sábado, setembro 10, 2022

TCU aponta falhas clamorosas no processo de aplicação de multas ambientais pelo Ibama


Em MS, R$ 253 mil em multas aplicadas pelo Ibama correm risco de caducar -  Meio Ambiente - Campo Grande News

TCU constata que o meio ambiente não tem mais proteção

Jéssica Sant’Ana
g1 — Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no processo de aplicação de sanções do Ibama a quem comete infrações contra o meio ambiente e expediu uma série de recomendações ao Instituto e ao Ministério do Meio Ambiente, para aperfeiçoar o serviço.

As falhas foram identificadas em auditoria realizada pelo tribunal com o objetivo de avaliar o processo sancionador ambiental no Ibama. As conclusões foram apresentadas nesta quarta-feira (24).

CONHEÇA AS FALHAS – As falhas identificadas pelo tribunal incluem:

1/ ausência de estruturação adequada dos mecanismos para conversão de multas em prestação de serviços de preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente;

2/ insuficiência de mecanismos de estímulo para a adesão dos autuados à conciliação (quando a multa é convertida em prestação de serviço);

3/ tempo excessivo para conclusão do processo administrativo;

4/ descompasso entre o número de autuação de novos processos e o ritmo de instrução e de julgamentos em primeira instância;

5/ morosidade no sistema de notificação.

OUTRAS DEFICIÊNCIAS – Sobre a conversão das multas em serviços pelo meio ambiente, como reflorestamento, a auditoria do TCU constatou que a carteira de projetos do Ibama para a conversão conta com somente uma possibilidade, o Projeto Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Havia, ainda, a possibilidade de os autuados depositarem o valor da multa com desconto em um fundo para custeio de projetos ambientais. Porém, a medida provisória que criou o fundo não foi convertida em lei e perdeu a vigência.

O TCU também constatou que o Ibama não tem adotado mecanismos suficientes para estimular os autuados a aderirem ao mecanismo de conciliação.

PROCESSOS INFINDÁVEIS – Em relação à conclusão dos processos administrativos, o tempo médio é de seis anos, podendo chegar até o total de 11 anos e nove meses. Os prazos foram considerados excessivos pelo TCU.

A área técnica do TCU também observou que, em 2021, o ritmo de instrução dos processos foi inferior a um terço do necessário para a autarquia poder instruir os novos processos autuados naquele ano. E que, a partir de 2020, houve acentuada queda na relação entre processos autuados e julgados.

Os processos autuados tiveram uma queda de 38,1% em 2021 em relação ao ano de 2019 e os processos julgados, queda de 76,3% no mesmo período. Em fevereiro deste ano, o número de processos aguardando triagem e distribuição era de 94 mil, mais de dez vezes o número de processos autuados em 2021.

MOROSIDADE EXCESSIVA – Já em relação à morosidade do sistema de notificação atualmente empregado pelo Ibama, o TCU verificou que as notificações têm demorado, em média, seis meses para serem realizadas de forma efetiva, enquanto o prazo ideal seria de até três meses.

Diante das falhas verificadas, o TCU expediu uma série de recomendação ao Ibama. O ministro relator do processo, Marcos Bemquerer, afirma que, se efetivamente implementadas, “hão de trazer bons resultados ao processo sancionador ambiental”.

“(…) é importante que aqueles que insistem em cometer crimes e/ou irregularidades com o meio ambiente tenham sempre presente que a atuação do Estado, enquanto ente fiscalizdaor, é, de fato, efetiva, o que, por certo, traduzir-se-á em favorável expectativa de controle de modo a dissuadir tais comportamentos desviantes”, afirmou em seu voto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, a fiscalização do meio ambiente praticamente inexiste. Basta dizer que apenas 1% das multas aplicadas por crimes ambientais foram pagas, segundo o Instituto Chico Mendes (ICMBio). Infelizmente, reina a impunidade e o meio ambiente está entregue aos grileiros e desmatadores. Pense nisso antes de votar. (C.N.)

 

Vereador Erika desmascara Fake News do prefeito de Jeremoabo

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Ofício Solicitando Liberação de recursos para atender  vereadores solicitação do Grupo de Tista.
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Prefeito de Jeremoabo querendo ser o " pai da criança"



Cidadão que acreditou em Fake News


Nota da redação deste Blog - Várias matérias foram publicadas neste Blog desde quando os vereadores da oposição se deslocaram até Salvador para através do Senador Otto Alencar o Deputado Federal Otto Filho, encontrarem-se com o Governador Rui Costa reivindicando melhorias para a cidade de Jeremoabo e estradas vicinais da Zona Rural.
Em Jeremoabo para tapar os buracos de estimação do prefeito, já na Zona Rural para asfaltamento das estardas  intrafegáveis prejudincando o tramporte dos estudantes e escoamento da produção agricola.
Enquanto isso, quando o deputado do grupo do prefeito  enviou uma emenda parlarmentar de R$ 7.000.000,00(sete milhões)até agora ninguém sabe o paradeiro do dinheiro; os vereadores da oposição estão afônicos de tanto perguntar cadê o dinheiro.

As obras solicitadas pelo grupo Tista de Dede conforme documentadas  nos vídeos  já iniciaram, o gato não comeu esse dinheiro; todavia, degradante  e vergonhoso é o prefeito sem nenhum escrúpulo espalhar Fake News e ser desmascarado pelo vereador Eriks, inclusive apresentado Of. encaminhado ao Governador para autorizar ao Secretário indicado pelo Senador Otto Alencar para liberar a execução das obras, como liberado foi.
Infelizmente Jeremoabo com esse (des)governo está no fundo do poço, com um gestor que alimenta-se de propaganda enganosa, autopromoção as custas do dinheiro público, e para sofisticar a trambicagem, apela para fake news conforme denunciado pelo vereador Eriks.

Fica a dica

LEI Nº 9.504, DE 30 DE SETEMBRO DE 1997

Estabelece normas para as eleições.


Art. 39. A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em recinto aberto ou fechado, não depende de licença da polícia.     (Vide ADIN 5970)

§ 1º O candidato, partido ou coligação promotora do ato fará a devida comunicação à autoridade policial em, no mínimo, vinte e quatro horas antes de sua realização, a fim de que esta lhe garanta, segundo a prioridade do aviso, o direito contra quem tencione usar o local no mesmo dia e horário.

§ 2º A autoridade policial tomará as providências necessárias à garantia da realização do ato e ao funcionamento do tráfego e dos serviços públicos que o evento possa afetar.


Artigo 245 da Lei nº 4.737 de 15 de Julho de 1965

Lei nº 4.737 de 15 de Julho de 1965

Institui o Código Eleitoral.
Art. 245. A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em recinto aberto, não depende de licença da polícia.
§ 1º Quando o ato de propaganda tiver de realizar-se em lugar designado para a celebração de comício, na forma do disposto no art. 3º da Lei nº 1.207, de 25 de outubro de 1950, deverá ser feita comunicação à autoridade policial, pelo menos 24 (vinte e quatro) horas antes de sua realização.
§ 2º Não havendo local anteriormente fixado para a celebração de comício, ou sendo impossível ou difícil nele realizar-se o ato de propaganda eleitoral, ou havendo pedido para designação de outro local, a comunicação a que se refere o parágrafo anterior será feita, no mínimo, com antecedência, de 72 (setenta e duas) horas, devendo a autoridade policial, em qualquer desses casos, nas 24 (vinte e quatro) horas seguintes, designar local amplo e de fácil acesso, de modo que não impossibilite ou frustre a reunião.
§ 3º Aos órgãos da Justiça Eleitoral compete julgar das reclamações sôbre a localização dos comícios e providências sôbre a distribuição eqüitativa dos locais aos partido.

Nota da redação deste Blog -  Para bom entendedormeia palavra basta.

Covardemente o prefeito não permite cavalgada em Jeremoabo, em desrespeito ao homem do campo e da população em geral, verdadeira imititação dos atos de Odorico Paraguaçui

 

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Vaquejada na Fase crítica da Pandemia.
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Enquanto Tista de Deda em respeito a vida do Jeremoabense  absteve-se  de provocar aglomeração evitando as CAVALGADAS que o povo tanto aprecia;  Odorico Paraguaçu Genérico com seus assessores permitiam aglomerações em pleno auge da PANDEMIA, pondo em risco a vida de muitos seres humanos.
Passado todo esse período critico da COVID-19, Tista de Deda resolveu reativar as Cavalgadas apreciadas e adoradas tanto pelo pessoal da Zona Rurral quanto da cidade, issso porque o gestor sucateou o esporte, que atualmente serve apenas de cabide de emprego para beneficiar parentes de secretário.
Porém a perseguição ao homem do campo e aos proprios rseidentes de Jeremoabo não parou por aí, numa demonstração de irresponsabilidade, praticou um ato criminoso contra o dinheiro público e contra o patrimônio público cultural, demolindo o Parque de Exposição uma das maiores fontes de   renda do município e consequentemente do desenvolvimento.
Devido a situação crítica que passa o país com mais de 30 mil desempregados, fator esse que também atinge Jeremoabo, Tista de Deda bolou um paliativo para melhorar a situação do comércio e dos vendedores ambulantes, promovendo a Cavalgada de São Jorge para o próximo dia  25 setembro, para isso como cidadão  em respeito a lei, enviou um requerimento ao chefe do executivo municipal solicitando permissão para realizar o ato.
Num ato rasteiro, perverso,  perseguidor e vingatívo, não sei se Odorico Paraguaçu Genérico ou seu secretário, bolaram uma trama diabólica para proibir covardemente a Cavalcada, para isso alegaram logos Olímpicos.
Os jogos são no campo, já a Cavalgada seu destino é a Espatuda, nada ver uma coisa com a outra.
Talvez se os organinadores da Cavalgada, tivessem oferecido a INSTALAÇÃO DE CAMAROTES COM O MESMO DESTINO ESCUSO DOS CAMAROTES DAS FESTAS JUNINAS NA PRAÇA DO FORRÓ, tal proibição não tivesse existido.
Mais uma desfeita conta o povo, menos um dia de lazer e mais uma perseguição contra os admiradores das vaquejadas.

Presidenciáveis não confirmam presença em posse de Rosa Weber no STF




A ministra Rosa Weber assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima segunda-feira, 12. Ela sucede ao ministro Luiz Fux, que esteve à frente da Corte nos últimos dois anos. O evento será às 17h, na sede do tribunal. Foram convidadas 1300 pessoas - dessas, 350 para o plenário. A ministra convidou todos os candidatos à Presidência.

Até o momento, os dois mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), não confirmaram presença. Em campanha pelo Nordeste, Simone Tebet (MDB) não deve comparecer.

Também foram chamados todos os ex-presidentes. Os emedebistas Michel Temer e José Sarney já confirmaram presença.

Rosa Weber foi vice-presidente de Fux no último biênio e agora terá como vice o ministro Luís Roberto Barroso. A ministra ficará apenas um ano à frente da Corte - não cumprirá dois anos de mandato, como é regra, porque se aposentará em outubro de 2023.

Quando eleita, em agosto, Weber disse que exercerá a presidência com "serenidade" e destacou que "nestes tempos tumultuados que nós estamos vivendo, o exercício deste cargo trata-se de um imenso desafio".

Legado de Fux

A presidência do seu antecessor, Luiz Fux, foi marcada por ataques ao STF promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. Um dos momentos mais tensos foi no feriado do 7 de setembro de 2021, quando manifestantes bolsonaristas tentaram invadir o STF e furaram o bloqueio da Polícia Militar no acesso à Corte. No mesmo dia, o presidente fez manifestações golpistas e disse que não cumpriria ordens de Alexandre de Moraes.

O discurso de Fux no dia seguinte, em defesa das instituições e em repúdio aos atos antidemocráticos, foi considerado o mais firme da sua gestão.

Apesar do temor de que houvesse novas tentativas de invasão no feriado da Independência de 2022, o evento não se repetiu. Mas, nas ruas, foram frequentes os ataques à Corte e pedidos de destituição dos ministros do STF.

Em seu discurso de despedida na última quinta-feira, 8, o Fux disse que "não houve um dia sequer em que a legitimidade das nossas decisões não tenha sido questionada, seja por palavras hostis, seja por atos antidemocráticos".

Além do enfrentamento aos ataques à Corte, o STF tomou importantes decisões no período em que Fux esteve na Presidência. Entre elas, a decisão que absolveu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de condenações da Operação Lava Jato e a equiparação do crime de injúria racial ao racismo, tornando-o imprescritível.

Estadão / Dinheiro Rural

‘Geleira do Juízo Final’, que pode elevar nível do mar, está perto do colapso




Considerada uma das maiores geleiras do mundo, maior que o Suriname e apelidada de "Geleira do Juízo Final" ou "Geleira do Apocalipse", a Thwaites fica na Antártida Ocidental e o seu colapso, que tem o potencial de elevar em vários metros o nível do mar, pode estar perto de acontecer. Estudo publicado na revista científica Nature Geoscience neste mês descobriu que, em algum momento nos últimos dois séculos, a faixa de gelo analisada atingiu velocidade de recuo equivalente a 2,1 km por ano - o dobro do que os cientistas vêm observando na última década.

A enorme plataforma de gelo perde área de sua parte submersa à medida em que o planeta fica mais quente e, embora a velocidade de seu derretimento hoje seja menor que 2,1 km ao ano, identificar como ela se comportou no passado ajuda a prever como se comportará no futuro. A descoberta indica, portanto, que a Thwaites pode estar perto de passar novamente por uma mudança em ritmo acelerado.

Análises de relevo feitas pelos pesquisadores mostram o recuo rápido de uma cordilheira próxima da geleira, o que sugere que grandes mudanças podem começar a acontecer em questão de meses, caso a zona de aterramento (a parte submersa, pela qual ela se fixa no fundo do mar) comece a se desprender. A perda de gelo na Geleira Thwaites é, segundo o estudo, "uma grande incerteza para futuras projeções do nível do mar". Águas quentes têm fornecido calor para a atual cavidade da plataforma de gelo, derretendo-a por baixo e tornando-a suscetível a um recuo descontrolado.

Os cientistas chegaram a essas conclusões estudando uma faixa de gelo mais saliente, submersa a 670 metros. Ela revelou ser uma antiga porção da zona de aterramento, que se desprendeu. A taxa de recuo de 2,1 km a 2,3 km foi identificada nessa saliência, e se torna mais impactante quando comparada com a de outras geleiras. As do mar de Amundsen, por exemplo, mantêm uma taxa que não ultrapassa os 2 km por ano há três décadas.

Para coletar os dados sobre a saliência, os cientistas utilizaram um veículo subaquático autônomo, que registrou marcas no gelo causadas pelo avanço das marés. São justamente essas marcas, chamadas por eles de "costelas", que permitem afirmar que recuos acelerados têm ocorrido nos últimos dois séculos na plataforma de gelo. Segundo o estudo, as marcas deixadas pela ação da água no manto de gelo submerso são um exemplo raro de ser encontrado.

"Com base na amplitude comum das costelas (aproximadamente 0,1 m a 0,4 m) e assumindo taxas diárias de recessão de 6 m a 8 m por dia, estimamos que a taxa diária de perda de gelo exceda 1.000 kg por dia por metro da zona de aterramento. Um fluxo de calor superior a 600W por metro quadrado é necessário para derreter essa quantidade de gelo", diz a publicação.

Os cientistas pontuam que, a partir das marcas encontradas, é possível prever a evolução do manto de gelo de agora em diante por meio do processo desafiador de construir modelos que repliquem a sequência precisa dos movimentos da linha de aterramento ao longo da saliência, incluindo a ação das marés e a formação de planícies de gelo nas análises.

Compreender a história recente da Geleira Thwaites e os processos que interferem em seu ritmo de derretimento é, de acordo com a pesquisa, fundamental para projetar as contribuições da Antártida para a futura elevação do nível do mar. Esse processo têm o potencial de ameaçar comunidades e ecossistemas costeiros.

Estadão / Dinheiro Rural

A bandeira é nossa.




Excluir quem não apoia o governo é uma tentativa de desmonte da nossa identidade nacional

Por Laura Karpuska* (foto)

Na quarta-feira pela manhã passei próximo à Avenida Paulista. Ambulantes vendiam bandeiras do Brasil para apoiadores do presidente que iam chegando aos poucos. Era uma onda verde-amarela.

Comemoramos 200 anos da nossa independência, mas a celebração era partidária. Era pró-Bolsonaro. A exceção talvez tenha sido a feliz reinauguração do Museu do Ipiranga. O resto foram eventos com tom golpista e repletos de falta de decoro.

A apropriação das cores da bandeira por um grupo político não é apenas uma infelicidade para quem quer torcer na Copa pela Seleção, mas não quer ser confundido com um apoiador do presidente. É também uma forma de enfraquecer nosso tecido social.

Extremistas vêm capturando bandeiras em outros países. Alemanha, Estados Unidos e Finlândia também tiveram seus símbolos nacionais vinculados a grupos de extrema direita. Esses grupos buscam legitimidade ao ter uma bandeira nacional como símbolo próprio. Uma tentativa de legitimidade soberba, como se os seus valores fossem os de um país inteiro. É, portanto, uma expressão de como esse grupo pensa a respeito de si mesmo. Não é uma retórica de união, mas de superioridade e discórdia.

Mais importante, apoderarse da bandeira acaba por confundir desaprovação desse grupo como se fossem ataques a um país. Blindam-se covardemente de críticas confundido o grupo com a Nação. Criticar Bolsonaro não é criticar o Brasil.

A cooptação das cores da bandeira na forma de um nacionalismo barato, excluindo os demais brasileiros que não apoiam este governo, é uma tentativa de desmonte da nossa identidade nacional.

Brasileiros dos mais diversos tipos não precisam se afastar de símbolos nacionais para criticar o atual governo. É possível se encontrar na sua identidade nacional sendo cosmopolita e não sendo ufanista. Entenderse como brasileiro não significa ter orgulho de ser brasileiro – como podemos ter orgulho do acaso? – mas, sim, compartilhar nossa história e nossa cultura.

Ao nos afastarmos dos nossos símbolos nacionais, deixamos um grupo ocupar um espaço que não lhe cabe. O extremo não pode definir o que é ser brasileiro.

Assistimos às mesmas novelas, ouvimos as mesmas músicas, lamentamos todos o 7 a 1. Nossa identidade não pode ser diminuída. Símbolos são fundamentais na nossa construção social e política. Não se pode entregar a bandeira para um grupo da população. Há mais que nos une do que nos separa.

A bandeira é nossa.

*PROFESSORA DO INSPER, PH.D. EM ECONOMIA PELA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK EM STONY BROOK

O Estado de São Paulo

Lula x Bolsonaro em SP: Por que pesquisas eleitorais dão resultados discrepantes?




Duas pesquisas eleitorais relativas à disputa presidencial em São Paulo aferiram resultados bastante discrepantes nesta semana. Enquanto o Ipec mostrou o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 16 pontos de vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Estado, o resultado da Quaest colocou o chefe do Executivo empatado com o petista na margem de erro. Ambas as sondagens foram feitas na primeira semana de setembro, ou seja, praticamente no mesmo período.

Especialistas consultados pelo Estadão afirmam que essa diferença é causada por questões metodológicas. O coordenador do Conselho de Opinião Pública da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), João Francisco Meira, diz que duas sondagens só poderiam ser rigorosamente comparadas se aplicassem o mesmo questionário e usassem a mesma amostra, ou seja, o mesmo grupo representativo da população.

"Você tem de ver amostra, questionário e variáveis como escolaridade, renda e religião. Provavelmente, há diferenças importantes das variáveis entre as duas amostras. Finalmente, ainda tem a questão da dispersão geográfica. São Paulo é um Estado muito grande, tem de espalhar essa amostra", afirma Meira. Um questionário aplicado no Morumbi, na capital paulista, por exemplo, terá respostas diferentes de um aplicado no interior, explica ele. Faz diferença, portanto, a dispersão geográfica, isto é, por quais locais os institutos espalham as entrevistas.

"Só são rigorosamente comparáveis pesquisas que usam o mesmo questionário, a mesma distribuição amostral e a mesma dispersão geográfica", diz. "Se não for, você deve atribuir essa diferença ao design amostral de uma e de outra."

Como a desatualização do Censo impacta uma pesquisa?

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest Pesquisa e Consultoria, afirma que a empresa trabalha com uma "profunda diferença metodológica" em relação ao Ipec. A peça-chave para entender a diferença, segundo ele, é a proporção de pessoas com baixa renda na amostra.

Já Meira observa que os institutos sofrem com dados oficiais desatualizados, uma vez que o último Censo é de 2010. "Muitas vezes, é preciso estimar." A Quaest, por exemplo, considera que 25% da população de São Paulo recebe até dois salários mínimos. O Ipec, por sua vez, quando vai a campo, não faz a distinção por faixa de renda.

"Trata-se de uma profunda diferença metodológica. Nós, da Quaest, utilizamos cota de renda no campo, o Ipec, não. Por causa disso, nossas amostras são muito diferentes. Na ausência de um Censo atualizado, a Quaest usa a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) anual para calcular a proporção de renda familiar que precisa ser representada em nossas amostras. Nós encontramos 25% de pessoas com renda domiciliar de até 2 salários, exatamente o resultado encontrado na Pnad publicada em 2022", afirma.

A CEO do Ipec, Márcia Cavallari, atribui a diferença à ordem das perguntas nos questionários aplicados. Ela confirma que o instituto não trabalha com cota por renda, por se tratar de uma variável "muito sensível e de difícil aplicação em campo", mas observa que os resultados para governador estão semelhantes para ambos os institutos. Por isso, segundo ela, a ordem em que as perguntas seguintes foram feitas pode ter influenciado o resultado.

"As fontes prováveis das diferenças nos resultados das pesquisas normalmente decorrem do período de campo no qual são realizadas, da metodologia usada e do questionário aplicado", afirma.

"O Ipec não controla suas amostras por renda por tratar-se de uma variável muito sensível e de difícil aplicação em campo. Além disso, não usamos a renda como variável de controle da amostra porque ela está sujeita à economia do País e pode mudar muito ao longo do tempo. Optamos por controlar a amostra com variáveis mais estáveis", explicou Márcia. "De toda forma, não acho que essa diferença metodológica possa ser a causa da diferença dos resultados das duas pesquisas, pois na pergunta para governador, que está logo no início do questionário, os resultados estão bem alinhados. As diferenças maiores ocorrem na pergunta de intenção de voto para senador e presidente, e daí a ordem dos dois questionários é bem diferente. Neste caso, atribuo mais a diferença ao questionário."

Ferramentas e confiabilidade

Vale destacar que as pesquisas eleitorais, assim como qualquer análise estatística, se propõem a fornecer um retrato aproximado da realidade. Pode haver dissonância nos resultados de um instituto para o outro. Meira ressalta que é importante para o eleitor interpretar os dados em uma série histórica, observar o desempenho dos candidatos em uma trajetória ao longo da campanha. Por isso, há elementos que apontam a confiabilidade de uma sondagem.

Como mostrou o Estadão, as eleições deste ano são marcadas por um aumento de 582% nos questionamentos judiciais ligados a sondagens. Para auxiliar o eleitor na depuração dos dados, o Estadão lançou um agregador de pesquisas: a Média Estadão Dados equilibra discrepâncias metodológicas entre diferentes sondagens e calcula o panorama mais provável do cenário eleitoral. A plataforma, interativa, permite ao usuário consultar votos totais e válidos, entre outros recortes.

Estadão / Dinheiro Rural

Bolsonaro desdenha de Soraya Thronicke, que reage: ‘memória seletiva’




O presidente Jair Bolsonaro (PL) se referiu à senadora e candidata ao Planalto Soraya Thronicke (dir.) (União Brasil), sua adversária nas urnas em outubro, como "uma outra lá" durante sua live semanal nesta quinta-feira, 8. O presidente ironizou fingindo não saber o nome da candidata à Presidência, mas ela o apoiou em 2018 e se elegeu para o Senado na onda bolsonarista daquela eleição. Além disso, ambos estiveram no debate da Band TV no dia 28 de agosto.

Bolsonaro acusou a senadora de ter usado seu nome para se eleger em 2018, mesma crítica que faz a outros adversários políticos, como João Doria (PSDB). Via Twitter, a candidata à Presidência afirmou que o presidente tem "memória seletiva" e disse que trabalhava enquanto o chefe do Executivo "patrocinava o caos".

"Memória seletiva a ‘desse daí’. Se esqueceu das bandeiras que o elegeu (sic), se esqueceu que refutava o fisiologismo do Centrão e se esqueceu, também, que um dia pediu voto para mim. Joga meu nome no Google, Bolsonaro. Vai ver que, em várias situações, enquanto eu trabalhava, você patrocinava o caos", publicou. Advogada, Soraya ganhou projeção política ao participar dos protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016.

Em 2018, Soraya pediu votos para o então candidato Jair Bolsonaro e prometeu ajudá-lo a "retomar o desenvolvimento" do Mato Grosso do Sul, seu Estado. À época, ambos eram do mesmo partido, o PSL. Naquela ocasião, Soraya fez a outros candidatos a mesma crítica que Bolsonaro fez a ela nesta quinta-feira. Em vídeo publicado no Facebook em 2 de setembro de 2018, ela acusou postulantes ao Senado de tentarem "enganar" o eleitor usando o nome do então deputado federal. "Meu nome é Soraya Thronicke, a única candidata do PSL ao Senado", disse.

Estadão / Dinheiro Rural

O crime ruidoso acua e compensa




Quando abusos de um populista são endossados por um público grande e radicalizado, as instituições têm receio de agir

Por Vera Magalhães (foto)

Jair Bolsonaro foi um mestre ao arquitetar o 7 de Setembro e fazer com que ele ocorresse exatamente segundo o que planejou. Mais de um mês antes, disse que a micareta seria na Praia de Copacabana, que favoreceria a mistura proposital dos militares e do povo. Disseram que o Exército não aceitaria, o prefeito Eduardo Paes tentou resistir, mas, no fim, tudo ocorreu como ele designou.

O presidente formulou discursos sem xingamentos, mas cheios de mensagens subliminares, conhecidas como “apitos de cachorro”. Estava lá a ameaça velada de trazer para as tais “quatro linhas” aqueles que estão agindo fora dela, ou seja, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Isso não foi casual, tampouco sinal de moderação, algo impossível no bolsonarismo e no caldo altamente radicalizado que está sendo curtido nas redes — e que deu as caras nas ruas de Brasília e do Rio, nas mensagens presentes em cartazes e guindastes.

Nos dias anteriores aos atos, mensagens nos grupos públicos bolsonaristas de WhatsApp já avisavam aos “patriotas” que não haveria agressões aos ministros do Supremo porque o Judiciário, que seria aliado da esquerda, estaria “provocando” Bolsonaro com atos como a proibição de celulares e armas no dia da eleição, na expectativa de que a reação do presidente ensejasse interpretações de que ele pretende dar um golpe.

Segundo levantamento da pesquisadora Andressa Costa, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, em 14 mil grupos públicos bolsonaristas com mensagens que tiveram mais de 127 encaminhamentos, as narrativas dominantes no 7 de Setembro foram:

1) Enaltecer o tamanho dos atos e seu caráter pacífico e democrático;

2) Ridicularizar e desacreditar as pesquisas, justamente pelo alto comparecimento às manifestações;

3) Dizer que, portanto, a esquerda só ganha a eleição se houver fraude;

4) Insinuar que as fraudes são culpa dos ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com ataques liberados a Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, sem o falso filtro de Bolsonaro;

5) Afirmar que os atos comprovam: Bolsonaro ganhará no primeiro turno;

6) Concluir que as medidas do TSE restringindo celular e armas são para “provocar” Bolsonaro, portanto, os patriotas não podem cair;

7) E que, depois de vencer as eleições, Bolsonaro fará o que precisa ser feito, pois tem “autorização” dos “patriotas”.

O encadeamento é altamente sofisticado e funciona como uma correia de transmissão. Para cada uma dessas mensagens, há uma corroboração nas ações e nas palavras do presidente. Quando ele pede a Deus “coragem para agir”, está se referindo aos itens 6 e 7 que listei.

Uma das mensagens campeãs de compartilhamento é um vídeo de uma entrevista do candidato bolsonarista ao governo de São Paulo, Tarcísio Freitas, em que ele diz que o presidente é “escolhido”, “iluminado” e vencerá já em 2 de outubro.

Quando os crimes eleitorais cometidos por um populista candidato a autocrata são endossados por tão alto comparecimento de um público previamente radicalizado, o resultado é que as instituições têm receio de agir. “Cassar a candidatura de Bolsonaro causaria uma guerra civil no país”, disse à coluna um ministro de tribunal superior.

Portanto a verdade é o oposto do que diz a lavagem cerebral do WhatsApp: é Bolsonaro quem provoca e estressa as instituições, usando a chancela de uma parcela da população como escudo.

Não é diferente de usar a miséria, real e antiga, e transformá-la em “emergência”, com direito a inscrição na Constituição, para ter armas desiguais na disputa eleitoral.

Nunca antes um governante lançou mão de tanta vantagem econômica e política ilegal na expectativa de se reeleger, enquanto no submundo planta teses conspiratórias para justificar uma reação caso nem assim vença — como as pesquisas indicam até aqui. Eis um plano bem engendrado.

O Globo

Dinheiro grosso está calmo na eleição




Parece que a atitude média dos donos do dinheiro é: 'depois do tombo, deste chão não passamos'

Por Vinicius Torres Freire

A campanha eleitoral parece não ter efeito negativo algum em indicadores financeiros, até agora: taxa de câmbio ("preço do dólar"), taxas de juros de prazo mais longo, Bolsa, por exemplo. Nos últimos dois meses, houve discreta melhora. Parece que a atitude média dos donos do dinheiro é: "depois do tombo, deste chão não passamos". Até novembro, ao menos.

As taxas de juros de prazo mais longo, dois anos em diante, baixaram. Tanto que a direção do Banco Central deu um grito nos povos dos mercados, para que não ficassem tão animadinhos com a perspectiva de queda precoce da Selic. As taxas de câmbio reais saíram do fundo do poço de meados de 2020. Até o Ibovespa saiu do buraco de julho, embora ainda longe do pico do ano, em abril.

Negociadores de dinheiro grosso dizem que a eleição, em si, pode ser um "não evento". Embora não tenham programa animador ou, no que interessa para a finança, programa quase algum, os candidatos principais, Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) teriam histórico "conhecido".

O movimento no dinheiro poderia ficar mais nervoso quando definido o resultado das urnas e, mais, quando houvesse indício claro do que vai se fazer dos assuntos óbvios, crônicos e cruciais: dívida, déficit, novo teto, nomes da equipe econômica, alguma ideia do tamanho da coalizão no Congresso, plano imediato de reformas.

Por ora, a preocupação maior seria o destino da política monetária (de juros), nos Estados Unidos, juros e crise de energia, talvez recessão, na União Europeia e tamanho do tombo da China.

Não se trata de dizer que as coisas estão tranquilas por aqui, mas de conformismo e espera com armas engatilhadas. Mas o grosso do estrago nas taxas de juros aconteceu entre setembro e outubro de 2021, quando caiu tardiamente a ficha de que a inflação poderia ser ruim mesmo e quando o governo Bolsonaro avacalhou o teto de gastos pela primeira vez.

O preço do real, em termos reais e ponderado pelo peso das moedas dos países com que temos comércio, sobe um tanto. É verdade que o real se levanta das profundezas em que se meteu logo depois do início da epidemia, quando a moeda brasileira foi a que mais se desvalorizou. De resto, essa melhoria não bastou para dar ajuda relevante na contenção da inflação nem é lá compatível com indicadores positivos de contas externas. Mas não piorou com a campanha eleitoral.

Um tanto mais impressionante, agora do lado da "economia real", até a taxa de investimento resistiu (em ampliação da capacidade produtiva, máquinas, equipamentos, softwares, residências). Os anabolizantes estelionatários de Bolsonaro não explicam essa resistência.

Tudo se passa como se todo mundo estivesse ainda mais conformado com o fato de que há menos debate econômico eleitoral do que de costume, como se alguma conversa séria fosse começar apenas lá por novembro, como se não antecipassem desde já risco ainda maior de estragos por causa da eleição de Lula ou Bolsonaro. Já estaria tudo "no preço".

Houve algumas surpresas, enfim, que atenuaram ou adiaram um tico o agravamento do problema fiscal. A receita de impostos é impressionante, a inflação alta na prática abateu o tamanho relativo da dívida e o PIB crescerá bem além da conta (mais que dois pontos além do previsto em fins de 2021, um erro estratosférico). Mas a conta voltará a subir em 2023 e será muito alta.

Essa situação de crise financeira ruim, mas ora controlada ou represada, pode ser um bônus para o próximo presidente. Um programa realista e uma equipe boa podem até levantar o Pibinho de 2023 de graça, ainda que a implementação das medidas leve tempo.

Folha de São Paulo

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