terça-feira, janeiro 27, 2026

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A profissionalização na Segurança Pública e o novo perfil de comando nas Guardas Municipais

                         Foto Divulgação


Por José Montalvão

A cada dia que passa, fica mais evidente que quem deseja assumir um cargo público precisa se aperfeiçoar. O tempo do improviso, do “jeitinho” e das nomeações sem critério técnico ficou para trás — ou pelo menos deveria ficar. Um exemplo claro dessa transformação está nas Guardas Municipais. Houve um período em que o cidadão era nomeado ou contratado como guarda sem nenhum curso de formação, e, em alguns casos, sequer possuía o primeiro grau completo. Hoje, essa realidade já não se sustenta diante das exigências da sociedade e da complexidade dos desafios da Segurança Pública.

Vivemos um novo momento. A Segurança Pública deixou de ser vista apenas como uma atividade operacional e passou a ser entendida como uma política pública estratégica, que demanda planejamento, técnica, responsabilidade e visão de futuro. Nesse contexto, os profissionais que conduzem corporações precisam atuar com autoridade, eficiência e responsabilidade — sem improviso.

O papel do comando nas Guardas Municipais, em especial, mudou profundamente. Antes restrito à coordenação de rondas e à solução imediata de ocorrências, hoje ele envolve um conjunto muito mais amplo de atribuições. Liderar uma guarda municipal exige domínio de normas legais, capacidade de gestão de pessoas, planejamento estratégico, tomada de decisões complexas e articulação institucional com outras forças de segurança e órgãos públicos.

Além disso, o comandante moderno precisa compreender que sua função é também pedagógica e administrativa. Ele forma equipes, estabelece padrões de conduta, define prioridades operacionais e cria uma cultura organizacional baseada em disciplina, respeito aos direitos humanos e eficiência no serviço público. Isso requer formação continuada, atualização constante e preparo técnico.

Não se trata de elitizar o acesso aos cargos públicos, mas de garantir que eles sejam ocupados por pessoas qualificadas, comprometidas e conscientes da responsabilidade que assumem ao vestir uma farda ou ocupar uma função de liderança. A sociedade cobra resultados, transparência e profissionalismo — e tem razão em fazê-lo.

Portanto, quem almeja um cargo público, especialmente em áreas sensíveis como a Segurança Pública, precisa entender que estudo, capacitação e aperfeiçoamento não são opcionais, mas requisitos básicos. O Brasil de hoje não comporta mais gestores improvisados nem comandantes despreparados. As Guardas Municipais, como instituições cada vez mais relevantes na proteção do cidadão e na preservação da ordem urbana, merecem líderes à altura de sua missão.

A profissionalização não é um luxo. É uma necessidade. E dela depende não apenas a eficiência das corporações, mas também a confiança da população nas instituições públicas e no Estado Democrático de Direito.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


Comunismo, Lula e a Confusão Ideológica: Quem Realmente Entende do que Fala?

Por José Montalvão

É curioso — e ao mesmo tempo preocupante — como uma parte da população insiste em chamar Lula e seus simpatizantes de “comunistas”, sem demonstrar o mínimo entendimento sobre o que essa palavra realmente significa. A pergunta que não quer calar é: esse povo sabe, de fato, o que é comunismo? Ou apenas repete slogans vazios, embalados pelo ódio político e pela desinformação?

A reabilitação desse discurso anticomunista não é um fenômeno exclusivo do Brasil. Em várias partes do mundo, líderes e grupos conservadores recorrem a essa retórica para atacar qualquer proposta que envolva direitos sociais, justiça distributiva ou políticas públicas voltadas aos mais pobres. Tudo vira “comunismo”: Bolsa Família, cotas, SUS, universidades públicas, salário mínimo valorizado, moradia popular. É um espantalho ideológico usado para assustar e manipular.

No caso brasileiro, a contradição é ainda mais gritante. Os governos do PT, ao longo de 14 anos, jamais implantaram comunismo ou socialismo no país. Pelo contrário: governaram dentro das regras do capitalismo, respeitaram a propriedade privada, fortaleceram bancos públicos e privados, ampliaram o consumo e incentivaram grandes empresas nacionais. Falar em “ditadura comunista” ou “ameaça vermelha” nesse contexto é, no mínimo, desonesto intelectualmente.

Essa narrativa anticomunista serve, na prática, como uma cortina de fumaça. Por trás dela, esconde-se a tentativa de desqualificar qualquer ideia que fale em igualdade, direitos universais, respeito à diversidade e proteção social. Em vez de debater propostas concretas para melhorar a vida do povo, prefere-se criar um inimigo imaginário. Assim, evita-se discutir quem realmente se beneficia da desigualdade, da miséria e da concentração de renda.

E aí surge outra provocação: Jesus era comunista? Evidentemente, não no sentido moderno e político do termo. Mas é impossível ignorar que seus ensinamentos defendiam a partilha, a solidariedade, o cuidado com os pobres, os doentes e os excluídos. Quem se diz cristão e ao mesmo tempo demoniza políticas sociais deveria, ao menos, refletir sobre essa contradição moral.

Mas afinal, o que é comunismo?
De forma simples, trata-se de uma ideologia política, social e econômica, formulada principalmente por Karl Marx e Friedrich Engels, que propõe a superação do capitalismo e a construção de uma sociedade sem classes, sem exploração e com os meios de produção coletivos. Na teoria, busca eliminar desigualdades estruturais. Na prática histórica, assumiu diferentes formas, com experiências que tiveram resultados controversos e, muitas vezes, autoritários.

Diante disso, vale a pergunta: o comunismo é uma alternativa real ao capitalismo ou apenas uma utopia? As respostas não são fáceis. O que é certo é que o capitalismo, do jeito que está, produz desigualdades absurdas, crises recorrentes e exclusão social em massa. Se não surgirem alternativas viáveis para mudar esse rumo, não estaremos discutindo comunismo, socialismo ou paraíso celestial — estaremos lutando apenas para sobreviver.

No fim das contas, rotular Lula de comunista ou tratar políticas sociais como ameaça ideológica revela mais ignorância do que convicção. É mais fácil repetir bordões do que estudar, pensar e debater seriamente os problemas do país. Enquanto isso, os verdadeiros desafios — fome, desemprego, desigualdade, falta de educação e saúde de qualidade — seguem sem solução.

Talvez o maior problema não seja o “perigo comunista”.
Talvez seja o perigo da burrice politizada, travestida de patriotismo e fé, que só serve para manter o povo dividido e os poderosos intocados.
 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Fúria divina contra golpistas bolsonaristas viraliza nas redes sociais

 em 27 jan, 2026 2:57

   Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
      “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

                                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

https://x.com/BlogdoNoblat

Salmos 18: 13-14

  1. Dos céus trovejou o Senhor,

e ressoou a voz do Altíssimo.

  1. Atirou as suas flechas e dispersou os inimigos; com os seus raios os fez bater em retirada.

 https://x.com/freilorrane

 A Bíblia utiliza raios e tempestades como metáforas da justiça divina e, em algumas passagens, como instrumentos de julgamento contra os ímpios.

https://x.com/pravda_br

 Êxodo 20: 7. Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

 https://x.com/LeonardoBoff

Os fatos nunca são só fatos. Eles também são sinais, como todos os poetas afirmam. Que um raio caiu sobre a manifestação do Nikolas e feriu gente, é um sinal que deve ser interpretado: o céu ou o Criador não está gostando deste tipo de  protesto, cobrando liberdade a criminosos.

O Nikolas e os bolsonaristas que tanto falam em Deus, saibam entender o que significou um raio que caiu sobre tantos enganados pela falsa liderança de Nikolas. O raio expressa que Deus não é indiferente ao que aqui se passa. Ele não estava nessa caminhada. Veio um sinal. Outros virão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

https://x.com/g_vgouvea

Êxodo 20:7:

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

A passagem enfatiza que quem desrespeitar ou usar o nome do Senhor de forma leviana, não ficará impune.

https://x.com/PedroRonchi2

 Bolsonaristas oraram para Bolsonaro ser reeleito. Não foi. Oraram para não ser condenado. Foi condenado. Oraram para não ser preso. Foi preso. Oraram para não passar mal. Passou mal e caiu da cama. Oraram pela caminhada do Nikolas. Caiu tempestade e foram atingidos por raio.

https://x.com/Pr_AlexandreGon

“Por isso, assim diz o Soberano, o Senhor: Na minha ira permitirei o estouro de um vento violento, e na minha indignação chuva de pedra e um aguaceiro torrencial cairão com ímpeto destruidor. Despedaçarei o muro que vocês caiaram e o arrasarei para que se desnudem os seus alicerces. Quando ele cair, vocês serão destruídos com ele; e saberão que eu sou o Senhor” Ezequiel 13:13, 14


 

 

 

 

 

 

 

 

 

https://x.com/finc0

Em Brasília, o bolsonarismo foi surpreendido por um raio… o pedagógico Deus olhou e pensou: “Já avisei. Quem brinca com a verdade, tropeça na própria mentira.” Não foi castigo divino, foi curto-circuito de ideias. Não caiu do céu: veio do choque entre ignorância e realidade.

https://x.com/trbotelho

O que vimos em Brasília é retrato do extremismo e da ignorância. Nikolas, um dos deputados que mais vota contra o povo, convoca para um ato, em meio a tempestade. As pessoas como zumbis comparecem. A pauta: acorda Brasil. Resultado: 72 pessoas feridas com raio! O fanatismo mata…    

 

  Enquanto isso num reino bem distante: O Cacheado subiu no telhado, gritou e ninguém ouviu, ao invés de descer continuou no telhado esperando a chuva aparecer. Nem que a “Vaca Tussa” a voz do Cacheado será ouvida por todo reino…Quem lembra do Bobo da corte João Biliu que caiu no ostracismo depois de adorar o mito de barro…

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/furia-divina-contra-golpistas-bolsonaristas-viraliza-nas-redes-sociais/



Nota da Redação Deste Blog - Entre a Fé, o Fanatismo e o Uso Político de Deus

A Bíblia, de fato, recorre a raios, trovões e tempestades como metáforas da justiça divina e, em algumas passagens, como instrumentos simbólicos de julgamento contra os ímpios. Mas é justamente aí que mora o perigo: confundir metáfora teológica com realidade física e usar fenômenos naturais como “provas” de aprovação ou reprovação divina para fins políticos.

Quando um raio atinge uma manifestação, isso é, antes de tudo, um fenômeno da natureza — comum em períodos de instabilidade climática, sobretudo em áreas abertas, com grande concentração de pessoas e equipamentos metálicos. Transformar esse fato em “sinal de Deus” contra ou a favor de alguém é uma tentação antiga do fanatismo religioso e político: a de instrumentalizar o sagrado para legitimar narrativas humanas.

O problema não é a fé. O problema é o uso da fé como ferramenta de manipulação. Fariseus modernos, travestidos de líderes morais, invocam o nome de Deus para enganar os “pobres de espírito”, prometem milagres vindos até de pneus e vendem ilusões como se fossem revelações divinas. Isso não é cristianismo; é charlatanismo com verniz bíblico.

Quando Nikolas bradou: “Deus, se eu estiver errado, me manda um sinal”, ele fez algo extremamente perigoso: colocou Deus a serviço da própria vaidade política. Quem é qualquer mortal — pecador como todos nós — para exigir sinais do Criador? Essa postura não é humildade; é arrogância disfarçada de devoção.

Mas é igualmente temerário afirmar que o raio foi “o sinal”. Nem tudo precisa ser lido como mensagem do céu. Os fatos não são apenas sinais: eles são, muitas vezes, apenas fatos. E quando forçamos interpretações místicas sobre eventos naturais, caímos no mesmo erro dos falsos profetas que Jesus combateu: usar Deus como argumento para sustentar interesses próprios.

O que, sim, merece interpretação moral é o conteúdo do protesto: pedir “liberdade” para criminosos condenados, atacar instituições, desacreditar a democracia e mobilizar multidões com base em desinformação e messianismo político. Isso não tem nada de cristão. Isso é idolatria política.

Deus não é cabo eleitoral de ninguém. Não marcha em carreatas ideológicas. Não abençoa mentira, intolerância nem culto à personalidade. Quem usa o nome de Deus para justificar injustiças e enganar gente simples com promessas de salvação política está mais perto dos fariseus do que de Cristo.

Se há um “sinal” a ser lido em tudo isso, não vem do céu em forma de raio. Vem da razão e da ética: o Brasil precisa menos de fanatismo, menos de líderes que exploram a fé alheia e mais de responsabilidade, verdade e respeito à vida e às instituições.

Deus não é indiferente ao que aqui se passa. Mas também não é refém de discursos oportunistas. E quem insiste em transformar religião em palanque político, mais cedo ou mais tarde, terá de responder — não a um raio, mas à própria consciência e à história.


 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

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