domingo, agosto 22, 2021

Ameaçar o STF e seus ministros não é protegido pela liberdade de expressão

 

AUG



Lei proíbe propaganda da violência para mudar a ordem política e tentar impedir o livre exercício dos Poderes; especialistas explicam limites legais do direito à crítica. 

Para especialistas em direito constitucional ouvidos pelo Estadão, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de ordenar buscas contra o cantor Sérgio Reis e o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) está bem fundamentada do ponto de vista jurídico. Os advogados explicam que os dois acusados estão sendo enquadrados em ao menos cinco crimes previstos na Lei de Segurança Nacional. Esse supostos delitos vão muito além do conceito da liberdade de expressão garantido pela Constituição. O artista e o parlamentar são investigados por “incitação à prática de atos violentos e ameaçadores contra a democracia”.

“A Constituição assegura a livre manifestação do pensamento”, explica o professor de direito constitucional na Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio) Wallace Corbo. “O direito de crítica está assegurado a todas as pessoas, sobre tudo e sobre todos, principalmente sobre as autoridades. Mas o que eles estavam fazendo vai além da crítica e incorre em elo menos cinco crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.”

O professor de direito constitucional Salo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai na mesma direção.

“Não se pode confundir liberdade de expressão, como direito à manifestação do pensamento, com o uso da palavra como instrumento para causar danos, por exemplo, à imagem, à honra, às instituições”, afirma. “A palavra é um meio de expressão das convicções; mas também é um instrumento de ofensa a direitos. Essa é uma questão elementar que parece estar sendo intencionalmente embaralhada. Uma coisa é o conteúdo da liberdade de expressão; outra é o uso da palavra, oral ou escrita, para ofender direitos de terceiros.”

Corbo citou como possivelmente infringidos por Reis e Otoni os artigos 17, 18, 22, 23 e 26 da LSN. Tratam dos crimes de “tentativa de subverter, ameaçar ou mudar o regime vigente ou o estado de direito”; “tentativa de impedir o livre exercício de um dos Poderes”; “propaganda de processos violentos para alteração da ordem política e social”; “incitação à subversão da ordem política e social”; e “calúnia, injúria e difamação” contra autoridades.

“Organizar manifestações cujo objetivo é o fechamento de um poder constitucional, incitar a violência, ameaçar a integridade física de autoridades são tentativas violentas de acabar com o estado de direito. Nada disso é protegido pela Constituição”, diz Corbo.

Professor de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rodrigo Brandão concorda. “Neste contexto de ataque às instituições democráticas e tentativas de intimidação do Supremo e de seus membros por esses grupos, eles foram além do que é protegido pela liberdade de expressão”, ele diz.

Segundo o especialista da UERJ, todo mecanismo de controle de conteúdo, do tipo de opinião que se expressa, deve ser excepcional. O motivo é que sempre há o risco de censura.

“Mas as exceções a essa regra são o discurso de ódio, as teses racistas e os atos contra a democracia, que tem que se autoproteger”, explica Brandão. “Esse inquérito é um instrumento de autoproteção das instituições democráticas contra ofensas que vão muito além da liberdade de expressão, que atentam contra o estado democrático de direito.”

Dessa forma, conclui Salo de Carvalho, “a decisão do ministro Alexandre de Moraes encontra amparo na lei processual penal e parece não ser inadequada ou abusiva, isto porque eventualmente os investigados poderiam inclusive ter sido presos preventivamente”.

O Estado de São Paulo

Ele vai tentar

 



A cada nova investida, Bolsonaro dá um passo a mais em direção à ruptura da estrutura política do Estado. Tem tudo para fracassar e vai fracassar.

Por Ascânio Seleme (foto)

Que ninguém duvide, o presidente Jair Bolsonaro vai tentar dar um golpe para manter o poder pela força. Pode não ser já, mas ocorrerá antes ou logo depois das eleições de outubro do ano que vem. Os sinais são tão claros que é difícil fazer uma interpretação diferente. Todos os ataques a instituições da democracia brasileira testam seus limites. A cada nova investida, ele dá um passo a mais em direção à ruptura da estrutura política do Estado. Tem tudo para fracassar e vai fracassar. Faltam-lhe apoio político, popular e mesmo militar. Mas isso não o impedirá de tentar. Quanto mais se afasta de uma vitória eleitoral, mais aguçado fica sua sanha golpista.

Nesse momento, segundo todas as pesquisas, o presidente perde feio para Lula no primeiro turno e de lavada no segundo. Perde também no segundo turno para Ciro Gomes, João Doria, Luiz Mandetta e Eduardo Leite, de acordo com pesquisa encomendada pela XP ao Ipespe. Deve perder para qualquer um outro que se habilite a disputar o segundo round da eleição presidencial porque Bolsonaro é também o homem mais odiado do Brasil. Hoje, 64% dos brasileiros rejeitam seu governo e 56% consideram sua administração ruim ou péssima, mostra enquete do PoderData. Diante dos números que pioram a cada mês, pode ser até que o presidente nem se qualifique para o segundo turno, o que seria inédito.

Nesta semana, dois dos ministros-generais mais próximos de Bolsonaro dissertaram sobre ditadura em audiências na Câmara dos Deputados. Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, disse que “ditadura é uma questão de semântica”, chamando aquela era das trevas de “regime militar de exceção”. Walter Braga Netto, da Defesa, foi mais longe. “Não considero que tenha havido uma ditadura. Houve um regime forte”, disse ele para espanto da comissão em que depunha na Câmara. Com esses dois Bolsonaro poderá contar quando perceber definitivamente que sua única alternativa é tentar manter ou tomar o poder na marra.

Por muito menos ele já tentou dar um golpe antes. No dia 22 de maio do ano passado, segundo relato da repórter Monica Gugliano publicado na edição de agosto de 2020 da revista “Piauí”, Bolsonaro chamou ao seu gabinete Braga (então na Casa Civil), Ramos e Augusto Heleno (GSI) e avisou que iria “intervir e dissolver” o Supremo Tribunal Federal. Ele estava transtornado porque naquela manhã, o ex-ministro Celso de Mello havia consultado a Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de mandar apreender o seu celular e o do seu filho Carlos, o zerinho deputado.

O pedido de Celso de Mello era parte da investigação sobre a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, segundo denúncia do ex-ministro Sergio Moro. Os generais que ouviram a ameaça do presidente reagiram de maneiras distintas. Ramos, o amigão, concordou que aquela seria a única forma de restaurar a autoridade do presidente. Braga disse que o Supremo estava indo longe demais. Coube a Heleno segurar o capitão. “Não é momento para isso”, teria dito Heleno. Não que ele fosse contra um golpe, mas não considerava aquela a hora mais adequada. No mesmo dia, o velho general disse em nota ver “uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder”.

Até outro dia, apenas a imprensa, a OAB, a ABI e outras instituições da sociedade civil, além de alguns partidos e parlamentares, repudiavam os torpedos de Bolsonaro contra a democracia. Hoje, ele é contestado publicamente pelo STF e outros tribunais superiores que se insurgiram contra a retórica golpista. E a sua jornada antidemocrática também perdeu apoio no Congresso, apesar da falta de iniciativa do maior passador de pano da República, o deputado Arthur Lira. Mesmo este, contudo, já deixou claro que nenhuma tentativa de ruptura institucional terá seu apoio. Bolsonaro vai tentar, está claro que vai. Mas fracassará.

Verde e amarelo

A ideia de que o verde e amarelo representa Bolsonaro lembra um episódio do folclore político nacional. Em plena ditadura, líderes do PCB imaginaram uma forma criativa de fazer crer que seus quadros eram maiores e mais empolgados. A ideia era formar um grupo e esperar o final de um jogo do Internacional na frente do estádio do Beira Rio. Tinha de ser um jogo importante e que o Inter vencesse. O grupo com as bandeiras do partido seria então fotografado e filmado à frente de um mar de bandeiras vermelhas. Com isso, quem sabe, conseguiria levantar um ourinho extra de Moscou. Obviamente a “ideia genial” não prosperou, porque era baseada numa mentira. Da mesma forma, é lorota que o Sete de Setembro e o pavilhão nacional pertençam a Bolsonaro.

Terminou

Aliás, o comunismo já acabou no Brasil há muitos anos. Sua única representação nacional, o PCdoB, teve 1,44% dos votos em 2018. E agora pode deixar de existir formalmente. Se for por causa do comunismo, nem precisa dar golpe.

Vacina para gado

O senador Luiz Carlos Heinze jurou o seu amor ao Brasil ao se defender da denúncia de ter feito lobby a favor da transformação de fábricas de vacinas de febre aftosa em produtoras de vacinas contra a Covid. O homem que diz que 19 milhões de brasileiros foram salvos pela cloroquina e pela ivermectina, agora quer “ajudar” a fabricar vacinas. Para bolsonaristas do nível de Heinze, nem precisa mexer na vacina. A da aftosa serve.

Anvisa lá

Depois de melhorar um pouco sua imagem na CPI da Pandemia, a Anvisa resolveu outra vez mostrar de que lado está. No momento em que o mundo inteiro discute a possibilidade de se administrar uma terceira dose de vacinas contra a Covid, não importa qual, a Anvisa recomenda a mesma terceira dose, mas apenas para a Coronavac. Por que só para esta? Talvez porque ela seja a “vacina do Doria”. Ou porque é a tal chinesa que Bolsonaro disse que jamais compraria.

Lado por lado

Tomar lado, aliás, é moeda corrente na política brasileira desses dias. Por isso é relevante destacar a moderação que se vê no Senado. Não que o senador Rodrigo Pacheco e os demais senhores representantes do estados estejam contra o lado de Bolsonaro. Não. Eles apenas não deixam prosperar seus arroubos alucinados. Não fingem que não veem, como faz Arthur Lira na Câmara.

Acorda, amor

“Eu tive um pesadelo agora. Sonhei que tinha gente lá fora, batendo no portão, que aflição. Era a dura, numa muito escura viatura. Minha nossa santa criatura…” Acorda, amor, você ainda tem dúvida de que é mil vezes melhor conviver com Ciros Nogueiras do que com Bragas Nettos?

Desinventar

O mal afamado Frederick Wassef continua botando banca em Brasília. Figura fácil em rodas de parlamentares, de funcionários graduados e de diplomatas, diz para os menos avisados que foi ele quem “inventou” Bolsonaro. Fosse verdade, era o caso de pedir o favor de desinventar.

Aécio

O deputado Aécio Neves mandou mensagem através de um assessor reclamando do que chamou de “grosseria” de nota publicada nesta coluna que questionava o parlamentar pela sua abstenção na emenda do golpe, batizada na Câmara como PEC do voto impresso. Disse que sempre defendeu o voto impresso e sua abstenção dava esta sinalização. O PDT, que defende o voto impresso desde a época de Brizola, orientou sua bancada a votar contra por ser iniciativa de um golpista. Na mensagem, Aécio pede que a coluna mantenha a memória de Tancredo Neves fora disso. Nesse particular, quem não dá sossego à memória do ex-presidente é o seu neto. Não custa lembrar que em 2017 Aécio foi gravado pedindo propina de R$ 2 milhões a Joesley Batista. Além do legado de Tancredo, traiu os 51 milhões de brasileiros que votaram nele para presidente três anos antes e ainda enfiou o PSDB no balaio de gatos.

Aprendendo com mestres

A convivência da diretoria do Flamengo com o que há de pior na política tem rendido ensinamentos importantes. O último foi a punição ao ex-presidente Bandeira de Mello. Por uma declaração banal, afirmar ter quase certeza que em seu mandato o incêndio do Ninho não aconteceria, Bandeira foi afastado do clube por 90 dias e impedido de se candidatar a cargo eletivo no Flamengo por cinco anos. Fala sério, precisava disso para reeleger Rodolfo Landim?

Verdade

O deputado Paulo Teixeira (PT) disse para o general Braga Netto (Bolso) durante o seu depoimento na Câmara: “Quem decide sobre voto impresso é o Congresso e cabe ao senhor obedecer. Caso contrário será preso”. Doeu? Não devia. É a verdade.

Entreouvido por aí

“Se eu fosse dono de um posto Ipiranga, processaria o Paulo Guedes por danos à imagem da empresa”.

O Globo

As ditaduras como modelo para a defesa da democracia

 



Em um puro exercício de extrapolação, pode-se dizer que o Twitter, por exemplo, que está proibido na China e Irã, resolveu copiar os métodos de seus censores que atuaram em defesa de seus regimes para defender a democracia.

Por Leonardo Coutinho (foto)

Apenas dois dias antes de completar o 20º aniversário dos protestos pela democracia na Praça Tiananmen, conhecida no Brasil como da “Paz Celestial”, o regime chinês baixou uma norma. Proibiu, entre as várias redes sociais disponíveis até então no país, o Twitter. Era junho de 2009 e desde então, a rede social jamais voltou a ser autorizada no país. Sempre alertas, os censores do regime chinês sabiam e sabem que informação que circula livremente é um perigo para a estabilidade das ditaduras. Eles estavam de olho em outras partes de mundo e previam que com a urbanização e a ascensão de uma classe média cada vez mais exigente, o livre fluxo de informação – o Grande Firewall, filtro estatal que controla todo o trânsito de dados online do país – não seria o suficiente para sufocar uma insurgência digital. Rebeliões digitais quase sempre saltam para o mundo real.

Os chineses sabiam o que faziam. Apenas uma semana depois de a China proibir o acesso ao Twitter, a 5.600 quilômetros a oeste de Pequim, outra ditadura sentiria os efeitos da liberdade das redes. Os aiatolás viram irromper nas ruas de Teerã uma onda de protestos inédita originada e coordenada a partir da internet. Especificamente do Twitter.

Nascidos sob a opressão da teocracia fundada pelo aiatolá Khomeini, os jovens iranianos inundaram as ruas para, além de denunciar a fraude eleitoral que deu ao radical Mahmoud Ahmadinejad um segundo mandato, dizer que queriam reformas. Um pouco de liberdade. O Irã cortou o acesso ao Twitter e, como os chineses, nunca mais permitiram o acesso livremente. E além de calar as manifestações online, reprimiu as presenciais com brutalidade.

Em julho deste ano, foi a vez dos cubanos irem para as ruas protestar. Por lá, a internet é um artigo de luxo. Mas não um problema. A precariedade das redes e a escassez, inclusive de smartphones, não foi empecilho para uma onda de ativismo digital que ganhou musculatura com a classe artística, o chamado Movimento San Isidro, e se alastrou pelas redes provocando mobilizações sociais jamais vistas em 60 anos de regime.

A ditadura cubana foi mais sutil. Como Cuba não pode perder a pose de vítima eterna de um bloqueio que não existe, os gerontocratas mandaram derrubar a internet ao invés de bloquear o Twitter ou outras plataformas. Decisão revolucionária para proteger a ilha-prisão da interferência estrangeira. Pois, como sempre, os protestos não tinham origem legítima. Eram atos contrarrevolucionários coordenados desde os Estados Unidos.

Nesta semana, o regime cubano baixou uma série de decretos com o objetivo de combater a “divulgação de notícias falsas, mensagens ofensivas e difamação com impacto no prestígio do país”. As novas regras definem como “terrorismo cibernético” as ações para “subverter a ordem constitucional, suprimir ou desestabilizar gravemente o funcionamento das instituições políticas e de massas”.

Os protestos de julho resultaram na prisão de ativistas pelos direitos humanos, artistas e jornalistas que ousam criticar as maravilhas do regime. Um autêntico paraíso na visão de alguns.

Na prática, os decretos dão novos poderes ao regime cubano para atuar de forma preventiva. Por meio da ameaça clara de prisão, resolve parte dos problemas calando antecipadamente quem poderia vir a criar qualquer tipo de incômodo.

A Turquia também criou leis para disciplinar a informação nas redes sociais. Os pontos chaves da legislação, imposta sob a borduna do presidente Recep Tayyip Erdogan, determinam que os dados dos usuários turcos sejam armazenados no país, em uma filial local. A regra permite ao governo determinar a identificação de usuários, o bloqueio e a retirada de dados online sem o incômodo de ter que lidar com processos que envolvam as empresas no exterior.

Apesar das críticas das organizações de defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão, as plataformas de mídia social se renderam às exigências sob pena de não poderem mais operar na Turquia.

Em janeiro deste ano, um bando de desmiolados invadiu o Capitólio em um ato injustificado e movido pela radicalização de quem se sentiu roubado na eleição americana de 2020. A baderna serviu para colar, no apagar de seu governo, a pecha de golpista no presidente Donald Trump. Um erro descomunal que contou com a ajuda do presidente que, embora não tenha sido o organizador do ato, também não se comportou como quem deveria impedi-lo.

Depois de quatro anos esquivando-se da campanha alucinada para transformá-lo no maior vilão da América, em algumas horas Trump caiu em desgraça pelos atos de sua base mais radical.

Um dos castigos impostos ao então presidente americano foi o banimento das redes sociais em nome da proteção da Democracia. O que mais poderia ser?

Fora do governo, o ex-presidente foi silenciado e segue assim. Cortar a voz e os canais de comunicação direta com os cidadãos foi a decisão mais ousada que se viu nos últimos anos. Censura prévia com o nobre objetivo de evitar uma catástrofe social.

Em um puro exercício de extrapolação, pode-se dizer que o Twitter, por exemplo, que está proibido na China e Irã, resolveu copiar os métodos de seus censores que atuaram em defesa de seus regimes, para defender a democracia.

Seriam os bons exemplos das ditaduras?

Nesta semana, foram revelados trechos de um relatório da Polícia Federal que foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, que compara as redes de desinformação no Brasil àquelas que atuaram nos Estados Unidos para alimentar a tese da fraude eleitoral. Segundo a Folha de S. Paulo, “múltiplos canais na internet procuram eliminar a figura dos intermediários formadores de opinião, desqualificar as posições contrárias e promover ‘ataque aos veículos tradicionais de difusão de informação (jornais, rádio, TV, etc)’. O objetivo seria chegar ao público de forma ‘direta, horizontal, ao dissipar a distinção entre o que é informação e o que é opinião.’”

O trecho acima chama atenção. Ele parece pavimentar o caminho para uma solução ao estilo americano. O banimento. E não só o relatório da PF. A radicalização da base bolsonaristas e incendiários – como o ex-deputado Roberto Jefferson, preso recentemente por ameaças contra ministros do Supremo – podem ser o Cavalo de Troia que Bolsonaro arrastou para dentro do governo.

É grande a fila daqueles que querem salvar a democracia. Ainda que seja matando-a para empalhá-la depois.

Gazeta do Povo (PR)

Aracaju inicia vacinação de jovens de 18 e 19 anos

em 22 ago, 2021 8:22

(Foto: André Moreira)

A capital sergipana inicia neste domingo, 22, a vacinação de jovens de 18 e 19 anos. A primeira dose estará disponível até esta segunda-feira, 23, nos dois drive-thrus (Parque da Sementeira e 28º Batalhão de Caçadores) – após cadastro no portal “VacinAju” e liberação do código autorizativo – e em cinco postos fixos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aracaju, para ter acesso ao imunizante, é necessário apresentar um documento de identificação com foto e comprovante de residência de Aracaju, em nome da pessoa ou dos pais, com data dos últimos seis meses.

Segundo a SMS, os jovens poderão optar por um dos cinco pontos fixos, das 8h às 18h, nos seguintes locais:  Shopping Riomar (Coroa do Meio), Aracaju Parque e Shopping (Bairro Industrial), Estação Cidadania (Bugio), Universidade Tiradentes (Farolândia) e Uninassau (avenida Augusto Franco). Também será possível receber a primeira dose da vacina nos drive-thrus do Parque da Sementeira e 28º Batalhão de Caçadores, das 8h às 19h, após cadastro no portal “VacinAju” e liberação do código autorizativo.

Alguns pontos de vacinação terão atividades especiais em celebração ao desfecho da imunização contra a covid-19 em primeira dose da população adulta de Aracaju. Confira:

Estação Cidadania – Bugio
9h às 12h – Coletivo Aldeia Circo – Filhas Peixe

12h às 14h – DJ Harolso
14h às 16h – DJ Lure
16h às 18h – DJ Kaska Global Beats

Parque da Sementeira – Jardins
12h às 14h – DJ Raul Meneleu
14h às 16h – DJ Kay
16h às 18h – DJ JJ

Vacinação

A SMS divulgou que durante todo o sábado, 21, a vacina chegou ao braço de mais 6.284 pessoas e, com esse quantitativo, Aracaju alcançou, no total, a marca de 403.782 pessoas vacinadas, ao menos com a primeira dose, o que representa 60,72% da população geral e 78,57% da população adulta.

Com informações da AAN

INFONET

Malafaia investe 'dindim forte' e expande império religioso na pandemia


por Anna Virginia Balloussier | Folhapress

Malafaia investe 'dindim forte' e expande império religioso na pandemia
Foto: Isac Nóbrega/PR

Enquanto apresentava a primeira filial de sua Advec (Assembleia de Deus Vitória em Cristo) em Taboão da Serra (na Grande São Paulo), no dia 22 de julho, Silas Malafaia antecipava o que esperar de outro lançamento marcado para dali a dois dias, em outra cidade paulista.
 

O templo de Sorocaba, dizia o pastor carioca, ficava na "casa de festas mais top de Sorocaba". Era uma vez uma casa de festas, porque a antiga sede da Soriá Eventos, que abrigou o Saúde e Bem-Estar com Óleos Essenciais e outros 3.628 eventos corporativos, mais uma penca de casamentos e festas de debutante, virou igreja.
 

Mais uma da safra Advec, que neste um ano e meio da pandemia da Covid-19 inaugurou o dobro dos nove espaços abertos em 2018 e 2019 somados. Ao menos outras três estão previstas para abrir até o fim do ano, fora a ampliação de outras que já existem.
 

Um investimento que, como o próprio contou aos fiéis em Taboão da Serra, demanda "dindim forte", porque ele não quer "fazer coisa esculhambada para Deus". Malafaia calcula gastar uma média de R$ 1 milhão por inauguração, tendo inclusive reaproveitado templos de outras igrejas que encerraram as atividades durante a crise sanitária. Ou seja, só em 2020 e 2021, seriam mais de R$ 20 milhões em jogo.
 

"Não vou dizer todos para não pensarem que eu me acho a última Coca-Cola do deserto, mas a maioria dos pastores pararam e devolveram propriedades", diz. Os pastores que mais penaram com a perda de receitas de março de 2020 para cá, diz, são os que não tinham a cultura de ofertas eletrônicas.
 

"Nossa expansão se deu pelo medo de muitos. E também, não vou aqui dar uma de falso humilde, a gente tem credibilidade. Tenho uma rede social [somando Instagram, Facebook e Twitter] com mais de 8 milhões de pessoas." É também um dos pastores mais alinhados ao presidente Jair Bolsonaro.
 

A fama do pastor vem dos tempos de televangelista (foi um dos pioneiros na TV) e, hoje em dia, sobretudo das redes sociais.
 

O "dindim forte" precisa vir de algum lugar. A sede da Advec, na zona norte do Rio de Janeiro, tem 120 máquinas para passar cartão de crédito ou débito, já largamente usadas por fiéis em vez de dinheiro vivo.
 

Quando os cultos presenciais estavam vetados, ou mesmo quando foram autorizados mas com capacidade limitada, o repasse virtual de dinheiro já estava consolidado. Durante o período do lockdown, os dízimos (10% dos proventos) e ofertas (quantias dadas espontaneamente) não caíram muito porque, segundo Malafaia, 85% da arrecadação é feita por via eletrônica.
 

O Pix, modalidade online de transferência que estreou em novembro, já com a pandemia em curso, também ajudou a manter o fluxo financeiro.
 

A abertura de novas igrejas, a maioria no interior de São Paulo e do Rio, é uma amostra bem-sucedida do império religioso de Malafaia. Há outras menos exitosas. Em 2019, a Central Gospel, empresa de Malafaia e sua esposa, a também pastora Elizete, entrou com um pedido de recuperação judicial no valor de quase R$ 16 milhões.
 

Na época, ele culpou a crise financeira "causada pelo PT" pela situação. Diz agora que fechou acordo com os credores e "vai quitar [o que deve] e sair disso, se Deus quiser".
 

Para abastecer o caixa para novos templos, o pastor conta que três vezes por ano, "geralmente em abril, agosto e dezembro", promove uma campanha de recursos extras para as obras.
 

Malafaia diz que as pessoas entregam seu dinheiro porque sabem aonde ele vai parar. "Esse negócio [de falar] que evangélico é um monte de babaca que faz o que pastor manda... A igreja hoje tem todas as classes sociais. Tenho pobre, classe média, rico, professor universitário, semianalfabeto", afirma.
 

Dificilmente ergue um prédio do zero. A praxe é alugar imóveis e reformá-los para que eles acomodem uma Advec. "O que gasto numa igreja, com todo o respeito, dava para fazer umas quatro da Mundial, umas quatro da Universal", afirma Malafaia, citando duas concorrentes de linhagem neopentecostal, a Igreja Mundial do Poder de Deus e a Igreja Universal do Reino de Deus.
 

"Se eu fizesse igreja nesse sistema da Mundial, 'tem lá uma salinha do pastor, uma da tesouraria e acabou'... Ah, minha filha, eu teria aberto umas 500, 600 igrejas."
 

Abriu algumas dezenas, de médio a grande porte. A Advec existe desde 1959, mas sua expansão começou pra valer quando Malafaia chegou à liderança, posto herdado do sogro, o pastor José Santos, morto em 2010. A marca evangélica conta hoje com 150 templos, 2% dos 8.000 que ele diz querer abrir no Brasil.
 

Malafaia prefere casas maiores, para pelo menos 400 pessoas. "Naquela época [a do sogro] se fazia igrejas pequenas com cadeira de plástico, ventilador, som de quinta categoria. Cheguei com ar condicionado, telas de Led, som importado. Isso é muito dinheiro."
 

Como disse naquela noite em Taboão, a ideia é povoar o Brasil com as "noivas de Cristo", uma definição teológica para as igrejas, suas "agências do céu na Terra". Haja dindim.

Bahia Notícias

Governadores farão ato em defesa da democracia e do STF na segunda, diz Doria

por Nicola Pamplona | Folhapress

Governadores farão ato em defesa da democracia e do STF na segunda, diz Doria
Foto: Divulgação / Governo do Piauí

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse neste sábado (21) que 24 dos 27 governadores do Brasil se reunirão nesta segunda (23) em Brasília para um ato em defesa da democracia e do STF (Supremo Tribunal Federal), diante do aprofundamento da crise entre os Poderes.
 

"Nunca o Brasil foi tão ameaçado como agora", afirmou Doria, em evento no Rio de Janeiro para angariar apoio para as prévias da eleição que definirá o candidato do PSDB à Presidência da República em 2022. O nome do partido para a disputa será escolhido em novembro.
 

Segundo Doria, o encontro foi articulado em parceria com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena o grupo dos 24 mandatárias estaduais. O governador não informou quais seriam os três ausentes ao encontro desta segunda.
 

"Não vamos tratar de pandemia, vamos tratar de democracia. Os governadores que se sentirem à vontade em se manifestar vão também defender o Supremo Tribunal Federal e condenar qualquer flerte com o autoritarismo e iniciativas autoritárias no país", afirmou o governador.
 

Na sexta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro enviou ao Senado pedido de impeachment do ministro do Supremo Alexandre Moraes, que coordena investigações sobre atos antidemocráticos. Neste sábado, Bolsonaro defendeu que fez tudo "dentro das quatro linhas da Constituição".
 

O pedido foi entregue no dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do cantor Sérgio Reis e do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), aliados do presidente. As medidas foram solicitadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizadas por Moraes.
 

O pedido de impeachment gerou como resposta uma nota de repúdio do próprio STF e aprofundou o clima de ruptura entre os Poderes. A corte disse que "manifesta total confiança" em Moraes e que "o Estado democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, uma vez que devem ser questionadas nas vias recursais próprias, obedecido o devido processo legal".
 

Doria disse no Rio que o encontro dos governadores ganha relevância diante da proximidade com as celebrações do 7 de Setembro, quando bolsonaristas planejam sair às ruas em defesa do presidente e contra o STF.
 

"Há sinais de que, por conta do 7 de Setembro, movimentos sejam promovidos por bolsonaristas e bolsominions para defender o regime autoritário no país. E nós, governadores, resistiremos", afirmou. "As manifestações são soberanas, desde que sejam pacíficas, dentro também dos limites que cada Estado estabelecer. Sem rasgar a Constituição, sem atentar contra ela e contra a vida".
 

Segundo Doria, a reunião deve ter também um ato em defesa do meio ambiente, sugestão do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), com quem o governador paulista jantou nessa sexta-feira. "Será um consórcio pró meio ambiente, chamado de Brasil Verde", afirmou.
 

Antes do evento de campanha, realizado na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Doria se reuniu com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM) e seu secretariado

Bahia Notícias

STJ, juízes e procuradores saem em defesa de Moraes e criticam ataques de Bolsonaro

por Marcelo Rocha | Folhapress

STJ, juízes e procuradores saem em defesa de Moraes e criticam ataques de Bolsonaro
Foto: Rosinei Coutinho / SCO / STF

O STJ (Superior Tribunal de Justiça), magistrados e procuradores reagiram neste sábado (21) ao pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, também criticou a iniciativa.
 

Nesta sexta-feira (20), Bolsonaro ignorou apelos e ingressou com o pedido de impeachment contra Moraes no Senado. No mesmo dia, o STF afirmou repudiar a decisão.
 

Em comunicado, sem assinatura de ministros, o STJ reforçou as críticas à medida e afirmou "expressar sua preocupação com o pedido de impeachment apresentado contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no pleno exercício de suas atribuições constitucionais".
 

A corte lembrou a previsão constitucional de independência dos Poderes. "Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si", afirmou o tribunal.
 

"O Poder Judiciário tem como função preponderante a jurisdicional, diretamente vinculada ao fortalecimento da democracia e do Estado de Direito. A convivência entre os Poderes exige aproximação e cooperação, atuando cada um nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna."
 

O tribunal é composto por 33 ministros. Existem atualmente duas vagas a serem preenchidas. A indicação compete ao chefe do Executivo. O STJ é responsável pelo julgamento de ações em diferentes áreas do direito. É, por exemplo, o foro de governadores em matéria penal.
 

O texto prossegue afirmando que o país se constitui em um Estado de Direito, "cujas decisões judiciais podem ser questionadas por meio de recursos próprios, observado o devido processo legal".
 

"O Tribunal da Cidadania [como o STJ é chamado] reafirma a importância do Poder Judiciário para a segurança jurídica e desenvolvimento do País, garantindo a democracia e a cidadania."
 

A formalização do pedido de impeachment ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do cantor Sérgio Reis e do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), aliados do presidente.
 

As medidas foram solicitadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizadas por Moraes. Eles são investigados por organizar levante contra as instituições democráticos, em ato marcado para o dia 7 de setembro.
 

Auxiliares palacianos viram na apresentação do pedido uma reação do presidente à operação da PF. Bolsonaro havia anunciado que também pediria o afastamento do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, o que não ocorreu.
 

Neste sábado, as entidades da magistratura cobraram reação por parte do Senado.
 

De acordo com o comunicado conjunto da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e da Ajufe (Associação dos Juízes Federais), o pedido de abertura de processo de impeachment contra Moraes "representa um ataque frontal à independência e à harmonia entre os Poderes".
 

"As decisões tomadas pelo magistrado Alexandre de Moraes são oriundas de sua independência funcional —valor constitucional instituído como proteção da sociedade", afirmaram os presidentes das associações, Renata Gil (AMB) e Eduardo André Brandão (Ajufe).
 

"Decisões judiciais devem ser contestadas no âmbito do Poder Judiciário e jamais por meio de instrumentos políticos. Temos a certeza de que as instituições —em especial, o Senado Federal— saberão reagir a toda e qualquer tentativa de rompimento do Estado de Direito e da ordem democrática", escreveram.
 

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) também divulgou nota na qual fez "defesa intransigente da independência e da harmonia entre os Poderes da República, que são traduzidas por normas constitucionais".
 

Assinado pelo presidente da entidade, Luiz Antonio Colussi, o texto afirma que pedidos de impeachment contra ministros do Supremo promovidos por integrante de outro poder infringem, "de forma visceral", a Constituição.
 

"A imputação ao magistrado Alexandre de Moraes de crime de responsabilidade parece se motivar, exatamente, no exercício independente da jurisdição, dever comum a todos os magistrados, forjados na cotidiana atividade de interpretar e aplicar o sistema normativo contra poderes políticos, econômicos e qualquer grupo de interesse organizado", afirmou a Anamatra.
 

A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) também se manifestou sobre o assunto.
 

Em nota, afirmou "preocupação com a forma adotada pelo presidente da República para contestar as decisões tomadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)".
 

"O uso do pedido de impeachment para questionar entendimentos do tribunal consiste não apenas em remédio inadequado, mas também em fator de desestabilização na relação entre os Poderes da República", afirmou a entidade.
 

"Ao pedir o impeachment de um ministro do STF e prometer a formulação de pedido em relação a outro [Luís Roberto Barroso], o presidente da República avança o sinal para criar um cenário de intimidação na relação com o Poder Judiciário, o que fragiliza a nossa própria democracia."
 

No Twitter, Santa Cruz, da OAB, afirmou que determinou a elaboração de parecer sobre o pedido de impeachment de Moraes feito por Bolsonaro. Ele ainda criticou a iniciativa do presidente.
 

"O pedido de impeachment apresentado pelo presidente da República contra o ministro Alexandre de Moraes, iniciativa sem qualquer fundamentação jurídica, reveste-se do repugnante intuito de criminalizar o Poder Judiciário", escreveu.
 

Ainda nesta sexta, o STF também reagiu a Bolsonaro. A corte divulgou uma nota oficial para repudiar o pedido de impeachment contra Moraes.
 

O comunicado, também sem assinatura, em nome de todo o tribunal, disse que a corte "manifesta total confiança" no ministro.
 

"O Supremo Tribunal Federal, neste momento em que as instituições brasileiras buscam meios para manter a higidez da democracia, repudia o ato do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, de oferecer denúncia contra um de seus integrantes por conta de decisões em inquérito chancelado pelo plenário da corte", diz o texto.
 

Segundo o STF, "o Estado democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, uma vez que devem ser questionadas nas vias recursais próprias, obedecido o devido processo legal".
 

O tribunal reforçou ainda que, "ao mesmo tempo em que manifesta total confiança na independência e imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, aguardará de forma republicana a deliberação do Senado Federal".
 

Nesta sexta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que não vai se render a "nenhum tipo de investida que seja para desunir o Brasil".
 

Pacheco fez a afirmação, em São Paulo, ao comentar o pedido de impeachment de Moraes.
 

O senador garantiu que irá dar tratamento normal à representação e encaminhá-la para área técnica da Casa e depois decidir se dará continuidade ao procedimento ou não. Ele ressaltou, no entanto, que não antevê motivos para o afastamento de Moraes.
 

"Eu terei muito critério nisso e sinceramente não antevejo fundamentos técnicos, jurídicos e políticos para impeachment de ministro do Supremo, como também não antevejo em relação ao impeachment de presidente da República", afirmou.
 

Pacheco voltou a defender que o impeachment "é algo grave, excepcional, de exceção, que não pode ser banalizado".
 

A tensão entre os Poderes subiu mais um degrau no sábado passado (14). Um dia após a prisão de seu aliado Roberto Jefferson (PTB), Bolsonaro anunciou que iria apresentar a ação. A detenção do ex-deputado ocorreu por ordem de Moraes, após ataques do político às instituições.
 

"De há muito, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, extrapolam com atos os limites constitucionais. Na próxima semana, levarei ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um pedido para que instaure um processo sobre ambos, de acordo com o art. 52 da Constituição Federal", escreveu em rede social.

Agência dos EUA critica uso de ivermectina contra Covid: 'Você não é cavalo nem vaca'

Agência dos EUA critica uso de ivermectina contra Covid: 'Você não é cavalo nem vaca'
Foto: Reprodução / Twitter

A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, equivalente no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criticou, neste sábado (21), o uso de ivermectina para tratar ou prevenir a Covid-19.

 

“Você não é cavalo. Você não é vaca. Sério, pessoal. Parem com isso”, disse a FDA, em uma publicação no Twitter.

 

De acordo com um texto da agência americana publicado em maio, altas doses de ivermectina são indicadas apenas para animais de grandes porte, como cavalos e vacas, podendo ser tóxicas para humanos.

 

Apesar de ser comprovadamente ineficaz contra a Covid-19, a ivermectina tem sido reiteradamente indicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sem qualquer tipo de embasamento científico.

Bahia Notícias

Recadastramento biométrico permanece suspenso na Justiça Eleitoral da Bahia

Recadastramento biométrico permanece suspenso na Justiça Eleitoral da Bahia
Foto: Divulgação

O recadastramento biométrico permanece suspenso na Justiça Eleitoral da Bahia, mesmo com a retomada do atendimento presencial. A suspensão será válida até deliberação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). A medida foi adotada diante da pandemia da Covid-19. Com isso, o Regional reitera que não estão sendo realizados agendamentos para coleta de dados biométricos.

 

Mesmo com a retomada, o atendimento ao eleitor permanece sendo realizado, prioritariamente, por meio dos serviços online, disponibilizados no site do Eleitoral baiano. Os eleitores que precisam regularizar sua situação perante a Justiça Eleitoral podem fazer através da internet, pelo TítuloNet.

 

Pela internet, o eleitorado pode realizar o alistamento (primeiro título), solicitar transferência de município, pedir revisão de dados e regularizar a situação de título cancelado, entre outros serviços.

 

Para isso, basta acessar o www.tre-ba.jus.br e clicar em “Serviços Online”, que fica na legenda da imagem do topo da página. Em seguida, é só clicar no Título Net e preencher o formulário. Para fazer o primeiro título, é só escolher a opção “Não tenho” e continuar preenchendo os campos obrigatórios.

 

Em caso de dúvidas, o eleitor deve entrar em contato com sua zona eleitoral. Clique aqui e confira outros serviços disponíveis on-line, a exemplo de certidões de quitação eleitoral.

 

Em caso de atendimento presencial, o mesmo deve ser agendado previamente (clique aqui para agendar). Além desta opção, o cidadão que precisar do atendimento presencial na capital e Região Metropolitana poderá ligar para 71 3373-7000, opção 2. Para acesso aos cartórios do interior do estado, os interessados poderão também entrar em contato diretamente com a respectiva zona eleitoral (clique aqui para consultar).

- Antes de pedir alteração de endereço ou de outros dados pessoais, verifique se possui débito com a Justiça Eleitoral. Se tiver, emita o boleto e efetue o pagamento através do Banco do Brasil ou do PagTesouro (pela internet). O mesmo vale para regularização de inscrição.

  - Os eleitores que tiverem dificuldade no pagamento da guia (GRU) ou não possuírem condições financeiras podem solicitar, no campo “observações”, a dispensa do pagamento de multa eleitoral, quando houver. O pedido será avaliado pelo juiz eleitoral.

 - Para enviar documentação, digitalize frente e verso do documento oficial de identidade, com foto, como a carteira de identidade. Carteira Nacional de Habilitação e passaporte que não possuírem todos os dados (fotografia, data de nascimento, filiação, naturalidade e nacionalidade) só são aceitos se acompanhados de outros documentos que possibilitem a precisa identificação do eleitor.

 - Comprovante de residência, atual e digitalizado, em seu nome, no dos pais, no dos filhos ou do cônjuge.

 - São aceitos como comprovante de residência: contas de água, luz e telefone; contrato de trabalho; contrato de locação de imóvel ou registro de imóvel; declaração de matrícula em creche, escola ou faculdade; ou outros documentos que comprovem vínculo familiar ou profissional com o município, analisados a critério do juiz eleitoral. Caso o comprovante esteja no nome do cônjuge, deve ser enviado (por meio da opção “outros”) documento que comprove, como a certidão de casamento ou a declaração de união estável.

 - Certificado de quitação do serviço militar para homens com idade entre 18 e 45 anos que estejam tirando o primeiro título também deve ser digitalizado.

 - As imagens devem estar totalmente legíveis ou o pedido pode ser indeferido.

 - Tamanho máximo por arquivo: 10 MB.

 - Formatos permitidos: PNG, PDF e JPG.

 - Quando solicitado no formulário, informe pelo menos um telefone para contato

Bahia Notícias

Cada vez mais descontrolado, Jair Bolsonaro é um presidente à beira de um ataque de nervos

Publicado em 22 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

O jornalista do UOL diz que Bolsonaro está descontrolado. (Arquivo Blasting News)

Estado emocional do presidente preocupa seus admiradores

Vicente Limongi Netto

Os psiquiatras contratados pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República, senador Ciro Nogueira, para cuidar dos frequentes acessos de cólera do chefe da nação, pediram o boné. Estão esgotados.  Alegam que não estão mais dando conta dos desatinos do mito de barro.

Alertam que o quadro clínico do presidente tornou-se complicado.  Bolsonaro parou de tomar a medicação recomendada. Não ouve ninguém. 

CLOROQUINA SALVADORA – O presidente descabela-se. Pragueja. Grita palavrões que alcançam a Praça dos Três Poderes. Joga os comprimidos no chão, pisa nas seringas. Obcecado por vingança, ameaça mandar para o Senado novos pedidos de impeachment contra mais ministros do Supremo, além de Alexandre de Moraes e de Luís Roberto Barroso.

Só fica menos agoniado com cápsulas de cloroquina, que toma com chá de erva cidreira ou suco de maracujá. Montes de caixas do santo remédio são enviadas pelos notáveis e dóceis serviçais da tropa sem choque bolsonaristas, membros da CPI da Pandemia, senadores Marco Rogério, Luiz Carlos Henri, Marco Du Val e Eduardo Girão. Pernas-de-pau que não jogam nem em campo de várzea.

CABRAL E SIMONETTI – Há 40 anos, o jurista amazonense Bernardo Cabral, ex-deputado federal, ex-senador, ex-ministro da Justiça e relator-geral da Constituinte, foi eleito presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Agora, outro jovem e valoroso advogado nascido no Amazonas, Beto Simonetti, também prepara-se para assumir a presidência da OAB Nacional.  

Bernardo e Simonetti cumpriram idêntica trajetória profissional, na OAB. Ambos foram secretário-geral do Conselho Federal da entidade. Bernardo Cabral foi secretário-geral de 1979 a 1981. A seguir, Cabral ocupou a presidência de 1981 a 1983. Beto Simonetti, que por forte coincidência tem um filho chamado Bernardo, já foi declarado candidato único, na disputa eleitoral na entidade, pelo atual presidente, Felipe Santa Cruz.

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P.S. –
 Já ia esquecendo… Foi melancólico, um amargo ocaso, humilhante e atabalhoado gesto. Medonha estupidez. Do alto dos seus 81 anos e outros tantos de altura física, o outrora gigante Sérgio Reis apequenou-se, implorando perdão e chorando pitangas em covarde recuo, depois de fazer ameaças imbecis e amaldiçoadas. Uma decepção nacional. (V.L.N.)


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