sábado, abril 16, 2022

Presidenciáveis veem golpe de Arthur Lira ao liderar adoção do semipresidencialismo

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Presidente da Câmara pede “respeito às Leis” e prega pacificação entre  Poderes – Paraíba RádioBlog

Arthur pensa (?) que vai se tornar o novo primeiro-ministro

Danielle Brant e Renato Machado
Folha

Bandeira de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara dos Deputados, o semipresidencialismo é considerado “golpe”, “fonte de instabilidade política” e uma “jabuticaba brasileira” pelos pré-candidatos ao Palácio do Planalto nas eleições de 2022. A Folha consultou os presidenciáveis que pontuaram na última pesquisa Datafolha e houve rejeição unânime à proposta, que propõe modificar o atual sistema político e dar mais força ao Congresso.

O pedetista Ciro Gomes (CE), que aparece em terceiro lugar no levantamento, foi um dos mais incisivos contra a mudança. “É golpe porque, na minha opinião de professor de Direito Constitucional, parlamentarista que eu sou, fiz campanha pelo parlamentarismo, mas o plebiscito [de 1993, em que quase 70% dos eleitores rejeitaram o parlamentarismo] transforma o presidencialismo em cláusula pétrea”, afirma.

FOLGADA MAIORIA – “Nem sequer emenda é constitucionalmente tolerável porque o poder constituinte originário, o povo, votou explícita e claramente, por folgada maioria, pelo presidencialismo”, disse Ciro, afirmando ainda que, se a PEC avançar na Câmara, vai entrar na Justiça para barrar a medida.

Empatado com Ciro na terceira posição, o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) — que nos últimos dias afirmou ter desistido por ora de se lançar, mas depois voltou atrás— avalia que o semipresidencialismo, “com a elevada fragmentação partidária brasileira, seria uma fonte de instabilidade política.”

“Além disso, a liderança governamental seria escolhida sem a necessária transparência”, diz.

REGIME HÍBRIDO – O sistema semipresidencialista é uma espécie de parlamentarismo em que o presidente da República conserva um pouco mais de poder nas mãos em relação ao parlamentarismo tradicional e menos do que no presidencialismo atual.

O presidente, eleito pelo voto direto, seria o chefe de Estado, comandante supremo das Forças Armadas e com o poder de dissolver a Câmara em caso de grave crise política e institucional. O presidente seria o responsável por indicar o primeiro-ministro, que é quem governará, de fato, com o conselho de ministros. Mas na Câmara, a minuta de PEC do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) prevê que o primeiro-ministro seria escolhido preferencialmente entre os membros do Congresso, por voto da maioria absoluta dos parlamentares.

Além disso, o plano de governo deve ser aprovado pelo Congresso. Ou seja, o semipresidencialismo dá ao Congresso mais poder do que ele tem hoje. ​Na avaliação do presidente da Câmara, o modelo é uma forma de “estabilizar mais o processo político dentro do Congresso Nacional”.

SÓ EM 2030??? – A ideia de Arthur Lira é debater o tema neste ano, para possível entrada em vigor a partir de 2030. Para isso, ele criou, em meados de março, um grupo de trabalho com prazo de 120 dias de atuação.

O colegiado, coordenado por Samuel Moreira, é composto por deputados e assessorado por um conselho consultivo encabeçado pelo ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim e formado pelo ex-presidente Michel Temer, por ex-ministros do STF e por juristas.

O tucano João Doria, ex-governador de São Paulo, afirma que o debate é válido, mas não deveria ocorrer em ano eleitoral. “Qualquer mudança constitucional, especialmente sobre os sistemas eleitoral e de governo, deve ser feita com amadurecimento, antecedência e previsibilidade”, diz Doria.

JANONES E SIMONE – Assim como Ciro, o deputado André Janones (Avante-MG) também qualifica o semipresidencialismo como golpe.

“Na prática, olhando o cenário Brasil, o sistema semipresidencialista tira do eleitor o direito de escolher quem vai governar e entrega o governo a grupos fisiológicos, tal como o que já ocorre hoje no governo Bolsonaro, só que de forma institucionalizada.”

Pré-candidata do MDB, a senadora Simone Tebet (MS) diz que uma mudança no sistema político precisaria ter origem na vontade popular. “Eu particularmente até tenho uma simpatia pelo parlamentarismo, mas não pode ser a minha voz a dizer isso. O semipresidencialismo ou semiparlamentarismo, aí tanto faz [o nome], que é uma jabuticaba brasileira, que lá trás também tinha uma certa simpatia minha, ela tem que ser entendida no momento atual. Será que é isso mesmo que nós precisamos, de um semipresidencialismo com esse Congresso?”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Todos os candidatos, incluindo Lula e Bolsonaro, são contra o semipresidencialismo, que é um parlamentarismo sob pseudônimo, igual à maioria dos comentaristas na internet. No entanto, Arthur Lira quer aprovar a mudança no peito e já se sente como primeiro-ministro em 2023. A ideia de jogar a adoção para 2030 é só para enganar os otários. Na hora da votação, arma-se um “destaque” antecipando a data, e estamos conversados. (C.N.)

Guerra e sanções à Rússia estão causando desglobalização e colocam dólar em xeque

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

A história secreta da crise financeira | VEJA

Ilustração reproduzida da revista Veja

Fernando Canzian
Folha

A guerra na Ucrânia e as sanções à Rússia impostas como arma em escala inédita pelas democracias liberais do Ocidente devem acelerar tendência em curso de diminuição da integração comercial e financeira globais. No percurso, a supremacia do dólar em transações internacionais e no acúmulo de reservas tende a perder espaço, como já ocorre há alguns anos.

Entre a crise financeira global de 2008 e o início da pandemia em 2019, o comércio mundial como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) global encolheu 4,6 pontos percentuais, segundo o Banco Mundial.

CAEM OS INVESTIMENTOS – Nos três anos que antecederam a Covid-19, os fluxos de investimentos externos de longo prazo entre países haviam caído quase 25%, para US$ 1,5 trilhão, segundo a Unctad, órgão da ONU para comércio.

Para especialistas, as sanções contra a Rússia tendem a reforçar a retração na integração global, estimulando países potencialmente sujeitos a esse tipo de medida imposta por Estados Unidos e União Europeia a se afastarem das democracias liberais e a se unirem mais.

Nos últimos anos, nações consideradas autocráticas como Rússia, China, Turquia e Hungria (as duas últimas com governos eleitos) vêm apertando laços comerciais com países análogos. No conjunto, a participação desse “bloco autocrático” no PIB global e como destino de investimentos estrangeiros aumentou significativamente.

AUTOCRACIAS EM EXPANSÃO – A Economist Intelligence Unit estima que os países autocráticos concentram hoje cerca de 30% do PIB global, o dobro de antes do fim da União Soviética, em 1991. Suas exportações cresceram significativamente no período e o valor das empresas listadas em mercados acionários saltou de 3% do total global para cerca de 30%.

Ao mesmo tempo, há experiências cada vez mais frequentes de, nas relações comerciais, os países usarem suas próprias moedas, algo que Rússia e China pretendem intensificar após as sanções contra Moscou.

A maior parte dessas economias também vem buscando alternativas ao dólar para o acúmulo de reservas. Desde a invasão da Crimeia, em 2014, a Rússia intensificou o movimento e multiplicou suas posições em ouro e outros ativos.

DÓLAR EM DECADÊNCIA – Ao final de 2021, a participação do dólar americano nas reservas dos bancos centrais globais atingiu o menor patamar em mais de duas décadas: 58%, ante 71% na virada dos anos 2000, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

A diretora-adjunta do Fundo, Gita Gopinath, afirmou recentemente que, embora o dólar ainda domine a paisagem financeira global, ele tem sido substituído em muitas economias.

“Já estamos vendo isso com alguns países renegociando a moeda em que são pagos pelo comércio”, disse Gopinath. “Eles também tendem a acumular reservas nas moedas com as quais negociam com o resto do mundo. Vemos tendência em direção a outras moedas desempenhando um papel maior.”

MOEDA CHINESA – O FMI estima que até um quarto da diminuição do dólar como principal moeda para reservas pode ser explicado pelo maior uso do yuan chinês. Mesmo assim, embora sua participação tenha triplicado em cinco anos, menos de 3% das reservas globais são denominadas na moeda chinesa.

No fim de março, a autocrática Arábia Saudita anunciou intenção de vender petróleo para a China (e acumular reservas) em yuans —25% das importações chinesas de óleo vêm do país árabe.

Em carta a acionistas a respeito da guerra e das sanções à Rússia, Larry Fink, executivo-chefe do BlackRock, maior fundo de investimentos do mundo, argumentou que “a invasão russa da Ucrânia pôs fim à globalização que experimentamos nas últimas três décadas”. Uma consequência poderia ser o uso maior de moedas digitais —área em que as autoridades chinesas têm feito avanços.

SISTEMA DE PAGAMENTOS – Como parte do esforço para reduzir a dependência dos sistemas de pagamentos financeiros controlados pelos EUA, a China também lançou, em 2015, o Cips (Cross-Border Interbank Payment System). No ano passado, o sistema movimentou US$ 7,1 trilhões, agregando 1.200 participantes em mais de cem países.

Embora seu volume de transações venha aumentando cerca de 20% ao ano, o Cips é diminuto se comparado ao Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunications), com 11.000 membros em todo o mundo — e do qual bancos russos foram expulsos desde a invasão.

Para o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, a guerra comercial entre EUA e China no governo Donald Trump (2017-2021), a pandemia e as sanções do Ocidente contra a Rússia são marcos que podem acelerar mudanças estruturais nas relações comerciais e financeiras entre países.

DIZ ARMÍNIO FRAGA – “Os acontecimentos recentes reforçam a ideia de que o fim da história não passava de um sonho”, diz Fraga em referência ao best-seller “O Fim da História e o Último Homem” (1992), de Francis Fukuyama, no qual o autor apregoava a vitória definitiva no mundo do modelo democrático liberal capitalista.

“O mundo está repensando, por exemplo, todo o modelo de administração de estoques que vinha ocorrendo dentro de uma cadeia produtiva internacional integrada e que apresentou problemas nos últimos anos”, afirma.

Muitos países já vêm tomando medidas efetivas no sentido de reduzir a integração produtiva. O volume anual de investimentos estrangeiros diretos entre EUA e China, por exemplo, caiu de uma média de US$ 30 bilhões há cinco anos para US$ 5 bilhões.

RÚSSIA E CHINA – José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do banco Fator, acredita que as autrocráticas Rússia e China reforçarão laços daqui para frente, com os chineses comprando boa parte da participação de companhias russas (sobretudo de energia) que tinham como sócias empresas norte-americanas ou europeias.

“É factível termos no futuro duas grandes áreas diferenciadas no mundo, com uma predominância maior do yuan no Oriente e o dólar no Ocidente”, afirma Gonçalves.

Para José Julio Senna, economista e ex-diretor do Banco Central, a pandemia e as sanções à Rússia reforçam a tendência de desglobalização e formação de parcerias regionais e políticas que já vinha se desenhando. “Entre 1980 e 2008, enquanto o PIB global crescia 3,6% ao ano, em média, o comércio internacional avançava 6%. De 2011 a 2019, o PIB cresce 3,6%; e o comércio, 3,7%”, diz.

EUA E JAPÃO – Senna afirma que o anúncio recente de programas bilionários de incentivo a setores industriais pelos governos de EUA e Japão é sintoma da tentativa de diminuir a dependência externa em cenário de perda de força da globalização.

“De outro lado, países com regimes semelhantes tendem a se abraçar. Até porque as autocracias não querem por perto influência cultural e exemplos econômicos bem-sucedidos de países liberais e democráticos”, diz Senna.

Para o economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Armando Castelar, a guerra na Ucrânia e as sanções ocidentais em escala sem precedentes devem acelerar mudanças que já aconteciam na ordem econômica global. “Haverá busca crescente por meios de pagamento internacionais alternativos e pelos países em se tornar autossuficientes em mais áreas, enfraquecendo as cadeias globais. Os chineses, por exemplo, já vêm investindo loucamente em tecnologia, pois a ênfase em autonomia nessa área vai escalar”, afirma.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente matéria do Fernando Canzian, enviada ao blog por Mário Assis Causanilhas. Em resumo, o mundo gira sem parar, tudo parece que vai sofrer modificação, mas a velha e sinistra guerra fria continua a prevalecer, agora também sob o ponto de vista econômico. (C.N.)


Apesar dessa enorme confusão, terceira via segue causando temor a Lula e Bolsonaro

Publicado em 16 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Galvão - Construindo a terceira via - Upiara Online

Charge do Galvão Bertazzi (Arquivo Google)

Antonio Fallavena

Para que tanta preocupação com uma chapa que nem está formada e não tem votos? Foi a pergunta que fiz a um amigo bolsonarista. O fato é que a candidatura da terceira via sofre ataques permanentes dos adoradores de Lula e Bolsonaro. Ainda não há definição da candidatura única, mas continua apavorando os comandos dos dois concorrentes polarizados.

Fiz a pergunta ao amigo bolsonarista, mas ele não respondeu. Simplesmente, me olhou e devolveu: “Você não acredita no candidato em que deve votar?”.  Respondi: “Eu acredito, mas você não acredita no mito, porque continua temendo a terceira via”.

REELEGER É FÁCIL – Para quem tem o governo e o dinheiro na mão, a qualquer hora, dispondo de uma aliança ampla e fortalecida, usando um nome amado por muitos brasileiros, e mesmo achando que será roubado nas urnas que já o elegeram, Bolsonaro e seguidores deveriam se preocupar é com as propostas que oferecerão agora.

Claro que criarão novos factoides. Afinal, um estelionato eleitoral não se cura facilmente e não existe vacina para o vírus político que o presidente carrega.

Aliás, reeleição não é ruim, o problema são as formas desonestas como são alcançadas em países como o Brasil. Na reta final, abre-se o baú de bondades, gasta-se dinheiro à vontade, a dívida pública aumenta, mas o importante é se reeleger. E o pior é inventar saídas mágicas e falsas!

BIVAR E MORO – Na terceira via, montar chapas é um jogo de xadrez! Colocar as peças nos lugares certos, as pessoas com as jogadas ensaiadas e na sequência correta… Já vi e participei de coisas assim. E acontecem!

Continuo achando que Luciano Bivar está apenas guardando a vaga para outro candidato. Ao agir dessa forma, não deixa prosseguir o debate corrosivo entre alas do partido. Ou seja, está armando o pulo do gato. Quem tem/teve atuação partidária entende do que falo.

Mas tudo é uma incógnita, Moro diz que continua à disposição. Somente Bivar sabe o que vai acontecer mais à frente. E tudo – é claro – vai depender das pesquisas mais confiáveis, a serem feitas pelos partidos.

CIRO E OS DEMAIS – Entre os outros candidatos da terceira via, Ciro Gomes (PDT) é o que reúne mais condições de deslanchar. Mas está numa encruzilhada – ou entra no grupo do centro democrático e se submete às regras ou será responsável pela eleição de Lula ou de Bolsonaro. Ele sabe disso, e tem claras possibilidades de ajudar o PT, pois a grande maioria de seus votos irá para Lula e não para Bolsonaro!

A campanha terá de ser feita com propostas muito fortes: unir os brasileiros em torno dos nossos maiores problemas. Lula  nem Bolsonaro não tem mais o que oferecer, apenas factoides.

É claro que lulistas e bolsonaristas continuarão menosprezando a terceira via. Estão na deles. Mas nem Lula nem Bolsonaro têm condições de fazer maioria absoluta. Precisarão de votos para vencer o segundo turno – os de Ciro irão para Lula. Mas e os votos de Moro? Quem garante que a maioria deles vá para Bolsonaro? Eis a intrigante questão. O resto é conversa de bêbado!

Satirização de militares e evangélicos é tudo que Bolsonaro deseja, diz senador Alessandro Vieira


Alessandro Vieira rebate Doria sobre federação entre PSDB e Cidadania

Alessandro Vieira mostra que generalizar é sempre um erro

Guilherme Amado e Bruna Lima
Metrópoles

O senador Alessandro Vieira, do PSDB do Sergipe, disse em um grupo de WhatsApp que a satirização das Forças Armadas e dos evangélicos é tudo que Jair Bolsonaro espera. Na avaliação do senador, zombar desses grupos fortalece o “espírito de corpo” criado pelo bolsonarismo com os militares e evangélicos.

“A generalização torna esse público um bloco fiel ao bolsonarismo. Não são as Forças Armadas que praticam a corrupção ou o desperdício, são indivíduos que estão em posto de comando. Da mesma forma, não são os evangélicos que barganham verbas públicas, são indivíduos que aproveitam as franjas criminosas do poder”, escreveu Vieira.

ESTRATÉGIA ERRADA – Para o senador, a satirização das Forças Armadas feita pelos opositores do presidente fortalece Bolsonaro, que defende os militares. Para exemplificar o movimento, Vieira falou sobre a mudança de postura da bancada evangélica sobre pastores envolvidos no escândalo do MEC.

“Um exemplo prático: a bancada evangélica condenou duramente os envolvidos no escândalo no início, mas reverteu a posição conforme a narrativa foi se assentando em bases equivocadas e foi compreendida como um ataque à religião ou aos religiosos em geral”, disse o senador, que era pré-candidato a presidente pelo Cidadania, mas preferiu se filiar ao PSDB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Análise perfeita de Alessandro Vieira, um dos destaques da nova geração de senadores. Parodiando o grande sucesso de Zé da Zilda e Marino Pinto, a política tem razões que a própria razão desconhece. (C.N.)

sexta-feira, abril 15, 2022

Mais uma vez o gestor feriu os princípios da impessoalidade, legalidade e moralidade administrativa ao publicar material publicitário enaltecendo sua atuação

 

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Mais uma vez o prefeito usa o Instagram do Município(Prefeitura) para autopromoção, ferindo o Art. 37, § 1º da Constituição. 

 Em qualquer outra parte do Brasil o infrator seria denunciado pelos vereadores ao Ministério Público, e consequentemente condenado por Improbidade Administrativa, porém com aqui em Jeremoabo se aproveita da  omissão dos edis, da impunidade para demonstar que está acima da lei, que a " lei é ele".

Transcrevo a seguir uma exemplo de onde a coisa funciona e a lei é cumprida.

Improbidade Administrativa

26/07/2019

Prefeita de Paranacity é condenada por usar página da prefeitura para promoção pessoal a partir de ação proposta pelo Ministério Público

Decisão do Juízo da Vara Cível de Paranacity, Noroeste do estado, reconheceu a existência de ato de improbidade administrativa praticado pela prefeita do Município, que utilizou a página institucional da Administração para promoção pessoal. A sentença, que atende pedido feito em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, também condenou a gestora ao pagamento de multa civil em valor equivalente a três vezes a remuneração recebida à época dos fatos (2018).

De acordo com apuração da Promotoria de Justiça da Comarca, a prefeita utilizou o site institucional – que possui caráter público – para se autopromover, vinculando notícias da prefeitura a sua imagem pessoal. Na ação civil, o MPPR destacou que “o portal municipal mais se assemelha a uma rede social da requerida do que um espaço para divulgação de notícias e publicidade institucional, desbordando, totalmente, do caráter educativo, informativo ou de orientação social que apregoa a Constituição da República”.

A decisão confirma liminar concedida anteriormente no âmbito do processo, que determinou a imediata exclusão do conteúdo indevido da página na internet, bem como o fim de qualquer publicação de cunho pessoal, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

A ação foi ajuizada após a Promotoria de Justiça ter buscado a resolução da situação de forma administrativa, por meio de assinatura de termo de ajustamento de conduta. A gestora não aceitou o acordo.

 

(Autos: 0002768-52.2018.8.16.0128)

 

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
(41) 3250-4264

Nota da redação deste Blog - Caso semelhante aconteceu em  Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá, onde o prefeito teve a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 3 anos; e o pagamento de multa civil no valor equivalente a 1 remuneração como prefeito.

http://www.sedep.com.br/noticias/ex-prefeito-e-condenado-por-se-autopromover/

Infelizmente aqui em Jeremoabo o fora da lei tornou-se intocável.

É por essa e outras que a justiça está desacreditada.




Inquérito conduzido pela Polícia Federal mostra Ciro Nogueira atolado num mar de corrupção

Publicado em 15 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Meu menino": Ciro Nogueira cedeu posto-chave para despachante pessoal no  governo Bolsonaro

Ciro Nogueira colocou seu empregado para presidir o Cade

Vinícius Valfré, Lorenna Rodrigues, Guilherme Pimenta e Julia Affonso
Estadão

O inquérito da Polícia Federal que apontou indícios da prática dos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, mostra num trecho de suas 217 páginas que ele trata um apadrinhado em posto-chave do governo como seu despachante pessoal. Em uma conversa, o ministro se refere ao presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Cordeiro, como “meu menino” e diz ainda “eu botei ele lá”.

Em troca de apoio do Progressistas, sigla que controla, o ministro conseguiu fazer de Cordeiro o mais longevo a ocupar o alto escalão do Cade. E, ao se aproximar do presidente Jair Bolsonaro, colocou “seu menino” no posto mais alto. O Cade é um dos órgãos mais temidos pelos empresários. É lá que são investigadas as acusações de prática de cartel e são decididas fusões de empresas que envolvem bilhões.

GRAVAÇÃO FATAL – A conversa em que Ciro Nogueira fala sobre sua influência no Cade foi gravada pelo empresário Joesley Batista, do grupo J&F, no dia 17 de março de 2017, quando ele buscava provas para sua delação premiada. E só agora veio à tona. Hoje, cinco anos depois, Ciro Nogueira se tornou o ministro mais poderoso do governo Bolsonaro e Alexandre Cordeiro virou presidente do Cade.

Naquela conversa, Joesley se queixou de problemas no Cade. Em resposta, Ciro Nogueira disse ter um apadrinhado lá dentro. “Um cara de bom senso. Meu menino, ele era meu chefe de gabinete, eu botei ele lá (…) E ele conseguiu se entrosar lá”, afirmou. Joesley perguntou: “Como é que é. Alexandre o quê?” “Cordeiro”, responde o ministro.

Na época, a J&F fechou um frigorífico em Santa Fé do Sul (SP) e demitiu 600 funcionários alegando não conseguir cumprir determinação do Cade que impunha níveis mínimos de produção na planta. Em março, o frigorífico foi reaberto com autorização do órgão para produção menor.

DISSE CIRO NOGUEIRA – Durante a conversa com Joesley, o ministro reforçou a preocupação em manter o controle do Cade. “É uma coisa que nós temos que (preservar), porque hoje nós temos a maioria lá, por isso que ele conseguiu (incompreensível)”, disse o ministro, conforme a PF. “Nós não podemos perder a maioria.”

uestionado sobre qual a razão para um político ter o controle de um órgão técnico como o Cade e a forma de tratamento do seu apadrinhado, Ciro Nogueira não respondeu. Cordeiro também silenciou.

O inquérito, concluído na semana passada, afirma que Ciro Nogueira recebeu R$ 5 milhões de propina da J&F em troca de apoio à reeleição de Dilma Rousseff (PT) em 2014, que interessava a Joesley. Na época, o PP (atual Progressistas) cumpriu o acordo. Em troca, Ciro Nogueira emplacou “seu menino” para conselheiro do Cade pela primeira vez. Nesse inquérito específico, a PF não aprofunda a investigação sobre a atuação no órgão.

TEMER PROMOVEU – No governo Michel Temer (MDB), em 2017, Ciro Nogueira colocou Cordeiro como superintendente-geral do órgão, cargo responsável pelas investigações de infrações econômicas como cartel. Na época, Temer chegou a indicar uma técnica para a vaga, mas cedeu a pressões e trocou a servidora por Cordeiro.

Em 2019, o ministro conseguiu convencer o presidente Jair Bolsonaro a reconduzir “seu menino” para o cargo na superintendência. Em 2021, ao aderir ao Centrão, Bolsonaro colocou Cordeiro como presidente do Cade até 2025. No cargo, o apadrinhado de Ciro Nogueira tem poder sobre processos de multinacionais e é um importante elo entre o ministro e o Poder Judiciário.

Um exemplo da influência de Cordeiro sobre transações bilionárias de empresas foi o julgamento da venda da Oi para Vivo, Tim e Claro, em fevereiro. O Ministério Público Federal (MPF) e o relator do caso se manifestaram contrários à transação por constatarem ameaças à competitividade no mercado de telefonia. O julgamento ficou empatado em três a três. Por ser presidente do colegiado, Cordeiro tinha o “voto de qualidade”, o que determinou o resultado favorável à venda da telefônica.

TROCA DE ACUSAÇÕES – Nos bastidores, integrantes do órgão criticaram a atuação de Cordeiro no caso. Em sessão pública, houve trocas de acusações entre conselheiros e um deles chegou a dizer que a aprovação do negócio não observou padrões “éticos e de boa-fé”. O processo foi um dos mais complexos e relevantes da história do Cade. A negociação envolveu o pagamento de R$ 16,5 bilhões.

Antes de ser presidente, Cordeiro era superintendente-geral do Cade, responsável por investigar infrações como cartel. Em sua passagem pelo cargo, foi responsável por negociações de acordos da Lava Jato em diversos processos.

Em 2018, Cordeiro tomou uma decisão na superintendência que surpreendeu servidores e integrantes do órgão. À época, o Cade analisava a compra da Transfederal, do ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE), pela espanhola Prosegur.

MUITO CRITICADO – Os técnicos do Cade recomendaram a reprovação da operação, mas, em rara decisão, Cordeiro divergiu dos subordinados e aprovou o negócio no âmbito da área técnica. Durante sua gestão, ao menos seis servidores experientes deixaram o setor técnico do Cade com críticas a sua conduta.

As indicações do ministro têm sido foco de desgaste para Bolsonaro. Uma das áreas mais críticas é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O Estadão revelou que a autarquia presidida por Marcelo Ponte tentou comprar por leilão ônibus escolares por valores inflados.

O trampolim para Cordeiro chegar ao Cade e Marcelo Ponte, ao FNDE, foi a chefia de gabinete de Ciro Nogueira no Senado. O mesmo posto hoje no Ministério da Casa Civil é ocupado por Sabá Cordeiro, irmã do presidente do Cade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essa criminosa desenvoltura de Ciro Nogueira mostra que Bolsonaro está longe de ter vencido a corrupção, como alardeia a todo instante. Pelo contrário, vem perdendo esse jogo de goleada, porque está dormindo com o inimigo, desde que passou a seguir a orientação totalmente lunática do general-ministro Eduardo Ramos, que pensou (?) ter blindado Bolsonaro ao entregá-lo ao Centrão, mas na verdade estava cavando um abismo aos pés dele, como diria o genial Cartola, porque a política também é um moinho(C.N.)

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