quinta-feira, dezembro 17, 2020

Pastor Everaldo, que batizou Bolsonaro, chora e pede clemência ao depor sobre fraudes no Rio


Presidente do PSC, Pastor Everaldo é preso por desvios na Saúde do Rio

Pastor Everaldo é considerado um “veterano da corrupção”

Edis Henrique Peres
Correio Braziliense

O pastor Everaldo Dias Pereira ficou em silêncio durante oitiva nesta quinta-feira (17/12), em sessão do Tribunal Misto de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que julga o impeachment do governador Wilson Witzel (PSC-RJ), afastado desde 28 de agosto e pelo prazo de 180 dias, investigado por suposta participação em fraudes na área da Saúde.

O político foi ouvido por meio de videoconferência no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, onde está preso. Everaldo se recusou a responder aos questionamentos, pois disse ser réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não poderia prejudicar sua defesa no processo de impeachment de Witzel.

“Não estou em condições de prestar depoimento neste processo. Pelo fato de eu ser réu perante o STJ pelos mesmos fatos que são apurados no processo de impeachment, e meu foco é me defender naquela Corte. Estou preso há 112 dias, e a meu ver, indevidamente”, declarou.

“PEÇO MISERICÓRDIA” – Mesmo após recusa, integrantes do TJ-RJ continuaram a questionar Everaldo, que chegou a implorar. “Peço misericórdia, perdão, clemência, eu não tenho como falar, pois sou réu sobre o mesmo assunto”, frisou.

Após ações realizadas pela Procuradoria e pela Polícia Federal, o ex-secretário Edmar Santos, atualmente preso, decidiu entregar detalhes sobre o esquema de corrupção que envolvia Witzel. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa instalada na administração do governador do Rio dava continuidade a esquemas praticados pelos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

De acordo com Santos, 5% do dinheiro público desviado era dividido entre cinco pessoas: Edmar Santos recebia 30%; Witzel e Pastor Everaldo, 20% cada; e Edson Torres e Victor Barroso, 15% cada um.

VETERANO DA CORRUPÇÃO – O pastor Everaldo já foi denunciado em três inquéritos do Ministério Público Federal (MPF), sob a acusação de ser um dos chefes dos esquemas de corrupção no estado do Rio e descrito em uma das denúncias como “veterano da corrupção”.

O presidente do TJ-RJ, Cláudio de Mello Tavares, chegou a intervir quando Everaldo se recusou a responder a uma pergunta do deputado Waldeck Carneiro (PT), sobre quando havia conhecido Wilson Witzel, uma pergunta vista como genérica e sem relação com os processos no STJ.

“O senhor fala muito em misericórdia, mas queria que o senhor respondesse com misericórdia às perguntas feitas. Quero que o senhor responda com objetividade à pergunta que foi genérica e que não envolve o processo criminal. Peço desculpas, mas o senhor está lendo a mesma coisa: não respondo, peço misericórdia. Se o senhor está preso é porque a Justiça entendeu que o senhor deve estar preso. Aqui o senhor está para responder como testemunha”, ressaltou Tavares.

MOMENTO EMOCIONAL – Mas Everaldo respondeu que todas as perguntas se interligam e voltou a pedir misericórdia. O pastor disse que estava em um complicado momento emocional. Contou ainda que o filho estava internado com covid-19 e que poderia morrer a qualquer hora.

O bispo licenciado da Igreja Universal, o deputado estadual Carlos Macedo (Republicanos), chegou a citar trechos bíblicos para tentar convencer o pastor a falar, mas não obteve sucesso.

Algumas das perguntas feitas durante a sessão se referiam ao valor arrecadado na área da Saúde e sobre quanto queriam arrecadar com o início da pandemia, qual o percentual destinado ao governador Witzel e também qual a participação de Witzel na caixinha da propina da Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Pouca gente lembra, mas recordar é viver. Foi o pastor Everaldo, criador e presidente do PSC, que batizou Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão, quando o então candidato se tornou evangélico. Depois, não se sabe o motivo, o pastor negou a Bolsonaro a legenda para se candidatar à Presidência, e Bolsonaro começou a procurar outro partido, quase fechou com o Patriota e depois entrou no PSL, na chamada undécima hora, faltando poucos dias para o encerramento do prazo fatal(C.N.)  

Alcolumbre sofre resistência para eleger Rodrigo Pacheco (DEM-MG) seu sucessor no Senado

Publicado em 17 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Rodrigo Pacheco critica posição do Partido Novo - Edição do Brasil

Pacheco ainda é considerado imaturo para presidir o Senado

Daniel Weterman e Anne Warth
Estadão

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), enfrenta resistências internas para emplacar seu sucessor no comando do Legislativo. O parlamentar tenta atrair apoio para a candidatura do líder do DEM, Rodrigo Pacheco (MG), mas o nome é questionado dentro das maiores bancadas. A disputa está marcada para fevereiro. O projeto original de Alcolumbre era ser candidato à reeleição, possibilidade barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um movimento para fazer frente ao candidato de Alcolumbre, o MDB, maior bancada do Senado, decidiu lançar um candidato único à sucessão. Dentro do partido, os senadores Eduardo Braga (AM), Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra Coelho (PE) e Eduardo Braga (AM) estão no páreo. Com quatro pré-candidatos, a legenda divulgou uma nota após reunião em Brasília afirmando que caminhará em “unidade” para voltar ao comando do Senado em 2021. O MDB tem 13 integrantes e buscará aliança com outros partidos. Um dos focos é o Podemos, que tem 10 senadores e faz oposição interna ao atual ocupante da cadeira.

AINDA IMATURO – Aos 44 anos, formado em Direito, Rodrigo Pacheco está na primeira legislatura no Senado – antes, foi deputado federal. Para alguns senadores, Pacheco é considerado imaturo para o cargo e há desconfiança de que ele usaria o posto para se alçar à disputa pelo governo de Minas Gerais em 2022. Por outro lado, aliados o apontam como alguém que consegue manter a ponte construída por Alcolumbre com o Palácio do Planalto e facilitar a demanda de colegas com o governo.

Senadores mais antigos na Casa querem o resgate de algumas tradições – entre elas a proporcionalidade na distribuição das comissões e da Mesa Diretora do Senado. Por essa regra, que vigorou por anos, os partidos com bancadas maiores têm direito a mais cargos. Alcolumbre, por sua vez, tem oferecido cargos em troca de apoio a Pacheco, sem observar essa prática.

A insatisfação foi expressa em nota divulgada pelo MDB após a reunião da bancada. “O momento exige bom senso e maturidade política. O respeito ao diálogo e à dimensão das bancadas é particularmente importante para garantir condução equilibrada de uma pauta de reconstrução do País, após esse período tão difícil que o Brasil enfrenta”, diz o texto.

COM BOLSONARO – Na semana passada, Alcolumbre esteve com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e sinalizou que caminharia para definir um candidato fora do MDB. O parlamentar conseguiu aceno de Bolsonaro para apoiar o “ungido” e fazer seu próprio sucessor.

A escolha alinhada com o governo antes de consultar líderes partidários causou incômodo. Para alguns senadores, Alcolumbre praticamente tirou Pacheco do “bolso” após ser impedido de tentar a reeleição.

“O Senado não pode ser um apêndice do Executivo. Não ter proporcionalidade significa transformar o Senado em um balcão de negócios”, afirmou Simone Tebet (MDB-MS), que disputava a indicação do MDB à sucessão, mas já abriu mão.

SEM SUCESSO – Nos últimos dias, Alcolumbre buscou apoio do PP e do PSD, partidos com senadores mais próximos a ele. As legendas, porém, evitaram declarar voto em Rodrigo Pacheco neste momento. Com as alianças indefinidas, o presidente do Senado vem buscando apoios individuais para a candidatura de Pacheco. Nas sessões do Senado durante esta semana, conforme o Estadão/Broadcast apurou, o parlamentar pediu votos para o candidato do DEM a colegas em meio à reunião de votações.

A bancada do PSD, com 12 senadores, se reuniu na segunda-feira para discutir a sucessão. Vice-presidente do Senado e aliado de Alcolumbre, Antonio Anastasia (PSD-MG) afirmou na conversa que não é candidato. Colegas do partido, porém, defendem que ele se lance na disputa. Além de Anastasia, Otto Alencar (BA) e Nelsinho Trad (MS) são citados como possíveis concorrentes.

A legenda voltará a se reunir na próxima semana para decidir que rumo tomará na eleição. Um consenso entre os integrantes é tomar uma decisão única em comum acordo. Líderes do Senado apontam que duas forças despontam com maior influência para vencer a eleição: Alcolumbre e o MDB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É fundamental encontrar um nome que possa derrotar Alcolumbre e Bolsonaro, porque a nação precisa de independência entre os três podres Poderes, como diz Caetano Veloso(C.N.)

Depois do 'morra quem morrer', prefeito de Itabuna testa positivo para Covid-19


por Vitor Castro

Depois do 'morra quem morrer', prefeito de Itabuna testa positivo para Covid-19
Foto: Lucas Arraz / Bahia Notícias

O prefeito de Itabuna, no Litoral Sul Baiano, Fernando Gomes (PTC) testou positivo para a Covid-19 na manhã desta quinta-feira (17). 

 

A assessoria de imprensa da prefeitura municipal confirmou a informação e acrescentou que Fernando segue em isolamento domiciliar, mas sem apresentar os sintomas característicos da doença. 

 

Fernando Gomes, que está com 81 anos,  chegou a dar expediente ao longo desta quarta-feira (16). A primeira-dama da cidade Sandra Neilma também teve a doença, mas já recebeu alta médica. 

 

O gestor do município de  Itabuna chamou atenção de todo estado no mês de julho após dizer em vídeo 'morra quem morrer', para justificar a reabertura do comércio local (relembre aqui). Tempos depois o gestor se justificou e disse que havia sido mal interpretado (veja aqui). 

Faroeste: Casal Maturino usou escritório de advocacia e salão de beleza para lavar dinheiro


por Cláudia Cardozo / Lula Bonfim

Faroeste: Casal Maturino usou escritório de advocacia e salão de beleza para lavar dinheiro
Salão Maison 22, em Lauro de Freitas | Foto: Reprodução / Info About Companies

O Bahia Notícias obteve acesso ao conteúdo de mensagens colhidas, através das investigações no âmbito da Operação Faroeste, do celular de Geciane Maturino - esposa do falso cônsul da Guiné-Bissau, Adailton Maturino. As conversas, a maior parte delas por áudio, detalham como o casal e seus contadores manobravam o dinheiro sujo obtido, para fugir da fiscalização das autoridades. Através de simulação de empréstimos, os dois tentaram dar aparência de legalidade a R$ 14 milhões recebidos no esquema criminoso, conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e relatório da Polícia Federal (PF).

 

Em uma conversa datada de 6 de novembro de 2018, Geciane, identificada no aplicativo de mensagens como “Deus é Amor”, aborda um de seus contadores, Edson Antônio Cella - da Cella Contabilidade, em Barreiras -, afirmando ter recebido uma ligação do banco apontando um problema dela com a Receita Federal. Segundo ela, haveria um débito não parcelado do Simples Nacional em 2016 e 2017.

 

“Você parcelou, não foi? Me fala aqui, por favor, alguma coisa relativa a isso, porque você parcelou e eu venho pagando o parcelamento todo mês certinho. E tá dizendo que é no valor de R$ 35 mil. Você sabe alguma coisa relativo a isso? Se você souber, você me fala aqui, por favor”, pergunta Geciane.

 

“Deixa eu te explicar. O que que eu fiz em relação a 2017 pra justificar as origens de valores que entraram dentro [sic] da conta do escritório? Eu considerei uma parte como faturamento do escritório dentro do limite do Simples Nacional. E uma parte, que é a grande maioria, eu tenho os contratos de mútuo aqui, para colher a sua assinatura como empréstimos. Era a única maneira de justificar as entradas de recursos”, responde Edson.

 

Segundo o contador, ele identificou esses valores como honorários advocatícios “para dar cobertura nas origens dos recursos” e “esquentar o dinheiro”. “Provavelmente, eu vá a Salvador semana que vem, daí eu sento contigo, Adailton, que eu quero mostrar como eu adotei os procedimentos aqui, para registrar as operações de movimentação financeira no escritório de advocacia durante 2017”, afirmou.

 

“Pede para Brenda ou para alguém providenciar os extratos de 2018, pessoa jurídica, ou seja, do escritório. E também das pessoas físicas, sua, do Adriel, da Brenda, do Adailton, porque eu tenho que já preparar essa documentação, para não deixar isso pra gente fazer o ano que vem. Então eu já observo e faço as correções que forem necessárias ainda durante 2018. Tu sabe que depois é mais difícil a gente construir documentos, né? Então eu tenho que aproveitar ainda esse exercício de 2018 no transcurso e já resolver isso aí”, finalizou Edson.

 

Em outra conversa com Geciane, datada de 20 de novembro do mesmo ano, o contador volta a pedir extratos do escritório de advocacia. Segundo Edson, os documentos são necessários para “verificar” as transferências da JJF Holding para as contas dela. “Eu preciso identificar as transferências da JJF tanto para a pessoa jurídica da Geciane quanto para as pessoas físicas. Não é pra controlar nada, não. É apenas para fazer a identificação contábil e poder dar lastro aqui, como empréstimo ou como honorários advocatícios”, justificou.

 

A Polícia Federal já havia apreendido dezenas de contratos de mútuo entre a Geciane Maturino Sociedade de Advocacia e a JJF Holding, somando valores milionários. Para o MPF, tal engenharia financeira é indicativa de lavagem de dinheiro.

 

SALÃO DE BELEZA

Geciane é sócia-administradora do salão de beleza Maison 22 em Vilas do Atlântico, no município de Lauro de Freitas. O empreendimento também foi utilizado pelo casal Maturino para lavagem de dinheiro, conforme as mensagens obtidas na investigação. Em uma conversa ocorrida no dia 8 de fevereiro de 2019, Edson Cella enviou uma intimação para sua contratante.

 

“Isso aí é uma intimação contra o salão, pedindo para justificar um repasse de trinta e tantos mil reais para sua conta de pessoa física. Eles constataram, provavelmente no extrato bancário, que saiu um valor do salão e foi pra sua conta pessoa física”, disse o contador.

 

“Não sei se é o Renato [Porto Barbosa] ou é outro contador. Então nós temos que ver quanto ele tá declarando. Se ele me passar a senha de acesso ao sistema de Receita Federal, eu vou verificar se o salão tá declarando alguma coisa ou não. Aí obviamente, se estiver declarando, se não tem um contrato de mútuo, eu vou elaborar um contrato de mútuo com data retroativa e apresentar para Receita Federal. Só isso. Tá bem? O que não pode é o salão ter emprestado dinheiro sem ter faturamento”, explicou Edson.

 

Pouco mais de uma hora depois, após se comunicar com o outro contador contratado por Geciane - José Ricardo de Oliveira Pitangueira -, Edson voltou a mandar mensagens de áudio, explicando a operação criminosa.

 

“Anexei três contratos de mútuo, que são os três valores que acabam gerando o montante de R$ 31.700,00, que foi declarado no imposto de renda. Também anexei o extrato de janeiro de 2017 a maio de 2017 do banco Bradesco, da Maison, através do qual é possível se verificar os três valores que montaram os R$ 31.700,00”, explicou o contador.

 

Ainda assim, Geciane apresentou dúvidas a Edson. “Deixa só eu tirar uma dúvida contigo. Eu tô imprimindo aqui os contratos de mútuo, referente ao salão Maison 22. Precisa eu reconhecer firma deles não, né? Até por conta da data, né? Senão eles podem desconfiar que eu fiz esse contrato agora. Melhor deixar sem reconhecer firma, né? Que que você acha? Me fale aqui, por favor”, perguntou a esposa do falso cônsul.

 

“Não precisa reconhecer firma, não. Fica tranquila. É porque, na verdade, isso aí, eu só construí depois, né?”, respondeu o contador.

 

Com base nessas e em outras mensagens encontradas no aparelho celular de Geciane, o Ministério Público Federal solicitou a manutenção da prisão preventiva do casal Maturino. Os contadores Edson Cella, José Ricardo Pitangueira e Renato Barbosa não tiveram pedido de prisão por parte do MPF.

Bahia Notícias

Rejeição acachapante à indicação de embaixador olavista é ‘recado político’ a Bolsonaro, afirmam ex-chanceleres

Publicado em 17 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Senado rejeitou por 37 votos a 9 a indicação de Marzano

Bianca Gomes
Estadão

A rejeição à indicação do embaixador Fabio Mendes Marzano para ocupar a posição de delegado permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Genebra, é um claro “recado político” do Senado à política externa do governo de Jair Bolsonaro, segundo ex-chanceleres.

“É uma derrota muito expressiva, um sinal político inequívoco”, disse Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores nos governos Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. A declaração foi dada em debate ao vivo promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais nesta quarta-feira, dia 16, e mediado pela colunista do Estadão Eliane Cantanhêde.

DESPRESTÍGIO – Ex-ministro das Relações Exteriores de Michel Temer, Aloysio Nunes afirmou que o “silêncio absoluto” de parlamentares governistas no plenário do Senado reflete o “desprestígio” do Itamaraty. “Ninguém levantou a voz para defender (o embaixador). Silêncio absoluto. Eu acho que isso indica um recado político. É uma indicação do humor político do Senado em relação à política externa brasileira.”

Os ex-chanceleres avaliaram no debate ao vivo que a vitória de Joe Biden, nos Estados Unidos, deixa o Brasil ainda mais isolado no cenário internacional. Mas o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2022, pode mudar esse cenário. “Falou-se da ideia de convidar o Michel Temer para ministro (das relações exteriores)”, lembrou o embaixador Rubens Ricupero. “Talvez isso indique que o presidente estaria, pelo menos em princípio, disposto a usar o Itamaraty como uma moeda a mais no cálculo da sucessão.”

O ex-chanceler Celso Amorim disse que Bolsonaro estará dividido entre buscar uma acomodação com o novo governo norte-americano ou se manter fiel ao apoio da extrema direita. Se escolher a segunda opção, diz ele, terá atritos com os EUA. “E isso terá reflexo na elite econômica brasileira e, portanto, impacto também na reeleição.”

MEIO AMBIENTE –  A política de meio ambiente brasileira também foi citada pelos ex-chanceleres como uma preocupação. Para o cientista político e pesquisador de Harvard Hussein Kalout, com a eleição de Biden, todos os grandes arranjos comerciais vão obedecer a uma nova doutrina internacional sobre bioeconomia, desenvolvimento sustentável e proteção da biodiversidade. “É impossível o Brasil avançar as suas peças nas relações internacionais mantendo a atual política ambiental.”

Aloysio Nunes disse que é preciso haver uma “correção de rumo” importante na área. O tema do meio ambiente, segundo ele, é “caro” ao Partido Democrata e será um tema delicado entre as duas nações.

Governador do ES defende projeto único para o Centrão chegar ao 2º turno em 2022

Publicado em 17 de dezembro de 2020 por Tribuna da Internet

Segundo Casagrande, Moro não está no campo político do Centrão

Edis Henrique Peres
Correio Braziliense

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), defendeu a união entre partidos de centro-esquerda e centro-direita em uma candidatura forte para a presidência da República em 2022. “Essa seria uma ação para sairmos da polarização política brasileira e termos energia de chegar ao 2° turno. Se houver uma pulverização das candidaturas, o PT e o Bolsonaro vão disputar as eleições, e os partidos de centro-esquerda e centro-direita não conseguirão destaque”, explicou ele.

A afirmação foi feita em entrevista, nesta segunda-feira, dia 14, no CB.Poder — uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília. No programa, Casagrande comentou a situação das legendas para as próximas eleições.

PROJETO ÚNICO – Para o governador, os partidos provavelmente lançarão seus pré-candidatos já no próximo ano em busca de tentar consolidar algum nome de sua preferência. “No entanto, neste momento, é exigido um comportamento diferente”, disse ele. Segundo ele, é necessário que os partidos de centro proponham um projeto único ao longo dos dois anos até a nova eleição.

“João Doria, Luciano Huck e demais nomes precisam pensar em quem agrega mais nesse campo, se não terão candidaturas que ficará pelo caminho. E não estamos em condições disso acontecer, precisamos de um projeto responsável que fortaleça as instituições democráticas do país”.

O governador aproveitou para comentar sobre outro nome cogitado para as eleições de 2022, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Segundo Casagrande, Moro não está no campo político do Centrão. “Ele teve um vínculo muito forte com o (presidente) Jair Bolsonaro e se posicionou em um espectro mais à direita. Na questão do centro ele não cabe”, finalizou.

VACINAÇÃO – Outro tema discutido no CB.Poder desta segunda foi a vacinação contra covid-19, que para o governador é um assunto primordial para acalmar a angústia dos brasileiros. “Minha opinião é que o governo deve adquirir todas as vacinas disponíveis e aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ou pelas outras agências reguladores da Europa, Japão, China ou Estados Unidos, como está previsto na lei”.

“Precisamos ter todas as alternativas e também precisamos ter velocidade. Tendemos a ter um verão amedrontador para os brasileiros, principalmente para os mais idosos, porque os jovens se expõem e levam a doença (covid-19) para os grupos vulneráveis. Estamos perdendo entre 600 e 700 pessoas por dia, em um estado de contaminação crescente. Além disso, já estamos atrasados em relação a outros países”, opinou.

Na briga por cargos, há uma campanha para tornar a política ainda mais suja


Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Ficha Limpa

Charge do Ivan Cabral (Arquivo Google)

J. R. Guzzo
Estadão

Normalmente o Congresso Nacional vive seus piores momentos durante o período de eleição das mesas diretoras – a turma que vai mandar de verdade em suas duas casas, para todos os efeitos práticos, pelos dois anos seguintes. Como sabem até as crianças com dez anos de idade, é a única coisa que realmente interessa aos nossos representantes do povo: com qual candidato a presidente, e a “chapa” que vem em volta dele, eu vou me dar melhor?

A situação se reproduz, como num espelho, nas eleições para o comando das Assembleias Legislativas e das Câmaras de vereadores espalhadas pelos 27 Estados e 5.500 municípios do Brasil. Não é nem um pouco melhor; é apenas mais barato.

UM ALGO MAIS – No caso da presente disputa pelas presidências do Senado Federal e da Câmara de Deputados, que elegerão em 1º. de fevereiro seus novos dirigentes, há um “plus a mais”, como se diz.

Desta vez, não se observa apenas a sórdida briga por cargos na mesa – e o cacho de empregos que vem pendurado em cada um deles, mais a capacidade de conceder privilégios para parentes, amigos e a amigos dos amigos e autorizar furtos explícitos ao dinheiro público. Além da desgraça de sempre, agora há também uma campanha aberta para tornar a política brasileira mais suja do que já é.

Ninguém diz que é isso, é claro, mas é exatamente isso: o PT e o que se considera a “esquerda” na Câmara e no Senado querem vender seu apoio para o candidato, ou candidatos, que se comprometerem a desmanchar a Lei da Ficha Limpa – uma das pouquíssimas coisas que o Legislativo brasileiro fez nos últimos anos em favor da moralização da vida pública.

MARCO IDEOLÓGICO – A Lei da Ficha Limpa, como se sabe, proíbe que candidatos condenados na justiça, incluindo-se aí as condenações por corrupção, sejam candidatos a cargos de governo.

Este, tristemente, é o principal marco ideológico do PT de hoje. Por conta da situação penal do ex-presidente Lula e de tantos outros grandes nomes da política nacional, todos eles prontíssimos, no momento, a se tornarem aliados, a prioridade do partido passou a ser o combate sem tréguas a qualquer coisa que possa ser usada contra a corrupção e os corruptos.

Desmontar a Lei da Ficha Limpa, obviamente, não beneficia só o PT. Num Congresso Nacional em que 30% (ou bem mais) dos deputados têm problemas com a justiça penal (sem contar a situação dos senadores), a militância pró-impunidade tornou-se praticamente uma religião. Mas chamar a si, na frente de todo mundo, o papel de liderança no movimento em favor da roubalheira é afundar ainda mais no abismo. É a isso que está reduzido o ex-maior partido político do Brasil.

Os vereadores Kaká de Sonso e Antônio Chaves a bem da verdade comparecem a Jeremoabo FM para prestar esclarecimento e satisfação para a população

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O Prefeito de Jeremoabo ontem(16.12) compareceu a Rádio Jeremoabo FM dando a sua versão da maneira que bem entendeu, inclusive querendo vender "gato por lebre", querendo transferir a culpa dos seus desmandos para os vereadores da oposição.
Os vereadores da oposição Kaká de Sonso e Antônio Chaves com toda firmeza, com toda honestidade, respaldados em documentos, números e fatos. já que " contra fatos não há argumentos", desmascararam o engodo, a farsa plantada pelo atual prefeito de Jeremoabo para tirar proveito eleitoral.
Traduzindo as palavras dos vereadores acima citados quando justificando o motivo de não aprovar a suplementação enganosa, usaram noutras palavras os seguintes termos: o" o gestor  continua plantando as suas mentiras. Porém a colheita será muito amarga tão logo a verdade, na sua plenitude, venha à tona. E não irá demorar".
Sem mais delongas, encerro parabenizando a firmeza e a responsabilidade dos vereadores da oposição em benefício do povo de Jeremoabo, da democracia, da defesa da causa pública, citando:
Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo".
Abraham Lincoln

A suplementação da Prefeitura de Jeremoabo é divulgada na Rádio Angiquinho com detalhes não republicanos.

 



Faço parte de vários grupos do  whatsapp de Paulo Afonso e muitos outros estados e cidades, principalmente da região onde mantenho intercambio de notícias.

Agora à tarde, após ter publicado a notícia intitulada A culpa é dos vereadores da oposição que ao invés de elogiar, de parabenizar o prefeito pelos erros cometidos, criticam e ainda denunciam!!! " onde comentava a falta d'água na zona rural que o prefeito alega culpa dos vereadores da oposição que não aprovam o pedido de suplementação, recebi uma mensagem onde diz que a Rádio Angiquinho publicou no programa de Ozildo Alves e Gil Leal 03(três) áudios de um fornecedor de bombas sendo ameaçado de ser processado  pelo prefeito de Jeremoabo, isso porque amparado pela LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011. de Acesso à Informação (LAI) tomou conhecimentos dos recursos que chegam para o Munícipio.

Dentre outros assuntos, a Rádio Angiquinho publicou áudios,  repetiu e comentou a informação por várias vezes, de que a Prefeitura de Jeremoabo há mais de 06(seis)meses deve ao fornecedor de bombas e não pagou.

Nota da redação deste Blog - A coisa está feia, os desmandos da Prefeitura de Jeremoabo já percorre mundo afora

Diante dessa informação da RÁDIO ANGIQUINHO, fica comprovado que a falta d'água na Zona Rural não é culpa dos vereadores da oposição, mas da prefeitura que deve e não paga.

Aproveito para lamentar a malvadeza dos assessores da prefeitura que por omissão não orientam o mesmo informando que existe uma Lei que permite a todo cidadão tomar conhecimento do que acontece na administração municipal, e, ,que o prefeito não pode nem dispõe de amparo legal para processar quem busca informação.

"A Lei de Acesso à Informação (LAI), nº 12.527 de 18 de Novembro de 2011, foi implementada na Administração Pública Federal no ano de 2012, a partir do Decreto nº 7.724 de 16 de maio de 2012. Desde então, cidadãos e entidades brasileiras têm feito, com base no interesse público ou particular, diversos pedidos de acesso a informações produzidas e custodiadas pelos órgãos e entidades da Administração Pública federal direta e indireta. "

Juazeiro: Em nova ação, PF e CGU vão à sede de secretaria de educação

Juazeiro: Em nova ação, PF e CGU vão à sede de secretaria de educação
Foto: Reprodução / RedeGN

Agentes da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União estão na sede da secretaria de educação e juventude de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, na manhã desta quinta-feira (17). Até o momento não se sabe o que motivou a ação. Nesta quarta-feira (16) foi deflagrada a Operação Adversos em combate a um grupo familiar envolvido em fraudes de licitações na compra de medicamentos.

 

Segundo a CGU, a suspeita é que as empresas envolvidas firmaram, juntas, contratos com 28 municípios baianos, entre 2013 e 2018. A estimativa é que elas receberam no período cerca de R$ 34 milhões. As ações desta quarta foram desencadeadas em secretarias de saúde, fazenda e finanças bem como em residências e empresas dos envolvidos.

Bahia Notícias

Cachoeira: Prefeito compra R$ 538,9 mil em queijo e panetone; MP pede suspensão


por Francis Juliano

Cachoeira: Prefeito compra R$ 538,9 mil em queijo e panetone; MP pede suspensão
Foto: Leitor BN / WhatsApp

Se depender do Ministério Público do Estado (MP-BA), o prefeito de Cachoeira, no Recôncavo, Tato Pereira, terá de suspender um contrato no valor de R$ 538,9 mil destinado à compra de queijo e panetone. Os alimentos fariam parte de uma cesta básica natalina a ser distribuída pelo Município. A cobrança pelo cancelamento da aquisição foi feita nesta quarta-feira (16) em recomendação expedida pelo promotor Sávio Henrique Damasceno Moreira.

 

Além do que chamou de “desproporcionalidade” do gasto em queijo e panetone, o promotor listou suspeitas na relação entre a prefeitura e empresa contratada. Segundo o promotor, há caráter “meramente festivo” na aquisição, já que a prefeitura já distribui cestas básicas para alunos da rede pública e um direcionamento à empresa de um homem identificado como Cristovaldo Cesário da Silva – que teria atuado na campanha de Tato Pereira deste ano. Na véspera da eleição, Cristovaldo dirigia uma caminhonete onde o prefeito candidato à reeleição estava na carroceria. 

 

Nos procedimentos vencidos pela companhia suspeita, acrecenta o promotor, não havia fiscal de contrato nem divulgação adequada de editais, além de a mesma ser considerada de pequeno porte, o que levantaria suspeitas quanto à capacidade de vencer seguidas licitações, sempre garantindo menor preço.

 

No documento, o promotor também frisou a necessidade de economia de gastos devido às consequências da pandemia da Covid-19. 

Bahia Notícias

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