em 12 set, 2022 17:23
terça-feira, setembro 13, 2022
“O Brasil está crescendo artificialmente”, alerta Monica De Bolle
Pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics (PIIE), conceituado think tank norte-americano, em Washington, a economista e escritora Monica de Bolle (foto), considera crítica o quadro da economia brasileira e alerta que o Brasil não está imune ao ciclo estagflacionário em curso nas maiores economias do planeta.
POR ROSANA HESSEL
Estagflação é o pior dos mundos em termos econômicos, pois não há crescimento, os preços continuam subindo e o desemprego aumenta. O momento atual no país, de um pouco de crescimento e de inflação perdendo força – que vem sendo utilizado na campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) – é temporário e fruto de medidas fiscais adotadas por um governo que está mais preocupado em se reeleger, segundo a especialista. Ela ressalta que o país está, apenas, em um timing diferente do resto do mundo. “O descolamento é temporário. Ele nunca é permanente, porque o Brasil não está em Marte”, resume.
A escritora, que foi uma importante crítica das mazelas econômicas do governo Dilma Rousseff (PT), prevê que, ainda no começo de 2023, o país vai mergulhar no processo de estagflação global. Segundo ela, os efeitos por aqui podem ser muito piores, porque a economia não é muito dinâmica como os Estados Unidos e está muito desorganizada. Em grande parte, esse desarranjo é culpa do atual governo que, para vencer as eleições a qualquer custo, está criando bombas fiscais que serão insustentáveis, segundo a economista. “O Brasil está crescendo artificialmente. É como se fosse um paciente sobrevivendo à base de ventilação, cheio de tubo”, ressalta. Por isso, o discurso otimista do governo, ignorando a realidade, é meramente “político”, “de palanque”.
Ao analisar os programas dos candidatos à Presidência, Monica de Bolle diz que são incompletos e não se preocupam com os impactos dessa desaceleração global. Ela também faz um alerta sobre a necessidade de os governos se preocuparem mais com as doenças infectocontagiosas, pois o mundo não será mais o mesmo pós-covid.
Depois das comemorações do bicentenário da Independência, em 7 de setembro, a escritora não tem dúvidas de que o país poderá ter badernas como as que ocorreram em 6 de janeiro de 2021. Naquela data, houve a invasão do Capitólio, incentivada pelo ex-presidente dos EUA Donald Trump. “Bolsonaro é a mesma coisa. É um preguiçoso incompetente. E qual é a melhor estratégia para um preguiçoso incompetente? Fazer bagunça, criar baderna”, emenda.
A seguir, os principais trechos da entrevista de Monica de Bolle concedida ao Correio Braziliense (versão ampliada):
A economia internacional está com um cenário de inflação elevada e desaceleração. Como a senhora avalia essa conjuntura, com os bancos centrais dos países desenvolvidos aumentando os juros e os impactos nos emergentes, como o Brasil?
Bom, a conjuntura tá muito complicada, porque há um choque de oferta no mundo de extrema relevância, que é a guerra na Ucrânia e a resposta dos países em relação ao petróleo russo e ao gás natural russo. E esse é um problema para a Europa, apesar de estarem fazendo a transição para a economia mais verde, tentando ir para o lado da energia renovável, mas o mundo usa combustíveis fósseis para muita coisa, por exemplo, toda a indústria de plástico. Mesmo que você conseguisse, hoje, fazer uma transição rápida para a energia renovável, ainda estaríamos usando muito combustível fóssil. A dependência que o mundo tem de petróleo mesmo, em particular, menos de gás natural, é enorme. E nunca vemos a discussão sobre o que fazer com isso. O momento é complicado para a Europa em termos de crescimento e de inflação, por conta do que está acontecendo. Antes da guerra na Ucrânia, já havia vários outros choques temporários de oferta relacionados com a pandemia. Mas esse sim é um choque de oferta bem grande e mais permanente.
Eu diria que é um choque de oferta equiparável, pelo menos, ao primeiro choque do petróleo nos anos 1970, em termos de impacto no mundo. E ainda tem outras sequelas e outros choques de oferta acontecendo em parte relevante da economia mundial. A China, por exemplo, com a política de covid zero, com os lockdowns, proporciona um monte de choque de oferta junto à guerra. De modo geral, para economia mundial, esse cenário é meio estagflacionário. Você reduz o crescimento da economia mundial e tem que conviver com mais inflação. E é um tipo de convivência com inflação mais elevada que não responde muito à política monetária tradicional, porque é um choque de oferta. Os bancos centrais ficam numa espécie de sinuca de bico, porque eles vão elevar as taxas de juros sim, pois existem efeitos de segunda ordem que precisam ser contidos, para não enraizar a inflação.
Mas a senhora acha que esse problema tende a durar enquanto houver a guerra na Ucrânia?
Acaba indo além da guerra, porque suponhamos que nos próximos meses, mesmo se a Ucrânia ganhar a guerra, será uma vitória de Pirro. Você ganha, entre aspas, tendo perdido um montão, porque boa parte do país foi destruída. E, por outro lado, a Rússia continua sendo um pária internacional. Então, esse quadro de aumento dos preços de energia, continuará a valer. Essas coisas não vão desaparecer de uma hora para outra só porque a guerra acabou. E, olhando para a guerra e seus efeitos e o que acontece depois, o choque de oferta será realmente prolongado. E, portanto, haverá a convivência prolongada com um cenário meio estagflacionário para o mundo mesmo. Esse é o pior dos mundos em termos de políticos e em termos de política econômica, porque você não tem muito bem como responder. É aquilo que eu falei. Não há políticas eficazes de controle inflacionário em um cenário estagflacionário causado por um choque de oferta. E principalmente, um choque de oferta dessa natureza em que você está tratando de energia. Nada funciona sem energia.
Esse problema pode se estender por 2023 e 2024? Vai ser difícil para o mundo sair desse cenário?
Certamente se estende por 2023 e pode se estender por 2024. Para além de 2023, fica difícil de dizer, porque depende muito de como os diferentes países vão reagir e se haverá mecanismos de compensação via suprimentos de energia renovável, seja lá o que for ou não. Então, eu acho que falar para além de 2023 fica mais difícil. Mas de toda maneira, muito provavelmente, você ainda tem alguma estagflação em 2024. É, sim, um cenário longo.
E é curioso, porque, aqui no Brasil o governo fala que o país está decolando e descolado do mundo… Não é um tanto quanto contraditório?
É. O Brasil, no momento, está crescendo. Mas é um caso um pouco à parte, porque está em um ciclo eleitoral e houve todas essas tentativas, que não tenho outra palavra, de comprarem os eleitores. Todos esses benefícios que foram dados para caminhoneiro, para taxista, para não sei mais quem e para não sei o quê, tudo isso, acaba sendo um estímulo de curto prazo para a economia. Mas sabemos que nada disso é sustentável. No fim das contas, você consegue isolar o Brasil por alguns meses, mas você não consegue se isolar para sempre. Não vai dar pra sustentar tudo isso de nenhuma maneira.
E como explicar esses problemas para os brasileiros? O que podemos esperar dessas consequências desse pacote de medidas eleitoreiras no futuro? Qual o custo disso?
Isso tem um custo alto, porque as coisas nunca andam em sincronia perfeita. O ciclo estagflacionário que está acontecendo agora no mundo, ainda não ocorre no Brasil. Mas essa falta de sincronia entre o Brasil e o ciclo da economia global como um todo, é normal. As coisas, na economia, nunca estão em harmonia ou em sincronia perfeita. Agora, dado que o ciclo estagflacionário é duradouro e ainda não sabemos quanto tempo vamos ficar com essas situações extremamente complicadas nas mãos, isso vai afetar o Brasil. É claro que vai afetar o Brasil de uma forma também muito mais complicada. É difícil para todos, até quando há espaço fiscal e dinamismo econômico necessários, como é o caso dos Estados Unidos. A economia norte-americana é extremamente dinâmica e não tem o mesmo problema energético da Europa. O país pode continuar a ter um crescimento OK, ter com criação de emprego, a despeito desse cenário estagflacionário no mundo. Mas, no Brasil, não é assim. O Brasil não é uma economia com dinamismo e já não era antes do Bolsonaro. Ficou pior. E é um país que tem uma dependência muito grande da economia global, de modo geral, e isso é algo que tem repercussões positivas e negativas. Logo, de 2023, de um modo geral, o Brasil também atravessará uma situação de estagflação. Se o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) tem dificuldade para lidar com o cenário estagflacionário, imagina o Banco Central brasileiro. Tem mais dificuldade ainda.
Pois é. Na época da Dilma, o cenário era mais ou menos parecido e o país tinha risco de entrar no processo de dominância fiscal. Os juros estão quase no mesmo patamar daquele período, a economia estava com crescimento baixo. Esse cenário é possível, agora, depois de tantas medidas fiscais e promessas do governo que estão virando bombas fiscais que podem chegar, em algumas contas, a R$ 200 bilhões, no ano que vem?
Acho que pode sim. Claro que pode, porque tem muita coisa fora do lugar. A economia brasileira está completamente fora do lugar e completamente desorganizada graças ao Paulo Guedes. Existe quadro de desorganização e de desorganização fiscal que pode sim, num cenário estagflacionário, acabar resultando em em coisas deletérias, como, por exemplo, você ter quadro de um certo grau de dominância fiscal ou coisa que o valha. Isso pode, sem dúvida nenhuma, acontecer. Mas o que me preocupa mais, na verdade, é o Brasil não ter como articular uma política econômica nesse cenário global, porque a política monetária tem seus limites em termos de contenção inflacionária. E na política fiscal, há herança terrível aí com a qual você vai ter que lidar, pois tem muitas demandas de gasto para a população, em particular. Então, é muito complicado conseguir ter um conjunto de políticas racionais e que sejam eficazes nesse contexto. No governo Dilma Rousseff (PT), também houve um choque externo importante, com um quadro da Europa em crise. De certa forma, existem paralelos, mas tem uma diferença bem fundamental que é a polarização política atual. E nesse cenário, a estagflação será um problema grave não só para formuladores de política econômica, mas para os sistemas políticos. No cenário de estagflação, a política é capaz de fazer muito pouco. E isso, em um lugar como o Brasil, que já está passando por isso de forma muito acentuada, tende a ser ainda pior.
E qual é o tamanho desse choque para o Brasil?
Se eu tivesse que dimensionar o tamanho do choque para o Brasil eu diria assim: você pega os efeitos dos anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em que o país teve um extraordinário choque externo, e reconfigura em termos negativos e aí teremos mais ou menos uma ideia do tamanho do problema para o Brasil. Não é apenas um choque de commodities. É um choque de grande magnitude para o Brasil com muitas ramificações relevantes e muitas delas tendem a exacerbar o quadro de fragmentação política e de dificuldade para elaborar qualquer política pública. Não só na área de economia, mas em qualquer outra. Para o próximo governo, vai ser um problemão, e não será apenas fiscal.
Na campanha, todos os candidatos já falam sobre a necessidade de um novo arcabouço fiscal. O teto de gastos já está no chão. O Banco Central não vai conseguir baixar os juros tão cedo. E que cenário será esse sabendo que os benefícios criados pelo governo não vão acabar no ano que vem?
O teto de gastos já caiu e nós sabemos disso há algum tempo. Mas sabíamos que isso era inevitável. Dado o volume de herança na área fiscal, não tem espaço para colocarem uma regra completamente rígida feito o teto de gastos. O principal problema do teto de gastos nunca foi a ideia do teto em si, mas a maneira como ele foi implementado no Brasil. Ele ganhou um contorno de rigidez extrema que ia implodir. O teto perdeu credibilidade no momento em que o desenho dele ficou ruim. Agora não dá para colocar no no lugar do teto um outro teto. O problema agora é que existem gastos que vão surgir, porque eles já foram combinados, já estão na pauta. Na verdade, em termos de regras fiscais, o país precisa ter um um certo dinamismo na forma de elaborar essas regras, porque as coisas vão mudando e o arcabouço fiscal tem que acompanhar isso. Essa discussão já foi e já voltou, mas o que parece dar certo, pelo menos, em termos de experiência internacional, são regras mais flexíveis e que tenham uma certa compatibilidade com ciclo econômico pelo qual o país está passando. Acho que é isso que se pode fazer. Mas é algo para ser lidado mais a médio e longo prazos do que a curto prazo propriamente.
Agora, o atual governo teria credibilidade para mudar esse arcabouço?
Nem o atual governo, nem qualquer outro. A sociedade brasileira não está mais disposta a tolerar nada. Então, fica difícil você ver, a curto prazo, alguém propondo corte e controle de gastos. É muito difícil vislumbrar isso. Por outro lado, você tem um problema imenso dentro do Congresso Nacional. O Congresso que vai sair das eleições deste ano será mais ou menos o mesmo de hoje. É um Congresso Nacional que está feliz em ficar recebendo dinheiro do Bolsonaro. E ele vai exigir isso de qualquer outro presidente, não importa quem for. Isso também não é sustentável. Eu não quero soar apocalíptica, mas eu acho que, se a gente pensa, hoje, que o país está ingovernável, a tendência é que o país vai ficar mais ingovernável ainda, seja quem for que ganhe as eleições.
Pois é, a corda está esticando demais para o bolso do contribuinte. É muita despesa para pouca renda, que só encolhe…Como sustentar tudo isso?
É isso. E essa tendência de corroer a renda do consumidor, do trabalhador, é uma tendência mais ou menos permanente em um quadro estagflacionário. E o que estamos vendo agora, como o crescimento do emprego, não vai durar. Ele vai cair, por conta do contexto global. Por isso, o cenário para o Brasil é muito complicado.
Olhando para as propostas de governo dos candidatos à Presidência, tem alguma solução? Como a senhora avalia?
Ninguém propõe solução. E esse é o principal problema que o Brasil tem. Os programas de governo, entre aspas, principalmente as pautas de candidatos à Presidência do Brasil, sempre tendem a ignorar a economia externa. Eles não levam em consideração o que está acontecendo no mundo e como isso vai impactar o Brasil e de que maneira isso torna viável ou inviável determinadas propostas e políticas públicas. Nenhum plano de governo faz isso com esse tipo de lente ou com esse tipo de honestidade intelectual, digamos assim. Nenhum faz e jamais fez. Eles nunca são feitos dessa forma. Os economistas brasileiros que estão eternamente no Brasil desde a década de 1990 não fazem parte do debate internacional. Estão completamente por fora. Se esperaria alguma renovação, mas ela não aconteceu. Todos os programas de governo diferentes candidatos têm problemas graves. Alguns têm uma ou outra proposta exequível, mas nenhum deles vai resolver a magnitude dos problemas que o Brasil vai enfrentar, para além dos problemas que o Brasil já tem.
Mas o que mais te chamou atenção de propostas extremamente inexequíveis?
O problema é que todas elas são fantasiosas e incompletas. Eu não chamaria as propostas necessariamente de absurdas. O problema é que não levam em consideração o que significa o Brasil inserido no planeta Terra. O mundo passou por uma pandemia entre 2018 e 2022 e está extraordinariamente diferente do que era nas últimas eleições. Não é a mesma coisa. Há uma imensa descontinuidade que não é levada em consideração por mais estranho que pareça. Não dá para querer comparar ou querer pensar mais ou menos, com diretrizes parecidas com o que você estava pensando em 2018, porque nesses últimos quatro anos o mundo simplesmente mudou. É outro mundo.
E como inserir o Brasil nesse novo mundo? Ele perdeu o bonde da globalização e como evitar que ele continue ficando fora das novas mudanças do cenário internacional?
Este é o pior momento para o país tentar se inserir no que quer que seja. A globalização, de modo geral, está em retrocesso no mundo. O momento geopolítico não é o momento propício para o Brasil tentar se inserir no mundo e a concorrência, de qualquer forma, ainda existe é grande. O mais importante, nesse contexto, é que os futuros formuladores de política econômica pensem e reflitam um pouco melhor não só sobre o que é importante para o Brasil do ponto de vista do que se passa internamente, mas como a inserção do Brasil no mundo é afetada por choques em profusão que estamos vendo na economia mundial. Falta esse olhar de que, mal ou bem, o Brasil pertence ao mundo e o que acontece no país, em termos de política econômica, depende do que está acontecendo lá fora. Formular política econômica a partir dessa perspectiva é cada vez mais importante, em vez de você ficar só olhando para o próprio umbigo.
Quase não há discussão sobre política internacional até na própria imprensa brasileira. No governo Dilma, em 2014, já era possível enxergar de fora que as políticas todas iam dar errado e que o Brasil ia ter um choque grande. Acabou sendo maior, até por causa da Lava-Jato. Sabíamos que o Brasil ia ter uma parada súbita no crescimento. Mas, Dilma foi reeleita, em 2014, porque o desemprego estava muito baixo, a inflação ainda era tolerável e ainda tinha um crescimento razoável. A economia, de fato, reage devagar. E, agora, o Brasil está crescendo artificialmente. É como se fosse um paciente sobrevivendo à base de ventilação, cheio de tubo. Esse crescimento e esse aumento do emprego estão diretamente relacionados com o ciclo eleitoral e com a intenção do governo de ganhar as eleições custe o que custar. E, e aí naturalmente, os problemas se manifestam depois. A gente consegue enxergar isso, consegue falar sobre isso, mas convencer a população, em geral, de que isso está acontecendo é uma tarefa quase que impossível.
Mas o governo adora desqualificar quem faz esse tipo de alerta sobre esses riscos, e afirmam que os críticos não enxergam a tendência de crescimento para frente…
É. E não se trata disso. Acho que os economistas estão olhando para frente sim. Agora, os economistas do Brasil se articulam muito mal. Também tem isso. É difícil para um economista no Brasil ter um discurso compreensível para a população de modo geral. É uma dificuldade imensa para fazer as pessoas entenderem como é que é que a economia realmente funciona na prática. É preciso saber mostrar que existe um problema de crescimento à frente, mesmo que ele não esteja acontecendo agora e contar que as raízes de um problema futuro estão sendo plantadas neste momento. Se você consegue entender as raízes, você consegue compreender porque é que as pessoas estão dizendo que o problema vai aparecer. Esse tipo de explicação não é dada.
E pela falta disso, o governo tem um discurso otimista. Afirma que o Brasil retomou em V, está descolado dos outros países e que a economia vai bombar…
E nesse sentido, o que preciso dizer é o seguinte: o descolamento é temporário. Ele nunca é permanente, porque o Brasil não está em Marte. O Brasil está na Terra. O país só teria um descolamento permanente se o Brasil estivesse em outro planeta, mas não está.
E eles ainda estão ignorando nesse discurso otimista o impacto defasado da alta dos juros da política monetária…
Completamente. Vamos combinar, porque não é nem um pouco conveniente para o governo falar sobre todos problemas que vão vir pela frente, porque o momento é um momento de eleição. Então, eles têm que falar das entre aspas conquistas que não são conquistas.. É o que eles fazem. Por enquanto, o discurso econômico é um discurso político. Não é um discurso técnico a respeito do que está acontecendo. É um palanque.
Exatamente. E eles têm um argumento que tem a ajuda da inflação que está diminuindo a relação dívida-PIB. E isso é a principal bandeira, mas tem um monte de precatório debaixo do tapete…
Mas esse argumento da dívida-PIB diminuindo por causa da inflação é um argumento que a população em geral não consegue compreender. Esse é um efeito totalmente alheio para qualquer pessoa comum. Eles não entendem. E nisso você cai no problema de comunicação. O importante é comunicar que tem várias coisas plantadas que vão estourar no ano que vem. É importante dizer que o cenário é inflacionário, independentemente independentemente do que faça o Banco Central, porque a inflação vai continuar. As pessoas precisam estar preparadas para isso. E, dado o que está acontecendo no mundo, com a guerra, enfim, uma porção de outras coisas, com os problemas da China e tal, a tendência é o crescimento do Brasil diminuir, tanto pelos problemas de fora, quanto pelos problemas de dentro. Não é difícil você dizer isso para as pessoas. E, como ninguém fala pras pessoas no Brasil, o discurso do governo prevalece. Mas as pessoas não se convencem necessariamente com isso porque estão vendo a inflação comer o salário.
Voltando um pouco a essa questão de como será o mundo pós-covid. A senhora está fazendo um mestrado na área médica, pode comentar?
Estou terminando o mestrado em imunologia e infectologia por conta da covid. Então eu vou adicionar mais esses esse selo na minha área de experiência. Mas o vírus é um vírus que não vai embora. Ele já se estabeleceu firmemente entre humanos. Ele não vai sumir. Em algum momento, vamos entrar em uma fase que está acontecendo no mundo inteiro em que uma boa parte da população, a maioria, vai ter alguma imunidade contra esse vírus. Então, você já não vai ter mais situação em que é um vírus novo e ninguém tem defesas contra ele. E estamos bem perto disso. E isso é importante porque isso significa que a gravidade da doença em si ela tende a ser menor. Ainda vai ter casos graves, porque existem pessoas com comprometimento. A doença é resultado da interação entre o vírus e o paciente. E nenhuma doença infectocontagiosa, a patogênese, ou seja, a doença, é fruto única e exclusivamente do agente infeccioso. Não é. A patogenicidade é fruto daquilo que o agente infeccioso faz no nosso organismo de um lado e como o nosso organismo responde de outro. No início da covid, o nosso organismo não tinha resposta, porque o vírus era novo.
Hoje, o nosso organismo tem resposta. Ela ainda não é completa. Agora, o vírus tem uma grande capacidade de mutação, assim, ele vai continuar mudando mais rápido do que a gente é capaz de responder. Então, a doença vai continuar, enfim a covid não vai acabar e o vírus não vai sumir. Atualmente a maioria dos países já entrou numa espécie de adaptação. Os governos e a sociedade de um modo geral estão agora alinhados na necessidade de conviver com o vírus. E conviver com o vírus significa que, eventualmente, você vai pegar. Nos Estados Unidos já até programaram uma vacina anual contra a covid. Agora, você ainda tem países como a China que estão tentando de todo jeito fazer o impossível, com as políticas de lockdown. Isso só vai prejudicar a população, e, agora sim, a economia.
O problema vai continuar?
O problema que a gente tem desde o início, em relação a covid, é que há uma falta de coordenação absoluta na maneira como os países implementaram políticas para lidar com a situação na medida em que a situação foi evoluindo. E isso, de certa maneira, continua a dar a tônica dos próximos anos, embora de uma forma diferente porque mais e mais países vão aderir a essa maneira de encarar a covid, o que é bom. Mas ainda é preciso ter cuidado com ela antes de encarar a ter uma certa normalidade. Agora, o nosso problema maior é que a gente está passando por uma situação, com mudanças climáticas se acentuando, em que as doenças infectocontagiosas vão ficar muito mais relevantes. Passamos por muitas décadas sob a ilusão de que não havia mais tantos problemas na área de doenças infectocontagiosas. Mas não temos mais essa situação hoje em dia. A quantidade de bactérias comuns que são resistentes a antibióticos é cada vez maior. E há muitas espécies diferentes de bactérias que são resistentes a muitos medicamentos. E o grande problema é que não temos nada para substituir o que temos de antibióticos.
E esse é um problema que não tem solução. Essas questões, juntando com a redução da cobertura vacinal, devido ao movimento antivacina, juntado ao contexto de mudanças climáticas com novos vírus e novas bactérias resistentes aparecendo, as doenças infectocontagiosas vão ter um papel de extrema relevância como determinantes dos rumos de políticas econômicas de todos os países. E ninguém está dando muita importância a isso. Essa foi a razão para eu fazer o mestrado. Eu cheguei à conclusão de que ser economista sem entender de doença infectocontagiosa não funciona mais. A monkeypox, por exemplo, é uma doença que vai evoluir, porque o vírus mudou muito em quatro anos. E olha que é um vírus que não muda muito como o da covid-19. Essas questões estão postas e o Brasil é um país extremamente vulnerável a novas doenças infectocontagiosas por causa do clima, por causa da floresta com a qual estão acabando e dos vários biomas que estão sendo exterminados no Brasil também. É um problema econômico gravíssimo que não está sendo levado em conta.
Como a senhora analisa a apropriação das comemorações do bicentenário da Independência pelo presidente Bolsonaro? O que podemos esperar das urnas em 2 de outubro?
Eu acho que assim tem três coisas que são relevantes. A primeira delas diz respeito a essa história de vai ter golpe, vai ter isso, vai ter aquilo. É claro que esse risco existe. Estamos tratando do Bolsonaro, e sabemos como ele é. Não vejo o Bolsonaro como uma pessoa capaz de realmente fazer aquilo que é necessário para um golpe, que requer uma organização, é preciso estruturar golpe. O Bolsonaro ataca as instituições, e, certamente, isso é uma forma de se organizar um golpe, mas não é a organização do golpe em si. É apenas o início de um caminho. O Bolsonaro, na prática, está muito mais interessado em bagunça e em baderna com violência do que em golpe propriamente. Eu não acho que vai ser um enorme problema para o Bolsonaro perder as eleições, porque ele tem uma base imensa de pessoas que vão continuar apoiando ele da mesma maneira e que ele pode usar para causar a bagunça e a baderna que ele quiser. E para ele isso é muito mais fácil do que organizar um golpe agora. O Bolsonaro é um grande influencer, no final das contas, como o Donald Trump. A invasão do Capitólio não foi uma tentativa de golpe. Foi o Trump fazendo bagunça e baderna.
Ou seja, podemos ter o mesmo aqui também?
Sim. E isso daí vai ser um abalo para a economia. Vai ser um abalo para as nossas convulsões políticas. Mas é com isso que vamos conviver. E Bolsonaro vai estar muito confortável incentivando isso, mais do que organizando um golpe e tendo que governar um país complicado de governar. Nisso ele não é nem um pouco diferente do Trump. É óbvio que o Trump não queria continuar presidente. É muito mais confortável para ele fazer o que ele está fazendo. Ele vive nas manchetes. E ele não tem trabalho nenhum. O Bolsonaro é a mesma coisa. É um preguiçoso incompetente. E qual é a melhor estratégia para um preguiçoso incompetente? Fazer bagunça, criar baderna. É isso que vai fazer.
Correio Braziliense
IPEC: Lula oscila positivamente e aumenta distância para Bolsonaro no 1º turno
Segunda, 12 de Setembro de 2022 - 21:29

Foto: Reprodução / TV Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou 2% positivamente na nova pesquisa do Ipec e aumentou a distância para o segundo colocado, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), na disputa presidencial deste ano. De acordo com o levantamento, publicado pelo instituto na noite desta segunda-feira (12), o petista pode vencer as eleições no primeiro turno.
Lula, que aparecia com 44% das intenções de voto na última pesquisa, chegou a 46% no levantamento desta semana. Bolsonaro manteve a mesma pontuação, com 31% da preferência.
Em terceiro lugar, aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) que oscilou negativamente de 8% para 7%. A senadora Simone Tebet (MDB), em quarto, manteve os 4% apresentados na pesquisa anterior.
Com 1%, aparecem a senadora Soraya Thronicke (União) e o empresário Felipe D’Ávila (Novo), ambos mantendo as pontuações do levantamento da semana anterior. Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.
A pesquisa aponta que Lula poderia vencer no primeiro turno caso as eleições fossem hoje, pois a pontuação do petista (46%) supera a soma de seus adversários (44%). Brancos e nulos somaram 6%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
O Ipec entrevistou 2.512 eleitores entre os dias 9 e 11 de setembro, em 158 municípios. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01390/2022.
BAHIA NOTÍCIAS
Eleições podem quebrar ‘jejuns’ de até 50 anos; cientista explica fenômeno na Bahia
Terça, 13 de Setembro de 2022 - 00:00
por Anderson Ramos / Leonardo Almeida

Foto: Reprodução
Levando em considerações as pesquisas recentes, ACM Neto (União), que lidera as intenções de voto, pode ser o primeiro governador da Bahia a não apoiar um presidente "eleito" no estado desde 2006. Além disso, no campo do legislativo, o candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD), pode quebrar um “jejum” de 50 anos e ser eleito senador mesmo não estando na mesma chapa que o governador, caso Neto vença as eleições, algo que não acontece na Bahia desde a década de 1960.
Após 16 anos, os baianos podem eleger um governador que declarou apoio ao presidente eleito. O último candidato que conseguiu vencer as eleições nestas condições foi Paulo Souto (2002-2006), que venceu a disputa eleitoral de 2002 contra Jaques Wagner (PT), no qual era apoiador do então candidato à presidência, e eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cientista político e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Claudio André de Souza, explica que ACM Neto pode estar se beneficiando de uma “despolarização nacional”, com uma mudança na estratégia nestas eleições. Ele também citou, por exemplo, a vinda de aliados da chapa do PT, como João Leão (Progressistas), que é vice-governador de Rui Costa (PT), para o campo político de Neto.
“A construção como liderança nessas eleições se deu por uma despolarização nacional, o antipetismo de ACM Neto observado em outras eleições passou por uma desconstrução na sua estratégia para as eleições deste ano. A estratégia estabelecida foi trazer aliados do ex-presidente Lula para o seu grupo político, mas ao mesmo tempo não há um palanque para um alinhamento nacional de Neto com algum candidato a presidência”, afirmou André.
O postulante ao Palácio de Ondina já declarou por diversas vezes que não terá uma preferência em relação às eleições presidenciais, chegando a afirmar que tem “direito a não ter um candidato” (veja mais aqui). Em 2018, o ex-prefeito de Salvador chegou a declarar apoio a Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno (relembre aqui), mas, recentemente, revelou estar insatisfeito com o governo.
André explica que um posicionamento de ACM Neto neste momento, poderia causar uma “virada” nas intenções de voto, visto que o candidato possui uma base eleitoral que é lulista aqui na Bahia. Contudo, o cientista também afirma que é uma estratégia “arriscada”, pois o estado vem preferindo por governadores petistas nos últimos anos.
“A gente tem um eleitorado tardio, em uma reta final de mais ou menos duas semanas, e a gente sabe que isso pode causar uma virada, pois ele [Neto] tem eleitores que são lulistas. Na pesquisa Genial/Quaest isso já foi detectado, 60% dos votos lulistas estão indo para ACM Neto. Essa despolarização é arriscada, porque ele arrisca diante de um eleitorado que tem votado no PT. Rui Costa teve mais votos que Fernando Haddad na Bahia, por exemplo”, explicou o cientista.
SENADO
Podendo quebrar “jejum”, o candidato à reeleição no Senado Otto Alencar, caso eleito, será o primeiro senador a se eleger na Casa Legislativa não estando na mesma chapa que o governador, contando que ACM Neto vença a disputa estadual. O fato nunca ocorreu na Nova República Brasileira, iniciada em 1985. Na Bahia, Otto compõe a chapa petista do candidato Jerônimo Rodrigues (PT), que atualmente está em segundo lugar nas pesquisas.
Claudio André explica que no Brasil, tradicionalmente, se elege o senador seguindo a linha política do voto para governador, sendo alinhado a chapa política. Contudo, o especialista explica que, por conta do período da pandemia, Otto ganhou projeção nacional após a CPI da Covid, na qual o senador ganhou grande repercussão.
“Tradicionalmente no Brasil o comportamento eleitoral do eleitorado do nosso país é de votar no senador que foi apoiado pelo governador. Então o voto para o Senado, em geral, está muito alinhado à chapa, a quem se elegeu ao governo estadual. Acontece que o trabalho do PSD, o trabalho na liderança de Otto Alencar e também a sua projeção nacional, em especial, agora diante do que foi esse período da pandemia, com todos os debates envolvendo a comissão que ganhou repercussão nacional, pode influenciar uma parte do eleitorado sim”, explicou André.
PESQUISAS
De acordo com o último levantamento do BN/Paraná Pesquisas, Otto Alencar (PSD) lidera a corrida eleitoral pelo Senado na Bahia com 31,8% das intenções de voto (veja mais aqui). Em relação a disputa para governador, ACM Neto levaria a vitória nas eleições no primeiro turno, acumulando 52,9%% das intenções de voto, segundo pesquisa do mesmo local (reveja aqui).
BAHIA NOTÍCIAS
Lula volta a comparar Bolsonaro a Hitler e culpa Aécio por animosidade no Brasil
Terça, 13 de Setembro de 2022 - 07:00
por Victoria Azevedo | Folhapress

Foto: Reprodução / CNN
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comparar o presidente Jair Bolsonaro (PL) ao nazista Adolf Hitler e afirmou que o deputado federal Aécio Neves (PSDB) é responsável pelo "clima de animosidade" do Brasil por não ter aceitado o resultado das eleições presidenciais de 2014 contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
"O Aécio afrontou a vitória da Dilma, entrou com recurso na Justiça e é responsável pelo clima de animosidade que está criado hoje nesse país. Numa eleição, você disputa, você perde ou você ganha", afirmou Lula.
O petista participou de sabatina da CNN Brasil na noite desta segunda-feira (12). A conversa foi conduzida pelo jornalista William Waack.
Lula afirmou ainda que o clima no Brasil mudou após o impeachment de Dilma, referindo-se a ele como "golpe", e que, até então, o Brasil vivia "em normalidade".
"Não tinha dificuldade de relacionamento com os partidos políticos. O Fernando Henrique Cardoso não teve, o Sarney não teve. Isso começou depois de 2014, 2015, quando o Aécio não aceitou os resultados das eleições e instigou que o Eduardo Cunha se comportasse do jeito que se comportou", continuou Lula.
Em seguida, o ex-presidente afirmou que vários fatores contribuíram para que o Brasil entrasse nesse "clima de nervosismo", sendo uma delas a negação da política, e comparou o atual chefe do Executivo a Hitler e Mussolini.
"A destruição da política permitiu que surgisse um Bolsonaro como permitiu que surgisse na Alemanha um Hitler, como permitiu que surgisse na Itália um Mussolini. Toda vez que você nega a política, o que vem depois dela é muito pior."
Na sabatina, Lula também voltou a afirmar que há uma "certa anormalidade" no país na atuação dos Poderes. Ele afirmou que, às vezes, o Judiciário "se comporta fazendo política" e que para voltar a normalidade é preciso que cada Poder volte a cumprir com a sua função. "Governo governa, Legislativo legisla e o Judiciário tem o papel de ser o garantidor da Constituição."
Ele disse que é preciso seguir acreditando na Justiça e que não se arrependeu de nenhuma indicação que ele fez ao Supremo Tribunal Federal durante os seus mandatos. "Nunca indiquei para depender de favor. Indiquei por currículo e competência", disse.
BAHIA NOTÍCIAS
Valmir não aceita ter caído do cavalo selado
em 13 set, 2022 8:27
Adiberto de SouzA
Tornado inelegível por abuso do poder econômico e tendo a candidatura a governador negada pela Justiça Eleitoral, Valmir de Francisquinho (PL) continua estrebuchando, prometendo resistir até o último recurso. Em outras palavras, o ainda postulante ao governo de Sergipe não aceita o fato de ter caído do cavalo selado que passou em sua porta. Muito por isso, se debate antes de morrer de sede às margens de um rio de votos. Esperneia mesmo sabendo que dificilmente obterá êxito nos recursos impetrados por sua defesa. Há quem garanta que, além de querer permanecer na campanha visando usar o rádio e a televisão para atacar o candidato governista Fábio Mitidieri (PSD), a quem culpa por sua desgraça política, Valmir tem sofrido forte pressão do PL para não desmontar o palanque. É que o partido precisa da popularidade do inelegível Francisquinho para turbinar a candidatura a senador de Eduardo Amorim, que vem ser irmão do empresário Edvan, o mandachuva da legenda em Sergipe. Diante disso e sem tem nada a perder, Valmir vai seguir em campanha sub judice, embora saiba que, por força dos impedimentos judiciais, mesmo que seja o mais votado, ganha mas não leva. Misericórdia!
Candidaturas negadas
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe negou, por unanimidade, os registros das candidaturas à Câmara Federal de Eliane Aquino (PT) e de Valdevan Noventa (PL). A petista foi retirada do processo eleitoral por não ter se afastado dos conselhos estaduais dentro do prazo previsto pela Legislação. Já Noventa teve o registro negado porque está inelegível, após ter sido condenado por abuso do poder econômico e político nas eleições de 2018. O PT ainda não informou se a vice-governadora Eliane vai recorrer contra a decisão ou se ela será substituída por outro candidato a deputado estadual. Aguardemos, portanto!
A importância dos nanicos
Embora com poucas chances de chegarem ao pódio, vários partidos nanicos apresentaram candidatos majoritários. Em Sergipe, disputam o governo estadual nomes pouco conhecidos do eleitorado, como Antônio Claudio Geriatra (DC), Elinos Sabino (PSTU), Niully Campos (PSOL) e o professor Aroldo Félix (UP). Embora com pouco tempo no horário da propaganda eleitoral, todos estão expondo suas propostas. Ressalte-se que os chamados candidatos nanicos são uma opção para os eleitores insatisfeitos, que não querem anular os votos, mas se recusam em votar nos postulantes ao governo dos chamados grandes partidos. O nome disso é democracia. Supimpa!
Os esquecidos
Sem tempo no horário eleitoral gratuito na TV e rádio, o candidato a deputado federal pelo PMN, Airton de Santana Santos, abriu mão da disputa. “O partido desistiu de candidatura própria ao governo de Sergipe, fez um acordo para apoiar Valmir de Francisquinho (PL) e nós, os partidários, fomos esquecidos. Fui informado que não poderia usar o horário gratuito e optei por desistir da candidatura”, declarou. Esta informação é do blog Primeira Mão.
Promessa surreal
O candidato a deputado estadual Joselito dos Santos (Republicanos), o “Vovozinho”, fez uma promessa surreal à população de Tobias Barreto: Caso seja eleito, tentará construir uma praia no município para “a gente comer uns caranguejos nos fins de semana”. O problema é o elevado custo da transposição do Oceano Atlântico até Tobias Barreto, localizado na região Centro-Sul de Sergipe. Pessoa humilde e pai de 12 filhos, “Vovozinho” é muito querido na cidade. Prova disso foi a grande carreata organizada pelos amigos e simpatizantes de Joselito. O distinto sonhava em um dia conhecer a rainha Elizabeth 2ª por se achar parecido com o esposo da fidalga, o falecido príncipe Philip. Durma com um barulho desse!
Pulou uma fogueira
E o deputado federal Fábio Henrique (UB) teve a sua candidatura à reeleição deferida pelo Pleno do TRE. O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação com base em decisão do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas de quando Fábio foi prefeito de Nossa Senhora do Socorro. Após as devidas explicações jurídicas, o próprio MPE votou favorável ao parlamentar: “Agora deferida, a nossa candidatura segue nas mãos de Deus e do povo para continuarmos defendendo os direitos dos sergipanos em Brasília”, discursou o deputado. Marminino!
Só pra contrariar
Invocado com o comando estadual do PDT, o vereador aracajuano Isac Silveira (PDT) anunciou apoio ao candidato a senador Valadares Filho (PSB), que faz oposição a Laércio Oliveira (PP), apoiado pelos pedetistas. Há quem diga que a decisão visou unicamente contrair o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. É que, enquanto presidente do PDT, o gestor não ofereceu as condições para Silveira disputar uma cadeira na Câmara Federal. Claro que Isac nega tal hipótese, garantindo ter se definido por Vavazinho “pelo seu histórico do ex-deputado federal que, durante os seus três mandatos, sempre fez muito por Aracaju”. Então, tá!
Prestando contas
Os candidatos, partidos e as federações têm até hoje para fazer a prestação de contas da movimentação financeira em dinheiro junto à Justiça Eleitoral. As informações devem ser feitas tomando como referência o período entre o início da campanha e a última quinta-feira. Ressalte-se que os postulantes a cargos eletivos que tiveram as candidaturas negadas pelo TRE devem devolver o dinheiro que receberam do milionário Fundo Eleitoral. Pelo visto, até o fim da campanha, muita gente terá dificuldades para explicar como gastou a bufunfa pública. Cruz, credo!
Avaliação festejada
E o candidato a governador Alessandro Vieira (PSDB) está comemorando o prêmio que lhe foi conferido pelo Portal Ranking dos Políticos. A avaliação dos parlamentares toma como base o combate à corrupção, aos privilégios e ao desperdício da máquina pública. O tucano festeja o fato de ser o parlamentar avaliado como o primeiro no Senado entre os que representam Sergipe. “Fico honrado pelo reconhecimento do nosso trabalho e motivado a fazer muito mais como governador”, discursa Vieira, que na avaliação geral do Ranking dos Políticos ficou na distante 86ª posição. Home vôte!
Disputa aquática
De um bebinho, num boteco de Aracaju: “Quem não virou jacaré com a vacina contra a Covid-19, vai assistir uma disputa aquática entre lula e o crocodilo, isso se antes das eleições o assustado aligátor não se esconder no pântano”. Danôsse!
INFONET
Atenção MPF/SE: bares estão privatizando faixa de areia nas praias
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Se tem um órgão que faz com correção e destemor sua função em Sergipe é o Ministério Público Federal.
Se o assunto é a defesa do Meio Ambiente o órgão tem diversas ações, como por exemplo, na área das praias, principalmente de Aracaju. Já foram várias ações para regularizar a ocupação da praia que é uma concessão federal.
Pois bem, em alguns destes bares seus donos acham que também são “donos” da faixa de areia. É preciso que o MPF faça num fim de semana uma ação integrada com a PF e outros órgãos, como fez às margens do rio São Francisco e chame o feito à ordem. A área da praia é de proteção permanente, composta de dunas e vegetação de restinga. Aliás, tem bar até mesmo usando a duna para fazer promoção.
É verdade sim que tem donos de bares proibindo ambulantes de passarem pelas mesas na faixa de areia e até mesmo avisando aos clientes que é proibido comprar produtos dos ambulantes. Um absurdo! Que imagem Aracaju está passando para os turistas? Que história é essa de limitar passagem em um espaço público? Sergipe não tem autoridade não?
O blog vai ajudar o MPF e no próximo fim de semana já pediu a alguns ambulantes na região da praia de Aruana para que filmem e mande gravações se forem barrados em algum bar.
E que história é essa que tem bares com policiais armados à paisana fazendo segurança e amedrontando os ambulantes? Compete à SSP e à corregedoria da PC e da PM abrirem procedimentos administrativos para punir estes policiais.
O blog não vai parar aqui. Alguns leitores já se prontificaram também para enviar fotos, vídeos e gravações.
O MPF tem poder não só de ingressar com uma ação, mas suspender a concessão destes bares que pensam que a praia é privada. É aguardar a atuação correta e destemida do MPF e outros órgãos.
Candidatura de Eliane e assessoria A inelegibilidade de Eliane Aquino revela uma falha grotesca de sua assessoria mais próxima causando-lhe prejuízo político-jurídico gigantesco. Advogados consultados pelo blog revelam que muito dificilmente ela vai conseguir reverter a decisão do TRE/SE. A decisão cabe recurso.
Onze magistrados concorrem a vaga deixada com a aposentadoria do desembargador José dos Anjos Os juízes José Anselmo dos Santos, Fernando Clemente da Rocha, Manoel Costa Neto, Simone de Oliveira Fraga, Bethzamara Rocha Macedo, Sérgio Menezes Lucas, Edivaldo dos Santos, Adelaida Maria Martins Moura, João Hora Neto, Maria da Conceição da Silva Santos, Maria Angélica Garcia Moreno estão concorrendo a vaga de desembargador por merecimento. O Pleno do Tribunal de Justiça deve agendar a escolha nos próximos dias.
Aguardem! O “Mau Mau” do mal feito Em outubro a série dos bastidores numa grande corporação de Sergipe onde alguns empresários estão chateados com alguns que se acham “donos” de um trabalho que é coletivo. A cada dia que passa o blog recebe mais informações.
Unimed Sergipe Pelo andar da carruagem, a Unimed Sergipe só terá atendimento na rede própria. Mensalmente os usuários recebem o boleto de pagamento com uma extensa folha de unidades de saúde e exames descredenciadas. Algo estranho….
“Legal Experience – O Direito e as Novas Tecnologias” E amanhã, 14, será realizado o evento Legal Experience, produzido pela Revista Advogados e será realizado no no Quality Hotel em Aracaju. Segundo a organização será o primeiro evento em Sergipe abordará temas relacionados ao direito e novas tecnologias. Nomes como Bruno Feigelson, Graziele Cabral, Bernardo Azevedo e Glauber Paschoal estão entre os palestrantes.
“Talk show” Será realizado em o formato de “talk show”, em caráter inédito na capital sergipana, tem como finalidade fomentar a discussão sobre um novo olhar do cotidiano forense, além das novas ferramentas tecnológicas aplicadas ao mundo jurídico, sobretudo diante do dinamismo e celeridade das transformações do modelo de gestão de processos e de informações. Garanta sua participação aqui.
Pois bem, em alguns destes bares seus donos acham que também são “donos” da faixa de areia. É preciso que o MPF faça num fim de semana uma ação integrada com a PF e outros órgãos, como fez às margens do rio São Francisco e chame o feito à ordem. A área da praia é de proteção permanente, composta de dunas e vegetação de restinga. Aliás, tem bar até mesmo usando a duna para fazer promoção.
É verdade sim que tem donos de bares proibindo ambulantes de passarem pelas mesas na faixa de areia e até mesmo avisando aos clientes que é proibido comprar produtos dos ambulantes. Um absurdo! Que imagem Aracaju está passando para os turistas? Que história é essa de limitar passagem em um espaço público? Sergipe não tem autoridade não?
O blog vai ajudar o MPF e no próximo fim de semana já pediu a alguns ambulantes na região da praia de Aruana para que filmem e mande gravações se forem barrados em algum bar.
E que história é essa que tem bares com policiais armados à paisana fazendo segurança e amedrontando os ambulantes? Compete à SSP e à corregedoria da PC e da PM abrirem procedimentos administrativos para punir estes policiais.
O blog não vai parar aqui. Alguns leitores já se prontificaram também para enviar fotos, vídeos e gravações.
O MPF tem poder não só de ingressar com uma ação, mas suspender a concessão destes bares que pensam que a praia é privada. É aguardar a atuação correta e destemida do MPF e outros órgãos.
Candidatura de Eliane e assessoria A inelegibilidade de Eliane Aquino revela uma falha grotesca de sua assessoria mais próxima causando-lhe prejuízo político-jurídico gigantesco. Advogados consultados pelo blog revelam que muito dificilmente ela vai conseguir reverter a decisão do TRE/SE. A decisão cabe recurso.
Onze magistrados concorrem a vaga deixada com a aposentadoria do desembargador José dos Anjos Os juízes José Anselmo dos Santos, Fernando Clemente da Rocha, Manoel Costa Neto, Simone de Oliveira Fraga, Bethzamara Rocha Macedo, Sérgio Menezes Lucas, Edivaldo dos Santos, Adelaida Maria Martins Moura, João Hora Neto, Maria da Conceição da Silva Santos, Maria Angélica Garcia Moreno estão concorrendo a vaga de desembargador por merecimento. O Pleno do Tribunal de Justiça deve agendar a escolha nos próximos dias.
Aguardem! O “Mau Mau” do mal feito Em outubro a série dos bastidores numa grande corporação de Sergipe onde alguns empresários estão chateados com alguns que se acham “donos” de um trabalho que é coletivo. A cada dia que passa o blog recebe mais informações.
Unimed Sergipe Pelo andar da carruagem, a Unimed Sergipe só terá atendimento na rede própria. Mensalmente os usuários recebem o boleto de pagamento com uma extensa folha de unidades de saúde e exames descredenciadas. Algo estranho….
Os motoristas que transitam pela rua Jasiel de Brito Cortes, no bairro Jabotiana, estão sofrendo com a grande quantidade de buracos no asfalto A rua é a única via de acesso aos vários condomínios residenciais na região que abrange parte do Santa Lúcia. Muitos moradores da área já fizeram reclamações e cobranças na Prefeitura de Aracaju, mas até agora nenhuma solução foi tomada. O período chuvoso, é claro, agrava a situação da rua, mas a falta de manutenção por parte do poder público faz com que muitos motoristas fiquem no prejuízo. Agora a comunidade que mora ao longo da Jasiel de Brito Cortes já pensa em fazer um protesto e responsabilizar o prefeito Edvaldo Nogueira pelos vários transtornos.
Coletiva de Valmir foi marcada por esclarecimentos jurídicos do advogado Evânio Moura referendando manutenção da candidatura E na entrevista coletiva realizada ontem, 12, pelo candidato ao governo Valmir de Francisquinho, chamou à atenção da imprensa a desenvoltura e a firmeza do advogado Evânio Moura responsável pelo recursos cabíveis trabalha para reverter a decisão do TRE. “Nós estamos a 20 dias da eleição. Hoje é a data limite que pode haver pedido de substituição de candidatura, mas essa interposição de recursos e mais a própria vontade externada de Valmir, deixa claro que nós vamos utilizar todos os recursos cabíveis, das instâncias cabíveis seguindo rito processual cabível. A defesa trabalha para reverter essa decisão”, explicou. Leia toda matéria da Infonet aqui.
Acessibilidade orla Sul. Esclarecimentos Cehop: Sobre a foto de uma rampa de acessibilidade publicada em vosso conceituado blog no dia 12 de setembro de 2022, a Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop) esclarece que para melhorar o projeto inicial da obra do Trecho 3-A da Orla Sul, no que diz respeito à travessia para pessoas com dificuldade de locomoção, a pedido das associações e conselhos dos direitos de pessoas com deficiência foram acrescentadas duas faixas no citado trecho, o que justifica a imagem do canteiro na referida foto, uma vez que a obra ainda encontra-se em execução.
Duas lombofaixas estão previstas no projeto. Com placas de sinalização A Cehop afirma que os acessos desses usuários de um lado para o outro da rodovia dar-se-ão por meio de duas lombofaixas previstas no projeto original ao longo do trecho, onde serão instaladas placas de sinalização. O órgão estadual salienta que todo o trecho construído possui acessibilidade, inclusive no acesso aos bares e restaurantes, locais estes em que foram construídas rampas e corrimãos, sendo que o projeto inicial passou por revisões de adequação conforme solicitação da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). A companhia estadual ressalta que quaisquer adequações que se fizerem necessárias serão realizadas, desde que se enquadrem dentro das normas técnicas vigentes em lei.
Fábio Mitidieri afirma que não vai privatizar a Deso Em entrevista concedida ao telejornal SE1, da TV Sergipe ontem, 12, o candidato ao governo do Estado pelo PSD, Fábio Mitidieri, apresentou propostas do seu plano de governo para fazer Sergipe avançar nos próximos quatro anos, abordando temas relacionados à descentralização dos serviços de saúde, ampliação do ensino médio integral e melhorias na prestação dos serviços da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).
PPP para a Deso Ao ser questionado pela jornalista Suzane Vidal sobre a qualidade do fornecimento de água no Estado, Fábio Mitidieri apresentou sua proposta para a área e afirmou que não irá privatizar a Companhia de Saneamento de Sergipe. “Eu proponho uma Parceria Público Privada para promover mudanças na gestão da Deso. Uma empresa privada começa a administrar a prestação do serviço, mas o Estado continua dono da empresa. Eu não pretendo fazer privatização, é apenas uma parceria entre o Estado e a rede privada para modernizar a estrutura e melhorar a qualidade do serviço”, ressaltou o candidato.
Ampliação ensino integral Em outra pergunta, falando sobre a educação, Fábio apresentou a proposta de ampliação do ensino integral nas escolas da rede pública. “O meu plano de governo propõe a ampliação do ensino integral como forma de contribuir para a qualidade do ensino público de Sergipe e oferecer mais atividades complementares e esportivas para os jovens, além de permitir que as mães trabalhem tranquilas, sabendo que seus filhos estão na escola”, disse.

34 Anos O Clube de Karatê União reuniu cerca de 80 atletas, alunos de diversas escolas, professores, além dos participantes dos projetos sociais como Fumaça Zero e Lar Esmeralda para comemorar o aniversário num grande evento. Agradecendo o Aracaju Park Shopping, óticas Carol, entre outros. “Fizemos um grande evento e uma grande festa para comemorar os 34 anos onde através do esporte ajudamos a educar e formar o cidadão.”
O Clube de Karate União tem três polos Na galeria do Posto Presidente na Praça no Bairro 18 do Forte (AJU); no conjunto Marcos Freire, em Socorro e no Clube da Caixa na Avenida Melício Machado, na Zona Sul de Aracaju. O clube está em promoção neste mês de aniversário com 15% da mensalidade.
Setembro é o mês de conscientização sobre a fibrose cística, doença rara e ainda sem cura conhecida No calendário da saúde, setembro é conhecido como Setembro Roxo e tem por objetivo conscientizar sobre a fibrose cística – doença genética, rara e ainda sem cura, resultado da disfunção de uma proteína que faz com que toda a secreção do organismo seja mais espessa que o normal, dificultando sua eliminação -, e contribuir para o diagnóstico precoce e a melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares.
Descoberta Setembro foi escolhido para abordar a fibrose cística porque dia 5 é marcado como o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da doença e 8 de setembro é lembrado como o Dia Mundial da Fibrose Cística, data em que a descoberta do gene causador da patologia foi publicada na revista Science, em 1989.
Melhores ONGs O Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística – referência nacional sobre o assunto e vencedor, por quatro anos consecutivos, do Prêmio Melhores ONGs do País, promove anualmente, ao lado de parceiros, apoiadores e voluntários, a campanha Setembro Roxo – Mês Nacional de Conscientização sobre a Fibrose Cística, cujo mote nesta edição será Nossa Luta tem muitos nomes. A ideia é chamar a atenção para as ações que podem ser realizadas para defender e garantir os direitos das pessoas com fibrose cística, seus familiares e todo ecossistema envolvido, bem como um maior e melhor acesso dessas pessoas ao diagnóstico precoce e ao tratamento que garante melhor qualidade de vida. Saiba mais sobre a campanha em www.setembroroxo.unidospelavida.org.br.
Desconhecimento “Apesar de ser uma das doenças raras mais comuns no Brasil, a fibrose cística ainda é desconhecida por grande parte da população. Por isso, ainda temos muito o que informar, esclarecer e engajar as pessoas para que o diagnóstico seja assertivo e precoce, o tratamento esteja acessível e adequado e que o nosso dia a dia seja com qualidade”, afirma Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira, diagnosticada com fibrose cística aos 23 anos, fundadora e diretora executiva do Instituto Unidos pela Vida.
Ações especiais Como parte da programação do Setembro Roxo, estão programadas iluminações de pontos turísticos, prédios e monumentos públicos nas principais capitais do país, material informativo sobre os direitos das pessoas com fibrose cística, criação de página especial na internet para conscientizar o público leigo sobre a doença, além de mobilização nas mídias sociais.
Ações especiais II Como parte da programação do Setembro Roxo, estão Entre os pontos de destaque para iluminação na cor roxa em alusão à campanha deste ano, está a iluminação do Senado Federal, em Brasília/DF, em 1º de setembro, e do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro/RJ, em 02 de setembro. Será a primeira vez que o monumento carioca, considerado como patrimônio cultural material brasileiro, receberá a cor especial para o Setembro Roxo.
Atenção da sociedade “Esperamos, com a campanha, atingir um máximo de pessoas possível, chamando a atenção da sociedade e das autoridades para a fibrose cística e, especialmente, para a situação de quem possui esta doença. Apesar de a fibrose cística estar contemplada no exame de triagem neonatal, 25% das pessoas levaram pelo menos um ano para ter a doença identificada após os primeiros sintomas; e 13% só receberam o diagnóstico correto no mínimo 10 anos depois das manifestações iniciais”, finaliza a fundadora e diretora executiva do Instituto Unidos pela Vida. A campanha tem investimento social da Abbott e da Vertex.
Sobre a fibrose cística Uma doença que pode ser identificada logo nos primeiros dias de vida do bebê pelo Teste do Pezinho e que é conhecida como “doença do beijo salgado”, uma vez que quem a possui apresenta suor mais salgado que o comum. Essa é a fibrose cística, doença genética rara e ainda sem cura, resultado da disfunção de uma proteína que faz com que toda a secreção do organismo seja mais espessa que o normal, dificultando sua eliminação.
Sobre a fibrose cística II O muco espesso, característico da doença, desencadeia alterações nos sistemas respiratório, digestivo e reprodutor. No primeiro, ele bloqueia os canais dos brônquios ocasionando dificuldades para respirar, causando tosse crônica, infecções de repetição, pneumonias e, em casos mais graves, bronquiectasia (alargamento ou distorção irreversível dos brônquios, sendo que o tratamento na maioria das vezes é cirúrgico).
Sobre a fibrose cística III Já no sistema digestivo, é responsável por evitar que as enzimas digestivas, necessárias à digestão, cheguem ao intestino, levando assim à desnutrição do paciente e ocasionando diarreia, constipação e dificuldade para ganhar peso e estatura. Por fim, no aparelho reprodutor, as mulheres têm a fertilidade diminuída, mas têm chances de engravidar; já os homens produzem espermatozoides, contudo a maioria é infértil em função da obstrução do canal deferente (que transporta os espermatozoides até o testículo).
Exames Por motivo técnico, os exames complementares para a detecção da doença (aqueles que ratificam a suspeita trazida pelo chamado Teste do Pezinho) só podem ser realizados após o segundo mês de vida do bebê. O primeiro deles é o Teste do Suor, que visa medir os níveis de sódio e cloro no suor. Valores acima de 60 mEq/L são suficientes para confirmar o diagnóstico. Porém, sabe-se que um número considerável de afetados têm níveis intermediários de cloreto no suor (entre 40 e 60 mEq/l). Nestes casos, a análise de DNA pode ser extremamente útil para confirmação de uma hipótese diagnóstica. O teste genético, quando realizado em sua forma completa, é absolutamente conclusivo.
Equipe multidisciplinar Apesar de ainda não ter cura, a fibrose cística tem tratamento. Este deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, e é composto por fisioterapia respiratória diária, que contempla exercícios para ajudar na expectoração e limpeza do pulmão, evitando assim infecções; atividade física para fortalecimento e aumento da capacidade respiratória; ingestão de medicamentos como enzimas pancreáticas para absorção de gorduras e nutrientes; antibióticos; polivitamínicos; inalação com mucolíticos, que também auxiliam na expectoração e limpeza do pulmão, entre outros.
Sobre o Unidos pela Vida: Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística O Instituto Unidos pela Vida foi fundado em 2011 pela psicóloga Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira, diagnosticada com fibrose cística aos 23 anos. A missão do Unidos pela Vida é defender que pessoas com fibrose cística no Brasil tenham conhecimento sobre sua saúde e direitos, equidade no acesso ao diagnóstico precoce e aos melhores tratamentos, contribuindo para melhora na qualidade de vida. Em 2021, pelo quarto ano consecutivo, o Instituto foi eleito entre as 10 Melhores ONGs de Pequeno Porte do Brasil pelo Instituto Doar, da Rede Filantropia, e O Mundo que Queremos. Créditos texto: Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística.
INFONET
TRE/SE impugna candidatura de Eliane Aquino

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE) decidiu nesta segunda-feira, 12, impugnar a candidatura da vice-governadora de Sergipe, Eliane Aquino, ao cargo de deputada federal. A decisão atende a pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral que argumentou que a candidata não se desincompatibilizou – no prazo imposto pela legislação – dos cargos de presidente dos conselhos deliberativos de quatro órgãos públicos: Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Departamento Estadual da Infraestrutura Rodoviária de Sergipe (DER/SE) e Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Sergipe (IPES/SE).
De acordo com o MP Eleitoral, um levantamento realizado identificou que Eliane Aquino recebeu gratificação pela atuação no conselho do Detran em julho de 2022 e só não recebeu a gratificação pela Adema por “participar de mais três conselhos” conforme registrado em ata de reunião do órgão. Já em relação ao DER e ao IPES, segundo o MP Eleitoral, publicações no Diário Oficial do Estado indicam que Eliane ainda era presidente dos conselhos deliberativos desses órgãos em julho e agosto, respectivamente.
Eliane Aquino se pronunciou sobre os fatos e disse que as funções que desempenhava nos conselhos possuem, por lei, total vinculação ao cargo de vice-governadora e, portanto, são funções ligadas ao exercício do cargo dele e dele indissociáveis. Ela disse também que não recebeu nenhuma orientação no sentido de desincompatibilização e ressaltou que sua participação nesses conselhos seguiu as mais estritas práticas éticas, de responsabilidade e respeito ao erário público.
A candidata pode recorrer da decisão. Caso interponha recurso, o caso será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por Verlane Estácio
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Registro de candidatura de Valdevan 90 é negado pelo TRE/SE
em 12 set, 2022 17:59

Por unanimidade, os juízes do Tribuna Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) decidiram nesta segunda-feira, 12, negar o registrado de candidatura à Câmara dos Deputados, de José Valdevan de Jesus Santos, o Valdevan 90.
A impugnação seguiu a tese do MP eleitoral, que argumentou que o candidato foi condenado por abuso de poder econômico nas eleições de 2018, tendo ficado inelegível após o julgamento. Na ocasião, a investigação do MP Eleitoral identificou fraude na prestação de contas de campanha do candidato, com depósitos e doadores irregulares, e a condenação do TRE-SE já foi confirmada pelo TSE.
Candidaturas confirmadas
Os candidatos Fabio Henrique Santana de Carvalho e Christiano Rogério Rêgo Cavalcante, que também tiveram suas candidaturas contestadas pelo MP Eleitoral, tiveram os registros de candidatura confirmados hoje pelo TRE.
Após a obtenção de liminares que acabaram afastando as respectivas inelegibilidades, o MP Eleitoral se manifestou pelo deferimento dos registros de candidaturas, que foram confirmadas pelo Tribunal.
Candidaturas confirmadas
Os candidatos Fabio Henrique Santana de Carvalho e Christiano Rogério Rêgo Cavalcante, que também tiveram suas candidaturas contestadas pelo MP Eleitoral, tiveram os registros de candidatura confirmados hoje pelo TRE.
Após a obtenção de liminares que acabaram afastando as respectivas inelegibilidades, o MP Eleitoral se manifestou pelo deferimento dos registros de candidaturas, que foram confirmadas pelo Tribunal.
Os candidatos com registro indeferido podem recorrer das decisões.
Com informações do MP Eleitoral
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Ciro e Tebet têm de se unir, ou estarão agindo como “cúmplices” de Bolsonaro e de Lula
Publicado em 13 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Foto-charge reproduzida do Arquivo Google
Carlos Newton
Como dizia Gonzaguinha, não dá mais para segurar. A eleição se aproxima rapidamente, e tudo funciona como se houvesse uma esquema habilmente montado para que a poltrona do poder seja ocupada por nádegas indevidas, repetindo a cena celebrizada por Jânio Quadros, que teve de desinfetar o assento, onde se sentara o rival Fernando Henrique Cardoso, que pensou (?) que seria eleito prefeito de São Paulo e sentou na poltrona antes do tempo.
Chega a ser inacreditável que na terceira década do Século XXI o Brasil esteja enfrentando um tremendo retrocesso sociopolítico, pois desde o início dos anos 90, com Itamar Franco, o país nunca mais teve um presidente de respeito, que pudesse chamar de seu.
SUCESSÃO DE NULIDADES – Ao ser eleito presidente, o trêfego Fernando Henrique Cardoso logo de cara afirmou: “Esqueçam tudo o que escrevi!”. Quer dizer, os eleitores foram levados a votar num autoproclamado farsante.
Em seguida, Lula da Silva, outro enganador, que “servira” ao regime militar e fingia ser de esquerda, no poder se curvou aos banqueiros. Além disso, sem a menor noção de moralidade, contratou a própria amante como chefe de gabinete e institucionalizou a corrupção, primeiro com o mensalão, depois com o petrolão.
Depois, veio a falsa gerentona Dilma Rousseff, que oficializou a maquiagem contábil no orçamento. Acusada de dar “pedaladas fiscais”, levou tudo na brincadeira, mandou comprar uma bicicleta e fazia passeios matinais até se derrubada do Planalto e perder a dignidade que jamais tivera.
TEMER E BOLSONARO – Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, o substituto Michel Temer contratou o banqueiro Henrique Meirelles para administrar o país e sua grande realização foi reduzir os direitos trabalhistas.
Em 1978, a rejeição a inutilidades como Lula e o PT era tão grande que o tresloucado Jair Bolsonaro acabou sendo eleito, porque a alternativa era Ciro Gomes, que tinha sido ministro de Lula e se prejudicou por ter sua imagem ligada ao petismo.
Quatro anos depois, nada mudou. De um lado, temos o ex-presidiário Lula, enriquecido ilicitamente e agora processado pela Receita Federal por sonegar mais de R$ 18 milhões em impostos. Do outro lado, o rachadista Jair Bolsonaro, também enriquecido ilicitamente, especializado em rachadinhas e dinheiro vivo.
CHEGA DE FANATISMO – Neste quadro político abjeto e repugnante, as pessoas de bem precisam abandonar o fanatismo e as ideologias. É hora de renovar o poder. Para que isso ocorra, porém, é necessário que os candidatos alternativos esteja unidos num projeto de reconstrução nacional.
E o eleitor precisa lembar que Itamar Franco, quando assumiu o poder, exigiu uma coalizão suprapartidária. Caso contrário, renunciaria. Formou-se a coalizão e apenas o PT, ridiculamente, ficou de fora. Agora, é preciso fazer nova aliança, desta vez entre PDT, MDB, PSDB, Cidadania, Podemos, União Brasil, Novo e os demais partidos alternativos que têm candidatos à Presidência.
Se não houver essa união, Ciro Gomes, Simone Tebet, Felipe d’Ávila, Soraya Thronicke e os outros candidatos estarão agindo como cúmplices de Lula e Bolsonaro, obrigando os eleitores a escolhorem o “menos ruim” entre os piores.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ainda há tempo. Falta apenas que as vaidades e egoísmos sejam deixados de lado, em nome da defesa dos interesses nacionais. O que não é aceitável é conduzir a política em direção a essa sinistra polarização entre um ex-presidiário e um ex-rachadista. (C.N.)
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