quinta-feira, dezembro 02, 2021

O que está por trás da inflação e da desaceleração do crescimento do país desafia os candidatos

TRIBUNA DA INTERNET | Piada do Ano! Guedes, o otimista, diz que inflação cairá para 7% no acumulado até o fim do ano

Charge do Cazo (Arquivo Google)

Vandré Kramer
Gazeta do Povo

As expectativas em relação à inflação, à taxa de juros e ao crescimento da economia brasileira, tanto em 2021 quanto em 2022, estão se deteriorando há várias semanas. O problema não está só nas previsões: os números mais recentes indicam que a economia está mesmo em desaceleração. Pelo menos cinco choques – alguns com origem externa e outros próprios do Brasil – explicam esse movimento.

As projeções para a inflação neste ano estão em alta há 33 semanas, segundo levantamento do Banco Central. O ponto médio (mediana) das expectativas das instituições financeiras está em 10,12% – o que significaria uma leve melhora em relação ao IPCA acumulado em 12 meses até outubro (10,67%). Para o ano que vem, cuja projeção sobe há 18 semanas, a sinalização mais recente é de uma alta de 4,96% nos preços.

CRISE INDUSTRIAL – Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, cujas projeções caem há seis semanas, a mediana aponta para alta de 4,8%. Para 2022, o mercado espera crescimento de apenas 0,7%, após sete semanas de rebaixamentos.

Os últimos dados do desempenho do PIB não foram os mais animadores: no segundo trimestre, o indicador recuou 0,1%. E o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), construído a partir de dados de diferentes setores, encolheu 0,14% no terceiro trimestre.

A desaceleração, segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, se deve à retração da indústria – prejudicada principalmente pela falta de matérias-primas e componentes – e do comércio e da estabilização da produção agropecuária, ao passo que os serviços ainda crescem.

PREVISÕES DÍSPARES – O governo federal busca se afastar dos prognósticos mais pessimistas, mas também andou ajustando suas projeções e agora espera um pouco mais de inflação e um pouco menos de crescimento. Ainda assim, o cenário desenhado pela equipe econômica continua mais favorável que o do mercado financeiro.

Os cinco choques que explicam o avanço dos preços e a piora da atividade econômica e da percepção de empresas, consumidores e investidores são os seguintes, segundo o economista Samuel Pessôa, sócio e diretor do Julius Baer Family Office (JBFO):

O aumento nas commodities; as pressões fiscais; o descompasso entre oferta e demanda de bens; a desorganização do setor de serviços; e o baixo nível dos reservatórios e o alto preço da energia.

AUMENTO NAS COMMODITIES – Um fenômeno que surgiu antes da crise da pandemia e que se acentuou com ela foi o aumento no preço das commodities. As raízes estão na recomposição do rebanho suíno na China, que enfrenta casos de peste suína africana desde 2018.  E, essa mudança veio com uma transformação: granjas altamente industrializadas ocuparam o espaço de uma produção mais simples, demandando mais milho e soja.

Dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) mostram que entre janeiro e outubro, a segunda maior economia mundial comprou US$ 25 bilhões em soja brasileira, 22% mais que no mesmo período do ano passado.

Outra commodity que teve forte expansão foi o minério de ferro. O material é demandado principalmente pelas siderúrgicas chinesas, que produzem aço para a indústria da construção. Nos dez primeiros meses do ano, o país asiático importou US$ 25,6 bilhões em minério de ferro, 77% mais do que no mesmo intervalo de 2020.

FERRO E PETRÓLEO – Mas, nos últimos tempos, a crise no mercado imobiliário e a reorientação da política econômica chinesa fizeram com que o preço do ferro posto na China tivesse uma queda de quase 20% em 12 meses, de acordo com o jornal britânico Financial Times (FT).

Mas um dos maiores impactos e que até agora está sendo sentido é no preço do petróleo. O desarranjo entre oferta e demanda mundial causou uma alta de 111% em dólar nos últimos 12 meses no barril do tipo Brent, segundo o FT.

A alta do petróleo levou a sucessivos reajustes dos preços dos combustíveis no Brasil. A gasolina ficou 43% mais cara em um ano, segundo os dados mais recentes do IBGE, de outubro. O diesel subiu 41%. E o gás de cozinha, 38%.

COTAÇÃO DO REAL – O mecanismo que assegurava a valorização das moedas locais dos países emergentes frente ao dólar durante o ciclo de alta nas commodities, como ocorreu na primeira década do século, não funcionou desta vez.

 Do início do ano até o fim de outubro, o real perdeu quase 7% do seu valor frente à moeda norte-americana. O esperado seria que o real se valorizasse, dada a entrada de dólares no país provocada pelas exportações.

Com isso, a população ficou só com a parte ruim da alta das matérias-primas – a inflação. “O aumento das commodities acabou sendo repassado ao bolso do consumidor”, diz Samuel Pessôa.

PRESSÃO FISCAL – O principal motivo, segundo o economista, foi a forte pressão fiscal que a maioria dos países teve para atender às necessidades geradas pela pandemia. No caso do Brasil, ela chegou a 10% do PIB.

Pessôa diz que a desvalorização do real também foi acentuada por ameaças ao equilíbrio das contas públicas, como a questão dos precatórios, o teto dos gastos e as discussões sobre o Orçamento de 2022. “Sabia-se da necessidade de um extrateto, mas não se imaginava um ataque ao teto de gastos como o que ocorreu.”

O economista, entretanto, acredita que alguma correção de rumo deva ocorrer nas próximas semanas, já que a sociedade não admite mais a inflação como forma para driblar o conflito distributivo existente no Brasil. “A PEC dos precatórios ‘feriu’ o pagamento das dívidas de pequeno valor e mexeu nos parâmetros do teto de gastos, de forma casuística.”

Este cenáriodeve fazer com que em 2023 haja uma discussão mais aprofundada sobre o ajuste fiscal. “É um problema que está sendo empurrado de um ano para outro”, ressalta Pessôa.

 OFERTA E DEMANDA – Um dos primeiros reflexos da pandemia foi o distanciamento social. “Foi quase um ano e meio ficando primordialmente em casa”, diz Pessôa. Isso gerou mudança de hábitos entre as famílias: o consumo de bens aumentou em detrimento do de serviços, que foram afetados pela drástica redução na mobilidade.

 Segundo a Ebit/Nielsen, o comércio eletrônico atingiu no primeiro semestre de 2021 o maior patamar histórico de vendas: R$ 53,4 bilhões, um crescimento de 31% em relação a igual período de 2020. O número de pedidos aumentou 7% e o valor médio das compras teve um incremento de 22%.

Enquanto isso, o distanciamento social e as medidas restritivas tiveram um impacto negativo no setor de serviços, que chegou a encolher 19% em maio do ano passado, comparativamente a igual época de 2019, segundo o IBGE.

PERFIL DE CONSUMO – Pessôa lembra que essa mudança no perfil de consumo foI acompanhada por um forte crescimento na procura por bens, o que ampliou a produção nas fábricas. A expansão acumulada na produção industrial teve um incremento de 6,4% nos 12 meses encerrados em setembro, comparativamente a igual período anterior.

“Houve uma retomada em V e a indústria veio bombando. Isto exigiu mais chips, energia, infraestrutura portuária….”, aponta ele. O problema é que a quebra de cadeias globais, provocada também pela pandemia, impediu as manufaturas do mundo todo de dar conta dessa retomada em V.

O resultado é a escassez global de matérias-primas e componentes, como os semicondutores, que obrigam fábricas que dependem deles – como as montadoras de veículos – a interromper a produção, com consequências sobre a atividade econômica como um todo.

SERVIÇOS DESORGANIZADOS – Outro impacto causado pelo isolamento social foi a desorganização no setor de serviços. Os prestados às famílias ainda não se recuperaram e acumulam uma retração de 5,6% nos 12 meses encerrados em agosto, segundo o IBGE.

 “É um fenômeno comum a todos os países. As restrições à mobilidade desorganizaram os serviços. E a normalização da demanda está ocorrendo em cima de uma oferta desorganizada”, diz Pessôa.

Um dos reflexos é o aumento nos preços dos serviços. As passagens aéreas, impulsionadas pela alta nos combustíveis, tiveram uma alta de 50% nos 12 meses encerrados em outubro; o transporte por aplicativo subiu 37% e os consertos e manutenção, 11%. Para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), no momento, uma das principais dores de cabeça do setor é com a alta de preços de alimentos e bebidas, que atinge 12% em 12 meses.

ENDIVIDAMENTO SETORIAL – Outra preocupação é com o endividamento setorial. “Além da inflação, continuamos preocupados com o alto nível de endividamento das empresas. A alta da Selic trouxe problemas para quem pegou empréstimo na crise, principalmente os que aderiram ao Pronampe em 2020. Quem pegou o crédito a 3,25% de juros ao ano agora está pagando 9%, por causa da indexação à Selic”, diz o presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci.

A energia é um dos fatores que contribuem para ampliar a inflação mundial. O preço do petróleo mais que dobrou nos últimos meses. Mas, no Brasil, há um componente particular: o pior cenário hídrico em 91 anos causou um aumento de mais de 30% na energia elétrica nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

E a falta de chuva obrigou a um forte aumento na geração termelétrica, muito mais cara, pressionando ainda mais a inflação. Esse cenário foi um dos determinantes para que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) promovesse sucessivos aumentos na taxa básica de juros, a Selic, o que deve ter reflexos negativos sobre investimento e consumo.

SEM RACIONAMENTO – O nível dos reservatórios melhorou recentemente, o que, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), afastou o risco de racionamento e apagões. Porém, a situação está longe de ser confortável: na quinta-feira (18), os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste – responsáveis por 70% da capacidade de armazenamento do setor elétrico – ocupavam somente 18,81% do volume máximo.

E o custo elevado da energia elétrica deve persistir. A perspectiva, por ora, é de forte aumento de preços no ano que vem, uma vez que as cobranças de valores adicionais do consumidor, dentro do sistema de bandeiras tarifárias, não estão sendo suficientes para compensar o aumento de custos do setor. Um memorando da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica a possibilidade de aumento de 21% na conta de luz em 2022.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Senado aprova PEC dos Precatórios, que viabiliza Auxílio Brasil, e o texto volta à Câmara

Publicado em 2 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Judas vende

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

Marcela Mattos
G1 — Brasília

O Senado aprovou nesta quinta-feira (2) a proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC dos Precatórios, principal aposta do governo para bancar o programa social Auxílio Brasil. A expectativa do governo é que o projeto deve abrir espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento. É uma parte desses recursos que será usada para bancar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.

O texto já havia sido aprovado pela Câmara. Entretanto, como sofreu alterações na tramitação pelo Senado, a PEC voltará a ser analisada pelos deputados.

DÍVIDAS JUDICIAIS – Precatórios são dívidas da União reconhecidas pela Justiça. A PEC limita o pagamento anual dessas dívidas, ou seja, permite ao governo reduzir o valor que terá que desembolsar nos próximos anos para cumprir essas decisões judiciais.

O dinheiro que deixará de ser usado para pagar precatórios, portanto, será usado pelo governo para financiar o pagamento do Auxílio Brasil.

Outra mudança feita pela PEC é no período para o cálculo de inflação a ser considerada para o reajuste do teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas do governo. Com a mudança, será maior o índice de inflação a ser considerado para o reajuste do teto em 2022. Isso também permite ampliar o limite de gasto do governo no ano que vem.

OPÇÃO MENOS RUIM – No mesmo dia da aprovação na CCJ, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a PEC dos Precatórios é a opção “menos ruim” para o Brasil no momento.

Também na terça-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou que a solução encontrada pelo governo para bancar o Auxílio Brasil cobrou um preço “muito grande” em termos de credibilidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Os parlamentares que aprovaram essa proposta não levaram em conta que os precatórios a serem pagos em 2022 tornaram-se dívida pública em 30 de junho deste ano. Isso significa que têm direito adquirido de receberem em 2022, na ordem cronológica de inscrição do precatório. Seus titulares, é claro, devem recorrer à Justiça, porque, em busca de votos, o governo está fazendo caridade com o dinheiro alheio. É exatamente isso que está acontecendo. E quem vai pagar é o próximo governo, com juros e correção monetária. Vamos aguardar o grande número de ADINs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade. (C.N.)

PIB negativo: Brasil entra em recessão | Prédio da ONU isolado em NY | A Fazenda 13

 

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Corte Especial do STJ aceita denúncia contra desembargador por crime de corrupção

Corte Especial do STJ aceita denúncia contra desembargador por crime de corrupção
Foto: Divulgação

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) Robson Luiz Albanez, por crime de corrupção. A sessão foi realizada nesta quarta-feira (1º) e durou mais de 7 horas. 

 

O STJ determinou o afastamento cautelar das funções públicas por ele ocupadas até o fim do processo. Investigado na Operação Naufrágio, o magistrado passa a ser réu na Ação Penal (APN) 623 juntamente com outras 14 pessoas acusadas de integrar esquema de venda de decisões judiciais na Corte estadual.

 

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo lembrou que as investigações tiveram origem no Inquérito 589, que apurou a prática de comercialização de sentenças ocorrida no tribunal capixaba em 2008. Em fevereiro de 2010, o MPF apresentou denúncia contra 26 pessoas. No entanto, apenas 15 delas constam da APN 623 – cinco pessoas morreram, e os crimes de outras seis prescreveram por terem completado 70 anos de idade.

 

Segundo as investigações, faziam parte do esquema quatro desembargadores à época, um juiz de direito, um procurador de Justiça, serventuários da Justiça capixaba, e ainda advogados e alguns de seus clientes, que aceitavam pagar por sentenças favoráveis às suas demandas no TJES.

 

De acordo com a subprocuradora, o prazo alongado para o início do julgamento do recebimento da denúncia teve relação direta com as sucessivas manobras apresentadas pelas defesas. “Em determinado momento, o MPF achou que poderia desmembrar o processo e mandar para a Justiça estadual do ES e ficar no STJ apenas o atual desembargador [Robson Luiz Albanez], mas o STF entendeu que todo o processo teria de ficar no STJ”, disse a subprocuradora-geral, que reconheceu a importância do julgamento conjunto dos réus porque todos os atos foram em conluio, principalmente os praticados pelo desembargador e pelos advogados.

 

O ministro Francisco Falcão acatou o pedido do MPF para afastar cautelarmente o desembargador Robson Albanez. A fundamentação seria por ele estar envolvido em suposto crime contra a administração pública, praticado no contexto de generalizada negociação de decisões judiciais, cometidos por diversos grupos de uma possível organização criminosa que teria se instaurado na cúpula do Poder Judiciário capixaba.

 

“Embora os fatos tenham ocorrido há mais de 12 anos, tendo o denunciado sido promovido em 2014 ao cargo de desembargador daquela Corte, considero inviável, a partir deste momento, a continuidade do exercício desta função pública. Principalmente, pela gravidade do delito do qual é acusado o referido magistrado”, afirmou.

 

Em dezembro de 2010, o MPF denunciou 26 pessoas, entre magistrados e servidores do TJ-ES, membro do Ministério Público estadual, advogados e alguns de seus clientes. A denúncia tem por base o Inquérito 589/DF no STJ, que culminou na Operação Naufrágio. Nas investigações foram apurados indícios da prática de infrações penais por autoridades do Poder Judiciário no Espírito Santo descobertos na Operação Titanic. A denúncia narra a existência de esquema de corrupção no tribunal capixaba para a comercialização de decisões judiciais.

 

Para viabilizar a atividade criminosa, os denunciados organizaram uma rede no TJ-ES após a posse de Frederico Pimentel como presidente do tribunal, que manteve o procedimento manual de distribuição de processos. Dessa forma, os de seu interesse eram direcionados para os magistrados integrantes do esquema.

 

Investigações revelaram a ocorrência de intervenções em ações judiciais, transformando o TJES em rentável balcão de negócios. O início se dava no protocolo da petição, passando pelo sorteio viciado do relator, até o julgamento do feito, que culminava em decisão conforme interesses próprios ou de terceiros em troca de vantagens pecuniárias.

 

A função dos advogados era a de recrutar os clientes interessados no sucesso de suas demandas, o que significava o recebimento de honorários advocatícios e de propinas para eles próprios e para os funcionários públicos.

Bahia Notícias

Desembargador é filmado em momento íntimo durante sessão do TJDFT

 

Desembargador é filmado em momento íntimo durante sessão do TJDFT
Foto: Divulgação

Um vídeo que circula nas redes sociais e transmite parte de uma sessão da 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) revela um momento de intimidade entre o desembargador João Egmont Leôncio Lopes e sua esposa. No vídeo, a mulher se aproxima do desembargador e senta no colo dele. Ao perceber que a câmera estava ligada, ela se levanta, desconfiada e, em seguida, o desembargador fecha a tela.

 

Segundo o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, muitos internautas especularam sobre as cenas e sobre quem seria a mulher. O presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis), Sebastião Coelho da Silva, confirmou à coluna Grande Angular que os dois formam um casal. “Pude confirmar que era a esposa do desembargador, mas não sei as circunstâncias". Ao portal, o TJDFT confirmou que a mulher era de fato a esposa do desembargador, que ela não é servidora do tribunal e que o fato  “não gerou qualquer prejuízo aos trabalhos da sessão“.

Depois de mudanças no texto-base, senadores baianos votam a favor da PEC dos Precatórios

por Felipe Dourado, de Brasília

Depois de mudanças no texto-base, senadores baianos votam a favor da PEC dos Precatórios
Foto: Divulgação/ Senado

Aprovada em segundo turno no plenário do Senado (lembre aqui), a PEC dos Precatórios contou com votos favoráveis dos três representantes da Bahia na Casa Legislativa. Otto Alencar e Ângelo Coronel, do PSD, e Jaques Wagner, do PT, registraram apoio à emenda após mudanças no texto-base durante a votação no Plenário desta quinta-feira (2).

 

Há cerca de quatro semanas, quando o texto ainda era apreciado no primeiro turno da Câmara dos Deputados, o governador do Estado, Rui Costa (PT), chamou os deputados que votaram a favor da PEC de "traíras", gerando um clima tenso na ocasião (lembre aqui). Após a votação em segundo turno na Casa, e a consequente tramitação ao Senado, o governador mudou o tom e disse não haver ressentimento pela decisão contrária por parte dos legisladores federais (veja aqui).

 

Os votos vieram, principalmente, após mudanças sugeridas por lideranças da oposição, em trazer maior clareza à distribuição dos cerca de R$ 90 bilhões que serão liberados no orçamento da União com a aprovação da emenda. "Em primeiro lugar, era dispensável, mas vou elogiar o trabalho de todos aqui na busca de minimizar os danos dessa PEC", disse Wagner, que é líder da oposição na Casa, ao abrir sua fala. Apesar disso, manteve o discurso de que a emenda pode trazer riscos a investimentos ocasionados por sua promulgação. "Vários investidores me disseram: 'senador, não convencerei meus investidores a colocar dinheiro num país que muda sua Lei Maior para não pagar obrigações'.  Mas vamos criar uma bola de neve cujo tamanho não sabemos ainda", concluiu.

 

A proposta voltará à Câmara dos Deputados e a intenção do governo é de imprimir esforço máximo para que a matéria seja apreciada até semana que vem pela Casa.

Bahia Notícias

Fux e Mendonça se reúnem e marcam posse do novo ministro do STF para dia 16


por Matheus Teixeira | Folhapress

Fux e Mendonça se reúnem e marcam posse do novo ministro do STF para dia 16
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, reuniu-se nesta quinta-feira (2) com o ex-advogado-geral da União André Mendonça e ambos decidiram que a posse do novo integrante da corte será no próximo dia 16.
 

Mendonça foi aprovado na quarta (1) pelo Senado para integrar o tribunal com 47 votos favoráveis e 32 contrários. Ele é o segundo indicado do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo e assumirá o assento deixado por Marco Aurélio, que se aposentou em julho.
 

A indicação de Mendonça ficou travada por mais de quatro meses devido à resistência do presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre (DEM-AP), e de um grupo de senadores que eram contra seu nome e demoraram para marcar a data da sabatina.
 

Na reunião desta quinta, Fux e Mendonça também discutiram o formato da cerimônia. Ainda não está definido quantos convidados poderão comparecer ao plenário de maneira física no evento.
 

No entanto, ficou acordado que o evento deverá respeitar as medidas sanitárias em vigência na corte que visam reduzir o risco de disseminação da Covid-19.
 

A norma estabelece, entre outras exigências, que para entrar na sede do Supremo é necessário apresentar cartão de vacinação ou teste negativo de coronavírus nas últimas 72 horas, por exemplo.
 

Nenhum dos dois deu entrevista ao final do encontro, mas a assessoria do STF informou que a reunião durou uma hora e que ficou definida a posse para o dia 16, às 16h.
 

Na quarta-feira, Fux já havia emitido uma nota para comemorar a aprovação de Mendonça.
 

"Manifesto satisfação ímpar pela aprovação de André Mendonça porque sei dos seus méritos para ocupar uma cadeira no STF. Além disso, em função da atuação na Advocacia-Geral da União, domina os temas e procedimentos da Suprema Corte, que volta a ficar mais forte com sua composição completa", disse.
 

Nos bastidores, integrantes do Supremo e do Congresso comemoraram os gestos de ponderação feitos pelo ex-AGU na sabatina, mas adotaram cautela a respeito da atuação que ele terá quando sentar na cadeira da principal corte do país.
 

Mendonça era tido como um dos nomes mais ponderados do primeiro escalão de Bolsonaro quando esteve na AGU (Advocacia Geral da União), mas à frente do Ministério da Justiça se envolveu em polêmicas, vistas como formas de agradar o presidente para ser o segundo indicado ao Supremo.
 

Durante a sabatina, congressistas e integrantes da corte comemoram o que entenderam ser gestos de ponderação em relação ao perfil "terrivelmente evangélico" que o levou a ser escolhido pelo presidente.
 

Embora reconheçam que ele fez alguns gestos para conseguir ser aprovado, senadores e ministros do Supremo ouvidos pela reportagem em reserva torcem para que a postura do Mendonça equilibrado prevaleça quando ele chegar à corte.
 

A primeira entrevista depois da aprovação, contudo, causou receio no STF e foi interpretada como uma mudança no tom em relação às afirmações que vinha fazendo quando ainda precisava do aval do Senado.
 

"É um passo para um homem, um salto para os evangélicos", disse ele, após afirmar que deu "glória a Deus" pela vitória na votação.

Bolsonaro prepara-se para fugir dos debates em 2022: “Não posso aceitar provocação”, alega

 Publicado em 2 de dezembro de 2021 por Tribuna da Internet


Jair Bolsonaro e Marina Silva se enfrentam em debate da RedeTV!

Em 2018, Bolsonaro enfrentou Marina Silva e se deu mal

Bernardo Mello Franco
O Globo

O capitão avisou: só vai aos debates em 2022 se os adversários aceitarem suas condições. “É para falar sobre o meu mandato. Até a minha vida particular, fique à vontade. Mas que não entre em coisas de família, de amigos, porque vai ser algo que não vai levar a lugar nenhum”, disse.

“Tenho quatro anos de mandato para mostrar o que fiz”, prosseguiu. “Agora, eu não posso aceitar provocação, coisas pessoais, porque daí você foge da finalidade de um bom debate”, encerrou.

NADA DE FAMÍLIA – Pelas regras expostas na quinta-feira, Jair Bolsonaro não poderá ser questionado sobre o vaivém de dinheiro no gabinete do filho Zero Um. “Coisas de família”, incluindo os depósitos de R$ 89 mil para a primeira-dama. Também ficam proibidas perguntas sobre o gabinete do ódio e a indústria das fake news, que puseram o Zero Dois e o Zero Três na mira da polícia.

Que nenhum candidato se atreva a falar em rachadinha. O termo traz à memória o ex-PM Fabrício Queiroz, antigo parceiro de pescarias e churrascos. O índex ainda incluirá o miliciano Adriano da Nóbrega, fuzilado na Bahia. Este era amigo do clã a ponto de receber visita e condecoração na cadeia.

Bolsonaro sabe que não é talhado para debates. Em 2018, só participou de dois encontros com rivais. Tentou jogar na defensiva, mas saiu em desvantagem quando foi confrontado. Na Band, Guilherme Boulos lembrou que o capitão empregava funcionária fantasma e embolsava auxílio moradia com imóvel próprio em Brasília. Na RedeTV!, Marina Silva lhe passou sermão por ensinar uma criança de colo a fazer arminha com os dedos.

FECHADO EM COPAS – Depois da facada, Bolsonaro não se expôs mais a nenhum confronto direto. Alegou razões médicas, embora tenha recebido uma equipe de TV no dia em que sete candidatos foram aos estúdios da Globo. No segundo turno, ele repetiu a desculpa para não debater com Fernando Haddad. Chegou ao dia da eleição sem ter olhado nos olhos do adversário.

Não existe debate sério com assuntos proibidos. Ao impor suas exigências, Bolsonaro busca um pretexto para se esconder dos oponentes. A questão é saber se ele terá condições de bancar uma nova fuga.

O arrego é um recurso que costuma ser usado por candidatos favoritos. Era o caso do capitão em 2018, mas tudo indica que não será mais em 2022.

LULA JÁ ARREGOU – A história também registra exemplos de presidenciáveis que se arrependeram da tática. Em 2006, Lula faltou aos debates do primeiro turno, alegando que não pretendia se submeter a “grosserias e agressões”. Ausente, virou alvo dos adversários e não teve espaço para se defender.

Por fim, Flávio Bolsonaro tornou-se um caso patológico de infidelidade partidária. O senador vai para a quarta legenda em menos de três anos. Eleito pelo PSL, mudou para o Republicanos e se transferiu de novo para o Patriota. Na terça-feira, assinará a ficha de filiação do PL.

Na prática, o Zero Um e os irmãos sempre pertenceram a uma sigla sem registro: o PFB, Partido da Família Bolsonaro. O clã só usa as legendas oficiais para receber dinheiro público e disputar eleições.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Antes de Lula, houve um precedente. N
a eleição indireta de 1985, Tancredo Neves também se recusou a fazer debates contra Paulo Maluf . Tanto ele como Lula ganharam as respectivas disputas. Vamos ver se Bolsonaro, que também faltará aos debates, consegue vencer. (C.N.)

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