sexta-feira, novembro 25, 2022

4 fatores que impedem que Brasil vire potência no turismo apesar do potencial




Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS), cidade que é citada como exemplo de boa estratégia de longo prazo, por ter começado na década de 1990 a trabalhar o potencial turístico e hoje é um destino bastante solicitado

As Cataratas do Iguaçu representam apenas um dos grandes ativos do turismo brasileiro, mas país segue com números modestos para o potencial

Por Shin Suzuki, em São Paulo 

Alguns dos elementos mais associados ao Brasil — belezas naturais, grande diversidade cultural, calendário rico em festas nacionais e regionais — valem ouro em qualquer roteiro de viagem. Mas o grande potencial do país não se traduz em números de destaque no mercado mundial de turismo. Um estudo analisou fatores que emperram o desenvolvimento nacional da área.

O futuro do turismo no Brasil a partir da análise crítica do período 2000-2019 contou com 23 pesquisadores de 17 instituições brasileiras.

A investigação observa que, mesmo durante o boom do turismo internacional na década passada, o Brasil estacionou em pouco mais de 6 milhões de visitantes estrangeiros por ano.

Nesse período, o país ainda teve a rara oportunidade de sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada no espaço de dois anos, mas o crescimento entre 2014 e 2019 foi ínfimo: uma alta ligeira (que também pode ser vista como estagnação) de 6,31 milhões para 6,35 milhões.

O Brasil não figura nem na lista da Organização Mundial de Turismo dos 50 países com mais chegadas de turistas.

Os dados são relativos a 2019, ou seja, antes da chegada da pandemia de covid. Em todo o mundo, o setor sofreu fortemente os impactos da quarentena e tenta agora ensaiar uma recuperação.

Para efeito de comparação, uma única localidade do Vietnã, a Baía de Ha Long, recebeu quase o equivalente aos números totais do Brasil: 6,2 milhões, de acordo com o Euromonitor. O Vietnã, como um todo, contabiliza 18 milhões de viajantes internacionais anualmente.

Outro exemplo, e de maior proximidade, é o México.

De limitações socioeconômicas como o Brasil, o país se firmou como um dos mais importantes destinos do turismo mundial, com 45 milhões de turistas estrangeiros.

'Apesar de trunfos como o Rio de Janeiro, uma metrópole com belezas naturais, número de visitantes internacionais no Brasil é pequeno se comparado a países como Vietnã e Tailândia'

Os mexicanos são muito beneficiados pela proximidade com os Estados Unidos, mas deram prioridade ao setor em sua estratégia econômica na última década, segundo observa relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE).

Comparações podem ser relativizadas pelas condições específicas dos países, mas o mercado brasileiro, com trunfos turísticos bem conhecidos como o Rio de Janeiro e as Cataratas do Iguaçu e dezenas de lugares com grandes possibilidades de desenvolvimento, está claramente aquém do seu potencial.

Isso é admitido em um relatório do governo federal.

"O Brasil não faz parte das rotas do turismo global", diz uma análise feita pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, vinculada ao Ministério da Economia, no ano passado.

O texto cita que "no Brasil, 93% dos visitantes são locais" e "[em 2019] a participação no PIB era de 7,7% e com alta empregabilidade, mas com um crescimento estagnado".

A permanência de velhos problemas e o aparecimento de novos levam o Brasil a deixar de aproveitar um setor que poderia ter um impacto positivo de forma considerável na economia, na melhoria dos serviços, na conservação dos espaços nas cidades, entre outros ganhos.

Para Alexandre Panosso Netto, coordenador de pós-graduação em Turismo da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da pesquisa, esse caminho de desenvolvimento não se torna uma política séria de Estado por algumas razões.

"A concorrência de várias áreas e a incompreensão dos pontos positivos do turismo como vetor e alavanca de inclusão social, de valorização da cultura e de diversificação de pensamentos e aprendizado".

'Museu do Amanhã tornou-se uma das principais atrações turísticas do Rio'

"O turista estrangeiro gastava por volta de US$ 110 por dia no Brasil até a pandemia. Em 2019 foi por volta de US$ 6 bilhões que os estrangeiros trouxeram ao país. Então dobrar ou triplicar o número de visitantes representaria dobrar ou triplicar esse montante."

O mercado de trabalho também teria a ganhar com o turismo.

"Não é só financeiro, o aumento do número de empregos gerados e o efeito multiplicador do turismo seriam grandes."

Veja abaixo alguns fatores que prejudicam que o turismo brasileiro decole:

1) Imagem ruim no exterior

'Brasil foi considerado segundo país mais perigoso para mulheres que viajam sozinhas em ranking'

Violência, corrupção, ambiente hostil para mulheres e para o público LGBTQ+, somados à deterioração nos últimos anos da imagem do país em campos como meio ambiente e a gestão da pandemia do coronavírus, não criam um cenário muito atraente para turistas considerarem o Brasil como destino, afirma Panosso Netto.

Seu estudo cita um índice criado pelos jornalistas Asher e Lyric Fergusson que ranqueia os países mais perigosos para mulheres que viajam sozinhas. O Brasil é listado na segunda posição, atrás apenas da África do Sul.

A mudança do slogan oficial do turismo brasileiro em 2019 também não ajudou na imagem brasileira. A frase usada para promoção, "Visit and love us" (Visite e nos ame, em tradução literal), foi considerada de pouca fluência e de construção pouco usual no inglês, além de soar com conotação sexual para alguns turistas estrangeiros.

O pesquisador também diz que a ligação do país a histórias que envolvem corrupção "influenciam como o turista nacional e internacional vê o destino Brasil. Se é um destino com notícias de corrupção, também se pode imaginar que é um destino inseguro".

Ele diz que países com problemas relacionados à corrupção como México e Turquia, mas com grande número de visitantes, conseguem contornar a questão pela proximidade a grandes mercados consumidores internacionais e a criação de ilhas de excelência turística.

2) Falta de continuidade em políticas e planejamento

"Políticas de turismo específicas precisam ser baseadas em um processo de planejamento contínuo", diz o estudo.

Para um desenvolvimento mais sustentável do setor é preciso que o Ministério do Turismo e a Embratur tenham grande qualidade técnica, com um planejamento de longo prazo.

Panosso Netto cita Bonito, em Mato Grosso do Sul, como um exemplo de um destino que vivenciou processo de melhora e desenvolvimento através dos anos.

"Há ótimos exemplos de boas práticas turísticas nos interiores do Brasil. Bonito, em Mato Grosso do Sul, com sua diversidade ecológica e turismo de alto nível, é um exemplo disso. Mas essa qualidade de Bonito não foi alcançada de uma hora para a outra. Começou no início dos anos 1990. Estamos falando, portanto, de mais de 30 anos de trabalho."

Mas problemas com a conservação ambiental derivados do desmatamento vem impactando o ecoturismo da região. A abertura de áreas para agricultura impacta na cor das suas águas, um dos grandes trunfos de Bonito. Cerca de 70% da população local depende do turismo.

Políticas de turismo também incluem a identificação de oportunidades em diferentes mercados, como o latino-americano.

"É preciso se preparar para receber o turista argentino, uruguaio, chileno, peruano, boliviano, paraguaio etc. Não podemos estar dar as costas à América Latina."

3) Qualidade dos serviços varia muito

A falta de maior profissionalização na parte de serviços é algo constantemente apontado como problemático. "Esse é um dos itens mais criticados pelos profissionais do setor", afirma Panosso Netto.

O pesquisador acha que seria também uma forma de desenvolver a própria área de empreendedorismo no país.

"O turismo é a porta de entrada de muitos empreendedores de primeira viagem. Temos que transformar isso em um ponto positivo a nosso favor. O governo pode criar programas de formação continuada do turismo, tal como já existiram no passado, a exemplo do Curso de Formação de Gestores de Políticas Públicas do Turismo Nacional."

Educação sobre como funcionam o mercado e o atendimento a turistas domésticos e internacionais, além do aprendizado efetivo de idiomas, seriam formas de capacitação.

Mas há um outro problema estrutural, segundo o professor da USP: "A dificuldade em acessar o crédito para o investimento em empreendimentos turísticos pequenos também é imensa".

4) Transporte aéreo e deslocamento

'Deslocamentos internos no Brasil são caros e complexos para o turista'

Segundo a pesquisa, embora o ambiente entre 2000 e 2019 no mercado aéreo "tenha melhorado a oferta e a competição nas rotas principais, especialmente aquelas conectando as capitais dos Estados e grandes centros urbanos, o acesso regional ainda é caro e, na maioria dos casos, insatisfatório".

Para Panosso Netto, "o transporte aéreo está deveras caro pelo preço do querosene e a política de impostos dos combustíveis e taxas aeroportuárias. Além disso, as viagens rodoviárias são prejudicadas pelas condições das rodovias; e se as rodovias são boas, os pedágios são caros".

O tamanho continental do Brasil, que de uma forma pode ser uma vantagem pela variedade de ofertas, acaba gerando um problema pelo deslocamento.

"Acredito que os destinos regionais devam se unir mais para compartilharem os turistas que por eles passam. Ou seja, a gestão regional do turismo deve ser fortalecida, junto com a criação de roteiros regionais com produtos e serviços de alta qualidade", diz o professor da USP.

O estudo defende "alinhar o ambiente regulatório, jurídico e tributário que rege a aviação brasileira, ao ambiente internacional. A evolução que viveu o setor nestes 20 anos não permite que sigamos admitindo que o Brasil tenha sérias diferenças e distorções entre nossas regras nacionais, que acabam gerando ofertas e produtos mais caros aos consumidores, e o que se pode ofertar no exterior".

BBC Brasil

Dono do orçamento, Centrão deve cobrar caro pela PEC - Editorial

 





O governo eleito terá de negociar mais, fazer mais concessões. Não é um bom ambiente para a austeridade

Os dias do teto de gastos estão contados e seu fim está sendo melancólico, com a bagunça orçamentária patrocinada pelos partidos do Centrão, em especial PP e PL, e pelo oportunismo do presidente Jair Bolsonaro, que as duas legendas apoiaram. A agonia terá prosseguimento com a tramitação da PEC da Transição, com a qual o governo eleito pretende arrancar do limite de gastos R$ 175 bilhões pelos próximos 4 anos.

A incúria orçamentária no estertor do mandato de Bolsonaro ameaça paralisar parte do governo no fim do ano, enquanto que serviços públicos, como emissão de passaportes, estão sendo interrompidos. É um paradoxo que isso ocorra em um ano em que haverá superávit primário, entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões, receitas que superaram a previsão de lei orçamentária em R$ 280 bilhões, ao lado de suspensão de R$ 15,7 bilhões.

Ainda que o teto de gastos seja um mecanismo imperfeito de controle, com destemida ambição de durar duas décadas (uma eternidade no Brasil), a insólita situação de receitas recordes e arrocho de despesas foi em boa parte causada pela ação dos partidos fisiológicos no Congresso, ao criar as emendas do relator, ou orçamento secreto. Elas correspondem a um terço das despesas discricionárias, que são cortadas para propiciar pagamentos das emendas. Um exemplo trágico é o dos investimentos, orçados em R$ 22 bilhões, o menor do passado recente, mas há outros, como os cortes drásticos em programas de assistência à educação, saúde etc. Políticos do Centrão já tentaram até mesmo cortar despesas obrigatórias para garantir o total de emendas, de R$ 38 bilhões.

Ontem, a Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou um subterfúgio para retirar R$ 7 bilhões das emendas do contingenciamento, em manobra de duvidosa legalidade que fura o teto de novo. Os parlamentares adquiriram um poder inédito de definir os gastos orçamentários, em detrimento do Executivo. É esse mesmo Congresso que precisará aprovar, em duas sessões em cada Casa, a PEC da Transição, na qual o governo eleito pede, para começar, R$ 198 bilhões fora do moribundo teto.

Com a PEC, e sem tomar posse, Lula e o PT ficaram dependentes do que decidirem os líderes do Congresso, em especial Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara em campanha pela reeleição e “gestor” de peso no orçamento secreto. Em minoria na Câmara no atual mandato legislativo, os negociadores petistas estarão nas mãos dos mesmos partidos fisiológicos que aumentaram sua participação na próxima legislatura. Terão de fazer concessão atrás de concessão para obter uma fatia do que foi pedido. A mais óbvia já foi feita, a de não colocar obstáculo à recondução de Lira. A contemporização com o criticado mecanismo das emendas do relator está no ar.

O fato de a primeira coisa a ser colocada pelo novo governo serem gastos é significativa e um mau prenúncio. Gastos públicos são música aos ouvidos do PT e aos do Centrão também. Os partidos fisiológicos furaram o teto porque ele não lhe convêm mais ou atrapalha seus esquemas políticos e econômicos. Isso também ocorreu com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a regra de ouro. Legendas camaleônicas que na confecção do orçamento inflavam receitas para ampliar despesas mudaram de roupagem quando o jogo também mudou e se indignaram quando o governo Dilma apresentou uma peça com déficit em 2014 (fruto do festival de gastos), para apoiar os governos seguintes, que só fizeram déficits atrás de déficits até 2021. Elas votaram em peso no teto de gastos que funcionou inteiro por três anos.

Há vários substitutos factíveis para o teto de gastos, ou mesmo sua manutenção com mudanças. As receitas combinam trajetória da dívida e sua calibragem com superávits para estabilizá-la em um número determinado de anos, ou a mesma coisa com a ajuda de um teto mais flexível. Outras tomam por base a situação estrutural das contas públicas, que retira os efeitos dos ciclos econômicos. São mais sofisticadas que o teto, mas o determinante de sua eficácia é político: a determinação do Executivo, seu prestígio político e capacidade de negociação.

Lula disse que foi fiscalmente responsável em seus dois mandatos, mas não abriu a boca para falar sobre os desastres de governos petistas nos 5 anos seguintes. Com apenas 2 milhões de votos a mais que Bolsonaro, o governo eleito terá de negociar mais, isto é, fazer mais concessões, tanto para aprovar projetos como ampliar sua base de apoio. Não é um bom ambiente para a austeridade.

Valor Econômico

A boniteza do sapo




Lula está no meio do caminho entre criar consensos ou provocar perigosa crise de confiança

Por William Waack (foto)

O grande teste para o presidente eleito Lula é conseguir pular a própria sombra. Não se trata apenas da sombra deixada pelos escândalos de corrupção do período petista no poder, um dos fatores essenciais para se entender a oposição ao novo/velho governante.

A grande sombra que Lula precisa pular é a da própria geração. É a que, na saída do regime militar, acreditou que a redemocratização e tudo o que se escreveu na Constituição automaticamente levariam à solução de desigualdade, miséria, ignorância, violência e doença.

Essa geração adotou um “contrato social” que fez subir constantemente os gastos sociais nas últimas décadas, não importando qual governo. Ocorre que o País quebrou tentando financiar esse estado de bem-estar social. É este o grande pano de fundo do debate em torno da PEC da Transição.

Ao se tentar entender como uma parcela relevante dessa geração – a atual velha-guarda do PT – orientou sua ação política é fundamental considerar o peso das ideias. Uma das mais centrais na formação dos dirigentes petistas é a que atribui ao Estado o principal papel nas transformações, sobretudo para transferência de renda como instrumento de combate à desigualdade.

A julgar pelo que se ouve da equipe de transição, o cerne desses postulados não se alterou.

Sucessivos pronunciamentos de Lula indicam que essa “visão de mundo” (aumento dos gastos sociais via impostos e endividamento) continua orientando a velha-guarda que o cerca.

Mas ela enfrenta uma questão crucial de difícil solução. Para ficar em apenas um aspecto, o do poder político, ele se alterou substancialmente, dificultando a ação do PT tanto em função do desequilíbrio entre os Poderes (Judiciário e Legislativo avançaram sobre o Executivo) quanto pela deterioração dos partidos políticos e a predominância do patrimonialismo no Legislativo.

A margem de manobra política diminuiu ainda mais por causa da amplitude da oposição extra parlamentar, talvez mais significativa que a parlamentar. Nos dois âmbitos tornou-se imperioso o salto rumo a um amplo.

Sabe-se que o sapo não pula por boniteza, mas por precisão. O pulo do sapo rumo à necessária frente ampla (entendida como “concertación” e não como ajuntamento de siglas sob a direção do PT) está neste momento no meio caminho entre criar uma rota de consenso para tirar o País da estagnação ou provocar uma perigosa crise de confiança. É enorme o tamanho da sombra de uma geração.

O Estado de São Paulo

Os "povos originários" de Lula




O uso da expressão em substituição a "indígenas" foi tomado de empréstimo, pelo presidente eleito, do Movimento ao Socialismo, o partido de Evo Morales. 

Por Humberto Vacaflor Ganam*

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou várias vezes que criará o Ministério dos Povos Originários. A última delas foi na 27ª Conferência das Partes da ONU para as Mudanças Climáticas, no Egito. “Os povos originários e aqueles que residem na região amazônica devem ser os protagonistas da sua preservação“, disse Lula na COP27.

O termo “originário”, contudo, não é de uso corrente entre os brasileiros. Embora o Dicionário Houaiss aceite o seu uso como “nativo do lugar onde se encontra” e como sinônimo de “indígena”, ele é empregado mais para dizer que alguém é proveniente de um lugar. Pode-se falar, por exemplo, do turista originário de Minas Gerais. A palavra, assim, aparece na linguagem popular normalmente com um complemento. Em seu novo emprego, difundido pelo presidente eleito, “originário” é um adjetivo com um fim em si mesmo. Nessa nova acepção, o termo ainda está engatinhando no Brasil, mas a palavra já tem uma larga trajetória em outros países da América Latina, principalmente em meu país, a Bolívia.

Engana-se, porém, quem pensa que seu uso sempre foi disseminado entre bolivianos. Por aqui, o uso da palavra “originários” para definir os povos indígenas tem sido promovido principalmente pelo governo do Movimento al Socialismo, (MAS), o partido de Evo Morales, com fins eleitorais, para se beneficiar de supostas diferenças raciais na população.

Desde que Morales assumiu o cargo, em 2006, ele decidiu colocar em prática os conselhos do venezuelano Hugo Chávez e mudar tudo o que havia na Bolívia, a começar pelo nome do país. De República da Bolívia, nos tornamos oficialmente o Estado Plurinacional da Bolívia. O presidente também criou uma nova bandeira, a whipala, com as mesmas cores do movimento LGBT internacional. Em vez de listras, o novo símbolo traz quadrados coloridos. Seu intuito não foi o de substituir a bandeira oficial, com as cores vermelho, amarelo e verde, e sim competir com essa.

Morales também se proclamou o “primeiro presidente indígena“, apesar de ter crescido na cidade e de falar apenas o espanhol. Ao mesmo tempo, ele resolveu chamar os indígenas de “originários“, proclamando-os como os primeiros donos do território que merecem gozar de privilégios. Como Lula, Morales ignorou que o adjetivo normalmente é completado com algum substantivo de lugar: originário das serras, dos vales, das selvas etc. Mas ficou por isso mesmo. Além disso, quando Morales menciona os “originários”, ele comete um erro de concordância, pois fala em “povos originárias“, unindo um termo masculino a outro feminino. A questão só não suscita mais críticas porque o político comete muitos outros erros ao falar o espanhol.

Mas dar a essa palavra o significado de “primordial” ou usá-la para se referir aos primeiros habitantes do território suscita muitas dúvidas.

No altiplano, o planalto que integra a Cordilheira dos Andes, os bolivianos que falam a língua quéchua descendem dos incas que chegaram do Peru no século XIII e, portanto, não poderiam ser chamados de “originários” no sentido de primigênios. E os que falam a língua aimará são descendentes de imigrantes que vieram se estabelecer ao longo do Lago Titicaca vindos de Copiapó, hoje território chileno. Os demais habitantes da Bolívia são como outros cidadãos do mundo: descendentes de migrações remotas e constantes.

O propósito de introduzir um elemento de divisão entre os bolivianos foi mais além. Na Constituição que foi alterada em 2009, abandonou-se o objetivo de criar uma “nação boliviana” e foi introduzida a ideia de um “Estado plurinacional”, mencionando 36 pequenas nações. O projeto de criação da nação boliviana foi diluído pelo propósito de estabelecer a sua divisão.

Curiosamente, a lista de nações inclui a dos “matacos“, que habitam as margens do rio Pilcomayo. Esse povo nômade vive da pesca do curimbatá. Para tanto, permanece seis meses do ano em território boliviano e seis meses em território paraguaio. Portanto, a rigor, o Estado Plurinacional da Bolívia teria 35 nações e meia. Um detalhe que não interessa ao Movimento ao Socialismo, MAS.

A ideia, afinal, estava dirigida a discriminar os mestiços, que representam 74% da população. Isso porque alguns desses povos originários têm o privilégio de eleger seus deputados no Parlamento nacional com pouquíssimos votos. São sete deputados dessas cidades, eleitos com menos de 300 votos cada, enquanto nos centros urbanos são necessários pelo menos 160 mil para ter um deputado. Nenhum opositor consegue acesso aos territórios onde vivem os povos “originários“.

Para além do interesse eleitoral, o MAS não fez absolutamente nenhum esforço para construir sua utopia plurinacional. As nações criadas em 2009 não têm constituições, assembleias, congressos ou o que quer que seja. São uma ficção eleitoral e nada mais.

Pois eis que essa invenção do MAS boliviano cruzou as fronteiras.

Os protestos no Chile em 2019, que colocaram em xeque a democracia e frearam o ritmo de crescimento desse país, contaram com a contribuição de assessores bolivianos, além de espanhóis. Agora, como é notório, o governo chileno não sabe como deter os índios mapuches, que querem criar uma república própria, a qual incluiria parte da Patagônia argentina, além da chilena. Sonham ainda em controlar os poços de petróleo e gás natural de Vaca Muerta, na Argentina. São “originários” muito originais.

O presidente peruano Pedro Castillo é um admirador declarado de Evo Morales, o que se reflete em sua atitude permissiva em relação às plantações ilegais de coca e na atitude racista que manteve em sua campanha contra os “não originários” — os brancos e habitantes de Lima.

O anúncio de Lula é uma novidade que não se esperava, pois a tendência “originária” está em crise, principalmente depois das denúncias de indígenas bolivianos afetados pela invasão de empresas chinesas nos rios da Amazônia. Os chineses importaram 700 toneladas de dragas e equipamentos de mineração no ano passado e converteram a Bolívia no maior importador mundial de mercúrio.

Os indígenas da região pedem socorro a todo o mundo. Eles até organizam torneios esportivos, com canoas, para chamar a atenção e mostrar como o mercúrio está envenenando seus rios e florestas. Tudo isso, apesar de o governo do MAS se declarar indígena.

São “originários” buscando alguém que os salve do governo “indígena”.

*Humberto Vacaflor Ganam é jornalista boliviano de Tupiza

Revista Crusoé

Golpismo: Trump e aliados vêm orientando os Bolsonaro sobre reação à vitória de Lula, diz The Washington Post




Golpismo: Trump e aliados vêm orientando os Bolsonaro sobre reação à vitória de Lula, diz The Washington Post.

Jason Miller, ex-assessor de Donald Trump, esteve com Jair Bolsonaro e o filho, Eduardo, no Palácio da Alvorada no ano passado. 

Eduardo Bolsonaro se encontrou com o ex-presidente dos EUA, com Steve Bannon e Jason Miller, segundo reportagem do jornal norte-americano. 

O jornal The Washington Post, dos Estados Unidos, afirmou que Eduardo Bolsonaro se encontrou com Donald Trump e que o ex-presidente americano teria aconselhado a família a contestar o resultado da eleição no Brasil. Em reportagem publicada nesta quarta-feira, 23, o Post diz que a reunião do “filho 03″ do presidente Jair Bolsonaro (PL) com Trump aconteceu no ‘Mar-a-Lago’, resort de luxo que pertence ao republicano, em Palm Beach, na Flórida, depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.

Steve Bannon, ex-estrategista de Trump que já foi preso e recentemente condenado por obstruir a investigação sobre o ataque de 2021 ao Capitólio, confirmou que conversou com Eduardo Bolsonaro no Estado do Arizona. Bannon declarou ao Post que o assunto foi “a força das manifestações pró-Bolsonaro e potenciais desafios sobre o resultado eleitoral no Brasil”.

A reportagem, assinada pelas jornalistas Elizabeth Dwoskin e Gabriela Sá Pessoa, aponta que aliados e conselheiros do atual chefe do Executivo estão divididos sobre os “próximos passos”. Enquanto alguns recomendam a contestação imediata do resultado, outros querem “uma guerra global em defesa da liberdade de expressão”.

Alegação de censura

Jason Miller, ex-assessor de Trump, também confirmou que almoçou com o deputado Eduardo Bolsonaro na Flórida e que eles discutiram “a censura digital e a liberdade de expressão”. Outros encontros de pessoas próximas de Bolsonaro com conselheiros de Trump vêm ocorrendo, além de ligações, segundo a notícia, intitulada “Trump auxilia Bannon e Miller a aconselhar os Bolsonaro nos próximos passos” - em tradução livre.

O Post procurou Donald Trump e Eduardo Bolsonaro para comentar a reportagem, mas nenhum dos dois respondeu. O texto também afirma que a tentativa de Bolsonaro e de seu partido, o PL, de contestar o resultado do segundo turno na Justiça “provavelmente falhará, mas pode encorajar apoiadores”, citando que muitos eleitores do atual presidente seguem em manifestações e vigílias em várias cidades do Brasil.

“Manifestantes já foram fotografados segurando cartazes nos quais se lia #BrazilianSpring e #BrazilWasStolen, em inglês, mostrando grande ligação entre os movimentos de direita nos dois países”, afirma o texto, em referência aos termos “primavera brasileira” e “o Brasil foi roubado” que aparecem em protestos de rua e publicações de redes sociais de apoiadores de Jair Bolsonaro desde a derrota eleitoral para Lula.

O Estado de São Paulo

As mulheres merecem mais espaços na política

 em 25 nov, 2022 8:19

Adiberto de Souza


Passados 90 anos da conquista do voto feminino, as mulheres continuam com pouca representação na política. Embora representem quase 50% dos filiados de todas as legendas, elas ficam com apenas 30% das vagas nas chapas proporcionais. E isso só ocorre porque os “donos” dos partidos são obrigados a respeitar o percentual mínimo imposto pela lei. O resultado das últimas eleições em Sergipe mostrou como é grande a desigualdade: dos 24 deputados estaduais eleitos, apenas cinco são mulheres. é importante que a sociedade organizada defenda que haja uma maior representação feminina nos parlamentos e governos. Também é preciso condenar o surrado argumento de que “elas naturalmente não se interessam ou não sabem fazer política”. Isso não passa de um preconceito a ser combatido por todos. Alguém já disse, com razão, que a presença feminina no meio político traz benefícios para todo o conjunto da população, além de contribuir para se alcançar a igualdade de gênero, algo essencial na sociedade machista em que vivemos. Misericórdia!

Briga pelo cargo

O empresário Marcos Andrade divulgou nota informando que ele é o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE). Segundo o comunicado, “a entidade está adotando as medidas cabíveis junto às autoridades policiais e ao Poder Judiciário sobre a questão envolvendo um suposto autointitulado presidente da Federação”. Por fim, a nota revela que a Fecomércio aguarda as medidas legais cabíveis em torno da celeuma criada por um grupo dissidente. Creindeuspai!

Eleição na Assembleia

A executiva do Republicanos em Sergipe se reúne hoje com as suas três deputadas estaduais eleitas Áurea Ribeiro, Carminha Paiva e Gildiane Lucena. A reunião visa discutir a participação da legenda na futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. No encontro, agendado para um restaurante da Orla de Atalaia, os republicanos também vão tratar sobre a participação da sigla no governo de Fábio Mitidieri (PSD), já que faz parte da base governista e, portanto, ajudou a elegê-lo. Esta informação foi publicada no site Faxaju pelo jornalista Diógenes Brayner.

Trocando experiências

Até amanhã, um grupo de políticos sergipanos bate pernas pela Inglaterra. Estão participando de um encontro de lideranças, promovido pela Fundação Lemann, na Universidade de Oxford, o governador eleito Fábio Mitidieri (PSD), o senador Alessandro Vieira (PSDB) e a vice-governadora Eliane Aquino (PT). A esposa de Fábio, Érica Mitidieri, também compõe a caravana. Visando criar um espaço de diálogo e troca de experiências, o evento reúne membros da sociedade civil, pesquisadores e lideranças públicas de todo o mundo. Aff Maria!

Montando o time

Até o fim de dezembro, o governador eleito Fábio Mitidieri (PSD) ocupará parte do tempo montando o time que o ajudará a tocar o Executivo. Alguns dos auxiliares do atual governo devem ser confirmados nos cargos, porém a maioria será exonerada, muitos por não se enquadrarem no perfil político de Mitidieri. Portanto, até que o novo secretariado seja oficialmente anunciado, as especulações continuarão, com nomes sendo “plantados” na imprensa por quem deseja ser lembrado nessa hora pelo governador eleito. Só Jesus na causa!

Moeda de troca

Alguns deputados estaduais aproveitam a eleição da Mesa Diretora da Assembleia para negociar indicação de nomes ao 2º escalão do governo e a cargos comissionados. Interessado em eleger aliados mais chegados para comandar o Legislativo pelos próximos dois anos, o Executivo sempre ouve e analisa cada reivindicação parlamentar. O contribuinte não ganhará nada com esse jogo de interesse entre os dois poderes, embora financie a moeda de troca usada pelo governo para eleger a Mesa Diretora de sua preferência. Marminino!

Conhecendo o Senado

O senador eleito Laércio Oliveira (PP) participou do seminário Conhecendo o Senado. O encontro visou apresentar a estrutura da Casa aos novos senadores e suas equipes. Ao longo dos três dias, foram proferidas palestras para que os novos parlamentares e seus auxiliares ficassem sabendo um pouco mais sobre o funcionamento do Senado. As equipes e senadores também ficaram por dentro dos detalhes para a solenidade de posse, que deverá ocorrer no início de fevereiro. Ah, bom!

A coleção do padre

Uma grande paixão do prefeito de Socorro, Padre Inaldo (PP), é colecionar miniaturas de bois e de carros antigos. Segundo ele, a sua coleção já conta com 79 réplicas de veículos e de 15 bois feitos em resina. O padre confessa que, apesar de ser apaixonado por todas as peças da coleção, ele é mais apegado ao Jeep 1960 por ser “exatamente o mesmo modelo e cor do carro que meu pai tinha quando eu era criança”. Portanto, quem quiser presentear o prefeito socorrense pode lhe oferecer uma miniatura de carro ou de boi. Então, tá!

Ministro da Eucaristia

Tem muita gente apostando que, dessa vez, Sergipe emplacará um ministro no governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ressalte-se que nos governos anteriores do “Barba” e de Dilma Rousseff (PT) nenhum sergipano foi indicado para um ministério. Pelas esquinas há quem defenda que a direção estadual do PT solicite à Igreja Católica a indicação de um petista ilustre como ministro da Eucaristia. Pelo menos, teria uma pessoa da confiança do partido distribuindo a comunhão nas missas de domingo. Home vôte!

Diabo encarnado

O diabo da peça teatral Alto da Compadecida, de Ariano Suassuna, é um sujeito dissimulado. Embora tenha a cara do mal, esforça-se para mostrar que é honesto, um santinho do pau oco? Fala, fala e não explica porque prefere viver nas sombras, armando falcatruas na calada da noite, tocaiando as vítimas para apunhalá-las pelas costas. Por mais que tente disfarçar, o diabo não consegue esconder a cara de mal, a baba peçonhenta e o cheiro de enxofre. Tem gente igualzinha ao demônio que, fantasiado de político, entra em nossas casas sem ser convidado. Cruz, credo!

Grana na mão

A Prefeitura de Aracaju paga hoje os salários dos servidores referentes a este mês. Já no próximo dia 15, a municipalidade depositará o valor da folha de pessoal de dezembro, além da segunda parcela do 13º salário. O pagamento do salário em dia tem sido honrado pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) desde janeiro de 2017, primeiro mês do seu mandato anterior. Além disso, a administração vem mantendo o pagamento antecipado da primeira parcela do décimo terceiro salário e férias. Supimpa!

INFONET

Após golpe frustrado só resta a cadeia para Bolsonaro, Valdemar e Cia

em 25 nov, 2022 4:04


Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Faltam apenas cinco dias para completar um mês do resultado eleitoral do 2º turno que elegeu Lula futuro presidente do Brasil. De lá para cá o que vê é um percentual dos eleitores bolsonaristas, aqueles da extrema-direita, em frente aos quartéis pedindo um golpe e uma intervenção militar. 

E para completar a ação insana do PL, comandada pelo ex-presidiário Valdemar Costa Neto mostrou como essa turma que está no poder é antidemocrática e irresponsável. E de quebra mostra o valor que o bolsonarismo dá ao voto: quando os votos não são favoráveis a Jair Bolsonaro, então não valem nada.

A ação irresponsável dos golpistas através do PL serviu apenas para reiterar a lisura do sistema eleitoral brasileiro. Falta apenas vergonha na cara para Bolsonaro, Valdemar e cia reconhecerem a derrota. O problema do resultado eleitoral não passa por contestação, passa pela falta de caráter destes extremistas.

Bolsonaro queria “salvo conduto”. Não conseguiu.

 Percebe-se que não são os 58 milhões de votos que Bolsonaro teve. É uma parte de radicais que beiram à loucura, pedindo até a intervenção por meio dos alienistas. Estes insanos são minoria e, a maioria do eleitorado de Bolsonaro, aceitou o resultado democrático das urnas. Para a minoria, que está cometendo crimes, inclusive os empresários, que financiam e torcem pela guerra civil, só restará a cadeia.

 A culpa não é apenas deles. Bolsonaro, o extremista de direita, homofóbico e genocida se “aquartelou” no Palácio estimulando os amigos e militantes para continuarem com os atos criminosos. Estimula um confronto civil, mas na verdade a intenção dele é barganhar uma espécie de “salvo conduto” para todo o clã. Seria mais ou menos assim “você garante que não vão mexer com a gente (toda família) que eu vou pedir para o meu gado, digo povo, ir para casa e respeitar o resultado eleitoral.”

 Será que os extremistas que estão em frente aos quartéis sabem que estão sendo usados como barganha pelo mercenário Bolsonaro na tentativa de livrar ele e toda família?

Bolsonaro tacanho, extremista e sem condições de exercer as funções presidenciais

 Bolsonaro contesta as urnas que o elegeram em 2018. É inapto para as funções presidências. É um filhote da ditadura que não tem compromisso com a democracia. Jamais foi um presidente de verdade e não seria agora que ele reconheceria uma derrota eleitoral.

 Ao contrário de muitos o blog acredita que os tempos sombrios foram vividos nos últimos quatro anos. Se Lula tiver consciência do papel dele fará realmente um governo de coalização, com Alkmin, Tebet e companhia. O PT será apenas mais um dos partidos do governo, sem privilégios. Só assim o Brasil retornará a Paz e a polarização se dissipará ao longo de dois anos. Os brasileiros são irmãos, nunca se viu um acirramento eleitoral tão baixo que separou famílias, amigos e até pessoas de suas igrejas.

 

Em frente aos quartéis movimento é golpista e antidemocrático Ainda bem que a maioria que votou em Bolsonaro não é extremista como alguns golpistas que vão completar um mês em frente aos quartéis. O movimento financiado pela elite empresarial é golpista e pede intervenção. Se o Brasil estivesse na ditadura militar como defendem estes extremistas, eles não teriam passado um dia em frente aos quarteis, estariam sim, dentro dele nos porões escuro sendo torturados. Se o movimento fosse ordeiro e pacifico respeitaria o resultado democrático das eleições. Democrático e corajoso era Xavier, o nosso herói Tiradentes. Hoje, são pessoas frustradas, extremistas e que pensam no individual. Cadeia para todos!

PP e Republicanos rejeitam ação do PL e dizem que vitória de Lula não pode ser contestada Uma prova da insanidade. PP e Republicanos, aliados do PL cai fora e dizem que vitória de Lula não pode ser contestada. Aqui:  

https://www.estadao.com.br/politica/pp-e-republicanos-rejeitam-acao-do-pl-e-dizem-que-vitoria-de-lula-nao-pode-ser-contestada/

 

Nota de Esclarecimento Fecomércio/SE O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE), Marcos Andrade, diante dos recentes fatos, vem informar que a entidade está adotando as medidas cabíveis junto às autoridades policiais e ao Poder Judiciário, instituições que gozam da mais absoluta confiança da sociedade sergipana, acerca da questão envolvendo um suposto autointitulado presidente. Portanto, aguarda as medidas legais cabíveis para a celeuma criada por um grupo dissidente.

 Fecomércio/SE: o problema não é apenas judicial E ontem, 24, o blog recebeu diversos e-mails e mensagens de funcionários que fazem parte do sistema S em Sergipe (Sesi, Senac, Sebrae, Senai, entre outro), mostrando que os problemas estão bem acima da questão judicial de uma nova eleição determinada para a direção da Fecomércio/SE.

Demissões Para se ter uma ideia quem não reza na cartilha e não quer entrar na política podre que se instalou nas entidades o trabalho de anos não é levado em conta. Um funcionário exemplar foi demitido com 29 anos de trabalho aos 54 anos de idade. Tudo para colocar no cargo dele uma pessoa mais jovem e com compromisso político. E foi relatado uma “leva” enorme de comissionados no Senac, mas adiante o blog tocará no assunto.

 

Turismo Sergipe: agora vai. Latam terá 400 voos extras durante o Verão para o Estado. Este jornalista mordeu a língua criticando a Pasmaceira da área em SE… PERE AÍ… EITA…O blog leu errado… Os voos são para a Bahia... Arrepare Abestado! Tenha esperança Não!

Potencial de Sergipe O potencial turístico de Sergipe é espetacular. Os sergipanos que conhecem a fundo este Estado sabem disso. Falta uma política de turismo séria, sem amizades, apadrinhamentos e politicagem. Ontem, 24, o blog recebeu muitos relatos de funcionários da Secretaria de Turismo, algo muito constrangedor.

 

Da plantação e da factoring E ninguém se engane, se tem um espaço que tem coragem de falar sobre plantação e de factoring para trocar “cheques” é este aqui. Aliás, nada que um bom papo à beira do Velho Chico para desnudar os poderosos esquemas que fazem alguns enriquecerem da noite para o dia. Só tomando um chá de maracujá, para acalmar os nervos…

Filha de Lula “desbloqueada” Após repercussão negativa sobre o bloqueio da filha de Lula, Lurian, das redes sociais do senador Rogério, PT, ontem mesmo, 24, a assessoria do senador petista fez o desbloqueio. Foi quase uma semana. O motivo? Calma, apressado a história é longa, digna de uma novela mexicana…

INFONET

Coordenador anuncia operação para prender lideranças golpistas, mas depois se arrepende

Publicado em 24 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Coordenador da PRF promete 'ação bem forte' contra bloqueios

Vasconcellos anuncia a operação antes de ter autorização

Patrik Camporez
O Globo

O coordenador de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Cristiano Vasconcellos, afirmou na tarde desta quarta-feira (23) que a corporação realizaria uma “grande operação” para prender participantes de atos antidemocráticos. Horas depois, porém, o policial voltou atrás e disse que tal ação ainda estava em planejamento.

– Nas próximas horas, nós vamos deflagrar uma grande operação para prender alguns líderes, junto com a Polícia Judiciária – afirmou o servidor, em entrevista ao Portal Uol.

AÇÕES EM SIGILO – As polícias mantêm suas ações em sigilo, para impedir a fuga de eventuais alvos. A declaração foi dada durante uma missão de Vasconcellos ao Mato Grosso, um dos estados que mais registrou bloqueios de estradas provocados por atos antidemocráticos. Ainda durante a entrevista, Vasconcellos disse que a Diretoria de Inteligência da PRF foi a campo para fazer um levantamento das lideranças das manifestações.

– No Mato Grosso[…], já identificamos mais de 50 pessoas que de alguma forma estão contribuindo para as manifestações, ou como liderança, ou com dinheiro, infraestrutura ou pneus. E isso tudo está sendo encaminhado para as polícias judiciárias para, posteriormente, termos os mandados de prisão e efetuarmos as prisões — acrescentou.

Diante da repercussão negativa, o policial recuou. De acordo com o UOL, após a entrevista, o próprio Vasconcellos procurou o portal para esclarecer que a operação estaria em fase de planejamento. Procurada pelo GLOBO, a PRF apenas disse que “não comenta sobre o planejamento de operações”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O coordenador é uma besta. Para prender sem flagrante delito, é preciso uma ordem judicial, que ainda está sendo providenciada. A entrevista deveria ser “Polícia Rodoviária prepara-se para prender líderes das manifestações”. Se isso fosse divulgada, as manifestações logo se esvaziariam.


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