sábado, dezembro 03, 2022

PT exibe a lista de ministérios dos quais não abre mão e constrange seus aliados

Publicado em 3 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula diz a aliados que Gleisi não será ministra - 01/12/2022 - Poder - Folha

Lula já comunicou a aliados que Gleisi não será ministra

Jeniffer Gularte, Eduardo Gonçalves e Bruno Góes
O Globo

Em um encontro nesta quinta-feira com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, a bancada do PT apresentou a lista de ministérios dos quais não deseja abrir mão no futuro governo. As pastas apontadas como fundamentais para serem comandadas pela legenda são Fazenda, Casa Civil, Articulação Política, Desenvolvimento Social, que cuida do Bolsa Família, Saúde e Educação. As pretensões entram em choque com os desejos de siglas aliadas e acrescentam mais um ingrediente na tarefa de Lula de acomodar os interesses da aliança.

Segundo um integrante da cúpula do PT, a sigla organizou os ministérios em três categorias: os da cota pessoal de Lula (Articulação Política, Justiça, Fazenda e Casa Civil), os de órgãos de Estado (Itamaraty, Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União) e os demais, que poderão ser distribuídos entre os partidos aliados.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Embora líderes petistas considerem pouco provável, pastas como Saúde e Educação, que o PT comandou em parte das gestões petistas passadas, poderão ficar com legendas aliadas, a depender do cenário de construção de governabilidade. Cálculos iniciais apontam que o partido teria pelo menos 15 ministérios para legendas da base.

As demandas do PT na Esplanada serão reunidas pela presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, e discutidas em reunião da executiva marcada para a próxima quinta-feira. No encontro de ontem, Lula afirmou que Gleisi ficará na presidência do partido em 2023 e, portanto, não assumirá ministério. Como adiantou a colunista do GLOBO Bela Megale, um dos objetivos da decisão é não abrir uma disputa interna na sigla pela sucessão de Gleisi.

O quebra-cabeça da nova Esplanada será construído por Lula também levando em conta o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado. Por esse cálculo, legendas aliadas como PCdoB, PSOL e Rede ficariam com um ministério cada.

MELHORES MINISTÉRIOS – Questionado se o partido terá menos ministérios do que nos dois primeiros governos de Lula, o vice-presidente da legenda, deputado José Guimarães, afirmou que as pastas que ficarão com o PT serão as mais qualificadas:

— Nós vamos ter menos na matemática, e mais no mérito.

No encontro com Lula, petistas defenderam a importância de o PT ficar à frente do Ministério do Desenvolvimento Social, destino apontado como o preferido da senadora Simone Tebet (MDB) e que também estava na mira de Gleisi.

A avaliação feita por petistas é de que não importa qual integrante da sigla ficará no comando da pasta, mas é fundamental que o ministério, que tem forte atrativo pelos dividendos políticos e eleitorais, não fique na mão de partidos aliados.

LULA DECIDIRÁ – Caberá a Lula arbitrar essa disputa. Tebet foi um nome fundamental para a vitória de Lula no segundo turno das eleições e é uma das coordenadoras da área na transição. O temor do PT é de que com o forte apelo eleitoral da pasta, responsável pela distribuição de benefícios como o Bolsa Família, Tebet se cacife para a disputa presidencial de 2026.

Integrantes do MDB já trabalham com a possibilidade de a senadora dar uma guinada em seu plano inicial e apostar as suas fichas na pasta do Meio Ambiente. A área que ganhou mais importância nos últimos anos, devido às duras críticas feitas à gestão do governo do presidente Jair Bolsonaro no setor, e terá protagonismo sob comando de Lula.

Além da equação dentro do próprio partido, Lula precisará de jogo de cintura para acomodar as legendas que ele espera ter em sua base no Congresso. O MDB já sinalizou interesse em integrar dois ministérios, além do que provavelmente vai para Tebet; seria uma indicação da Câmara e outra do Senado. O PSD, de Gilberto Kassab, também já apresentou três nomes para compor a Esplanada de Lula. Desses, dois devem ser escolhidos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Só em saber que Gleisi Hoffmann não será ministra, já é um alívio. E isso significa que José Guimarães, o deputado dos dólares na cueca, não será presidente do PT, o que é melhor ainda. (C.N.)

Grupo da transição discute o que fazer com os 8 mil militares nomeados por Bolsonaro


Nani Humor: MILITARES NO GOVERNO BOLSONARO

Charge do Nani (nanihumor.com)

Lauro Jardim
O Globo

Na equipe de transição denominada “Centro de Governo”, que é integrada, entre outros, por Jaques Wagner, José Guimarães, Lindbergh Farias, Márcio Macêdo e Reginaldo Lopes, há uma discussão importante na mesa. O que fazer com os cerca de oito mil militares que durante o governo Bolsonaro foram nomeados para cargos comissionados que antes eram ocupados por civis?

Serão exonerados, como, aliás, Lula prometeu na campanha. A maioria vai voltar aos quartéis e o restante irá para casa, pois são da reserva. Beleza.

QUESTÃO DELICADA – Mas em que velocidade isso deve ser feito? Este é o nó, dado que a questão militar se tornou um fator de contornos delicados. Dentro da equipe de transição, há quem defenda que Lula deve mandar já no primeiro dia publicar no Diário Oficial uma lista grande de exonerações de militares. Não se tem o número fechado. Na relação, todos os que foram nomeados para trabalhar no Palácio do Planalto.

Provavelmente, não será possível demitir todo mundo numa canetada só. Em 2 de janeiro de 2019, segundo dia de governo Bolsonaro, o então chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, demitiu 320 servidores da pasta. Disse que estava “despetizando” a Casa Civil. Beleza.

Só que uma semana depois, teve que recontratar vários desses demitidos, pois o ministério ficara paralisado — sem servidores inclusive para fazer andar os processos de … demissão e nomeação.

DISSE LULA – Em abril, numa fala na sede da CUT, Lula disse: “Vamos ter que começar o governo sabendo que vamos ter que tirar quase 8 mil militares que estão em cargos de pessoas que não prestaram concurso. Vamos ter que tirar. Isso não pode ser motivo de bravata, tem que ser motivo de construção. Porque, se a gente fizer bravata, pode não fazer”.

Mas entre o discurso de candidato e a decisão do presidente, muitas vezes há uma acomodação natural. Inclusive porque o futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, um conciliador nato, ainda não participou das discussões deste grupo de trabalho.

A desmilitarização acontecerá e é bem-vinda. Dentro de um mês, contudo, é que se saberá como que velocidade ela acontecerá.

 


Desmontando armadilhas




Bolsonaro politizou militares, que agora temem um governo petista

Por Merval Pereira (foto)

O governo Lula, que nem mesmo começou, já está tendo de apagar um incêndio na área militar. Tudo indica que está tendo sucesso. Os comandantes das três Forças — Exército, Marinha e Aeronáutica — iniciaram um movimento conjunto para sair de seus postos antes mesmo que Lula assumisse a Presidência da República. Um fato gravíssimo, pois não há outro motivo para essa substituição prematura que não seja a explicitação da rejeição dos comandantes ao sucessor eleito.

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, já marcou o dia 23 deste mês como data para a transmissão do cargo. O que muitos entre os militares consideram indisciplina, quebra da hierarquia, está sendo negociado nos bastidores para que não se confirme, pois essa restrição seria um sinal para que os subordinados, como já acontece, se sintam à vontade para exprimir seu repúdio à eleição de Lula, fato sem precedentes.

Assim como essa atitude extrema, a leniência nos quartéis com os bolsonaristas acampados em áreas de segurança nacional se deve à influência do próprio presidente Bolsonaro, que mesmo em silêncio estimula essas atitudes. Além do mais, a ação para impedir as manifestações cabe às forças de segurança pública, e não à Forças Armadas, que só atuariam diretamente em caso de decretos para ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O presidente ou os governadores precisam de uma solicitação formal para isso. Se os comandantes das Forças Armadas não solicitam essa ação, são lenientes, coagidos pelo presidente da República.

O futuro ministro da Defesa, ex-deputado e ex-ministro José Múcio Monteiro já começou a tratar do assunto discretamente, como é seu estilo, depois de convidado numa reunião com o presidente eleito Lula, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e o coordenador da transição, ex-ministro Aloizio Mercadante. A solução de escolher os mais antigos para comandar cada Força é a menos traumática, embora as Forças Armadas estejam instáveis neste momento, e qualquer decisão possa provocar reações de setores mais radicais.

Um bom exemplo é o que acontece no Exército, cujo comandante, general Marco Antônio Freire Gomes, foi obrigado a soltar uma declaração formal no Informe da Força para defender generais atacados em blogs bolsonaristas como “melancias” — verdes por fora e vermelhos por dentro. Dois deles são possíveis futuros comandantes: Valério Stumpf, chefe do Estado-Maior do Exército, e o comandante militar do Sudeste, Tomás Miné Ribeiro Paiva.

Também o ex-comandante do Exército Villas Bôas saiu em defesa dos dois e de outros criticados. Isso indica que a Força está unida na defesa dos seus, mas pressionada por ações de militares da reserva e bolsonaristas que pedem uma intervenção militar. É fato que o Alto-Comando do Exército é bolsonarista, mas não é golpista. Uma definição para o caso dada por um quatro estrelas: “Batemos continência para a Constituição”.

Não gostam de ter Lula como comandante em chefe. Muito porque o presidente Bolsonaro conseguiu levar os militares para uma politização que provoca perturbação na hierarquia. Há quatro áreas que os militares consideram sensíveis e fundamentais, onde temem a ação do PT: a Previdência, em cuja reforma foram tratados com excepcionalidades; a paridade salarial entre reserva e ativa; as promoções; e o ensino militar. Esses dois últimos fazem parte dos temas ideológicos sensíveis.

Quando o hoje senador Jaques Wagner foi ministro da Defesa, houve um movimento interno para aprovar uma nova legislação que retirava dos comandantes a prerrogativa de definir as promoções e também ensejava a possibilidade de interferência no ensino militar. A crise foi superada com a revogação da medida, mas o temor continua. Até porque, depois da vitória de Bolsonaro em 2018, um documento do PT incluiu como um “erro estratégico” não ter conseguido alterar o ensino militar.

O futuro ministro da Defesa, José Múcio, é muito articulado, transita tanto entre bolsonaristas quanto petistas e tem a amizade de Lula, algo importante para os militares se sentirem prestigiados. Os setores nuclear, espacial e cibernético são os mais estratégicos para os militares, que têm o quarto maior orçamento da República e são o maior contratante de tecnologia de ponta. A despolitização do setor militar e das polícias militares passa pela mudança de foco governamental, com a valorização dessas áreas.

O Globo

Estudo derruba mito dos 2 litros de água por dia




Pesquisa realizada com milhares de voluntários desmente ideia de que o corpo humano precisa de oito copos de água por dia. Consumo diário depende também de fatores externos como umidade, temperatura e até mesmo IDH.

Seria o fim da contagem de copos de água? De acordo com um grupo de mais de 90 pesquisadores, o ser humano não precisa necessariamente beber oito copos de água (aproximadamente dois litros) por dia.

Um grande estudo divulgado recentemente pela revista Science garante que o consumo diário de líquido é determinado por diversos fatores individuais, como idade, sexo e condição física, e fatores externos, como umidade relativa do ar, temperatura e até mesmo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região.

'Uma em cada três pessoas no mundo não tem acesso a água potável'

A pesquisa foi realizada com mais de 5.600 pessoas de 23 países, com idades entre 8 dias e 96 anos e com uma média de consumo diário de água de 1 a 6 litros.

Os participantes receberam 100 ml de "água duplamente marcada", ou seja, ingeriram água contendo isótopos rastreáveis de hidrogênio e oxigênio. Isótopos são átomos de um único elemento que têm pesos atômicos ligeiramente diferentes, tornando-os distinguíveis de outros átomos do mesmo elemento em uma amostra.

"Se você medir a taxa de eliminação desses isótopos estáveis ​​através da urina ao longo de uma semana, o isótopo de hidrogênio pode revelar quanta água está sendo substituída, e a eliminação do isótopo de oxigênio mostra quantas calorias estão sendo queimadas", explica Dale Schoeller, coautor do estudo.

Não existe "quantidade única"

Apesar de a água ser essencial para a sobrevivência, uma em cada três pessoas em todo o mundo não tem acesso a água potável.

Depois de revisar os resultados, os cientistas concluíram que há diversas variáveis quando o assunto é a ingestão diária ideal de água.

"O estudo atual não indica claramente que existe uma única diretriz no que diz respeito à quantidade de água potável a ser consumida. E a sugestão popular de que deveríamos beber oito copos de águar por dia não está respaldada por provas objetivas", explicam os pesquisadores.

Eles compararam fatores ambientais como temperatura, umidade e altitude das cidades de origem ao volume de água medido, gasto de energia, massa corporal, sexo, idade e condicionamento físico.

O volume de rotatividade da água atingiu o pico para homens por volta dos 20 anos, enquanto as mulheres mantiveram um platô dos 20 aos 55 anos de idade. Já os recém-nascidos apresentaram a maior proporção diária, repondo cerca de 28% da água corporal todos os dias.

Em condições exatamente iguais, homens e mulheres diferem em cerca de meio litro de água. Um atleta de 20 anos do sexo masculino que pesa 70 quilos e mora próximo ao mar com uma umidade relativa do ar de 50% e temperatura de 10°C, tem uma rotatividade de cerca de 3,2 litros de água por dia.

Uma mulher que não seja atleta, com a mesma idade e vivendo nas mesmas condições, terá um volume de rotatividade de cerca de 2,7 litros por dia.

Condição física e fatores ambientais também contam

Os níveis de atividade e condicionamento físicos explicaram a maior proporção de diferenças na rotatividade da água, seguidos por sexo, Índice de Desenvolvimento Humano e idade.

"É uma combinação de vários fatores", afirma Schoeller. "Pessoas em países com IDH baixo têm maior probabilidade de viver em áreas com temperaturas médias mais altas e de realizar trabalhos braçais, e menos probabilidade de estar dentro de um edifício climatizado durante o dia. Esses fatores, além de ser menos provável ter acesso à água potável sempre que precisar, aumentam a rotatividade de água."

Em linhas gerais, os pesquisadores concluíram que quanto menor é o Índice de Desenvolvimento Humano do país de origem, maior é a rotatividade de água no corpo.

"Determinar a quantidade de água consumida pelos humanos é cada vez mais importante devido ao crescimento populacional e às mudanças climáticas", explica Yosuke Yamada, um dos pesquisadores do estudo. "Como a rotatividade da água está relacionada a outros indicadores importantes de saúde, como atividade física e percentual de gordura corporal, ela tem potencial para ser um biomarcador para a saúde metabólica".

Deutsche Welle

Janja quer dividir custo da festa da posse de Lula com partidos aliados




A futura primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, quer ratear os custos do festival organizado para o dia da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, em 1° de janeiro de 2023, entre os partidos que integraram a coligação durante a campanha. O grupo que discute a organização da posse, coordenado por Janja, fez uma reunião nesta quinta-feira, 1.°, para debater o orçamento necessário, que será usado principalmente para a estrutura de montagem dos dois palcos onde mais de 20 artistas devem se apresentar.

Integrantes do gabinete de transição que trabalham no grupo com a futura primeira-dama afirmam que os artistas não receberão cachê para se apresentar na posse e que sinalizaram, desde a campanha eleitoral, que fariam o show sem cobrar por isso.

A ideia do grupo, além de dividir custos com os demais partidos, é também criar uma plataforma online de doações, que deve ser divulgada nos próximos dias.

Futuro

Além do que chama de “posse institucional”, Janja quer uma festa que batizou como “Festival do Futuro”. Nesta semana, ela anunciou os primeiros nomes de artistas que participarão deste festival. Já foram confirmadas as presenças de Pabllo Vittar, Baiana System, Duda Beat, Gaby Amarantos, Martinho da Vila, Os Gilsons, Chico César, Luedji Luna, Teresa Cristina, Fernanda Takai, Johnny Hooker, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Tulipa Ruiz, Almério, Maria Rita e Valesca Popozuda. Janja também disse ter feito contato com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ludmilla e Emicida.

Nesta quinta-feira, a futura primeira-dama esteve no Palácio do Buriti, acompanhada do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), do ex-ministro Gilberto Carvalho e de Marcio Tavares, secretário nacional de Cultura do PT. O grupo se reuniu com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para pedir ajuda na logística da posse.

A maior preocupação do grupo que organiza a posse, até o momento, é com a segurança do público que pretende viajar a Brasília para acompanhar a posse de Lula. Nas redes sociais, Ibaneis afirmou que irá trabalhar para que “a cerimônia aconteça da melhor forma possível, com segurança e paz”.

O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) prevê lotação de quase 100% na rede hoteleira para o 1º de janeiro. Ibaneis disse que haverá espaços de alojamento no Parque da Cidade, Granja do Torto e no Ginásio Nilson Nelson para receber um público estimado em aproximadamente 250 mil pessoas.

Estadão / Dinheiro Rural

Descobertos em Marte vestígios de um 'megatsunami de 250 metros' provocado por impacto de asteroide




Fossas de Tantalus em Marte

Estima-se que há cerca de 4,5-3,5 bilhões de anos Marte tenha tido uma hidrosfera de superfície ativa. Na época, as planícies do norte do planeta estavam cobertas por um oceano com um volume de água de até 15-17 milhões de km³, comparável ao atual oceano Ártico.

Uma equipe de planetologistas liderada por Alexis Rodriguez, pesquisador do Instituto de Planetologia em Tucson, EUA, descobriu uma cratera anteriormente desconhecida na superfície da planície circular chamada Chryse Planitia, cuja formação 3,4 bilhões de anos atrás gerou uma poderosa onda de tsunami.

O asteroide que esteve na causa disso é comparável em tamanho ao meteorito que dizimou os dinossauros, avançam cientistas em um artigo na revista Scientific Reports.

Rodriguez e sua equipe descobriram que um desses tsunamis realmente existiu, e os pesquisadores também descobriram sua fonte – a anteriormente desconhecida cratera Pohl de 110 km de comprimento, situada dentro de terras baixas a 900 km a nordeste do Maja Valles – um antigo vale fluvial.

[Marte pode ter tido um oceano. Recentes pesquisas sugerem que um tsunami enorme (onda de maré) pode ter surgido através deste oceano quando um asteroide caiu em Marte há 3,4 bilhões de anos.]

A cratera resultou do impacto de um asteroide de 10-12 km há cerca de 3,4 bilhões de anos, quando a superfície de Marte ainda estava coberta por oceanos. A queda de um asteroide em um destes oceanos resultou em uma explosão e na formação de um megatsunami, cujas ondas atingiram uma altura de 250 metros quando chegaram à costa.

"Nossas simulações de megatsunami gerado por impacto coincidem em muito com as margens de depósitos do megatsunami mais antigo mapeado e preveem frentes alcançando o local de pouso da [espaçonave] Viking 1", apontam os cientistas.

"A localização do local ao longo de um lóbulo voltado para as terras altas alinhado aos sulcos erosivos apoia uma origem de megatsunami. Nossas descobertas permitem [concluir] que as rochas e sais do solo no local do pouso sejam de origem marinha, convidando à reconsideração científica da informação coletada das primeiras medições in-situ em Marte."

A este respeito, o tsunami marciano é comparável em efeito aos eventos que ocorreram na Terra há 66,5 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos. 

Sputnik News / Jornal do Brasil

Os sapos da política




Lira foi primeiro a se dar bem na gestão Lula

Por Hélio Schwartsman

Nenhum analista pé no chão esperava ver um governo Lula sem o centrão. O papel desse grupo ideologicamente amorfo de parlamentares que apoia qualquer dirigente que lhes conceda cargos e verbas se tornou tão central na manutenção de coalizões estáveis que seus representantes já não hesitam nem em apostar em candidatos presidenciais com pouca chance de vitória, pois sabem que, ao fim e ao cabo, serão chamados a apoiar a administração de quem quer que seja eleito.

Ainda assim, impressiona a rapidez com que Lula compôs com Arthur Lira (PP-AL). Antes mesmo de o petista anunciar seu primeiro nome para o ministério, Lira já arrancou da próxima gestão apoio para manter-se na presidência da Câmara, lugar privilegiado do qual exercerá enorme influência na administração. O feito é ainda mais notável porque, até poucas semanas atrás, um Lula, ainda candidato, qualificava o orçamento secreto, a grande obra de Lira, como crime e usurpação de poder.

E podemos ir além. Raciocinado moralmente, dá para afirmar que Lira foi, se não cúmplice de alguns crimes de Bolsonaro, ao menos um facilitador. Se ele não tivesse blindado tanto o presidente de um impeachment, o chefe do Executivo talvez tivesse sido mais responsável na gestão da pandemia, o que teria significado menos mortes. No mais, em teoria, teria sido possível para o PT aproximar-se do centrão sem empoderar tanto Lira. Ele é provavelmente a maior e mais hábil liderança do grupo, mas decerto não a única.

Meu ponto aqui é que há um abismo entre os imperativos da moral e os da política. A opção por negociar em vez de apenas condenar não me parece errada. A inflexibilidade moral, típica da lógica religiosa, inviabiliza a política, cujo pressuposto básico é o de que é sempre possível construir soluções de compromisso, ainda que fazê-lo envolva engolir sapos. Para administrar um país, a política funciona melhor do que a religião.

Folha de São Paulo

Bolsonaro fez a coisa certa - Editorial




Ao mandar suspender o pagamento de emendas do orçamento secreto, Bolsonaro, que nunca desceu do palanque e sempre se recusou a presidir o País, finalmente agiu como governante

A disputa presidencial mostrou que a maioria dos eleitores julgou Jair Bolsonaro pelos inúmeros erros que cometeu, sempre apontados e criticados por este jornal. Mas, ao final de seu melancólico mandato, Bolsonaro finalmente fez algo que merece elogio. Quando ninguém mais esperava, mandou suspender o pagamento do famigerado orçamento secreto, que garantiu estabilidade política a seu governo no Legislativo.

A decisão se deu por meio de um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) que possibilitou o remanejamento das verbas das emendas de relator (RP 9) e emendas de comissão (RP 8) em favor de despesas obrigatórias (RP 1). Aliada a um decreto referente ao mais recente contingenciamento que se fez necessário para cumprir o teto de gastos, a medida secou a fonte de recursos de um esquema pouco transparente que sustentou as relações entre o Executivo e o Congresso nos últimos anos.

Reportagem do Estadão mostrou que Bolsonaro tomou a decisão possivelmente para se vingar de um Legislativo que começa a se aproximar do presidente eleito Lula da Silva. Bolsonaro não teria aceitado bem a aproximação entre Lula e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Se assim é, então Bolsonaro fez a coisa certa pelos motivos errados.

Na prática, contudo, Bolsonaro, que jamais se envolveu a sério com questões orçamentárias – e não seria agora, a um mês de deixar o cargo, que mudaria de comportamento –, não tinha alternativa a não ser assinar os despachos, pois deles dependia o pagamento de despesas obrigatórias.

Para o País, no entanto, pouco importam as razões por trás das decisões daqueles que detêm cargo público, mas sim as consequências de seus atos. E, neste caso, é inegável que essas resoluções foram extremamente positivas. Seja por revanchismo, seja por um súbito senso de dever como governante, Bolsonaro agiu corretamente, algo muito raro ao longo de sua vida pública – e, por isso mesmo, digno de destaque.

Do total do Orçamento Geral da União, 93% correspondem a gastos obrigatórios, como salários do funcionalismo e benefícios previdenciários. Diante de circunstâncias imprevistas ou ignoradas, é preciso fazer escolhas e remanejamentos dentro de um espaço orçamentário bastante reduzido. Quando falta dinheiro, ou quando sobra e o teto de gastos se impõe, é preciso mexer na parcela das despesas discricionárias, que envolvem desde faturas de energia e contratos de limpeza de Ministérios a investimentos públicos, além das famosas emendas de relator.

Em tempos normais, o Executivo federal inicia o ano com contingenciamentos mais rígidos e libera recursos aos poucos, ao longo dos meses. O governo Bolsonaro, no entanto, não teve nada de normal. Em ano eleitoral, os cortes no Orçamento sempre foram menores do que as estimativas calculadas e recomendadas pelos técnicos, e o detalhamento dos bloqueios chegou a ser omitido durante a campanha, justamente porque eles alcançavam as emendas de relator.

O resultado é que o País chega ao fim de 2022 em uma situação crítica generalizada. Nos casos mais anacrônicos, a Polícia Federal teve de paralisar a emissão de passaportes, enquanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sugeriu a suspensão do trabalho presencial por falta de recursos para manter suas operações. Esse cenário expõe algo óbvio: não há mais despesas discricionárias a serem cortadas nos Ministérios, razão pela qual a tesourada se deu nas controversas emendas de relator.

Não se trata de mero acidente de percurso, e é bastante crível que haja um componente de revanchismo no mais recente corte orçamentário. Seja por escolha, seja por omissão, é inegável que o conjunto da obra do Orçamento é um retrato das péssimas escolhas de Bolsonaro ao longo deste ano.

É até irônico que somente a derrota eleitoral tenha sido capaz de impor ao presidente um nível de responsabilidade que ele sempre se recusou a assumir. Ao determinar a suspensão do pagamento das emendas de relator a 30 dias de deixar o cargo, Bolsonaro, que nunca desceu do palanque e sempre se recusou a agir como presidente, finalmente governou

O Estado de São Paulo

Indígenas bolsonaristas levam ato antidemocrático para aeroporto de Brasília e ocupam embarque


Por João Gabriel

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Foto: José Cruz / EBC

Indígenas com faixas bolsonaristas foram ao aeroporto de Brasília nesta sexta-feira (2) em manifestação contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vídeo que circula na internet mostra um grupo com algumas dezenas pessoas com faixas e cartazes em verde e amarelo, frases contra a censura e entoando gritos de "Lula, ladrão".
 

Lideranças indígenas ouvidas pela reportagem sob condição de anonimato, os manifestantes são do povo Kayapó, que em parte é defensora do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas.
 

Nos cartazes, há frases que dizem "não vão nos calar", "o Brasil pede socorro" e críticas à imprensa, inclusive em inglês. Eles protestam contra a diplomação dos políticos eleitos e cantam que Lula "não sobe a rampa", em referência ao ato de posse do presidente, marcado para o dia 1º de janeiro.
 

O grupo se concentrou no estacionamento do local, mas depois ocupou a área de embarque e desembarque do aeroporto, se concentrando em frente aos portões que dão acesso às aeronaves.
 

Antes, em novembro, indígenas já haviam participado de atos bolsonaristas e antidemocráticos em Brasília.
 

Na ocasião, no entanto, eles eram do povo Paresí, que se concentra em Mato Grosso, estado fortemente bolsonarista. Integrantes da etnia também participaram de atos golpistas no estado.
 

Os Paresí organizam, por exemplo, o Grupo dos Agricultores Indígenas, que reúne comunidades que plantam commodities agrícolas em larga escala.
 

Eles já foram, inclusive, recebidos pelo presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Marcelo Xavier, e também elogiados por Bolsonaro, que incentiva a prática agrícola por parte dos povos.
 

Outro nome do bolsonarismo e do negacionismo climático que é próximo dos Paresí é Nabhn Garcia, secretário de Assuntos Fundiários e um dos mais principais nomes do ruralismo no governo.
 

Garcia, inclusive, foi quem indicou Xavier para o cargo da Funai e os dois são próximos desde a época em que o atual presidente do órgão indigenista, que é policial, atuava em Mato Grosso.

Bahia  Notícias

Pelé tem quimioterapia suspensa após não responder tratamento e está sob cuidados paliativos


Por Redação

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Foto: Ricardo Stuckert / CBF

O ex-jogador Pelé, de 82 anos, ainda se encontra internado no Hospital Israelita Albert Einstein e não responde mais aos tratamentos de quimioterapia para conter os avanços de um câncer no intestino. Por agora, o Rei do Futebol está sob cuidados paliativos, por conta do estágio preocupante do ex-atleta.

 

De acordo com a Folha de São Paulo, a quimioterapia foi totalmente suspensa. Agora, Pelé está recebendo medidas de conforto, para aliviar a dor e a falta de ar, por exemplo, sem ser submetido a terapias invasivas.

 

Normalmente, os cuidados paliativos são dados a pacientes com condições potencialmente mortais ou em estágio avançado. O tratamento vai depender dos sintomas, da funcionalidade e do prognóstico, ou seja, quanto tempo de sobrevida se espera para o paciente.

 

Na última sexta-feira (2), o Hospital Albert Einstein divulgou o boletim de Pelé e afirmou que o quadro do Rei do Futebol era estável. Segundo os médicos, o Rei dos Futebol estava respondendo aos tratamentos (relembre aqui). 

 

Pelé está internado desde quarta-feira (30) e, segundo os médicos, a situação do ex-jogador no momento da chegada era preocupante (veja mais aqui).

Bahia Noticias

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