sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Líder da oposição na Câmara diz que ex-presidente lhe confirmou a chapa durante visita à Papudinha

 

Líder da oposição na Câmara diz que ex-presidente lhe confirmou a chapa durante visita à Papudinha

Por Augusto Tenório/Carolina Linhares/Folhapress

19/02/2026 às 22:30

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Bolsonaro escolhe Caroline de Toni e Carlos para Senado em SC

Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avisou a aliados que sua chapa para o Senado em Santa Catarina será composta pelo filho Carlos Bolsonaro (PL) e pela deputada federal Caroline de Toni (PL), em uma mudança ao que havia sido definido anteriormente pelo partido.

De Toni era o nome preferido da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para concorrer ao Senado no estado, onde o governador Jorginho Mello (PL) vai disputar a reeleição.

O líder da oposição, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que visitou Bolsonaro na Papudinha neste mês, afirma que o ex-presidente comunicou a ele a escolha dos dois nomes, o que foi confirmado por outros interlocutores do ex-presidente.

A escolha de De Toni retira da chapa de Jorginho o senador Esperidião Amin (PP-SC), que planejava concorrer à reeleição em aliança com o PL. Apesar de Amin ser um aliado fiel do bolsonarismo no estado, a opção de Bolsonaro se baseou em pesquisas que mostram a deputada melhor posicionada do que o senador.

A direção do PL havia definido que os dois nomes ao Senado em Santa Catarina seriam Carlos e Amin, o que foi comunicado a De Toni, que chegou a anunciar a sua saída do partido. A deputada havia acertado se filiar ao Novo para concorrer ao Senado.

Integrantes do PL dizem acreditar que o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, vai manter a escolha de Bolsonaro. No partido, há um acordo de que o ex-presidente vai escolher os nomes para disputar o Senado, enquanto Valdemar será responsável pelos candidatos aos governos estaduais e à Câmara dos Deputados.

Bolsonaristas ainda minimizam o desgaste com o PP de Amin por deixá-lo de fora da chapa em Santa Catarina. Para os aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato presidencial do grupo, a federação formada pelo PP e pela União Brasil deve apoiá-lo na disputa do Planalto de qualquer maneira.

A definição da chapa bolsonarista em Santa Catarina rachou o campo da direita e expôs a divergência entre Carlos e Michelle. O impasse já gerou troca de farpas públicas entre correligionários.

Aliados de Esperidião Amin afirmam que ele vai disputar o Senado independentemente do acerto entre os partidos, mas que sua preferência é integrar a chapa do PL, o que também seria estratégico para o partido de Valdemar.

Em 2022, Jorginho concorreu isolado ao Executivo, mas ao longo dos três anos de mandato ampliou sua base de apoio e passou a desenhar uma chapa para 2026 ao menos com PP e MDB, siglas que hoje integram o primeiro escalão da administração estadual.

O governador tem como adversário no campo bolsonarista o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que lançou pré-candidatura ao governo.

Politica Livre

Na semana que vem, o Senado começa a apertar o cerco aos pilantras do Master

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, gastou R$ 600 mi em patrimônio para  tentar salvar Pleno - 18/02/2026 - Economia - Folha

Augusto Lima (à esq.) fazia a operação com o PT da Bahia

Vicente Limongi Netto

Alto-falantes do timão de banqueiros vigaristas comandado por Daniel Vorcaro informam ao respeitável público a mais nova aquisição do ordinário plantel – é o baiano Augusto Lima, do banco Pleno, liquidado pelo Banco Central, no rastro do Master.

A imundície da banda podre da baianada engomada do PT coloca em polvorosa o senador Jacques Wagner e os ministros Rui Costa e Sidônio Palmeira, grandes destaques do carnaval petista.  

FAZENDO FILA – Reitero o que escrevi na Tribuna, dia 30 janeiro, quando informei que assessores de senadores e deputados terão que pernoitar nas portas da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), da CPMI do INSS e da CPI do  Crime Organizado, para garantir bons lugares para seus chefes. E a nação verá, ao lado dos dois facínoras, os ricos e qualificados advogados, que tem 129 milhõe de motivos para participar dos trabalhos. 

Daniel Vorcaro, do Master, vai ser o grande expoente da podridão do sistema bancário nos três plenários. Outro patife da mesma nociva laia, agora em cena, Augusto Lima, não vai escapar do mesmo enlameado roteiro.

Assim, nas próximas semanas o Congresso Nacional, especialmente o Senado, será palco de rigorosas investigações que precisam ser sérias, isentas e republicanas, com chances de crescer diante dos olhos da população. Inevitáveis e nefastos palanques eleitoreiros não poderão desvirtuar a verdade. Doa a quem doer, conforme garantem os senadores Renan Calheiros, presidente da CAE, Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, e Fabiano Contarato, presidente da CPI do Crime Organizado.

BRIGA A BORDO – Dizem as más línguas que Lula e Janja da Silva se desentenderam a caminho da Índia, por causa do Carnaval. Lula estava de mau humor por causa da derrota da escola, que ficou em último lugar e foi rebaixada, enquanto Janja continuava inconsolável por ter sido proibida de desfilar, com Lula atendendo sugestão do ministro Sidônio Palmeira e de outros ministros e dirigentes petistas.

O clima esquentou a bordo do Aerolula e Janja decidiu viajar direto para a Coreia do Sul, deixando o maridão sozinho em Nova Délhi.

Dino blinda teto do STF e proíbe novos “penduricalhos” no serviço público

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Dino fez “reflexão complementar” à liminar inicial

Luísa Martins
Folha

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu a aplicação ou a edição de novas leis que permitam o pagamento de salários ou de verbas indenizatórias acima do teto constitucional —os chamados penduricalhos, suspensos por ele em 5 de fevereiro.

Dino disse ter feito uma “reflexão complementar” à liminar inicial e que é preciso “evitar inovações fáticas ou jurídicas”, pois isso poderia “embaraçar” deliberações que cabem exclusivamente ao STF, “detentor da prerrogativa de fixar a última palavra em interpretação da Constituição”. Na decisão, ele afirmou ainda que “é proibido o reconhecimento de qualquer nova parcela relativa a suposto direito pretérito, que não as já pagas na data da publicação da liminar”.

REGULAMENTAÇÃO – De acordo com interlocutores do ministro, nova decisão vem na esteira de movimentos observados no âmbito dos Estados para regulamentar os penduricalhos. A Folha também mostrou que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos supersalários de funcionários do Congresso e do TCU (Tribunal de Contas da União) pode acelerar a criação de lei para regular verbas indenizatórias.

Dino lembrou que segue correndo o prazo de 60 dias para que os órgãos da administração pública, de todos os níveis da federação, publiquem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam.

O magistrado também mencionou a emenda constitucional de 2024, que prevê que apenas verbas indenizatórias previstas em lei de caráter nacional estejam fora do teto. Segundo o ministro, mais de um ano depois da promulgação da emenda, a regulamentação ainda não foi feita pelo Congresso.

OMISSÃO – “Caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão institucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador”, escreveu na decisão desta quinta-feira (19).

O ministro ponderou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já se pronunciou sinalizando disposição para editar a lei. “Com a mesma coerência de quem defende a reforma administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz; que nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade nos cobra”, disse o parlamentar, em trecho transcrito por Dino.

O ministro disse que, no âmbito corporativo, associações representativas da magistratura e de integrantes do Ministério Público também manifestaram apoio à observância do teto constitucional e à transparência na política remuneratória do serviço público.

“NÃO É RAZOÁVEL” – O STF analisou pelo menos 12.925 processos sobre o teto do funcionalismo público desde o ano 2000. Segundo Dino, “não é razoável” que a corte continue arbitrando “caso a caso” indefinidamente. A liminar e a nova decisão serão julgadas no plenário do STF na próxima quarta-feira (25), quando os ministros vão decidir se referendam ou não as medidas determinadas pelo relator. A tendência é pela confirmação.

Quanto aos recursos apresentados contra a decisão, como o impetrado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o relator afirmou ser necessário aguardar o julgamento do referendo, “quando serão estabelecidos os contornos da tutela liminar antes deferida e agora complementada”.

Como mostrou a Folha, servidores públicos que recebem os maiores supersalários no Brasil ganharam até R$ 3,1 milhões em um ano —média de R$ 263 mil por mês. O maior contracheque foi pago pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) a uma promotora, que recebeu essa cifra de agosto de 2024 a julho de 2025.

TETO –  Com salários de entrada elevados, carreiras de magistratura e do Ministério Público atingem rapidamente o teto constitucional e, por isso, buscam estratégias para continuar a elevar as remunerações. No processo, concentram os maiores supersalários, de acordo com Fernanda de Melo, especialista da República.org, uma organização da sociedade civil voltada à gestão de pessoas no serviço público. Órgãos do Judiciário também usam a autonomia administrativa e orçamentária que permite criar e ampliar benefícios, sem que haja previsão expressa em lei.

Os projetos de lei vetados parcialmente por Lula na última quarta-feira (18) foram aprovados no início do ano legislativo e previam indenizações e verbas extras que poderiam elevar os salários de alguns servidores a mais de R$ 80 mil, sendo que o teto constitucional é de R$ 46.366,19 (salário pago a ministros do Supremo).

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), defendeu que, ao invés de discutir a derrubada do veto de Lula aos supersalários, o Congresso construa “uma legislação unificada para o Brasil inteiro sobre esse tema”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Dino vai bem como ministro independente. Ainda tem pretensões políticas e está desafiando, de peito aberto, a Ditadura do Judiciário. Se mantiver acesa a chama, será candidato fortíssimo em 2030, conforme já afirmou aqui na Tribuna da Internet o articulista José Perez Jr, de olho no lance.. (C.N.)


Do auge institucional à saia justa: caso Master expõe fissuras internas no Supremo

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Caso Master: Senado barra dados sobre Vorcaro e tenta blindar os políticos

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 por Tribuna da Internet

Charge do Gilmar Fraga (Arquivo do Google)

Rafael Moraes Moura
O Globo

O Senado Federal se recusou a informar os registros de entrada do dono do Master, o executivo Daniel Vorcaro, nos últimos dois anos. O banqueiro é peça-chave das investigações da fraude bancária bilionária cujos desdobramentos podem atrair para o centro do escândalo integrantes dos três poderes, inclusive a atual cúpula do Senado.

O pedido de informações sobre os registros de entrada do dono do Master nas dependências do Senado foi feito pela equipe da coluna da jornalista Malu Gaspar, O Globo, via Lei de Acesso à Informação. No mês passado, o Senado também já havia se negado a responder outro pedido, este sobre as entradas da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

CONTRATO – Viviane fechou em janeiro de 2024 um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master que previa a atuação em diversos órgãos e poderes da República, inclusive no Legislativo, para “acompanhamento de projetos de lei de interesse” do banco de Vorcaro. Para o relator da CPI do Crime Organizado no Senado Federal, Alessandro Vieira (MDB-SE), há “fundadas suspeitas” de que o contrato da mulher de Moraes seja “produto direto” da lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

Tanto no caso de Viviane quanto no de Vorcaro, o Senado alegou que os dados sobre o acesso de pessoas às dependências “consistem em informações de caráter pessoal, haja vista se referirem a pessoa natural identificada” – uma justificativa contestada por especialistas em transparência e combate à corrupção.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem negado sistematicamente informações que, para esses especialistas, são de natureza pública. No ano passado, decretou sigilo de 100 anos sobre registros de entrada e saída do lobista conhecido como Careca do INSS, acusado pela Polícia Federal de comandar o esquema bilionário de descontos indevidos das aposentadorias.

LGPD – Em resposta ao pedido da coluna sobre Vorcaro, o Senado recorreu à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a um decreto que regulamenta a LAI, de 2012, que trata do acesso a “informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem detidas pelos órgãos e entidades”.

“Infelizmente, a negativa fornecida pelo Senado interpreta de forma equivocada a Lei Geral de Proteção de Dados, pois o simples fato de uma informação se referir a uma pessoa não faz com que seu acesso seja restrito. Dados de entrada e saída em prédios públicos, em especial a sede do Congresso Nacional, deve ser públicos como regra já que não há ‘expectativa de privacidade’ para quem ingressa neles”, diz o advogado Bruno Morassutti, especialista em transparência pública, acesso à informação e combate à corrupção, além de diretor de advocacy da agência de dados Fiquem Sabendo.

OPACIDADE – “Tanto é assim que essas informações são divulgadas regularmente pelo Poder Executivo federal e pela Câmara dos Deputados. Além de equivocada, a resposta prejudica a reputação e imagem da instituição, pois contribui com uma cultura de opacidade que a sociedade brasileira deseja muito ver superada”, afima.

Em resposta a um pedido similar da coluna, também formulado via Lei de Acesso à Informação, a Câmara dos Deputados informou que não constam registros de entrada de Vorcaro em suas instalações – mas ressaltou que o ingresso de pessoas com credencial de acesso ao Congresso Nacional, parlamentares e altas autoridades não são registrados no sistema de visitantes. A Câmara não detalhou quem se encaixa no conceito de “altas autoridades”.

CONEXÕES POLÍTICAS – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm pressionado integrantes do Senado, especialmente Alcolumbre, para barrar a instalação da CPMI do Master. Os dois ministros e seus familiares possuem conexões com Vorcaro e por isso temem a abertura de uma nova frente de investigação no Congresso Nacional.

O pedido de instalação da CPI mista foi protocolado na última terça-feira (3), com o apoio de 281 parlamentares – 42 senadores e 239 deputados, mais que o número mínimo de assinaturas exigido para o grupo sair do papel (27 senadores e 171 deputados, o equivalente a um terço de cada Casa). O PL de Jair Bolsonaro é a sigla com o maior número de assinaturas – 89.

Em depoimento à Polícia Federal em dezembro, Vorcaro deu uma resposta genérica sobre suas relações políticas. Antes do escândalo do Master o levar à cadeia, o banqueiro era famoso pelas festas com autoridades da República – e por patrocinar eventos jurídicos no Brasil e no exterior com a presença de representantes dos três poderes, inclusive Toffoli e Moraes.

NOMINAÇÃO – “Não consigo nominar aqui individualmente quem frequentava a minha casa. Também não vejo qual relação com o caso”, desconversou Vorcaro no depoimento.

“Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo.” Além da CPMI, que ainda não saiu do papel, uma série de iniciativas que impactam diretamente os interesses do Master tramitaram no Senado ao longo dos últimos anos.

EMENDA MASTER –  Em agosto de 2024, por exemplo, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) rejeitou uma emenda à PEC que garante a autonomia do Banco Central que pretendia aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), a emenda ficou conhecida na Faria Lima como “emenda Master”. Amigo de Vorcaro, Ciro também operou nos bastidores no ano passado para barrar a criação de uma CPI do Master.

Autor do pedido de instalação do colegiado, o senador Izalci Lucas (PL-DF) acabou retirando a própria assinatura, sob a alegação de que a criação da CPI provocaria instabilidade no mercado financeiro. Izalci desistiu de levar adiante a comissão, e o resto é história.

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