sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Lira prepara reação ao STF após Dino determinar acareação sobre emendas


Processo apura irregularidades na distribição de emendas 

Caio Junqueira
CNN

O deputado federal Arthur Lira prepara uma reação ao Supremo Tribunal Federal após o ministro Flávio Dino determinar uma acareação entre ele e o deputado José Rocha (PL-BA) em um processo que apura irregularidades na distribuição de emendas parlamentares.

A ideia, por ora, é apresentar uma petição à corte apontando que a acareação é descabida por diversos motivos. Primeiro, porque Lira não foi sequer ouvido neste processo e não caberia de acordo com a legislação uma acareação entre uma testemunha que já foi ouvida, como José Rocha, e outra que não.

CONTESTAÇÃO – Segundo, porque a avaliação no entorno do ex-presidente da Câmara é de que o depoimento de José Rocha, no qual aponta irregularidades na distribuição de emendas parlamentares, foi contestado pelos outros depoentes que prestaram informações no processo, caso por exemplo do deputado Marangoni (União-SP).

A leitura no entorno de Lira é também de que o critério de distribuição das emendas nas bancadas é político e obedece portanto a uma série de critérios políticos, em especial a posição do parlamentar na estrutura interna da Câmara. Assim, líderes e presidentes de comissão por exemplo têm, segundo esses critérios, direito a mais recursos.

INTERFERÊNCIA – O entendimento é de que Dino tenta com o processo no STF interferir em questões políticas internas da Câmara e que baseia essa apuração em um único depoimento de um parlamentar, José Rocha, que por sua posição na hierarquia da Cãmara tinha direito a menos recursos, o que o teria levado a reclamar ao STF.

Esses entendimentos foram manifestados já pela Advocacia-Geral da Câmara em dezembro após uma operação de busca e apreensão contra Mariângela Fialek, a Tuca, ex-assessora do gabinete de Lira. Mas deverão ser reforçados em nova manifestação a ser apresentada pelo deputado.

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Ambulâncias para 405 Municípios: Saúde Pública, Transparência e Compromisso com a Bahia


Por José Montalvão

A declaração do governador Jerônimo Rodrigues, durante a entrega das ambulâncias, toca num ponto sensível da política baiana: a velha suspeita de que recursos públicos possam ser distribuídos com base em alinhamento político. Ao afirmar que 405 municípios foram contemplados e que os poucos que ficaram de fora não se cadastraram, o governador busca afastar qualquer narrativa de perseguição ou boicote.

Se os números apresentados estiverem corretos, o dado é significativo. A Bahia possui 417 municípios. Alcançar 405 significa atingir praticamente a totalidade do estado, independentemente da cor partidária de cada prefeitura. Isso reforça a ideia de que políticas públicas estruturantes — especialmente na área da saúde — precisam superar disputas ideológicas e interesses eleitorais.

A fala de Jerônimo também evidencia um aspecto técnico importante: muitos programas exigem cadastramento, regularidade documental e cumprimento de requisitos formais. Municípios que não cumprem essas etapas acabam ficando de fora não por discriminação política, mas por falhas administrativas. Em políticas públicas financiadas com recursos federais ou estaduais, a burocracia é parte do processo e, goste-se ou não, precisa ser observada.

Outro ponto relevante é o destaque dado pelo governador ao fato de que cidades administradas por adversários políticos receberam grande volume de ambulâncias. Isso, se confirmado na prática, enfraquece o discurso de perseguição e fortalece o princípio republicano da impessoalidade — um dos pilares da administração pública, previsto na Constituição.

No entanto, transparência é fundamental. Para evitar qualquer desconfiança, o ideal é que o governo divulgue publicamente os critérios técnicos utilizados, a lista completa dos municípios contemplados e os que ficaram de fora, além das razões objetivas. Quando os dados são claros, a política perde espaço para a informação.

Não poderia encerrar este artigo sem registrar o reconhecimento ao senador Otto Alencar, que tem demonstrado firmeza e atuação destacada na defesa dos interesses da Bahia no cenário nacional. Sua postura de lealdade política e institucional, inclusive no apoio ao presidente Lula, revela coerência e compromisso com projetos que buscam fortalecer investimentos e políticas públicas voltadas especialmente para a população mais carente. Em um momento em que o país enfrenta desafios estruturais, a convergência entre lideranças estaduais e federais pode ser determinante para que o Brasil continue avançando com foco na redução das desigualdades e na promoção do desenvolvimento social.

No fim das contas, a entrega de ambulâncias não deve ser vista como favor, mas como dever do Estado. Saúde pública não é prêmio político nem moeda eleitoral; é direito do cidadão. Se 405 municípios foram beneficiados, quem ganha é a população baiana. O debate político é legítimo, mas ele precisa ser feito com base em fatos, números e responsabilidade.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Jeremoabo no mapa dos investimentos: quando estar presente faz a diferença

 

                                      Divulgação / Presidência da República


Jeremoabo no mapa dos investimentos: quando estar presente faz a diferença


Por José Montalvão 

A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Salvador, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, não é apenas um ato protocolar. Trata-se de um dos maiores pacotes de investimentos na saúde pública da Bahia, somando R$ 345 milhões por meio do Novo PAC Saúde. Ambulâncias do SAMU 192, Unidades Odontológicas Móveis, equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, combos cirúrgicos e kits de telessaúde fazem parte de um conjunto robusto de ações que visam ampliar a assistência e reduzir o sofrimento de quem depende exclusivamente do SUS.

São números expressivos: 107 novas ambulâncias do SAMU para o estado, 32 Unidades Odontológicas Móveis, 575 kits de telessaúde e 1.030 combos de equipamentos destinados a 402 municípios baianos. Além disso, 10 combos cirúrgicos — voltados para cirurgias gerais e oftalmológicas — começam a ser entregues, dentro de um programa nacional que prevê 150 conjuntos desse tipo em todo o país. A assinatura de ordens de serviço para novas policlínicas reforça a estratégia de descentralizar e ampliar o acesso à saúde especializada.

No meio desse cenário, um detalhe político-administrativo merece destaque: o prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda, já se encontra em Salvador para acompanhar a agenda e garantir que o município assegure sua parte nesses investimentos. Em tempos em que muitos gestores preferem o discurso à ação concreta, a presença institucional é um gesto que fala alto. Recursos federais não caem do céu; são resultado de articulação, diálogo e compromisso com a população.

Jeremoabo, historicamente marcado por carências estruturais na saúde — como tantos municípios do interior baiano — precisa de ambulâncias novas, equipamentos modernos, reforço na atenção básica e ampliação do acesso a especialistas. Cada kit de telessaúde representa menos deslocamento penoso para pacientes. Cada ambulância nova significa resposta mais rápida em situações de emergência. Cada combo cirúrgico entregue ao estado pode contribuir para diminuir filas que angustiam famílias inteiras.

É evidente que os recursos são destinados ao estado como um todo e seguem critérios técnicos. Contudo, é igualmente evidente que prefeitos atentos, presentes e articulados ampliam as chances de que seus municípios sejam contemplados com prioridade e eficiência. Política pública também se faz com presença física, diálogo institucional e capacidade de reivindicação.

O programa “Agora Tem Especialistas”, integrado a esse pacote, sinaliza uma tentativa concreta de enfrentar um dos maiores gargalos do SUS: a espera por exames e cirurgias. Para cidades como Jeremoabo, onde o deslocamento para centros maiores muitas vezes é inevitável, qualquer avanço na regionalização do atendimento representa alívio real para a população.

Enquanto alguns insistem em enxergar disputas partidárias, o que está em jogo é algo mais básico: atendimento digno para quem depende da saúde pública. Se há recursos disponíveis, cabe aos gestores municipais lutar para que sua cidade não fique à margem.

Jeremoabo precisa estar onde as decisões são tomadas. E, ao que tudo indica, desta vez está. Porque, na prática administrativa, quem chega primeiro, reivindica com firmeza e demonstra compromisso, aumenta as chances de transformar anúncios em benefícios concretos para o seu povo.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


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