quinta-feira, outubro 17, 2024

Está por acontecer o devastador ataque de retaliação que Israel prometeu ao Irã?

Publicado em 16 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Israelenses observam um dos mísseis lançados pelo Irã e que caiu no Deserto do Negev, sem causar vítimas

Este míssil iraniano caiu no deserto, sem fazer vítimas

Dorrit Harazim
O Globo

Ao contrário de Godot, o personagem maior da obra de Samuel Beckett, o aguardado ataque de retaliação israelense contra o Irã não se fará esperar nem ficará em suspenso. Dele tivemos notícia criminosa nesta semana. “O ataque será letal, preciso e particularmente surpreendente” — informou o ministro da Defesa, Yoav Gallant, a integrantes do Serviço de Inteligência Militar do seu país.

E acrescentou, sem avançar em demasia no arrosto: “Eles [os iranianos] só compreenderão o que houve quando já tiver acontecido”.

Para quem, semanas atrás, conseguiu fazer explodir milhares de pagers e celulares em mãos do até então formidável inimigo Hezbollah, deve ser tentador surfar na superioridade militar. Difícil é conseguir desescalar.

TAREFAS DEMAIS – Por ora, além de prosseguir no sangramento de Gaza, Israel intensifica seus bombardeios com invasão terrestre no Líbano, abusa da força contra palestinos na Cisjordânia, alcança inimigos no Iêmen, Síria, Iraque e prepara sua resposta-surpresa aos quase 200 mísseis iranianos disparados contra seu território

Também as relações do governo de Israel com a paquidérmica ONU atingem pontos de fervura. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu simplesmente ignora as resoluções da entidade, que qualifica de “pântano de bile antissemita”.

Outro dia, seu chanceler, Israel Katz, de modos e pavio curtos, declarou persona non grata o próprio António Guterres, secretário-geral da organização. Na semana passada, um tanque israelense em território libanês atingiu uma torre de observação da Unifil, sigla da força de paz internacional naquela fronteira encrencada, fazendo quatro feridos.

“BOINAS AZUIS” – A Unifil tem um contingente de 10 mil “capacetes azuis” de 50 nacionalidades de integrantes da ONU. Nunca conseguiu impedir o enraizamento militar do Hezbollah no sul do Líbano — nem tentou. Por suspeitar que a milícia xiita tem usado essa proximidade como escudo, Israel chegou a emitir uma quase ordem para que a missão de paz se afastasse de algumas posições. Pedido negado.

 No dia seguinte, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), general Daniel Hagari, fez uma transmissão em inglês do interior de uma casa que disse situada na região conflagrada. Do vilarejo, veem-se apenas escombros, e o imóvel em questão está em ruínas.

“Venham” — convida Hagari, passando a circular pelo que resta amontoado: coletes, capacetes, granadas, rifles de precisão, de mira telescópica com visão noturna, explosivos. “Tudo empilhado para a grande invasão… um massacre em grande escala maior do que o 7 de Outubro”.

BASES DO HEZBOLLAH – O general encerra a transmissão afirmando que cada casa da região é uma base do Hezbollah e que haverão de ser eliminadas. “Esta é uma invasão limitada e dirigida à parte norte de Israel, ok?” — conclui.

Não ok. Um quarto do território do Líbano já foi submetido a ordens de evacuação por parte das FDI, com o deslocamento forçado da população em mais de cem vilas do sul e alguns subúrbios da capital densamente habitados por xiitas. Numa mensagem de vídeo dirigida a seus vizinhos bombardeados, o próprio Netanyahu lhes oferece o que seria uma escolha: “A oportunidade de salvar o Líbano antes que ele caia no abismo de uma longa guerra, que resultará em destruição e sofrimento semelhante ao que vemos em Gaza”.

Por meio de seu comunicado, o primeiro-ministro garante que o Hezbollah já está enfraquecido e que, além de matar o líder máximo Hassan Nasrallah, também seu substituto e o substituto do substituto foram eliminados, cabendo, portanto, à população erradicar esse braço armado do Irã. Ou então, Gaza.

PEDAÇOS DE GENTE – Na semana passada, o bombardeio de uma escola em Deir al Balah, apinhada de deslocados, gerou imagens ainda não vistas mesmo para quem acompanha diariamente a desumanização no enclave. Nacos, muitos nacos de carne humana e pedaços de gente sendo recolhidos por mãos aflitas, jogados num grande lençol que foi se enchendo de matéria humana ainda mole. Ao final, o grande lençol também foi levado para o hospital Al-Aqsa, com os feridos e mortos ainda inteiros.

Também na semana passada, três hospitais ainda funcionando parcialmente no setor norte de Gaza receberam prazo de 24 horas para a evacuação total de equipes médicas e pacientes. O diretor de uma das unidades, o Kamal Adwan Hospital — único da região com UTI pediátrica —, lançou um apelo ao mundo, por meio da rede noticiosa ABC News, para evitar o fechamento da unidade: “Estes civis são inocentes, são mulheres, crianças” — argumenta em árabe, enquanto mostra pacientes atrelados aos aparelhos que lhes dão vida. Entre eles, um bebê, várias crianças entubadas, os corpos com estilhaços.

“É preciso contar”, diz o doutor Husam Abu Safiyeh. Sim, é preciso. É o que fazemos aqui.

J&F contrata delator da Odebrecht para negociar com o governo Lula

Publicado em 16 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Depoimento de João Carlos Mariz Nogueira, ex-diretor da Odebrecht - PET  6738 - parte 3 - YouTube

Delator da Odebrecht, Nogueira visita sempre o Planalto

Mateus Vargas
Folha

Um dos delatores de supostas irregularidades da empreiteira Odebrecht em gestões do PT, João Carlos Mariz Nogueira foi contratado pela J&F e já participou de reuniões da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista no atual governo Lula (PT).

Nogueira é diretor de relações internacionais da área de novos negócios do grupo. Ele representou a Novonor (antiga Odebrecht) e o Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada) em agendas no começo da gestão petista, quando atuava como consultor.

Em ao menos 14 vezes, em 2023 e 2024, Nogueira esteve no Palácio do Planalto —o nome dele é citado em agendas de autoridades em cinco destas datas. O executivo ainda participou de reuniões em outras pastas.

IMPROBIDADE – Nogueira ainda responde à ação de improbidade no mesmo caso em que são réus o ex-presidente da construtura Marcelo Odebrecht e o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT), que foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio na gestão Dilma.

O Ministério Público Federal afirmou que Pimentel pediu e recebeu “vantagem patrimonial indevida (dinheiro)” para favorecer a Odebrecht. A denúncia também afirma que Nogueira, então diretor da construtora, prometeu pagamento de R$ 15 milhões a Pimentel. As mesmas suspeitas embasaram uma ação penal, mas Pimentel, Nogueira e os outros envolvidos já foram absolvidos.

A delação do ex-integrante da Odebrecht é citada em denúncia da Lava Jato contra Lula, Dilma Rousseff (PT) e ex-ministros, no caso que ficou conhecido como “quadrilhão do PT”. A Justiça Federal os absolveu em 2019.

DIZEM AS DEFESAS – Em nota, a defesa de Pimentel disse que a Justiça “reconheceu que nunca houve prova de qualquer ilegalidade em seu benefício” e que “jamais se provou qualquer valor ilegal” destinado à campanha.

Já a defesa de Nogueira afirma que a alegação do MPF na ação de improbidade “não possui mínimo substrato concreto” e carece de lógica. Segundo o advogado Felipe Carvalho, que o representa, “tão logo ocorra pronunciamento da Justiça a respeito do tema, espera-se que essa ação de improbidade seja prontamente arquivada”.

Em 2018, porém, a defesa de Nogueira afirmara neste processo que os depoimentos do delator “elucidam, esmiúçam e ratificam diversos pontos abordados” na ação.

SEM COMENTÁRIOS – Questionado, o Palácio do Planalto não respondeu quem recebeu Nogueira. A Secom (Secretaria de Comunicação Social) afirmou que todos os nove encontros de Nogueira no Planalto, sem registro em agendas públicas, deram-se com integrantes da Assessoria Especial do presidente, sem detalhar os nomes.

A Secom não comentou o fato de Nogueira ter apontado supostas irregularidades envolvendo gestões passadas do PT.

Lula já fez diversas críticas às delações premiadas. “Qualquer bandido que for prestar delação premiada fica manchete de jornal”, disse o petista em 2016. Registros de entrada do Palácio do Planalto obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que a primeira ida de Nogueira à sede do Executivo nesta gestão ocorreu em 2 de fevereiro de 2023. O nome do delator da Odebrecht não consta, no entanto, em agendas de autoridades.

Nogueira foi ao menos outras seis vezes ao Planalto em 2023 para atividades fora da agenda de autoridades. Já em 2024, nos dias 1º e 23 de fevereiro, entrou na sede do Executivo no mesmo horário dos irmãos Batista. Nesta data, os acionistas da J&F reuniram-se com Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial de Lula. A Secom disse que Nogueira não acompanhou a conversa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
O nome disso é promiscuidade, uma doença política muito comum nas elites, que se propaga quando existe impunidade, como acontece hoje no Brasil. E os irmãos Wesley e Joesley Batista estão de parabéns – sabem mesmo escolher o homem certo para a negociata a acertar. (C.N.)


O mundo quer saber se “o Supremo está salvando ou ameaçando a democracia?”

Publicado em 17 de outubro de 2024 por Tribuna da Internet

Presidente do STF, ministro Luiz Roberto Barroso

Barroso explica, mas não justifica os exageros do Supremo

William Waack
Estadão

“Alguém tem de ter o direito de cometer o último erro”, disse o presidente do STF ao New York Times. “Não acho que erramos, mas a última palavra é do Supremo”.

Nunca houve dúvidas sobre a última palavra caber ao Supremo — como acontece no Estado de Direito. A questão levantada pelo jornal americano, ecoando o fortíssimo debate brasileiro, é se o Supremo errou. A Suprema Corte brasileira “está salvando ou ameaçando a democracia?”, pergunta a manchete do NYT.

LONGE DEMAIS – Em público, os integrantes da Corte não têm dúvidas de qual seria a resposta e se dedicam à autocelebração. Em privado, admitem que “algumas coisas” foram longe demais. Leia-se: decisões monocráticas de Dias Toffoli, anulando a Lava Jato e suas consequências, e os inquéritos tocados por Alexandre de Moraes.

No momento, os ministros têm pouco temor do que possa vir das pautas anti-STF discutidas no Legislativo, pois elas são função da luta política imediata. Ocorre que essa luta vai ser fortemente pautada pelo que acontecerá com os inquéritos que envolvem Jair Bolsonaro.

Chegou a hora de se encaminhar para o final desses inquéritos, admitem ministros, o que equivaleria a restringir os poderes excepcionais dos quais faz extensivo uso o ministro Alexandre de Moraes. Significa entregá-los ao procurador-geral da República, o que já deveria ter acontecido há muito tempo — não fosse a desconfiança de alguns dos ministros do STF de que pudessem ser engavetados.

OS INQUÉRITOS – O ex-presidente enfrenta quatro grandes investigações: falsificação de cartão de vacina, a posse de presentes que recebeu enquanto chefe de Estado, a “Abin paralela” e, a mais grave de todas, a “tentativa de golpe de Estado” que culminou no 8 de janeiro. Haverá denúncias? E, se houver, em quais inquéritos?

O mundo dos operadores do direito em Brasília (esse fluido mix de advogados, ministros das cortes superiores e Ministério Público) considera frágil a base jurídica para denunciar Bolsonaro pelos presentes, pelo cartão de vacina e pela Abin.

As opiniões se dividem — e proliferam as dúvidas — sobre o “golpe”.

NÃO ACONTECEU – Tomado isoladamente, diz um dos atores relevantes, o 8 de janeiro não poderia ser visto como “golpe de Estado”. Mas o “conjunto da obra” é bem mais complicado — a depender do que a Polícia Federal encontrou dentro dos inquéritos-monstros conduzidos por Moraes.

Por enquanto é tudo sigiloso, até mesmo para quem teria de fazer a denúncia – a Procuradoria-Geral da República. O que só aumenta o peso da questão formulada acima.

O problema com essa questão — se o STF está salvando ou ameaçando a democracia — não é a resposta. É a pergunta ter sido feita.


Prefeito Derrotado Começa a se Beneficiar nos Últimos Dias do seu Desgoverno e Inicia Caça às Bruxas

Prefeito anunciando obra do governo do estado que irá beneficiar diretamente seu Posto de Combustível Paloma.


Esse tipo de situação descreve evidencia um grande desrespeito com a população. O uso do poder público para beneficiar interesses próprios, como a construção de uma obra que prioriza o posto de combustível do prefeito, enquanto serviços essenciais como saúde e educação estão abandonados, demonstra falta de compromisso com o bem-estar dos cidadãos.

Além disso, a perseguição a crianças especiais com o fechamento da NAEE e a interrupção do transporte para alunos universitários são sinais claros de negligência com os direitos básicos. A gestão pública deveria priorizar as necessidades reais da comunidade, especialmente em áreas sensíveis como a educação e a saúde.

Essas ações refletem um governo que parece mais preocupado em manter privilégios e benefícios pessoais do que em atender às demandas urgentes da cidade. É fundamental que a população cobre responsabilidade e transparência na aplicação dos recursos públicos, para evitar que o município continue a sofrer as consequências desse tipo de gestão.

quarta-feira, outubro 16, 2024

Prefeito Abandona Crianças Especiais: Onde Anda o Ministério Público

A derrota eleitoral do prefeito Deri do Paloma em Jeremoabo parece ter desencadeado uma atitude de vingança contra a população, resultando na deterioração dos serviços municipais.

Uma situação  é alarmante sobre a gestão municipal de Jeremoabo  Segundo o relato, o prefeito teria abandonado sua responsabilidade com a população, promovendo uma série de ações e omissões prejudiciais à comunidade, como forma de vingança pelo resultado das eleições.

Após a vitória do candidato Tista de Deda, serviços essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação, foram precarizados. Um exemplo contundente é o fechamento do Núcleo de Apoio Educacional Especializado (NAEE), deixando as crianças que dependem desse atendimento vulneráveis e sem suporte. Na saúde, o quadro é igualmente crítico, com a falta de medicamentos de uso contínuo e outros itens essenciais nas unidades de atendimento, agravando a situação de pacientes que dependem desses recursos.

A crítica também se estende ao papel dos vereadores, que deveriam fiscalizar o Executivo e atuar como uma barreira contra esses abusos. No entanto, são descritos como omissos, falhando em cumprir seu papel fundamental de fiscalização e proteção dos interesses da população. Esse cenário evidencia uma administração que, em vez de agir com responsabilidade até o final do mandato, parece optar por uma postura de revanchismo contra os cidadãos, agravando ainda mais a situação precária dos serviços públicos.

 Sugero que as mães e familiares das crianças afetadas poderiam acionar o Ministério Público, já que essa instituição tem o poder de intervir em situações onde há violação de direitos, especialmente quando envolve questões tão graves como o descaso com a saúde e a educação.

Luciano Araujo diz que prefeito de Jacobina “precarizou os serviços municipais” após perder a eleição

 Foto: Divulgação/Agência ALBA

O deputado estadual Luciano Araujo (Solidariedade)15 de outubro de 2024 | 21:45

Luciano Araujo diz que prefeito de Jacobina “precarizou os serviços municipais” após perder a eleição

bahia

Em discurso realizado nesta terça-feira (15), no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Luciano Araujo (Solidariedade) afirmou que o prefeito de Jacobina, Tiago Dias (PCdoB), “precarizou os serviços públicos”.

“Após a derrota nas urnas, quando perdeu a eleição para a nossa candidata, Valdice, com mais de 12 mil votos de diferença, o prefeito de Jacobina, Tiago Dias, resolveu se vingar da população”.

Segundo Araujo, além de precarizar ainda mais os serviços básicos, como a saúde, o atual prefeito de Jacobina resolveu “maltratar o povo jacobinense também na educação, retirando linhas dos ônibus escolares que faziam o transporte dos alunos de povoados e zona rural para a sede do município”.

“Medicamentos de uso obrigatório não são encontrados nas unidades de saúde, postos de saúde estão sendo fechados, médicos estão sendo demitidos, parte das ambulâncias não está mais rodando. Por falta de pagamento, o dono desses veículos mandou recolher, já que são veículos locados a empresas privadas”.

Segundo ele, “o descaso é total. Faltam medicamentos na farmácia básica, o CAPS está praticamente fechado e a UPA 24 Horas está funcionando precariamente”.

Ele também frisou que “dezenas de servidores contratados foram demitidos através de mensagens enviadas pelo WhatsApp, sem nenhuma consideração com esses colaboradores, que em sua maioria estão com os salários atrasados”.

“O prefeito Tiago Dias encontrou uma frota com mais de 200s veículos, incluindo veículos de passeio, caçambas, caminhões, tratores e máquinas pesadas”, afirmou Araujo.

Ele também disse que a frota de veículos da Prefeitura de Jacobina, constituída ao longo de várias gestões, foi leiloada.


Liga da Justiça: Corregedoria-Geral do TJ-BA reabre sindicância contra juiz acusado de compor esquema de corrupção em Porto Seguro

 Foto: Divulgação

Juiz André Marcelo Strongenki16 de outubro de 2024 | 09:07

Liga da Justiça: Corregedoria-Geral do TJ-BA reabre sindicância contra juiz acusado de compor esquema de corrupção em Porto Seguro

exclusivas

A Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) resolveu reabrir sindicância contra o juiz André Marcelo Strongenki, titular da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais de Porto Seguro. O magistrado, que já está afastado cautelarmente do cargo desde junho, é acusado de compor o esquema de corrupção envolvendo juízes, advogados, promotor, empresários e membros da Prefeitura do município. O caso tem sido apelidado de “Liga da Justiça”.

“A questão relatada nestes autos não poderia ser analisada de maneira simplista e unicamente com base em dados processuais da unidade judicial”, frisa o desembargador Roberto Maynard Frank, corregedor-geral de Justiça, em sua decisão.

De acordo com a CGJ, o grupo, conhecido como “Liga da Justiça”, emitia documentos fraudulentos em que eles apareciam como proprietários de áreas que já tinham dono. O esquema não era descoberto, uma vez que o responsável por fiscalizar os atos desse cartório era um dos juízes afastados.

Com isso, os magistrados passaram a ser donos de 101 matrículas de casas e terrenos em praias paradisíacas no sul da Bahia. Em uma dessas áreas, o grupo está construindo um condomínio de luxo.

“Se o senhor tiver talvez entre 30 e 50 mil naquele negócio daquela taxa a dois por cento pra mim, se o senhor tiver é capaz de eu precisar”, diz o empresário Henrique Nolasco, que é apontado como operador do esquema em mensagem enviada ao juiz Fernando Machado Paropat.

Já em outra mensagem obtida com exclusividade pela reportagem do Fantástico, Nolasco cita o promotor do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Wallace Carvalho, que também está sendo acusado de envolvimento no esquema. “Eu não tava querendo mexer com o doutor Wallace porque o juro dele é maior, entendeu? Em torno de 3, 3 e meio, e lá no outro eu ia conseguir menos”, afirmou Nolasco.

Outros prints obtidos pela reportagem de conversas entre o empresário e uma servidora do TJ-BA indicam agiotagem envolvendo os juízes acusados. “Será que Dr. Wallace não tem dinheiro nenhum para emprestar? Seria uns 10 mil, o que puder”, inicia a servidora. Nolasco, então, responde que “Wallace falou que comprou um imóvel. Vou tentar Dr. Rogério”.

Além dos três juízes, um promotor, empresários, advogados e um secretário do município são suspeitos de envolvimento nas irregularidades.

Política Livre

MP-BA recomenda exoneração de assessora da Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe por indícios de nepotismo

 Foto: Divulgação

Recomendação aponta indícios de nepotismo, uma vez que Yasmin é enteada do vereador Marcelo Menezes da Mata16 de outubro de 2024 | 10:34

MP-BA recomenda exoneração de assessora da Câmara Municipal de Conceição do Jacuípe por indícios de nepotismo

O Ministério Público da Bahia recomendou à Câmara Municipal de Vereadores de Conceição de Jacuípe a exoneração da servidora Yasmin de Araújo Santos do cargo comissionado de Assessora do Controle Interno da Casa Legislativa. A recomendação aponta indícios de nepotismo, uma vez que Yasmin é enteada do vereador Marcelo Menezes da Mata e não possui a isenção e formação técnica adequada para a função, já que é estudante de administração.

O documento, emitido pela promotora de Justiça Paola Maria Gallina, foi recebido nesta terça-feira, dia 15, pela presidência do parlamento municipal. A Câmara tem 10 dias para comunicar o MP sobre o desligamento da servidora.

Segundo a recomendação, a nomeação de Yasmin ocorreu em abril de 2023, com a concessão de gratificação de 50% sobre o vencimento do salário-base. Embora o vereador não tenha sido a autoridade nomeante, a promotora de Justiça observa que ele exerce influência política na Câmara, o que caracteriza a improbidade do ato. Paola Gallina lembra que a prática do nepotismo fere os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa.

“A nomeação de parentes para cargos públicos, sem a devida qualificação técnica, compromete a qualidade dos serviços prestados à população”, afirmou. Ela ressaltou que o cargo exige conhecimentos em áreas como contabilidade, auditoria e gestão pública.

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