sábado, outubro 15, 2022

Para haver cassação, Damares Alves precisa ser processada e condenada por crime eleitoral


Programa criado por Damares para o Marajó padece de falta de recursos

Antes de assumir no Senado, Damares cometeu falta de decoro

André Borges
Estadão

A ex-ministra Damares Alves, eleita senadora pelo Distrito Federal, dificilmente poderá ter sua posse no Congresso barrada por conta das declarações que deu sobre abusos, ainda sem provas, de crianças na Ilha do Marajó, no Pará. Juristas especializados em Justiça Eleitoral, ouvidos pelo Estadão, acreditam que eventual processo contra Damares levaria muito tempo e não seria concluído antes de a ex-ministra assumir o mandato no Congresso.

Até o momento, Damares não apresentou nenhum dado concreto que assegure a veracidade das atrocidades que disse, durante um culto religioso realizada em Goiânia e que foi acompanhado por milhares de pessoas.

CONVERSA FIADA – Conforme revelou o Estadão, após analisar mais de 2 mil páginas de documentos encaminhados por seu antigo ministério, não foi encontrada nenhuma referência aos atos criminosos citados pela ex-ministra.

Damares conquistou no dia 2 de outubro, quando recebeu 714.562 votos, equivalente a 44,98% dos votos válidos no DF. Pelo cronograma eleitoral, ela tomará posse no dia 1º de fevereiro de 2023. As declarações da ex-ministra sobre o caso de Marajó deflagraram um movimento nas redes sociais pedindo a anulação de sua diplomação como senadora.

Foi lançado um abaixo-assinado para pedir a cassação da Damares antes da posse. Mas seus aliados sustentam que ela está sendo alvo de perseguição política.

Na avaliação de juristas a cassação seria muito difícil, dado o tempo que o processo todo levaria, até que se chegasse a uma decisão final por condenação de Damares, por exemplo.

“Não faz sentido a ilação de perda de mandato de senadora em razão da fala. A perda de mandato no sentido eleitoral se dá em razão de um ilícito eleitoral. Um abuso do meio de comunicação, uma compra de voto. O eventual crime de prevaricação não tem qualquer relação com a eleição que a elegeu senadora. Nem a fala, já que foi feita após a eleição”, diz Antonio Carlos de Freitas Júnior, mestre e doutorando em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Direito e Processo Constitucional pelo Instituto de Direito Público (IDP).

APENAS NO SENADO – Segundo Freitas Júnior, pode-se falar em perda do mandato por falta de decoro parlamentar, mas isso teria que se dar no âmbito do Senado Federal, decidido pelos próprios senadores. “Como o fato é pretérito ao mandato, diminuiu os fundamentos para uma cassação”, avalia.

Em caso de ser confirmada a prevaricação, no caso de ficar comprovado que Damares teve conhecimento de um crime real e não o levou ao conhecimento das autoridades, seria necessária uma investigação. A eventual punição desse crime prevê pena máxima de um ano de detenção.

Savio Chalita, especialista em Direito Eleitoral, afirma que, na prática, o prazo curto até a posse impossibilita qualquer tipo de impedimento.

NÃO DÁ TEMPO – “Se Damares cometeu crime de prevaricação, haveria obstáculo para que ela tomasse posse somente depois deste caso ser julgado, de haver sentença penal condenando a Damares por esse crime. Com a condenação, poderia ser apresentado um recurso contra a expedição do diploma de senadora dela. Mas isso não vai acontecer, não dá tempo”, disse Chalita.

O advogado chama a atenção para o peso da opinião pública sobre o assunto, mas também não vê formas desta mobilização ter efeito prático, para além do desgaste político que envolve Damares Alves.

“O abaixo-assinado é uma manifestação natural e saudável da democracia, mas não tem capacidade de gerar um afastamento. A manifestação popular que seria capaz de produzir outro efeito é aquela que aconteceu no dia 2 de outubro, nas urnas. As assinaturas mostram a insatisfação, é importante, mas não tem efeito jurídico prático”, diz Savio Chalita.

SEM CASSAÇÃO – A avaliação é similar à de Acacio Miranda da Silva Filho, doutor em Direito Constitucional pelo IDP no Distrito Federal e mestre em Direito Penal Internacional pela Universidade de Granada, na Espanha. “Não vejo a possibilidade da cassação, posto não ter sido empossada no cargo”, afirma.

Silva Filho destaca, porém, que há possibilidade de que sejam feitos de pedidos de impugnação à diplomação de Damares no Senado. Esses pedidos poderão ser feitos por partidos políticos ou pelo Ministério Público. O julgamento é realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso se confirme que as declarações de Damares são mentirosas, a agora senadora poderá ser acusada de cometer crime eleitoral, por espalhar fakenews durante um ato de campanha pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esses ilustres juristas esqueceram de analisar o principal, que o repórter fez questão de registrar no último parágrafo da matéria. Conforme a Tribuna já informou, a única possibilidade de cassação sería por crime eleitoral, ao fazer propositadamente uma denúncia de tamanha gravidade, com o simples objetivo de angariar votos para o presidente Bolsonaro, conforme na realidade ocorreu, sendo indesmentível e inquestionável. Para isso acontecer, é preciso apresentar uma denúncia formal ao TSE, para abertura de processo. Mas esses detalhes os juristas simplesmente esqueceram. (C.N.)

sexta-feira, outubro 14, 2022

DECISÃO: Servidor público tem direito a férias e a um terço da remuneração durante afastamento para capacitação

14/10/22 15:30

Crédito: InternetDECISÃO: Servidor público tem direito a férias e a um terço da remuneração durante afastamento para capacitação
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e o Sindicato dos Servidores em Instituições Federais de Educação Tecnológica, no município de Goiânia (Sintef/GO) buscaram o Tribunal Regional Federal das 1ª Região (TRF1) após a sentença que determina a concessão de férias e respectivo adicional a servidores durante o tempo de licença para capacitação ou para estudo no país ou no exterior.  
 
Em seu recurso, o IFG argumentou que a sentença violou lei que estabelece as formas de concessão de férias e, também, o normativo que prevê que o servidor em licença capacitação ou afastamento para estudar no país deve gozar as férias do exercício em que retornar, exigindo-se a complementação dos 12 meses caso não tenha cumprido esse período de efetivo exercício.  
 
Já o Sintef/GO questionou parcialmente a sentença no tocante à marcação de férias ocorrer a critério da Administração.  
Ao analisar o processo, a desembargadora federal Maura Moraes Tayer, relatora, registrou que as férias são um direito fundamental previsto na Constituição, estendido aos servidores públicos, e que a Lei nº 8112/90 prevê o direito à licença para capacitação ou afastamento para estudo no país ou exterior. 
 
“A mesma lei dispõe expressamente, no art. 102, com redação da Lei nº 11.907/2009, que se consideram de efetivo exercício os períodos de afastamento em virtude de participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-graduação stricto sensu no País, conforme dispuser o regulamento”, disse a magistrada. 
 
Princípio da legalidade — Assim, explicou a desembargadora, a norma regulamentar não pode ser contrária ao estabelecido em lei em virtude do princípio da legalidade. Por isso, considerou ilegais as restrições previstas na Orientação Normativa SRH/MP nº 2, citada pelo IFG, relativas ao direito de férias durante o período de afastamento considerado no caso em questão.   
 
A relatora esclareceu também que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem o entendimento de que compete à Administração Pública, tendo em vista critérios de conveniência e oportunidade, deliberar sobre a programação dos períodos de fruição de férias pelos servidores públicos, objetivando a própria organização do serviço público.  
 
Desse modo, a desembargadora Maura Moraes concluiu não merecer qualquer reparo a sentença, tendo a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região concordado com esse posicionamento, por unanimidade.   
 
Processo: 0003680-81.2012.4.01.3500  
Data de julgamento: 14/09/2022  
Data de publicação: 30/09/2022  
GS/CB  
Assessoria de Comunicação Social  
Tribunal Regional Federal da 1ª Região   

Diz a Datafolha: 49% a 44%. Na pior margem de erro, Lula teria somente 1% de diferença…


Bolsonaro e Lula têm tratamentos diferentes no Jornal Nacional

Na outra margem de erro, Lula estaria 9 pontos na frente

Deu no g1

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14), encomendada pela Globo e pela “Folha de S.Paulo”, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. OU seja, a diferença pode ser de 9% de vantagem para Lula ou de apenas 1%.

O novo levantamento foi feito nesta quinta-feira (13) e nesta sexta (!4), e os resultados se referem à intenção de voto no momento das entrevistas. De acordo com o instituto, o cenário de segundo turno continua estável. Se eleição fosse hoje, Lula teria 53% dos votos válidos, e Bolsonaro, 47%.

OS RESULTADOS – Nos votos totais, Lula (PT): 49%; Bolsonaro (PL): 44%; Brancos e nulos: 5%; e Não sabe: 1%. Nos votos válidos, o levantamento apontou que Lula teria 53%, e Bolsonaro, 47%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Essa é a segunda sondagem do Datafolha após o primeiro turno das eleições, em 2 de outubro. Foram entrevistadas 2.898 pessoas, em 180 municípios, nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01682/2022.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Eis uma pesquisa tipo BomBril, com mil e uma utilidades. Numa hipótese radical, favorecendo Lula, a margem de erro pode levar a diferença a 9 pontos. Na outra hipótese radical, favorecendo Bolsonaro, a vantagem cairia para apenas um ponto, quase empate. Deste jeito, a Datafolha só erraria em caso de vitória de Bolsonaro. No Instituto DataTribuna, que concorre com o DataPovo, a diferença entre Lula e Bolsonaro seria de apenas 4 pontos. Ou seja, como diz Pepeu Gomes, tudo pode acontecer(C.N.) 


Lula está em treinamento intensivo para o debate, com simulação de xingamentos

Publicado em 14 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula no JN: Saiba como o ex-presidente planeja superar Bolsonaro

Lula atendeu ao PT e está fazendo o treinamento intensivo

Guilherme Balza
GloboNews

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou nesta sexta-feira (14) a preparação para o debate organizado pela Band, TV Cultura, Folha de S. Paulo e UOL, que irá acontecer na noite deste domingo (16). Será o primeiro embate direto com o presidente Jair Bolsonaro (PL) neste segundo turno. Lula já disse que irá participar só de mais um debate, o da TV Globo, no dia 28 de outubro, a dois dias das eleições.

O trabalho voltado ao debate começa se estenderá pelo sábado (15) e pelo domingo. Mas há uma possibilidade de que o interrompe para dar uma entrevista coletiva no sábado.

TREINO INTENSIVO – A preparação para o debate vai ser feita com os aliados mais próximos de Lula, como Geraldo Alckmin (do PSB, vice na chapa), Gleisi Hoffmann (presidente nacional do PT e coordenadora-geral da campanha), Aloizio Mercadante, Edinho Silva e Rui Falcão (coordenadores de comunicação).

O marqueteiro Sidônio Palmeira e a equipe de comunicação de Lula também devem ajudar na preparação, assim como a mulher de Lula, Janja.

A campanha espera que Bolsonaro faça ataques abaixo da linha da cintura, com informações falsas e ofensas pessoais. O desafio é manter Lula calmo, mas sem deixar de responder o adversário de forma contundente. Um dos integrantes da campanha vai representar o papel de Bolsonaro, reproduzindo os xingamentos que devem vir do presidente.

MELHOR DESEMPENHO – A avaliação dos coordenadores da campanha é de que, no primeiro turno, Lula teve um desempenho muito bom nas entrevistas para o Jornal Nacional, Programa do Ratinho e Canal Rural, mas que poderia ter ido melhor nos dois debates que participou, da Band e da TV Globo.

No debate da Band, o diagnóstico foi de que Lula estava apático e não foi incisivo ao rebater os ataques. Interlocutores da campanha, no entanto, avaliaram que o saldo não foi tão negativo porque, na ocasião, Bolsonaro agrediu verbalmente a jornalista Vera Magalhães.

No debate da TV Globo, o entendimento é que Lula foi bem nos embates com Ciro Gomes e Bolsonaro, mas errou ao bater boca e cair nas provocações de Padre Kelmon. Interlocutores dizem que o dado positivo dos debates no segundo turno para Lula é que ele terá mais tempo para responder às perguntas e menos concorrentes para enfrentar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Nesses momentos, é preciso lembrar o genial meio-campo Didi, inventor da folha-seca. Na Copa de 1958 quando esteve ameaçado de ser substituído pelo também craque Moacir, seu reserva na seleção, que estava estraçalhando nos coletivos, ele encerrou o assunto com uma simples frase: “Treino é treino; jogo é jogo”. E foi considerado o melhor jogador da Copa.. (C.N.)

TSE atendeu Lula 37 vezes e Bolsonaro 6 em ações sobre fake news

 Sexta, 14 de Outubro de 2022 - 17:40

por Mateus Vargas, Julia Chaib e Marianna Holanda | Folhapress

TSE atendeu Lula 37 vezes e Bolsonaro 6 em ações sobre fake news
Foto: Reprodução / TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atendeu a campanha de Jair Bolsonaro (PL) seis vezes em ações sobre fake news, enquanto a coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve decisões favoráveis em 37 casos do mesmo tipo no tribunal.
 

As ações apresentadas por Lula tratam de episódios como a falsa ligação do petista com a facção criminosa PCC e o inverídico apoio dado por ele a uma cartilha que ensina jovens a usar crack, além de vídeo divulgado para insinuar que o ex-presidente tomava cachaça em garrafa d'água durante comícios.
 

Já Bolsonaro conseguiu vetar que a campanha petista o associe ao canibalismo e à morte de um apoiador de Lula no Mato Grosso. A campanha à reeleição ainda conseguiu derrubar o site "bolsonaro.com.br", que apresentava imagem comparando o atual chefe do Executivo ao líder nazista Adolf Hitler.
 

O presidente não conseguiu, porém, derrubar propaganda da campanha de Lula que cita a compra de imóveis pela família Bolsonaro com dinheiro vivo. O petista, por sua vez, teve pedido negado para derrubar o Lulaflix, portal que reúne conteúdos contra o ex-presidente, ainda que tenha sido exitoso em impedir o impulsionamento do site e retirar uma notícia, que estava na página, acusando-o de promover o "kit gay".
 

Em ações sobre fake news, o TSE já determinou a remoção de ao menos cinco conteúdos divulgados por veículos jornalísticos desde o dia 1º de outubro, véspera do primeiro turno da eleição brasileira.
 

Na quinta (13), a corte determinou que a produtora Brasil Paralelo apague vídeo com críticas a Lula.
 

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do tribunal, afirmou nesse julgamento que as campanhas eleitorais têm usado a mídia tradicional como escudo para espalhar fake news. "Não podemos achar que as mídias tradicionais só falam a verdade. Se a mídia tradicional também propaga notícia falsa, as consequências legais são as mesmas das redes sociais", disse o magistrado.
 

O TSE afirma ter recebido, até 10 de outubro, 332 ações relacionadas a campanhas das eleições de 2022, e ao menos 85 delas tratam de supostas notícias falsas. Nesse grupo há ainda procedimentos sobre campanha antecipada ou irregular, além de casos de abuso de poder e ataques à honra dos candidatos.
 

Bolsonaro também tentou impedir que Lula o chamasse de genocida. O ministro Raul Araújo chegou a determinar, em caráter liminar, que um discurso do petista fosse excluído do YouTube devido à ofensa. Mas em outro caso a ministra Cármen Lúcia liberou a fala, posição acompanhada pelo plenário da corte.
 

Já Lula conseguiu tirar do ar uma propaganda de Bolsonaro que o chama de ladrão e corrupto.
 

Os ministros do TSE têm divergido sobre ações que tratam de fake news. Em alguns casos, o plenário não confirmou decisões individuais dos ministros e mandou remover conteúdos. Nesses debates, o placar de 4 a 3 tem se consolidado, com Moraes, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e o corregedor-geral do TSE, Benedito Gonçalves, votando para vetar as falas com supostas fake news.
 

Do outro lado, os ministros Maria Claudia Bucchianeri, Carlos Horbach e Sérgio Banhos, ligados à advocacia, além de Paulo Sanseverino (substituto) e Raul Araújo, que são do STJ e se revezam nas votações, têm sido derrotados.
 

A ministra Bucchianeri tem repetido nos votos que, na leitura dela, a intervenção do TSE deve ser mínima.
 

"Qualquer intervenção judicial no livre mercado de ideias políticas e eleitorais deve ser excepcionalíssima, minimalista e necessariamente cirúrgica, sob pena de inconstitucional cerceamento do direito à livre informação pelo eleitor", escreveu ela ao negar direito de resposta a Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa de Lula, em razão da reprodução por Bolsonaro de falas do período em que ele e o petista eram rivais.
 

Moraes, por sua vez, tem dito que o TSE deve ser mais combativo, mesmo em casos que atingem a imprensa tradicional. "Não se pode admitir a mídia tradicional de aluguel, mídia que faz suposta informação jornalística absolutamente fraudulenta, para permitir que se replique isso e a partir dessa divulgação se diga: 'Não, só estou replicando o que a mídia tradicional colocou'", disse ele na quinta (13).
 

Há ainda diversas ações no tribunal sem julgamento. Só nos dias 11 e 12 de outubro a coligação de Lula entrou com 18 pedidos de retirada de conteúdo contra Bolsonaro e aliados dele por suposta fake news.
 

O presidente tem apontado o TSE como um inimigo e diz que Moraes trabalha para prejudicar a sua campanha. O candidato à reeleição reclamou nesta sexta da decisão do ministro de barrar investigações que miram institutos de pesquisa. "Começou aí o Cade e a PF a investigar institutos de pesquisa. O que ele [Moraes] fez? Não pode investigar. Ou seja, institutos vão continuar mentindo, e nessas mentiras quantos votos não arrastam para o outro lado? Geralmente, vota em quem tá ganhando, 3 milhões, 4 milhões de votos", disse Bolsonaro, em entrevista ao podcast Paparazzo Rubro-Negro.
 

A campanha do presidente havia planejado atuar na defensiva dentro do TSE. Segundo relatos, Bolsonaro queria que a equipe jurídica acionasse o tribunal apenas quando fosse acusado de genocida ou imputassem crimes a ele. Os advogados dele, entretanto, passaram a ativar com maior frequência o tribunal para reagir à ofensiva de Lula na Justiça Eleitoral.
 

Reservadamente, integrantes da equipe do presidente se queixam das decisões e dizem que algumas delas chegam a contrariar entendimentos anteriores do TSE. O tribunal também tem dado respostas duras às investidas de Bolsonaro. A corte chamou de fraudulento e mentiroso um parecer, divulgado dias antes do primeiro turno, sobre auditoria feita pelo PL, partido de Bolsonaro, com críticas às urnas.
 

Na noite de quinta, Moraes disse que as investigações contra institutos de pesquisa tentam "satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo chefe do Executivo [Bolsonaro]". O presidente do TSE ainda evitou se afastar do cargo durante as férias do Judiciário e assumiu o julgamento dos processos, enquanto os três juízes de propaganda eleitoral estavam fora de Brasília, o que é incomum, segundo integrantes da corte.
 

Bolsonaro pediu que Moraes seja declarado suspeito em processos contra ele e já o chamou de "patife" e "parcial". Os ataques ao ministro marcaram a gestão de Bolsonaro, e a nova ofensiva foi aberta às vésperas do primeiro turno. "Repito, Alexandre, seja homem uma vez na vida. Divulgue os valores da quebra de sigilo telemático, deixe de ser um patife", disse o candidato à reeleição em 29 de setembro.
 

A nova onda de ataques começou após reportagem da Folha de S.Paulo ter revelado que Moraes autorizou quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, principal ajudante de ordens do presidente, por suspeitas levantadas pela PF sobre transações financeiras feitas no gabinete do chefe do Executivo.
 

TSE CONTRA SUPOSTAS FAKE NEWS
 

BOLSONARO FOI ATENDIDO 6 VEZES
 

- Vídeo da CUT que associa Bolsonaro a mortes por Covid
 

- Vídeo do deputado Janones associando Bolsonaro à suspensão do piso da enfermagem
 

- Derrubada do site "bolsonaro.com.br", que associava Bolsonaro a Hitler
 

- Publicação de Gleisi Hoffmann associando Bolsonaro à morte de um petista no MT
 

- Discurso de Lula associando Bolsonaro à morte de um petista no MT
 

- Propaganda de Lula associando Bolsonaro ao canibalismo
 

LULA FOI ATENDIDO 37 VEZES
 

- Vídeos associando PT ao PCC e ao assassinato de Celso Daniel
 

- Publicações de que Lula e PT apoiariam invasões de igrejas e perseguição de cristãos
 

- Fake news de que QR Code no título de eleitor induz voto a Lula
 

- Publicações de bolsonaristas sobre o kit gay
 

- Vídeo de Damares sobre cartilha do PT incentivando uso de drogas
 

- Publicações afirmando que Lula eliminará o agronegócio caso seja eleito
 

- Áudio falso de ex-diretor do Datafolha sobre manipulação das pesquisas
 

- Áudio falso atribuído a Aldo Rebelo responsabilizando PT pela alta dos combustíveis
 

- Vídeo cortado de Lula bebendo água sugerindo que ingere bebida alcoólica
 

- Fala descontextualizada de Lula sobre trabalhadores de aplicativos
 

- Foto de Lula com suposto irmão de Adélio Bispo
 

- Fala descontextualizada de Lula sobre acabar com 13º e férias trabalhistas
 

- Vídeo descontextualizado que aponta um "advogado do PT" como propagador de fake news
 

- Vídeo manipulado onde Lula afirma ter vagabundos, traficantes e bandidos entre seus apoiadores
 

- Publicação falsa de que IPEC divide endereço com Instituto Lula
 

- Publicação falsa de que Lula usou foto de missa na Paraíba para ilustrar comício
 

- Suposta foto de Lula com Suzana Von Richthofen
 

- Publicação distorcida de que Lula teria afirmado que compraria voto de eleitores
 

- Fala falsa de Lula sobre profissionais de enfermagem
 

- Publicações sobre falso plano do STF e Lula para matar Bolsonaro
 

- Áudio falso de Lula dizendo que queria que Antônio Palocci fosse morto
 

- Publicação falsa de que empresário bolsonarista que negou marmita seria apoiador de Lula
 

- Publicações com declarações antigas e descontextualizadas de Lula e Gleisi
 

- Publicações com fala de Mara Gabrilli associando Lula ao assassinato de Celso Daniel
 

- Publicação de Flávio Bolsonaro associando o PT ao PCC e à morte de Celso Daniel
 

- Reportagem de "O Antagonista" de que Marcola, líder do PCC, teria declarado voto em Lula
 

- Montagem do jingle "sem medo de ser feliz"
 

- Vídeo em que Bolsonaro ataca o sistema eleitoral em reunião com embaixadores
 

- Publicações de Bolsonaro ligando Lula ao PCC
 

- Publicação do coach Pablo Marçal sobre o kit gay
 

- Publicações ligando Lula ao satanismo
 

- Publicações afirmando que Lula roubou um faqueiro de ouro dado pela rainha Elizabeth II
 

- Publicações de que Lula teria recebido "cola" na entrevista ao Jornal Nacional
 

- Publicação de Nikolas Ferreia associando Lula a drogas, assassinato, censura e outros temas
 

- Vídeo da produtora Brasil Paralelo contra Lula
 

- Vídeo sobre o kit gay publicado no site Lulaflix
 

- Propaganda de Bolsonaro com montagem para insinuar que Lula apoia a criminalidade

Bahia Notícias

Desembargador Pedro Godinho é afastado de julgamento em caso de vereador no TRE-BA

 Sexta, 14 de Outubro de 2022 - 18:00

por Redação

Desembargador Pedro Godinho é afastado de julgamento em caso de vereador no TRE-BA
Foto: Reprodução / TRE-BA

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Pedro Godinho foi afastado de um julgamento na Corte. O caso discute a desfiliação do vereador Carlos Muniz (PTB), partido que compõe de apoio a ACM Neto (União), apesar do edil acompanhar o grupo petista no estado, e teve a votação durante sessão, nesta sexta-feira (14). 

 

O pedido de impedimento do desembargador partiu do vereador. Na ação ele alega que o pai do jurista, Pedro Godinho, foi candidato a vereador, sendo ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Salvador. A alegação seria que o julgador não poderia participar do julgamento de um vereador, tendo o pai candidato no pleito. 

 

O desembargador José Batista votou pela improcedência do pedido. Apesar disso, a maioria dos desembargadores entendeu por dar cabimento ao pedido. "Não há nenhum demérito, mas o desembargador Pedro está impedido de participar deste feito", apontou o desembargador Mário Alberto Hirs em seu voto.

 

Ao final, por maioria foi rejeitada a preliminar, mas acolhida a exceção de impedimento do desembargador, fazendo com que o caso retorne para apreciação. 

 

Recentemente, Godinho foi flagrado com um adesivo de campanha eleitoral da chapa de ACM Neto (União) no carro utilizado por ele e estacionado no TRE-BA (veja mais). À época, durante sessão da Corte, o presidente do Tribunal, o desembargador Roberto Maynard Frank determinou a imediata retirada do veículo das dependências do TRE.

 

Sergipe: Policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo Santos são presos

 Sexta, 14 de Outubro de 2022 - 18:08

por Redação

Sergipe: Policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo Santos são presos
Foto: Reprodução/TV Globo

Após se apresentaram voluntariamente à Polícia Federal, nesta sexta-feira (14), os três policiais rodoviários federais acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos, 38 anos, durante uma abordagem, no dia 25 de maio de 2022, foram presos no Presídio Militar de Sergipe, em Aracaju. De acordo com o G1 de Sergipe, as prisões foram confirmadas pela direção da unidade policial.

 

Os policiais William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento foram indiciados pela Polícia Federal por homicídio qualificado e abuso de autoridade. 

 

O Ministério Público Federal já havia oferecido denúncia à justiça e pedido que fosse retirado o sigilo do caso.

 

Até o momento, a defesa dos policiais não se manifestou sobre a situação.

 

Relembre o caso

Genivaldo Santos morreu após ter sido trancado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal e submetido à inalação de gás lacrimogêneo. A certidão de óbito apontou asfixia e insuficiência respiratória como causa da morte

Bahia Notícias

Datafolha: Lula continua liderando segundo turno com 49%; Bolsonaro tem 44%

 Sexta, 14 de Outubro de 2022 - 18:20por Redação

Datafolha: Lula continua liderando segundo turno com 49%; Bolsonaro tem 44%
Fotos: Ricardo Stuckert e Clauber Cleber Caetano/PR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança do segundo turno da disputa presidencial de 2022, de acordo com a nova pesquisa do instituto Datafolha, publicada na noite desta sexta-feira (14).


Repetindo os números do levantamento anterior, Lula aparece com 49% da preferência dos brasileiros. O atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), tinha 43% e agora oscilou para 44%. Brancos e nulos somam 5% das intenções de voto, enquanto 1% ainda se diz indeciso sobre o quadro eleitoral.

 

Considerando apenas os votos válidos, quando se exclui os votos brancos, nulos e indecisos, Lula tem 53% da preferência, contra 47% de Bolsonaro.

 

O Datafolha entrevistou 2.898 eleitores presencialmente em 180 municípios brasileiros, entre os dias 13 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2% para mais ou menos, enquanto o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01682/2022.

Bahia Notícias

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