quinta-feira, dezembro 17, 2020

Com Covid-19, Bruno Reis não é esperado no TRE-BA para diplomação de eleitos


por Bruno Luiz

Com Covid-19, Bruno Reis não é esperado no TRE-BA para diplomação de eleitos
Foto: Reprodução / Instagram @brunoreisba

Diagnosticado com Covid-19, o prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), não vai participar da cerimônia de diplomação dos eleitos no pleito de novembro, que será realizada na tarde desta quinta-feira (17), às 17h, pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a assessoria de comunicação de Bruno afirmou que ele participaria online do evento, mas a assessoria da Corte Eleitoral informou que a sessão ocorrerá apenas presencialmente, com transmissão pelas redes sociais. Impossibilitado de ir ao local do evento, o prefeito vai poder apenas assisti-lo, sem ser diplomado nesta quinta. No entanto, o diploma de eleito pode ser a qualquer momento depois da cerimônia, no próprio TRE-BA ou no cartório eleitoral competente. 

 

Com a entrega do documento, a Justiça Eleitoral atesta eleitos e suplentes, que ficam aptos para exercer o mandato, mesmo que haja recurso pendente de julgamento. Trata-se de um ato previsto no Código Eleitoral e no art. 218 e subsequentes da Resolução nº 23.611/2019.

 

Além do prefeito e do vice, o TRE vai diplomar os 43 vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Salvador e seus respectivos suplentes.

Bahia Notícias

Juazeiro: Operação cumpre mandados contra esquema em transporte escolar


Juazeiro: Operação cumpre mandados contra esquema em transporte escolar
Foto: Reprodução / RedeGN

Em nova operação nesta quinta-feira (17) (ver aqui), a Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) cumprem cinco mandados de busca e apreensão em Juazeiro, no Sertão do São Francisco. Intitulada Expresso do Sertão, a ação foi desencadeada para desarticular um suposto desvio de recursos públicos destinados ao transporte escolar do município. Segundo a CGU, um grupo empresarial monopolizava a execução do transporte escolar desde 2009.

 

Para isso, se valia de fraudes em licitações para garantir que os serviços continuassem sendo prestados por empresas integrantes do esquema por mais de 10 anos. A CGU também declarou que nas licitações de transporte escolar havia cláusulas que restringiam a concorrência. No entanto, esses mesmos editais deixaram de prever critérios de qualificação técnica para seleção dos licitantes, o que favoreceu a classificação de empresas do grupo sem estrutura para prestação dos serviços.

 

Com isso, a execução do transporte escolar teria sido feita integralmente de forma subcontratada, e as empresas do esquema figuravam como meras intermediárias entre a prefeitura e os reais executores do transporte. A investigação apurou que a prática lesionou os cofres municipais em mais de R$ 12 milhões, referente ao período 2016 a 2018, abrangido pela fiscalização.

 

Os mandados judiciais foram cumpridos em residências e em entidades públicas e privadas de Juazeiro (BA) e de Juazeiro do Norte (CE).

Bahia Notícias

Raquel Dodge afirma que presente de Ediene foi um colar de concha do mar

 Quinta, 17 de Dezembro de 2020 - 11:40


Raquel Dodge afirma que presente de Ediene foi um colar de concha do mar
Fotos: CNMP e Denúncia MPF / Montagem BN

A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge se pronunciou nesta quarta-feira (16) sobre o presente que recebeu da ex-procuradora-geral de Justiça da Bahia, Ediene Lousado. A entrega da lembrança foi revelada em uma petição do Ministério Público Federal (MPF) no curso da Operação Faroeste e sugeria uma coptação da chefe do MPF (saiba mais). 

 

O diálogo em questão foi encontrado pela Polícia Federal no celular do joalheiro Carlos Rodeiro e remonta a junho de 2019. Na conversa, Ediene diz que Raquel “amou o presente” e encaminha uma foto ao lado da procuradora. 

 

A ex-PGR afirma que a foto foi tirada na 4ª Conferência Regional das Procuradoras e Promotoras de Justiça, em São Paulo, sendo um evento “institucional e público”. “Esclareço que ela pessoalmente entregou-me uma lembrança com búzio - concha do mar, peça típica da Bahia”. 

 

Segundo Raquel Dodge, nos dois anos de seu mandato, Ediene Lousado nunca tratou diretamente com ela sobre o inquérito da Faroeste ou qualquer outra investigação de natureza penal. O inquérito da Operação Faroeste foi aberto na gestão de Dodge, com adoção de diversas medidas, como busca e apreensão, interceptação de comunicação e de transações bancárias requeridas que fundamentaram “novas buscas e apreensões, pedidos de prisão de desembargadores, apreensão de celulares, inclusive do joalheiro citado na matéria, afastamento dos cargos e denúncia” 

Maia diz que Pazuello se perdeu na condução da pasta: “Vai ser um desastre para o país primeiro e para o governo”


Brasil estuda adquirir uma quarta vacina, diz Pazuello

Pazuello demonstra que não entende nem mesmo de Logística

Luiz Felipe Barbiéri
G1

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira, que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é um “desastre”. Segundo ele, em uma época de pandemia, a sociedade pagará a conta pelo “jeito que está” o Ministério da Saúde. De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, o Brasil acumulava até as 13h desta quarta-feira 183 mil mortos por Covid-19 e 6,98 milhões de pessoas que contraíram a doença.

“Acho que o ministro da Saúde é um desastre. Vai ser um desastre para o país primeiro e para o governo. Acho que a sociedade já começou a entender, e a área médica principalmente”, afirmou Maia. “Num momento de uma pandemia, um Ministério da Saúde do jeito que está, quem vai pagar a conta primeiro é a sociedade. É mais importante do que o governo pagar a conta”, complementou. Procurada, a assessoria do Ministério da Saúde informou que não se manifestará sobre as declarações do presidente da Câmara.

“PERDIDO” – Maia afirmou que Pazuello “se perdeu” na gestão do ministério e disse que a “incompetência” do ministro pode  comprometer o processo de vacinação contra a Covid-19. “O ministro da Saúde vai muito mal. Acho que ele se perdeu na gestão do ministério. Em relação à questão da logística, que diziam que era o forte dele, até agora ele não apresentou nada organizado para a vacina, para nada”, declarou.

“E acho que ele pode, sem dúvida nenhuma, além de prejudicar muito a imagem do Exército brasileiro, ele pode comprometer muito com essa falta de organização, com essa incompetência, tanto a solução para a vacina como a solução para esse aumento no número de infectados, de mortes, que precisaria de uma articulação de melhor qualidade entre governo federal, estados e municípios”, afirmou.

GUEDES – Maia fez a declaração ao responder a uma pergunta sobre pontos positivos do governo. Ele elogiou a ministra do Agricultura, Tereza Cristina, filiada ao DEM, partido ao qual pertence, e disse concordar com as reformas propostas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Apesar disso, Maia afirmou que o chefe da economia não é mais majoritário no governo. “A minha dúvida é se o Paulo Guedes hoje é majoritário no governo ou não. Eu acho que não é”, declarou o presidente da Câmara. Segundo Maia, Guedes “perdeu o controle” de pautas da economia que antes encampava, porque o governo desistiu de uma agenda polêmica no setor para não perder votos nas eleições de 2022.

AVALIAÇÃO –  O presidente da Câmara citou como exemplo uma reforma administrativa mais dura, o fim do abono salarial e do seguro-desemprego. “Acho que tudo isso, do meu ponto de vista, não será prioridade do presidente nos próximos dois anos. Essa é a minha impressão pelo o que aconteceu nos últimos meses”, afirmou.

“A minha impressão é que o governo, o presidente e seus principais auxiliares, excluído o Paulo Guedes, desistiram daquilo que for polêmico e daquilo que em tese possa tirar voto”, disse. Maia disse que reconhece o esforço dos militares que integram o governo em tentar fazer “o correto”. Mas ressalvou que eles foram treinados para comandar e não liderar. Na sequência, criticou Pazuello, que é general da ativa do Exército.

PLANO DE IMUNIZAÇÃO – Na manhã desta quarta-feira, o governo anunciou o plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falaram durante o evento, no Palácio do Planalto.

Pazuello pediu para que os brasileiros se “orgulhem da nossa capacidade”, lembrou que o país é o maior fabricante de vacinas da América Latina e questionou: “Para que essa ansiedade, essa angústia?”. O ministro também afirmou que todas as vacinas produzidas no Brasil, seja pelo Butantan, ou pela Fiocruz, terão prioridade do Sistema Único de Saúde (SUS).

Depoimento de Heleno complica Bolsonaro e a Abin, que tenta culpar o repórter da Época


Heleno fala de “chantagem” do Congresso; Rodrigo Maia reclama ao Planalto |  Poder360

Heleno confirmou a reunião com Bolsonaro no Planalto

Carlos Newton

O imbróglio está cada vez mais sensacional e ganhou substância com os depoimentos do diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), delegado Alexandre Ramagem, e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional  (GSI), general Augusto Heleno. Eles combinaram as versões, atendendo à orientação do ainda ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, aquele major reformado da PM que fez curso de Direito e afirma ser “jurista”. Com um “consigliere” desse tipo, não há quadrilha mafiosa que se sustente, e o resultado dos depoimentos foi constrangedor.

O general Augusto Heleno parece ter acordado do pesadelo e prestou um depoimento mais veraz do que o delegado Ramagem, e comprovou que o presidente Bolsonaro está diretamente envolvido nas ilegalidades.

DISSE HELENO – “Tomei conhecimento das linhas gerais do assunto que teria sido tratado nos supostos relatórios em uma reunião no gabinete do presidente da República, onde estavam presentes: eu, duas advogadas, que se disseram representantes de Flávio Bolsonaro, o diretor da Abin, e o próprio presidente da República; limitei-me a ouvir o que tinham a dizer e, diante dos fatos, que não possuíam qualquer envolvimento com segurança institucional, concluí que não era competência do GSI e nem da Abin, interferir no assunto. Desliguei-me juntamente com o GSI totalmente desse assunto”, escreveu o ministro.

Detalhe importante: em nenhum momento Heleno afirma ter sabido que houve relatórios. Pelo contrário, relatou o seguinte: “Conforme informações obtidas do diretor da Abin, nenhum relatório foi produzido pela agência para orientar a defesa do senador Flavio Bolsonaro”. Ou seja, a Abin jamais teria exibido os relatórios ao ministro.

SERVIÇO ILEGAL – Ora, tanto Heleno quanto Ramagem sempre souberam que o envolvimento da Abin na blindagem da quadrilha de Flávio Bolsonaro era uma atividade ilegal. Por isso, jamais pode ter havido relatórios formais. Mas o serviço sujo foi feito, a Abin pesquisou como livrar Flávio Bolsonaro das acusações e também se preocupou em identificar os focos de resistência.

Como não deve ter havido relatórios formais, Heleno pode negar envolvimento e jogar a culpa toda em Ramagem, que agora, numa tentativa desesperada, diz  que nunca houve relatórios e denuncia o repórter Guilherme Amado.

No meio da confusão, surge a reportagem de Vicente Nunes, no Correio Braziliense, afirmando que Ramagem já tem mais poder dentro do governo do que muitos ministros. Diz que o presidente Jair Bolsonaro não fica sem consultar Ramagem, que lhe apresenta relatórios diários.

NOVO RASPUTIN – Como se vê, Ramagem se tornou uma espécie de Rasputin imberbe no Planalto. É claro que jamais fez relatórios formais, pois um experiente delegado não iria plantar provas contra si. Mas os relatórios informais existiram e suas principais recomendações são bestiais, como dizem os portugueses:

1) demitir o ministro Waller Júnior da Corregedoria-Geral da União (CGU) e substituí-lo por “um policial federal” amestrado;

2) demitir três servidores da Receita (chamados de “elementos”) que estão atrapalhando a blindagem de Flávio Bolsonaro e sua quadrilha.

No desespero, Heleno e Ramagem solicitaram que o Supremo intime o jornalista Guilherme Amado, para que ele apresente os relatórios.

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P.S. 1
– O teor dos relatórios já se encontra na explosiva reportagem da revista “Época”. O jornalista está protegido pelo sigilo de fonte, mas certamente dirá que os relatórios lhe forem entregues por algum servidor da República que trabalha no Planalto, no GSI ou na Abin, que ficou revoltado com tanta sujeirada e cumpriu o dever de informar a imprensa, que é conhecida como Quarto Poder. Quando um dos três não funciona, a imprensa sempre dá um jeito, desde que seja exercida com liberdade, como acontece hoje no Brasil(C.N.)

Fachin e Aras estão enganados ao achar que a letalidade policial no Rio de Janeiro está aumentando

Publicado em 17 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Rio: com 14 mortos, operação policial é a mais violenta em mais de 2 anos - 08/02/2019 - UOL Notícias

Número de mortes em operações policiais no RJ caiu em 2019

Fernanda Vivas e Nicolás Satriano
G1 e G1 Rio — Brasília

Em reunião na sexta-feira (dia 11), o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiram que representantes do Rio de Janeiro deverão ser ouvidos em audiências públicas para que o estado reúna informações e realize um plano de redução da letalidade policial.

O encontro entre Aras e Fachin foi justamente para discutir o cumprimento de ordem do Supremo que limitou as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia do coronavírus.

DIREITOS HUMANOS – Fachin é o relator de uma ação do PSB e de instituições de defesa dos Direitos Humanos que questionam a política de segurança pública do Rio de Janeiro.

Em documento assinado após o encontro, o procurador-geral e o ministro definiram que as audiências deverão ocorrer no primeiro trimestre de 2021.

Também deverão participar dos encontros, em Brasília e no Rio de Janeiro, representantes dos movimentos sociais que atuam na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

LETALIDADE POLICIAL – Ficou decidido, ainda, que as audiências terão como objetivo reunir informações para subsidiar o Estado do Rio de Janeiro na realização do plano de redução da letalidade policial, além de auxiliar o Conselho Nacional do Ministério Público a definir procedimentos para fiscalizar a atividade policial e órgãos do Ministério Público estadual.

Em nota mais detalhada sobre o encontro, o ministro Fachin explicou que as audiências deverão ser convocadas na próxima semana e elas ocorrerão “dentro das limitações sanitárias por conta da pandemia) em 2021.

No documento, Fachin afirmou ainda que “as audiências serão uma oportunidade para identificar as melhores políticas públicas para redução da letalidade policial” e irão ajudar a promover “parâmetros de concretização de uma justiça procedimental”.

PROCEDIMENTO JUSTOS -“A atuação do Estado se legitima por meio de procedimentos justos, rápidos e participativos. Exigir o rigoroso cumprimento desses procedimentos é a tarefa que caberá ao Supremo Tribunal Federal no julgamento desta ADPF”, escreveu o ministro.

Em agosto, o STF definiu que, durante a pandemia, só estavam liberadas as operações “em hipóteses absolutamente excepcionais, que devem ser devidamente justificadas por escrito pela autoridade competente”.

Na quinta-feira (10), o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, discutiu o assunto em uma reunião com Augusto Aras, o ministro da Justiça, André Mendonça, e representantes das polícias e do Ministério Público do estado.

RISCO  À SEGURANÇA – Os representantes das forças de segurança defenderam que inviabilizar as operações em comunidades pode representar sério risco à segurança pública do estado, permitindo o fortalecimento de facções criminosas e de milícias.

Segundo informações da PGR, os secretários das polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro defenderam a necessidade de “aprofundar a discussão e compreender a situação de violência no estado que, por vezes, exige a atuação policial imediata e urgente, situações nas quais é preciso mobilizar contingente maior”.

Aras classificou de “altíssima complexidade” a situação da segurança pública no Rio. “É uma situação extremamente difícil, mas compete-nos dar uma satisfação ao STF e à população do estado. Por isso, a importância desse diálogo contínuo entre as instituições. Precisamos buscar soluções procedimentais para garantir os direitos dos cidadãos e a segurança de todos”, afirmou Aras, segundo a PGR.

COBRANÇA DE FACHIN – De acordo com a procuradoria, os secretários das polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro disseram que a decisão do Supremo vem sendo cumprida integralmente e que foi adotado um protocolo a fim de evitar incursões e diligências em comunidades.

No último dia 25, Fachin cobrou do governo do Rio de Janeiro explicações sobre operações policiais realizadas em comunidades e favelas do estado entre agosto e outubro. O período é posterior à decisão que limitou esse tipo de incursão policial durante a pandemia do coronavírus.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Fachin e Aras ficarão furiosos quando souberem que essa questão levada ao Supremo é “fake”. No Estado do Rio de Janeiro as estatísticas sobre Letalidade Policial estão sendo manipuladas pelo Instituto de Segurança Pública. Estrategicamente, eles pararam de apurar os números do item Operações Policiais. Sem o comparativo com esse item, a estatística de Letalidade Policial fica prejudicada.

Em 2019, caíram todos os indicadores de violência no Rio, inclusive  a Letalidade Policial. O total de mortos é diretamente proporcional ao número de operações policiais. Quanto mais operações, mais mortos. Em 2019, as operações policiais aumentaram mais de 25%, enquanto o total de mortes se elevou apenas em 18,3%. Isso significa que, proporcionalmente. o número de vítimas diminuiu cerca de 7%, mostrando que a Polícia do Rio está mais eficiente e menos violenta. Em tradução simultânea, Fachin e Aras estão fazendo papel de bobos, se orientando por estatísticas manipuladas. Mas quem se interessa? (C.N.)

Partidos pedem ao STF que mande Flávio Bolsonaro entregar os dois relatórios da Abin

Publicado em 17 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

FLÁVIO BOLSONARO FICOU RICO ANTES DE SE TORNAR EMPRESÁRIO – Blog do Cardosinho

Charge do Ikenga (Charge Online)

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
TV Globo — Brasília

Os partidos Rede Sustentabilidade e PSB pediram nesta quarta-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) a entrega de supostos relatórios produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a defesa dele.

A Rede e o PSB também querem que o senador identifique eventualmente quais agentes públicos enviaram os documentos.

ANULAR AS RACHADINHAS – Segundo reportagem publicada revista “Época” na última sexta (11), a Abin, vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional, produziu relatórios para Flávio Bolsonaro e seus advogados sobre o que deveria ser feito para anular o caso das “rachadinhas”.

A Rede, então, acionou o STF, e o caso é relatado pela ministra Cármen Lúcia, que determinou à Abin e ao GSI que prestassem informações.

Nesta terça (15), o ministro do GSI, Augusto Heleno, e a agência enviaram manifestações ao STF nas quais negaram a produção dos relatórios.

DISSE HELENO – Na manifestação enviada ao STF, o ministro Augusto Heleno disse que participou de uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com a defesa de Flávio e Alexandre Ramagem, diretor da Abin, para discutir o caso das “rachadinhas”.

O ministro também afirmou que, ao perceber que o caso não tinha relação com Segurança Institucional, se afastou. Ele afirmou que, desde o início, desconsiderou “inteiramente, a possibilidade de envolver as instituições GSI e Abin no assunto”.

No pedido enviado ao STF nesta quarta, os partidos afirmaram que a informação de que houve uma reunião para tratar do assunto “milita em favor das suspeitas levantadas pelos jornais, de que a estrutura de inteligência brasileira estaria operando de forma quase paralela, para satisfazer interesses privados, por meio da confecção de relatórios não oficiais ou de forma não institucionalizada.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Aumenta a tensão no Planalto com a explosiva reportagem de Guilherme Amado, na Época, porque tanto o ministro Augusto Heleno, do GSI, quanto o delegado Alexandre Ramagem, presidente da Abin, confirmaram que houve a reunião no gabinete presidencial do Planalto, com a presença do próprio chefe do governo e das advogadas do filho dele, senador Flávio Bolsonaro, para discutir o processo das rachadinhas. Somente o fato de ter havido a reunião, no terceiro andar do palácio, já comprova a determinação do presidente da República em interferir na Receita Federal e na Corregedoria Geral da República para a blindagem da quadrilha chefiada por Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio de Janeiro, conforme consta da denúncia apresentada pelo jornalista da Época. (C.N.)

País supera 180 mil óbitos por Covid-19 e Bolsonaro diz que Brasil chegou a uma situação de “quase normalidade” em 2020


Charge do Amarildo (Arquivo do Google)

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro declarou na tarde desta quarta-feira, dia 16, que o Brasil está prestes a superar os efeitos da pandemia do novo coronavírus, apesar de os números da covid-19 terem voltado a crescer nas últimas semanas. Ele opinou que, depois de meses difíceis, o país está perto de “uma situação de quase normalidade”.

“Quem esperava, depois de meses difíceis, chegarmos a uma situação de quase normalidade ainda em 2020. A quem devemos tudo isso? Em primeiro lugar, a ele (Deus). E, depois, a vocês que estão aqui. Aí, os ministros incluídos, que trabalharam incessantemente. Foram iluminados e conseguiram com suas ações, usando para o bem a máquina do Estado, para fortalecer e dar esperança a mais de 200 milhões de pessoas”, disse o presidente.

REGISTROS – O balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado na terça-feira, dia 15, mostrou que 964 pessoas morreram em decorrência da covid-19 em um intervalo de 24 horas. O país não atingia essa marca de atualização diária desde 30 de setembro, quando registrou 1.031 óbitos. Além disso, a pasta confirmou mais 42.889 novas infecções pelo novo coronavírus.

O comentário de Bolsonaro aconteceu durante uma solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto. O evento teve a presença de bispos e grupos musicais evangélicos. Alguns dos convidados fizeram orações aos presentes, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, que é pastor.

Na cerimônia, Bolsonaro agradeceu a Deus por dois acontecimentos que classificou como milagres: a sua sobrevivência ao atentado que sofreu em setembro de 2018, durante campanha para a Presidência da República, e a sua eleição ao Palácio do Planalto, também naquele ano.

O “ESCOLHIDO” – O mandatário disse ter sido escolhido por Deus para comandar o Brasil.“Todos nós sabemos das dificuldades que enfrentamos e onde nos escoramos para vencê-las. Eu, particularmente, agradeço pelo 6 de setembro de 2018. Uma outra vida. Se enxerga o mundo de maneira diferente. Outros já passaram por uma situação como essa. Mas só uma coisa nos mantém vivos. É a fé. Outro que eu considero que um milagre também. Os últimos dias de outubro de 2018. Entendo que recebi uma missão. Pelas circunstâncias, um outro milagre. E nós sabemos que a cruz que nós recebemos ela tem um peso que, graças a ele e por vontade dele, a podemos suportar”, comentou.

Bolsonaro também considerou a cerimônia desta quarta como um milagre. “Olhem para esse prédio. Quem diria um dia estarmos aqui unidos em nome da fé, onde todas as religiões presentes se comunicam, se irmanam e se respeitam. Não existe coisa mais bela do que isso. O Brasil é realmente um país abençoado”, destacou.

Por fim, o presidente afirmou que, hoje, o Brasil tem um presidente que “acredita em Deus, respeita os seus militares e deve lealdade ao seu povo”. “Somos privilegiados. Aqui, nestas poucas centenas, o privilégio de poder com seu trabalho, do mais humilde que seja ao mais complicado, poder servir a tua pátria de forma bastante ampla. Obrigado a Deus pela família. A família é a base da sociedade. A célula está para o corpo, assim como a família para a sociedade.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A psicopatia de Bolsonaro torna-se cada dia mais explícita. Ignora as milhares de mortes em virtude da pandemia e ainda pensa (?) ser o “iluminado” que tem como missão levar o Brasil à salvação. Como, se navega na contramão, contra tudo e contra todos? Diariamente, demonstra através de suas alucinadas ações e de seus fantasiosos discursos que vive em uma realidade à parte, empurrando efetivamente toda a sociedade para a beira do abismo. Acredita estar acima de tudo e de todos, respaldando suas tresloucadas atitudes pela rubrica dos “valores da família e da fé”. Uma oratória falha, enganosa e que de tão repetitiva, demonstra o quão raso é o ainda presidente. Se a sociedade tinha que passar por uma provação, com Bolsonaro está pagando a sua dívida em dobro. (Marcelo Copelli)

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