sexta-feira, dezembro 10, 2021

Lupi diz que descontentes com a candidatura de Ciro Gomes deveriam sair do PDT

Publicado em 10 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Para cada cinco pancadas no Bolsonaro, uma no Lula', diz Carlos Lupi - Jornal O Globo

Lupi garante que a candidatura de Ciro Gomes é irreversível

Bianca Gomes
O Globo

Em reação a uma ala do partido que propõe fazer campanha para outros candidatos, o presidente do PDT, Carlos Lupi, publicou um vídeo nesta quinta-feira sugerindo que descontentes com a candidatura de Ciro Gomes deixem a sigla.

Na gravação, Lupi disse que o ex-governador irá “resistir” e que só devem permanecer no PDT aqueles que têm suas convicções entrosadas com a sigla.

SERVENTIA DA CASA — “Ciro vai resistir. O PDT vai resistir. Para aqueles que pensam diferente, a porta aberta é a serventia da casa. Serve para entrar os convictos e para sair aqueles que não têm as suas convicções entrosadas com a do partido” — afirmou Lupi.

Na última pesquisa Ipec, de setembro, Ciro aparece com 6% das intenções de voto, em terceiro lugar da disputa. Pela margem de erro de dois pontos para mais e para menos, ele está tecnicamente empatado com Sergio Moro, que tem 5%. Na época, no entanto, o ex-ministro ainda não tinha anunciado a pré-candidatura e nem a filiação ao Podemos, que ocorreu dia 10 de novembro.

Numa pesquisa da Genial/Quaest, feita no começo da semana, Moro já aparece à frente de Ciro: 10% contra 5%. A estagnação nas pesquisas e a expectativa de um crescimento do ex-juiz nos próximos meses levou alas do PDT a pressionarem o pedetista a abandonar a candidatura própria e se unir ao PT, que lidera a corrida presidencial com Lula.

PRAZO DE VALIDADE – Como revelou a colunista Malu Gaspar, aliados dão até fevereiro para o ex-governador decolar nas pesquisas. Se até lá isso não ocorrer, vão pressionar a cúpula pedetista para abandonar a candidatura própria.

Ciro, que foi ministro da Fazenda de Lula, tem adotado um tom de críticas ao ex-presidente, a quem já chamou de “canalha”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Êpa! Ciro Gomes nunca foi ministro da Fazenda de Lula. Era ministro da Integração Nacional e foi responsável por importantes obras, como a transposição das águas do Rio São Francisco, pela dinamização da Sudene etc. A imprensa petista torce desesperadamente contra ele, para fortalecer Lula, cujo problema é a alta rejeição. O resto é folclore, diz nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

Cúpula da Democracia e boicote à Olimpíada aprofundam guerra fria entre EUA e China

Publicado em 10 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Protesto contra a realização da Olimpíada de Inverno em Pequim

Governo Biden não quer negociações e retoma a guerra fria

Mariana Sanches
BBC News Brasil

Em um novo ato na escalada de tensões entre Estados Unidos e China, os americanos anunciaram nesta segunda-feira, (6/12) que farão um boicote diplomático aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno em Pequim, em 2022.

A medida significa que os EUA não enviarão uma representação diplomática ao país especialmente para a competição e que nem o presidente americano Joe Biden, ou qualquer outra alta autoridade americana, irá à capital chinesa em fevereiro. Mas a delegação de atletas americanos deverá se apresentar completa e disputar medalhas normalmente.

NÃO MUDA NADA – Como os EUA já possuem forte presença diplomática no país, em termos práticos, caberá aos funcionários em postos locais de consulados e embaixadas lidar com assuntos relacionados aos esportistas durante os Jogos.

“Da nossa parte, o que anunciamos é que não enviaremos qualquer diplomata ou representação oficial devido ao genocídio e crimes contra a humanidade cometidos em Xinjiang pela República Popular da China. Em face das atrocidades em curso, não mandaremos representantes que sinalizem que esses jogos são apenas ‘uma ocorrência normal'”, afirmou Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, o ministério das relações exteriores de Washington.

Embora houvesse pressão de parte dos congressistas por medidas mais duras – que incluíssem até mesmo a exclusão dos atletas americanos das disputas por medalhas,- a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, destacou que a adoção de “um boicote diplomático permitirá aos EUA apoiar os atletas olímpicos que trabalharam duro para competir nos jogos internacionais, mas não mostrar apoio político em contenciosos com a China. O time americano terá nosso integral apoio”.

A CHINA RESPONDE – Em resposta, a China prometeu firmes contramedidas. “Quero enfatizar que as Olimpíadas de Inverno não são um palco para posicionamentos ou manipulações políticas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian.

Especialistas em relações EUA e China tentam agora entender qual pode ser o impacto dos movimentos recentes dos dois países no relacionamento das duas nações no futuro.

“Não acho que isso vá alterar significativamente o relacionamento porque a essa altura ele já está muito ruim. É o pior que já vi desde que fui à China pela primeira vez, em 1989. Naquele momento, a relação não era muito boa. Mas acho que está pior agora, em parte porque há mais em jogo”, afirmou a cientista política Mary Gallagher, especialista em política chinesa da Universidade de Michigan.

PAZ CELESTIAL – Ainda segundo Mary Gallagher, embora em 1989 tenha havido o icônico massacre da Praça da Paz Celestial, quando o governo comunista chinês reprimiu duramente protestos pela abertura política, o que levou a embargos de armas e manutenção de restrições ao comércio por parte dos EUA, as economias dos dois países não estavam tão intrinsecamente ligadas – como concorrentes e codependentes – como agora.

A possibilidade de algum tipo de boicote às Olimpíadas vinha sendo discutida ao longo de todo ano de 2021 nos EUA. No último dia do governo republicano de Donald Trump, o então secretário de Estado, Mike Pompeo, declarou que a China cometia genocídio e crimes contra a humanidade contra os Uigures, um grupo étnico muçulmano que habita a região chinesa de Xinjiang.

Ao dar esse passo, o governo americano se tornou o primeiro Estado a usar tais termos para descrever as ações tomadas pelo governo chinês contra a etnia nos últimos anos, e que incluem detenção arbitrária na região, esterilizações forçadas e repressão à liberdade religiosa do grupo.

“AÇÕES LOUCAS” – A China reagiu, qualificando como “ações loucas” as palavras de Pompeo e dizendo que elas “perturbavam seriamente as relações EUA-China”.

Em um raro ato de continuidade entre as duas gestões americanas, no entanto, o recém-empossado presidente democrata Joe Biden falou sobre o tema com seu colega chinês Xi Jinping na primeira conversa telefônica de ambos e o novo secretário de Estado, Anthony Blinken, endossou as palavras do antecessor menos de dois meses após chegar a Washington.

Em julho, uma comissão bipartidária de congressistas enviou uma carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para dizer que que nenhuma Olimpíada deveria ser realizada em um país “cujo governo está cometendo genocídio e crimes contra a humanidade”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Baseada em Washington, a correspondente Mariana Sanches traça um quadro realista da situação, mostrando que os Estados Unidos estão desencadeando uma nova “guerra fria” contra a China, a demonstrar de que não há nada de novo no front ocidental, como diria o escritor alemão Erick Maria Remarque. Antes, a guerra fria era contra a Rússia, agora é contra a China. E vida que segue, diria João Saldanha. (C.N.)

Doria e Moro selam pacto de não agressão, mas mantêm desejo de liderar chapa em 2022

Publicado em 10 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Os pré-candidatos à Presidência João Doria (PSDB) e Sergio Moro (Podemos) I Arquivo I 28/06/2019 Foto: Luis Blanco / Governo do Estado de São Paulo

Acordo entre Doria e Moro é um estímulo à terceira via

Bela Megale, Marlen Couto e Thiago Prado
O Globo

A tentativa de viabilizar candidaturas ao Planalto contra o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) levou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) a firmarem um pacto de não agressão pelos próximos meses — o acordo foi celebrado em encontro na quarta-feira, em São Paulo, como adiantou Lauro Jardim.

Embora estejam com diálogo aberto, a meta de unificar a terceira via em torno de um nome competitivo nas eleições do ano que vem enfrenta dois obstáculos: ambos, neste momento, não abrem mão de encabeçar a chapa presidencial, e Ciro Gomes (PDT), outro pré-candidato, vem subindo o tom das críticas a Doria e Moro.

OUTRA REUNIÃO – O governador e o ex-magistrado combinaram uma nova conversa para a segunda quinzena de janeiro. Os dois acreditam que o cenário estará mais claro entre março e abril, período em que decisões serão tomadas por outros partidos, como o PSD, que abriga o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG); o União Brasil, do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta; o MDB, da senadora Simone Tebet (MS); e o Cidadania, do senador Alessandro Vieira (SE).

As quatro siglas já sinalizaram que podem lançar nomes ao Planalto, o que dificulta ainda mais a formação de uma terceira via.

O “congestionamento” tem acelerado as movimentações e modulado as estratégias dos envolvidos. Depois de ser escolhido pelo PSDB em prévias turbulentas, Doria tem buscado apaziguar ânimos internos e conversar com outros postulantes. Moro, além das reuniões políticas, vem aproveitando o lançamento do livro que escreveu para cumprir agendas pelo país.

CIRO BATE GERAL – Já Ciro Gomes, em vídeo divulgado ontem, direcionou torpedos a Doria (“calças engomadas”), Moro (“togas sujas”), Bolsonaro (“fardas rotas”) e Lula (“macacões de bolso de fundo falso”). “Vamos mostrar a nossa diferença com todos. O processo eleitoral é para falar de nossas propostas e nossas diferenças, e o povo decidir em quem votar”, disparou.

Aliados de Ciro dizem que vão esperar até fevereiro para ver se o pedetista decola nas pesquisas, segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar. Se isso não ocorrer, defendem uma aliança com o PT.

“O único caminho de sobrevivência para Moro e Doria é estarem juntos na eleição. Já o Ciro não tem com quem se aliar para fazer dobradinha, por isso atira para todos os lados” — diz o cientista político Josué Medeiros, da UFRJ.

MIGRAÇÃO DE VOTOS – Já Renato Dorgan Filho, sócio do Instituto Travessia e especialista em pesquisas qualitativas e marketing político, avalia que o pacto de não-agressão é mais benéfico a Doria, mas pode ser arriscado para Moro, à medida que pode dificultar a migração de votos de Bolsonaro para o ex-juiz:

“Moro tem uma particularidade: ele consegue absorver parte dos votos do Bolsonaro com facilidade, à medida que Bolsonaro se desgasta tanto entre as classes mais baixas quanto na classe média. É um eleitor anti-PT que não curte mais o Bolsonaro, mas que pode votar no presidente mesmo assim. Uma aproximação com Doria pode estancar essa desidratação que Moro provoca em Bolsonaro, já que o governador de São Paulo é mais rejeitado nesse eleitorado”.

Direitos Humanos, o que comemorar?

                                              Foto Divulgação
 



Depois da audiência pública ocorrida no dia 19 de julho, na Câmara Municipal de Salvador, através da Comissão de Direitos Humanos e de Defesa da Democracia Makota Valdina, com representantes de classe. Onde foi discutido a crescente escala de violência contra os profissionais de imprensa e suas consequências para a democracia brasileira, tivemos a esperança que o poder público abrisse os olhos para tais crimes, a lhe relatados. Sejam os de perseguições, grupos de extermínio, praticados por paramilitar e/ou milícia, contra a sociedade, com o compromisso de ser dado continuidade. Assim ficou acertado. 



O relatório da audiência ficou de ser formulado com as opiniões e proposições apresentadas pelos debatedores, e serem compartilhada com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado (ALBA), conforme informou a vereadora Marta Rodrigues do PT da capital baiana, no dia da audiência.



O que vimos ao longo destes meses? Para que serve um órgão de estado dos Direitos Humanos? As instituições que acursam a proteção, que realizam ou fizeram? Carta ao governador (recebido e encaminhado para providências junto aos órgãos de segurança pública, secretaria de justiça e secretaria de comunicação do estado e delegado geral da polícia civil do estado da Bahia). A secretaria de segurança não dá resposta, pensa que não deve satisfação a sociedade, a de comunicação sente-se no direito de nada fazer, a de justiça disponibilizou a superintendência de direitos humanos para ajudar na proteção de alguns, no programa de proteção. Estive com a vereadora de Salvador da Bahia, Marta Rodrigues do PT, na superintendência, nesta tivemos apoio na batalha de proteção e combate aos profissionais agredidos e em ameaças. A delegacia geral do estado com a POLINTER respondeu alguns casos, os pequenos casos. Já os assassinatos dos profissionais de imprensa, nenhuma resposta até o momento. 


Estamos aguardando e continuaremos denunciando e cobrando as ações que são de dever do estado, proteção e segurança pública de toda uma sociedade.    


Rede de mentirosos e criminosos em todo o, pais, com o modelo de atividades paramilitar e miliana. Alertamos e viemos denunciar sobre a urgência em combater o crescimento acelerado de grupos milicianos em território baiano, com ações de fiscalização das atuações das polícias e corregedorias de polícias. Os estados do nordeste estão em perigo constante tendo como foco as eleições de 2022, com o proposito de desgastar os governadores e os governos perante a sociedade, bem como ascensão financeira de tais grupos. 


“A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Abalados com as experiências das Guerras Mundiais anteriores, a Declaração Universal marcou a primeira ocasião em que os países chegaram a um acordo sobre uma abrangente de direitos humanos inalienáveis. 

A Declaração Universal principia reconhecendo que “a dignidade é inerente à pessoa humana e é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”. Além disso, declara que os Direitos Humanos são universais independentemente de cor, raça, credo, orientação política, sexual ou religiosa. A Declaração Universal inclui direitos civis e políticos, como o direito à vida, à liberdade, liberdade de expressão e privacidade. Ela também inclui os direitos econômicos, sociais e culturais, como o direito à segurança social, saúde e educação”, destaca Amarolina Ribeiro do portal Uol.  


Hoje, 10 de dezembro de 2021, o que temos para comemorar? Vejamos, para lembrar, os artigos primeiro (1.º), segundo (2.º) e o decimo nono(19°), da declaração universal dos direitos humanos.     


“Artigo 1° Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. 

Artigo (2°) Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será efetuada nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo (19°) Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”. 


Na constituição de 1988, carta brasileira da democracia, que deve ser seguido por todos, onde se garante os direitos, defende valores como a igualdade entre gêneros, a preservação e o respeito aos povos indígenas. A erradicação da pobreza, e a postulação como direitos fundamentais, a educação, saúde, assistência social e muitos os outros, que hoje não são respeitados.  


Quero citar dois direitos da nossa constituição, desrespeitados e esquecidos. O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei de n.º 8.069/1990, garante a todos os menores de idade, colocado como dever de família, da comunidade, da sociedade e do poder público. O outro merece um destaque da mesma proporção, ‘Os Direitos dos Povos Indígenas’, que mais recente foi apresentado pela ONU, em sua declaração em 2006. — “A declaração Universal dos Direitos Humanos é exemplo mais recente e alerta para a importância da preservação de sua cultura e da manutenção de seus direitos, tendo em mente as injustiças históricas sofreadas por essa da população mundial”


Muito tem que ser dito e cobrado, muito! A declaração da ONU estabeleceu que os elementos essenciais para a revivescência humana, como alimentação, moradia, saúde, edução, etc., etc., não deve ser privilégio. Os direitos Humanos são um direito de todos sendo concebido para salvaguardar a vida humana, possibilitando com isso, uma vida digna para todos os povos e habitantes do mundo. 

O que comemorar? 


*Fábio Costa Pinto 

Jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia.

Membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (Sócio efetivo)

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Associado) Sindicalizado,  Sinjorba / Fenaj

TSE libera Pix para arrecadação de recursos nas eleições

TSE libera Pix para arrecadação de recursos nas eleições
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou hoje (9) a utilização do Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), para arrecadação de recursos para as campanhas eleitorais de 2022. Com a medida, partidos e candidatos deverão usar o CNPJ ou CPF como chave de identificação. As informações são da Agência Brasil.

 

Na sessão desta quinta-feira, os ministros também aprovaram outras regras para as eleições do ano que vem. As campanhas poderão realizar eventos musicais para arrecadar recursos, e a distribuição dos valores do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) deverá levar conta a contagem em dobro dos votos recebidos por mulheres e pessoas negras para distribuição dos recursos.

 

Sobre as federações partidárias, ficou definido que as prestações de contas serão feitas individualmente por cada legenda, detalhando os valores distribuídos aos candidatos.

 

Durante a sessão, também foi discutido a unificação do horário da votação em todo o país. Pela proposta, a votação em todos os estados deverá seguir o horário de Brasília, mesmo com fusos horários diferentes. No entanto, tendo em vista a dificuldade de cumprimento de medida, a questão voltará a ser discutida na semana que vem.

Bahia Notícias

Aliados temem esvaziamento de Bolsonaro devido à polarização precoce entre Lula e Moro


Jorge Braga - 9 de julho de 2021

Charge do Jorge Braga (O Popular)

Gerson Camarotti
G1 Brasília

Interlocutores políticos do presidente Jair Bolsonaro já demonstram preocupação com a polarização precoce entre o ex-juiz Sergio Moro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Lava Jato muito antes do período eleitoral.

O temor de aliados próximos do presidente é de que esse debate antecipado entre Lula e Moro possa esvaziar a candidatura do próprio Bolsonaro na corrida sucessória.

CASO DO TRÍPLEX – Nesta terça-feira (7), o pedido do Ministério Público Federal pelo arquivamento do processo contra Lula no caso tríplex, sob o argumento de prescrição, trouxe um embate direto entre Moro e o ex-presidente.

Numa conversa recente, o ex-juiz Moro disse que sua presença na eleição do próximo ano também teria o papel de defender o legado da Lava Jato, que passaria a sofrer ataques não só de Lula, mas também de Bolsonaro.

Até aqui, toda a estratégia de Bolsonaro era estabelecer o confronto direto com Lula. E com essa polarização, impedir o crescimento da chamada terceira via.

BOLSONARO ATACA – Mas numa “live” recente, o presidente passou a atacar Moro e disse que as trocas de mensagens entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato eram “vergonhosas”.

Em entrevista à “Rádio O Povo CBN”, do Ceará, Moro disse que as pessoas sabem “quem é quem”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro realmente entendeu que seu adversário preferencial é o ex-juiz Moro, que está lhe tirando importantes votos no primeiro turno. Por isso, esqueceu Lula e passou a concentrar seus ataques em Moro. Na verdade, se o candidato do Podemos continuar se fortalecendo e houver união entre os candidatos da terceira via, a reeleição de Bolsonaro será como a música de Paulinho da Viola – um sonho que passou em sua vida… (C.N.)  

Congresso precisa ser ágil e aprovar PL das Fake News - Editorial

 




É feliz, oportuno e necessário o texto do Projeto de Lei 2.630/2020, conhecido por PL das Fake News, que vai a plenário na Câmara. Os deputados, em particular o relator Orlando Silva (PCdoB-SP), trataram com cuidado e rigor a redação original recebida do Senado. Promoveram aperfeiçoamentos derivados de mais de 30 audiências públicas com 150 especialistas. O resultado, ainda que possa estar sujeito a controvérsias pontuais num ou noutro artigo, traz um avanço inegável ao ambiente de comunicação brasileiro às vésperas do ano eleitoral.

Seria um equívoco sem tamanho acreditar que o projeto tenta apenas coibir a desinformação e as notícias fraudulentas, como o apelido sugere. O nome oficial — Lei de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet — transmite de modo mais preciso seu teor. O texto cria regras e limites para defender o cidadão e a democracia num terreno hoje sob controle das grandes empresas de tecnologia: redes sociais como Facebook, Instagram ou Twitter; serviços de mensagens como WhatsApp ou Telegram; ferramentas de busca como Google.

O desafio dessa regulação é mediar dois valores essenciais da democracia. Primeiro, a liberdade de expressão. Segundo, a responsabilização dos que dela abusam para cometer crimes como injúria, calúnia, difamação, racismo, homofobia, discursos de ódio, campanhas mentirosas contra a saúde pública ou instituições democráticas. O relator criou mecanismos que tentam coibir abusos sem cercear liberdades.

As plataformas digitais precisarão ter regras públicas de uso e moderação de conteúdo, além de publicar relatórios periódicos com transparência. Haverá medidas contra robôs e conteúdo tido como “inautêntico”, com identificação dos usuários em caso de violação. Serão impostas restrições ao encaminhamento múltiplo de mensagens. A inclusão em grupos estará sujeita à anuência do usuário, de modo que serviços como o WhatsApp sejam usados para comunicação individual em vez do disparo em massa de propaganda.

Na moderação, terão direito a defesa os usuários cujos perfis ou conteúdos forem limitados, rotulados ou banidos. Haverá regras para funcionários públicos e perfis oficiais de autoridades, que não poderão bloquear cidadãos. A imunidade parlamentar será resguardada nos mesmos termos da Constituição. Haverá uma instituição criada pelas próprias plataformas digitais para receber denúncias e tomar as medidas cabíveis com agilidade. A fiscalização ficará a cargo do Comitê Gestor da Internet.

As plataformas terão de identificar com clareza publicidade e conteúdos que pagarem por “impulsionamento”. Empresas com sede fora do Brasil e mais de 10 milhões de usuários aqui deverão ter representantes legais no país para vender publicidade a brasileiros. Todo anunciante deverá poder ser identificado às autoridades. Por fim, o texto estabelece que as plataformas deverão remunerar empresas jornalísticas pelo uso de conteúdo, como já ocorre na Austrália, França e Alemanha.

A votação na Câmara depende do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Uma vez aprovado lá, o projeto deverá passar por nova votação no Senado, pois houve alterações no conteúdo. Para o bom funcionamento da democracia brasileira, a versão da Câmara deveria ser aprovada com urgência e, depois, mantida no Senado, a tempo de o país ter mecanismos eficazes de combate à desinformação no ano eleitoral.

O Globo

A espera de um milagre na inflação




BC eleva juros e afirma que alta na Selic não vai ter refresco até expectativa de IPCA ficar no alvo

Por Vinicius Torres Freire

O Banco Central avisou que a alta da taxa básica de juros não vai ter refresco tão cedo. Isto é, ainda vai pisar no acelerador até que as expectativas de inflação estejam na meta em 2023. A meta de 2022 já foi meio para o vinagre; se o IPCA ficar abaixo do teto de 5%, já estaria bom.

Trocando em miúdos, por ora, a Selic deve ir pelo menos a 11,75% em algum momento do ano que vem, fechando 2022 em 11,25%.

O aumento da Selic de 7,75% para 9,25% ao ano na reunião desta quarta-feira do BC era meio óbvio. Houve alguma novidade no tom, no recado "duro", talvez para ajudar a desinflar a economia com um pouco de gogó, "no grito", mostrando disposição de salgar ainda mais os juros, mesmo nesta economia à beira de cair na recessão.

Uma economia menos ruinzinha daqui até 2023 vai depender ainda mais, pois, de uma queda meio milagrosa do ritmo de inflação. No mais, não há o muito o que esperar de melhor além de o governo não estourar alguma outra bomba, que os candidatos a presidente não digam disparates excessivos e que a economia mundial não tenha piripaques.

O fogo da inflação teria de baixar muito. A previsão é que o IPCA continue crescendo no ritmo anual de 10% até abril, fechando o ano em 5%. Mas teria de ser bem menor e mais cedo. Assim, a carestia comeria menos dos salários e o Banco Central poderia evitar alta maior da Selic, diminuindo o tamanho do prejuízo para 2023, pelo menos. É bom notar que a gente ainda mal viu o efeito da alta de juros deste ano.

Uma baixa mais rápida e inesperada da inflação depende do preço do dólar. Pode cair um tanto, com a alta da taxa de juros no Brasil, mas depende também de tumultos políticos (Bolsonaro, centrão, campanha). Depende do Imponderável de Almeida da finança mundial. Depende ainda de confirmação de um refresco da crise mundial de energia, de chuva no Brasil, de confirmação de safra agrícola boa por aqui (as expectativas são bem positivas, até agora).

Seria uma melhorazinha parcial, marginal, talvez para evitar a recessão.

Em outubro, as vendas do comércio caíram pelo terceiro mês consecutivo; a produção da indústria, pelo quinto mês seguido, dizem os números do IBGE. Estamos abaixo do nível anterior à epidemia, de fevereiro de 2020. Os primeiros indícios de novembro são de nova queda ou estagnação. O que resta de crescimento está na recuperação do setor de serviços.

A alta de juros vai colocar a dívida pública para ferver de novo. A dívida dos governos em relação ao tamanho da economia (a relação dívida/PIB) deve cair de 89% em 2020 para cerca de 81% em 2021, redução que nem foi tão boa enquanto durou.

O PIB aumentou com a recuperação rápida do início do ano, mas também por causa da inflação. As receitas dos governos cresceram também por causa da inflação, de pagamentos de impostos adiados de 2020, preço de commodities em alta e arrecadação maior de tributos sobre importação, inflados por causa do dólar caro, notam economistas do Bradesco. No ano que vem, não haverá o efeito inflação, o crescimento do PIB deve cair do 4,7% deste ano para algo perto de zero e o pagamento de juros da dívida deve aumentar uns 50% no ano que vem (de R$ 438 bilhões para R$ 658 bilhões, nas contas do pessoal do Bradesco).

Isto é, a ansiedade com o descontrole da dívida vai aumentar. Neste ano, o receio já aumentara, por causa da gambiarra que o governo e o centrão aprontaram com o teto de gastos, o que ajudou a chutar o dólar ainda mais para cima, fora a ajuda das barbaridades de Bolsonaro.

Ou seja, afora milagres, o próximo governo tomará posse com a faca de juros e dívida no pescoço.

Folha de São Paulo

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