segunda-feira, dezembro 16, 2024

Mourão reconhece plano golpista, mas minimiza: ‘Conspiração tabajara’

 Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Hamilton Mourão16 de dezembro de 2024 | 11:02

Mourão reconhece plano golpista, mas minimiza: ‘Conspiração tabajara’

brasil

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), reconheceu que setores das Forças Armadas se mobilizaram em uma tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. Para o ex-vice-presidente, porém, o movimento foi isolado, sem possibilidades concretas para ser colocado em prática e não passou de uma “conspiração bem tabajara”.

“Uma conspiração bem tabajara, conversas de WhatsApp. Em tese, houve reuniões, mas não levaram a nenhuma ação. Na linguagem militar, nós definimos como ‘ações táticas’ tudo aquilo que há movimento. Não houve nada disso. Houve pensamento, não passou disso”, disse o senador em entrevista ao jornal O Globo.

Mourão também comentou sobre seu período enquanto vice-presidente, uma função que, segundo o ex-detentor do cargo, não possui “papel nenhum”. Para o senador, Bolsonaro perdeu a reeleição em 2022 “mais por idiossincrasias” do que por mérito do concorrente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o próximo pleito, Mourão projeta que um candidato de oposição pode vencer o petista na hipótese de “junção de forças” à direita.

‘Atitude correta’ de Freire Gomes

Para Mourão, a conspiração não teve chances reais de ser colocada em prática sobretudo por não contar com o apoio dos comandantes das Forças Armadas. Neste sentido, o senador exaltou o general Marco Antônio Freire Gomes.

Segundo a Polícia Federal, ao ouvir a proposta de ruptura institucional, Freire Gomes, que comandava o Exército na ocasião, recusou aderir à trama golpista. “O Exército não pode ser fator de instabilidade. É óbvio que uma reversão de um processo eleitoral na base da força lançaria o País num caos. Então, o Exército agiu dentro desses vetores. Foi a atitude correta do (general) Freire Gomes, não há o que contestar”.

‘Conversa de dois malucos’, diz Mourão sobre reunião para ‘saída do 01’

No relatório final da investigação sobre a tentativa de golpe, Mourão é citado em conversa entre o tenente-coronel Sérgio Cavaliere e um contato denominado “Riva”, que não foi identificado pela PF.

Nas mensagens, Riva relata a Cavaliere que Hamilton Mourão teria realizado uma reunião com outros generais para negociar a “saída do 01”, referindo-se ao afastamento de Jair Bolsonaro da Presidência. Se Bolsonaro se afastasse do cargo, Mourão assumiria suas funções. Ao Globo, Mourão nega ter realizado o encontro e definiu o diálogo como uma “conversa sem pé nem cabeça” de “dois malucos”.

“Para mostrar mais uma vez a total falta desconexão dessas conversas de uma realidade. Eu nunca participei de nenhuma reunião, minha agenda é pública, basta consultar. Aí, dois malucos resolvem ter uma conversa sem pé nem cabeça, e um resolve citar o meu nome, só posso dizer isso. Tanto que eu nem dei bola para isso”, disse.

Distanciamento de Jair Bolsonaro

O senador comentou ainda sobre seu período na vice-presidência, minimizando o esfriamento de sua relação com Jair Bolsonaro. “Não é uma questão de distanciamento. O vice-presidente tem que ter um papel discreto, até porque ele não tem papel nenhum”, disse. Ao longo do mandato, a chapa vencedora do pleito de 2018 foi se afastando ao ponto em que, na disputa seguinte, em 2022, Bolsonaro optou por concorrer à reeleição em chapa com Walter Braga Netto.

O general e ex-ministro foi preso neste sábado, 14, por obstrução de justiça. A entrevista de Mourão ao Globo foi anterior à prisão preventiva de Braga Netto. Procurado para responder mais perguntas, o ex-vice-presidente não respondeu.

‘Deficiências’ do governo Bolsonaro e cenário para 2026

Para o ex-vice, Lula venceu a eleição presidencial de 2022 “mais por deficiências” do governo de Bolsonaro. O principal fator que pesou contra o mandatário, segundo Mourão, foi a pandemia de covid-19, durante a qual o então presidente fazia declarações que contrariavam o consenso da comunidade científica. “A questão principal sempre foi evitar comentários sobre uma área técnica que a gente não domina”, disse o ex-vice, a quem esses comentários foram “desnecessários”.

Sobre o cenário da próxima eleição, Mourão sugere que o petista pode ser derrotado na hipótese de “junção” das forças à direita, mas evita cravar o nome de quem encabeçaria a chapa de oposição. Bolsonaro está inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030, além de responder a três indiciamentos da PF.

“Neste país tudo é possível. Vamos lembrar que até dois anos antes da eleição o presidente Lula também não poderia se eleger. Os nomes estão voando e vai chegar um momento em que será necessária uma junção de forças. O que não pode é nos apresentarmos divididos”, disse o ex-vice.

O senador avalia como “admirável” a gestão de José Múcio à frente do ministério da Defesa e diz que é “crítico” à forma como o Legislativo avançou sobre o orçamento federal por meio das emendas impositivas, mas não concorda com a intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) no tema.

Juliano Galisi/Estadão ConteúdoPoliticaLivre

Alexandre de Moraes vai a show de Caetano e Bethânia em SP e ouve coro de ‘sem anistia’

Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE/Arquivo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes16 de dezembro de 2024 | 14:02

Alexandre de Moraes vai a show de Caetano e Bethânia em SP e ouve coro de ‘sem anistia’

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes assistiu neste domingo, 15, ao show dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia em São Paulo. Moraes chegou a uma área reservada por volta de 20h30, pouco antes de a apresentação começar, e foi recebido pelo público aos gritos de “sem anistia”

No dia anterior, o ministro tinha determinado a prisão do general da reserva Walter Braga Netto. Braga Netto é ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e foi candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O general de quatro estrelas é investigado por tentativa de golpe de Estado.

O coro de “sem anistia” foi repetido depois do show acabar, quando Moraes deixou a plateia, cerca de 22h30.

O show dos irmãos deste domingo foi o segundo de três apresentações no Allianz Parque e faz parte da turnê “Caetano e Bethânia”. Entre as músicas cantadas estavam “Alegria, Alegria”, “Um índio” e “Sampa”, esta última incluída na setlist especialmente para o espetáculo na capital paulista.

Lorenna Rodrigues, Estadão Conteúdo

Politicalivre 

Lula ainda tem dúvidas sobre disputar a reeleição em 2026

Lula se recupera de cirurgia cerebral e permanece em observação |  Radioagência Nacional

Lula precisará tomar decisões antes de se candidatar

Bela Megale
O Globo

A reeleição de Lula em 2026 ainda não é tema pacificado. Aliados de primeira hora do presidente relataram à coluna que, antes da cirurgia da semana passada, Lula já tinha mostrado, em alguns momentos, dúvidas sobre tentar ou não a reeleição ao Palácio do Planalto.

A avaliação que um grupo de petistas próximo de Lula faz é que o problema de saúde não vai interferir na escolha do presidente sobre seu futuro em 2026. Para eles, o que pesará vai ser a avaliação do próprio Lula sobre o momento político de parar ou não.

E O SUCESSOR? – Lula também não tem dado sinais aos integrantes do governo e do partido de quem seria seu eventual sucessor. Mesmo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apontado como o nome natural, o presidente não faz gestos claros. A avaliação dos petistas é que, com isso, Lula evita abrir uma guerra dentro do próprio PT.

No mês passado, o presidente disse, em entrevista à CNN, que está pronto para “enfrentar a extrema-direita” nas eleições de 2026, se não houver outro nome apto, mas que espera “não ser necessário” e que haja outros candidatos para “fazer uma grande renovação política no país e no mundo”.

VOLTA A BRASÍLIA – Lula recebeu alta do hospital neste domingo (15), seis dias depois de ser submetido a uma cirurgia para conter um sangramento interno na cabeça.

O procedimento ocorreu em decorrência da queda que sofreu no banheiro do Palácio do Alvorada, em outubro.

A jornalistas, Lula disse que ficou “assustado” e “preocupado” durante os dias que passou internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele permanece na cidade até quinta-feira, quando fará um novo exame.

Devemos desejar boas festas a todos, inclusive aos que não merecem nada

Publicado em 16 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Fazenda São José | Que o essencial seja visto !!! Feliz Natal ! | InstagramVicente Limongi Netto

É chover no molhado. Mas não custa tentar. Ano que vem começa tudo de novo. Abro meus braços, estendo minhas mãos, exortando esperança e saúde para todos. Até mesmo aos que não respeitam idosos e não sabem dizer obrigado ou pedir por favor.

Também quero que Deus ilumine os maus motoristas e pedestres imprudentes e apressados.

AOS IRRESPONSÁVEIS – Na mesma linha dirijo minhas preces aos irresponsáveis que deixam o carro atrás do outro e somem no mundo. Igualmente desejo sucesso no ano novo para os que desrespeitam vagas para deficientes e idosos. Aos motoristas relapsos que não ligam a seta quando mudam de faixa.

Não posso deixar de desejar saúde e paz para os que dirigem comendo, com o braço para fora,  fumando ou falando no celular ou tablet ou com cachorro no colo. Por fim, desejo felicidades aos que passeiam com cachorros sem carregar plástico para recolher o cocô deixado no caminho.

Estendo votos aos donos de cães ferozes para que em 2025 comecem a usar focinheiras nos animais.

SAUDADES DO NERY – No oba-obra global da cretina Globo platinada, com engomados famosos e sorrisos falsos e engessados, na hora singela do cineminha homenageando, com fotos, mortos famosos de 2024, esqueceram de lembrar do respeitado e competente Sebastião Nery.

Semelhante empulhação e canalhice fizeram com Helio Fernandes, há alguns anos. Protestei e lamentei, na época, como faço agora. Nenhum dos boçais do grupo Globo tem competência para engraxar os sapatos de Nery e Helio. 

Bolsonaro sonha com posse de Trump, que se encontra é com Milei

 

Desde a vitória eleitoral do republicano Donald Trump, 

ma euforia desmedida tomou conta do clã Bolsonaro e 

aparentados


Tribuna da Bahia, Salvador

13/11/2024 06:00
33 dias, 10 horas e 36 minutos

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Por Monica Gugliano 

Desde a vitória eleitoral do republicano Donald Trump, uma euforia desmedida tomou conta do clã Bolsonaro e aparentados. Já se falou que seria possível desde a troca de um simples aperto de mão, até a amalucada informação de que o americano convidaria o ex-presidente Jair Bolsonaro para participar da posse em Washington, no dia 20 de janeiro, ou em inglês, “Inauguration Day” – impossível por que não é uma solenidade que admite convidados estrangeiros. E ainda que o cerimonial permitisse, o ex-presidente está impedido de sair do país e inelegível até 2030.

Entretanto, antes dessa decepção por não poder acompanhar a posse “bem de pertinho”, Bolsonaro terá outra amargura bem maior, dessas de levar às lágrimas. Nestas quinta e sexta-feira, o presidente argentino Javier Milei será recebido por Trump, em sua mansão em Mar-a-Lago, onde será realizada a Conferência Política de Ação Conservadora (Cpac), na Flórida. E, mais, Milei será um dos oradores (o único da América Latina) a falar ao lado de Trump, do vice-presidente eleito, J.D. Vance e do provável secretário de Estado Americano, Ric Grenell.

Mas o golpe ainda poderá ser mais duro, segundo a imprensa internacional. O libertário Milei se reunirá separadamente com Elon Musk (SpaceX, Tesla e a rede social X), um encontro que vem sendo articulado pela irmã do presidente argentino, Karina, a quem ele chama de “El Jefe”.

Também de acordo com analistas internacionais, Milei tem se colocado diante de seus pares no continente como o interlocutor preferencial de Trump, tentando desbancar o vizinho. Mais um desgosto para o ex-presidente. E buscará reluzir essa suposta preferência na paradisíaca Mar-a-Lago, um dos pontos mais bonitos em Palm Beach, na Flórida, frequentado por muito ricos e muito famosos.

Porém, o que transparece das declarações e até dos gestos de muitos dos assessores, parentes e amigos de Bolsonaro, além do próprio, é que eles faltaram às aulas de política externa. Existe entre as nações aquilo que é chamado de “diplomacia presidencial”. Isto é, as relações entre países que são fortalecidas pelas afinidades entre os chefes de Estado e de Governo. Nos anos mais recentes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um mestre nesse método de “encanto”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi outro. O petista chegou a ser chamado de “o cara” pelo americano Barack Obama e FHC foi recebido em Camp David (privilégio para poucos) pelo então presidente George W.Bush.

Fonte: Agência Estado

Trama liderada por Braga Neto indica até que ponto os golpistas iam chegar

Publicado em 16 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Depoimento de Cid trouxe novos elementos sobre Braga Netto

Pedro do Coutto

Ainda sobre o impacto da prisão do general Walter Braga Netto e a participação de oficiais de alta patente na trama golpista contra a Constituição e a democracia, esquece-se um aspecto importante, uma vez que nesse projeto pelo poder, o grupo de articuladores incluíram não apenas um golpe de Estado, o que já seria abominável, mas também o assassinato de três pessoas, o presidente Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

É incrível saber que nas reuniões para tratar da subversão, os principais arquitetos do plano planejavam crimes e atos hediondos, envolvendo pessoas inocentes em tal trama. Um fato que leva tais intenções ao descrédito absoluto, inclusive moral por parte dos favoráveis ao golpe.

NOVIDADES – A audiência do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, no último dia 21 de novembro, trouxe novidades que foram fundamentais para o elenco de provas que levou o general Walter Braga Netto à prisão, decretada no último sábado.

A tentativa de obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid foi caracterizada como ação de obstrução da Justiça, ao “impedir ou embaraçar as investigações em curso”, apontou o relator do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, há “diversos elementos de prova” contra Braga Netto, que teria atuado para impedir a total elucidação dos fatos e “com o objetivo de controlar as informações fornecidas, alterar a realidade dos fatos apurados, além de consolidar o alinhamento de versões entre os investigados”.

PERÍCIA – Para chegar a essas provas, os policiais federais realizaram perícia no celular do general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do coronel que trabalhava com Jair Bolsonaro. Havia “intensa troca de mensagens” via aplicativo de mensagens, que foram apagadas e depois recuperadas pela PF. O tema principal era a respeito do desvio de joias por parte de Bolsonaro, em agosto de 2023. A PF identificou que o nome de Braga Netto estava salvo na agenda do general Lourena Cid como “Walter BN”.

Outras conversas recuperadas ocorreram em 12 de setembro, quando o general Mário Fernandes disse ao coronel reformado Jorge Kormann que os pais de Mauro Cid ligaram para os generais Braga Netto e Augusto Heleno, ex-ministro na gestão Bolsonaro, informando que a divulgação do conteúdo da delação por parte da imprensa era “tudo mentira”. A PF argumenta que Braga Netto tentou obter os dados do acordo por meio de familiares do coronel Cid, o que foi determinante para a prisão. Outra prova encontrada foi na sede do PL, em Brasília, na mesa do coronel Flávio Peregrino, assessor direto do general Braga Netto.

Era uma folha com perguntas (supostamente feitas por Braga Netto) e respostas (que seriam de autoria de Mauro Cid). Entre as perguntas: “O que foi delatado?”, com a seguinte resposta: “Nada. Eu não entrava nas reuniões. Só colocava o pessoal para dentro”. Há outras cinco questões pedindo mais informações sobre o que a PF dispunha.

INTERMEDIÁRIOS – O ex-ajudante de ordens disse, em depoimento à PF, que as respostas não foram escritas por ele.  “Talvez intermediários pudessem estar tentando chegar perto de mim, até pessoalmente, para tentar entender o que eu falei, querer questionar, mas como eu não podia falar, eu meio que desconversava e ia para outros caminhos, para não poder revelar o que foi falado”, disse Cid para o delegado da PF, Fábio Shor.

Será que nenhum integrante da equipe dos que tramavam o golpe de Estado não acordou para a realidade que estava sendo preparada? Cometer uma série de ações criminosas, incluindo o assassinato de um presidente da República, constitui-se numa pretensão que demonstra o caráter dos envolvidos. Não tem cabimento. É impossível levar a sério esse projeto que, embora de difícil execução, reflete até que ponto os seus autores pretendiam chegar.

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