sexta-feira, dezembro 03, 2021

Aécio critica Moro, diz que ‘Lula é bacana para tomar cachaça’ e a bola está com Doria

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Senado decide sobre afastamento de Aécio Neves

Charge do Duke (O Tempo)

Lauriberto Pompeu e Felipe Frazão
Estadão

Principal opositor do governador de São Paulo, João Doria, no PSDB, o deputado Aécio Neves (MG) avalia que seu partido deve buscar a sobrevivência política e focar na eleição de uma boa bancada no Congresso Nacional 2022, em vez de apostar em uma candidatura presidencial que não decole.

“Mesmo que o PSDB não vença essas eleições, nós temos de sobreviver enquanto um partido sólido no Congresso”, disse Aécio ao Estadão, após a vitória do rival nas prévias para ser candidato ao Palácio do Planalto.

ESTUDAR ALIANÇAS – O ex-presidenciável tucano, derrotado nas eleições de 2014, foi um dos principais articuladores da campanha do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, na disputa interna.

“Está com ele (Doria) a bola, cabe agora demonstrar que nós estávamos errados e construir em torno de si uma grande aliança”, afirmou Aécio, para quem o partido deve também estudar alianças com outros nomes, como Rodrigo Pacheco (PSD), Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos).

“Se nós chegarmos extremamente isolados, obviamente que o PSDB vai discutir a conveniência ou não de ter essa candidatura”, disse o deputado.

RESTRIÇÕES A MORO – Sobre Moro, no entanto, o tucano, alvo de denúncia de corrupção no escândalo da JBS, fez uma ressalva de que ele precisa esclarecer sua atuação na Lava Jato e divulgar as gravações feitas por procuradores.

“O juiz tem de estar, isso é o que preconiza o Estado Democrático de Direito, equidistante da acusação e da defesa.”

Já em relação a Lula, Aécio criticou os acenos que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de saída do PSDB, tem feito à candidatura do petista em 2022.

AINDA É CEDO – Sobre seu papel na campanha presidencial do PSDB, Aécio Neves dia que não se sabe ainda como vai ficar o quadro, tem muita água para rolar debaixo dessa ponte ainda. Se Doria vai ou não se viabilizar, o tempo é que vai dizer.

“Eu acho que esse quadro ainda está muito incerto. Alardearam durante as prévias: ‘o Aécio quer bolsonarizar o PSDB’. Nada disso, eu não apoiei o Bolsonaro na campanha presidencial quando ele era o “mito”, ao contrário de muitos tucanos. Talvez tenhamos perdido o governo em Minas Gerais por conta disso, com o senador Antonio Anastasia no segundo turno, porque optamos por não apoiar nem o PT e nem o Bolsonaro. Não é agora que eu vou fazê-lo’.

O senhor vai sair do partido?
De forma alguma, estou construindo o PSDB há mais de 30 anos. Essa é uma etapa da vida do PSDB, já passei por várias outras. Nós somos ainda o maior partido de Minas Gerais, o PSDB não foi construído ontem e nem anteontem e é no PSDB que nós vamos continuar fazendo política.

Desde 2018, o PSDB vem perdendo tamanho e protagonismo eleitoral. Vê chances de isso mudar em 2022?
Se prevalecer essa polarização, ela vai chegar a um exaurimento, fadiga, cansaço. O PSDB pode surgir com um projeto para o País, liberal na economia, inclusivo nas questões sociais, moderno nas relações internacionais, responsável na questão ambiental, com experiência de gestão, quadros qualificados. Não podemos sucumbir, ser levados ao apequenamento, à irrelevância. Eu espero que o PSDB possa, a partir dessas eleições, retomar um papel mais central no Congresso Nacional, e isso passa por uma candidatura razoavelmente competitiva. Como eu disse, a bola está com o governador de São Paulo.

Se Doria tiver um resultado ruim nas pesquisas durante a eleição, como foi com Alckmin em 2018, o senhor vai apoiar um candidato de outro partido?
Não dá para falar em suposição. Se o PSDB quiser ter um candidato, esse candidato tem de se mostrar viável e vamos ter tempo para isso ainda. O governador João Doria venceu as prévias para ser o pré-candidato do PSDB, não venceu para ser dono do PSDB, o PSDB é maior do que nós todos. Passou por outros momentos difíceis, tivemos uma eleição de 2018 difícil e continuamos aqui o PSDB.

O que acha da saída de Geraldo Alckmin do PSDB e sobre ele ter admitido considerar ser vice de Lula?
A trincheira tem de ser dentro do PSDB, lamento inclusive que o governador Geraldo Alckmin não tenha escolhido o campo do PSDB para fazer o seu projeto. Acho contraditória uma aliança com o PT, nós combatemos o PT a vida inteira, tanto ele quanto eu e muitos outros. Não porque não gostamos do Lula, o Lula é uma grande figura, um cara bacana para sentar e tomar uma cachaça. Eu tive uma ótima relação com ele durante oito anos, mas o PT faz muito mal ao Brasil. Nós temos de trabalhar para uma coisa diferente dos dois polos que estão aí hoje.

Moro pode ser o candidato da terceira via?
Qualquer cidadão pode disputar a Presidência da República. Eu não conheço bem o Sérgio Moro, acho até que há uma curiosidade no Brasil para saber o que ele pensa sobre economia, sobre relações internacionais do Brasil, questão ambiental, agronegócio, questões sociais. Eu acho que ele poderia prestar uma contribuição à transparência, que ele prega com muita força na sua campanha. Eu acho que ele é um candidato que o PSDB tem de estar dialogando também, até para que nós possamos conhecer um pouco melhor. Podia fazer um gesto, que seria acho que muito bem visto, pedir para que se torne pública todas aquelas gravações que foram feitas com os delegados, com os procuradores da República, muitas delas estão ainda em segredo, não foram divulgadas. São aquelas que o presidente Lula conseguiu com o ministro Lewandowski autorização para acessar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É uma entrevista tipo Piada do Ano. O deputado Aécio Neves, gravado legalmente pedindo propina num linguajar de baixo nível, repleto de palavrões, extorquindo claramente um empresário, agora se vê no direito de cobrar transparência ao juiz Moro, que foi gravado ilegalmente durante meses, sem que houvesse qualquer irregularidade sua. Se existisse uma mínima ilegalidade no proceder de Moro, ele seria crucificado em praça pública por Gilmar Mendes e a corja de políticos corruptos que Aécio integra. Certamente o neto de Tancredo Neves pensa (?) que os brasileiros não tem memória. “Oh, coitado!”, diria a atriz Gorete Milagres. Nós ainda não esquecemos, não. (C.N.)


Bolsonaro reconhece que Moro pode lhe tirar votos e define o ex-juiz como alvo preferencial

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro ataca Moro e chama ex-ministro de 'mentiroso, palhaço e sem  caráter'

Bolsonaro diz que Moro é “mentiroso” e “não tem caráter’

Jussara Soares
O Globo

O lançamento de candidaturas de centro levou Jair Bolsonaro e seus aliados a elegerem como alvo preferencial o ex-juiz Sergio Moro (Podemos). Em conversas reservadas, o presidente tem reconhecido que o seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública pode lhe tirar votos preciosos durante as eleições em 2022.

A estratégia ofensiva de Bolsonaro foi escancarada nessa quinta-feira durante a transmissão de sua live em que chamou o seu ex-ministro da Justiça de “mentiroso deslavado”. Moro lançou um livro em que afirmou que Bolsonaro teria comemorado a decisão que soltou o ex-presidente Lula porque isso o beneficiaria politicamente.

OFENSAS SEGUIDAS — “Falta de caráter é o mínimo que posso falar desse cara. Tem o direito de se candidatar e o povo vai saber se merece ou não o voto. Agora, fazer campanha na base da mentira? Aprendeu rápido a velha política, hein, Moro?” — disse o presidente.

Bolsonaro, segundo o relato de pessoas próximas, diz que prefere acreditar que a repercussão em volta da pré-candidatura do ex-juiz da Operação Lava-Jato é o efeito natural da novidade de sua entrada na política e ainda aposta no arrefecimento da pré-campanha de Moro, que deve ser alvo de ataques constantes do presidente.

POR SEIS MINUTOS – Ao longo da sua live, Bolsonaro falou de Moro por seis minutos ininterruptos, mostrando que seu confronto direto agora é com o seu ex-ministro, e não com o ex-presidente Lula, do PT, que lidera as pesquisas de intenção de votos. Segundo interlocutores de Bolsonaro, o embate entre o presidente e Lula pode ser adiado para um eventual segundo turno.

Conforme mostrou a colunista Bela Megale, Moro começará o ano eleitoral visitando o interior de São Paulo, onde Bolsonaro desponta como nome forte para 2022. O ex-juiz fará uma incursão no Vale do Ribeira, oeste do estado, onde o presidente foi criado.

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NOTA DA REDAÇÃO
 – O Vale do Ribeira é uma das regiões mais pobres de São Paulo. O candidato Sérgio Moro certamente irá lá para conferir o que Bolsonaro fez em benefício da terra natal dele. Mas na verdade o presidente nada fez(C.N.)

Confira o que pode ou não ser exigido durante a matrícula escolar

Documento visa a informar a população a respeito do cumprimento aos instrumentos de contrato e sobre assuntos relacionados à matrícula escolar. (Foto: Marcelle Cristinne)

em 3 dez, 2021 14:00

O Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Aracaju), órgão vinculado à Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania (Semdec), divulgou esta semana a Nota Orientadora nº 01/2021, documento que visa a informar a população, tanto os pais de alunos quanto os fornecedores de serviço educacional, a respeito do cumprimento aos instrumentos de contrato e sobre assuntos relacionados à matrícula escolar em instituições privadas.

Coordenador do Procon Aracaju, Igor Lopes explica que anota busca esclarecer algumas dúvidas recorrentes a respeito do processo de contratação. “Os principais pontos que a gente pode destacar sobre a nota é em relação aos materiais, já que há uma legislação que proíbe que o estabelecimento educacional solicite materiais de uso coletivo nas listas de materiais. Isso somente deve estar presente na lista de material individual do aluno, acompanhado, inclusive, do planejamento pedagógico anual”, detalha.

Uma outra questão, também destacada na nota, ressalta Igor, é sobre o que pode acontecer ao aluno caso o pai, ou responsável, atrase a mensalidade. A legislação veda que sejam aplicados nesses casos, ao aluno inadimplente, algum tipo de penalidade pedagógica

“Então ele não pode ser privado de assistir às aulas, ele não pode ser privado de nenhum tipo de atividade que seja desenvolvida na escola (provas, trabalhos). De igual modo, não pode a escola, ao final do ano letivo, ou no decorrer do ano letivo, caso o aluno queira desligar-se da instituição, ela não pode reter os documentos, não pode se negar a conceder declarações ou transferências escolares”, explica o coordenador.

Clique aqui para a ler na íntegra a Nota Orientadora nº 01/2021, do Procon Aracaju. A população pode contatar o órgão municipal de proteção do consumidor pelo (79) 3179-6040 ou pelo SAC 151, que funcionam das 8h às 13h, todos os dias úteis, ou também pelo email: procon@aracaju.se.gov.br.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Aracaju

Fabricantes de vacina trabalham para enfrentar a Ômicron; veja as ações de cada uma

Fabricantes de vacina trabalham para enfrentar a Ômicron; veja as ações de cada uma
Foto: Myke Sena / MS

A variante Ômicron ligou o sinal de alerta sobre a possibilidade de escapar à proteção das vacinas usadas pelo mundo. Ainda não há evidências sobre esse ponto. De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o desenvolvedor da vacina Pfizer e o ministro da Saúde de Israel afirmaram que alguma proteção a fórmula da farmacêutica fornece. Já o responsável pela vacina Moderna disse que o imunizante terá que ser adaptado para responder à nova variante.

 

A Ômicron é considerada uma “variante de preocupação” pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) e já foi detectada em todos os continentes. No Brasil, cinco casos estão confirmados, sendo dois deles no Distrito Federal.

 

Para responder à pergunta sobre a eficácia das vacinas perante a nova variante, as farmacêuticas estão testando, em laboratório, amostras de sangue de pessoas vacinadas contra a Ômicron. O esperado é que os resultados saiam na próxima semana. Paralelamente a isso, laboratórios anunciaram que se preparam para a criação de novas vacinas.

 

A reportagem listou as estratégias, de acordo com cada um dos fabricantes. Veja:

 

PFIZER/ BIONTECH

A farmacêutica americana Pfizer informou que já começou a avaliar o impacto na variante Ômicron na eficácia da vacina. A expectativa é que os resultados estejam disponíveis ainda no mês de dezembro. Somente após isso, a empresa vai avaliar se será preciso desenvolver uma nova versão da vacina.

 

Segundo a farmacêutica, caso seja necessário uma nova vacina, o desenvolvimento será feito em seis semanas e a produção, em cem dias a partir da fórmula pronta.

 

JANSSEN (JOHNSON & JOHNSON)

A Janssen está avaliando a eficácia do seu imunizante contra a Ômicron e, ao mesmo tempo, desenvolve uma vacina específica para a variante.

 

“Começamos a trabalhar para projetar e desenvolver uma nova vacina contra a Ômicron e vamos progredir rapidamente em estudos clínicos, se necessário”, disse Mathai Mammen, chefe global de pesquisa da farmacêutica.

 

MODERNA

A farmacêutica Moderna também afirmou que está trabalhando em um redesenho de sua vacina contra a Covid-19 para futuras doses de reforço. Mas o CEO da Moderna, Stéphane Bancel, afirmou à CNBC, que pode levar meses para começar a vender uma eventual vacina, traz a repoategm.

 

OXFORD/ASTRAZENECA

No dia 30 de novembro, a Universidade de Oxford disse que não há evidências de que as vacinas contra o coronavírus não funcionarão para prevenir casos graves da Ômicron, mas acrescentou que está pronta para desenvolver rapidamente uma versão atualizada caso seja necessário.

 

A AstraZeneca já está fazendo pesquisas em Botsuana e em Essuatini (Suazilândia) — países onde a nova variante foi detectada.

 

CORONAVAC

Em entrevista à CBN, Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan, disse que o instituto já coletou amostras de dois dos pacientes brasileiros contaminados pela Ômicron e os testes foram iniciados. Segundo ela, o resultado deve sair entre duas e três semanas.

 

A Sinovac, fabricante da Coronavac, disse que ainda está avaliando se o imunizante funciona contra a nova variante ou se será necessário desenvolver uma nova vacina.

 

SPUTNIK

Na última segunda-feira (29), a Rússia disse que estará pronta para fornecer vacinas de reforço para proteção contra a nova variante, se necessário.

 

“O Instituto Gamaleya acredita que a Sputnik V e a Light neutralizarão a Ômicron, pois têm maior eficácia em relação a outras mutações”, disse Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF), por meio da conta oficial da Sputnik V no Twitter.

Gleisi diz que voto de petistas a favor da PEC dos precatórios não foi discutida com direção

por Vitor Castro

Gleisi diz que voto de petistas a favor da PEC dos precatórios não foi discutida com direção
Foto: Reprodução / Agência Senado

A presidente nacional do PT  Gleisi Hoffmann criticou os senadores baianos que votaram a favor do texto da PEC dos Precatórios nesta quinta-feira (2). Pelo Twitter, Gleisi disse que a proposta de emenda é um erro político.  Além de Otto Alencar e Ângelo Coronel, do PSD, o senador petista Jaques Wagner, também referendou a proposta. 

 

Para a deputada federal, "a aprovação  da PEC dos Precatórios no Senado, com ou sem emenda, é um erro político, prejudica o país e não garante proteção aos mais pobres", publicou. Gleisi  foi firme na publicação e continuou. "Nada foi discutido com a direção do PT. Correta é a posição da bancada do PT na Câmara contra esse absurdo”, twittou. 

 

Na manhã desta sexta-feira (3), o governador Rui Costa considerou como positivas as mudanças feitas no texto base da PEC (reveja). De acordo com o petista, o texto aprovado não prejudica a Bahia já que os dez milhões de reais voltados para a Educação no estado foram excluídos do limite de pagamento. "Diferente do texto da Câmara que incluía isso. Por tanto, a Bahia não iria receber esse dinheiro em 2022 e não se sabia quando ia receber. O texto aprovado ontem tirou isso e, por tanto, não prejudicou diretamente o estado.  Achamos que esse texto é imensamente melhor do que o anterior", disse.

 

O texto aprovado nesta quinta-feira (3), contou com os votos dos três senadores da Bahia. Os votos vieram, principalmente, após mudanças sugeridas por lideranças da oposição, em trazer maior clareza à distribuição dos cerca de R$ 90 bilhões que serão liberados no orçamento da União com a aprovação da emenda (reveja). 

PSB diz a Alckmin que Lula pode vencer no 1º turno caso o tenha como vice


por Julia Chaib e Ranier Bragon | Folhapress

PSB diz a Alckmin que Lula pode vencer no 1º turno caso o tenha como vice
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Integrantes do PSB mostraram a Geraldo Alckmin, em vias de se desfiliar do PSDB, resultado parcial de pesquisas internas com o impacto no eleitorado da Grande São Paulo caso o ex-governador se junte como vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

De acordo com esses políticos, o levantamento mostra que Lula ganharia votos em São Paulo com o apoio do ainda tucano, que governou o estado por quatro mandatos, o que o levaria a ficar mais próximo de uma vitória em primeiro turno.
 

Por outro lado, a mesma pesquisa teria mostrado que Alckmin perderia cerca de metade do eleitorado caso decida mesmo se aliar ao petista.
 

O levantamento foi feito na tentativa de subsidiar a decisão de Alckmin de ir para o PSB e tentar convencê-lo de que o projeto nacional é um bom negócio.
 

O esforço é feito enquanto as direções das siglas conversam sobre os termos de uma eventual aliança na disputa presidencial e da formação até de uma federação entre partidos de centro-esquerda.
 

Em reunião na quarta-feira (1º), o presidente do PSB, Carlos Siqueira, reiterou à presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), que o partido gostaria de ter o apoio dos petistas para concorrer ao governo de seis estados em 2022 como condição para se unir a Lula.
 

À reportagem Gleisi confirma que Siqueira reforçou o pedido de apoio nesses locais, mas afirma que esta não é uma exigência para que as conversas prossigam. Ela reconhece, porém, que a situação mais delicada é São Paulo.
 

Durante a reunião de quarta, Gleisi disse a Siqueira que o PT não pediu a Alckmin que se filie ao PSB nem que o partido aliado faça essa solicitação. Se o ingresso de Alckmin no partido aliado vier a ocorrer, diz Gleisi, o PT estará aberto a conversar.
 

Quem esteve com o tucano nos últimos dias disse ter sentido o ex-governador de São Paulo bastante indeciso. A expectativa de pessoas próximas a Alckmin é a de que ele se desfilie do PSDB nos próximos dias, mas que demore a escolher o novo partido.
 

A própria presidente do PT diz que Lula afirmou internamente que só anunciará oficialmente se será candidato em fevereiro ou março.
 

Conforme publicou o jornal Folha de S.Paulo no mês passado, o PSB quer o apoio do PT para seus candidatos a governador no Acre, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco, além de São Paulo, onde o partido pretende lançar o ex-governador Márcio França.
 

Para isso, o PT teria de retirar a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT), o que tem se mostrado um importante ponto de divergência entre as duas siglas.
 

No Espírito Santo, o PSB quer que os petistas não lancem candidato e fiquem neutros na disputa.
 

Gleisi diz que o PT está conversando sobre essas costuras, mas que não há nenhuma condição imposta na negociação.
 

"Nunca é faca no pescoço. Política é processo. Requer o exercício de ceder. Ele coloca os interesses que eles têm e como a gente pode trabalhar para chegar a um bom termo. Se vamos chegar, não sabemos", disse.
 

A prioridade do PT, segundo Gleisi, é a candidatura de Lula, mas o partido também demonstra interesse em composições no Rio Grande do Norte, para lançar Fátima Bezerra (PT) à reeleição, na Bahia, no Piauí e em outros estados.
 

A reunião desta quarta teve como pano de fundo o debate sobre a formação de uma federação que una PT ao PSB. Ambos os partidos deram inícios a discussões internas.
 

Além do encontro com Gleisi, Siqueira recebeu nesta quarta a bancada do PSB na Câmara. Dos 25 parlamentares presentes, só o deputado Heitor Schuch (RS) foi contra a federação, sob o argumento de divergências no estado.
 

Siqueira disse que convocou para a próxima semana uma reunião com os dirigentes estaduais do partido, para tratar das eleições, e que o tem federações deve ser abordado.
 

"Há apoio da bancada, mas essa não é uma decisão que não é da bancada, mas da direção do partido, e isso será levado à direção no momento oportuno", disse Siqueira. "Esse é um assunto sério e não pode ser decidido de afogadilho."
 

O PT também reuniu a bancada de deputados federais e estaduais e, ainda em dezembro, deve reunir a Executiva e o diretório nacional do partido para deliberar sobre o assunto.
 

A federação partidária é uma novidade da legislação, tendo sido aprovada pelo Congresso neste ano como forma de salvar alguns partidos da extinção.
 

Ela tem o objetivo também de driblar, em termos, a proibição de que as siglas façam coligações para disputar as vagas na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas.
 

Nas coligações, os partidos se uniam só para disputar a eleição, em acertos que variavam de estado a estado. Abertas as urnas, eles não tinham nenhum compromisso entre si.
 

Já nas federações, os partidos que a compõem são obrigados a atuar de forma unitária nos quatro anos seguintes, nos níveis federal, estadual e municipal, sob pena de sofrerem várias punições.
 

Essa união em coligações ou federações é importante para vários partidos pois o sistema de eleição atual, o proporcional, distribui as cadeiras do Legislativo com base nos votos obtidos por todos os partidos que formam a chapa. Ou seja, quanto mais robusta a união, mais chance de eleger parlamentares.
 

Além disso, os partidos que não atingirem no mínimo 2% dos votos válidos nacionais para a eleição para a Câmara em 2022 perdem direito a mecanismos essenciais à sua sobrevivência, como verba pública e espaço na propaganda.

Bahia Notícias

Confiante para 2022, Luiz Caetano diz que evento de ACM Neto foi 'muito fraco'

por Anderson Ramos, de Barra / Lula Bonfim

Confiante para 2022, Luiz Caetano diz que evento de ACM Neto foi 'muito fraco'
Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

O secretário estadual de Relações Institucionais, Luiz Caetano (PT), minimizou o evento, realizado nesta quinta-feira (2), que lançou a candidatura de ACM Neto (DEM) ao governo da Bahia. Segundo ele, em entrevista ao Bahia Notícias nesta sexta (3), a representatividade da festa adversária foi “muito fraca”.

 

“Foi muito fraca a representatividade do evento feito por um dos nossos adversários. Quem tem que se preocupar com ele é Roma e ele tem que se preocupar com Roma. Nós queremos é consolidar cada vez mais o nosso projeto, para que a gente possa sair vitoriosos com [Luiz Inácio] Lula [da Silva] presidente e [Jaques] Wagner governador”, afirmou Caetano.

 

Ao mesmo tempo, o titular da Secretaria de Relações Institucionais da Bahia (Serin) comemorou o evento de inauguração da ponte que liga os municípios de Barra e Xique-Xique, no sertão baiano, que reuniu diversas lideranças políticas do estado nesta sexta-feira. Para ele, é uma demonstração de força do grupo liderado pelo governador Rui Costa (PT) e dá sinais de que a vitória de Wagner pode vir ainda no primeiro turno em 2022.

 

“O que é importante é a consolidação da nossa aliança. Foi um evento muito forte para a política da Bahia, para o nosso projeto político, que hoje dispara com muita força para ganhar as eleições, como disse Leão, ainda no primeiro turno, se Deus quiser”, comentou o secretário.

 

Caetano também falou sobre possíveis migrações de partidos da base de apoio de ACM Neto para a base de apoio de Wagner. O titular da Serin assumiu o interesse no apoio do MDB e também se disse aberto a negociar com o Republicanos. Ambos os partidos assumem que ainda estão discutindo em qual palanque subirá em 2022.

 

“Não fechou nada com o MDB, mas é um partido que a gente tem interesse que venha para a base, para apoio ao nosso governador Jaques Wagner”, assumiu. “Nós estamos sempre abertos para conversar com todos os partidos. Se o Republicanos topar uma conversa conosco, nós vamos conversar sim. Wagner, eu, Otto ou Rui… Qualquer um de nós está à disposição para fazer essa conversa”, completou.

 

Por fim, o titular da Serin contou que uma possível reforma administrativa não tem sido discutida no governo. Na avaliação de Caetano, as secretarias estaduais “estão andando bem”.

Bahia Noticias

A Bíblia e a Constituição: O difícil é descobrir e interpretar a essência dos textos

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Mendonça equilibrou-se entre os cristais durante sabatina

Pedro do Coutto

Ao ter o seu nome aprovado ontem pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça destacou a sua posição de evangélico, mas frisou que em sua visão, aliás, visão universal, o Estado é laico e por isso a sua atuação vai se reger por esse princípio fundamental.

Mas André Mendonça destacou a frase “na vida, a Bíblia, no Supremo, a Constituição”. São pontos básicos de um tipo de comportamento humano contra o qual não se pode dizer nada, mas o difícil não é seguir a Bíblia ou seguir o que está escrito na Constituição.

NECESSIDADE DO DEBATE – O essencial e eterno é a capacidade de interpretar os pontos do que está escrito e decidir, considerando o ângulo da diversidade das situações humanas. Pois se fosse apenas para seguir o que está redigido na Constituição Federal não haveria necessidade de um debate profundo sobre as questões contidas de forma menos aparente na Carta Magna.

Não só no Brasil, mas nos Estados Unidos também e nos demais países democráticos. André Mendonça recebeu votos da oposição, inclusive o PT abriu a questão. O comando petista provavelmente considerou melhor não criar problemas para a nomeação de Jair Bolsonaro do que partir para um lance de atrito que tanto poderia não mudar o resultado, quanto redundar numa outra indicação menos flexível do que a de André Mendonça. A respeito deste tema, lembro uma frase curiosa de Benedito Valadares, do PSB, mineiro,porém não muito próximo de Tancredo Neves.

Tancredo, em 1960, perdeu o governo de Minas para Magalhães Pinto: Benedito Valadares deixou escapar “é melhor um adversário cordial do que um correligionário hostil”. O PT de Lula da Silva deve ter, se não conhece a frase, agir no que identificou ser uma essência importante para o seu comportamento. Se está certo ou errado é outra coisa, mas o que aconteceu foi isso.

INTERPRETAÇÃO DINÂMICA – Mas falei em interpretação e identifiquei a essência dos textos e das situações humanas. A Constituição Federal diz expressamente que os salários são irredutíveis. Porém, uma forma de reduzi-los é reajustá-los em índices inferiores ao da inflação. Portanto, a interpretação constitucional tem que ser dinâmica, pois caso contrário estará confundindo valores nominais com valores reais. Este é um exemplo. Como num rio transcorre uma sequência interminável de outros.

O ministro André Mendonça é muito mais político do que se pensava. Na sabatina ele sinalizou pontos sensíveis que marcam o comportamento das diversas correntes partidárias. Escapou de uma definição mais incisiva sobre do período que sucedeu o Ato Institucional número 5.

CPI DA PANDEMIA – Ao mesmo tempo, manifestou-se favorável ao resultado da CPI presidida pelo senador Omar Aziz. Fez ressalvas à criminalização da política, assumindo posição à favor da independência dos poderes. Essa colocação agradou aos parlamentares que são acusados pelo STF.

Enfim, equilibrou-se entre os cristais. Saiu-se bem, levou a sua família para a sabatina, o que não é usual, visando com isso sensibilizar parlamentares que estivessem pendentes a se manifestar contra o seu nome.

Há bandeiras abandonadas por Bolsonaro que Moro agora pode recuperar e valorizá-las

Publicado em 3 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Recursos dos Precatórios do FUNDEF começam cair nas prefeituras da região |  60 Graus

Charge do Nani (nanihumor.com)

Merval Pereira
O Globo

Não há mais a menor dúvida de que o surgimento de Sergio Moro como pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos provocou, no mínimo, um toque de alerta nos até agora favoritos, o ex-presidente Lula e o presidente Bolsonaro. Os dois se preparam para lutar entre si, cada um achando que o outro é o adversário mais fácil de ser derrotado.

Basta ver que tanto petistas quanto bolsonaristas escolheram Moro como alvo principal da campanha que finge não ter começado ainda, mas está a pleno vapor, comendo etapas num processo acelerado. O PT começou um movimento para garantir a eleição de Lula no primeiro turno, igualando Moro a Bolsonaro, e aí mora o perigo.

HERÓI BRASILEIRO – Moro virou herói de milhões de brasileiros ao lutar contra a corrupção institucionalizada, enfrentando os poderosos da época, leia-se Lula e o PT. Para esses, Moro como juiz construiu sua reputação e realizou sua grande obra, a Operação Lava-Jato.

Com a publicação de seu livro e as várias entrevistas que tem dado, Moro já se mostrou disposto a encarar o grande desafio de enfrentar a campanha de desmoralização que foi armada contra ele, “com Supremo, com tudo”, como pregava o ex-líder de todos os governos Romero Jucá.

Como mostram também as pesquisas de opinião, há um grande contingente de eleitores que não compraram a narrativa de que houve injustiça contra o ex-presidente Lula e de que o então juiz Moro foi parcial nos julgamentos. A campanha se encarregará de relembrar os acontecimentos. Caberá a ele confirmar a fidelidade desses que empolgou como juiz e agora busca cativar como candidato.

NICHO DE VOTOS – Há uma grande variedade, entretanto, nesse nicho em que Moro terá de buscar votos. Há os que estão desenganados pela atuação de Bolsonaro, que recuou em todos os compromissos assumidos de combate à corrupção; há os que votaram contra o PT, e não a favor de Bolsonaro, e hoje estão abertos a uma alternativa que veste bem em Moro.

Há também as viúvas do PSDB original, sem alternativa a esta altura, que levam em consideração até mesmo votar em Lula contra Bolsonaro; e há os que gostariam de ver em Moro um Bolsonaro 2.0, a versão original do justiceiro que elegeram em 2018 e depois se entregou ao Centrão.

Há ainda eleitores que sempre votaram no PSDB porque não havia alternativa eleitoralmente viável mais à direita, liberal-conservadora, e preferem votar em Bolsonaro a apoiar um candidato simpático a ideias que consideram de esquerda, como as políticas identitárias. Mas nunca confiaram realmente nos tucanos como adversários do petismo e, como o ministro Paulo Guedes diz, os consideram sociais-democratas da mesma linhagem dos petistas.

MESMA CORAGEM? – “Será que, como político, veremos a mesma coragem e coerência do juiz?”, perguntam-se alguns. Muitos não veem em Moro a capacidade política de enfrentar em vantagem Lula e o PT, ficam em dúvida ao constatar o que classificam de “timidez” diante daqueles que, no Supremo e na Procuradoria-Geral da República, trabalharam para desfazer sua obra e conspurcar sua biografia.

Para esse grupo, se o candidato Moro espera efetivamente conquistar um espaço político na centro-direita capaz de lhe alçar ao segundo turno, terá de demonstrar, com ênfase, sua indignação contra os que envergonharam a Justiça brasileira.

BANDEIRAS À DISPOSIÇÃO – As manifestações do 7 de Setembro, que acobertaram uma clara tentativa de golpe autoritário contra o Supremo, que se contrapunha à distribuição em massa de fake news e aos avanços de grupos autoritários sobre a democracia instigados por Bolsonaro, tinham como bandeiras principais, na definição desse nicho direitista, a defesa da liberdade de expressão e críticas a ações que consideravam eticamente vexaminosas e autoritárias do Supremo.

Se o candidato Moro se dispuser a vestir a fantasia de Bolsonaro 2.0, poderá tirar eleitores do presidente, mas pode também se confundir com os extremistas.

Para avançar no campo da centro-direita, terá de se contrapor ao Bolsonaro de 2022 e reafirmar compromissos que foram abandonados por ele em 2018. Terá de trilhar esse caminho delicado com o cuidado de um equilibrista. Coisa de quem tira a meia sem tirar o sapato, como se diz de políticos hábeis.

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