segunda-feira, outubro 17, 2022

Devolver a esperança aos jovens será o ponto mais importante nos lances finais da campanha

Publicado em 17 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

76% dos jovens e das jovens têm vontade de deixar o país

Pedro do Coutto

Sem dúvida, devolver e redespertar a esperança na juventude de 15 a 29 anos será o ponto mais importante nesta chegada das eleições presidenciais. Com base numa pesquisa importante do Datafolha, o repórter Fernando Canzian publica matéria de página inteira na edição deste domingo da Folha de S. Paulo, revelando que 76% dos jovens e das jovens têm vontade de deixar o país, e tal disposição só pode ser explicada, a meu ver, pela falta de expectativa que, como uma sombra, retira o entusiasmo das pessoas.

É fundamental, portanto, que o presidente a ser eleito no dia 30 tenha como objetivo reviver um tempo de esperança, sem o qual é impossível qualquer projeto de levar o Brasil a uma etapa efetiva de desenvolvimento econômico e social.

DIZIA JUSCELINO – Política, acima de tudo, é esperança, como dizia com grande clareza o presidente Juscelino Kubitschek. Essa esperança está faltando nos dias de hoje num impulso negativo produzido por vários fatores, o primeiro dos quais a falta de um projeto concreto de governo.

Neste caso, a responsabilidade maior é do presidente Jair Bolsonaro que ao longo de quatro anos não conseguiu formular um projeto chamado Brasil, voltado tanto para o presente quanto para o futuro. A fala de tal projeto que também ocorreu ao longo do governo Dilma Rousseff, principalmente em seu segundo mandato que culminou com o impeachment, é essencial e insubstituível para qualquer tentativa efetiva de progresso.

SEM PROJETO -Atualmente, por exemplo, o projeto econômico e social da Administração, baseia-se no assistencialismo do Auxílio-Brasil, do vale-caminhoneiro e do vale-taxista; transferências de renda concedidas pelo Estado a grupos tanto em extrema situação de pobreza quanto sob a forma de conquista de votos nas urnas.

Esquece-se o mercado de trabalho, não se considerando uma informalidade de 39%, o que impedirá a aposentadoria pelo INSS dos que trabalham sem vínculo empregatício, e que também não estão inclusos no FGTS.

Fernando Canzian destaca que para a juventude praticamente na mesma proporção do desânimo, os jovens e as jovens acreditam que daqui para frente o Brasil permanecerá em situação semelhante a do presente. Quanto mais jovem for a pessoa, maior é sua vontade de deixar o Brasil.  

PERDAS – Esse fenômeno, assinala a matéria, começou a ocorrer  de 2014 a 2016, período Dilma Rousseff, em que os jovens trabalhadores e trabalhadoras perderam 26% de sua renda anterior ao período, e a taxa de desocupação entre os de 18 a 24 anos estava em 19,3%. De outro lado, um levantamento do Departamento do Instituto de Pesquisas Educacionais (Instituto Anísio Teixeira)  mostra que a taxa de abandono no ensino dobrou em 2021.

Eis aí, portanto, a disposição tanto de Lula quanto de Bolsonaro, dados que devem ser focalizados com destaque no debate do dia 28, na TV Globo. Fica o tema, portanto, para a última etapa da campanha, uma vez que o debate na Globo e na GloboNews será realizado dia 28, na antevéspera das urnas.

Os jovens também se queixam dos baixos salários atualmente oferecidos pelo mercado de trabalho. Com isso, não se realiza a redistribuição de pelo menos 10% do capital para o trabalho. Pelo contrário, através do Auxílio Brasil, como por intermédio do antigo Bolsa Família, o Palácio do Planalto está estatizando a mínima transferência de renda que o programa proporciona, embora esse mínimo de transferência seja essencial para fazer com que milhões de pessoas escapem  do processo de fome ainda mais intenso do que aquele em que se encontraram ao longo dos meses.

PESQUISAS – Os ataques desfechados por setores do governo contra os institutos de pesquisa, no caso o Datafolha e o Ipec, são absurdos na medida em que pedem investigações policiais absolutamente ineficazes, como acentua numa longa exposição no caderno Ilustríssima da Folha de S. Paulo de ontem, o professor Antonio Lavareda. Basta ver o seguinte, o Datafolha apontou 50% dos votos para Lula no primeiro turno.

Ele obteve 48,4%. O erro, portanto, foi de 1,6% e a colocação dos candidatos foi certa. O Ipec apontou 51% A diferença aí foi um pouco maior, mas dentro de uma faixa aceitável. Não houve grande choque com a realidade. Os fatos comprovam a afirmação. Mas em São Paulo, aí houve erros efetivos. Os dois institutos apontaram a chegada em primeiro lugar de Fernando Haddad com Tarcísio de Freitas em segundo.

Aconteceu o oposto. O resultado, portanto, influi no cálculo geral das pesquisas, impedindo que as previsões se confirmassem. É verdade que as diferenças separaram o primeiro do segundo turno, daí a dimensão do equívoco se tornar maior.

ABSTENÇÃO –  O professor Antonio Lavareda, na minha opinião, poderia se restringir a essa diferença na legítima defesa que fez do Datafolha e do Ipec. Mas ele se estendeu nos cálculos, invocando taxa de abstenção e os votos válidos como pontos fundamentais das diferenças verificadas. Não é necessário.

A abstenção e o cálculo dos votos válidos estão embutidos naturalmente nas pesquisas de intenção de voto. A abstenção no Brasil, acentuo mais uma vez, refere-se mais à taxa de mortalidade e situações incapacitantes ocorridas entre o último cadastramento do TSE e as eleições que se realizam. As famílias dos que falecem (índice anual em cerca de 0,7%) em sua grande maioria não dão baixa nos títulos junto à Justiça Eleitoral.

FAVORITISMO – O maior índice de abstenção decorre deste fato e também no problema da hospitalização nas proximidades dos pleitos. Agora mesmo, reportagem de Eduardo Cucolo, Folha de S. Paulo de ontem, destaca com base em outra pesquisa do Datafolha que, apesar do Auxílio Brasil ter aumentado de R$ 400 para R$ 600, a maior parte dos que o recebem manifestaram-se em favor de Lula e não de Bolsonaro.

No momento, a diferença é de 62 pontos contra 33, e subiu 7% em relação à pesquisa realizada entre 5 e 7 de outubro. A atual pesquisa foi realizada oito dias depois. Portanto, entre 13 e 14 deste mês. Logo, verifica-se que a divisão do eleitorado por renda familiar não se encontra somente no aumento de um benefício. Suas razões são mais amplas.

Enquanto sobra dinheiro para promoção pessoal do prefeito e seu conluio, falta dinheiro para saúde em Jeremoabo.

 

                                               Foto Divulgação


No Brasil, a saúde pública está prevista na Constituição Federal como um dever do Estado (artigo 196) e como um direito social (artigo 6º), ou seja, um direito que deve ser garantido de forma homogênea aos indivíduos a fim de assegurar o exercício de direitos fundamentais.

Com o objetivo de garantir esse direito, a Constituição Federal atribuiu à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios a competência de cuidar da saúde pública. Isso significa que, dentro de um sistema único, cada esfera do governo terá um órgão responsável por executar e administrar os serviços destinados à saúde local.

Para o atual prefeito de Jeremoabo o dinheiro que chega para saúde serve para fazer politicagem, para conformar essa informação basta assistir os vídeos da Cãmara de vereadores onde os edis denúncia a política desumanha com a distribuição de autorização para exemas e até para uma simples consulta.

Situação pior é de quem reside na Zona Rural, onde o gestor faz politicagem com o Transporte que deveria servir para   todos os doentes e não apenas para os seus eleitores, ato irreponsável e covarde.

Cito como um dos exemplos o caso da paciente ANA MARIA CARDOSO DE JESUS VARJÃO, que toda vez que necessita de retorno para TRATAMENTO ESPECIALIZADO EM SALVADOR,  enfrenta uma  "via crucis", o martírio tem início no Povoado Água Branca Zona Rural de Jeremoabo; existe um veículo pago pelo Município para deslocamento de pessoas que necessitam de atendimento médico, só que esse veículo nunca atende as necssidades da paciente, tendo que arcar com as despesas as suas custas, já que não consegue exito para ser transportada até Jeremoabo.

A senhora Ana  Maria está sendo submetida a TRATAMENTO MÉDICO ESPECIALIZADO FORA DE DOMICÍLIO,  só pode continuar o tratamento através do SUS, isso porque até um imóvel que possuia já desfez para arcar com as despesas negada pela gestão municipal de Jeremoabo.

Recentemente até para submeter-se a um simples exame no Laboratório Anaclise em Jeremoabo, obrigou-se a aranjar R$ 150,00(cento e cinquenta reais)concernente pagamento de transporte do Povoado Água Branca até Jeremoabo.

O prefeito e seu conluio aproveita da falta de cultura do povo mais humilde para praticar tamanha barbabaridade. não sabendo o energúmeno que está cometendo ABUSO DE AUTORIDADE E QUE O PREJUDICADO TEM DIREITO A REQUERER NA JUSTIÇA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.

Enquanto isso, o prefeito e seu conluio estoura o dinheiro público para auto promoverem-se, caso esse já levado ao conhecimento do Ministério Público


Faroeste: STF nega pedido da Bom Jesus Agropecuária para anular decisão do CNJ

 Segunda, 17 de Outubro de 2022 - 09:00

por Cláudia Cardozo

Faroeste: STF nega pedido da Bom Jesus Agropecuária para anular decisão do CNJ
Foto: Divulgação

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da Bom Jesus Agropecuária para anular uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), envolvendo a disputa de terras no oeste baiano. A empresa está envolvida nas investigações da Operação Faroeste.


Através de uma reclamação, a Bom Jesus Agropecuária pediu a anulação da decisão proferida pelo conselheiro Richard Pae Kim, por “suposto desrespeito” ao decidido pelo STF em dois mandados de segurança e uma reclamação, de relatoria do ministro Lewandowski. O conselheiro permitiu o ingresso de terceiros no procedimento em trâmite no CNJ.


A empresa é autora de um pedido de providências no CNJ, que pretende anular a Portaria 105/2015, da Corregedoria das Comarcas do Interior do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que teria dado posse das terras ao grupo do quase-cônsul da Guiné Bissau, Adailton Maturino, e do borracheiro José Valter Dias.


O CNJ chegou a determinar o cancelamento da referida portaria e ordenou o envio da decisão ao Ministério Público Federal (MPF) diante dos indícios da prática de crimes. Após o julgamento, Dirceu Di Domenico e João Antônio Franciosi alegaram que haviam adquirido parte da área, de mais de 300 mil hectares, e pediram ingresso na ação, o que foi negado pela relatora da época, conselheira Maria Tereza Uille. Como os pedidos foram negados no CNJ, Dirceu Di Domenico e João Antônio Franciosi impetraram mandados de segurança no Supremo para anular a decisão do CNJ sobre o cancelamento da portaria do TJ-BA. Lewandowski havia negado os pedidos dos autores e manteve a decisão do CNJ. 


Ocorre que, após quase dois anos desses fatos, Dirceu Di Domenico e João Antônio Franciosi voltaram a pedir para participarem do processo que tramita no CNJ. Segundo a petição da Bom Jesus Agropecuária, “de forma surpreendente”, o atual relator do caso no Conselho Nacional de Justiça, conselheiro Richard Pae Kim, entendeu que Di Domenico e Franciosi “possuem interesse jurídico em compor o feito”, o que para a empresa afronta às decisões do Supremo. 


Ao negar o pedido da Bom Jesus Agropecuária, Lewandowski afirmou que a autoridade do Supremo não foi desrespeitada em nenhuma decisão do CNJ, de modo a permitir que ele acate o pedido da empresa. “Além disso, ao entender que inexistia nulidade no acórdão proferido em pedido de providências, esta Suprema Corte, em nenhum momento, impediu o CNJ de admitir, posteriormente, terceiros interessados naquele procedimento ou, ainda com mais razão, em procedimento subsequente e de espécie diversa”, assinou o ministro relator no despacho. Lewandowski ainda acrescentou que a tese apresentada pela Bom Jesus Agropecuária implica em “salto hermenêutico completamente dissociado da realidade processual das decisões indicadas como desrespeitadas”. 

Bahia Notícias

Valmir deve voltar a apoiar Rogério

 em 17 out, 2022 8:25

Adiberto de Suza

Após ter negada liminar e seguimento da ação rescisória propondo a validação dos 457.922 votos que teve no último dia 2, o caminho natural de Valmir de Francisquinho (PL) é voltar a apoiar o candidato a governador Rogério Carvalho (PT). Na verdade, ele só recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral por conta da pressão dos PTB e Patriotas, integrantes da coligação “O Povo Quer” insatisfeitos com o seu apoio ao petista. Desde o princípio, Valmir sabia que era quase impossível lograr êxito nesta nova empreitada jurídica, porem se ele não recorresse ficaria mal com os aliados e, principalmente com o seu fiel eleitorado. Diante da decisão do ministro Ricardo Lewandowski negando andamento da ação rescisória, Francisquinho vai alegar que não é tucano para ficar em cima do muro e, portanto, votará em Rogério. Ademais, ele dorme e acorda sonhando em derrotar o candidato a governador Fábio Mitidieri (PSD). Não há quem tire da cabeça do líder itabaianense que o pessedista foi o grande responsável pelo naufrágio de sua candidatura ao governo. Agora, sem qualquer chance de disputar o 2º turno, Valmir vai trabalhar dia a noite para derrotar o governista. Quem viver, verá!

Desce do muro

A candidata derrotada ao Senado, delegada Danielle Garcia (Pode), concede hoje, entrevista coletiva para anunciar quem apoiará – ou não – agora no 2º turno das eleições para o governo de Sergipe. Embora seja a presidente do partido em Sergipe, a fidalga não seguiu de imediato a decisão dos filiados, que desde a semana passada apoiam o candidato a governador Fábio Mitidieri (PSD). Ela pediu mais tempo para pensar e só agora vai anunciar em quem votará no próximo dia 30. Na disputa pela única vaga para o Senado Danielle Garcia teve 206.135 votos, sendo a quarta mais votada num pleito vencido por Laércio Oliveira (PP). A coletiva está marcada para às 7h20, num hotel da Orla de Atalaia. Ah, bom!

Valdevan com Rogério

Cassado por abuso do poder econômico e político nas eleições de 2018, o ex-deputado federal Valdevan Noventa (PL) anunciou seu apoio ao candidato a governador Rogério Carvalho (PT). “O povo sergipano quer mudança, quer mais saúde, mais segurança, mais educação, mais emprego e mais oportunidade. Estou com Rogério Carvalho para governador”, escreveu o ex-palamentar bolsonarista no instagram. O apoio de Noventa chega dias após o aliado político dele e também eleitor de Bolsonaro, deputado federal Bosco Costa (PL), também ter anunciado apoio ao petista. Danôsse!

Volta à Assembleia

Após ter sido condenado por abuso do poder econômico e cassado, em junho passado, Talysson de Valmir (PL) vai reassumir o mandato de deputado estadual amanhã. Parlamentar mais votado no pleito de 2018 (42.046 votos), Talysson foi condenado em 2019 pelo Tribunal Regional Eleitoral, tendo recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral, que confirmou a inelegibilidade e determinou a sua imediata cassação. No lugar do deputado cassado assumiu Robson Viana (PT). Diante de um novo julgamento no TSE inocentando o político do PL, o petista perde o mandato. Aff Maria!

Trocando figurinhas

Mesmo apoiando presidenciáveis diferentes, o candidato a governador Rogério Carvalho (PT) e o prefeito de Itabaiana, Adailton Sousa (PL), não escondem a afinidade política. Durante o culto de celebração pelos 90 anos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Sergipe, os dois passaram a maior parte do tempo trocando figurinhas. Desde que o ex-prefeito itabaianense Valmir de Francisquinho (PL) foi retirado da disputa para o governo, Rogério recebeu o apoio do PL, inclusive de Adailton. E assim caminha a humanidade!

Prefeitos marajás

Os prefeitos que reclamam da crise financeira dos municípios sergipanos são os mesmos que, caladinhos, embolsam salários de marajás. Boa parte destes gestores recebe salários superiores a R$ 20 mil, além de outros imorais benefícios, como a gorda verba de representação, usada ao bel prazer dos indigitados. Enquanto os prefeitos esbanjam regalias, a população que os elegeu sofre com a falta de educação, saúde, segurança, moradia, comida, etcétera e tal. Pior é que parte do povo passa quatro anos reclamando, mas na hora de votar vai à urna e reelege o prefeito criticado. Marminino!

Suspeita de perseguição

O Tribunal de Contas de Sergipe estaria usando de perseguição política para punir servidores comissionados? Esta é uma pergunta que aquela Corte de Contas precisa responder, principalmente após uma servidora ter sido devolvida justo no dia em que o partido do irmão dela anunciou apoio ao candidato a governador Rogério Carvalho (PT). Coincidência ou não, a portaria dispensando a comissionada Edna Quitéria do Amorim Costa foi publicada no Diário Oficial do TCE no último dia 11, portanto, 24 horas após o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL), anunciar seu apoio ao candidato do PT. Edna é irmã do presidente estadual do PL, Edvan Amorim. Só Jesus na causa!

Belivaldo quer vencer

Veja o que publicou no Jornal da Cidade a amiga Thaís Bezerra: “O governador Belivaldo Chagas (PSD) tem feito das tripas coração para eleger seu candidato Fábio Mitidieri (PSD). Além do prazer da vitória, o pessedista não quer entrar para a história como o governador que não fez seu sucessor. A última vez que um gestor de Sergipe perdeu para a oposição foi em 2006, quando João Alves Filho (DEM) tentou se reeleger e foi derrotado pelo jovem Marcelo Déda (PT). Depois disso, o petista se reelegeu em 2010, o seu vice Jackson Barreto (MDB) assumiu o governo com a morte de Déda, se reelegeu em 2014 e elegeu Belivaldo em 2018. Essa escrita pode ser quebrada no próximo dia 30, caso o senador Rogério Carvalho (PT) derrote Mitidieri”. Home vôte!

Leis em excesso

O cidadão comum está regulado por milhares de leis e artigos que desconhece. O resultado disso é uma grave contradição, pois o princípio básico do direito brasileiro diz que a pessoa não pode alegar desconhecimento da lei para se eximir de responsabilidade. Para alguns juristas, a competição de parlamentares é a principal razão para os abusos legislativos, que vão além da função ordenadora das leis. Os nossos deputados e senadores querem ganhar o jogo de quem apresenta mais projetos e o resultado dessa disputa medíocre é a aprovação de leis de todo tipo para todos os gostos, causando uma enorme confusão na cabeça do contribuinte. Creindeuspai!

Falsos profetas

Com as devidas exceções, os pastores e padres que insistem para os fiéis irem às igrejas estão preocupados mesmo é com as finanças do rentável negócio da fé. De olho no dizimo dos incautos, estes falsos profetas usam o nome de Deus para pressionar as pessoas a baterem ponto nos templos religiosos, de preferência levando um dinheirinho que irriga os bolsos dos reverendos. Aos católicos e evangélicos cabe não acreditar em hipócritas, que receitam água do pote para curar o câncer. Portanto, antes de escutar estes embusteiros, é mais saudável para a alma ouvir Gilberto Gil: “Se eu quiser falar com Deus/ Tenho que ficar a sós/ Tenho que apagar a luz/ Tenho que calar a voz/ Tenho que encontrar a paz/ Tenho que folgar os nós…”. Amém!

Recorte de jornal

Publicado no jornal de Laranjeiras O Horizonte, em 1º de janeiro de 1886.
Este blog é publicado pelos seguintes sites: Destaquenotícias, Infonet, Faxaju, Luxoaju, Leiamaisba, Espaço Vivre e no Jornal Zona Sul.

INFONET

Venezuelana refuta fala de Bolsonaro e diz que casa abrigava ação social




Bolsonaro faz transmissão ao vivo nas redes sociais durante visita a comunidade de refugiados venezuelanos no Distrito Federal 

Em entrevista, presidente insinua que havia prostituição infantil em casa que visitou em 2021

Uma das venezuelanas visitadas pelo candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) em São Sebastião, região administrativa do Distrito Federal, em 2021, rechaçou a fala do presidente sobre ter encontrado adolescentes vindas da Venezuela “arrumadas para ganhar a vida”, insinuando prostituição infantil.

A declaração de Bolsonaro foi dada a um podcast na sexta-feira (14), quando se referiu ao encontro dizendo que “pintou um clima”.

Segundo a mulher, que pediu para ter seu nome preservado por medo de retaliação, entre as adolescentes na casa no dia da visita estavam sua filha e sua sobrinha.

Acontecia, de acordo com ela, uma ação social para refugiados. Uma brasileira, que fazia curso de estética, havia ido ao local para praticar o que estava aprendendo, como corte de cabelo e design de sobrancelha.

O encontro de Bolsonaro com venezuelanas em São Sebastião foi transmitido, na época, por redes sociais. Nas imagens, é possível ver que Bolsonaro conversa com as mulheres, algumas com máscara de proteção contra a Covid-19 e algumas de rosto descoberto.

Na ocasião, o presidente falou contra o isolamento social para combater a pandemia e conversou sobre as dificuldades na Venezuela. Ele não fez menção a prostituição infantil durante a visita, nem se mostrou desconfortável com qualquer situação.

Na sexta, o presidente descreveu o encontro com as mulheres.

“Parei a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas, três, quatro, bonitas; de 14, 15 anos, arrumadinhas num sábado numa comunidade. E vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei, ‘posso entrar na tua casa?’ Entrei”, disse o presidente.

“Tinha umas 15, 20 meninas, [num] sábado de manhã, se arrumando —todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas, 14, 15 anos se arrumando num sábado para quê? Ganhar a vida. Você quer isso para a tua filha, que está nos ouvindo aqui agora. E como chegou neste ponto? Escolhas erradas”, prosseguiu Bolsonaro.

POR CAMILA TURTELLI E AMANDA ROSSI

FolhaPress / Daynews

Depravação eleitoral - Editorial




A asquerosa exploração de supostos casos de violência sexual contra crianças como arma eleitoral pela senadora eleita Damares Alves (foto) mostra não haver limite moral no bolsonarismo

A senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, está empenhada na campanha para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. No último sábado, falando a fiéis de uma igreja evangélica em Goiânia (GO), Damares não hesitou em fazer uso, com fins unicamente eleitorais, de supostas violências e perversidades sexuais de que crianças brasileiras teriam sido vítimas. No afã de conquistar votos para o presidente, a futura senadora demonstrou que a cruzada eleitoral bolsonarista não tem limites morais nem resquícios de civilidade e respeito pelas crianças que diz defender.

Em sua fala a fiéis evangélicos, a ex-ministra citou supostos casos de tráfico internacional de crianças, a partir da Ilha de Marajó, no Pará, que envolveriam mutilações corporais para a exploração sexual. O uso do termo “supostos” para tratar das violências e perversidades relatadas por Damares deve-se ao fato de que, até o momento, não houve confirmação de que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos tenha, de fato, recebido as referidas denúncias, o que levanta suspeitas sobre a veracidade das declarações da senadora eleita. 

Se tais informações ainda carecem de confirmação, a imoralidade do gesto de Damares está plenamente verificada. A senadora eleita trouxe para o calor da campanha eleitoral um tema que mesmo o mais despudorado ou obtuso agente público deveria saber que deve ser tratado com a máxima discrição e com muita responsabilidade. 

Sendo verdadeiras as denúncias, o Ministério que Damares dirigiu deveria ter feito o possível para mitigar o sofrimento das vítimas e encaminhar os casos para investigação e punição. No entanto, não há como saber se isso foi feito. Procurada pelo Estadão, a assessoria da senadora eleita indicou três documentos − relatórios de Comissões Parlamentares de Inquérito na Câmara, no Senado e na Assembleia Legislativa do Pará − nos quais as denúncias estariam registradas. A reportagem procurou, mas não localizou os casos citados. No Pará, o Ministério Público e a Polícia Civil já pediram informações ao governo federal, pois igualmente não as tinham. O mesmo fez a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, em Brasília. Se as denúncias existem, esses órgãos obviamente querem ter acesso a elas para poder agir. 

Diante da crescente desconfiança de que teria inventado as denúncias, Damares afirmou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que se baseou em conversas com moradores da Ilha de Marajó. “Eu não estou denunciando, eu estou trazendo à luz o que já estava denunciado”, disse ela, que foi alvo de uma notícia-crime por parte de advogados que cobram punição, caso se confirme a mentira.

Por ora, o que se sabe é que Damares não viu problema em usar situações de extremo sofrimento e crueldade envolvendo crianças de 3 ou 4 anos para fazer campanha. No sábado, o templo da Assembleia de Deus Ministério Fama estava cheio e havia crianças no local. Foi na frente delas que Damares descreveu os supostos crimes, com detalhes tão abjetos que evitaremos reproduzir aqui, em respeito ao leitor. 

Há quem, diante disso, atribua à senadora eleita algum tipo de perturbação mental, mas que ninguém se iluda: o que um observador incauto poderia tomar por loucura não passa de método. Damares disse que “o inferno se levantou” contra Bolsonaro depois que o presidente mandou tomar providências para proteger as crianças. “A guerra contra Bolsonaro que a imprensa levantou, que o Supremo Tribunal Federal levantou, que o Congresso levantou não é uma guerra política, é uma guerra espiritual”, bradou ela. Parece insanidade, mas não é: a mensagem depravada do bolsonarismo afinal se disseminou, resistente a qualquer contraprova, e agora não são poucos os eleitores que passaram a acreditar que não têm alternativa senão votar no “mito” para impedir nada menos que o estupro de bebês.

Sim, não há limites para a imoralidade bolsonarista. Valer-se da violência contra crianças, mesmo que imaginária, para evocar teses grotescas e conquistar votos é prática repulsiva de quem não tem apego moral de qualquer espécie. Nada de bom se constrói sobre essa base degenerada. 

O Estado de São Paulo

Deus e Cristo 'parecem gostar' de homens maus porque não são fingidos




Nosso mundo tem suas próprias farsas públicas e nossas modas morais são exemplos claros de ativismo da hipocrisia.

Por Luiz Felipe Pondé (foto)

A substância da moral pública é a hipocrisia. Quando Nelson Rodrigues (1912-1980) dizia "mintam, mintam por misericórdia", ele se referia à necessidade de que mintamos em família para salvar o dia a dia das desgraças que podem vir à luz se rompermos os vínculos protetivos proporcionados pela mentira e pela ignorância.

Esses vínculos da mentira misericordiosa nos protegem dos efeitos nefastos das verdades indesejadas. Nelson fala aqui de nossa incapacidade de viver sob a luz das verdades sobre nós mesmos. Nelson é o maior moralista da literatura brasileira. Moralista em filosofia não é alguém que "caga regra", mas, sim, um especialista em natureza humana.

Por sua vez, quando o moralista francês La Rochefoucauld (1613-1680) dizia que "a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude", ele se referia à farsa e à presunção de virtude onde há, na verdade, fingimento. É dessa hipocrisia que falo hoje.

A suspeita de que a manifestação pública das virtudes seja pura farsa vem de longa data, seja de Jerusalém, seja de Atenas.

Na Bíblia, quando os israelitas precisam encontrar alguém de coração puro em Jericó, antes da conquista da cidade, Deus diz que a prostituta Raab é a única pessoa confiável em meio à população. Jesus Cristo defende a adúltera de seus acusadores questionando quem ali seria sem pecado o suficiente para atirar a primeira pedra na infeliz —salvando-a, assim, do apedrejamento até a morte—, e a trata com respeito e doçura.

O mesmo Cristo promete ao bom ladrão, são Dimas, o paraíso diante do fato que ele tem plena consciência de que é um pecador.

Prostitutas, adúlteras e ladrões são figuras bíblicas clichês de pecadores santos. Deus e Cristo "parecem gostar" de mulheres vadias e homens maus, justamente porque não são fingidos e a sociedade aponta o dedo acusador para eles. Nelson Rodrigues e Fiódor Dostoiévski (1821-1881) seguem essa tradição de suspeita dos publicamente virtuosos em suas obras.

Na "Apologia a Sócrates", texto de Platão (427-348 a.C.) em que Sócrates (470-399 a.C.) faz sua própria defesa diante da acusação da democracia ateniense contra ele, o fundador da filosofia descreve sua vida como sendo a busca de desmascarar aqueles que mentem sobre o que dizem saber, ou por pura ignorância ou por pura farsa pública. Sócrates com sua ironia desfaz a hipocrisia daqueles que fingem ser sábios e virtuosos diante da cidade.

Nada mudou desde então. E, provavelmente, nunca mudará. A farsa pública da moral domina a política, as religiões institucionais, os vínculos sociais, as relações profissionais e familiares, o mundo corporativo e os poderes da República, e tudo mais que o homem toca.

A força da hipocrisia como moral pública reside justamente no fato da possibilidade de humilhação, destruição e perda de patrimônio que a violência da maioria das pessoas tem sobre o infeliz acusado de falta. Além, claro, do gozo específico de ver o outro sangrar enquanto você posa de virtuoso.

Nosso mundo contemporâneo tem suas próprias farsas públicas. Nossas modas morais são exemplos claros de ativismo da hipocrisia como moradia da falsa virtude. O cancelamento é apenas um dos exemplos.

Um dos traços da hipocrisia como substância da moral pública está na cobrança contínua de que nada manche seu perfil com suspeitas de pecado mortal contra a norma pura do dia.

Exemplos: a pureza antirracista, a pureza antitransfobia, a pureza antissexista, a pureza politicamente correta, a pureza da cobrança pelo voto declarado no Lula —cobrança típica de espíritos da inquisição—, a pureza da defesa do "marco civilizatório" —novo fetiche dos petistas—, enfim, toda exigência de pureza moral ou ideológica é marca da falsidade das virtudes públicas.

A hipocrisia moral social sempre esteve mais vinculada ao ambiente religioso, como bem mostrou o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard no século 19. A partir do momento em que a política tomou o lugar da graça como redenção do mundo —a partir da Revolução Francesa—, ela passou a acolher essa forma de hipocrisia no seu seio.

Folha de São Paulo

A voz da sociedade civil - Editorial




Organizações sociais, entidades de classe e especialistas têm participado ativamente da formulação de propostas para desenvolver o País, em contraponto ao silêncio dos candidatos

A campanha eleitoral deste ano, até aqui, tem sido um deserto de ideias sobre o que fazer para resolver os problemas do País. Por parte dos candidatos, claro. Porque propostas e gente qualificada para buscar soluções são o que não falta. Nos últimos meses, a sociedade civil brasileira vem participando ativamente do debate público, com sugestões de todo tipo em diversas áreas. Tamanha mobilização, desejável inclusive quando os governos se mostram capazes de responder aos desafios nacionais, torna-se ainda mais necessária diante dos impasses em que o Brasil se encontra.

Organizações sociais, entidades de classe e especialistas com diferentes formações produziram diagnósticos e um abrangente repertório para fazer o País avançar, seja do ponto de vista das políticas macroeconômicas, seja a respeito de questões setoriais em educação, saúde, ciência, meio ambiente ou segurança pública, entre outras áreas. Por óbvio, há ideias ótimas e outras nem tanto. O que mais importa, entretanto, é a mobilização para debater temas que dialogam diretamente com as perspectivas de crescimento econômico e de desenvolvimento social − em contraponto ao silêncio dos candidatos e a suas estratégias eleitorais.

Muitas das propostas apresentadas pela sociedade civil já ganharam destaque aqui neste espaço, como é o caso do documento Contribuições para um governo democrático e progressista, elaborado, entre outros, pelos economistas Bernard Appy e Pérsio Arida − com foco na reforma do Estado, em mudanças no sistema tributário e na proteção contra a pobreza extrema. Ou da agenda legislativa para 2023 sugerida pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que identificou 14 projetos prioritários em tramitação no Congresso sobre temas como reforma administrativa, mercado de carbono e desmatamento ilegal. 

Recentemente o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim) divulgou carta aos candidatos a presidente da República com uma série de proposições. Entre elas, uma que também vale para os futuros governadores: o instituto defende o uso de câmeras na farda de agentes de segurança pública, como já ocorre na Polícia Militar de São Paulo, por se tratar de “medida que se mostrou eficaz na redução de homicídios de civis e policiais”. O IBCCrim advoga a necessidade de coleta de dados para subsidiar a tomada de decisões − o que se mostra extremamente apropriado no caso das câmeras, considerando que há candidatos que prometeram dispensar o uso do equipamento.

A educação, área a ser priorizada em qualquer projeto de desenvolvimento nacional e que, infelizmente, foi desprezada no governo do presidente Jair Bolsonaro, acaba de ganhar valiosa contribuição. Referência no debate educacional, o Cenpec lançou o Manifesto por políticas públicas efetivas de valorização docente. Trata-se de documento que sistematiza reflexões de especialistas reunidos em agosto − e aponta saídas para melhorar a atuação dos professores, sabidamente o principal fator de aprendizagem dos alunos. Vale listar três recomendações do manifesto: rever o sistema de contratação de professores, favorecendo a sua fixação em uma única escola; desestimular a contratação de professores temporários, problema recorrente em diversas redes públicas, inclusive na de São Paulo, a maior do País; e limitar a jornada de trabalho a 40 horas semanais. 

Dar voz à sociedade civil e ouvir o que cada segmento tem a dizer são iniciativas que contribuem para o êxito das políticas públicas. Primeiro, porque ampliam a percepção de gestores e legisladores, agregando informações e pontos de vista que, do contrário, seriam ignorados; segundo, e tão ou mais importante, o envolvimento dos atores sociais na etapa de discussão resulta em maior engajamento na hora de implementar as ações. A campanha eleitoral deste ano, tão polarizada na disputa por votos, também se notabiliza pela omissão dos candidatos em relação a propostas para o País. Mas, se quiserem um cardápio variado de boas ideias, basta recorrer ao que os cidadãos organizados estão oferecendo. 

O Estado de São Paulo

O desânimo dos bolsonarista




Eleitor do presidente tem menos expectativa de que sua vida melhore sob Bolsonaro 2

Por Vinicius Torres Freire 

Na eleição de 2018, Jair Bolsonaro, ora no PL, venceu Fernando Haddad (PT) por 55,1% a 44,9% dos votos válidos do segundo turno. A pesquisa Datafolha da véspera da votação daquele ano dava 55,7% dos votos para Bolsonaro e 44,3% para Haddad.

"Se a eleição fosse hoje", quais seriam as diferenças importantes entre o Datafolha desta semana e o da véspera da votação de 2018? A divergência de voto de maior relevo e até agora menos notada é a dos homens. A mudança das escolhas de quem fez até o ensino médio, dos moradores do Sudeste e, claro, dos mais pobres importa também.

Antes de continuar: não, a pesquisa divulgada nesta sexta-feira NÃO É UM PROGNÓSTICO do que vai acontecer na véspera do segundo turno deste ano ou na urna. Trata-se aqui apenas de indicar diferenças notáveis entre a pesquisa do voto à beira do segundo turno de 2018 e as intenções de voto desta semana.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem agora 9 pontos a mais do que a votação de Haddad na véspera do segundo turno de 2018.

Claro que as maiores diferenças de voto a favor do petista tendem a acontecer entre as maiores categorias de eleitores da amostra do Datafolha: católicos, famílias com renda declarada inferior a dois salários mínimos, aqueles que fizeram o ensino médio, os do Sudeste e, óbvio, mulheres e homens.

Mas o aumento proporcional de votos do PT (Lula ante Haddad) também foi dos maiores entre homens, eleitores com ensino médio e no Sudeste (tomados os cuidados com margens de erro etc.). A votação entre os evangélicos não se alterou. Entre os católicos, sim, pró-Lula, com peso relevante.

Lula por ora empata jogos importantes em que o PT perdia feio em 2018, entre homens e eleitores com ensino médio, ou quase empata, como no Sudeste. Aumenta muito a vantagem entre os mais pobres. Isso quer dizer que boa parte dos "arrependidos" está nesses conjuntos de eleitores. O voto feminino e nordestino tem peso decisivo, mas não veio daí o grosso da virada petista.

Esses dados enfraquecem um pouco a tese de que o bolsonarismo avança também por causa da revolta de homens contra mulheres que tomam cada vez mais conta da própria vida, mas não a invalidam. Também não indicam uma nova onda antipetista de votos evangélicos. Entre esses eleitores, Bolsonaro de fato vence por larga margem, 68% a 32%, no entanto quase a mesma diferença do resultado da pesquisa de véspera de 2018 (69% a 31% de Haddad).

Deixando 2018 de lado, a pesquisa dá um outro sinal de desânimo entre bolsonaristas. O Datafolha perguntou se os eleitores acreditam que sua vida vai melhorar, piorar ou ficar na mesma em caso de vitória de Lula ou de Bolsonaro.

No eleitorado em geral, 41% acreditam que sua vida vai melhorar sob Lula; sob Bolsonaro, 27%. Entre os eleitores de Lula, 79% acham que sua vida vai melhorar caso seu candidato vença; entre os eleitores de Bolsonaro, 58%. Parece que os bolsonaristas estão menos animados.

Mas há uma armadilha óbvia na leitura desses números. O eleitor de oposição quer mudança, desculpe-se o comentário acaciano. O eleitor do incumbente, do atual governante, acredita que, em certa medida, a situação já está boa. No país inteiro, 38% consideram o governo Bolsonaro "ótimo/bom". Entre o eleitorado bolsonarista, o governo é "ótimo/bom" para 80%.

Ainda assim, mesmo com tanta nota "ótimo/bom", a impressão de desânimo permanece. Por que apenas 58% dos bolsonaristas acreditam em melhora de vida adicional? Estão assim tão satisfeitos? Por que 39% acham que sua vida vai ficar na mesma?

A maioria do eleitorado por ora diz que quer mudança; quem não quer tem expectativas um tanto reduzidas.

Folha de São Paulo

Sérgio Moro acompanha debate e aparece aconselhando Bolsonaro

 Domingo, 16 de Outubro de 2022 - 22:06

por Redação

Sérgio Moro acompanha debate e aparece aconselhando Bolsonaro
Reprodução TV Band

 

O ex-juiz e senador eleito pelo Paraná, Sérgio Moro (União Brasil), foi ao debate presidencial desse domingo (16), realizado por um pool de veículos de imprensa. Moro foi visto subindo ao palco para dar conselhos ao presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), momentos antes do evento começar.

 

Sério Moro era um dos convidados do presidente para acompanhar o evento no estúdio da Band, em São Paulo. O ex-procurador Deltan Dallagnol também estava na comitiva do presidente.

 

Após sua participação na Operação Lava-Jato, Sérgio Moro deixou o cargo de juiz para atender a um pedido do presidente do Bolsonaro para que ele fosse o ministro da Justiça. Por, em abril de 2020, um pouco depois do começo da pandemia, o ex-juiz pediu demissão do cargo sob justificativa de que o presidente tentou interferir no comando da Polícia Federal. 

 

Apesar dos embates e o rompimento da relação dos dois em 2020, Moro declarou voto em Bolsonaro no segundo turno destas eleições contra Lula (PT), a quem condenou na Lava-Jato. As condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. 

Bahia Notícias

40% dos estreantes na Câmara foram alvos de ação ou investigação

 Segunda, 17 de Outubro de 2022 - 08:20

por José Marques | Folhapress

40% dos estreantes na Câmara foram alvos de ação ou investigação
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Cerca de 40% dos 202 eleitos pela primeira vez para um mandato na Câmara dos Deputados foram alvos de processos ou de investigações nos últimos anos, por suspeitas que envolvem calúnia, mau uso de recursos públicos, estelionato e até homicídio.
 

Serão pelo menos 80 deputados que têm em seus históricos investigações por suspeita de práticas de crimes ou que responderam a processos criminais ou a civis que podem gerar inelegibilidade.
 

Essas informações nem sempre constam nas certidões judiciais enviadas pelos então candidatos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Uma parcela desses procedimentos contra os eleitos já foi arquivada, mas vários continuam em tramitação.
 

Em Alagoas, Luciano Amaral (PV-AL), que é primo do governador afastado de Alagoas Paulo Dantas (MDB), é acusado pelo Ministério Público de participar de esquema de desvio de recursos de funcionários da Assembleia Legislativa alagoana.
 

A acusação se refere ao ano de 2012, período em que, segundo a ação, ele era diretor financeiro da Assembleia. A Promotoria diz que foram desviados R$ 3 milhões em pagamentos feitos a funcionários ligados a deputados sob suspeita de serem fantasmas.
 

O Tribunal de Justiça de Alagoas ainda não decidiu se a denúncia será aceita. A análise do caso foi adiada diversas vezes desde o início da pandemia. Este ano, um desembargador se declarou suspeito por foro íntimo e o julgamento saiu da pauta. Procurado, Luciano Amaral não se manifestou.
 

Em uma operação também ligada a desvios na Assembleia Legislativa, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) afastou Dantas, que é próximo ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), do cargo, sob suspeita de uso de funcionários fantasmas em seu gabinete.
 

Dois ex-governadores que estrearão como deputados federais, Beto Richa (PSDB-PR) e Robinson Faria (PL-RN), foram acusados de envolvimento em escândalos relacionadas a suspeitas de desvios de dinheiro público.
 

Richa foi preso três vezes entre 2018 e 2019. Parte das ações penais contra ele foram enviados à Justiça Eleitoral pelo STF. No entanto, outra parte está suspensa e aguarda o STJ decidir se tramitará na Justiça do Paraná ou na Eleitoral.
 

Sua defesa afirma que a Justiça tem entendido que "os juízes que decretaram as prisões [de Richa] eram incompetentes".
 

"Isso foi reconhecido e remetido ao [juízo] eleitoral. Não houve nenhuma condenação. Todas as supostas irregularidades não se confirmaram", diz o advogado do ex-governador, Guilherme Brenner Lucchesi.
 

"É importante dizer que ele não foi alvo da Lava Jato, mas o contexto da Lava Jato é que levou ele a ser vítima dessas operações", afirma.
 

Já Robinson, que é pai do ministro das Comunicações, Fábio Faria, foi processado sob acusação de peculato por suposta participação em um esquema de fraudes de R$ 3,7 milhões da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte de 2008 a 2010, quando era presidente da Casa.
 

Sua defesa diz que as acusações não procedem. "Robinson responde aos processos unicamente porque era o Presidente da Assembleia na época dos fatos, sem qualquer envolvimento nas irregularidades apontadas", afirma o advogado Fábio Tofic Simantob.
 

Eleito pelo PP do Amazonas, Adail Filho (PP), ex-prefeito de Coari (AM), foi preso em 2019 em uma operação que investigava suspeitas de cobrança de propina para a quitação de débitos com a prefeitura —de até 30% para fornecedores que não recebiam da prefeitura.
 

À época, o Ministério Público afirmou que houve desvio de mais de R$ 100 milhões, em dois anos, por suposta organização criminosa comandada por Adail.
 

Ao menos até julho deste ano, havia processos sigilosos a respeito de Adail que tratavam de suspeitas de formar organização criminosa para emprego irregular de verbas públicas e de peculato. Segundo a Justiça, os processos não tinham decisão.
 

Procurada, a defesa de Adail, formada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, diz que o ex-prefeito não responde mais pelos processos.
 

"Conforme amplamente demonstrado pela defesa, a Justiça do Amazonas e o Superior Tribunal de Justiça já reconheceram que Adail Filho foi investigado e denunciado ilegalmente pelo Ministério Público, motivo pelo qual as duas ações e seus processos acessórios foram arquivados", dizem os advogados.
 

Ainda no Amazonas, o deputado Saullo Vianna (União Brasil) chegou a ser preso em 2018, em uma operação policial. Ele foi alvo de inquérito sob suspeita de estelionato.
 

A investigação que tramitava a respeito do deputado federal eleito também está sob segredo de Justiça e, segundo sua assessoria jurídica, foi arquivada sem ele ter sido denunciado.
 

No Acre, a deputada federal eleita Meire Serafim (União Brasil) é alvo de um processo sob acusação de crime contra a incolumidade pública.
 

Ela, que é deputada estadual, e seu marido, o prefeito de Sena Madureira (AC), Mazinho Serafim (União), são acusados de, em 2020, terem "mantido agenda política intensa, bem como participado de velório e realizado churrasco em sua residência" mesmo infectados por Covid-19.
 

Procurado, o advogado de Meire Serafim, Giordano Simplício Jordão, afirma que é verdade que ela testou positivo para Covid-19 em maio de 2020, mas nega que ela tenha participado de eventos depois disso.
 

"A deputada, ao sentir aos primeiros sintomas, logo procurou uma unidade de saúde para fazer o exame e se isolou, seguindo todos os protocolos do Ministério da Saúde. Quando recebeu o resultado, confirmando sua enfermidade pelo Covid-19, manteve-se em total isolamento para que a propagação não ocorresse", afirma o advogado, em nota.
 

Ela atribui o processo a "inverdades criadas por adversários" e diz que é a maior interessada em esclarecer a situação.
 

No Rio Grande do Norte, o deputado eleito Sargento Gonçalves (PL) enfrentou investigação recente por suspeita de homicídio em uma abordagem policial, que acabou arquivada por ter sido considerada legítima defesa.
 

No episódio em questão, um homem suspeito de roubar um carro foi abordado pelos policiais e, segundo os relatos, reagiu atirando contra eles. Os policiais, chefiados pelo deputado eleito, alvejaram o suspeito. Foram "vários disparos foram efetuados por várias armas diferentes", segundo o laudo cadavérico.
 

Também procurado, o deputado não se manifestou.

Bahia Notícias

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