domingo, setembro 11, 2022

Primeiro ou segundo turno? A incerteza permanece, revela o Datafolha

Publicado em 11 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

A dúvida só será esclarecida nos dias finais das campanhas

Pedro do Coutto

A pesquisa do Datafolha concluída e divulgada na noite de sexta-feira pela GloboNews, no programa coordenado por Natuza Nery, apontou uma redução da diferença entre Lula e Bolsonaro, mas deixou no ar a dúvida sobre se haverá ou não segundo turno em 30 de outubro caso não se verifique maioria absoluta nas urnas do próximo dia 2.

Dependerá, na minha opinião, dos votos que Ciro Gomes e Simone Tebet vierem a receber na reta final da campanha. Aliás, de todas as campanhas que acompanho desde 1955, verificam-se  alterações de última hora, pequenas, mas que podem ser decisivas a partir da constatação de que um ponto pode decidir o destino da disputa.

DEFINIÇÃO – Um fator que ajuda Lula é o fato de que as classes de menor renda costumam se definir mais intensamente na semana final que antecede o pleito. Mas essa é outra questão. Voltemos à pesquisa do Datafolha da noite de sexta-feira publicada no O Globo e na própria Folha de S. Paulo de ontem.

Na Folha de S. Paulo, a matéria é de Igor Gielow. No O Globo, de Marlen Couto, Dimitrius Dantas e Luan Marinato. O levantamento foi feito logo após o 7 de setembro e pode ser que reflita em parte o panorama das comemorações que tiveram o presidente Jair Bolsonaro como protagonista. As próximas pesquisas, como reconheceu Mauro Paulino, diretor do Datafolha, traduzirão melhor os acontecimentos.

DISTÂNCIA MENOR –  Seja como for, o que concretamente os números revelaram nesta semana é que Lula da Silva em matéria de intenções de voto recuou de 47% para 45%, dois pontos, enquanto Bolsonaro subiu dois pontos, passando de 32% para 34%. Ciro Gomes caiu de 9% para 7%, e Simone Tebet se manteve com 5%.

Como se verifica, é incerta a hipótese de segundo turno, embora a distância entre Lula e Bolsonaro tenha ficado mais curta do que no levantamento anterior. Além disso, 4% dispõem-se a anular ou votar em branco e 3% não sabem ou não quiseram responder.

Deve-se levar em conta ainda os votos de Soraya Thronicke e dos demais candidatos que mesmo não conseguindo um ponto, não podem ser considerados na estaca zero. Somados, terão que perfazer um ou talvez dois pontos.  

SIMPLIFICAÇÃO –  No panorama geral, a situação permanece. O Datafolha alterou o critério de divisão de intenções de votos por segmento de renda. Simplificou.  Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, Bolsonaro lidera por 49% a 34%. Mas entre os que recebem até dois salários mínimos, Lula predomina com 54% a 26%. O Datafolha não considerou mais a faixa que fica entre dois a cinco salários mínimos.

Entre as mulheres, a diferença de Lula sobre Bolsonaro é maior ainda do que o total apurado pelo Datafolha. São 46% a 29 pontos. Entre os evangélicos, Bolsonaro lidera por 51% a 28%. São pontos de destaque da pesquisa. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Lula alcança 41 pontos contra 36% de Bolsonaro. A dúvida só será esclarecida, penso, nos dias finais da campanha.

CONTRA A VIOLÊNCIA –  O Globo publicou uma pesquisa importante realizada pelo Instituto Quaest a pedido do Centro de Monitoramento das Eleições da Universidade de São Paulo. Revelou que 76% dos eleitores de Bolsonaro são contra ao uso da violência em caso de derrota. Uma coincidência à resposta dada por eleitores lulistas que repudiam o uso da violência por uma margem de 72%.

As faixas se aproximam em uma questão sensível e difícil de levantar. Mas de qualquer forma, as tendências amplas do bolsonarismo colide com o impulso da extrema-direita que envolve o fanatismo e a paixão desenfreada como se as eleições fossem um confronto esportivo de grande importância.

Política não pode ser assim e conforme sempre digo, devemos ter amor por uma mulher, mas Deus nos livre das paixões alucinadas pois elas escondem a realidade.

DEFLAÇÃO – Depois de ter registrado o que classificou como deflação de julho, o IBGE prosseguiu no ciclo deflacionário e encontrou no mês de agosto um recuo de 0,36%. Milagrosamente o cálculo fez com que o processo inflacionário dos últimos 12 meses, de agosto de 2021 a agosto de 2022, caísse para 8,7%.

Incrível, um fenômeno raríssimo que na minha opinião vai prosseguir pelo menos até o final de setembro, antevéspera das primeiras urnas de outubro. Com isso, cabe a pergunta ao Banco Central: se a Selic subiu para 13,75% para justamente tornar viável a aquisição dos títulos do Tesouro que lastreiam a dívida interna de R$ 5,8 trilhões, na medida em que a inflação diminui, o Bacen não deveria recuar a Selic ?

Caso contrário, a remuneração obtida pelos bancos, fundos de investimentos e fundos de pensão das estatais aumenta amplamente, resultado da diferença entre o cálculo do IBGE e o índice aplicado à Selic que corrige os papéis do governo no mercado financeiro.

A “volta” dos OVNIs é uma armação para os EUA investirem pesado em novos armamentos

Publicado em 11 de setembro de 2022 por Tribuna da Internet

Putin plus Xi: Wird Biden mit beiden fertig?

Joe Biden quer despejar bilhões na indústria armamentista

Daniel Lopez
Gazeta do Povo

No estranho universo das loucuras que circulam na internet, há o depoimento de Carol Rosin, que foi a primeira mulher a trabalhar como executiva aeroespacial na Fairchild Industries, uma importante empresa americana de fabricação de aeronaves e veículos aeroespaciais. Em seu tempo na Fairchild, Rosin atuou como porta-voz do dr. Wernher Von Braun, o engenheiro aeroespacial alemão considerado o pai das viagens espaciais,  da ciência de foguetes e do programa lunar americano.

Foi membro do Partido Nazista e da SS de Hitler, mas, após o término da 2ª Guerra Mundial, foi levado para os Estados Unidos, trabalhando no programa de mísseis balísticos e desenvolvendo os foguetes que lançaram o primeiro satélite espacial Explorer 1 em 1958 e ajudando a criar a NASA em 1960.

ESTRANHA PALESTRA – Em maio de 2001, Carol Rosin deu uma palestra no National Press Club em Washington, DC, junto a cerca de 20 aposentados da Força Aérea, da Administração Federal de Aviação e oficiais de inteligência. Em sua fala, Rosin trouxe uma informação difícil de acreditar, mas que estranhamente pode nos ajudar a entender um pouco da loucura que está acontecendo com o mundo hoje.

Segundo Rosin, em seu tempo de secretária e porta-voz do dr. Von Braun, o engenheiro alemão teria confessado a ela que seriam criados uma série de falsas ameaças, com o fim de justificar o avanço da agenda de controle global. Segundo Rosin, Von Braun teria dito, ainda na década de 70, que “os primeiros inimigos serão os russos; depois os “terroristas” e as nações do terceiro mundo; depois asteroides; e a última carta, será uma ameaça extraterrestre”. Estranho, não?

Porém, por mais inacreditável que possa parecer, a ideia de uma invasão alienígena passou a ser usada como um potente mecanismo de propaganda e operação psicológica. Não por teóricos da conspiração, mas por dois presidentes norte-americanos e um vencedor do prêmio Nobel.

BIDEN E OS ÓVNIS –  Eu abordei essa questão num artigo anterior, chamado “Biden e os OVNIs: propaganda a todo vapor”, acompanhado do seguinte subtítulo: “A insistência do Pentágono na realidade dos OVNIs como manobra geopolítica”. No texto, mostrei que, durante a Guerra Fria, a ideia de uma invasão alienígena como meio para trazer a paz mundial foi amplamente defendida pelo presidente Reagan, assim como posteriormente por Bill Clinton e pelo laureado com o Nobel de Economia Paul Krugman.

Quando figuras de tão alta patente abordam um tema, devemos prestar atenção, por mais absurdo que o tema possa soar. Inclusive porque é bem provável que se trate de algum tipo de manipulação ocorrendo.

O detalhe é que você já deve ter percebido que entramos numa espécie de Guerra Fria 2.0. Desta vez, ao EUA estão confrontando a Rússia e a China simultaneamente. E talvez não seja por acaso que o tema da questão alienígena tenha retornado com força total.

NÃO FOI POR ACASO – O Pentágono reconheceu, em 2017, a realidade dos fenômenos ufológicos, e certamente isso não aconteceu por acaso. Há uma agenda por trás disso.

No final do mês passado, um relatório do Senado dos EUA, que é um adendo à Lei de Autorização de Inteligência para o Ano Fiscal de 2023, trouxe muita polêmica, devido às estranhas declarações que revelaram a opinião do Congresso americano sobre OVNIs.

No documento, os legisladores admitem que que tais objetos voadores não-identificados não são “feitos pelo homem”. Pior do que isso, o relatório afirma que essas “ameaças” estão aumentando “exponencialmente”.

AMEAÇA EXPONENCIAL – Se tem uma coisa que você, de cara, descobre que é propaganda é quando Washington começa a classificar alguma coisa como “ameaça exponencial”.

Foi assim que invadiram o Iraque, o Afeganistão e fizeram avançar as legislações mais ofensivas à liberdade, como é o caso do Ato Patriótico, que praticamente acabou com o estado de direito nos EUA.

Veja que o novo orçamento norte-americano para os serviços de inteligência orienta o Pentágono a concentrar sua investigação nos objetos voadores que não podem ser classificados como criados e operados por homens. Se o assunto envolve fortunas e interesses geopolíticos, até alienígena funciona como justificativa.

E A REAL INTENÇÃO? – Há uma série de opiniões sobre qual seria a real intenção por trás disso tudo. Alguns defendem que o fim de criar o ambiente favorável para a encenação de uma falsa invasão alienígena para unir a humanidade sob um governo mundial. Este foi exatamente o argumento usado por Reagan nos anos 80, por Krugman em 2011 e por Bill Clinton em 2014.

Outros afirmam que toda essa narrativa serviria para acobertar o desenvolvimento de aeronaves de altíssima tecnologia que os EUA estão mantendo em segredo. Isso poderia explicar a ousadia de Washington ao confrontar a Rússia e a China simultaneamente, numa época em que, aparentemente, sua capacidade econômica e militar não seria suficiente para tal.

Há um terceiro grupo da opinião de que tudo seria para justificar o gasto de montanhas de dinheiro para se proteger dessa nova “ameaça” espacial, permitindo a criação de uma nova indústria de guerra que poderá ser utilizada futuramente num confronto com a Rússia e a China. É possível até mesmo que isso já tenha sido feito, e a narrativa ufológica seja apenas para preparar a opinião para quando esse projeto for trazido à tona.

CERCANDO A CHINA – Enquanto isso, Washington segue sua política externa de “cercar” a China por meio do estabelecimento de “estados sentinelas”, instalando na Coreia do Sul, no Japão e na Austrália armas de precisão apontadas para Pequim, apoiadas por gigantes operações navais no Mar do Sul da China.

Neste contexto, seria a narrativa da nova “ameaça alienígena” uma fachada para justificar a criação de um novo Projeto “Guerra nas Estrelas”, o programa militar criado em 1983 por Reagan que envolvia satélites antimísseis equipados com lasers?

No final das contas, tudo envolve narrativa, propaganda, gasto público exorbitante e interesses geopolíticos escusos. Sábio é quem consegue enxergar para além das notícias aparentemente absurdas e perceber o tamanho do teatro encenado. Enquanto isso, permanecemos de olhos bem abertos.


Justiça Eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice do município de Assú por abuso de poder político e econômico

 


O prefeito de Assú, Gustavo Soares, também conhecido como Dr. Gustavo, e a vice-prefeita, Fabielle Azevedo, tiveram os registros de candidatura cassados nesta sexta-feira (9) pela juíza eleitoral Suzana Paula Dantas.

A decisão se deu por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2020. Segundo a decisão, houve compra de votos na campanha.

Naquele pleito, a chapa saiu vitoriosa por 5 votos a mais que a chapa que ficou na segunda colocação.

A decisão judicial é de primeira instância e cabe recurso. Procurada, a prefeitura de Assú informou, através da assessoria de comunicação, que os advogados ainda não foram notificados da decisão.

Na decisão, a juíza reforça ainda que "embora a demandada Fabielle Cristina não tenha contribuído para a prática dos ilícitos eleitorais em apuração, mas considerando que a penalidade de cassação do diploma concedido ao candidato ao cargo majoriatário alcança a chapa registrada por completo em razão do princípio da indivisibilidade de tal chapa, fica igualmente determinada a cassação do diploma que lhe foi conferido em decorrência das eleições de 2020".

Além da cassação dos registros de candidatura, a juíza Suzana Paula Dantas também condenou o prefeito a oito anos de inelegibilidade.


Nota da redação deste Blog - Enquanto isso, o prefeito de Jeremoabo e seu vice prefeito, permanece hibernando em berço  esplendoroso., praticando corrupção, pagando a imprensa podre para divulgar fake news, e afundando o munícipio através de improbidade.

Aproveito para alertar o grupo político de Tista de Deda, que eles deram bobeira a comunicar ao (des)gorverno que iria promover uma cavaldada.

Da mesma maneira que o (des)governo promoveu o caravana na Praça do Forró, o diretório do Partido Social Democrático, pode fazer carreata ou cavalgada comunicando apenas ao Comandante da Polícia Militar em Jeremoabo.

Olimpidas não empata propaganda eleitoral nem tão pouco camício.

Quem diz não sou eu, mas  o  Artigo 245 da Lei nº 4.737/1965 e Art. 39. LEI Nº 9.504, DE 30 DE SETEMBRO DE 1997.



Bolsonaro acusa imprensa de levar para a maldade comparação entre primeiras-damas




O presidente da República, Jair Bolsonaro, culpou neste sábado a imprensa por "levar para a maldade" a comparação que fez entre as primeiras-damas durante as celebrações do 7 de Setembro. "A imprensa sempre leva para a maldade. Eu falei há poucos dias: 'compare as primeiras-damas'. Não foi no tocante à estética, maquiagem, altura ou outro atributo qualquer apenas de visualizar."

A um público evangélico, durante a Convenção das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, o presidente descreveu: "Eu disse o que está no coração da primeira-dama, a minha esposa, (e o) que esteve no coração de outras primeiras-damas pelo Brasil. O que elas promoviam, o que elas falavam. Qual era a dedicação de cada uma."

O evento evangélico ocorreu na Arena da Juventude, na Vila Militar, em Deodoro, na zona oeste do Rio. Na ocasião, o presidente defendeu que "é muito fácil a gente decidir quando faz comparações".

No evento, lembrou que é católico, não evangélico. "Mas os nossos caminhos são paralelos. Um ponto convergente no futuro".

Estadão / Dinheiro Rural

O Brasil precisa de um líder de direita




Por Ascânio Seleme (foto)

Os mais de 60 mil apoiadores de Bolsonaro que foram a Copacabana no dia 7 de Setembro vestidos de amarelo são majoritariamente conservadores, prezam a lei e a ordem, não gostam de mudanças bruscas, têm medo do que não conhecem, acreditam em Deus, confiam na família e querem seguir uma vida sossegada, sem atropelos e surpresas. Engana-se quem olha para aquela massa e enxerga um bloco compacto de extremistas de direita armados, com sangue nos olhos, prontos para atirar no primeiro comunista que vir pela frente.

Parte importante do Brasil é assim. A tomar pelas pesquisas eleitorais, pode-se dizer que cerca de 40% dos brasileiros são conservadores e querem eleger um presidente que divida com eles seus valores. Na falta de um verdadeiro líder de direita, apoiam Bolsonaro e acabam se confundindo com energúmenos que pregam uma intervenção militar, o fechamento do Supremo, o banimento da esquerda do convívio nacional. Uma clara fraqueza ideológica associada, em alguns casos, à ausência de pensamento crítico e ao medo do novo cria esta massa que vimos no 7 de Setembro.

O Brasil tem prestado demasiada atenção à banda ultradireitista dentre os diversos matizes de apoiadores de Bolsonaro, e se descuidado com a maioria, que não prega disrupção institucional, não está armada e não é miliciana. Esta semana, os jornais publicaram a seguinte manchete: “Bolsonaristas criticam decisão de Fachin sobre decreto de armas e veem provocação às vésperas do 7 de Setembro”. Vocês acham sinceramente que aquela massa que foi à Copacabana e à Esplanada dos Ministérios quer mesmo todo mundo armado? Acho que não. Ao ler os textos daquelas reportagens depara-se com um único personagem, o deputado Capitão Augusto (PL-SP), membro da bancada da bala.

Lula comparou as manifestações do 7 de Setembro à uma reunião da Ku Klux Klan, afirmando que ali não havia negros e pardos. Obviamente o petista exagerou, mas na raiz estava certo. Não porque sejam racistas, mas sim porque a direita em todo o mundo é mais branca do que preta, é mais rica do que pobre. No Brasil, em grande medida, este grupo não apoia políticas de cotas e é contra a distribuição de bolsas. Muitos têm inclusive argumentos para sustentar estas teses. O mais conhecido deles vem sendo usado na campanha de Bolsonaro, que é o provérbio chinês “Não basta dar o peixe, é preciso ensinar a pescar”.

Bolsonaro, que se elegeu no vácuo causado pela prisão de Lula e em razão dos escândalos das gestões petistas, acabou capitalizando para si esta imensidão de votos de quem buscava apenas uma solução conservadora para o país, uma saída à direita. No passado, essa opção era oferecida pelo PSDB de Fernando Henrique, José Serra e Geraldo Alckmin. Embora não fosse de direita, sendo em muitos aspectos até de centro-esquerda, os governos tucanos emprestavam aos eleitores conservadores aquela estabilidade que imaginam ser fundamental para se sentirem felizes e seguros.

Para o bem da democracia, o Brasil precisa encontrar, a partir de 2023, um verdadeiro líder de direita, que fale o idioma do eleitor conservador, mas que respeite as leis, a Constituição, as regras do jogo democrático. A presença sufocante de Bolsonaro até aqui vem impedindo o aparecimento de novas lideranças de direita, da mesma maneira que Lula impõe esta limitação à esquerda. Num país como o nosso, onde todos os dias mais de 30 milhões de brasileiros vão dormir com fome, é mais difícil convencer que as soluções da direita liberal também podem garantir crescimento e distribuição de renda. Mas, como se vê, 40% dos eleitores apostam neste caminho.

O Brasil cumprirá sua missão de ser um gigante harmonioso, feliz e agregador global quando todas as premissas democráticas forem cumpridas e estritamente respeitadas. Com Bolsonaro esse destino está ameaçado. Somente uma forte liderança de direita democrática, que se apresente como alternativa viável para os conservadores que hoje apoiam o presidente mas discordam dos seus métodos, é capaz de sepultar o extremismo que se vê hoje. Com isso garantido, que vença o melhor.

Consultoria D'Avila

Não sei o que parece aos estimados leitores, mas, de minha parte, sempre que vejo e ouço o candidato a presidente Felipe D’Avila, do Novo, tenho a impressão de estar diante de um consultor. O tom da sua voz, a ênfase que dá a determinados pontos do seu discurso, as pausas curtas e estudadas, tudo parece extraído do livro “A bíblia da consultoria”, de Alan Weiss. Felipe D’Avila poderia também ser um concorrente de Ciro Bottini, o mais famoso vendedor de produtos na TV brasileira. Neste caso, contudo, se daria mal, lhe falta a simpatia de Bottini.

Orgulho bolsonarista

A propaganda de TV do deputado Otoni de Paula, candidato à reeleição no Rio, é uma ode ao crime. Ele diz que, como Bolsonaro, é perseguido pelo STF. Com inusitado orgulho, afirma que teve sua casa invadida pela Polícia Federal, que seu celular foi apreendido e que suas contas em redes sociais foram bloqueadas. Só não disse que já foi condenado por insultar Alexandre de Moraes. Também esqueceu de informar que mesmo a PGR amiga identificou cinco crimes de difamação, 19 de injúria e dois de coação cometidos por Otoni, ex-vice líder de Bolsonaro na Câmara.

Quatro livros

Sugestões de leitura para a reta final da campanha. “Gineceu”, terceiro livro da jornalista e escritora Mara Bergamaschi, ex-colunista do GLOBO e atual correspondente do Correio Braziliense em Portugal. O romance de Mara está sendo lançado hoje na Feira do Livro de Lisboa. “O ovo da serpente”, livro-reportagem de Consuelo Dieguez, repórter da revista Piauí, que conta a história do surgimento do bolsonarismo. “Como girei a roda”, de Ricardo Lessa, com bastidores e intrigas do programa Roda Viva, que ele comandou por dois anos. “Envelhecer é para as fortes”, de Helena Celestino, ex-correspondente, ex-editora e ex-colunista do GLOBO.

Multidão x multidão

Havia 64,6 mil pessoas no comício de Bolsonaro em Copacabana na tarde de quarta-feira, segundo o Monitor do Debate Público da USP. Na noite do mesmo dia, 66,6 mil torcedores assistiram a vitória do Flamengo sobre o Vélez Sarsfield no Maracanã. Pode não significar muita coisa, são apenas dois mil a mais, mas os que foram ao Maracanã pagaram para entrar. Já muitos dos que estiveram em Copacabana receberam algum “incentivo” para participar do ato e gritar mito. No Maracanã, Bolsonaro foi vaiado e xingado. E Rodolfo Landim não pôde fazer nada.

Supremacia do falo

O linguajar de jagunço e miliciano adotado por Bolsonaro no palanque do 7 de Setembro, em Brasília, não foi apenas uma ofensa aos brasileiros, atingiu como se fosse um soco as mulheres, aquelas que ele precisa conquistar para crescer. Diante de Michelle, a “princesa” que ele julga quase santa, aquela que recebeu cheques de R$ 89 mil do famoso Fabrício Queiroz, Bolsonaro fez uma apologia ao pênis. Ao seu pênis em particular, mas em que reafirma a supremacia do falo sobre a suposta inércia do corpo da mulher. Foi um momento de memorável idiotice, quase medieval, em que o macho vê a fêmea apenas como um recipiente para depositar o seu sêmen.

O Chile é aqui

A derrota da nova Constituição no plebiscito chileno prova que ganhar eleição não garante mandato absoluto ao governante eleito e empossado. As muitas forças que construíram e destruíram o texto que substituiria o legado de Pinochet mostram que governar e legislar depende de entendimento, formação de maiorias e exige humildade para saber ceder e eventualmente perder.

O Globo

Jornalistas são expulsos de ato evangélico com Bolsonaro no Rio




Jornalistas de diversos veículos foram expulsos da convenção de Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, em Deodoro, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, antes de o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), se pronunciar. Profissionais da Agência Estado, Folha de S.Paulo e O Globo foram abordados por seguranças do evento, que chegaram a filmar os jornalistas, e acompanhados para fora da Arena da Juventude, na Vila Militar.

No evento, inserido da agenda privada do presidente, a barreira à imprensa já acontecia na porta.

Equipes de TV também foram impedidas de entrar.

Pelo Facebook, o perfil do presidente fez uma curta transmissão do evento, de apenas três minutos. No vídeo, foi possível ouvir o Hino Nacional.

Estadão / Dinheiro Rural

Lula volta a falar que caminhões de Bolsonaro no 7/9 eram quase a KKK




Mesmo criticado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comparar os atos promovidos por Bolsonaro no dia 7 de Setembro com atos da supremacia branca, devido à falta de negros nos caminhões que o presidente esteve presente.

"Não tinha negro (nos caminhões), parecia quase que a Ku Klux Klan. Eu achei que era uma coisa da supremacia branca que não gosta de pobre", disse Lula em ato em Taboão da Serra (SP).

Lula também criticou Bolsonaro por fazer das comemorações do Bicentenário da Independência "um ato político dele". O ex-presidente criticou o coro que o presidente puxou durante o ato ao se intitular de "imbrochavel". "Ele estava falando pra quem? Para a mulher dele, porque ninguém quer saber se ele é brocha ou não é brocha, isso é problema dele, não é nosso. A gente que saber se vai ter emprego, se vai ter salário, vai ter educação", afirmou.

Estadão / Dinheiro Rural

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PF cumpre mandados contra importação ilegal de drogas no Rio

Matérias Relacionadas EBC: Polícia Federal investiga esquema de crimes financeiros em Fortaleza.

A operação Las Vegas teve por objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os alvos são endereços destinatários das remessas, em Duque de Caxias, também na Baixada, e no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense.

A investigação busca recolher provas para identificar os envolvidos no esquema de tráfico de drogas e localizar os produtos já importados. Segundo a Polícia Federal (PF), um homem foi preso em flagrante durante a ação.

Agência Brasil / Dinheiro Rural

Pesquisa Ipespe/Abrapel: Lula tem 44%, Bolsonaro 36%, Ciro 8% e Simone Tebet 5%




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44% das intenções de voto no primeiro turno das eleições de outubro e o presidente Jair Bolsonaro (PL) 36%, de acordo com pesquisa Ipespe divulgada neste sábado, 10.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 3, Bolsonaro oscilou 1 ponto porcentual para cima, dentro da margem de erro. Lula manteve o mesmo índice. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente pelo pesquisador, Lula tem 40% das intenções de voto, e Bolsonaro, 34%.

No levantamento estimulado, o candidato do PDT, Ciro Gomes, tem 8% das intenções de voto. Simone Tebet (MDB) vem em seguida, com 5%. Em relação à pesquisa anterior, Ciro oscilou 1 ponto porcentual para baixo, e Tebet ficou estável.

O Ipespe testou ainda um cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Neste caso, o ex-presidente tem 52% das intenções de voto, contra 39% de Bolsonaro. Lula oscilou um ponto para baixo, enquanto Bolsonaro oscilou um ponto para cima. Em ambos os casos, a variação se deu dentro da margem de erro.

A pesquisa Ipespe consultou 1.100 eleitores de todo o País por telefone entre os dias 7 e 9 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos. O código de registro na Justiça Eleitoral é BR-07606/2022. O levantamento foi contratado pela Associação Brasileira dos Pesquisadores Eleitorais (Abrapel).

Estadão / Dinheiro Rural 

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