sábado, fevereiro 25, 2023

Sempre radical, Moraes proíbe visitas a golpistas presos sem a sua autorização


Moraes brinca sobre Palmeiras não ter Mundial de Clubes durante sessão no STF

Moraes comporta-se como um ditador que está usando toga

Lavínia Kaucz
Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) informou a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal que todos requerimentos que envolvem presos por atos golpistas do dia 8 de janeiro devem ser enviados diretamente a ele. Moraes é relator de inquéritos que apuram os responsáveis pela depredação das sedes dos três Poderes em Brasília. O despacho data de 17 de fevereiro, mas foi publicado nesta quinta-feira, dia 23.

O despacho foi em resposta a um pedido do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), feito à Justiça do DF, para gravar depoimentos na penitenciária feminina. A justificativa dos parlamentares era apurar denúncias de supostas irregularidades relacionadas às prisões.

PRISÕES PREVENTIVAS – A vara enviou o requerimento a Moraes, que apontou que as investigações tramitam sob sigilo no Supremo e por isso “quaisquer requerimentos formulados que estejam relacionados às prisões efetivadas em razão dos fatos ocorridos em 08/01/2023, deverão ser remetidos diretamente a este Relator”.

Os suspeitos são investigados por crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, incitação ao crime, entre outros.

Mais de 900 pessoas detidas em flagrante no dia dos atos tiveram as prisões convertidas em preventivas – ou seja, por tempo indeterminado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
A reportagem contém um equívoco. Prisão preventiva não é por tempo indeterminado. A cada 90 dias o preso tem direito de pedir reavaliação e suspensão da preventiva, que deve ser concedida caso sua libertação não ofereça riscos à ordem social. Detalhe importante é que Moraes não decidiu sobre o pedido de ingresso dos parlamentares na prisão, para verificar se há irregularidades no tratamento aos presos, que é um direito constitucional de qualquer cidadão, em função da obrigatoriedade da transparência dos atos públicos. O processo pode ser sigiloso, como Moraes alega, mas o tratamento aos presos não pode ser submetido a sigilo. Moraes comporta-se como um ditador que usa toga. 
(C.N.)

Poder Judiciário deve priorizar o cidadão

Sexta-Feira, 24/02/2023 - 18h30

Por Daniela Borges, presidente da OAB-BA

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Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

Foi com estranheza e preocupação que a advocacia baiana leu a entrevista do presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), desembargador Julio Travessa, publicada na imprensa nesta sexta-feira (24), que reitera uma visão desfocada da realidade da atuação institucional da OAB-BA.

 

A visão apresentada pelo presidente da AMAB lamentavelmente coloca o magistrado numa posição superior no Sistema de Justiça, quando a lei diz que não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público. Ele confunde a magistratura com a própria prestação jurisdicional, verdadeira atividade-fim do Poder Judiciário. Fala como se o atendimento da categoria dos juízes fosse a finalidade institucional do Judiciário; e não a resolução das demandas dos cidadãos por justiça. Leia o artigo completo na coluna Justiça!

Bahia Notícias

Servidores pedem ao governo reajuste maior para o funcionalismo, de 13,5%


Por Folhapress

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Após oferecer uma proposta de reajuste de 7,8% nos salários dos servidores federais neste ano, o governo recebeu de representantes do funcionalismo uma contraproposta. Eles demandam a aplicação de um percentual linear de 13,5% a partir de março.
 

O pedido foi enviado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos nesta sexta-feira (24) pelo Fonacate, fórum que reúne 23 entidades representativas de diferentes carreiras da elite do funcionalismo federal (como auditores da Receita Federal, funcionários do Tesouro Nacional e diplomatas).
 

De acordo com o Fonacate, a proposta do governo está muito aquém das perdas dos últimos anos. Após uma política de não reajuste durante o governo Bolsonaro, a defasagem acumulada chega em alguns casos a 35%.
 

O Fonacate diz reconhecer o esforço do governo para melhorar o auxílio-alimentação dos servidores na oferta feita neste mês, mas propõe que o governo inclua formalmente no acordo o compromisso de equiparação de todos os benefícios com os demais Poderes até 2026 (fim do mandato de Lula).
 

O auxílio-alimentação está congelado desde 2016 e é de R$ 458 mensais no Executivo. Com o aumento de R$ 200 proposto pelo governo, ele passaria a R$ 658 –enquanto o do Judiciário, por exemplo, foi reajustado neste ano para R$ 1.182,74
 

Rudinei Marques, presidente do Fonacate, diz que o governo deve optar por não fazer neste ano acordo individuais com as categorias –e sim escolher o caminho de um percentual linear. Por isso, o percentual proposto atenderia todos os servidores federais.
 

Ele diz que a proposta respeita a realidade fiscal do país e que é possível usar rubricas do Orçamento ligadas à remuneração dos servidores que em geral não são usadas. "A gente não está se aventurando para além da disponibilidade orçamentária. Dá para avançar um pouco mais dependendo do cálculo", disse.
 

Segundo Marques, a proposta ainda pode ser negociada a fim de se alcançar um meio-termo entre a oferta do governo e a reivindicação dos servidores. Ele tem a expectativa de que as conversas não durem muito mais do que isso.
 

A proposta oferecida pelo governo na semana passada de um reajuste linear de 7,8% acompanhado de um aumento de R$ 200 no auxílio-alimentação foi calibrada de forma a caber dentro do orçamento de R$ 11,2 bilhões já reservado neste ano para ajustar a remuneração do funcionalismo.
 

O reajuste alcançaria apenas os servidores civis do Executivo, sem contemplar os militares. Caso as categorias aceitassem esses termos, as medidas teriam validade a partir de 1º de março.
 

A proposta havia sido apresentada em reunião da mesa de negociação permanente, conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, com participação dos sindicatos.
 

Em entrevista à Folha de S.Paulo, a ministra da Gestão, Esther Dweck, afirmou que o governo avalia editar uma MP (medida provisória), com vigência imediata, para acelerar a implementação do reajuste.
 

Algumas categorias estão com a remuneração congelada desde 1º de janeiro de 2017, quando tiveram o último aumento. Carreiras de Estado, como policiais e diplomatas, tiveram o último reajuste em 1º de janeiro de 2019.
 

Sindicatos argumentam que a defasagem já passa dos 30%. Na entrevista, a ministra disse que dificilmente o governo conseguirá repor essa perda de forma integral.
 

"Os servidores merecem algum reajuste, mas dificilmente será para compensar toda essa perda", afirmou.

Bahia Notícias

Pazuello diz à Justiça Militar que avisou comando do Exército de que participaria de ato com Bolsonaro


Por Redação

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O então comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, foi comunicado previamente sobre a participação do ex-ministro da Saúde e atualmente deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ). Isso foi o que informou Pazuello à Justiça Militar.

 

Ao órgão, o deputado federal garantiu que “informou ao comandante do Exército, por telefone, no sábado, que iria ao passeio de moto no domingo, a convite do presidente".

 

A fala do ex-ministro está no processo que investigou se ele, então general da ativa, violou as regras do Exército ao participar de ato político.

 

Na gestão Bolsonaro, o processo havia sido colocado sob sigilo de 100 anos. Entretanto, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Controladoria-Geral da União (CGU) está derrubando sigilos impostos pela administração anterior e obrigando os órgãos públicos a prestar as informações à sociedade.

Bahia Notícias

Alexandre de Moraes proíbe Justiça do DF de liberar visitas a presos por atos de 8/1


Por Folhapress

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Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, determinou, em decisão de 17 de fevereiro, a suspensão de visitas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.
 

Segundo Moraes, só seu gabinete no STF pode analisar e acatar pedidos relacionados a pessoas citadas no inquérito sobre os ataques golpistas, que está em segredo de Justiça.
 

Os suspeitos são investigados pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição ou inutilização de bem especialmente protegido.
 

A determinação ocorre após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) visitarem a Penitenciária da Colmeia em Brasília, no início deste mês. Eles afirmam ter conversado com mulheres que teriam sido presas indevidamente por causas dos atos.
 

Em outra frente, o deputado distrital Hermeto Neto (MDB) pediu autorização à Seape (Secretaria de Administração Penitenciária) para visitar os presos por envolvimento no caso. Ele é relator da CPI dos Atos Antidemocráticos, que tramita na Câmara Legislativa do DF e tem como alvos de investigação as manifestações realizadas em Brasília em 12 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro deste ano.
 

"As investigações que estão sendo realizadas, bem como as diligências que se encontram em curso, tramitam no STF sob sigilo, razão pela qual quaisquer requerimentos formulados que estejam relacionados às prisões efetivadas em razão dos fatos ocorridos em 8/1/2023, deverão ser remetidos diretamente a este relator"
 

Na quinta-feira (23), o magistrado mandou o BC (Banco Central) bloquear contas bancárias do empresário Esdras Jonatas dos Santos. Ele é alvo de inquérito da PF (Polícia Federal) por ter incitado outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a invadirem os prédios do Congresso, do Palácio do Planalto e do STF.
 

"Deverão as instituições financeiras informarem sobre o efetivo bloqueio e fornecerem o extrato completo, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas", deliberou Moraes.
 

Além disso, o ministro analisa um pedido da PGR para que 12 pessoas presas por suspeitas de participação nos atos golpistas sejam soltas.
 

O órgão pede que, em vez da prisão preventiva, os investigados devem ser proibidos de frequentar estabelecimentos militares, manterem contato com outros denunciados e usarem redes sociais.

Bahia Notícias

Lula mantém desconfianças sobre a PGR e avalia não respeitar lista tríplice

 

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem mantido a estratégia de, como ele próprio afirmou, deixar uma “pulga atrás da orelha” sobre se irá respeitar a lista tríplice na sucessão na Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Durante as gestões petistas, a lista tríplice de indicações elaborada por integrantes do Ministério Público Federal (MPF) foi respeitada na escolha do PGR. Segundo o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Lula, porém, não garante que vá fazer o mesmo agora.

 

Em conversas recentes com procuradores, integrantes do Executivo têm garantido que os nomes da lista serão levados em consideração pelo presidente. Eles dão a entender, porém, que se nenhum dos três indicados agradar, Lula deve optar por outra pessoa.

 

A estratégia é de não se comprometer a seguir as indicações, mas prometer que irá levá-las em conta como opções.

 

Na disputa pela lista, provavelmente estarão os subprocuradores Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e José Adonis Callou de Araújo. Há uma eleição interna entre procuradores do MPF para fechar os nomes.

 

Enquanto isso, outros procuram se tornar o candidato de Lula “por fora”. O subprocurador Antônio Carlos Bigonha, crítico da atuação do MPF na Lava Jato, tem procurado membros do Executivo para viabilizar seu nome.

 

O subprocurador Paulo Gonet, próximo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, também faz campanha.

 

Para escolher o atual PGR, Augusto Aras, Jair Bolsonaro quebrou a tradição da lista tríplice. Naquele ano, 2019, os escolhidos na lista foram Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul.

Ibaneis pede ao STF para voltar ao cargo de governador do DF e cita fim da intervenção

 

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Foto: Reprodução / Twitter

O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), entrou com pedido junto ao ministro do STF Alexandre de Moraes para que possa retornar imediatamente ao cargo.
 

Na peça, protocolada pouco antes do Carnaval, a defesa de Ibaneis argumenta que o fim da intervenção na segurança pública do DF, no último dia 31 de janeiro, deixa ainda mais evidente que não há motivo para manter o afastamento.
 

O governador foi retirado do cargo em razão dos ataques de 8 de janeiro, pelo prazo de 90 dias, que acaba de chegar à metade.
 

"O término da intervenção deixou claro que a segurança pública está saneada. Foi colocado um secretário de Segurança Pública de comum acordo com o ministro da Justiça, que o governador já se comprometeu a manter. Não há razão para deixar um homem reeleito no primeiro turno fora do cargo", diz o advogado de Ibaneis, Alberto Toron.

Bahia Notícias

VÍDEO: Após 3 meses, Bolsonaro deixa Orlando, mas segue nos Estados Unidos

 


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Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), isolado nos Estados Unidos (EUA) desde dezembro de 2022, deixou a cidade de Orlando, na Flórida, rumo a Nashville, no Tennessee, onde participou de uma convenção do Safari Club International, uma organização de caça esportiva. As imagens foram divulgadas pelo filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ).

 

Em vídeo publicado no Instagram do parlamentar, Bolsonaro anda pelo aeroporto com mochila apoiada nas costas. O ex-presidente conversa e tira fotos com algumas pessoas que estavam no local.

 

Confira:

 

 

O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, que acompanhou os dois na viagem, que revelou o destino no Instagram:

 

 

Bolsonaro entrou nos Estados Unidos como portador de visto diplomático. De acordo com as regras dos EUA, o documento expirou em 31 de janeiro, um mês após Bolsonaro deixar a Presidência da República.

Justiça de SP nega pedido de Edinho para inventariar divisão da herança de Pelé


Por Folhapress

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Foto: Sheyla Dantas / Londrina EC

A Justiça negou pedido de Edinho, filho de Pelé, para ser inventariante do processo de partilha da herança do Rei do Futebol. A juíza Suzana Pereira da Silva, da 2ª Vara de Família e Sucessões de Santos considerou o direito previsto no Código de Processo Civil da viúva de Edson Arantes do Nascimento, Márcia Aoki, como inventariante natural para negar a solicitação.
 

Também negou outra requisição de Edinho para que o processo corra em segredo de Justiça porque o processo pode interessar a possíveis credores de Pelé. A magistrada argumentou que a medida contraria o princípio constitucional da publicidade processual, que só deve ser decretada em caráter excepcional e amparada em caso de forte ofensa à intimidade ou ao interesse público, o que não é o caso deste processo.
 

O pedido de Edinho para ser inventariante foi assentado no fato de que ele está na posse e administração dos bens de Pelé.
 

A juíza deu prazo de 15 dias para que a viúva Márcia Aoki manifeste interesse em assumir a gestão do processo.
 

Márcia e Pelé se casaram em regime de separação total de bens, conforme normativa do Código Civil para pessoas que se casam após os 70 anos. Pelé tinha 75 anos quando se casou com Márcia. A viúva terá direito como herdeira somente se houver sido nomeada em testamento.
 

O ex-jogador morreu aos 82 anos em 29 de dezembro de 2022. Pelé teve sete filhos e filhas e deixou netos.

Bahia Notícias

Ministério Público investiga suposta prática de nepotismo em Japoatã

 em 25 fev, 2023 8:23

A ação é resultado de trabalhos conduzidos pelo MPSE e teve como alvo a sede da Prefeitura de Japoatã (Foto: Gaeco/MPE)

O Ministério Público de Sergipe, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 2ª Promotoria de Justiça de Neópolis, realizou na sexta-feira, 24, uma operação no Município de Japoatã com o objetivo de cumprir mandado judicial expedido pelo Juízo da 2ª Vara da Comarca de Neópolis, Distrito Judiciário de Japoatã.

A ação é resultado de trabalhos conduzidos pelo MPSE e teve como alvo a sede da Prefeitura de Japoatã. A operação apreendeu diversos documentos essenciais à investigação de suposta prática de nepotismo na Administração Pública Municipal.

Atuação

A operação contou com 14 servidores, lotados na 2ª Promotoria de Justiça de Neópolis, no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do MPSE, bem como com o apoio jurídico e operacional de membros integrantes do Gaeco, acompanhados por um Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).

Nepotismo

O nepotismo viola os princípios da moralidade, da impessoalidade e da eficiência, norteadores da Administração Pública, de modo que se configura como uma prática repudiada pela própria Constituição de 1988 (art. 37), assim como se constitui ato de improbidade a nomeação de cônjuge, companheiro, parente em linha reta e colateral ou por afinidade de aliados políticos ou de agentes integrantes de outro poder, detentores de cargos eletivos ou em comissão, em decorrência ou não de designações recíprocas, conforme previsto na Súmula Vinculante nº 13, editada pelo Supremo Tribunal Federal.

Prefeitura de Japoatã

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura Municipal de Japoatã/SE, esclareceu que : “Em que pese a atuação do Ministério Público de Sergipe a operação foi recebida por esta Administração com a completa naturalidade e clareza que se pauta essa Gestão e como todo procedimento desta natureza se deve ter. A acusação do Ministério Público é infundada, uma vez que não há na estrutura municipal de Japoatã qualquer irregularidade de prática ou configuração de Nepotismo em todas as suas formas.

Registre-se ainda, que administração pública do município vela pelos princípios vetores da Administração Pública, sobretudo a moralidade, impessoalidade e eficiência.

Ademais, o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento de que a Súmula Vinculante nº 13 reconhece a legitimidade da nomeação de pessoas para cargos políticos, como o de secretário municipal, por conta da precariedade da nomeação e do grau de confiança da escolha.

A jurisprudência do STF tem afastado a incidência da Súmula Vinculante nº 13 nos casos que envolvem a investidura de cônjuges ou a nomeação de parentes em cargos públicos de natureza política, como ministro de Estado ou de secretário estadual ou municipal, desde que não se configurem hipóteses de fraude à lei ou no caso de ausência evidente de qualificação técnica ou de idoneidade moral para o desempenho da função pública.

A acusação infundada do Ministério Público será objeto de resposta técnica nos autos pela Procuradoria Geral do Município”, finaliza a nota.

Fonte: Gaeco/MPE/INFONET

Nota da redaçaõ deste Blog - Enquanto isso, em Jeremoabo NEPOTISMO CORRE FROUXO, a prefeitura de Jeremoabo tornou-se propriedade particular do prefeito comandada por seus familiares e alguns agraciados.

Será que o prefeito Deri do Paloma não encontrou em Jeremoabo alguém com qualificação técnica ou com idoneidade moral, ou então porque faz questão de desobedecer os princípios constitucionais sempre amparado na impunidade?

Aliás, o prefeito Deri do Paloma implantou uma novidade bizarra na administração municipal de Jeremoabo,  ou seja, sua residência tornou-se uma extenção oficiosa da Prefeitura onde ele atende alguns protegidos, já o prédio da prefeitura abriga seus familiares para gerir os destinos do Municipio.

Quem não quiser encontrar com o prefeito, procure o mesmo na prefeitura.

No currículo, mulher de Rui Costa omite ter cargo no governo baiano desde 2014

Publicado em 24 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Salário de Aline (41,8 mil) vai superar o de seu marido

João Pedro Pitombo
Folha

A esposa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), omitiu em seu currículo que vem ocupando um cargo na Secretaria de Saúde da Bahia há pelo menos nove anos, incluindo os oito anos em que seu marido foi governador do estado.

Aline Peixoto, que é enfermeira e concorre a uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios, foi nomeada no dia 5 de maio de 2014 como assessora especial da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia.

CURRÍCULO ERRADO – Ela permaneceu no cargo mesmo após Rui Costa assumir o governo da Bahia em janeiro de 2015. No mesmo período, passou a ocupar a presidência das Voluntárias Sociais, entidade sem fins lucrativos tradicionalmente liderada pela primeira-dama do estado e que atua em parceria com o governo.

O cargo na Secretaria de Saúde tem salário de R$ 4 mil, mas as gratificações podem aumentar a remuneração até em 125%, chegando a um total de R$ 9,1 mil.

No currículo enviado à Assembleia Legislativa para registrar sua candidatura à vaga de conselheira do Tribunal de Contas, Aline informou que ocupou um cargo na Secretaria de Saúde entre 2012 e 2014 e disse que a partir de 2015 assumiu a gestão das Voluntárias Sociais.

ASSESSORA-FANTASMA – Em todo o período da gestão Rui Costa, Aline sempre respondeu pelas Voluntárias Sociais e nunca disse publicamente que ocupava um cargo de assessora da secretaria. Também nunca foi citada publicamente pelos quatro secretários de Saúde como uma assessora da pasta.

O Governo da Bahia não divulga publicamente a relação de servidores estaduais. Mas a Folha confirmou que Aline Peixoto consta no quadro de servidores do estado. Também há registros de 12 diárias de viagem recebidas pela então primeira-dama no período entre 2016 e 2018, todas pagas pela Secretaria de Saúde, que somam um total de R$ 8,3 mil.

Aline foi nomeada pela primeira vez para um cargo no Governo da Bahia em junho de 2008, quando assumiu como diretora do Hospital Regional de Ipiaú, cidade do sul do estado.

SECRETÁRIO CONFIRMA – A enfermeira permaneceu no cargo até setembro de 2012, quando assumiu uma função no Hospital Geral do Estado, em Salvador. Ficou pouco menos de dois anos, até que em maio de 2014 virou assessora especial da secretaria. Na época, Rui Costa já era pré-candidato a governador da Bahia.

Secretário de Saúde do estado entre janeiro de 2015 e agosto de 2021, na gestão Rui Costa, o médico Fábio Vilas-Boas afirmou que Aline era assessora do gabinete, mas admite que ela não trabalhava na sede da secretaria.

“Ela trabalhava nos projetos que a gente fazia. Tem vários projetos em interface com as Voluntárias Sociais na área de saúde, como os mutirões de saúde”, afirmou o ex-secretário, destacando que, assim como a ex-primeira-dama, outros servidores trabalhavam fora da sede.

WAGNER CRITICA – A disputa pela vaga no Tribunal de Contas dos Municípios abriu uma crise entre os principais caciques do PT da Bahia: o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, ambos ex-governadores.

Na semana passada, Jaques Wagner disse pela primeira vez publicamente, em entrevista ao portal Metro1, que não concorda com a indicação da ex-primeira-dama para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se esquivou da polêmica: “Eu, na condição de governador, não posso tomar partido porque essa é uma vaga da Assembleia Legislativa. [Jaques] Wagner é senador e tem liberdade para se posicionar”, disse o petista na semana passada.

MINISTRO PRESSIONA – O ministro Rui Costa tem atuado nos bastidores pela indicação da sua esposa para o cargo, que é vitalício tem salário mensal de R$ 41,8 mil. A iniciativa, contudo, gerou desconforto e constrangimento entre deputados aliados, além de críticas de eleitores petistas.

A bancada do PT também é um foco de resistência, já que a ideia inicial era indicar para o cargo um deputado estadual da federação que inclui PV e PC do B. A manobra garantiria uma vaga na Assembleia para o ex-deputado petista Marcelino Galo, que não conseguiu se reeleger.

A escolha do próximo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios pela Assembleia Legislativa, que aconteceria na semana do Carnaval, acabou sendo adiada e deve acontecer dentro de 10 dias. As sabatinas com os candidatos serão nos dias 6 e 7 de março. O dia da votação ainda não foi definido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta reportagem, enviada por Armando Gama, desperta uma dúvida. É possível confiar num governo que tem um político como Rui Costa como chefe da Casa Civil? Isso traz saudades de Itamar Franco, que demitia qualquer ministro acusado de corrupção e depois readmitia, caso ele provasse a inocência. Mas isso foi no tempo em que ainda havia políticos no Brasil. 
(C.N.)

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