quinta-feira, dezembro 09, 2021

Simone Tebet diz que não depende de caciques do MDB para viabilizar sua candidatura

Publicado em 9 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

GazetaWeb - MDB lança candidatura de Simone Tebet à Presidência da  República nas eleições de 2022

A senadora teve de lutar pela candidatura dentro do MDB

Renato Machado e Danielle Brant
Folha

Recém-lançada candidata a presidente da República, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) diz não entender a desconfiança em torno de seu nome para as eleições de 2022 e minimiza a importância do apoio de caciques do partido em sua campanha eleitoral. “Se eu depender de meia dúzia da cúpula me apoiar ou não, é porque eu não tenho condições de ser candidata a presidente da República”, afirma em entrevista à Folha, nesta quinta-feira (9).

“Todos os partidos são rachados, até o PT tem divergências, a esquerda tem divergências. Você acha que eu vou depender de nomes que a princípio vocês acham que não estão comigo para ganhar eleição? Se eu depender disso para ganhar a eleição, então está certo, o MDB não pode lançar candidato a presidente da República”, completa.

DIVERGÊNCIAS – A senadora lembrou que o MDB não é o único partido com divergências internas nesse início de disputa eleitoral – o PSDB precisou realizar prévias entre João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) antes de anunciar o governador de São Paulo como seu nome para 2022.

Apesar da participação de nomes importantes do MDB, algumas ausências foram notadas no lançamento da pré-candidatura de Tebet, em especial a do senador Renan Calheiros (AL), próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta quinta, o partido fez um trabalho para reiterar a presença de caciques do partido e divulgou uma lista dos nomes que estiveram no evento, realizado nesta quarta-feira (8) em um hotel em Brasília.

DESCONFIANÇA? – “Um partido que tem 5 milhões de filiados, que tem 900 prefeitos, que tem a maioria dos vice-prefeitos, dos vereadores, qual o problema de ter três ou quatro senadores que não apoiam a candidatura da presidente da República? Não estou entendendo de onde essa desconfiança”, rebateu Simone Tebet.

“Ah, e as ausências? Mas peraí, 11 dos 15 senadores estavam lá. Eu vou falar dos quatro que não foram? Os quatro que não foram tiveram suas razões e, no momento oportuno, vão estar falando conosco. Nós vamos comprovar que nosso caminho é o melhor”, completou.

Na avaliação da senadora, as chances de seguir até o final da campanha são as mesmas de outros pré-candidatos no campo da terceira via. A candidatura de Tebet é vista com descrença por campos do centro, que indicam que ela deve acabar saindo como vice de algum outro nome, como o ex-juiz Sergio Moro ou o próprio Doria.

NADA DE VICE – “Eu não tenho compromisso de dar meu nome para ser vice”, afirmou. “O MDB não tem compromisso comigo de me dar a vice. Eu não quero esse compromisso, eu não pedi.”

Tebet defende que sua candidatura é uma saída para a atual polarização registrada no país. Ela afirma que o Brasil precisa “ter alternativa a isso que está aí, e não necessariamente alternativa é aquela que nós imaginamos”.

“Por isso é que eu acho que todos têm que colocar o bloco na rua”, diz, afirmando que o eleitor precisa ter opção. “E não sou eu que vou dizer, não é o PSDB, não é o PSD, não é ninguém que vai dizer quem vai ser o candidato que vai conquistar o coração.”

ANGÚSTIA DO CENTRO – Para ela, há uma “angústia” do centro de “está passando da hora”. “Nós não sabemos ainda quem é que vai conquistar ou que está conquistando o coração das pessoas, do eleitorado. Lá atrás, essa pressa nos levou a Bolsonaro.”

Ao ser questionada sobre qual dos dois nomes seria pior para o Brasil, Tebet afirmou que ninguém se equivale a Bolsonaro. “Porque hoje, dos players, o único que não é democrático, o único que flerta com o autoritarismo é o Bolsonaro. Então nesse aspecto eu não igualo ninguém, nenhum.”

Uma disputa em segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a seu ver, divide o país. “É o pior dos cenários que nós podemos ter. Porque a eleição não vai terminar em 2022. E se for Lula e Bolsonaro no segundo turno, a sensação que eu tenho é que Lula não consegue governar.”

CASO DE MORO – Em seu discurso no lançamento, Tebet criticou outsiders e aventureiros. Nesta quinta, ela negou ter sido uma referência ao ex-ministro da Justiça. No entanto, avaliou que o problema do ex-juiz é comprovar que tem experiência administrativa.

“Porque não é fácil governar um país como o nosso. Vindo de fora da política, menos ainda. Mas não é o fator decisivo ter vindo de fora da política. Posso estar totalmente equivocada. Mas eu acho que o problema do Moro é não ter problema administrativa, capacidade de gestão comprovada”, disse.

Após lançar a pré-candidatura, a senadora foi criticada por ter sido favorável a André Mendonça para a no Supremo. Segundo ela, não havia uma opção – uma ala do Senado trabalhou para derrotar o nome do ex-ministro da Justiça para poder indicar o atual procurador-geral da República, Augusto Aras.”Seria uma contradição, se eu tivesse opção. É preciso entender os meandros dos bastidores. Era escolha Aras ou André Mendonça”, ressaltou.

ARAS SERIA PIOR – “Pelo menos o André Mendonça, que foi ministro da Justiça, tem uma bagagem, tem um bom conceito no mundo jurídico. Ele é mais equilibrado em relação às análises que são feitas no sentido mesmo de combate à corrupção para a faca inclusive não cortar de um lado só. Já começa por aí.”

“O Aras, para mim, é o que teria de pior no Supremo, porque ele faria exatamente o que ele faz na procuradoria: engavetar todo e qualquer projeto do presidente da República e não ter a capacidade de avançar em pautas que para mim são caras.”

A senadora também falou sobre o embate que teve com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), envolvendo o fatiamento da PEC (proposta de emenda à Constituição) dos precatórios.

ATAQUE A PACHECO – Após mudanças feitas pelo Senado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu fatiar o texto e promulgar apenas as partes comuns, gerando insatisfação de senadores. Simone Tebet acusou Pacheco de descumprir acordo feito com senadores.

“Quando saímos da reunião, eu falei mais de uma vez: Eu não confio no Lira, mas no senhor eu confio. Eu quero dizer que te dou, não um cheque, te dou uma carta em branco. Pode fatiar, pode promulgar o que quiser. Agora, não promulgue nada sem a vinculação do espaço fiscal”, disse.

Tebet criticou ainda as emendas de relator, instrumento que tem sido utilizado como moeda de troca em negociações no Congresso. “A questão é que a RP9 [emenda de relator] ameaça a democracia representativa como nós conhecemos a vida inteira e no mundo”, afirmou. “Porque dá muito dinheiro para alguns mandarem para seus currais eleitorais, contra outros porque são oposição ou não concordam com as mesmas emendas, que vão disputar a mesma eleição. Então não há igualdade.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente entrevista, mostra o alto nível da senadora, que se tornou a grande estrela do Congresso, por notório merecimento. (C.N.)

 

O ex-prefeito Tista Deda entra em ação e acompanha a escavação que levará água para a Comunidade Jacinto, verdadeiro presente de Natal.

 






Nota da redação deste Blog - Se o Prefeito não fez, Tista faz. Tão simples, para sanar a cede de todo esse povo basta vontade política, e não impor dificuldades para colher facilidades.

O ex-prefeito Tista de Deda prevendo o que irá acontecer no próximo ano,  sabe que uma preparação antes, mesmo que mínima, pode ser a real diferença entre um bom desempenho e ser o craque da partida.

Por isso mesmo como bom craque já está se preparando para o início da prorrogação do jogo.

"Quem foi rei nunca perde a majestade."



Cidades de AL, BA, PE e SE ganharão 328 canais digitais pelo Digitaliza Brasil

 Portaria publicada pelo MCom nesta quinta (9) beneficia 163 cidades nordestinas que terão a transmissão do sinal de TV Digital logo que finalizarem a transição do padrão analógico

Para acelerar a adoção do sinal digital de TV em todas as cidades brasileiras, o Ministério das Comunicações (MCom) resolveu destinar 328 canais digitais às emissoras que levam a televisão até 163 cidades dos estados do Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Todas elas estão contempladas na fase 1.3 do Programa Digitaliza Brasil. A lista de emissoras e munícipios beneficiados estão na Portaria 4.115/2021, publicada no Diário Oficial da União desta quinta (9/12).

Com o Digitaliza Brasil, estamos promovendo não apenas a inclusão digital, mas principalmente a inclusão social. Quem não tem TV digital e não tem internet está distante das inovações tecnológicas
- Ministro das Comunicações, Fábio Faria

O número de canais é maior que a quantidade de cidades porque algumas vão receber, de uma só vez, vários canais digitais. É o caso, por exemplo, de Campo Alegre, em Alagoas, que contará com seis novas opções na televisão. Para os moradores, a TV Digital agrega mais qualidade de som e de imagem, com opção de interatividade e mobilidade, uma vez que o sinal digital também pode ser visto em aparelhos celulares.

“Com o Digitaliza Brasil, estamos promovendo não apenas a inclusão digital, mas principalmente a inclusão social. Quem não tem TV digital e não tem internet está distante das inovações tecnológicas", aponta o ministro Fábio Faria. O estado que teve mais canais consignados na publicação de hoje foi Pernambuco: 201 canais para 74 cidades. Além deles, foram mais 52 canais para 33 municípios alagoanos, 44 canais para 36 baianos e 31 canais para 20 sergipanos.

Até então, estas localidades contam apenas com o sinal analógico de televisão. Com a habilitação feita pelo Digitaliza Brasil, todas estão aptas a receber a transmissão digital. Dessa forma, assim que a infraestrutura for instalada os novos canais já estarão disponíveis para os moradores. A Portaria 4.115 também condiciona a execução do serviço à observância de prazos para a obtenção da autorização de uso de radiofrequência junto à Anatel. As emissoras precisam, ainda, solicitar o licenciamento das estações.

DIGITALIZA BRASIL – No Brasil, 1.638 municípios ainda assistem apenas TV analógica. O MCom criou o programa Digitaliza Brasil para transformar essa realidade. Até dezembro do ano que vem, será concluído o processo de digitalização em todas as localidades e mais de 23 milhões de brasileiros serão beneficiados. Para fazer a inclusão digital de forma célere, o MCom determinou, na portaria que criou o programa, que o processo de consignação e autorização de novos canais seja simplificado.

https://www.gov.br

Imagem da variante ômicron | Barraco de Bolsonaro e Doria | Desabafo de Whindersson

 

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Bolsonaro ataca Moraes e diz que Mendonça votará no STF a favor do marco temporal


por Marianna Holanda | Folhapress

Bolsonaro ataca Moraes e diz que Mendonça votará no STF a favor do marco temporal
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar nesta quarta-feira (8) o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, cuja atuação classificou como um "abuso" após se queixar de ser alvo de um novo inquérito. Durante a mesma entrevista ao jornal Gazeta do Povo, do Paraná, Bolsonaro ainda disse que o seu segundo indicado à corte, André Mendonça, se posicionará a favor do marco temporal no STF para a demarcação de terras indígenas, da mesma forma que defendia quando era ministro em seu governo.
 

Moraes determinou a abertura de uma nova investigação para apurar a conduta do chefe do Executivo por ter feito uma falsa relação, durante uma live, entre a Aids e a vacinação contra a Covid-19. Nesta quarta, Bolsonaro voltou a jogar dúvidas sobre a imunização e disse que um ministro seu passa mal por tomar a dose de reforço.
 

"Isso é uma violência praticada por um ministro do Supremo que agora abriu mais um inquérito em função de uma live que eu fiz há poucos meses. É um abuso", disse o presidente, sem citar o nome de Moraes, ao fazer referência à ordem de prisão do aliado caminhoneiro conhecido como Zé Trovão.
 

"É o que eu disse: ele está no quintal de casa. Será que ele vai entrar? Será que ele vai ter coragem de entrar? Não é um desafio para ele. Quem tá avançando é ele, não sou eu", completou.
 

Bolsonaro aproveitou ainda para repetir algo que tem dito em últimas declarações: que o presidente eleito em 2022 poderá indicar mais dois nomes ao Supremo Tribunal Federal. Ele disse saber como o ministro André Mendonça votará no julgamento do marco temporal no STF para a demarcação de terras indígenas.
 

"Tenho certeza qual é a posição do André no tocante ao novo marco temporal. Porque isso, como AGU, como ministro da Justiça, já trabalhou comigo contra essa questão que está no STF, que está em votação ainda, está 1 a 1 o placar", afirmou.
 

"Já sabemos que o André vai ser um voto para o nosso lado. Isso não é tráfico de influência, é que nós sabemos, dado o comportamento dele", completou o presidente. Segundo Bolsonaro, sobre "pautas conservadores" ele nem precisa conversar com o ex-auxiliar.
 

A corte deve dar a palavra final sobre o debate em torno do marco temporal para reconhecimento de áreas tradicionais. O tema opõe indígenas e o agronegócio, que faz parte da base eleitoral do presidente.
 

O agro defende que os ministros determinem que os indígenas só podem ter direito sobre terras que já estavam ocupadas até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.
 

Mendonça foi aprovado, na semana passada, pelos senadores para ocupar a vaga no Supremo. Ele contou com a ajuda de líderes evangélicos de todo o país.
 

Nesta quarta-feira, o chefe do Executivo também disse que já está conversando com um possível vice para compor sua chapa para concorrer à reeleição no ano que vem. "Não pode ser um casamento de última hora", afirmou.
 

Segundo ele, poderia ser um general de quatro estrelas. Ainda que Bolsonaro não tenha citado, o nome do ministro Braga Netto (Defesa) passou a ser citado nos últimos dias.
 

Segundo o presidente, há ministros que querem se cacifar, dois nomes circularam e já estão riscados. Ele não explicou quais nomes seriam esses --os nomes dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Fábio Faria (Comunicações) também circularam no meio político.
 

Bolsonaro teme colocar um vice que agrade ao Parlamento, por medo de que possa ser alvo de pedido de impeachment. Na leitura de auxiliares palacianos, ele só não foi afastado do cargo porque os parlamentares não gostam de Hamilton Mourão, seu atual vice.
 

Assim como tem feito nas últimas semanas, o presidente também voltou a carga contra o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, na entrevista desta quarta.
 

"Não tem coração, nenhum, zero, não tem gratidão, nenhuma, zero. Só tem interesse pessoal, mais nada", disse.
 

Segundo o presidente, ele já queria demiti-lo há mais tempo, mas não conseguia, devido à sua popularidade. Bolsonaro confessou desgostar do ex-juiz da Lava Jato desde os tempos em que seus apoiadores defendiam a nomeação dele para o Supremo. 

Bahia Notícias

Carina Canguçu é reconduzida ao cargo de juíza eleitoral substituta do TRE-BA

Carina Canguçu é reconduzida ao cargo de juíza eleitoral substituta do TRE-BA
Foto: Divulgação

A advogada Carina Canguçu foi reconduzida ao cargo de juíza substituta do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), pelo presidente Jair Bolsonaro. A advogada foi a única mulher a concorrer a vaga em uma lista tríplice formada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Carina Canguçu já exerce o cargo de juíza substituta do Eleitoral baiano. Ela exercerá o mandato por mais dois anos.

Bahia Notícias 

Economia veta projeto do MEC para dividir universidades em redutos do centrão

por Paulo Saldaña e Julio Wiziack | Folhapress

Economia veta projeto do MEC para dividir universidades em redutos do centrão
Foto: Tânia Rêgo/Agência Bra

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu vetar o projeto patrocinado pelo MEC (Ministério da Educação) para criar universidades e institutos federais a partir do desmembramento de campi já em funcionamento. A área econômica resiste à iniciativa por causa do aumento de gastos sem que houvesse previsão de novas vagas para alunos. O plano abraçado pelo ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, surgiu para atender interesses de políticos do centrão, aliados do governo.
 

A ideia inicial era criar cinco universidades e cinco institutos técnicos federais a partir de unidades que já existem, conforme minuta de projeto obtida pela Folha. Isso significaria a criação de 2.912 cargos para comandar essas instituições novas que, na prática, já funcionam.
 

Esse inchaço da máquina pública viria com um crescimento de gastos, que podem chegar a R$ 500 milhões por ano, segundo estimativas do Ministério da Economia. O MEC projetou um impacto menor, de R$ 147 milhões ao ano.
 

Nenhuma quantia, entretanto, está prevista no projeto de Orçamento de 2022 enviado ao Congresso, e a depender da equipe de Guedes não estará na versão final da lei.
 

Questionado, o Ministério da Economia diz que o assunto continua em discussão na pasta, mas a negativa ao projeto do MEC foi confirmada à Folha por integrantes da pasta envolvidos nessa análise. Além disso, o próprio ministro da Educação tem falado a congressistas sobre a negativa formal que recebeu da área econômica.
 

O MEC foi procurado e não respondeu.
 

Segundo relatos, o MEC avisou à Economia que encaminharia nova proposta de texto que responda às críticas feitas pela equipe de Guedes. No entanto, nos bastidores, os técnicos da Economia que analisaram o projeto avaliam que os problemas apontados são incontornáveis.
 

Milton Ribeiro tem buscado apoio no Congresso para emplacar a proposta. Para ele, a mensagem de criação de unidades, mesmo que só no nome, seria uma pauta positiva para o governo e sua gestão em particular. O ministro falou com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), nesta semana.
 

As instituições que seriam desmembradas se posicionaram contrárias à iniciativa. A ideia não tem respaldo em projeto real de expansão com critérios acadêmicos.
 

No caso das universidades, a previsão, até outubro, era desmembrar campi em instituições no Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Espírito Santo e Piauí. O último estado é base eleitoral do líder do centrão e ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI).
 

Já nos institutos federais, novas unidades surgiriam a partir de divisões em São Paulo, Goiás e Paraná. Interlocutores apontam interesse eleitoral de políticos bolsonaristas, entre eles o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e o major Vitor Hugo (PSL-GO).
 

O MEC ampliou essa lista nos últimos meses. O IFPI (Instituto Federal do Piauí) e o IFPE (Instituto Federal de Pernambuco) já haviam rejeitado a ideia em agosto, após consulta à comunidade acadêmica, mas voltaram a ser considerados nos planos do MEC.
 

A reitoria do IFPE recebeu um novo comunicado do MEC sobre o plano no mês passado. A nova unidade, que se chamaria Instituto Federal do Agreste, ficaria com 8 dos 16 campi do IFPE. O próprio ministério comunicou ao instituto que se tratava de demanda de congressistas, entre os quais o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).
 

O reitor do IFPE, José Carlos de Sá, disse que a divisão resultaria em desarticulação da força de pesquisa do instituto, além de não criar nenhuma vaga para alunos, nenhum novo campus e ainda aumentar os custos.
 

"Não houve estudo técnico, quem se debruçou para debater foi a instituição. A justificativa é puramente política, de atendimento a interesses, não existe nada que fundamente essa proposta", disse o reitor. "Quando diz que vai criar uma instituição nova é uma informação que pode parecer positiva. Mas dividir uma instituição que já existe é outra coisa."
 

Professores do IFPE criaram um movimento contrário à divisão. "Sobrepor uma decisão já tomada pela comunidade acadêmica representa, nesse sentido, uma medida autoritária e antidemocrática", diz carta dos servidores.
 

A criação de unidades, ainda que sem prever novas vagas, representa ganhos em redutos eleitorais. Os políticos têm interesse no aumento de investimentos federais nesses locais.
 

Miram ainda potenciais ganhos imobiliários. É comum, por exemplo, que haja doações de terrenos para novos campi de olho na valorização do entorno, segundo relatos de ex-secretários de ensino superior do ministério.
 

Ribeiro cede aos interesses do centrão apesar da contradição com seu próprio discurso. O ministro já disse que a universidade deve ser para poucos e que o Brasil errou, em governos anteriores, ao investir mais em ensino superior do que na educação básica.
 

O plano também não dialoga com a realidade orçamentária do MEC. As instituições federais de ensino superior passam por reduções de orçamento ao menos desde 2015.
 

Sob o governo Bolsonaro, enfrentam cortes e congelamentos --a federal do Rio de Janeiro, por exemplo, chegou a ameaçar fechar as portas neste ano

Bahia Notícias

Bolsonaro ataca Moraes faz ameaça ao Supremo: “Eu jogo também fora das quatro linhas”

Publicado em 9 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro diz em entrevista à TV Brasil que vai vetar o novo fundo  eleitoral | Política | Valor Econômico

Bolsonaro não acredita na “coragem” do ministro do Supremo

Ingrid Soares
Correio Braziliense

Após um período sem atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro quebrou o hiato nesta quarta-feira (08/12). Ele criticou o ministro Alexandre de Moraes por conta do inquérito no qual é investigado por associação da vacina da covid-19 à Aids. Durante entrevista gravada ao jornal Gazeta do Povo, o chefe do Executivo falou sobre a prisão de aliados, subiu o tom e disse que o magistrado está “no quintal de casa”.

“Lamento a prisão do jornalista (Oswaldo Eustáquio), Trovão (Zé Trovão), Roberto (Jefferson); isso é uma violência sem tamanho praticada por um ministro do Supremo que agora abriu mais um inquérito em função de uma live que eu fiz há poucos meses. É um abuso. É o que eu disse: ele está no quintal de casa. Será que ele vai entrar? Será que ele vai ter coragem de entrar? Não é um desafio para ele. Quem tá avançando é ele, não sou eu”, apontou o presidente da República.

NAS QUATRO LINHAS – Em outro ponto da entrevista, Bolsonaro disse que se Moraes “quiser jogar fora das quatro linhas”, ele joga também. Mas emendou que “não pretende fazer isso”.

“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas, não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também. Não pretendo fazer isso, isso não é ameaça para ninguém, mas que cada uma dessas pessoas façam um juízo da sua consciência do que estão fazendo”, alertou Bolsonaro.

Ele previu mais desgastes institucionais. E mencionou os atos de Sete de Setembro. “Estamos cada vez mais nos preparando para buscar o ponto de inflexão nisso, que não chegou ainda. Eu espero que essas pessoas não avancem mais, leiam a Constituição, entendam realmente qual é o sentimento da população. Entendam realmente qual é o sentimento da população, em especial daquele último movimento, de 7 de Setembro, que foi às ruas pedindo o quê? Liberdade. Pelo amor de Deus, e vem uma outra autoridade e falar que isso é ato antidemocrático?”, reclamou.

INQUÉRITOS – Em agosto, o presidente atacou o Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após se tornar alvo de inquéritos nas duas Cortes por fazer ameaças às eleições.

O chefe do governo questionou a legalidade desses procedimentos e disse que, em resposta, poderia atuar fora “das quatro linhas da Constituição”.

Depois, no Sete de Setembro, fez ameaças concretas e diretas ao ministro Alexandre de Moraes, e se desculpou no dia seguinte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro pode berrar à vontade, perder a linha, ofender e tudo o mais. Só não pode tentar sair das quatro linhas da Constituição. Desde o dia 8 de setembro ele está informado de seus limites e sabe que não pode ultrapassá-los, caso contrário o vice-presidente Hamilton Mourão assume e estamos conversados. É por isso que o general Braga Netto, outrora tão falante e até ameaçador, entrou na muda e sumiu. Os outros generais do Planalto, Eduardo Ramos e Augusto Heleno, também se recolheram a suas insignificâncias. Melhor assim. (C.N.)

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