segunda-feira, março 31, 2025

Leia o novo artigo: Velhinhos endividados!

 

Leia o novo artigo: Velhinhos endividados!

VELHINHOS ENDIVIDADOS

Paulo César Régis de Souza (*)

Pelo título, você deve estar pensando que estou falando a respeito de: velhinhos consumistas, compradores compulsivos, talvez até apostadores de bingo e de outros jogos de azar.

Mas não, na verdade estou me referindo a 2 milhões que se encontram na fila virtual do INSS. Como também de 40 milhões de aposentados, lembrando que aposentadoria remete ao jubilamento-alegria e liberdade, mas atualmente na previdência brasileira, no momento, remete à tristeza e aprisionamento às dívidas decorrentes do fatídico sistema de consignação, que representa uma mina de ouro para o sistema financeiro e, em contrapartida, um poço sem fundo não só para os aposentados, como também para os pensionistas.

O ingresso no sistema de fila virtual adotado pelo INSS funciona com a solicitação de benefício do segurado, que, ao solicitá-lo, mesmo cumprindo as exigências da documentação, vê-se num calvário, passando a integrar uma fila invisível, só tendo acesso a ela através do 135, denominado ironicamente de 171, artigo esse constante do código penal que designa estelionato.

O INSS, com agências totalmente sucateadas, sem servidores por falta de concurso, hoje há falta de 11.000 servidores, onde se tenta superar essa falta de mão de obra, através da contratação de terceirizados, sendo que esses não podem conceder benefícios, sendo essa atividade restrita a concursados, com a utilização de senha, com responsabilidade sobre as concessões de benefícios, sendo esses servidores passíveis de punição mesmo depois de aposentados.

Para suprir essa falta de servidores, está sendo contratado pela DATAPREV, por 70 milhões, um sistema para atuar através de robô, na gestão de benefícios, ressaltando que esse sistema não concede benefícios, logo não haverá a almejada aceleração do andamento da fila virtual do INSS. Aduzido a isso, observa-se o desmonte da perícia médica e a maquiagem dos resultados demonstrados através de boletins que registram quedas no déficit previdenciário e nas filas virtual, quando a verdade é que a previdência continua sem pagar os 2 milhões de benefícios represados.

Somos conscientes de que a inteligência artificial, através dos robôs, é importante, porém esses não contribuem para a previdência e nem consomem, desequilibrando todo o sistema de arrecadação financeira. Os boletins estatísticos registram queda no déficit da previdência, o que não é devidamente comprovado, logo, necessário se faz um investimento na captação de contribuintes, que hoje se encontram na informalidade, tais como motoboys e Ubers, e que um dia irão se aposentar, bem como buscar a contribuição do agronegócio, tão bem-sucedida nacionalmente, cujo sistema denomina-se rural e encontra-se em desequilíbrio atuarial na previdência, por falta da contribuição devida.

A terceirização de alguns benefícios para os cartórios e Correios são convênios que não agilizarão a concessão, pois esses serão somente recepcionadores e procederão o encaminhamento de processos para a devida concessão, fazendo com que esses beneficiários passem a integrar os 2 milhões de represados, aos quais o INSS não terá de pagar os seus benefícios.

Além do sucateamento das instalações da instituição, bem como a falta de servidores e o desestímulo dos mesmos pela remuneração aviltada, não satisfeitos, surge a atuação dos chamados “gênios” ou PHDs da crueldade, que ao implantarem o PGD – Programa de Gestão de Desempenho, programa esse que exige dos servidores que trabalham em home uma carga de trabalho adicional de mais 30%, utilizando seus próprios equipamentos (computadores, celulares, internet, água, luz, cadeira ergonômica), lembrando que esse material ergonômico é essencial para o desenvolvimento do trabalho sentado, com metas a serem cumpridas e, na falta de cumprimento das mesmas, há previsão de punição para esses servidores. Pergunto: e os dirigentes também serão punidos? Não há previsão de metas para a direção?

O importante é a imediata abertura de um grande concurso público para provimento de 11 mil servidores necessários para a recomposição do quadro efetivo do INSS, com o imediato início de obras estruturais na totalidade das agências do INSS, para o início do atendimento presencial, com a aquisição de equipamentos de alta tecnologia, para que os trabalhos sejam retomados de forma presencial e assim haja o atendimento da fila.

O presidente Lula recriou o Ministério da Previdência e, mediante a má gestão dos dirigentes dos órgãos previdenciários, observa-se uma baixa da popularidade governamental? Sabemos que os 2 milhões que esperam há meses na fila virtual são eleitores, bem como os 40 milhões de aposentados, que já não têm apoio nas agências da previdência, recebendo diariamente ligações, oferecendo empréstimos consignados a juros exorbitantes, sofismados por prazos intermináveis de pagamento, esses também são eleitores.

Creio, senhor Presidente, que não precisa ser tão sábio quanto os dirigentes previdenciários, para identificação do motivo da queda das pesquisas de aprovação governamental, reconhecendo-se que, apesar do orçamento de 1 trilhão de reais, faz-se necessária uma boa gestão, com a implantação de um sistema de compliance.
Nossa Previdência, considerada a melhor do mundo, que paga há mais de 100 anos, está ferida de morte.
Previdência Social pública, sempre!

(*) Paulo César Régis de Souza é vice-presidente executivo da Associação Nacional dos Servidores Públicos, da Previdência e da Seguridade Social – Anasps.

 

Recuperação da Frota Municipal: Eficiência e Economia na Gestão Pública

 A atual administração de Jeremoabo, sob a gestão do prefeito Tista de Deda, tem demonstrado compromisso com a responsabilidade e a racionalidade na gestão dos bens públicos. Um dos exemplos mais claros dessa postura foi a decisão de recuperar veículos que estavam abandonados, sucateados e considerados sem condições de uso por falta de manutenção.

Ao assumir a gestão, o prefeito determinou um levantamento detalhado da frota municipal para avaliar a viabilidade da recuperação dos veículos. Com base em uma análise minuciosa dos custos, constatou-se que, com um investimento razoável em reparos, seria possível reaproveitar diversos veículos, gerando uma economia significativa aos cofres públicos e evitando gastos desnecessários com a aquisição de novos automóveis.

Dentre os veículos recuperados, destaca-se a frota de ônibus escolares, que anteriormente estavam relegados ao chamado "cemitério de veículos sucateados". Hoje, esses ônibus encontram-se em perfeitas condições de transportar alunos com conforto e segurança, garantindo um serviço público de qualidade à população.

Essa ação é um exemplo claro de competência e compromisso com o bem público. O dinheiro do povo deve ser zelado e administrado com responsabilidade, evitando desperdícios e garantindo que cada recurso seja utilizado da melhor forma possível em prol da coletividade. Com medidas como essa, a gestão de Tista de Deda reafirma seu compromisso com a eficiência e transparência na administração municipal.

Zambelli diz se arrepender de dia da perseguição armada e se vê abandonada por Bolsonaro

Zambelli diz se arrepender de dia da perseguição armada e se vê abandonada por Bolsonaro
Foto: Reprodução / Pedro Ladeira/ Folhapress

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) diz se arrepender do episódio em que perseguiu um homem com arma em punho na véspera da eleição de 2022 em São Paulo. "Devia ter entrado no carro e ido embora."
 

Ela se vê abandonada por Jair Bolsonaro (PL), de quem era uma das principais aliadas, e discorda do ex-presidente, que credita a ela a derrota para Lula (PT) naquele pleito. "Não só eu como outras pessoas também perderam a amizade do presidente no momento que precisaram", afirma.
 

Na última semana, o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto e à perda de mandato por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O julgamento está suspenso.
 

Porta-voz de destaque do discurso bolsonarista contra urnas, ela ainda buscará reverter, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma condenação por desinformação.
 

Para representar a direita na eleição de 2026, Zambelli defendeu os nomes de Michelle e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Após a entrevista, a deputada procurou a reportagem e disse ter mudado de ideia sobre a resposta, afirmando ser muito cedo para falar sobre um cenário ainda não definido.
 

Folha - Como a sra. define seu momento atual?
 

Carla Zambelli - Estou num momento mais difícil politicamente falando. Nunca imaginei passar por uma situação dessa. Uma possível prisão, por um crime que não cometi. Considero isso uma perseguição política.
 

Folha - Na última segunda-feira, o ex-presidente Bolsonaro disse 'a Carla Zambelli tirou o mandato da gente', sobre o episódio com a arma. Como avalia essa fala?
 

Carla Zambelli - Eu discordo do presidente Bolsonaro. Eu acho que atrapalhou, sim. Mas não teve vários dias de divulgação dessa imagem. Foi simplesmente meio dia. Não acho que tanta gente tenha mudado de opinião em relação ao voto que daria.
 

É um peso bastante grande ter ouvido aquilo. Pesou bastante nas minhas costas. Na verdade, desde 2022 enfrento depressão por causa desse episódio e tive vários momentos bem ruins. Ter ouvido isso dele me deixou bastante chateada.
 

Folha - A sra. se vê, de certa forma, abandonada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro?
 

Carla Zambelli - Sim.
 

Folha - O que a sra. esperava?
 

Carla Zambelli - Acho que esperava apoio. Desde 2013 eu apoio o Bolsonaro. Antes como ativista, nas causas dele, ajudei na eleição de 2018. Durante todo o governo. Acho que eu fui uma das pessoas mais linha de frente dentro do Congresso para poder defender o governo, o presidente.
 

Esperava ter algum tipo de retribuição em relação a isso. Ou seja, contar com a amizade dele nesse momento difícil. Mas acho que não só eu como outras pessoas também perderam a amizade do presidente no momento que precisaram.
 

Folha - A sra. pretende ir em algum ato a favor de Bolsonaro, como no dia 6 de abril na av. Paulista?
 

Carla Zambelli - Não, eu não vou no dia 6 de abril, porque é sobre anistia. Se chegar na Câmara para votar, vou votar a favor da anistia, mas não posso agora me colocar em risco no meio do meu julgamento.
 

Folha - E manifestações a favor do ex-presidente que venham a acontecer fora essa?
 

Carla Zambelli - Não sei, ainda não pensei em ir ou não, mas a princípio não.
 

Folha - Em 2023, em entrevista à Folha, a sra. disse que Bolsonaro deveria ter sido claro sobre o que pensava, dizendo para as pessoas saírem dos quartéis, e também que ele deveria estar no Brasil para liderar a oposição. Mantém essa avaliação?
 

Carla Zambelli - Mantenho. Acho que ele tinha que estar no Brasil e tinha que ter falado para as pessoas saírem de frente do quartel.
 

Devia ter esclarecido, ou ter feito a live lá de fora, falado 'já tô fora do Brasil, agora não tem mais chance de voltar atrás', e pedir para as pessoas irem embora. Isso evitaria o que aconteceu depois.
 

Folha - O ex-presidente ainda se coloca como possível candidato, apesar de estar inelegível. Como a sra. vê o cenário para 2026, quem poderia representar a direita?
 

Carla Zambelli - Tem a Michelle, a esposa do Bolsonaro, que é uma excelente candidata. Eu acho que é uma pessoa boa e que deveria ter o apoio do presidente. O Tarcísio [de Freitas] também é outra opção.
 

Só espero que a gente tenha isso tido com antecedência, que nos digam com antecedência para a gente poder trabalhar.
 

Ele [Tarcísio] hoje é uma pessoa que agrada também a esquerda, agrada o sistema, porque ele tem uma certa entrada pelo STF, tem amizade com alguns ministros. Acho que talvez o Tarcísio seja um bom nome na perspectiva do Bolsonaro.
 

Folha - E na sua perspectiva?

 

Carla Zambelli - O Eduardo [Bolsonaro] é um bom nome, mas não sei se ele teria o apoio da população como um todo. E a própria Michelle, eu gosto muito do nome dela. Independente do que o Bolsonaro falou sobre mim.
 

Folha - Tarcísio, então, como preferência pessoal, a sra. não apontaria?
 

Carla Zambelli - A princípio, não.
 

Folha - O ex-presidente Bolsonaro se tornou réu no caso da trama golpista. Como a sra. vê essas acusações, especialmente envolvendo a minuta de estado de defesa e de sítio?
 

Carla Zambelli - Acho que é absurdo. Como é que um artifício, uma lei que está dentro da Constituição Federal, pode ser golpe? Acho que não tem nada a ver.
 

Primeiro, porque não foi colocado de fato. Pode ter sido aventado, mas não foi colocado em votação. E segundo que não houve golpe. O Lula teve o poder, pegou o poder e continuou no poder numa boa.
 

O que teve foi uma manifestação com alguns vândalos, com outras pessoas também defendendo bastante os lugares. Não acho que teve nada a ver com o golpe que aconteceu no final de 2022 e início de 2023.
 

Folha - E sobre as minutas?
 

Carla Zambelli - Eu recebi uma minuta. Era uma espécie de um decreto, uma coisa assim, e perguntei na época para uma das pessoas do jurídico do presidente Bolsonaro, do Palácio do Planalto, e ele me disse que era fake.
 

Não acho que o Bolsonaro, algo que está impresso, ou que eventualmente chegou na mão dele... Chegou na minha mão também, e nem por isso eu tinha algum envolvimento com o golpe.
 

Folha - Segundo as investigações, não tinha indício ou prova de fraude em 2022. A sra. considera que havia elementos para implementar um estado de sítio, de defesa ou mesmo o artigo 142?
 

Carla Zambelli - Não, não acho. Mas também não acho que é crime você estudar o assunto.
 

Folha - No fim de novembro de 2022, a sra. divulgou um vídeo em que dizia, "Dia 1º de janeiro, srs. generais quatro estrelas, vão querer prestar continência a um bandido ou à nação brasileira? Não é hora de responder com carta se dizendo apartidário. É hora de se posicionar. De que lado da história vocês vão ficar?". O que a sra. queria dizer com 'é hora de se posicionar'?
 

Carla Zambelli - Acho que era o momento de os generais dizerem se Lula era bandido ou não.
 

Folha - No dia seguinte ocorreu uma audiência no Senado sobre supostos indícios de fraudes nas urnas, em que se falou sobre eventual uso do artigo 142, e em que a sra. estava. O contexto do vídeo era de outro tipo de posicionamento.
 

Carla Zambelli - Não posso falar sobre isso, porque é motivo de um processo contra mim e que ainda está acontecendo [no STF].
 

Folha - O relatório da PF em que o ex-presidente foi indiciado afirma que a sra. foi citada no depoimento do ex-comandante da Aeronáutica Baptista Jr. e que teria dito a ele: 'Brigadeiro, o sr. não pode deixar o presidente na mão'. O que a sra. quis dizer?
 

Carla Zambelli - Na verdade, eu falei em dar força para o presidente. O presidente tinha perdido as eleições e eu falei para ele dar uma força para o presidente. Ele, na época, não respondeu nada. E ele diz na Polícia Federal que respondeu que não faria nada de ilegal, alguma coisa assim. Ele não respondeu isso. Ele mentiu no depoimento dele.
 

Folha - Ele ficou em silêncio?
 

Carla Zambelli - Não, ele falou alguma outra coisa que eu não me lembro bem o quê, que faz muito tempo. [Se ele tivesse dito isso] teria dito 'eu não tô te pedindo para fazer nada ilegal'.
 

Folha - Quando a sra. diz dar uma força para o ex-presidente, havia uma expectativa de que houvesse algum caminho para que ele ainda se mantivesse no poder?
 

Carla Zambelli - Existia, sim. Existia a possibilidade, por exemplo, do artigo 142 colocar não ele no poder, né, mas as Forças Armadas no poder, para depois fazer uma nova eleição e tal com urna impressa.
 

Mas assim eram comentários de algumas pessoas e que a gente não via de fato acontecer isso de verdade, não tinha nenhuma ação para isso acontecer.

 

Folha - Mas houve reuniões e conversas dentro do governo, segundo as investigações. A sra. está dizendo que isso não aconteceu...
 

Carla Zambelli - Não participei. A gente ouvia dizer, né, ouvia falar, mas não participei de nada.
 

Folha - 'Dar uma força' poderia estar dentro de um eventual uso do artigo 142?
 

Carla Zambelli - Não falei nada que pudesse dar a entender que seria isso.
 

Folha - A sra. foi condenada a cassação e inelegibilidade no TRE-SP e tem maioria pela condenação no STF no caso da arma. Acredita que vai conseguir reverter esses casos na Justiça?
 

Carla Zambelli - No caso da cassação, a gente tem o TSE agora, para recorrer. É lógico que as chances são baixas, mas a gente vai recorrer e vai tentar. [Senão] Não só eu perco o mandato, mas os deputados que foram levados com os meus votos.
 

Em relação à condenação do STF por porte ilegal, ainda tenho sim esperança. Acho que o Gilmar Mendes, o ministro relator, e os outros ministros que já votaram, eles eventualmente podem não ter visto meu porte [de arma] lá na minha defesa, mas eu tinha porte federal. [Gilmar aborda esse argumento em seu voto]
 

Folha - [No caso das armas] A sra. considera que a situação naquele dia foi proporcional ao que aconteceu?
 

Carla Zambelli - Foi proporcional porque teve um tiro. E no momento que teve o tiro e que o policial caiu no chão, ele [Luan Araújo, o homem perseguido] estava em flagrante delito, o policial tinha dado voz de prisão para ele. Eram quatro homens que não só me ofenderam, cuspiram em mim, me xingaram, empurraram meu filho e me empurraram também.
 

Aí, quando ele foge e eu escuto o tiro, eu só saco a arma depois do tiro. Então, ela foi proporcional, porque quando tem um tiro, você pode sacar sua arma... Na verdade, até antes do tiro eu poderia sacar a arma, né?
 

Depois a gente ficou sabendo que o tiro tinha sido disparado pelo próprio policial quando caiu. Mas eu, ouvindo um tiro, tenho como pensar que pode ter sido outra pessoa. Então, acho que foi proporcional, sim. Pegando todo o contexto, não acho que eu estava errada.
 

Folha - No vídeo, depois que ele tinha ofendido a sra, é no momento que ele já está se afastando em que a sra. começa a correr atrás dele.
 

Carla Zambelli - É o momento que eu caio. Na verdade ele não está se afastando. O carro dele estava no lado contrário, pelo qual ele tava andando.
 

O que aconteceu foi que ele me chamou de prostituta e na hora a cabeça ferveu e eu queria bater nele. Minha ideia ali nunca era sacar a arma. Era trocar soco com ele, a princípio. E depois que teve o tiro, eu tirei a arma.
 

Aquilo ali foi só uma atitude infeliz que eu tive de ir atrás dele. Infelizmente, ali foi onde eu errei, de querer trocar as tapas, soco, com o homem. Eu jamais ia ganhar um negócio desse.
 

Como mulher eu deveria ter ido embora, ter cuidado da minha vida, ter aguentado...[Mas] naquele dia eu tinha passado a madrugada recebendo muita ameaça de morte. E aquele alerta que eu estava acabou prejudicando o meu julgamento.
 

Folha - Caso a sra. não consiga reverter a inelegibilidade, pretende voltar para a política depois?
 

Carla Zambelli - Pretendo, em 2030. Não vão se livrar tão cedo de mim.
 

Folha - Tem algo na sua trajetória na política que a sra. se arrepende ou faria diferente?
 

Carla Zambelli - Esse dia de ter ido atrás desse rapaz. Devia ter entrado no carro e ido embora, como fazia sempre todas as vezes que tentavam, até hoje, que tentam brigar comigo na rua. Esse dia foi o único dia que eu não saí, infelizmente. Mas me arrependo, deveria ter saído.
 

Folha - E mais alguma coisa?
 

Carla Zambelli - Ter confiado ou me doado demais por algumas pessoas.
 

Folha - Alguém em específico?
 

Carla Zambelli - Não. Eu não me arrependo de ter ajudado o Bolsonaro, sabe? Algumas pessoas podem achar que eu posso me arrepender. Eu não me arrependo, não. E vou continuar defendendo ele no que eu achar que é certo.
 

  • RAIO-X | Carla Zambelli, 44
     

Ativista fundadora do grupo Nas Ruas, ganhou notoriedade nos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT). Foi eleita deputada federal pelo PSL em 2018 e reeleita pelo PL em 2022. É gerente de projetos, formada em planejamento estratégico empresarial na Universidade Nove de Julho.

 

Ex-vereador de Feira de Santana cumpre prisão após desacato em blitz

 

Ex-vereador de Feira de Santana cumpre prisão após desacato em blitz

Por Redação

Ex-vereador de Feira de Santana Correia Zezito
Foto: Paulo José / Acorda Cidade

O ex-vereador feirense e sargento reformado, Correia Zezito, segue preso depois de ser acusado de desrespeitar uma ordem policial durante uma blitz. A previsão é que Correia Zezito seja liberado em uma semana. Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o vereador tentou intervir em uma blitz para favorecer uma pessoa, mas não foi atendido.

 

Outras pessoas que estavam no local teriam ficado a favor de Zezito. Porém, a policial militar que chefiava a blitz se sentiu desrespeitada e comunicou o caso ao comando da corporação, que resolveu punir o ex-edil, com uma sanção disciplinar de 15 dias.

 

A situação ocorreu quando Correia Zezito ainda era vereador. No ano passado, ele foi cassado pela Justiça Eleitoral com outro colega, Fernando Torres. A Corte entendeu que houve fraude à cota de gênero nos partidos que os dois representavam nas eleições de 2020. Correia Zezito cumpre a prisão na Companhia de Guarda da cidade.

Bispo Bruno Leonardo vai para justiça após ser citado em relatório da PF: "vítimas de perseguição"

 

Bispo Bruno Leonardo
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O bispo Bruno Leonardo, líder da Igreja Batista Avivamento Mundial em Salvador, conseguiu uma liminar judicial determinando a modificação do título de uma reportagem que vinculava sua instituição religiosa as investigações da Polícia Federal sobre relações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi anunciada pelo próprio religioso em vídeo publicado em suas redes sociais.

 

Veja vídeo:

 

 

 


A reportagem original mencionava a citação da igreja do bispo em investigações da PF sobre transações financeiras com uma empresa ligada a Willian Barile Agati, conhecido como "concierge" da cúpula do PCC. Bruno Leonardo contestou judicialmente o conteúdo, alegando que o título era "tendencioso" e causava danos à sua imagem.

 

 

Em decisão liminar, o juiz responsável determinou que o veículo de comunicação alterasse o título e subtítulo da matéria para deixar claro que o bispo "não configura como investigado na operação". "O título precisa refletir com precisão o conteúdo da reportagem", destacou trecho da decisão lido pelo religioso em seu vídeo.

 


O bispo afirmou que foi vítima de perseguição. "modifique o título e subtítulo da matéria, a fim de que reflitam com a precisão do conteúdo da reportagem, destacando que o autor não configura como investigado na operação", ressaltou.

Brasileiros vivem pânico em universidades nos EUA diante de decisões de Trump

 

Brasileiros vivem pânico em universidades nos EUA diante de decisões de Trump
Foto: Reprodução / YouTube

No terceiro ano do doutorado na Universidade Michigan, Pedro deveria estar se preparando para a qualificação de sua tese e para o trabalho de campo. Em vez disso, esse brasileiro de 30 anos está se precavendo contra a possibilidade de ser detido e deportado pelo governo americano.
 

Pedro, que por essa mesma razão prefere não dizer seu nome verdadeiro, está no país de maneira legal, com visto de estudante. Não cometeu nenhum crime. Esteve envolvido, porém, nos protestos pró-Palestina no seu campus -algo que hoje é o suficiente para ter problemas.
 

No começo de março, autoridades americanas detiveram o estudante palestino Mahmoud Khalil, da Universidade Columbia. Semanas depois, foi a vez do indiano Badar Khan Suri, da Universidade Georgetown.
 

Já na terça-feira (25), agentes prenderam a estudante de doutorado turca Rumeysa Ozturk. Ela foi abordada pelo serviço de imigração perto da sua casa. A cena, registrada por câmeras locais, é geralmente reservada a operações contra criminosos.
 

Ela não era uma líder do movimento pró-Palestina, mas havia escrito no jornal da Universidade Tufts sobre esse assunto. O governo do republicano Donald Trump agora tenta deportá-los, a despeito de todos terem vistos regulares para permanecer nos Estados Unidos.
 

No meio-tempo, Trump tem pressionado universidades de elite no país para que abafem os protestos pró-Palestina, enquadrando toda crítica a Israel como antissemitismo. Retirou US$ 400 milhões de financiamento de Columbia, por exemplo, até que se adeque às medidas.
 

Na universidade, palco dos maiores protestos pró-Palestina no ano passado, o brasileiro Rafael, 29, descreve um clima de pânico. Ele foi colega de classe de mestrado do aluno detido Khalil, um dos rostos da ofensiva de Trump. Como Pedro, prefere não dizer seu nome verdadeiro.
 

Rafael tenta adotar a discrição, sobretudo porque tem uma série de mensagens trocadas com Khalil e teme ficar em evidência. Lamenta não poder falar com o amigo. "O fato de que simplesmente sumiram com uma pessoa é assustador", diz. "Estão atribuindo falas de pessoas que estavam no movimento como falas dele, quando ele nunca disse nenhum absurdo."
 

Ele relata à reportagem que o receio em Columbia não se resume aos alunos estrangeiros, mas atinge também cidadãos americanos e professores. A conduta geral tem sido apagar as redes, deixar os perfis de aplicativos de conversa sem foto e censurar as próprias declarações.
 

Conta ainda que as equipes da universidade acreditam estarem sendo monitoradas e têm medo de serem pegas por agentes da imigração as ouvindo falar sobre temas ligados à diversidade. O governo suspendeu o financiamento e mandou as instituições acabarem com seus programas de inclusão.
 

Rafael recebeu na semana passada ligação de uma pessoa que se identificava como sendo do ICE (serviço de imigração americana) dizendo que haviam rastreado um pacote com material ilegal do México sendo encaminhado para ele. O estudante acredita que se tratava de um trote. Mas diversos colegas dele têm recebido ligações do tipo, o que faz parte do clima que ele acreditam estar sendo criado pelo governo.
 

A reportagem esteve em contato com mais de uma dezena de brasileiros que, como Pedro e Rafael, dizem se sentir em risco nos Estados Unidos. Conversam por meio de aplicativos de mensagem e trocam sugestões de como se proteger -por exemplo, apagando todas as suas redes sociais.
 

Diante desse cenário, universidades de elite têm enviado mensagens aos seus alunos estrangeiros para que adiem qualquer viagem para o exterior, dado que existe um risco real de que sejam impedidos de voltar ao país. A reportagem teve acesso a diversos desses emails.
 

Universidades, assim como professores de maneira individual, têm circulado panfletos com instruções para o que fazer em casos de detenção e deportação. Pedro chegou a consultar uma advogada especializada em imigração para poder já traçar um plano concreto.
 

Entre quatro paredes, dentro dos campi, discute-se até a necessidade de os alunos que são pais concederem a guarda de seus filhos a uma pessoa de confiança para o caso de serem detidos -o que diversos imigrantes brasileiros têm feito, como já mostrou a Folha de S.Paulo. A instrução é preparar o terreno para o pior dos cenários.
 

A impossibilidade de deixar o país afeta a carreira acadêmica desses alunos, já que é esperado de muitos deles que passem um período longo no exterior consultando arquivos públicos ou realizando o trabalho de campo.
 

Nesta semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou o cancelamento dos vistos de aproximadamente 300 manifestantes, os quais chamou de lunáticos. A justificativa do governo é que pode deportar quem apoia organizações terroristas, como definem o Hamas, por serem um risco aos EUA, mesmo sem provas da ligação dos alunos com a facção.
 

Esse cenário é ainda mais preocupante para quem vem do mundo de fala árabe ou pesquisa a região. A MESA (associação de estudos de Oriente Médio, na sigla em inglês) já alertou seus membros da incerteza sobre seu congresso anual, celebrado em novembro em Washington.
 

O congresso da MESA é o mais importante do campo de estudos árabes, onde circulam os grandes nomes. Não está claro, porém, se pesquisadores vão conseguir entrar no país. Diversos deles foram impedidos, nas últimas semanas. Tampouco se sabe se isso será seguro.
 

Os alunos brasileiros e imigrantes em geral lidam, agora, com a dúvida sobre como agir nessa situação. Alguns dizem que sabem que precisam abaixar a cabeça, enquanto outros falam que querem lutar. Os protestos nos campi seguem, apesar de que, às vezes, com máscaras cobrindo os rostos.

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