terça-feira, fevereiro 24, 2026

A corrida desesperada de Daniel Vorcaro para fazer caixa em meio à crise do Master


Banqueiro articula venda de hotel luxuoso em SP

Rafael Moraes Moura
O Globo

Além do Gulfstream G700, o jatinho comprado no ano passado por R$ 538 milhões para deslocamentos no Brasil e no exterior, o executivo Daniel Vorcaro, dono do Master, também articula nos bastidores a venda do hotel luxo Botanique, localizado na região do Triângulo das Serras, em Campos do Jordão (SP), por R$ 150 milhões. As diárias por lá podem chegar à faixa dos R$ 9 mil.

A equipe da coluna conversou com duas pessoas a quem o hotel foi oferecido, já depois da operação que prendeu Vorcaro e da liquidação do Master pelo Banco Central. Embora Vorcaro afirme não ser mais dono do avião e a Prime You também informe que o banqueiro não é mais sócio da empresa, no restrito universo de potenciais compradores do jato e interessados pelo hotel, a venda tem sido descrita como uma forma de o banqueiro tentar fazer caixa para enfrentar os processos judiciais e compensar as perdas de recursos após a liquidação.

LISTA DE ATIVOS – Outra preocupação apontada pelas pessoas procuradas pela Prime You para avaliar não só o jato e o hotel, mas uma lista de ativos, é evitar que, com o aprofundamento das investigações do caso Master e a mudança de relatoria no Supremo, novas decisões judiciais venham a ampliar o bloqueio de bens, alcançando inclusive aqueles que não estão oficialmente no nome de Vorcaro ou do Master. A aeronave está sendo negociada por US$ 80 milhões (o equivalente a R$ 415 milhões, na cotação atual do câmbio).

Vorcaro teve os bens bloqueados por decisão da Justiça Federal de Brasília, mas o jato e o hotel foram poupados das medidas cautelares até agora. Isso porque o proprietário oficial da aeronave e quem administra o estabelecimento hoteleiro é o grupo Prime You – pelo menos no papel.

Até o início de setembro de 2025, o banqueiro era dono da Prime You junto com Maurício Quadrado, que também foi seu sócio no Master. Segundo a companhia informou ao Valor Econômico, os dois venderam a parte deles para a própria empresa. E até 2023, o empresário Nelson Tanure, investigado pela Polícia Federal por suspeita de ser sócio oculto do Master, também era sócio da Prime You.

EXPERIÊNCIAS EXCLUSIVAS –  O Botanique ocupa uma área de 2 milhões de metros quadrados na Serra da Mantiqueira e promete “momentos aconchegantes, experiências exclusivas e sabores autênticos onde a arquitetura se encontra com as maravilhas da Serra da Mantiqueira”. Entre as atividades oferecidas aos hóspedes estão passeio a cavalo, workshop de drinks, degustação de queijos com vinhos nacionais, observação de pássaros, aulas de ioga, massagens e meditação com tigelas tibetanas.

As diárias giram em torno de R$ 4,1 mil e R$ 8,9 mil para o feriado de Páscoa, em abril, dependendo do tipo de hospedagem – sete suítes construídas com madeira de jacarandá e pedras naturais ou 13 vilas individuais espalhadas ao longo de colinas da região. O local também serve de cenário para cerimônias de casamento com capacidade de receber um público de até 120 pessoas.

No site de viagens TripAdvisor, o hotel tem uma pontuação de 4.7, classificada como “muito boa”, numa escala que varia de 1 a 5. Mesmo assim, amarga um vigésimo lugar num ranking de 92 hotéis da região de Campos do Jordão. Entre os aspectos mais bem avaliados estão a limpeza e o atendimento – já o custo da hospedagem é o ponto mais baixo, segundo os usuários do site.

QUEIXAS – Apesar do tom predominante elogioso, há relatos com queixas sobre “aquecedor quebrado num frio de 4 graus”, quartos com aranhas e falhas na manutenção da piscina aquecida. A Prime You afirmou “desconhecer” a informação sobre a venda do Botanique e considerá-la “de cunho especulativo”.

A informação fornecida aos clientes da Prime You sobre o jatinho é a de que a aeronave está estacionada na Europa e acumula dívidas de alguns milhões de dólares com manutenção, taxas aeroportuárias e despesas com funcionários.

Em 17 de dezembro, exatamente um mês após a primeira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal e da liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central, a sociedade controlada pela Prime You registrou na Junta Comercial um documento autorizando a alienação da aeronave, comprada em junho de 2025 pela PS-MGG Administração por R$ 538 milhões.

CONTRATO DE ALIENAÇÃO – O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) do Gulfstream G700 indica que a PS-MGG registrou a Prime como operadora do avião junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) logo após comprá-lo da empresa capixaba Comexport Trading Comércio Exterior, que se apresenta em seu site como líder em importações diretas no Brasil. O RAB não tem informação sobre um eventual contrato de alienação, o que pode indicar que o jato foi comprado à vista.

A ata protocolada na Junta Comercial não detalha quem é o novo dono da aeronave multimilionária. Mas informa que os acionistas da empresa autorizaram os diretores a concluir o alienamento do jatinho, descrito como “bem próprio da empresa”, a um “terceiro” de maneira “irrevogável, irretratável e sem ressalvas”.

Luto! Morre Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do TJBA e TRE-BA

Ainda não foram divulgadas informações sobre a causa da morte e do sepultamento do desembargador

    • Por: Luís Guimarães - 24/02/2026


     Morreu aos 82 anos, na manhã desta terça-feira (24), o desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). Natural de Ipirá, na Bahia, ele diplomou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1967. O velório será realizado nesta quarta-feira (25), às 8h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, com cerimônia de cremação às 11h30.

    Em concurso público, habilitou-se para ingresso no Ministério Público do Estado da Bahia, tendo tomado posse em abril de 1969, sendo nomeado Promotor de Justiça na Comarca de Ubatã. Entre 2002-2004, Carlos Alberto presidiu o TJBA em uma gestão marcada pela defesa de um Tribunal Pleno. Já nos anos entre 2004 e 2006, esteve à frente do TRE-BA e, antes de se aposentar, atuou como presidente da 3ª Câmara Cível e da Seção Cível de Direito Público do TJBA.

    Trajetória

    Em 1974, é promovido para a Comarca de Catu e, em seguida, promovido para a Comarca da Capital, em 1978, ambas as promoções por merecimento. Promovido, também, por merecimento, ao cargo de Procurador de Justiça, assumindo a nova função em 1985. Dois anos depois, passou a compor o Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia.

    Em junho de 1991, foi nomeado Procurador Geral de Justiça, após a primeira eleição direta para o cargo, reelegendo-se em 1993. No ano seguinte, deixou o cargo para assumir o de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, em vaga da classe do Ministério Público. Integrou o Conselho Superior da Magistratura nos anos de 1994 e 1995.

    Carlos Alberto Dultra Cintra. Foto: Divulgação

    Jornalões dão um banho de loja em Flávio Bolsonaro

    “Com a ajuda das corporações de mídia, o filho ungido começa a se firmar como o boneco playmobil da extrema direita”, escreve Moisés Mendes

    23 de fevereiro de 2026, 13:30 h

     

                            Flávio Bolsonaro (Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier)


    Eduardo vem se queixando do desprezo de Michelle, Nikolas e outros líderes da direita e da extrema direita pela pré-candidatura de Flávio a presidente. Poderia se queixar até do desprezo dos chefes do centrão.

    Mas sabe que não há queixas, só há elogios à postura dos jornalões. Na semana passada, enquanto as corporações de mídia batiam em Lula, ainda por causa do desfile da Acadêmicos de Niterói, Flávio era transformado em estadista.

    Nunca um bolsonarista havia conquistado o direito a tantas manchetes e chamadas de capa dos jornalões preocupados em trocar as vestes do candidato. Os jornais deram um banho de loja em Flávio.

    O Estadão é o que mais se esforça. Essa manchete ficou durante sete horas e três minutos na capa do jornal na quinta-feira, dia 19, como se tivesse sido esquecida ali pelos editores: “Flávio Bolsonaro ajusta tom e faz acenos a LGBTs, negros e carnaval mirando o centro”.

    Das 12h às 19h03min, os leitores ficaram sabendo que um Flávio moderado iria ajustar o tom. Mas tentar se aproximar da população LGBTQIA+, de negros e do carnaval é produzir uma reversão total do que a extrema direita prega e faz. Não é mudança de tom.

    Uma manchete não fica sete horas na capa do site de jornal algum se não for sobre um fato excepcional. A manchete do Estadão era sobre o plano de uma farsa eleitoreira.

    É preciso construir logo o candidato e apresentá-lo à sociedade, se Michelle, Nikolas, Ciro Nogueira, Kassab e Valdemar Costa Neto se fazem de desentendidos.

    Todos se dedicaram a produzir fatos. No Globo, o colunista Fabio Graner avisou: “Flavio Bolsonaro começa a debater com PL programa econômico”. Ao lado de Vera Magalhães, que alertava: “Enquanto Lula samba, Flávio costura”.

    Eliane Cantanhêde seguia no mesmo trote no Estadão: “Lula erra, Flávio cresce e pode ser o melhor candidato da direita”. Esse título do artigo da colunista virou manchete no site do grupo Brasilagro, da ultradireita ruralista, como se fosse um release distribuído pelo PL.

    O mesmo Estadão manteve na capa durante todo o domingo mais este release: “Privatizações, ferrovias e presídios: o que Flávio Bolsonaro já propôs em 8 áreas”. Não há profundidade em nada. Mas há uma manchete.

    A Folha, mais comedida, destacou no sábado: “Flávio atua para ter palanque com PL, candidato ao governo ou ao Senado, em todos os estados”. Enquanto continuava batendo em Lula e escondendo as notícias sobre as viagens do presidente à Índia e à Coreia do Sul.

    Mais um pouco e Flávio será, como diria Eliane Cantanhêde, uma reinvenção do tucanismo cheiroso e bem alinhado, que sabia usar mocassim sem meia e, ao mesmo tempo, conversava com o povo de havaianas.

    O esforço dos jornalões é para tirar do filho ungido a imagem de figura ligada ao submundo da política do dinheiro sujo, para que se pareça com uma criatura mais próxima de quem tem a imposição do suposto dinheiro limpo.

    Saem as milícias de Rio das Pedras e entram os garotos da Faria Lima. Mostram que Flávio tem racionalidade e até programa de governo. Daqui a pouco terá o seu posto Ipiranga, que pode ser Paulo Guedes de novo, e aí o esquema estará fechado.

    A velha direita faz curadoria para o fascismo e manda avisar pelos jornalões: fingimos exaustão na procura de uma alternativa, mas enfim nos entregamos e estamos submetidos ao destino que Flávio irá traçar para todos nós.

    Não importam as questões menores para a direita, como as preocupações ambientais, a ameaça de sabotagem aos programas sociais mais básicos, a destruição do SUS e das universidades públicas. Tudo é assimilável.

    O importante para a velha direita é ver Flávio hoje como a única chance de enfrentamento de Lula. O que chamavam antigamente de elite está dizendo pelos jornalões: parem de frescura, porque não há outra saída.

    Esqueçam valores, abandonem discursinhos em defesa das mulheres e dos gays e encarem Flávio de roupa nova. Arranjem um Alckmin de vice e coloquem a escola de Bolsonaro na rua, com todas as latas das famílias, das fintechs, dos grileiros, das milícias e do que sobrou dos militares.

    Vão mudar o penteado de Flávio, como fizeram com a franja de Tarcísio. Vão ajustar as ombreiras, livrá-lo dos cacoetes das falas do pai e prepará-lo para jantares com poderosos e até com entidades das minorias.

    Flávio terá muito de Aécio e Serra, mesclado ao que já traz das suas raízes. Michelle e Nikolas irão aderir mais adiante, quando se acostumarem com o figurino, que foge um pouco do usual na extrema direita. É só ajustar o nó da gravata e a manga do paletó. Flávio é o boneco playmobil do bolsonarismo e da velha direita.

    * Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

    O Reinício dos Trabalhos na Câmara de Jeremoabo: Harmonia com Responsabilidade

     

                            Foto Divulgação



    Por José Montalvão


    As luzes do plenário da Câmara de Vereadores de Jeremoabo se acendem para mais um período legislativo. É tempo de renovar esperanças, alinhar metas e, principalmente, refletir sobre o verdadeiro papel de cada parlamentar diante da população.

    Conversando com o presidente da Casa, Neguinho de Lié, ele destacou que pretende conduzir sua gestão com transparência, independência e diálogo com o Executivo, sinalizando maturidade institucional e desejo de colaboração. Mas, junto com a harmonia, surge uma pergunta essencial: como manter o equilíbrio entre parceria e fiscalização?

    Harmonia não significa submissão

    Uma relação respeitosa entre Câmara e Prefeitura é saudável para o município. Quando há diálogo, projetos importantes avançam com mais rapidez e a cidade tende a ganhar em eficiência administrativa.

    No entanto, é fundamental lembrar que, na democracia, cada poder tem sua função própria. O Executivo administra. O Legislativo cria leis e fiscaliza. Trabalhar em harmonia não significa abrir mão do dever de acompanhar, cobrar e analisar as ações do governo municipal. Fiscalizar não é perseguir — é cumprir a missão para a qual o vereador foi eleito.

    Aliás, por diversas vezes o prefeito Tista de Deda afirmou que aceita de bom grado críticas construtivas, pois entende que é assim que se corrigem eventuais falhas. Afinal, só erra quem trabalha; o que não se pode é persistir no erro. Essa postura demonstra que crítica responsável não deve ser vista como ataque, mas como instrumento de aperfeiçoamento da gestão.

    Os pilares de um mandato responsável

    Para que Jeremoabo continue avançando, alguns princípios precisam nortear o trabalho da Câmara:

    Fiscalização constante: acompanhar obras, contratos e aplicação dos recursos públicos é obrigação do vereador. Transparência fortalece a gestão.

    Independência entre os poderes: uma Câmara atuante garante equilíbrio e evita excessos.

    Representação popular: o mandato pertence ao povo. É preciso ouvir as comunidades, tanto da sede quanto da zona rural.

    Legalidade e moralidade: o interesse público deve sempre estar acima de interesses pessoais ou partidários.

    O desafio da continuidade da gestão

    Ao afirmar que atuará “sem perseguição e sem politicagem”, o presidente Neguinho de Lié assume um compromisso importante. Agora, o desafio é transformar esse discurso em prática diária: sessões bem divulgadas, debates transparentes e prestação de contas clara sobre os recursos da própria Câmara.

    A população espera uma Casa Legislativa ativa, independente e comprometida com resultados concretos. Mais do que discursos, o cidadão quer ver melhorias reais na vida da cidade.

    Conclusão

    Harmonia é positiva quando caminha ao lado da responsabilidade. Fiscalizar é proteger o dinheiro público e honrar o voto recebido. Que este novo período legislativo seja marcado por diálogo, respeito institucional e, acima de tudo, compromisso verdadeiro com Jeremoabo.

    A democracia se fortalece quando cada poder cumpre seu papel — com equilíbrio, transparência e vigilância constante.

    BlogDedeMontalvao: Onde a verdade não tem mordaça.

     José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

    Gilmar suspende penduricalhos do Judiciário e Ministério Público sem previsão em lei nacional

     

    Gilmar suspende penduricalhos do Judiciário e Ministério Público sem previsão em lei nacional

    Por Folhapress

    24/02/2026 às 07:00

    Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF

    Imagem de Gilmar suspende penduricalhos do Judiciário e Ministério Público sem previsão em lei nacional

    Gilmar Mendes

    O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta segunda-feira (23) que verbas de natureza indenizatória só podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem expressamente previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.

    A liminar foi concedida em ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República e será submetida ao plenário do STF para votação.

    Na decisão, Mendes fixou um prazo de 60 dias para que os tribunais e os Ministérios Públicos estaduais suspendam o pagamento de verbas indenizatórias instituídas com base em leis estaduais, os chamados penduricalhos.

    A liminar determina ainda um prazo de 45 dias para que os tribunais estaduais e federais e os Ministérios Públicos estaduais e federais suspendam o pagamento de verbas criadas por decisões administrativas ou atos normativos secundários.

    A determinação está alinhada à decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que suspendeu no início do mês penduricalhos nos três Poderes, estabelecendo que apenas verbas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto das respectivas carreiras.

    Dino determinou prazo de 60 dias para que todos os órgãos da administração revisem e suspendam pagamentos sem base legal, seja por lei nacional, estadual ou municipal.

    Na liminar desta segunda, Mendes determinou que, após o fim dos prazos estabelecidos, os integrantes do Judiciário e do Ministério Público só poderão receber as verbas previstas em lei nacional e, nos casos necessários, regulamentadas por ato conjunto do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do CNMP (Conselho Nacional do MInistério Público).

    "O pagamento que quaisquer verbas, após os prazos acima assinalados, em desconformidade com a presente decisão, consubstancia ato atentatório à dignidade da Justiça e deverá ser apurado no âmbito administrativo-disciplinar e penal, sem prejuízo do dever de devolução de tais valores", disse o ministro.

    Segundo ele, os penduricalhos, provocam um "enorme desequilíbrio". Mendes lembrou que, de acordo com a Constituição, a remuneração dos magistrados é vinculada a 90% do subsídio dos ministros do STF -teto do funcionalismo público.

    Desta forma, quando ocorre o reajuste na remuneração dos ministros, isso repercute no pagamento de toda a magistratura, o que, de acordo com ele, garante a independência do Judiciário e evita que os juízes fiquem sujeitos a conjunturas políticas locais.

    Os penduricalhos, criados por meio de leis estaduais ou decisões administrativas, afetam o caráter nacional e a isonomia.

    Mendes destacou também a dificuldade para controlar esse tipo de verba. Para ele, isso reforça a necessidade de uniformização nacional, com pagamentos ocorrendo apenas quando previstos em lei aprovada pelo Congresso e regulamentados de acordo com a legislação.

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