terça-feira, setembro 13, 2022

Ciro e Tebet têm de se unir, ou estarão agindo como “cúmplices” de Bolsonaro e de Lula

Publicado em 13 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Opinião: Lula elegível era tudo o que Bolsonaro mais desejava - Jornal Tribuna

Foto-charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Como dizia Gonzaguinha, não dá mais para segurar. A eleição se aproxima rapidamente, e tudo funciona como se houvesse uma esquema habilmente montado para que a poltrona do poder seja ocupada por nádegas indevidas, repetindo a cena celebrizada por Jânio Quadros, que teve de desinfetar o assento, onde se sentara o rival Fernando Henrique Cardoso, que pensou (?) que seria eleito prefeito de São Paulo e sentou na poltrona antes do tempo.

Chega a ser inacreditável que na terceira década do Século XXI o Brasil esteja enfrentando um tremendo retrocesso sociopolítico, pois desde o início dos anos 90, com Itamar Franco, o país nunca mais teve um presidente de respeito, que pudesse chamar de seu.

SUCESSÃO DE NULIDADES – Ao ser eleito presidente, o trêfego Fernando Henrique Cardoso logo de cara afirmou: “Esqueçam tudo o que escrevi!”. Quer dizer, os eleitores foram levados a votar num autoproclamado farsante.

Em seguida, Lula da Silva, outro enganador, que “servira” ao regime militar e fingia ser de esquerda, no poder se curvou aos banqueiros. Além disso, sem a menor noção de moralidade, contratou a própria amante como chefe de gabinete e institucionalizou a corrupção, primeiro com o mensalão, depois com o petrolão.

Depois, veio a falsa gerentona Dilma Rousseff, que oficializou a maquiagem contábil no orçamento. Acusada de dar “pedaladas fiscais”, levou tudo na brincadeira, mandou comprar uma bicicleta e fazia passeios matinais até se derrubada do Planalto e perder a dignidade que jamais tivera.

TEMER E BOLSONARO – Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, o substituto Michel Temer contratou o banqueiro Henrique Meirelles para administrar o país e sua grande realização foi reduzir os direitos trabalhistas.

Em 1978, a rejeição a inutilidades como Lula e o PT era tão grande que o tresloucado Jair Bolsonaro acabou sendo eleito, porque a alternativa era Ciro Gomes, que tinha sido ministro de Lula e se prejudicou por ter sua imagem ligada ao petismo.

Quatro anos depois, nada mudou. De um lado, temos o ex-presidiário Lula, enriquecido ilicitamente e agora processado pela Receita Federal por sonegar mais de R$ 18 milhões em impostos. Do outro lado, o rachadista Jair Bolsonaro, também enriquecido ilicitamente, especializado em rachadinhas e dinheiro vivo.

CHEGA DE FANATISMO – Neste quadro político abjeto e repugnante, as pessoas de bem precisam abandonar o fanatismo e as ideologias. É hora de renovar o poder. Para que isso ocorra, porém, é necessário que os candidatos alternativos esteja unidos num projeto de reconstrução nacional.

E o eleitor precisa lembar que Itamar Franco, quando assumiu o poder, exigiu uma coalizão suprapartidária. Caso contrário, renunciaria. Formou-se a coalizão e apenas o PT, ridiculamente, ficou de fora. Agora, é preciso fazer nova aliança, desta vez entre PDT, MDB, PSDB, Cidadania, Podemos, União Brasil, Novo e os demais partidos alternativos que têm candidatos à Presidência.

Se não houver essa união, Ciro Gomes, Simone Tebet, Felipe d’Ávila, Soraya Thronicke e os outros candidatos estarão agindo como cúmplices de Lula e Bolsonaro, obrigando os eleitores a escolhorem o “menos ruim” entre os piores.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Ainda há tempo. Falta apenas que as vaidades e egoísmos sejam deixados de lado, em nome da defesa dos interesses nacionais. O que não é aceitável é conduzir a política em direção a essa sinistra polarização entre um ex-presidiário e um ex-rachadista. (C.N.)  


Tremenda saia justa! Ao lado de Marina Silva, Lula critica o impeachment que ela apoiou…


Lula critica 'golpe' ao lado de Marina, que apoiou derrubada de Dilma

Depois da mancada, Lula deu um beijo na ex-companheira

Bernardo Mello Franco
O Globo

A reconciliação de Lula e Marina Silva não eliminou todas as divergências que os dois acumularam nos últimos anos. No ato que selou a aliança, nesta segunda-feira, dia 12, o ex-presidente petista fez questão de criticar o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, sem lembrar que o afastamento da chefe do governo foi apoiado por Marina Silva.

— Lamentavelmente, houve um golpe neste país, uma acusação leviana a uma presidenta da República, e nós então estamos colhendo essa laranja podre — disse Lula, referindo-se à ascensão de Jair Bolsonaro.

SEM COMENTÁRIOS – Ao lado de Lula, a ex-ministra Marina Silva ouviu a crítica, mas preferiu não se manifestar a respeito.

Em 2016, a fundadora do partido Rede Sustentabilidade recomendou que os deputados da legenda votassem a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foi sua colega no Ministério de Lula.

E na campanha seguinte, em 2018, Marina Silva disse não se arrepender da decisão.  

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG  Como se dizia antigamente, uma saia justa que Marina Silva jamais pensou que teria de usar, em nome da sobrevivência de seu partido, a Rede. São coisas da política, como diz nosso amigo Pedro do Coutto. (C.N.)

Só não muda de opinião a pessoa que não tem opinião, capacidade ou humildade.

 



Ser pago pela prefeitura para dizer que Tista de Deda pulou é muito fácil para não dizer leviano; agora dizer o porque pulou ninguém explica.

A politica de Jeremoabo é tao polarizada quanto a política nacional moldada pela cultura  e pela a desigualdade, principalmente pelo gestor local que não diferencia a coisa pública da coisa privada.

Os políticos de Jeremoabo até o final da gestão José Lourenço(Deda) era leal ao partido, a palavra pulou era desconhecida.

O Deda sempre foi leal a ACM, Tista de Deda continuou a tradição do pai, permanecendo no grupo ACM, com o falecimento desse, ainda permaneceu por bastante tempo com ACM Neto, até que não sei o motivo nem tão pouco procurei saber, apartaram-se.

Até a data de ontem o Grupo de Tista acampanhou o Governador Rui Costa, mesmo recebendo pressão dos vereadores a dos seus simpatizantes.

Em Jeremoabo os vereadores que apoiam o prefeito gozam de todas as benesses da viúva; já os da " oposição." apenas os rigores da lei; sendo obrigados a apelar para o assistencialismo as suas custas, isso porque que nenhuma consulta ou exemes de laboratórios conseguem para seus eleitores.

O canal de esgotamento de Jeremoabo foi construido na administração Tista de Deda; porém faltou concluir a sua cobertura; fato esse que diante de todas as reivindicações nunca conseguiu com o Governo do Estado, somente agora  que os recursos foram liberados mas a pedido do atual gestor, causando  indignação da militância.

Uma das maiores pressões para que o grupo de Tista abandonasse o Governo Rui Costa, foi quando o prefeito de maneira irracional e criminosa demoliu o Parque de Exposição, causando prejuisos a cultura e ao erário público, muito embora o governador houvesse prometido aos vereadores que não permitiria a Construção da Escola Modelo em local fora da lei.

 No meu entender a gota d'água para o desembarque do grupo Tista de Deda, seus vereadores e toda a militância, aconteceu quando a Caravana do candidato Jerônimo Rodrigues esteve em Jeremoabo, onde o despreparado do prefeito, de maneira antedemocrática, irresponsável e chula, hostilizou seus opositores locais,  que ainda apoiavam o governo.

Diante da barbárie, os vereadores da oposição na primeira sessão da Câmara anunciaram que a partir daquele momento não mais apoiariam o governo do estado, a militância revoltada influenciada pelas pesquisas deu um ultimitato ao Grupo de Tista, ou sai, ou ficará só.

Simplesmente o Tista para não remar só contra a maré,  plageando   Dom Pedro  disse: " para não perder meus fiéis eleitores, e para não deixar meus vereadores a deriva, diga ao povo que pulo.

Existe um ditado popular que diz: " O bom filho a casa torna ".


Nota da redação deste blog - Estou a cavalheiro para falar porque conheço de perto os problemas de Jeremoabo, não voto em ACM Neto nem tão pouco recebo dinheiro do Município para publicar matéria enganosa.



osa.


segunda-feira, setembro 12, 2022

PGR insiste que Moraes desista de processo contra empresários bolsonaristas

 Segunda, 12 de Setembro de 2022 - 18:40

por Weudson Ribeiro | Folhapress

PGR insiste que Moraes desista de processo contra empresários bolsonaristas
Foto: Reprodução / EBC

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, voltou a pedir nesta segunda-feira (12) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquive as investigações abertas contra o dono da Havan, Luciano Hang, e outros empresários bolsonaristas que teriam defendido um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições presidenciais deste ano.
 

Em sua manifestação, a vice-PGR solicitou ainda que o magistrado anule medidas já tomadas contra os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), como a quebra de sigilos bancário e telemático e o bloqueio de contas bancárias. O caso corre em segredo de Justiça.
 

No documento, a que a reportagem teve acesso, a PGR faz um histórico do caso, desde a apresentação do pedido por parlamentares, em 19 de agosto, a solicitação de vistas dos autos, apresentada pela PGR após a deflagração das medidas.
 

MORAES JÁ NEGOU UM PEDIDO DA PGR
 

A manifestação ocorre depois de Moraes ter rejeitado, na sexta-feira (9), um recurso do MPF (Ministério Público Federal) sobre a operação que teve como alvos, além de Hang, Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da administradora de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca Mormaii. À época da operação, os empresários negaram as acusações.
 

Na avaliação de Lindôra, a decisão de Moraes foi fundamentada com base em notícias jornalísticas que não comprovam a conexão com inquéritos que estão sob a relatoria do ministro.
 

"A manifestação de ideias e pensamentos em um grupo privado de Whatsapp, ainda que veicule algumas posições políticas e sociais dissonantes da Constituição da República, desacompanhada de elementos mínimos concretos de arregimentação de pessoas e organização de um golpe de Estado, não pode ser inserida e reputada abstratamente como proveniente de organização criminosa que atenta contra a existência dos poderes constituídos e financia e incita crimes por meio de divulgação em massa nas redes sociais, o que será detalhado adiante em outros tópicos desta manifestação", diz o documento.
 

A vice-PGR diz que Moraes não tem competência para julgar o caso. "Por consequência, quaisquer elementos de informação que venham a ser decorrentes da decisão judicial ora impugnada, não serão utilizados pelo Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública, para fins de persecução penal, dada a sua clara ilicitude", ressaltou.
 

Moraes juntou a ação que investiga os empresários ao inquérito que apura a atuação de milícias digitais porque afirma ver semelhanças entre os fatos investigados nos dois casos. O inquérito das milícias digitais investiga a atuação de um grupo na internet que ataca a democracia e as instituições do Estado.
 

"Diante da prévia demonstração das inconstitucionalidades e ilegalidades que sobressaem desta investigação, com a nulidade absoluta de todos os atos judiciais e investigativos já materializados, bem como da manifesta atipicidade das condutas investigadas e de ausência de substrato indiciário mínimo, a evidenciar flagrante constrangimento ilegal, urge seja adotada a excepcional via do trancamento desta petição", escreveu a vice-procuradora.
 

A PGR pontuou que os elementos da operação foram embasados apenas em notícia da imprensa e defendeu a liberdade de expressão em mensagens de aplicativos. Outro argumento é que os fatos não têm conexão com o inquérito que apura a atuação de uma milícia digital contra a democracia e as instituições.

BAHIA NOTICIAS

‘Vivemos tempos particularmente difíceis’, afirma Rosa Weber durante sua posse no STF

 Segunda, 12 de Setembro de 2022 - 20:00

por Nicole Angel, de Brasília

‘Vivemos tempos particularmente difíceis’, afirma Rosa Weber durante sua posse no STF
Foto: Carlos Moura/ SCO/STF

A ministra Rosa Weber afirmou, na noite desta segunda-feira (12), que o Brasil vive tempos difíceis, turbulentos, de desafios e de desassossegos. A afirmação foi feita durante discurso de sua posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Luís Roberto Barroso foi empossado como vice-presidente.

 

Rosa Weber é a terceira mulher da história a chegar ao comando da Corte. A nova presidente terá um mandato mais breve que os dois anos habituais, pois, prestes a completar 74 anos, a ministra atingirá a idade de aposentadoria compulsória em outubro de 2023, ou seja, deverá passar pouco mais de um ano no cargo.

 

Sem a presença do presidente Jair Bolsonaro, que foi convidado, a ministra declarou repúdio a discursos de ódio e práticas antidemocráticas. Weber disse que a democracia é uma conquista diária e permanente, e que, por isso, precisa ser protegida também pela sociedade civil. "Democracia pressupõe diálogo constante, tolerância, compreensão de diferenças”, declarou Weber.

 

Para a ministra, o desrespeito à Constituição pode acontecer por ação estatal ou inércia governamental e o Estado democrático de direito é desafiado pelas transformações da sociedade, o que exige a vigilância do STF. ”O Estado democrático de direito nunca é uma obra completa, é um ponto de partida. […] A democracia repele a noção autoritária de pensamento único”, acrescentou Weber.

 

A nova presidente do Supremo Tribunal Federal aproveitou seu discurso de posse também para ‘dar um recado’ aos outros Poderes. "Eu desejo é que nas próximas comemorações tenhamos avançado em conquistas da Constituição", afirmou Weber. Em seguida, ela destacou que a "unidade nacional sedimentada" dos brasileiros trouxe o País até aqui.

 

Ainda durante o discurso, Rosa Weber também falou sobre os sem-teto, os que estão passando fome, a degradação ambiental e manifestou solidariedade às vítimas da Covid-19. "A democracia se realiza para garantir liberdade, trabalho, pão e paz para todos. […] E ainda há no mundo e no Brasil fome de comida, de justiça e de esperança”, afirmou a ministra

 

QUEM FOI A POSSE?

O presidente Bolsonaro não compareceu a posse, pois viajou a São Paulo para dar entrevista a um pool de podcasts, com isso, ele se torna o primeiro presidente a faltar a posse em quase 30 anos. O último chefe do Executivo a faltar a posse do presidente da Corte foi Itamar Franco, que em 1993 não compareceu na cerimônia do ministro Octavio Gallotti.

 

Mas, para representar o governo, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Bruno Bianco (AGU) Anderson Torres (Justiça) e Fábio Faria (Comunicações) estiveram presentes na solenidade de posse.

 

Além deles, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-A), também marcaram presença. O ex-presidente José Sarney, foi o único antigo chefe do Executivo a comparecer.

 

O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, também compareceram.

BAHIA NOTICIAS

Entidades de prefeitos prevê rombo de R$ 10,5 bilhões anuais com Piso da Enfermagem

 Segunda, 12 de Setembro de 2022 - 20:20

por Redação

Entidades de prefeitos prevê rombo de R$ 10,5 bilhões anuais com Piso da Enfermagem
Foto: Rovena Rosa / EBC

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou estudo que apontou que a implementação do piso salarial para os profissionais da enfermagem causaria um impacto de R$ 10,5 bilhões no orçamento. Segundo o estudo divulgado nesta segunda-feira (12), para honrar o reajuste na folha de pagamento, sem ampliação de recursos para isso, poderia provocar a demissão de mais de 143 mil profissionais do setor.

 

Nesse cenário, a CNM afirma que a aplicação do piso da enfermagem poderia deixar 35 milhões de brasileiros sem assistência médica de qualidade. Os cálculos consideram apenas o cenário em que o orçamento para os salários da enfermagem continua sem reajuste, ou seja, não contendo fontes adicionais de financiamento.

 

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional prevê a fixação dos salários dos enfermeiros dos setores público e privado em R$ 4.750. Os técnicos da enfermagem receberiam 70% da quantia, enquanto as parteiras e os auxiliares iriam ter direito a 50% do valor.

 

Contudo, no dia 4 de setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, suspendeu a implementação da medida pelo fato do projeto não apresentar uma fonte de recursos, o que, segundo ele, apresenta um perigo para a saúde (veja mais aqui).

BAHIA NOTICIAS

STF e STJ, sob o comando de duas mulheres, podem renovar a imagem negativa da Justiça

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Obra vencedora do prêmio charge e do grande prêmio do Salão de Humor de Piracicaba 2019 — Foto: Evandro Luiz da Rocha

Charge do Evandro Rocha (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

O Judiciário e o Brasil, honrados com duas juízas presidindo tribunais superiores: no STJ, a palmeirense Maria Thereza de Assis Moura; e, a partir desta segunda-feira, no comando do STF a gaúcha Rosa Weber. É a primeira vez que há essa coincidência feminina, e as duas ministras são reservadas e severas. Não buscam holofotes. Gostam de trabalhar sem atropelos dos ávidos repórteres e insistentes advogados. 

No discurso de posse, Maria Thereza salientou que “reformas estruturais são urgentes. Cabendo ao Judiciário a complexa missão de, com independência, imparcialidade e integridade, garantir que os avanços ocorram com segurança e respeito aos direitos fundamentais e à dignidade da pessoa humana”.

Nesse sentido, a ministra presidente recorda Guimarães Rosa: “O real não está no início nem no fim. Ele se mostra pra gente é no meio da travessia”.

VULGARIDADE – A revista “Carta Capital” trouxe capa magistral, sintetizando as pantomimas de Bolsonaro, no dia 7 de setembro, que desonraram a legítima importância dos 200 anos da independência:

“Celebração criminosa. Nas barbas da justiça, Bolsonaro transforma o 7 de setembro em comício eleitoral ofensivo e vulgar”. Parabéns ao Mino Carta pelo bom e vigilante jornalismo.

Já na “Veja”, um estranho e insolente Fernando Schuler joga as patas na Constituição e na Zona Franca de Manaus. Foi torpe duplamente. Com a Carta Magna, respeitada no Brasil e no exterior, e com o modelo Zona Franca, que abrange mais de 500 indústrias, com 500 mil empregos diretos e indiretos.

GANSO FAZ FALTA – Atrevo-me a dizer que a seleção brasileira ficaria completa com a convocação do cerebral meia Paulo Henrique Ganso, um craque que não complica. Simplifica e clareia o jogo. Orienta o time com incrível lucidez.  Virtudes difíceis para a maioria dos jogadores.  Descobre brechas inacreditáveis para passes certeiros. Deixa o companheiro na cara do gol.

O futebol elegante, inteligente e objetivo que Ganso tem mostrado no Fluminense, encanta inclusive torcedores adversários. Ganso é joia rara no futebol pentacampeão e aCopa do Mundo é guerra de poucos jogos. Precisa de jogadores inteligentes para encarar adversários fortes. Dentro de campo, ninguém conhece Neymar melhor do que Ganso.

Tite precisa trocar as lentes dos óculos. Técnicos de seleções adversárias sabem que Ganso é um meia extraordinário. Estão perplexos com a ausência do atleta na lista de Tite. “A bola pune”, ensina e alerta Muricy Ramalho.

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P.S. –
 Por fim, na SuperQuadra Residencial da 402 Norte, em Brasília, uma boa alma instalou uma placa com os seguintes dizeres: “Senhores moradores, favor colaborar com a higiene e a limpeza, recolhendo as fezes do seu cachorro”.

O administrador do Lago Norte agiria bem providenciando um outdoor, na entrada do bairro, com a mesma ponderação. (C.N.)

“Não há uma onda bolsonarista”, diz instituto que liderou os acertos de pesquisas nos EUA

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Nível alto de acerto credencia instituto de pesquisa | A TARDE

Andrei Roman expõe a probabilidade de cada candidato

Guilherme Amado e Bruna Lima
Metrópoles

A despeito das variações positivas ou pequenos crescimentos registrados pelas pesquisas, não existe, neste momento, uma onda de crescimento de Jair Bolsonaro. A análise é do especialista romeno Andrei Roman, CEO do AtlasIntel, instituto de pesquisas que mais acertou resultados nas eleições presidenciais americanas em 2020 e mais perto chegou nos resultados apurados nas eleições de capitais brasileiras naquele ano.

Segundo Roman, o atual presidente tem só 25% de probabilidade de vencer a disputa. Lula teria 70%. E um terceiro nome, apenas 5%.

DISTÂNCIA DIMINUI – A pesquisa eleitoral do Instituto Atlas é a que aponta a menor distância entre Lula e Bolsonaro — de 8,7 pontos percentuais — dentre todos os levantamentos divulgados. Em entrevista à coluna, Roman explica o porquê da diferença.

O CEO fala também sobre os métodos usados na pesquisa, que, diferentemente da maioria, é feita pela tela do celular, sem interação humana ou contato por telefone, e analisa, baseado no levantamento, o cenário político do Brasil e as chances de Lula e Bolsonaro nestas eleições.

Existe uma onda bolsonarista, uma onda de crescimento de Jair Bolsonaro, agora?
Não me parece. Existe, talvez, uma tendência de melhora na margem do Bolsonaro, mas não diria que é uma onda. O crescimento é bem lento, gradual, e em cima de três pontos específicos: a melhora econômica, com a diminuição dos preços inflacionados, o impacto do aumento do Auxílio do Brasil na população mais pobre, e um certo entusiasmo com a saída do Brasil da pandemia. Há também um clima de campanha, em que alguns dos eleitores de Bolsonaro em 2018, que não se sentiam mais confortáveis de votar nele, acabam voltando a ele por não existir nenhuma opção de candidato viável. E existe também o impacto dos palanques estaduais, onde Bolsonaro é apoiado por governadores com menos rejeição do que os candidatos de esquerda. Ele sempre esteve entre 33%, 34%, e hoje está em 38% das intenções de voto. Isso não é uma onda, leio isso como um fortalecimento de imagem.

Vocês mostram, há bastante tempo, uma diferença entre Bolsonaro e Lula no primeiro turno menor do que aponta a maioria das pesquisas. A que você atribui essa diferença nos parâmetros de vocês em relação aos outros?
São duas questões. A primeira é a ponderação pela renda. Se o Datafolha ponderasse por renda com os mesmos parâmetros que o Atlas faz, com a análise pela PNAD [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, que investiga diversas características socioeconômicas da sociedade], mais da metade da diferença entre as duas pesquisas desapareceria. A segunda é que a interação humana afeta o viés da pesquisa. Algumas pessoas declaram pessoalmente opções diferentes das que elas declarariam na frente de um computador, sob o contexto de pleno anonimato.

Como funciona o método de pesquisa de vocês?
O método Atlas funciona como uma pesquisa telefônica, mas em vez de você receber uma ligação telefônica para responder, você vai ver na tela do seu celular ou no computador um convite para responder ao levantamento. Para garantir que a pesquisa seja respondida uma vez só pela mesma pessoa, cada questionário tem um identificador único. Então ele chega com esse identificador para o nosso sistema, que analisa se é um número válido. Existe também uma verificação de IP [endereço exclusivo que cada dispositivo tem na internet], usuários que responderam ao levantamento nos últimos 60 dias têm a pesquisa bloqueada. Sobre a amostragem, como existem grupos que são mais receptivos e estão mais na internet do que outros, vamos atrás especificamente dos grupos sub-representados.

Muitos institutos não usam a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), pois temem que os indicadores de renda estejam desatualizados com a grande variação de renda da economia brasileira…
 Eu confio mais na PNAD para me dizer qual é a distribuição de renda da população do que no Datafolha. A PNAD tem uma amostra de centenas de milhares de domicílios, é uma pesquisa muito confiável a partir de uma metodologia científica altamente precisa e que basicamente serve para a criação de todas as políticas públicas em relação à pobreza no Brasil. Existe sim uma flutuação, mas ainda assim é uma âncora.

Dá para a gente fazer algum tipo de previsão sobre primeiro turno e segundo turno da presidencial?
Dá para pensar a eleição em termos probabilísticos. Aqui as pesquisas mostram que a probabilidade de o Lula ganhar, hoje, é maior do que a probabilidade de o Bolsonaro ganhar. Elas não dizem com certeza absoluta que o Bolsonaro não pode vencer a eleição; dizem, simplesmente, que existe uma diferença bastante consolidada.

Você tem um número para essa probabilidade?
Nos últimos 18 meses, a gente sempre trabalha com a probabilidade de 70% de chance de Lula vencer, 25% de Bolsonaro vencer e 5% de algum cenário alternativo. Se as próximas pesquisas mostrarem Bolsonaro empatando numericamente com Lula no primeiro turno, a chance de Lula ganhar no segundo seria em torno de 60% devido à transferência de votos de Ciro Gomes e Simone Tebet. Mas, se Bolsonaro passar Lula em dois pontos no primeiro turno, a gente consideraria que as chances seriam iguais para cada um dos dois vencer no segundo turno.

Há um receio de que, por nosso último censo ter muitos anos, isso possa influenciar na calibragem dos critérios das pesquisas. Você acha que é um temor devido?
É completamente indevido, pois temos a PNAD contínua que nos dá todos os dados que precisamos. Não é o censo a origem dos dados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Interessante entrevista. O método de fazer a pesquisa é muito criativo, porque não há interação com o entrevistador. Pena que a entrevista não abordou os aspectos principais desta eleição, como a alta rejeição de Bolsonaro e Lula, assim como o número expressivo de indecisos. Vamos aguardar mais um pouco(C.N.)

O efeito das multidões do Sete de Setembro se esgotou ou está apenas começando?

Publicado em 12 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Eliane Cantanhêde: 'Com metade dos eleitores dizendo que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum, de onde tirar votos?'.

As manifestações foram uma impressionante exibição de força

Eliane Cantanhêde
Estadão

O 7 de Setembro de Jair Bolsonaro, transmitido à exaustão, fez cosquinha nos índices a favor da reeleição, deixando uma dúvida: as pesquisas captaram todo o impacto da demonstração de força bolsonarista, ou as imagens de imensas multidões na propaganda eleitoral da TV continuarão produzindo efeitos, atraindo eleitores e eleitoras? O efeito se esgotou ou está apenas começando?

A diferença entre Bolsonaro e o favorito das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, caiu de 26 para 11 pontos desde dezembro, mas a redução é a conta-gotas e foi só de dois pontos da última pesquisa Datafolha para cá, depois de o presidente Bolsonaro esquecer o 7 de Setembro e o bicentenário da Independência e deixar o candidato Bolsonaro livre, leve e solto em megacomícios à custa de recursos públicos e da implosão das leis.

BOAS E MÁS NOTÍCIAS –  O QG bolsonarista esperava mais e o lulista temia mais da primeira pesquisa após o 7 de Setembro, que mostrou oscilação positiva do presidente no total e em alguns segmentos, mas trouxe más notícias também. Bolsonaro chegou a 34%, o seu melhor índice em toda a campanha, e a 11 pontos de diferença para Lula, a menor do ano. Além disso, ele subiu dois e Lula caiu quatro entre evangélicos.

A pior notícia para Bolsonaro é que ele continua empacado nos eleitorados mais numerosos: Sudeste, Nordeste, menos renda e escolaridade e até entre quem recebe o Auxílio Brasil, assimilado como o Bolsa Família de Lula. Tudo isso depois das multidões, da “princesa” e o “imbrochável”, dos R$ 41 bilhões para comprar votos, de garfar parte do ICMS dos Estados para baixar o preço da gasolina e da queda da inflação e do desemprego. O que falta?

SEGUNDO TURNO – Lula bateu num sólido teto, não sobe, não cai, oscilando entre 48 e 45 pontos desde maio, e a má notícia para ele é que o segundo turno é bem provável. Simone Tebet manteve 5% e o recuo de dois pontos de Ciro Gomes (de 9% para 7%) não reverteu para ele. Não por isso, mas quem subiu dois pontos foi Bolsonaro.

A boa notícia para Lula, além da liderança nos maiores eleitorados, é a rejeição de Bolsonaro. Se a de Lula foi de 37% para 39%, a do presidente se mantém em 51% nos dois últimos Datafolha. Com metade dos eleitores dizendo que não votam nele de jeito nenhum, de onde tirar votos?

É assim que o segundo turno vai se materializando e, com ele, o pavor de Lula, do eleitor e do País diante do segundo assassinato de petista por bolsonarista sem que o presidente-candidato dê voz de comando pela paz e pela vida. Os ataques às urnas eletrônicas cessaram, começaram os tiros e facadas que matam pessoas e ameaçam a democracia.

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