domingo, janeiro 28, 2024

Moro cassado em ação de PT e PL deve ficar 'ficha suja' e fora de eleições até 2030


Por Catarina Scortecci | Folhapress

Sérgio Moro
Foto: Agência Brasil

Além de perder o mandato, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) pode ficar inelegível por oito anos caso saia derrotado na ação em trâmite na Justiça Eleitoral desde o final de 2022.
 

O caso pode ir a julgamento no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná antes de março, mas só deve ter um desfecho no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já que há possibilidade de recurso para Brasília contra a decisão da corte regional.
 

Resultado de representações movidas pelo PL e pelo PT, a ação aponta principalmente suposto abuso de poder econômico durante a pré-campanha de Moro ligada ao pleito de 2022. Na visão desses partidos, o ex-juiz da Operação Lava Jato teria feito gastos excessivos antes da campanha formal, o que desequilibrou a disputa entre os concorrentes. Moro nega.
 

Se a Justiça Eleitoral julgar procedente a ação e entender que houve abuso de poder econômico, as consequências seriam a cassação da chapa (ou seja, a perda do mandato) e a inelegibilidade por oito anos, contados desde o pleito de 2022. Ou seja, Moro ficaria "ficha suja" até o ano de 2030.
 

Isso está previsto em trecho da Lei das Inelegibilidades (lei complementar 64/1990), alterada em 2010 pela Lei da Ficha Limpa (lei complementar 135/2010).
 

Ali, está definido que são consideradas inelegíveis todas aquelas pessoas que tenham sido alvo de "representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado [quando não cabe mais recurso] ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos oito anos seguintes".
 

Mas, mesmo se a corte regional julgar procedente a ação, a cassação do mandato e a inelegibilidade podem ser suspensas por um recurso ao TSE. Com isso, ele poderá sair do Senado e se tornar "ficha suja" somente após a decisão da corte máxima da Justiça Eleitoral.
 

Além disso, a inelegibilidade não atinge necessariamente os três integrantes da chapa -além de Moro, o advogado Luis Felipe Cunha (primeiro suplente) e o empresário Ricardo Augusto Guerra (segundo suplente). Especialistas do direito eleitoral explicam que, mesmo com a cassação, a inelegibilidade é aplicada somente àqueles diretamente responsáveis pelos ilícitos.
 

No caso de Moro, o próprio parecer do Ministério Público Eleitoral afirma que Guerra, segundo suplente, não atuou no período da pré-campanha, alvo principal da ação, e sugere que a inelegibilidade não se aplique a ele.
 

Outra consequência, se a chapa encabeçada por Moro for derrubada, é a realização de uma nova eleição no Paraná para a cadeira no Senado.
 

De acordo com trecho do Código Eleitoral, a "decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados".
 

Quando o PL entrou com a representação contra Moro no TRE, a sigla também fez um pedido para que, na hipótese de cassação do ex-juiz da Lava Jato, a chapa que ficou em segundo lugar na corrida de 2022 -encabeçada por Paulo Martins, da sigla de Jair Bolsonaro (PL)-- assumisse interinamente a vaga no Senado, até a realização de uma nova disputa nas urnas.
 

Mas, no final do ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que, em casos assim, a cadeira fica vazia até a realização da eleição suplementar. Ou seja, o segundo mais votado não assume provisoriamente a vaga.
 

Moro somou 1.953.188 votos nas urnas de 2022, ou 33,50% do total. Logo atrás ficaram Martins, com 29,12%, e Álvaro Dias (Podemos), com 23,94%. Outros seis candidatos também estavam na disputa.
 

Portaria do TSE publicada no final do ano passado reservou oito datas no calendário de 2024 para eventuais eleições suplementares no país.
 

São seis datas de janeiro a junho e outras duas datas em novembro e dezembro. Assim, as eleições suplementares não esbarram na eleição que vai definir novos prefeitos e vereadores em todo país, cujo pontapé inicial oficial é no mês de julho, quando começam as convenções partidárias.
 

Mesmo sem decisão da Justiça Eleitoral sobre o caso Moro, a possibilidade de uma eleição suplementar já tem despertado uma corrida entre políticos interessados na vaga do ex-juiz da Lava Jato.
 

Conforme revelou o Painel em julho, quase dez nomes circulam na lista de pré-candidatos à virtual eleição, incluindo Martins, a deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP), ex-líder de Bolsonaro na Câmara.
 

 

 

PF e Abin fizeram em conjunto diligência chave no caso do software espião

Domingo, 28/01/2024 - 16h00

Por Ranier Bragon | Folhapress

PF e Abin fizeram em conjunto diligência chave no caso do software espião
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Apesar de nos bastidores estarem em embate, a Polícia Federal e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) fizeram uma ação conjunta durante as apurações sobre o uso do software espião pela gestão de Jair Bolsonaro (PL).
 

Em 10 de maio de 2023, integrantes das duas corporações se reuniram com a empresa Cognyte, fabricante do software israelense FirstMile, e formalizaram em ata procedimentos para a recuperação e repasse de dados do uso da ferramenta pela Abin.
 

De acordo com dados compilados da comissão de sindicância investigativa instaurada pela Abin, e obtidos pela Folha de S.Paulo, o encontro resultou na entrega pela empresa à PF e à agência de inteligência de pendrives com os dados recuperados.
 

Em manifestação ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a PF acusa a atual gestão da Abin de dificultar as investigações e promover um "conluio" interno com o objetivo de livrar servidores da punição.
 

De principal, a PF cita uma reunião da cúpula da Abin já sob Lula com servidores em que o número 2 da agência, Alessandro Moretti, teria dito que o caso tinha fundo político e iria passar.
 

A agência nega e diz ter colaborado desde o primeiro momento com as investigações da polícia. Integrantes da PF dizem nos bastidores acreditar que os indícios levantados na operação deflagrada na quinta-feira (25) mostram a necessidade de troca no comando da Abin. As duas instituições têm se estranhado desde o começo do governo Lula (PT).
 

O FirstMile é o software adquirido pela Abin no final da gestão Michel Temer (2016-2018) e que começou a ser usado no governo Bolsonaro, tendo ficado em operação de 2019 a 2021.
 

Atualmente, ele é alvo de investigação da Polícia Federal sob a suspeita de ter sido usado pela gestão Bolsonaro para espionagem ilegal de adversários políticos. O software fornece a localização aproximada das pessoas por meio dos sinais enviados por aparelhos às antenas de telefonia celular. Segundo pessoas com conhecimento da ferramenta, ela não acessa conteúdos de ligação ou de trocas de mensagem.
 

Apesar de a agência ter registro de parte dos números de telefones monitorados na gestão Bolsonaro, a grande precariedade do controle sobre a ferramenta levou PF e Abin a buscar recuperação de dados na própria empresa.
 

Duas operações solicitadas pela PF e autorizadas por Moraes já foram realizadas, em outubro passado e na última quinta-feira.
 

Em meio a essa última, o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, convocou uma reunião de diretoria, o que foi visto pela PF como tentativa de atrapalhar a investigação já que, entre outros pontos, estava sendo cumprido mandado de busca e apreensão inclusive na sede da agência, em Brasília.
 

Após o jornal O Globo revelar a suspeita de uso ilegal do software, em março de 2023, a PF abriu inquérito e a Abin também instaurou uma comissão de sindicância investigativa.
 

A sindicância teve por objetivo formal aprofundar as apurações internas feitas pela agência ainda na gestão Bolsonaro, mas que tinha concluído apenas que faltavam normas claras de utilização da ferramenta, além de não haver mecanismos eficazes de registro do uso.
 

Durante a sindicância aberta pela atual gestão da Abin, foram ouvidos 69 servidores e ex-servidores, em um total de 79 depoimentos tomados.
 

A Abin ainda expediu informações à PF por meio de 11 ofícios, além de outros 3 enviados ao STF.
 

A agência diz que jamais deixou de fornecer informações, nem houve atraso. E também afirma que a PF jamais formalizou qualquer tipo de queixa de falta de resposta ou de tentativa de obstrução.
 

Procurada, a PF disse que não comenta investigações em curso.
 


 

CRONOLOGIA DA SINDICÂNCIA DA ABIN SOBRE O CASO DO SOFTWARE ESPIÃO
 


 

Antecedentes
 

Ainda na gestão Bolsonaro, a Abin instaurou uma correição extraordinária sobre a ferramenta FirstMile
 

Em sua conclusão, a correição apontou que faltava orientação superior sobre a forma de utilizar a ferramenta e que havia, inclusive, compartilhamento de senhas. Concluiu também que o Doint (Departamento de Operações de Inteligência) não mantinha repositório dos dados.
 


 

Nova investigação
 

Em 14 de março de 2023, já no governo Lula, o jornal O Globo revelou que Abin de Jair Bolsonaro usou o programa para monitorar localização de pessoas por meio do telefone celular.
 

No dia seguinte, o ministro Flávio Dino (Justiça) determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para apurar o caso.
 

Em 21 de março, a direção da Abin instaurou uma comissão de sindicância investigativa para aprofundar os achados da correição extraordinária.
 


 

Desdobramentos
 

Em 22 de março, a comissão da Abin requisitou ao Doint as operações em que a FirstMile foi empregada, os alvos e a lista dos servidores que a utilizavam.
 

Nesse mesmo dia, a PF pediu à Abin que fornecesse cópias da correição, do procedimento de compra da ferramenta e a lista de servidores com acesso a ela. A Abin enviou as informações dois dias depois.
 

Também em 24 de março, a comissão da sindicância da Abin pediu à empresa fabricante do software (Cognyte) relação de logs de acesso e os números dos telefones consultados. A empresa enviou os dados em 10 de abril.
 

Em 30 de março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Abin entregasse a lista de pessoas monitoradas por meio da FirstMile.
 

No mesmo dia, a comissão de sindicância da Abin pediu a Moraes que ela tivesse acesso aos dados cadastrais das operadoras de telefonia relativos aos telefones monitorados. Moraes negaria esse pedido em maio.
 

Em 11 de abril a Abin enviou a Moraes e à PF pendrive com planilha contendo o número dos telefones monitorados, associados aos casos que teriam motivado o monitoramento.
 

Em 12 de abril, a comissão da Abin pediu ao departamento de pesquisa os emails trocados com a Cognyte. No mês seguinte, solicitou ao mesmo órgão pesquisa por arquivos que pudessem ter relação com o uso da ferramenta.
 

Em 19 de abril, chegou à Abin pedido da PF de cópia da sindicância investigativa.
 

Em 10 de maio, houve uma reunião entre a Cognyte, integrantes da Abin e da Polícia Federal com a finalidade de recuperar registros do sistema e acertar a transferência do banco de dados relacionados à FirstMile. Nesse mesmo dia foi firmado compromisso formal de entrega dos dados.
 

Em 12 de maio, a PF requisitou dados enviados à Abin pela Cognyte. A demanda foi atendida no mesmo dia.
 

Três dias depois, a Abin enviou à PF cópia de dados e documentos de procedimento de restauração da base de dados da FirstMile.
 

Em 5 de junho, a Abin enviou à PF a lista de justificativas de monitoramento dos telefones, além de notebooks para perícia, atualização das sindicâncias e processos administrativos, além da cópia de depoimentos de servidores dados na sindicância.
 


 

Conclusão
 

Em 18 de agosto, a sindicância da Abin, ainda sem conclusão, foi avocada para a Controladoria-Geral da União.
 

 

 

VÍDEO: Avião se desintegra no ar e deixa ao menos cinco mortos em Minas Gerais

Domingo, 28/01/2024 - 16h20

Por Redação

VÍDEO: Avião se desintegra no ar e deixa ao menos cinco mortos em Minas Gerais
Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros

Um avião se desintegrou no ar e caiu no bairro Monjolinho, zona rural de Itapeva, em Minas Gerais, na manhã deste domingo (28). Segundo o Corpo de Bombeiros, ao menos cinco pessoas morreram e outras duas seguem desaparecidas. Os corpos ainda não foram identificados. Confira o vídeo:

 

 

De acordo com o Correio Braziliense, o avião caiu por volta das 10h36. Algumas pessoas da região avistaram o avião monomotor se partindo no ar enquanto sobrevoava a região. De acordo com a ocorrência, os moradores informaram que as partes da aeronave foram caindo aos poucos no solo. 

 

Os moradores da região também disseram que choveu forte na manhã deste domingo em Itapeva. A aeronave seria de serviço aéreo privado e não tinha autorização para realizar taxi aéreo. O monomotor estava com situação normal para aeronavegabilidade. 

 

Os bombeiros continuam as buscas por outras possíveis vítimas na região em que os destroços caíram, em um raio aproximado de 400 metros.

Ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara segue internada em estado estável em São Paulo

Domingo, 28/01/2024 - 17h00

Por Redação

Ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara segue internada em estado estável em São Paulo
Foto: Rafa Neddermeyer / Canal Gov

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, segue internada em estado estável e está sob observação médica. As informações constam no novo boletim médico, divulgado no fim da manhã deste domingo (28), pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-SP).

 

Os cardiologistas Iascara Wozniak de Campos e Sérgio Timerman acompanham a internação da ministra, segundo a nota. “A paciente Sra. Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas, segue estável em observação para continuidade do acompanhamento clinico e realização de exames. Os resultados até o momento estão dentro da normalidade”, acrescentou o texto. As informações são da Agência Brasil.

 

Pela rede social X (antigo Twitter), a equipe da ministra informou que Sonia Guajajara passa por uma bateria de exames preventivos na unidade hospitalar. Neste sábado (28), o hospital informou, também por meio de nota, que Sonia Guajajara se “internou por alteração da pressão arterial”, mas que estava controlada, naquele momento.

 

Na manhã de sexta-feira (26), a ministra passou por atendimento médico no Hospital Regional de Asa Norte, em Brasília, após se sentir mal, enquanto cumpria agenda pública, e precisou de atendimento médico emergencial.

O prefeito Deri do Paloma continua desrespeitando a lei usando o dinheiro público para propaganda pessoa.

O prefeito Deri do Paloma, de Jeremoabo, no estado da Bahia, vem utilizando o Instagram Oficial da prefeitura, pago com dinheiro público, para fazer propaganda pessoal com discriminação.

De acordo com uma análise dos posts publicados no perfil, o prefeito só divulga a data de aniversário de vereadores da situação, do vice-prefeito e seu próprio aniversário. Já os vereadores da oposição não têm suas datas de aniversário divulgadas.

Essa prática é ilegal e contraria o artigo 37 da Constituição Federal, que diz que os cargos públicos são acessíveis a todos os brasileiros, sem distinção de qualquer natureza. Também contraria a Lei de Improbidade Administrativa, que proíbe o uso de recursos públicos para fins pessoais.

A prática do prefeito Deri do Paloma pode ser considerada como improbidade administrativa, passível de punição com perda do cargo, suspensão dos direitos políticos e multa.

A oposição já denunciou o caso ao TCM-BA por duas vezes, por duas vezes o prefeito foi penalizado e e ermanece desrespeitando a Constituição. inclusivel o TCM-MA já encaminou o ato ilícito ao Ministério Público Estadual, que deve investigar o caso e tomar as medidas cabíveis.

Além da discriminação, a prática do prefeito Deri do Paloma também pode ser considerada como abuso de poder. O Instagram Oficial da prefeitura é um canal público que deve ser utilizado para informar a população sobre as ações do governo. Ao divulgar apenas a data de aniversário de vereadores da situação, o prefeito está usando o canal para promover seus aliados políticos e prejudicar a oposição.

A prática do prefeito Deri do Paloma é um desrespeito à democracia e à população de Jeremoabo. É importante que os órgãos de controle tomem medidas para coibir esse tipo de abuso.

Cuidado vereador Ze Miúdo, não abuse da impunidade, a "justiça pode ser cega, mas não é tola”.


 


IRONIAS DO DESTINO




Por: José Mario Varjão

Analisando a matéria publicada por Dedé, em seu blog, chego a conclusão de que não haverá afastamento do prefeito de Jeremoabo: quer por ação da oposição ou manifestação do judiciário local, já que tal fato, apenas tumultuaria a eleição municipal sem que exista
qualquer benefício para a coisa pública e respectiva sociedade, ao observarmos que a tolerância aos fatos não republicanos ganharam espaço e aceitação entre os poderes, e até parece que a repetição banalizou o conceito de crime, passando a serem vistos como sendo atos normais. Assim sendo, a presença da oposição com o poder da maioria absoluta, 7 dos 13 edis da Casa Legislativa, o máximo que poderá é abrir uma CPI que não terá número suficiente para afastar o prefeito, já que precisa de 9 votos; com isso, qualquer resultado, por mais que seja óbvio nas denúncias expostas, obrigatoriamente seria
encaminhado ao judiciário, onde por certo hibernaria por longo período, e com isso, o ano de 2024 findaria sem que nada ocorresse. Frente a esta realidade, entende-se que as ações da oposição, sejam elas quais forem, terão resultados adversos daquilo que se busca,
inclusive já não há ganho político, sendo melhor ter o prefeito no poder e gerando pontos negativos contra o seu candidato as eleições deste ano. Assim entendido, percebe-se que um possível afastamento do prefeito, apenas beneficiará hoje ao “PT” e seu representante para o pleito eleitoral do ano, fato que seria a ironia do destino, pois apenas os coligados estão com poder para virar a mesa em uma instância superior, considerando que um possível afastamento neste momento, levará o VICE a ascender ao cargo de Chefe do Executivo Municipal, por conseguinte, escancarando as portas para que sua candidatura prosperasse já na condição de prefeito em exercício, fato que complicaria a disputa para a oposição, tendo em vista que o vice teria argumentos para se afastar das mazelas da gestão em questão, além de poder dispor de toda máquina administrativa do poder municipal.
Considerando a possibilidade do aliado interferir no pleito municipal, visão que não pode ser descartada, fato é que o problema para o prefeito neste momento já não é a oposição, mas o próprio meio em que está inserido, ao se considerar a série dos fatos históricos que caracterizam os procedimentos do Partido Coligado.
O Senhor Tempo nos dará a resposta, aguardemos...



 Nota da redação deste BlogA politicagem em Jeremoabo alcançou um nível tão baixo de degradação moral e ética que os eleitores estão tendo dificuldade em saber quem é mais corrupto: o prefeito e seus aliados ou a câmara de vereadores.

A situação é: " "Se correr o bicho pegase ficar o bicho come,". Fato concreto esse levando-se em conta a " maldição dos capuchinhos".

Jeremoabo continua crescendo como rabo de cavalo também na política

A politicagem em Jeremoabo alcançou um nível tão baixo de degradação moral e ética que os eleitores estão tendo dificuldade em saber quem é mais corrupto: o prefeito e seus aliados ou a câmara de vereadores.

A situação é extremamente delicada, pois se os corruptos forem expostos, as consequências serão graves. Esse fato fica evidente quando tanto o atual gestor quanto os vereadores decidem fazer uso das redes sociais e de emissoras de rádio para colocar em prática a teoria de Lenin.

Não é de hoje que o prefeito, alguns de seus secretários e os próprios vereadores seguem o ensinamento de Lênin ("Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é"). Nos últimos dias, os líderes do legislativo e do executivo abusaram dessa tática.

Os profissionais da politicagem estão agarrando-se a qualquer pequeno ato de injustiça para justificar seus espetáculos, acusando os adversários exatamente do que eles mesmos praticam.

Essa estratégia de "Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é" tem sido utilizada de forma recorrente. A CPI foi uma farsa, os vídeos e comentários sobre a demolição do Parque de Exposição, da Casa de Repouso em Salvador, as denúncias de corrupção e muitas outras acusações, tudo isso foi em vão.

Enquanto isso, o município está afundando em incompetência e corrupção por parte do prefeito, que se beneficia da impunidade, omissão e ineficiência dos vereadores.


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sábado, janeiro 27, 2024

O prefeito Deri do Paloma não foi afastado da função, não por culpa da justiça, mas por omissão dos vereadores.

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"Recentemente, tem havido notícias de supostos afastamentos do prefeito em Jeremoabo. Durante as sessões na Câmara, os políticos, acostumados a enganar o povo, usam a tribuna para direcionar suas palavras à plateia, atribuindo ao poder judiciário a responsabilidade por não afastar o prefeito, juntamente com seu grupo de colaboradores desonestos.

No entanto, omitem ao cidadão menos esclarecido a existência do princípio do devido processo legal, assegurado pelo artigo 5º, inciso LIV, da Constituição Federal. Esse princípio garante que ninguém será privado de sua liberdade ou terá seus direitos restringidos sem um processo legal, conduzido pelo Poder Judiciário, com a presença de um juiz imparcial, e assegurando o contraditório e ampla defesa.

Para que o eleitor de Jeremoabo entenda com toda claresa, reproduzo um caso acontecido com o refeito de Sítio do Quinto:

STJ mantém prefeito de município baiano no cargo

25 de janeiro de 2008,


Afastamento de prefeito só pode ocorrer por julgamento político da Câmara de Vereadores, em processo de impeachment, ou com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Com esse entendimento, o ministro vice presidente do Suprior Tribunal de Justiça, Francisco Peçanha Martins, no exercício da presidência, suspendeu a decisão de liminar que havia afastado o prefeito de Sítio do Quinto, na Bahia, por 90 dias. (Fonte: Redação Conjur)

É importante analisar atentamente o vídeo em questão para compreender que se o prefeito, Deri do Paloma, concluir seus mandatos sem nunca ter sido afastado, é graças aos vereadores que nunca se interessaram em afastá-lo. De acordo com o art. 319, VI, do Código de Processo Penal, a Câmara de Vereadores poderia tê-lo afastado por 180 dias, com base na necessidade de resguardar a ordem pública devido ao risco de reincidência."



Falta de energia causa prejuízos e perdas no campo, mais de 25 horas sem energia numa aréa zona rura de Jeremoabo

 

Nota da redação deste BlogAs constantes quedas de luz e interrupções no funcionamento de energia elétrica para as comunidades rurais de Jeremoabo vêm acarretando prejuízos e perdas de cultivos para o setor produtivo do estado, especialmente para a agricultura familiar, como também a falta de nergia nas bombas para fornecimeto de água. Por meio de um requerimento, protocolado neste sabado (27), agricultores e pequenos proprietários cobrou da Companhia  de Energia (Coelba) a estabilidade  e restabelecimento da energia, 25 horas de prejuizos,

 “A Coelaba precisa se responsabilizar e viabilizar melhorias nas linhas de transmissão. Os agricultores estão assumindo o ônus da falta de manutenção e de investimentos na rede”, argumentou um deles.

Quem deve arcar com os danos causados a esses consumidores? Nem todos os usuários dos serviços de fornecimento de energia têm a informação de que o fornecedor dos serviços responde, independentemente da existência de culpa, pelos danos causados ao consumidor relativos à prestação dos serviços. É o que dispõe o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor. Logo, ainda que a interrupção do fornecimento de energia tenha ocorrido devido a chuvas, acidentes ou qualquer outro motivo, a concessionaria de energia elétrica se responsabiliza pelo ressarcimento dos danos causados.

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