quinta-feira, março 27, 2025

Zema chama Bolsonaro, réu por trama golpista, de ‘maior liderança da oposição

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se posiciona como possível candidato ao Planalto em 202627 de março de 2025 | 14:21

Zema chama Bolsonaro, réu por trama golpista, de ‘maior liderança da oposição’

brasil

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira (27) em uma rede social que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é a “maior liderança da oposição.”

A declaração foi feita um dia após a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) receber a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e tornar réus Bolsonaro e outros sete acusados de integrar o núcleo central de uma trama golpista em 2022.

“O maior líder da oposição ao governo do PT é Jair Bolsonaro. Espero que a Justiça seja feita e que ele recupere seus direitos políticos”, escreveu Zema no X (antigo Twitter) no início da tarde desta quinta.

No mesmo horário da postagem, o governador estava no velório do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), que morreu nesta quarta-feira (27) após ter sido internado com insuficiência respiratória aguda. Zema ficou no local por pouco tempo e saiu sem falar com os jornalistas.

Em seu segundo mandato como governador, Zema trabalha para se viabilizar como candidato a Presidência em 2026, caso seja mantida a inelegibilidade de Bolsonaro, e tem feito acenos ao ex-presidente.

Outros nomes, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (União Brasil) de Goiás, também são apontados como possíveis candidatos no campo da direita.

Zema tem adotado uma postura de equilibrista em relação a Bolsonaro. De um lado, evita se associar às franjas mais radicais do bolsonarismo para não queimar pontes com a centro-direita, mas tem feito acenos ao ex-presidente.

O governador mineiro não participou do ato em apoio à anistia do ex-presidente, realizado em 15 de março em Copacabana, no Rio, com participação de Tarcísio de Freitas e do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Aliados do político do Novo dizem, contudo, que ele avalia comparecer à manifestação convocada por Bolsonaro para o próximo dia 6 na avenida Paulista, em São Paulo.

Nas últimas semanas, Zema também tem intensificado às críticas ao presidente Lula. No início do mês, presidente e governador se reencontraram em uma solenidade em Betim (MG), marcada por um embate público entre os dois, com cobranças e provocações.

João Pedro Pitombo e Artur Búrigo, Folhapress

Inferno astral de Bolsonaro será longo e Supremo negará a anistia


Me anistia: Charge por Claudio Mor

Charge do Claudio Mor (Arquivo Google)

 Vicente Limongi Netto

Mais emoções surgirão no horizonte político. Lexotan no bolso. Horóscopos tortuosos para Bolsonaro e outros 7, considerados réus pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal. O inferno astral para Bolsonaro e apaniguados será longo. A anistia perdeu força e ânimo. Não duvido se alguns largarem o barco.

Luta inglória. Reverter a decisão da primeira turma é zero. Nota de 3 reais. O barulho que seguidores do mito de barro orquestrarão no Congresso e nas redes sociais não alcançará o sucesso desejado. Os ministros do Supremo Tribunal Federal têm o couro duro. Não se deixarão levar por devaneios da tropa dos réus. 

GRITOU E ESPERNEOU – Bolsonaro saiu atirando para todos os lados. Rodeado de áulicos e com o jeitão destrambelhado de sempre, falou muito, gritou, esperneou. Leu documentos antigos tentando provar que é inocente. Quase santo. Tudo inútil.

É mais fácil acabar com a poluição e sujeira dos rios e oceanos, do que os ministros da Suprema Corte afrouxarem suas decisões. A anistia, se passar, será liquidada pelo Supremo.

Malafaia, filhos de Bolsonaro, mulher dele, deputados, senadores e governadores amigos, suarão a camisa. Não pouparão insultos para o Xandão. A mãe do ministro relator será muito lembrada. Gastarão saliva e energia. Nadarão para morrer na praia. Tudo inútil.  Contra os fatos não há argumentos.

RODA VELHA – Analistas descobriram agora, a começar pelo “maestro” Júnior, que alguns jogadores que arrebentam nos clubes, pouco produzem na seleção.

Não é de hoje que insisto e saliento o tema nos meus textos e redes sociais. Sobretudo aqui mesmo, na brava Tribuna da Internet. 

Mudanças nas regras de aposentadoria em 2025: especialista explica o que trabalhadores precisam saber

 

Mudanças nas regras de aposentadoria em 2025: especialista explica o que trabalhadores precisam saber
Foto: Igor Barreto / Bahia Notícias

O direito previdenciário passou por diversas alterações nos últimos anos, especialmente após a Reforma da Previdência de 2019. Para esclarecer as principais mudanças que afetam os trabalhadores em 2025, o Bahia Notícias conversou com o advogado especialista em direito previdenciário Eddie Parish, mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e com mais de 20 anos de experiência na área.

 

APOSENTADORIA POR IDADE

Uma das principais mudanças em 2025 é a idade mínima para aposentadoria por idade das mulheres, que agora passa a ser 62 anos, igualando-se progressivamente à regra que já valia para os homens (65 anos).

 

"Antes, a mulher se aposentava aos 60 anos por idade, e a Emenda Constitucional de 2019 esticou isso para 62. Só que foi feito de forma paulatina, aumentando um pouco a cada ano. Agora, chegamos a medida definitiva: a mulher se aposenta, nas regras atuais, com 62 anos", explica Eddie Parish.

 

Segundo o advogado, além da idade, é necessário cumprir 15 anos de contribuição para mulheres e 20 anos para homens.

 

REGRAS DE TRANSIÇÃO: COMO FICAM QUEM JÁ CONTRIBUÍA ANTES DA REFORMA?

Para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma, existem regras de transição que permitem condições mais favoráveis.

 

"Quando houve a Emenda Constitucional de 2019, muita gente já estava no mercado de trabalho. E toda reforma da previdência traz regras de transição para quem já contribuía. Essas pessoas têm direitos que quem entrou depois não tem", afirma o advogado.

 

 

 

Entre as opções de transição estão:

  • Regra de transição por pontos (soma de idade e tempo de contribuição);

  • Pedágio de 50% ou 100% (exige um tempo adicional sobre o que faltava para se aposentar antes da reforma).

"Para saber qual a melhor regra, é imprescindível consultar um advogado ou profissional de confiança, que avalie se você já tinha algum direito adquirido antes da mudança", recomenda Parish.

 

APOSENTADORIA ESPECIAL EM DISCUSSÃO NO STF: IDADE MÍNIMA PODE SER DERRUBADA?

Outro tema polêmico é a exigência de idade mínima para aposentadoria especial, que hoje é de 55 anos para quem se expõe a agentes nocivos (como químicos, ruídos excessivos ou radiação). O STF deve decidir se essa regra é válida ou se apenas o tempo de exposição ao risco deve ser considerado.

 

"Se uma pessoa começou a trabalhar com 30 anos como mergulhador, antes podia se aposentar após 15 anos de exposição (aos 45). Agora, precisa ter 55 anos. Ou seja, teria que trabalhar mais 10 anos expondo sua saúde. O STF precisa decidir se isso é justo", explica.

 

A decisão pode beneficiar profissionais como:

  • Motoristas de ônibus expostos a ruídos;

  • Trabalhadores da mineração;

  • Profissionais da saúde que lidam com radiação.

 

 

 

APOSENTADORIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA MANTÉM REGRAS ANTIGAS

Diferente das outras categorias, a aposentadoria da pessoa com deficiência não foi alterada pela reforma e ainda permite aposentadoria apenas por tempo de contribuição, sem idade mínima.

 

Os requisitos variam conforme o grau de deficiência (leve, moderado ou grave):

  • Deficiência leve: 33 anos (homem) / 28 anos (mulher);

  • Deficiência moderada: 29 anos (homem) / 24 anos (mulher);

  • Deficiência grave: 25 anos (homem) / 20 anos (mulher).

 

"Acho que foi uma forma de manter benefícios para quem já enfrenta mais dificuldades. A pessoa com deficiência precisa de condições para se equiparar", avalia Parish.

 

 

 

COMO PLANEJAR A APOSENTADORIA EM 2025?

O advogado destaca a importância de um planejamento previdenciário para evitar erros e garantir o melhor benefício possível.

 

"O erro mais comum é se precipitar e pedir a aposentadoria sem estudar antes. Depois que você recebe, só consegue consertar se identificar um erro do INSS. Se foi um erro seu, não tem volta", alerta.

 

Recomendações para quem vai se aposentar em 2025:

  1. Consulte um especialista para verificar se já tem direito ou qual a melhor regra de transição;

  2. Verifique períodos de contribuição não registrados ou salários declarados incorretamente;

  3. Avalie se vale a pena esperar para aumentar o valor da aposentadoria.

 

PREVIDÊNCIA PRIVADA E COMPLEMENTAÇÃO

Além da aposentadoria pública, Parish recomenda considerar a previdência privada, especialmente para quem busca um valor acima do teto do INSS, que atualmente está no valor de R$ 7.786,02.

 

"A previdência privada pode ser uma boa opção, principalmente os planos fechados de grandes empresas, onde o empregador também contribui", diz.

 

Veja a entrevista completa:

 

 

Dois terços dos brasileiros criticam atuação do governo Lula no combate à inflação, mostra pesquisa

 

Presidente Lula e o ministro Fernando Haddad reunidos no Palácio da Alvorada
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Aumentou a quantidade de brasileiros que enxergam a economia brasileira vivendo um mau momento, cresceu a crítica sobre a atuação do governo na geração de empregos, e dois terços da população avalia como ruim ou péssima a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no combate à inflação. 

 

Esses são alguns resultados da pesquisa “Avaliação Nacional”, elaborada pelo instituto de pesquisa Futura. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (26). 

 

Ao questionar seus entrevistados sobre a avaliação que fazem do momento da economia do país, 59,1% avaliaram ser “ruim” ou “péssimo” a situação econômica atual. Esse número era de 52,3% na última pesquisa feita pela Futura, em novembro do ano passado. 

 

A porcentagem de pessoas que respondeu ver como “bom” ou “ótimo” o momento da economia praticamente se manteve inalterado entre as duas pesquisas: passou de 12,9% em novembro/2024 para 13,8% agora. Já a avaliação “regular” caiu de 33,4% na pesquisa anterior para 26,4% nessa nova sondagem. 

 

A avaliação do governo Lula se mostrou ainda pior no aspecto do combate ao aumento de preços. Um total de 64,7% dos entrevistados enxergam o desempenho como ruim ou péssimo. Essa avaliação negativa cresceu 9,7% de novembro para cá, já que no levantamento anterior a quantidade de pessoas que disse ser “ruim” ou “péssima” a atuação do governo foi de 55%. 

 

Nesse item, a pesquisa da Futura revela que caiu de 18,2% para 13,5% a porcentagem de entrevistados que afirmam ser “ótima” ou “boa” a forma como o governo Lula enfrenta o problema do aumento de preços.

 

Quando questionados sobre o mercado de trabalho durante o governo Lula, 42,8% avaliam a atuação do Executivo como ruim ou péssima, 28,1% disseram que é regular e 27,5% ótima ou boa.

 

A pesquisa “Avaliação Nacional” do Instituto Futura foi realizada com eleitores de 16 anos ou mais. A amostra do levantamento é de 1001 entrevistados, e tem margem de erro de 3,1 pontos para cima ou para baixo. A coleta foi realizada entre os dias 19 de março e 22 de março.
 

Fux abre caminho para questionar delação de Cid e rever penas do 8 de janeiro no STF

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF

Luiz Fux27 de março de 2025 | 06:30

Fux abre caminho para questionar delação de Cid e rever penas do 8 de janeiro no STF

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O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), expôs ao longo desta semana discordâncias em relação a posicionamentos do ministro Alexandre de Moraes nos processos relativos aos ataques de 8 de janeiro de 2023 e à trama golpista de 2022.

Foram as primeiras discordâncias de Fux e uma quebra da unanimidade da Primeira Turma em torno do relator Moraes nos casos mais rumorosos do bolsonarismo sob análise no colegiado.

As manifestações de Fux durante o julgamento finalizado nesta quarta-feira (26) que tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete denunciados pela trama golpista devem ser exploradas pelas defesas, incluindo a delação do tenente-coronel Mauro Cid, o fio condutor da acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Até o momento, Fux manifestou preocupações sobre a tipificação de delitos —ou seja, a categorização dos crimes— definidos pela PGR, o fato de casos serem processados pelo Supremo e também pela Primeira Turma, e não pelo plenário no caso da trama golpista, além dos tamanhos das penas que poderão ser aplicadas em caso de condenação.

A discordância já apareceu na véspera do julgamento. Na segunda (24), o ministro suspendeu o julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou “perdeu, mané” na estátua “A Justiça” durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

De início, segundo assessores próximos a Fux, a medida teria sido uma forma de tentar baixar a tensão em torno da corte, que vem sofrendo críticas pelo caso.

No entanto, para além disso, Fux passou a refletir sobre alguns pontos das discussões em torno desses casos diante de críticas da opinião pública e de parte da comunidade jurídica, especialmente de advogados criminalistas.

Nesta quarta, ele disse durante a sessão: “Julgamos sob violenta emoção após a verificação da tragédia do 8 de janeiro. Eu fui ao meu ex-gabinete, que a ministra Rosa [Weber] era minha vice-presidente, vi mesa queimada, papéis queimados. Mas eu acho que os juízes na sua vida têm sempre de refletir dos erros e dos acertos.”

A postura de Fux nesta semana seria, mais do que uma virada para um conflito maior com Moraes, a marcação de posições e uma chamada para reflexões sobre detalhes e nuances dos casos em tramitação no Supremo.

O ministro avisou previamente Moraes tanto do pedido de vista do caso de Débora quanto dos questionamentos que faria durante as sessões do recebimento da denúncia.

Moraes respondeu ao colega durante a sessão desta quarta e disse que “não foi uma simples pichação” e que a ré ficou em acampamento e aderiu a uma tentativa de golpe.

Na primeira parte do julgamento, Fux foi o único a divergir do relator em parte do conjunto de questionamentos processuais apresentados pelas defesas dos acusados.

Os ministros negaram cinco preliminares levantadas pelos advogados, como a parcialidade do relator, a nulidade da colaboração premiada de Mauro Cid e o envio do caso para o plenário do Supremo.

A divergência de Fux foi a respeito do debate sobre o foro, questão na qual ele manteve o entendimento mais restrito da questão, já manifestado em outros momentos.

Sobre a delação, os magistrados concordaram que a validade da colaboração seria discutida após o recebimento da denúncia, durante a ação penal. Mas, de acordo com Fux, era a preliminar mais complexa sob análise e na qual ele apontou mais desconforto.

“Há uma regra de que quem participa do processo tem que fazer de boa-fé. E delação premiada é algo muito sério. Nove delações representam nenhuma delação. Tanto houve omissão que houve nove delações”, disse.

O ministro disse que, como é possível que Cid volte a ser ouvido, ele gostaria de acompanhar. “O colaborador certamente vai ser ouvido em juízo. Eu até pediria uma gentileza para assistir a oitiva.”

Por fim, ele acompanhou o relator negando a nulidade da delação, mas pontuando que a razão era aquele não ser o momento mais apropriado para avaliar a legalidade do acordo e ressaltando enxergar a trajetória da colaboração do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro com ressalvas.

“Não é o momento próprio, mas vejo com muita reserva nove delações de um mesmo colaborador, cada hora apresentando uma novidade. Me reservo ao direito de avaliar no momento próprio a legalidade dessa delação, mas acompanho no sentido de que não é o momento de declarar a nulidade”, concluiu.

No caso da cabeleireira Débora Rodrigues, o ministro pretende analisar os autos com mais tempo.

Assessores da corte próximos ao ministros avaliam, no entanto, ser baixa a chance de ele propor uma abordagem completamente diferente da de Moraes na ação penal.

Dificilmente, ele vai propor a absolvição ou aplicar uma pena muito menor. Se os indícios contra ela forem semelhantes aos dos condenados até aqui, o ministro pode inclusive acompanhar os votos de Moraes e Flávio Dino no caso.

Para ele, no entanto, seria importante verificar as provas existentes contra Débora e se há especificidades na situação dela para, então, definir uma pena adequada de condenação.

Ana Pompeu/Folhapress

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