segunda-feira, junho 13, 2022

E o mundo parece caminhar para uma pandemia nova a cada quatro anos

   em 13 jun, 2022 4:02

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

            “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


Mal o mundo se livrou da onda mais forte da COVID (se é que se livrou), agora já chega infelizmente a varíola dos macacos. Este fim de semana foi confirmado o segundo caso no Brasil.

Especialistas pedem cautela e dizem que é muito improvável que a varíola dos macacos crie um cenário igual ao do coronavírus. Porém, é preciso que a varíola dos macacos seja encarada com vigilância e os países adotem mecanismos para identificação dos casos, montando estratégias de isolamento. A varíola dos macacos é uma doença autolimitante, que tende a se curar sozinha, mas pacientes com imunidade baixa e crianças podem desenvolver doenças mais graves. Ou seja, é preciso uma vigilância permanente para que a disseminação não possa causar um problema de saúde pública em vários países por conta de não haver vacinas para imunização em grande escala.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já prepara uma espécie de tratado sobre pandemias. O objetivo é criar uma série de formalidades nas quais os países e o setor privado têm que tomar no caso de uma emergência como uma pandemia mundial.

O blog deseja saber das autoridades sanitárias competentes o que tem sido realizado até aqui para prevenir o contágio e os remédios ou vacinas que possam ser utilizados para quem hipoteticamente vier a contrair a doença.

É preciso tranquilizar a população.

Orçamento secreto, Lula em Aracaju e autenticidade E o ex-presidente Lula estará em Aracaju no próximo sábado, 18. Parte da militância petista está eufórica e outra parte preocupada: será que ele vai falar do desonesto orçamento secreto como vem denunciando? Tudo porque o voto decisivo foi do senador Rogério, hoje pré-candidato ao governo pelo PT.  Lula será autentico? É o que espera o eleitorado dele.

Praias do Abaís e Saco em Estância: onda de furtos semanais nas casas dos veranistas E nas praias do Abaís e do Saco, em Estância, moradores e veranistas não podem deixar suas residências sem ninguém. Nem mesmo pagar vigilante resolve. Uma quadrilha está de olho na área. Chegam nas residências e levam tudo: geladeira, fornos, televisão e até geradores. A quem recorrer? Até a gestão municipal já pediu mais policiamento preventivo na região. E olha que as praias são frequentadas por muitos turistas. Falta mais policiamento ostensivo do 6º Batalhão nas praias do litoral sul de Sergipe.

Tô nem aí Hoje, 13, completa 18 semanas que o blog espera ansioso as respostas do arcebispo de Aracaju, d. João Costa. E a falta de transparência do continua, porém não custa nada perguntar novamente: qual foi o valor e quem recebeu a comissão da venda do colégio arquidiocesano da Farolândia? Relembre aqui as perguntas feitas ao arcebispo.

Tô nem aí II Aliás, o arcebispo nem sequer emitiu uma nota de solidariedade ao delegado e ao agente da polícia civil de Sergipe que foram vítimas do acidente provocado por um padre da arquidiocese de Aracaju.

Prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro, perde processo que moveu contra radialista Fonte O Bolo é Grande: Por unanimidade, a prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro (Republicanos), perdeu o processo que moveu contra o radialista Aclécio Prata no Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE). A gestora já tinha entrado com o processo no Fórum Eleitoral de Lagarto, porém, como foi negado, tentou recorrer da decisão no TRE. O processo de nº 0600601-18.2020.6.25.0012 foi movido em 2020, ano em que Hilda estava concorrendo à reeleição.

Na decisão do TRE, Aclécio Prata “não falseia a verdade, limitando-se a criticar a gestão” Segundo consta, à época, Aclécio teria, supostamente, veiculado conteúdo negativo em desfavor da prefeita na Rádio 94.7 Aparecida FM, violando o disposto da Lei das Eleições nº 9.504, que consta: art. 45. Encerrado o prazo para a realização das convenções no ano das eleições, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e em seu noticiário: III – veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. Entretanto, o TRE julgou improcedente tal ação, porque não houve qualquer violação à lei, apenas o ato de liberdade de imprensa, sem veiculação de conteúdo ofensivo ou desfavorável a Hilda Ribeiro, tão pouco o intuito de favorecer qualquer candidato adversário.

Areia Branca e o saneamento básico E segundo um médico que atua na região do Agreste, a situação do saneamento básico no município de Areia Branca  é pior que a divulgada nacionalmente pelo jornal Estadão na matéria sobre gastos milionários com shows. Segundo o médico, estudioso da região agreste, Areia Branca tem 0% de tratamento de esgoto e esse 8,6% citado na matéria do Estadão era uma pequena rede que interligava uma pequena e simples processamento de tratamento de esgoto que ficava no Bairro Lagoa Seca construído na década de 80, 90 que a mais de 20 anos não existe mais.

In natura Segundo o médico, o que existe, hoje, em Areia Branca,  são algumas tubulações de esgoto e de drenagem pluvial que se misturam e lançam tudo in natura direto na natureza. “Não existe em todo município uma única estação de tratamento de esgoto sanitário e com um agravante, é um município com uma das maiores reservas de água do estado e constituído por várias nascentes. Sendo algumas delas que ficam próximo ao povoado Chico Gomes em que a própria prefeitura lança todo tipo de lixo e etc”, denunciou o médico. Para ele, é preciso a interferência do MPF já que o meio ambiente está sendo degradado.

Comunicação capenga do governo Na semana passada, o blog publicou reclamações de atraso de pagamento na área da comunicação social do governo estadual com prestadores de serviços até mesmo de dezembro de 2021. De lá para cá foi informado que a situação é bem pior: enquanto o superintendente, Givaldo Ricardo, só se preocupa em pagar as grandes empresas, principalmente as redes de TV, os gestores do marketing se sentem as pessoas mais importante do mundo. A impressão é  que a comunicação do governo está sem liderança e cada um faz o que quer. Joga a culpa do atraso para a secretaria da Fazenda, quando na verdade, a prioridade é ditada pelo superintendente da comunicação. O atraso não ocorre para as grandes redes, demorando meses para pagar, enquanto as empresas pagam seus impostos em dia. Será que o governador, que conseguiu colocar em andamento várias áreas do governo, sabe da morosidade da área da comunicação?

Sergipano Gileno Gurjão Barreto indicado para presidir o Conselho da Petrobras O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou ontem a lista de indicados pelo governo para compor o conselho de administração (CA) da Petrobras. Na lista, está o executivo indicado para presidir a empresa, Caio Mario Paes de Andrade, em substituição ao atual presidente da companhia, José Mauro Coelho. E também o sergipano Gileno Gurjão Barreto indicado para presidir o Conselho da Petrobras. Matéria aqui.

Laércio participa de eventos juninos no Baixo São Francisco O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Laércio Oliveira (PP), manteve agenda de visitas aos municípios sergipanos no sábado, 11. Ele iniciou as atividades na Festa do Santo Cruzeiro, em Canhoba. Laércio foi recebido pelo prefeito Chystophe Divino e pelos ex-prefeitos Manoel do Arroz e Naldinha da Farmácia, ex-vereador Canhoba, além de lideranças políticas.

Trezenário Dando continuidade à agenda, o pré-candidato ao Senado esteve em Neópolis para a acompanhar a Festa do Trezenário de Santo Antônio, que faz homenagem a um dos santos do ciclo junino. O prefeito Célio de Zequinha, a primeira dama Karlla Lemos, e o vice-prefeito, Dr Francisco, receberam o deputado e sua comitiva para acompanhar o show do cantor Ademário Coelho, que agitou os forrozeiros na Praça Luiz Pitombo.

Forró da Vila Por fim, ainda deu tempo de passar em Japoatã para acompanhar o Forró da Vila 2022, que teve como principais atrações o Trio Nordestino e o cantor Lairton e seus Teclados. Laércio acompanhou a festa ao lado do ex-vereador Rafael Almeida e aliados, e foi recebido pelo prefeito Careca da Saman, pela vice-prefeita Eugenice Guimaraes Carvalho, vereadores e secretários municipais. Laércio foi bastante cumprimentado pela população. “É muito bom ver essa cultura tão rica sendo resgatada após dois anos de pandemia. A festa junina valoriza as nossas tradições nordestinas e celebra nossas raízes com muita alegria. Fiquei feliz em ver as ruas decoradas e as pessoas felizes. Quero agradecer a toda a população que sempre me acolheu muito bem e parabenizar todos os prefeitos pela organização dos eventos”, disse Laércio Oliveira.

INFONET

Setor de Inteligência do Supremo monitora redes sociais e a “deep web” contra o golpe

Publicado em 12 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Foram eles que demitiram Bolsonaro | VESPEIRO

Charge do Nani (nanihumor.com)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Os ministros do Supremo unificaram o discurso e praticamente todos dizem que as ameaças do presidente Jair Bolsonaro não passam de bravatas e não haverá golpe nenhum, para depois engatar uma ressalva: … mas convém ficar de olho. É a velha história: “Não creio em bruxas, mas que elas existem, existem”.

Por isso, o presidente da Corte, Luiz Fux, só transmitirá o cargo à ministra Rosa Weber no limite do prazo, 9 de setembro. Quer estar à frente do Supremo nos dias 7 e 8, quando a expectativa é de novos ataques de Bolsonaro às eleições, à Justiça, ao TSE e ao próprio Supremo.

SEGURANÇA MÁXIMA – Assim, Fux não só pretende manter o protagonismo na crise institucional fabricada por Bolsonaro como preservar Rosa Weber de uma esgrima verbal com o presidente da República já na sua estreia na presidência do Supremo. O temor é de uma repetição do Dia da Pátria do ano passado, quando Bolsonaro ultrapassou todos os limites e estressou o País.

Apesar de Fux manter canais com Bolsonaro, o STF já tem um plano definido para a segurança do prédio e dos ministros: a Polícia Judiciária está em alerta e a PF e o Governo do Distrito Federal deverão ser acionados para criar um cinturão de 7 metros de diâmetro e três camadas de barreira em torno do tribunal.

O Supremo também monitora as redes sociais do presidente e de seus opositores e grupos suspeitos na internet, inclusive na “deep web”. Caso algum louco planeje se aproximar, como aqueles malucos fantasiados de Ku Klux Klan, por exemplo, a inteligência da Corte está apta para detectar e abortar o movimento.

SITUAÇÃO DIFÍCIL  -As bruxas andam soltas, falantes, e todo o cuidado é pouco. A extrema esquerda já não é de brincadeira e, do outro lado, Bolsonaro anda mal nas pesquisas, a inflação e a fome campeiam e o maior sinal da impotência do governo é o presidente e o ministro da Economia implorando por congelamento de preços.

Nos EUA, só restou a Bolsonaro falar das maravilhas da Amazônia, sem uma palavra sobre os recordes do desmatamento; enaltecer o Brasil por alimentar um bilhão de pessoas no mundo, sem mencionar os 33 milhões de brasileiros com fome; destacar a “busca incansável” do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, enquanto ONU, STF, Greenpeace e o mundo cobram agilidade.

Quanto mais desespero Bolsonaro demonstrar, enquanto se diverte em motociatas até em Orlando, mais os ministros do STF repetirão que não haverá golpes, mas que golpes existem, lá isso existem. E tomando as devidas providências.

 

Ao festejar 200 anos da Independência, o Brasil precisa novamente lutar por sua soberania

Publicado em 13 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Sociedade civil sai em socorro da Soberania Nacional - PDT

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Estamos comemorando, simultaneamente, 200 anos da independência do país e da fundação do Grande Oriente do Brasil. São dois fatos interligados, em razão da participação direta e ostensiva dos maçons na política brasileira. Portanto, não pertencem ao acaso as datas de fundação do Grande Oriente (17 de junho de 1822) e da proclamação da Independência (7 de setembro de 1822), com poucos meses de diferença. O Grande Oriente do Brasil foi criado com o objetivo determinado de realizar a Independência política do Brasil.  É o que prova a sua história.

Antes disso, havia sido fundada a pioneira Loja Comércio e Artes, em 15 de novembro de 1815, também com o objetivo de trabalhar pela Independência do Brasil, embora fosse subordinada ao Grande Oriente Lusitano. Essa subordinação era incompatível, pois só eram admitidos na Loja homens que jurassem lutar pela Independência do Brasil.

PROIBIÇÃO TOTAL – Incomodado com a autonomia dos maçons, o príncipe regente D. João, em 30 de março de 1818, proibiu a existência de toda e qualquer sociedade secreta em Portugal e em todos os territórios ultramarinos.  Essa proibição atingiu a Loja Comércio e Artes no Brasil, que teve de suspender seus trabalhos.

Cerca de três anos depois, em 24 de junho de 1821, após o retorno de D. João VI para Portugal, foi reinstalada a Loja, com a denominação Loja Comércio e Artes na Idade do Ouro, continuando a ter como principal objetivo a emancipação política do Brasil.

No início de 1822 a Loja Comércio e Artes já contava com grande número de integrantes. Porém, para a formação de uma entidade de âmbito nacional, que congregasse todos os maçons do Brasil, era necessário um conjunto de três Lojas.

DIVISÃO DAS LOJAS – Para atingir o objetivo, os Irmãos da Loja Comércio e Artes dividiram por sorteio seus participantes e formaram três Lojas: a Comércio e Artes, que simbolizava a idade do Ouro; a União e Tranquilidade, que representava as palavras de D. Pedro, na varanda do Paço, em 9 de janeiro de 1822, Dia do Fico; e a Loja Esperança de Nictheroy que simbolizava o objetivo da emancipação do Brasil.

Considerando que o Grande Oriente completa nesta sexta-feira 200 anos de fundação e grandes serviços prestados ao Brasil, lembramos que na sua primeira administração estavam presentes José Bonifácio de Andrada e Silva (Grão-Mestre) e Joaquim Gonçalves Ledo (1º Vigilante).

O Grande Oriente e os maçons sempre estiveram presentes em todos os momentos que o Brasil necessitou e foram as principais forças atuantes na independência do Brasil, nas leis de emancipação dos escravos – Lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos africanos para o Brasil, Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários e, por fim, a Lei Áurea.

PAPEL DECISIVO – A Maçonaria também cumpriu um papel decisivo na proclamação da República. Esse fato histórico teve como líderes e idealizadores o Marechal Deodoro da Fonseca, Benjamim Constant, Silva Jardim, Campos Salles, Prudente de Moraes, Aristides Lobo e outros maçons.

A Maçonaria esteve presente em todos os principais acontecimentos históricos do Brasil e que culminaram no país que hoje vivemos, inclusive na defesa da soberania do Brasil sobre seu espaço territorial, defendendo-o em sua integridade, como fizeram o Duque de Caxias, Deodoro da Fonseca e outros.

Hoje, a soberania do Brasil sobre seu espaço territorial está novamente correndo grande risco, por ter aprovado a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho, que facilita a independência política, territorial e econômica dos povos indígenas.

SÓ O BRASIL… – Os países que corriam maior risco de violação das soberanias eram os de grande extensão territorial. Nenhum deles assinou a Convenção. Mas o Brasil, no final de gestão de Fernando Henrique Cardoso, curvou-se à pressão. Bastava não ter assinado, acompanhando a atitude dos Estados Unidos, e teria se livrado de grandes problemas futuros. Porém, no dia 20 de junho de 2002 a Convenção 169 da OIT foi aprovada pelo Congresso, dando origem ao Decreto Legislativo 143.

A Convenção 169 da OIT só pode ser denunciada (revogada) pelos países signatários a cada dez anos decorridos. O Brasil já perdeu o primeiro prazo para a denúncia, durante o governo do PT. O segundo prazo vence agora, em 4 de setembro, ou seja, um mês antes das eleições. 

Cabe ao Congresso Nacional a iniciativa de denunciar a Convenção 169 da OIT, evitando o mal que pode causar ao país, justamente quando são comemorados os 200 anos da Independência.

O QUE FAZER? – O Congresso Nacional precisa denunciar a Convenção 169 da OIT, por se tratar de um tema de segurança nacional. Pode também passar a responsabilidade ao presidente da República, outorgando-lhe poderes para o ato. Ou pode permanecer inerte, simplesmente se omitindo, ao colocar em risco a soberania do país sobre seu território.

A Maçonaria, por atitudes firmes do Grande Oriente, jamais se omitiu quando a situação exigiu ação imediata em defesa do país. Teve coragem e força para fazer a independência, a abolição da escravatura e a proclamação da República.

Será que agora o Grande Oriente apenas realizará festejos comemorativos de seus 200 anos de fundação e irá se omitir com relação a lutar para que o governo denuncie a Convenção 169 da OIT, que viola gravemente a soberania nacional? Eis uma dúvida que jamais poderia existir.


domingo, junho 12, 2022

De improvisação em improvisação, Jair Bolsonaro acabará sem opções políticas

Publicado em 12 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Nas entrelinhas: Bolsonaro perdeu o rumo e passa a improvisar - Luiz Carlos  Azedo

Charge do Kleber Sales (Correio Braziliense)

William Waack
Estadão

Ao rugir para dizer que não é um rato, Bolsonaro afirmou que não vai respeitar decisões do Judiciário que considere prejudiciais. Tecnicamente anunciou um golpe, deixando claro que utilizaria as Forças Armadas como instrumento para chegar a seu objetivo político.

Dada a incompetência política de Bolsonaro, sua incapacidade de organização, ausência de planejamento e sentido estratégico, o mais provável é que o golpe acabe sendo a montanha que pariu um rato. Ele não dispõe de dispositivo militar, movimento de massas tomando as ruas nem de suficiente apoio político.

NAU SEM RUMO – O nível de improvisação sob o qual Bolsonaro opera não significa flexibilidade e capacidade de adaptação a situações (como na política) voláteis. Significa ausência de rumo e cálculo que leve em conta meios e fins – embora o propósito geral, neutralizar o Judiciário, seja explícito.

O processo está se acelerando à medida que as eleições se aproximam e as pesquisas sugerem que a derrota dele tem probabilidade de ocorrer já no 1.º turno.

A improvisação para atacar a subida dos preços dos combustíveis, por exemplo, o levou a montar uma enorme operação política custosa para os cofres públicos, pouco relevante para a economia popular e que promete escassos resultados eleitorais.

OCUPAÇÃO DO STF – Mas é no seu principal eixo operacional – o confronto com o STF – que a improvisação de Bolsonaro o impede de chegar aonde quer. No começo do mandato presidencial, Bolsonaro ensaiou o que populistas autoritários desenvolveram em vários países (Hungria, Venezuela, Polônia): a “marcha através das instituições”, ou seja, a ocupação interna do Judiciário por meio de nomeações e/ou limitações à atuação de tribunais superiores.

O voto de seus dois indicados na Segunda Turma do STF, quarta-feira, perfeitamente alinhados ao Planalto, indica aonde Bolsonaro poderia ter chegado. Ocorre que a ocupação metódica do Judiciário cedeu lugar nos últimos três anos a uma espiral crescente de ataques verbais e estripulias políticas – improvisados ao sabor do momento e das redes sociais – cujo principal resultado foi criar no STF um “espírito de união” e atuação conjunta voltados a frear e limitar Bolsonaro.

POUCAS OPÇÕES – Hoje o “mito” chegou à situação na qual tem poucas opções na economia e na política, correndo contra o tempo e à espera de uma “virada” nas pesquisas que até aqui não se vislumbra.

Não há improvisação que altere esse desconfortável quadro geral para quem pretende continuar presidente. A não ser aquela que promete ser a derradeira: o salto rumo à ruptura. Bolsonaro deixou suficientemente claro que pensa nisso. Mas estaria disposto a saltar?

“Só Deus sabe”, diz um companheiro dele de primeira hora.


Bombeiros encontram mochila com notebook em área de busca por jornalista e indigenista

 Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Policiais Federais realizam perícia e isolam uma parte da margem do rio Itaquaí12 de junho de 2022 | 19:20


Bombeiros encontraram neste domingo (12) uma mochila, notebook e pertences submersos na região em que ocorrem as buscas pelo indigenista Bruno Pereira e Dom Phillips, na região do Vale do Javari (AM). Ambos estão desaparecidos desde 5 de junho.

Também foram achados chinelos e uma lona no local. Os objetos foram achados por mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas. A mochila estava amarrada numa árvore submersa no igapó e os pertences estavam dentro dela.

De acordo com os bombeiros, a mochila é da marca Equinox, com capacidade entre 60 e 70 litros. Indígenas e representantes da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) disseram no local que a mochila pertenceria a um dos dois desaparecidos, mas não especificaram se seria de Pereira ou Phillips.

Os objetos foram encontrados numa área que tinha sido isolada no sábado (11) pela Polícia Federal, nas margens do rio Itaquaí. Indígenas que auxiliam nas buscas haviam sinalizado que a mata no local tinha sinais de que um objeto de grandes proporções havia adentrado pelo local.

Vinicius Sassine/FolhapressBahia Notícias

Delator da Odebrecht diz que foi pressionado para comprometer Lula na Lava Jato

 Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O ex-Odebrecht Alexandrino de Alencar desembarca no aeroporto de Brasília para prestar depoimento ao TSE12 de junho de 2022 | 17:02


Um dos principais delatores da Operação Lava Jato, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou em uma entrevista para o filme “Amigo Secreto”, da cineasta Maria Augusta Ramos, a pressão que diz ter sofrido de procuradores da força-tarefa para envolver Lula (PT) em seu acordo de colaboração.

E mais: disse que, ao ouvirem de delatores o nome do tucano e ex-presidenciável Aécio Neves como beneficiário de caixa dois, os interrogadores soltaram um dos investigados que citava o nome dele. “Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”, questiona.

É a primeira vez que um delator da operação faz esse tipo de afirmação de forma pública, em entrevista —até agora, os relatos ficavam restritos a conversas reservadas entre clientes, advogados e mesmo entre magistrados de cortes superiores que recebiam relatos de supostos abusos.

O filme tem pré-estreia marcada para esta segunda (13), e entra em circuito nacional na quinta (16).

Segundo Alexandrino, apontado pela Lava Jato como elo entre o PT e a empreiteira, o ex-presidente era “o principal alvo” dos investigadores, que o pressionaram a chegar “ao limite da verdade” para envolver Lula em sua delação.

“Era uma pressão em cima da gente”, diz o ex-executivo no longa-metragem. “E estava nítido que a questão era com o Lula”.

Os interrogadores, diz ele, insistiam em questões sobre “o irmão do Lula, o filho do Lula, não sei o que do Lula, as palestras do Lula [a empreiteira contratou o ex-presidente mais de uma vez para falar em eventos]”.

“Nós levávamos bola preta, ‘ah, você não falou o suficiente’. Vai e volta, vai e volta. ‘Senão [diziam os interrogadores], não aceitamos o teu acordo”, segue o ex-empreiteiro em seu relato.

A narrativa de Alexandrino Alencar coincide com reportagens publicadas na época da Lava Jato, e que diziam que o Ministério Público Federal resistia em aceitar a delação do então executivo já que ele não citava Lula, nem outros políticos, em suas revelações.

Só depois de ceder, diz Alexandrino, os investigadores concordaram em assinar com ele um acordo de colaboração premiada.

Entre outras coisas, Alexandrino detalhou em seus depoimentos os gastos da empreiteira com a obra no sítio de Lula em Atibaia entre 2010 e 2011.

O ex-presidente acabou sendo condenado em 2019 a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro por causa das reformas feitas pela construtora na propriedade.

O depoimento de Alexandrino foi considerado fundamental na época para que o petista fosse condenado.

Dois anos depois, a Justiça extinguiu a punição a Lula, como desdobramento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o ex-juiz Sergio Moro suspeito no caso do tríplex atribuído a Lula.

No filme “Amigo Secreto”, o ex-executivo afirma que outros delatores, sob pressão, mentiram para os investigadores para poder assinar a colaboração e ver suas penas de prisão diminuídas.

“Se eu falasse mais, eu estaria inventando. Estaria contando uma mentira como aconteceu com alguns [delatores] que você sabe, notórios, que mentiram para tentar escapar”, diz ele.

“Eu contei a verdade. Eu cheguei no limite da minha verdade”.

Ele diz também saber de casos de pessoas que foram dispensadas dos depoimentos quando citaram o tucano Aécio Neves em suas delações.

“Não vou dizer o nome do santo. Mas tem colega meu que foi preso em Curitiba, chegou lá, o pessoal [investigadores] começou a perguntar sobre caixa dois [recursos doados para políticos sem registro na contabilidade oficial]. Ele [colega de Alexandrino] falou: ‘Isso aqui é para o Aécio Neves’. Na hora em que ele falou, eles [interrogadores] se levantaram e soltaram ele. Isso é Lava Jato? Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”.

O ex-empreiteiro revela ainda que a sua colaboração detalhou “vários casos de caixa dois. Infinitos. Não aconteceu nada com ninguém. Aconteceu comigo. Com eles [políticos] não aconteceu nada”.

Alexandrino Alencar diz estar convencido de que foi investigado porque o objetivo da Lava Jato era chegar a Lula.

“A maneira que fizeram… Como surge o Alexandrino nisso aí? Eles começam a me fiscalizar, grampeiam o meu telefone, o telefone do Lula”, afirma.

O ex-empreiteiro diz que quando foi preso, em 2015, todos os outros empresários e executivos detidos no mesmo estabelecimento prisional acreditavam que ele seria solto logo depois, pois estava sob o regime de prisão temporária, que dura no máximo cinco dias.

Ele afirma que os investigadores, então, “chamaram o Paulo Roberto Roberto [Costa, engenheiro e ex-diretor da Petrobras], chamaram o [doleiro Alberto] Youssef, [e eles] fizeram uma delação na cadeia [ambos foram presos antes dos empresários]”.

Como citaram o executivo da Odebrecht nos depoimentos como operador de propinas da empreiteira, a prisão de Alexandrino foi transformada de temporária em preventiva, sem data para que ele fosse solto, tornando sua situação mais aflitiva.

“Tão simples assim”, diz o ex-executivo no filme.

Ele afirma que a decisão de integrantes da Odebrecht de aderir a um acordo de colaboração foi “traumático, muito duro”. Mas que foi incontornável, já que outras empreiteiras também passaram a delatar. “Não adiantava. Tem que ir junto”, diz.

Em 2016, Alexandrino Alencar foi condenado por Moro a 13 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Com o acordo e o pagamento de multas, o tempo foi reduzido para 6 anos e seis meses.

Ele já cumpriu um ano em regime fechado, dois anos e meio em semiaberto e agora cumpre o restante em regime aberto. Pode sair de casa normalmente nos dias da semana, sem tornozeleira. Mas está proibido de sair às ruas nos finais de semana.

Os procuradores da força-tarefa nunca reconheceram a veracidade das mensagens divulgadas pela Lava Jato e sempre negaram que tiveram conduta parcial na operação. Eles sempre sustentaram que o único objetivo da operação era combater a corrupção no Brasil.

Moro também afirma que todos os acusados da Lava Jato foram tratados por ele com respeito, imparcialidade e sem qualquer animosidade. Diz que suas sentenças foram fundamentadas e que o Brasil não pode retroceder no combate à corrupção.

O filme de Maria Augusta Ramos, coproduzido e distribuído pela Vitrine Filmes, relata a rotina dos jornalistas Leandro Demori, do The Intercept Brasil, e Carla Jiménez, Regiane Oliveira e Marina Rossi, do El País Brasil, na cobertura do que ficou conhecido como o escândalo da Vaza Jato, em 2019.

Naquele ano, uma série de mensagens trocadas entre procuradores da Operação Lava Jato e deles com Sergio Moro mostrou a estreita colaboração entre o Ministério Público Federal e o ex-juiz.

O documentário mostra os meandros da operação por meio do trabalho dos repórteres, que acabou contribuindo para a anulação de sentenças contra Lula no âmbito da Lava Jato.

A cineasta já dirigiu cinco outros documentários, alguns deles premiados internacionalmente, como “Justiça”, “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, e “Juízo”, sobre o tratamento recebido por menores infratores em instituições prisionais e nos tribunais brasileiros.

Mônica Bergamo/FolhapressPoltica Livre

Fala de Fux sobre Lava Jato e Geddel é criticada por petistas e vira munição para rivais de Lula

 Domingo, 12 de Junho de 2022 - 18:00

por Renata Galf | Folhapress

Fala de Fux sobre Lava Jato e Geddel é criticada por petistas e vira munição para rivais de Lula
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A declaração do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, de que, embora tenha havido anulação formal, não se pode esquecer episódios como do mensalão e da Lava Jato, provocou manifestações de políticos lavajatistas e bolsonaristas. Já deputados petistas procurados pela Folha criticaram a fala do ministro, que classificaram como politizada.
 

"Ninguém pode esquecer o que ocorreu no Brasil, no mensalão, na Lava Jato. Muito embora tenha havido uma anulação formal, mas aqueles R$ 50 milhões das malas eram verdadeiros, não eram notas americanas falsificadas", disse o ministro, durante evento em homenagem aos 75 anos do Tribunal de Contas do Pará, na sexta-feira (10).
 

Sem citar nomes, Fux se referia ao caso do ex-ministro emedebista Geddel Vieira Lima, condenado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso do bunker com R$ 51 milhões encontrado em um apartamento em Salvador.
 

Outro caso citado por Fux foi do dinheiro desviado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que se tornou delator na Lava Jato. "O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu US$ 98 milhões e confessou efetivamente que tinha assim agido", continuou Fux.
 

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) repercutiram a fala em suas redes sociais, aproveitando tanto para criticar o ex-presidente e pré-candidato à Presidência pelo PT Luiz Inácio Lula da Silva quanto a própria atuação do STF.
 

Carlos Jordy (PL-RJ), deputado federal bolsonarista, fez um tuíte em que chama o vídeo com a declaração de Fux de nojento e que os processos de Lula foram "anulados numa manobra".
 

"O vídeo que todo mundo deveria assistir para entender o que aconteceu entre STF, Lula e Lava Jato. É nojento ver Fux se gabando de ter julgado casos de corrupção e admitir que houve anulação de condenações. Lula não foi inocentado", postou.
 

Já no perfil da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), o vídeo foi editado, vindo acompanhado da frase "Fux admite roubo na era do PT".
 

Na mesma toada, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) postou o vídeo acompanhado da frase: "Entendam! Lula não é e nunca será inocente".
 

A deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB), que se coloca como pré-candidata ao Senado em São Paulo no campo da direita, usou a fala para criticar o Judiciário. Ela escreveu que as anulações fizeram mal ao país e questionou o que adiantaria "esse belo discurso agora".
 

"Com todo respeito, meras formalidades justificam jogar tudo para baixo do tapete? Todos tiveram as melhores defesas! Pensem no mal que essas anulações fizeram ao País! De que adianta esse belo discurso agora? É triste! É vergonhoso!", postou Janaina.
 

Hoje na política, o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, figuras centrais do lavajatismo, também aproveitaram a declaração do ministro para defender o legado da operação.
 

Moro, que teve a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vetada na semana passada pela Justiça Eleitoral e deve concorrer pelo União Brasil a cargo no Paraná, destacou o que chamou de "palavras fortes de Fux" e escreveu que a corrupção está sendo esquecida.
 

"Todo o roubo ou o saque dos cofres públicos está sendo infelizmente esquecido. A crise é acima de tudo moral."
 

Deltan, que se filiou ao Podemos e vai concorrer ao cargo de deputado federal pelo partido no Paraná, parabenizou Fux pela fala, disse que o ministro faz parte de "uma minoria honrosa no STF" e defendeu a operação.
 

"Parabéns ao min. Fux por reconhecer o trabalho da Lava Jato e dizer que ninguém pode esquecer dos bilhões desviados: a corrupção no Brasil é real. Há uma minoria honrosa no STF, da qual o min. Fux faz parte, que continua defendendo o combate à corrupção."
 

Fux teve um episódio de constrangimento envolvendo a Lava Jato em 2019, quando foram divulgadas conversas de procuradores no aplicativo Telegram, que tinham sido obtidas pelo site The Intercept Brasil. Em um dos diálogos, Deltan relatou a Moro encontro com o ministro do Supremo. O então juiz, então, respondeu: "In Fux we trust" ("Em Fux nós confiamos").
 

O hoje presidente da corte tem um histórico de votos alinhados com bandeiras das autoridades da operação, como a prisão de réus condenados em segunda instância.
 

Deputados petistas procurados pela Folha criticaram a fala do ministro da última sexta-feira.
 

Para o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) a declaração de Fux é inapropriada, inadequada e inaceitável, além de politizar a corte. "Em uma frase ele conseguiu romper dois princípios fundamentais. Por isso que ela é uma frase inapropriada, inadequada e inaceitável."
 

"O presidente do STF, que é a corte constitucional, que deve primar pela defesa intransigente do texto constitucional, quando ele faz uma declaração como esta ele enfraquece o sistema judicial e ele politiza a conduta do Supremo", afirmou.
 

Para ele a declaração fere dois princípios do direito, o da presunção de inocência e de que o magistrados devem se manifestar nos autos. "Afirmar que alguém cometeu um crime sem que exista uma sentença transitada em julgado, é uma uma afirmação que contraria o princípio da Constituição."
 

Também o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), secretário-geral do partido, fez críticas à fala e defendeu as anulações das condenações de Lula. "Eu acho que é importante lembrar o ministro que a anulação se deveu porque a Justiça considerou Sergio Moro um juiz parcial", disse. "Um juiz que teve um final lamentável."
 

Perguntado sobre as anulações baseadas na incompetência da vara de Curitiba, ele disse que foram duas anulações e que Lula teve um julgamento político.
 

"A gente espera é que o Judiciário condene esse tipo de julgamento, quando o Judiciário erre."
 

Em junho do ano passado, o STF confirmou, por 7 votos a 4, a decisão da Segunda Turma da corte de declarar a parcialidade de Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá. Fux foi um dos ministros votou para anular a decisão da turma.
 

Antes da decisão sobre a parcialidade, porém, as condenações contra Lula já tinham sido anuladas por decisão do ministro Edson Fachin. O ministro declarou a incompetência territorial de Curitiba para as ações, que deveriam tramitar no Distrito Federal.
 

Com a decisão, que foi mantida pelo plenário do STF, Lula teve seus direitos políticos restituídos e deixou de ser inelegível.


Bahia Notícias
 

Em destaque

Líder do PP no Senado defende a PF após investigação chegar a Ciro Nogueira

Publicado em 8 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email “Tudo tem que ser investigado”, afirma Tereza Cristin...

Mais visitadas