso igualmente inacreditável ocorrido na Lava Jato pelas mãos do procurador Deltan Dallagnol, apresentava como figura central o banqueiro preso Daniel Vorcaro e, a partir dele, um barbante que “o liga a figuras políticas”.
A parte mais inexplicável da apresentação é que os quatro principais nomes supostamente ligados a Vorcaro, os mais próximos de sua foto, seriam todos ligados ao campo da esquerda ou do governo: Lula, Guido Mantega, “PT da Bahia” e Gabriel Galípolo. Como é de conhecimento amplo e público, o escândalo do Banco Master revelou até agora praticamente só nomes do centrão, da direita tradicional e do bolsonarismo. O malabarismo extremado e desfaçatez reiterada aplicados para atacar o presidente da República e seu campo político geraram uma forte onda de ataques à Globo nas redes sociais.Lula recebeu Vorcaro no Planalto num encontro institucional, como presidente da República, cercado de assessores, auxiliares e até ministros, como faz com todas as personalidades expressivas dos setores financeiros, industriais e produtivos do país. Por isso, foi colocado como “próximo” do acusado de fraudes. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que receberam R$ 5 milhões na campanha de 2022 do operador financeiro de Vorcaro no Master, Fabiano Zettel, não aparecem na ilustração. O PL, partido que aparece disparado como o mais envolvido no escândalo, não é mencionado também no PowerPoint, enquanto uma bandeira do PT, identificada como “PT da Bahia”, surge em destaque porque supostamente o senador Jacques Wagner conheceria um sócio de Vorcaro. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, cujo número de celular estava na agenda do iPhone 17 de Vorcaro, tampouco foi “lembrado” no gráfico da GloboNews.

Na mesma toada, a figura notoriamente mais próxima do banqueiro, o senador bolsonarista Ciro Nogueira (PP-PI), que é presidente nacional do PP e disse ser “um amigo de vida” de Vorcaro, surge no fim do cartaz, distante, sem qualquer menção ao seu partido. Ciro apresentou uma emenda no Senado que ficou conhecida como “Emenda Master”, para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. O FGC era justamente o mecanismo usado como incentivo para o esquema de falcatruas realizados por Vorcaro no Banco Master e em outras instituições menores de seu ecossistema.

O atual presidente do Banco Central, o economista Gabriel Galípolo, ligado ao campo progressista, sabe-se lá por qual razão foi colocado no PowerPoint da GloboNews como “próximo” de Vorcaro, enquanto o seu antecessor, Roberto Campos Neto, um bolsonarista indicado por Bolsonaro que deu todas as credenciais para que o Master funcionasse como banco, mesmo tendo recebido em julho de 2024 um alerta da Polícia Federal sobre possíveis crimes cometidos pela instituição, sequer aparece na imagem.

Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado federal profundamente ligado ao banqueiro e à Igreja Lagoinha, onde Fabiano Zettel era pastor, está na imagem gráfica apenas muito distante, ainda que tendo feito campanha eleitoral em 2022 utilizando o jato privado milionário do banqueiro sem declarar à Justiça Eleitoral. Dos 18 nomes de bolsonaristas e políticos do centrão flagrados na agenda telefônica de Vorcaro, 16 não são mencionados em momento algum nas fotos da apresentação.

Veja a ilustração inacreditável:

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CPMI do INSS rejeita todas as oitivas da Igreja da Lagoinha mesmo após sucessivos requerimentos

 

 Atualizado em 20 de março de 2026 às 10:47


                               Igreja Lagoinha, que recebeu R$ 3,6 milhões de Carlos Viana. Foto: reprodução


Os dados reunidos nos requerimentos apresentados à CPMI do INSS mostram um padrão claro e controverso. Foram protocolados diversos pedidos para ouvir representantes ligados à Igreja da Lagoinha, incluindo o pastor André Valadão e estruturas associadas como o Clava Forte Bank. Apesar da quantidade de elementos citados nos relatórios, todas as solicitações de oitiva foram rejeitadas.

A repetição das negativas chama atenção porque ocorre justamente em um dos núcleos mais mencionados nos documentos de inteligência financeira. Nenhum dos pedidos avançou, mesmo com a insistência dos parlamentares responsáveis pelos requerimentos.

Os elementos que motivaram os pedidos de oitiva

Os requerimentos têm como base registros do COAF e apontamentos da Controladoria-Geral da União que identificaram movimentações consideradas atípicas e compatíveis com possíveis práticas de lavagem de dinheiro.

No caso da Igreja da Lagoinha, os dados indicam proximidade com os chamados “Golden Boys” (Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro) apontados como centrais nas movimentações suspeitas.

Também é destacado que, em 2024, a igreja recebeu patrocínio de Felipe Macedo para um evento de Réveillon realizado no Allianz Parque, período descrito nos documentos como o auge das irregularidades envolvendo descontos indevidos.

Outro ponto relevante envolve o Clava Forte Bank S/A, ligado a André Valadão. Há questionamentos sobre o possível papel da instituição como intermediadora ou receptora de valores oriundos das fraudes investigadas. O fato de o site da empresa ter saído do ar no mesmo dia da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, também foi incluído nos elementos apresentados.

Essas conexões fundamentaram os requerimentos que pediam esclarecimentos diretos por meio de oitivas.

Um padrão diferente do restante da investigação

Enquanto os pedidos relacionados à Igreja da Lagoinha foram barrados integralmente, outros alvos com base em movimentações financeiras semelhantes foram incluídos nas investigações e tiveram requerimentos aceitos.

Os dados mostram, por exemplo, que a Sete Church recebeu R$ 370.338,00 de Anderson Cordeiro e mais R$ 124.000,00 de Américo Monte. A Adoração Church movimentou mais de R$ 5 milhões em sete meses. A Igreja Campo de Anotote recebeu R$ 200.000,00 antes mesmo de sua formalização oficial. Já o Ministério do Renovo aparece com movimentações superiores a R$ 500 mil, incompatíveis com a renda declarada de seu dirigente.

Mesmo diante desse conjunto amplo de informações, o caso da Lagoinha seguiu um caminho distinto dentro da comissão.

As justificativas para as rejeições

As negativas às oitivas foram atribuídas, nos debates internos, à ausência de provas conclusivas e à necessidade de priorização de outros alvos. Também foi mencionado que os requerimentos apontariam indícios, mas não elementos suficientes para convocação imediata.

No entanto, os próprios documentos utilizados nos pedidos afirmam que, considerando a natureza das atividades, vínculos operacionais e enquadramento societário, é provável que as movimentações identificadas configurem canais de circulação de valores desviados do esquema do INSS.

Essa avaliação técnica foi um dos principais argumentos para a apresentação das solicitações.


O banqueiro Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel, listado como presidente da Igreja Lagoinha Belvedere na Receita Federal. Foto: reprodução

O pano de fundo financeiro das suspeitas

As investigações se conectam a falhas estruturais identificadas pela CGU no sistema de crédito consignado vinculado ao Auxílio Brasil em 2022.

O relatório aponta que mais de 3,6 milhões de contratos foram firmados em poucos meses, com movimentação de R$ 7,6 bilhões, principalmente pela Caixa. Também foram identificadas falhas na integração entre Dataprev e sistema bancário, erros na averbação de parcelas e descontos indevidos em benefícios de famílias vulneráveis.

A ausência de estudos técnicos para definição de juros e limites de comprometimento da renda agravou o cenário. Em alguns casos, os descontos chegaram a comprometer até 40% do benefício.

O ponto central da controvérsia

Dentro desse contexto, a rejeição total das oitivas ligadas à Igreja da Lagoinha se tornou um dos principais pontos de tensão na CPMI.

Os dados mostram que não se trata de um pedido isolado recusado, mas de uma sequência completa de negativas. Todas as tentativas de ouvir representantes da igreja foram barradas, mesmo com a apresentação de relatórios, registros financeiros e conexões diretas com investigados.

O resultado é que um dos núcleos mais citados nos requerimentos permanece sem esclarecimentos formais na comissão, enquanto outras frentes avançam normalmente.

Thiago Suman
Jornalista com atuação em rádio, TV, impresso e online. É correspondente do Daily Mail, da Inglaterra, apresentador do DCMTV e professor de filosofia e sociologia, além de roteirista de cinema e compositor musical premiado em festivais no Brasil e no

Globo espalha fake news contra Lulinha usando dados errados de desvios no INSS

  

 Atualizado em 19 de março de 2026 às 16:33

           César Tralli no “Jornal Nacional”, da TV Globo. Foto: Reprodução

Jornal Nacional, da TV Globo, espalhou fake news ao relacionar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a pagamentos citados em relatório da Polícia Federal. A reportagem se baseou em dados vazados ao Estadão e apresenta conclusões incorretas, segundo a revista Fórum.

A matéria menciona transferências de R$ 641.640,00 feitas pelo empresário Antônio Camilo Nunes, conhecido como Careca do INSS, à empresária Roberta Luchsinger. Os valores teriam sido destinados a Daniel Peluso, dono da agência de viagens Vulcano, para custear supostas despesas de viagem envolvendo o filho do presidente Lula (PT).

Os documentos, no entanto, não comprovam ligação direta entre os pagamentos e o filho do presidente. A reportagem, portanto, construiu a narrativa a partir de um relatório financeiro que não corresponderia ao período mencionado.

O Relatório de Inteligência Financeira citado na investigação cobre operações realizadas entre 10 de dezembro de 2023 e 10 de junho de 2024. Já os serviços atribuídos à empresa RL Consultoria, mencionados como origem dos valores, ocorreram apenas a partir de novembro de 2024.

Veja a reportagem:

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https://www.diariodocentrodomundo.com.br/globo-espalha-fake-news-contra-lulinha-usando-dados-errados-de-desvios-no-inss/#goog_rewarded

Ele é o bom!!!

 

Arte: Marcelo Chello

Meu carro é vermelho e não uso espelho pra me pentear! Nada como ter cabelo! O supremo André Mendonça agora se acha o bom geral da República. Se ele é o bom não sabemos, mas que ele virou o perigoso geral da República, isso ele virou. O dono da caneta na investigação geral do Master. O cargo já lhe rendeu até um pedala do Gilmar hoje. Vem que é sexta de reacts, BRASEW.

André Mendonça, supremo ministro

“O papel de um bom juiz não é ser estrela, é, simplesmente, assumir a responsabilidade e julgar.”

Hmmmm!!!! Esse foi o Andrew dizendo que como é cristão pede ajuda a Deus para que julgue de forma certa. Me ocorreu aqui, o cunhado do Vorcaro não era pastor também? Digo nada, só óleo.

Gilmar Mendes, supremo ministro milenar

“Guardo reservas em relação ao uso de conceitos elásticos e juízos morais, como ‘confiança social na Justiça’, ‘pacificação social’ e ‘resposta célere do sistema de Justiça’, como atalhos argumentativos para fundamentar a prisão preventiva.

Gilmar dando um pedala no André, dizendo que o voto do ministro foi poroso e elástico, seja lá o que isso significa. Mas don Gilmar votou a favor da prisão de Daniel Vorcaro. Aliás, Vorcaro fechou acordo para fazer delação. Dizem que ele não via humanos há três dias quando fechou a delação. O povo da IA também não anda vendo humanos.

Lula, presidente geral da República

“Ser candidato ao Senado ajuda mais. Se ele for meu vice, estou tranquilo, mas o Haddad precisa de uma chapa para ganhar.”

Lula dando um pedala no Alckmin em pleno lançamento da chapa do Haddad para governador em São Paulo. Dizem que é para abrir espaço para o Centrão entrar na campanha. Será que é um aceno para o Kassab?

Jojo com ciúme do Dani

Estadão: “J&F pagou R$ 25 milhões a escritório de Ibaneis após decreto que beneficiou empresa do grupo.”

Estadão: “Master e JBS repassaram R$ 18 milhões a consultoria que pagou filho de Nunes Marques.”

Estadão: “J&F injetou R$ 25,9 milhões em empresa que comprou parte de Toffoli em resort do Paraná.”

Aquele momento em que chegamos à conclusão de que Joesley Batista deve ter ficado com inveja desses holofotes todos em cima do Daniel Vorcaro. Só pode.

Alexandre de Moraes, supremo xerife

“Abra-se vista à Procuradoria-Geral da República, para manifestação. Cumpra-se.”

Xandão mandando o procurador-geral dizer se deve mandar Bolsonaro para prisão domiciliar ou não. Nosso ex está com broncopneumonia.

Atlas Intel

“Pesquisa AtlasIntel/Estadão mostra que 49,3% dos brasileiros acreditam que o supremo Dias Toffoli deveria sofrer imediatamente o impeachment por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master. Outros 33,7% avaliam que a medida só deveria ocorrer se e quando houver comprovação de envolvimento.”

Existe um cheiro de impeachment expiatório no ar.

Lula, presidente do Brasil

“O brasileiro não pode pagar combustível mais caro por conta da guerra no Irã. Todo mundo tem direito de ganhar dinheiro, mas ninguém pode ter lucro às custas do sofrimento dos outros.”

Lula tentando fazer todo tipo de pacote para driblar a alta do petróleo depois que os preços subiram por conta da guerra no Irã. A propósito, a guerra segue firme e forte. Aliás, com o Irã ameaçando atacar destinos turísticos mundo afora agora.

Carmen Lúcia, única mulher suprema

“Parem de nos matar, porque tentam nos matar de várias formas, nós resolvemos viver de todas as formas.”

Voto com a relatora. Vamos para o finde, BRASEW.

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