terça-feira, fevereiro 24, 2026

Irritação com chapa anunciada por Wagner pode levar Jerônimo a rever nome de vice

 

Irritação com chapa anunciada por Wagner pode levar Jerônimo a rever nome de vice

Por Política Livre

24/02/2026 às 11:49

Atualizado em 24/02/2026 às 12:52

Foto: Arquivo Política Livre

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Jerônimo Rodrigues e Geraldo Jr.

Apesar de o senador Jaques Wagner (PT) assegurar a interlocutores que não há chance de haver mudança na composição da chapa à sucessão estadual que anunciou na semana passada, na ausência de Jerônimo Rodrigues (PT) do país, o que gerou uma grande polêmica, a discussão sobre a escolha do nome para vice-governador continua ocorrendo internamente no governo devido à resistência à manutenção de Geraldo Jr. (MDB) na vaga.

O nome não agrada principalmente aos segmentos mais à esquerda do PT, que viu Geraldo Jr. ser derrotado fragorosamente na campanha de 2024 à Prefeitura de Salvador pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) em detrimento de um nome do partido, nem teria sido bem recebido em vários setores da sociedade, segundo levantamento encomendado internamente pelo governo para avaliar o impacto do anúncio. 

Considerado uma desconsideração à figura do governador, que havia durante o Carnaval declarado que só trataria da formação da chapa quando retornasse da viagem à Índia com o presidente Lula (PT), a iniciativa de Wagner seria uma maneira de criar um fato consumado para evitar que Lula convencesse Jerônimo a abrir mão de disputar a reeleição em favor de Rui Costa, a pedido do próprio ministro da Casa Civil.

Embora reservadamente, a reação na base aliada do governo ao anúncio foi tão grande que ontem Wagner negou que tenha atropelado Jerônimo, assegurando que quem decide sobre a formação da chapa é o governador e seu Conselho Político, onde têm assento todos os partidos que dão sustentação ao governo. "Olha, quem bate o martelo é o governador Jerônimo e o conselho político", disse Wagner, para completar:

"Deu essa fofocaria toda porque semana passada eu emiti a minha ideia. Como infelizmente o (senador Angelo) Coronel se afastou do grupo, resolveu fazer uma carreira no outro grupo político, então, eu diria que na área do Senado, nós não temos mais nenhum obstáculo, nenhuma dificuldade. (...) Quem comanda o espetáculo é Jerônimo e o Conselho Político".

Em alguns setores, a nova fala, em que o senador busca defender principalmente seu nome, o de Jerônimo e o de Rui na chapa, foi interpretada também como um sinal de que Wagner poderia admitir a substituição de Geraldo Jr. por outro quadro, embora ele tenha negado a possibilidade a vários setores do partido. "São duas candidaturas, a minha e a do ministro Rui Costa, são dois ex-governadores na chapa. Jerônimo vai para a reeleição e eu disse o que eu penso", afirmou. 

Em seguida, ele disse que em "time que está ganhando não se mexe, portanto eu repetiria a chapa na cabeça, governador e vice. Mas, para não tomar o lugar dos outros, quem comanda o espetáculo é Jerônimo e o Conselho Político". Fontes do PT disseram a este Política Livre que Jerônimo seria um dos mais irritados com a decisão de Wagner, depois de Rui.

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Ministério Público do RJ retoma investigação sobre 'rachadinha' que envolve Carlos Bolsonaro

 

Ministério Público do RJ retoma investigação sobre 'rachadinha' que envolve Carlos Bolsonaro

Ex-vereador afirmou anteriormente que confia em todos os seus funcionários e que envolvidos demonstrariam a fragilidade da acusação

Por Folhapress

24/02/2026 às 21:30

Foto: Flávio Marroso/CMRJ/Arquivo

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O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro

A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro retomou a investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro sobre a suposta prática de "rachadinha" em seu antigo gabinete na Câmara Municipal.

O órgão rejeitou o arquivamento do caso, que foi enviado para uma outra Promotoria para avaliação quanto à necessidade de novas diligências a fim de esclarecer o suposto envolvimento de Carlos no recolhimento de salários de funcionários de seu gabinete.

Essa medida foi tomada após a Justiça do Rio de Janeiro determinar a devolução da investigação ao Ministério Público, depois de o promotor Alexandre Graça oferecer uma denúncia contra ex-funcionários de Carlos, mas sem incluir o ex-vereador entre os acusados.

Graça tinha considerado que não foi identificada irregularidade na movimentação financeira do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Procurada a defesa de Carlos não se manifestou até a publicação deste texto.

Anteriormente, na ocasião do arquivamento, o filho do ex-presidente disse receber com tranquilidade a informação e declarou também indignação com a denúncia contra integrantes de seu gabinete. "Confio em todos os meus funcionários e tenho absoluta certeza que todos os envolvidos demonstrarão a fragilidade da acusação e suas inocências", à época.

Em decisão do último dia 9, o subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, considerou o arquivamento da apuração contra Carlos prematuro e enviou o procedimento para outra Promotoria para nova avaliação do caso.

A apuração foi encerrada sem a realização de diligências que levaram à denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), posteriormente arquivada após anulação de provas.

O Ministério Público encerrou a apuração contra o vereador sem analisar as transações imobiliárias dele, bem como não questionou planos de saúde sobre como foram quitados boletos. Essas informações foram cruciais para identificar parte da lavagem de dinheiro atribuída ao senador.

Contudo, a apuração sobre Carlos apontou que ele e o irmão tinham movimentações financeiras distintas. O ex-vereador sacou quase 90% do salário, enquanto o senador fez poucas retiradas. A prática dificulta a identificação de possíveis desvios, já que o filho "02" do ex-presidente possuía lastro para transações em espécie.

O promotor Alexandre Graça, responsável pelo procedimento, afirmou que "as diligências que se fizeram necessárias foram realizadas". Disse também que "o questionamento feito é fruto do desconhecimento da investigação".

Politica Livre

Fachin envergonhou o país, ao arquivar pedido da PF sobre suspeição de Toffoli


Fachin é contra benefícios fiscais a pesticidas; Mendonça é a favor – O Brasilianista

Enquanto Fachin vacila, Mendonça cresce e aparece no STF

Carlos Newton

Mais uma vez o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, causa surpresa e espanto, ao interpretar e descumprir importantes leis, a pretexto de acomodar situações políticas e/ou criminais envolvendo destacadas autoridades da República.

A primeira vez ocorreu em 2021, quando era relator da Lava Jato. Para permitir que o então ex-presidente Lula da Silva pudesse se candidatar na eleição seguinte, depois de cumprir 580 dias de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado em três instâncias, Fachin aceitou um já recusado e desmoralizado pedido do advogado de Lula, Cristiano Zanin, para anular todas as sentenças e acórdãos contra o petista.

REPETINDO A DOSE – A mesma petição já tinha sido feita desde a primeira instância, tendo sido seguidamente recusada pelo então juiz Sérgio Moro, e depois pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo próprio Fachin no Supremo.

Porém, não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, o ministro Fachin pediu e conseguiu que as condenações de Lula  fossem anuladas por uma alegação vil e inteiramente ilegal – de que a 13ª Vara Criminal de Curitiba tinha “incompetência territorial absoluta” para julgar Lula, porque ele não morava na capital paranaense.

A alegação foi tão vexaminosa que nem Fachin nem qualquer outro ministro do Supremo, na hora da anulação, foi capaz de dizer qual seria o local certo para condenar Lula, ninguém sabia… Somente na sessão do dia seguinte é que se combinou que a vara competente seria de Brasília, onde Lula morava à época dos crimes.

DECISÃO TERATOLÓGICA – Os juristas consideram essa forma de decisão como “teratológica”, ou seja, um ato judicial manifestamente absurdo, ilegal ou irracional, que viola gravemente as normas jurídicas e o senso comum. Outros, mais rigorosos, chamam de “escatológica”, porque emanaria dos esgotos da Justiça.

O motivo da revolta dos juristas é que, no Direito Universal, só existe “incompetência territorial absoluta” em causas imobiliárias. Em causas criminais, a incompetência territorial é apenas “relativa” e não provoca anulação de condenações. Portanto, é algo que não existe em nenhum outro país.

Agora, na presidência do STF, Fachin repete o vexame anterior e arquiva o pedido de suspeição feito oficialmente pela Polícia Federal para impedir que Dias Toffoli continuasse como relator do caso Master – um escândalo dentro de outro escândalo.

FACHIN DESORIENTADO – Arquivar a suspeição de Toffoli foi uma grande mancada de Fachin. Não precisava de nada disso.

Como o ministro André Mendonça foi escolhido eletronicamente como novo relator do caso Master, porque a investigação e o processo correm na Segunda Turma do STF, da qual Toffoli faz parte. Ou seja, Fachin não precisava estar se curvando a ele, arquivando uma suspeição mais do que evidente, bastava ficar quieto, porque Toffoli já é carta fora do baralho.

O fato lamentável é que Fachin tem diante de si uma chance de limpar o passado e fechar sua biografia com chave de ouro, mas não tem coragem de enfrentar a troika que manda no Supremo, integrada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não necessariamente nesta ordem.

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P.S. – Enquanto Fachin recolhe os flaps, como se diz na Força Aérea, o ministro André Mendonça cresce e aparece. Se realmente fizer uma dobradinha com a Polícia Federal, Mendonça vai entrar direto na História do Brasil, sem pedir licença a ninguém. Comprem pipocas. (C.N.)

Supremo assume falsas prerrogativas e se torna o mais perigoso dos Poderes


Tribuna da Internet | Superpoderes do Supremo minam sua legitimidade, e está difícil controlá-los

Charge do Mariano (Charge Online)

Marcus André Melo
Folha

É quase um clichê para analistas recorrerem à afirmação atribuída a Alexander Hamilton, no Federalista 78, que o Judiciário seria o poder menos perigoso, porque não detém o poder da espada nem acesso aos cofres públicos. Ocorre que no momento, em nosso país, o Poder Judiciário é sem sombra de dúvida o poder mais perigoso da República.

As cortes superiores corroem cada vez mais o orçamento e, o que é muito mais grave, o STF avança sobre os meios de coerção —a espada. Essa situação é inédita do ponto de vista comparativo.

USURPAÇÃO DE FUNÇÕES – Há registros escassos sobre o abuso das cortes superiores em muitos contextos, mas tipicamente o arbítrio do Judiciário não é outra coisa senão a longa manus do Executivo.

O agente do abuso do poder nos sistemas políticos modernos é o ocupante do Executivo, e em algumas raras situações, os corpos legislativos. Nas democracias, o abuso — quando ocorreu — deveu-se invariavelmente à usurpação pelo Executivo de funções judiciárias e legislativas.

A crítica atual a uma “ditadura da toga” —imagem atribuída equivocadamente a Ruy Barbosa— reveste-se entre nós de caráter excepcional. Não se trata aqui da usurpação pelo Supremo de funções dos demais Poderes. CONTENÇÃO JUDICIAL – Essa crítica ao caráter contramajoritário de decisões judiciais é clássica. A formulação mais influente é a de Alexander Bickel em “The Least Dangerous Branch” (1962), que discute a chamada “dificuldade contramajoritária” e a necessidade de autocontenção judicial.

Esse debate, contudo, refere-se ao risco de invalidação de decisões majoritárias por agentes eleitos —e não à hipótese mais grave de disfunções internas que comprometam a própria integridade do sistema de Justiça.

Na fórmula de Madison, o poder da espada é entendido como poder do Executivo, cujo abuso envolve o uso da polícia e dos militares sob sua jurisdição direta. Em democracias não há polícia do Judiciário. Apenas polícia judiciária.

FALSAS PRERROGATIVAS – O nosso problema não é apenas o de usurpação aberta de funções políticas dos demais Poderes —fenômeno bem conhecido e teoricamente mapeado—, mas algo institucionalmente crítico: a emergência de alegações de uso, por membros das próprias cortes, de prerrogativas legais e processuais para obstruir ou dificultar a responsabilização por eventuais abusos por eles mesmos praticados.

A singularidade brasileira recente reside justamente aí. Quando esse tipo de suspeita ganha plausibilidade pública, como no momento atual, o efeito corrosivo sobre a legitimidade do sistema é profundo.

Como argumentou Bickel, tribunais vivem de autoridade moral e aceitação difusa. Se essa reserva reputacional se deteriora, o problema não é apenas jurídico — é sistêmico.

DESESTABILIZAÇÃO -A erosão da confiança no árbitro final das regras do jogo afeta o equilíbrio entre os Poderes e fragiliza a própria ideia de governo limitado pela lei.

O paradoxo brasileiro contemporâneo é que o poder historicamente concebido como o menos perigoso pode converter-se em foco de risco institucional sistêmico.

Preservar a autoridade do Judiciário — o que inclui transparência, accountability e autocontenção — tornou-se, mais do que nunca, condição para a estabilidade republicana. E exige cortar a própria carne.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente  artigo. O avanço do Judiciário no Orçamento é impressionante. E trabalha-se cada vez menos. Na sede da Justiça Federal no Rio de Janeiro, um prédio moderno e que acaba de ser inteiramente reformado, sem o menor motivo, agora o expediente começa às 12 hs e termina às 17 hs. Cheios de penduricalhos, os juízes geralmente trabalham via internet e nunca comparecem às sextas-feiras. É revoltante. (C.N.)


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