terça-feira, agosto 25, 2020

“É preciso equilibrar a balança e melhorar a prestação da 2ª instância”, afirma presidente de associação de juízes

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Brandão defende debate racional sobre a remuneração de magistrados
Carlos Alexandre de Souza
Correio Braziliense
O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Eduardo Brandão, considera fundamental reforçar a estrutura dos tribunais de segunda instância para enfrentar o acúmulo de milhares de processos nos gabinetes de desembargadores. Um ponto crucial nesta discussão é a criação da Tribunal Regional Federal da 6ª Região, prevista no projeto de lei 5.919/2019, em tramitação no Congresso Nacional.
Essa nova unidade da Justiça Federal absorveria parte do volume de trabalho do TRF-1, que atende aos processos referentes ao Distrito Federal, Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. Brandão ressalta que a mudança, decorrente de uma reestruturação na Justiça Federal, não acarretará custos adicionais aos cofres públicos.
REMUNERAÇÃO – A Ajufe também acompanha a tramitação do projeto de lei nº 5.977/2019, que destina cargos vagos de juiz federal substituto a cargos de juiz de TRF. Ao Correio, Brandão ressalta, ainda, o trabalho da Justiça durante a pandemia, destaca a importância de uma lei mais abrangente sobre a quarentena e defende um debate racional sobre a remuneração de magistrados. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.
Por que é preciso ampliar a segunda instância da Justiça Federal?
Em 2001, quando surgiu o primeiro projeto de criação de um tribunal regional federal em Minas Gerais, aguardavam julgamento no TRF-1 236 mil recursos. Hoje, 19 anos depois, aguardam julgamento 550 mil processos. É fácil perceber que a situação piorou, em especial no 2º grau de jurisdição, com sérios prejuízos para a população de 14 estados da federação, que esperam longos anos por uma solução definitiva para os seus processos. A criação do TRF-6, que absorverá 35% da carga de trabalho do TRF-1, é medida de gestão eficiente e sem novos custos para o orçamento da União. As justiças Estadual e do Trabalho possuem, respectivamente, 27 e 24 tribunais, e 1.734 e 567 desembargadores, proferindo, no 2º grau, decisões céleres. O TJSP tem 360 desembargadores. O TJRJ, 180. O TJMG, 140. A Justiça Federal possui somente 5 tribunais, com 139 desembargadores, convivendo com sobrecarga e morosidade em seu 2º grau, em especial no TRF-1.
Por que essa ampliação não implicará custos adicionais à União?
Diante do atual momento econômico do país, agravado ainda mais pela pandemia, e por imposição do teto de gastos, a criação do TRF-6 somente pode ocorrer sem qualquer aumento do orçamento da Justiça Federal, vedada a criação de novos cargos ou despesas. A criação vai ocorrer a partir da adoção de medidas que não geram novos custos ou despesas, como por exemplo a criação de 18 cargos de desembargadores, a partir da transformação de 20 cargos vagos de juiz federal substituto. Com as promoções vindas do 1º grau e os postos do Quinto Constitucional, somente seis postos terão sido efetivamente providos no TRF-6, sendo que já há previsão para eles na lei orçamentária.
E em relação aos servidores?
O quadro de 400 servidores será formado a partir de uma reestruturação da Justiça Federal de 1º grau em Minas Gerais e da reposição de cargos decorrentes de aposentadoria. Trata-se de uma estrutura enxuta e moderna, com força de trabalho reduzida em relação aos demais cinco TRFs, que hoje contam, respectivamente, com 1.308, 1.426, 2.302, 1.281 e 656 servidores. Essa reestruturação extingue varas federais, unifica secretarias judiciais por matéria e não por vara, além de permitir o remanejamento de 200 dos atuais servidores do 1º grau para o TRF-6. Também haverá o aproveitamento da atual sede da Justiça Federal em Belo Horizonte, o que evitará gastos com aluguel ou aquisição de imóvel.
Essa mudança dará mais agilidade aos processos?
Sem dúvida. Com mais desembargadores, os processos que sobem da primeira instância poderão ser julgados com muito mais velocidade. Isso vai beneficiar diretamente o cidadão e o próprio Estado. O TRF-1 é o tribunal de 2º grau mais lento e congestionado do Brasil, se comparado aos tribunais das justiças Estaduais e do Trabalho. O número de casos novos anuais por julgador é três vezes maior (5.000 contra 1.600). A carga de trabalho, que considera os processos em andamento, é oito vezes maior (27.500 contra 3.500). O tempo médio de tramitação dos processos é quatro vezes mais elevado (37 meses contra 8). O aumento do número de juízes de 1º grau com a interiorização da Justiça Federal — de 77 em 1989 para 663 em 2019 (aumento de 760%) —, não acompanhado pelo crescimento do número de desembargadores — de 18 para 27 (aumento de 50%) —, e a maior judicialização em busca da proteção de direitos, geraram essa situação caótica. É preciso equilibrar a balança e melhorar a prestação da 2ª instância.
Qual a expectativa para a votação no Congresso?
O Congresso Nacional está atento à necessidade de reforçar a segunda instância, e por isso esperamos a aprovação. É uma pauta de grande impacto na vida de cidadãos que buscam solução dos seus litígios. Temos confiança de que os parlamentares atenderão às necessidades da população.
A Justiça Federal buscaria preencher também os cargos vagos em primeira instância?
O ideal seria que todas as vagas fossem preenchidas, mas a necessidade das vagas nos Tribunais Regionais Federais, com a ampliação dos existentes e a criação do TRF-6, é muito mais urgente para esse momento. Outro ponto importante é que nossos concursos são considerados pelos concorrentes como muito difíceis e exigentes. Apesar da responsabilidade e da importância da magistratura federal para o país, a carreira vem sofrendo muito desprestígio, o que desestimula muitos candidatos que acabam procurando por outros concursos das áreas jurídicas.
O presidente do STF, Dias Toffoli, defende a quarentena para juízes interessados em ingressar na política. O que acha?
Os juízes já precisam se exonerar, ou seja, deixar a carreira, para se candidatarem em eleições, enquanto outros servidores só precisam se licenciar de seus respectivos cargos. Os magistrados já respeitam o prazo geral de seis meses, previsto em lei, para desincompatibilização. Mas se a proposta de aplicação da quarentena for objeto de debate, tem de valer para cargos do Executivo quando vão para o Judiciário e do Legislativo para o Executivo. Um exemplo são os deputados eleitos que viram ministros de Estado. Não dá para mais uma vez, só focar nos juízes, sem um olhar crítico e equilibrado sobre outras carreiras de Estado.
Existe uma discussão recorrente sobre a participação de magistrados em redes sociais. Como o senhor vê essa questão?
Temos grande preocupação com essas medidas restritivas, pois juízes e juízas são cidadãos que podem criticar medidas tomadas pelas diferentes esferas de poder ou mesmo críticas relativas a costumes, desde que mantenham a imparcialidade. Limitar a liberdade de expressão dos magistrados nos preocupa muito, até pelo número insignificante de publicações que realmente poderiam gerar tais regras.
Como avalia a atuação da Justiça durante a pandemia, com os magistrados em regime de teletrabalho?
Em primeiro lugar, precisamos destacar o acerto do investimento e desenvolvimento do processo eletrônico, que tem permitido o atendimento ao público até com ganho de produtividade em alguns casos. Vale lembrar que a lei que trata da informatização do processo judicial partiu de uma sugestão da Ajufe e foi aprovada pelo Congresso. Na minha visão, as teleaudiências para depoimentos de testemunhas e de partes, e as sessões virtuais, principalmente nos tribunais superiores e na Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais e, ainda, nos tribunais regionais federais, vieram para ficar, pois tornam os processos ainda mais rápidos e simplificados para os advogados. É incrível constatar que o processo eletrônico tenha nos permitido uma maior universalização da Justiça em um momento tão delicado.
Há muitas críticas sobre como a Lei Orgânica da Magistratura trata juízes denunciados. Como vê a aposentadoria compulsória?
É importante esclarecer que a aposentadoria compulsória é a última das sanções administrativas. Se o juiz cometeu algum crime, será julgado, condenado e vai perder a função pública. Quando esse assunto é abordado pela mídia, há uma recorrente confusão entre sanção administrativa e sanção penal. É importante ressaltar que se um magistrado for condenado por cometimento de algum crime, pode, também, perder a aposentadoria.
A Ajufe tem entre suas pautas constantes a defesa da remuneração dos magistrados. As revisões remuneratórias só  estão ocorrendo de quatro em quatro anos, o que contraria a Constituição, que prevê a revisão anual. Depois da reforma da  previdência e do estabelecimento do teto constitucional, o senhor acha que isso pode afastar candidatos aos concursos de ingresso na magistratura?
Além de tornar a carreira menos atrativa, temos perdido até empossados que preferem outras carreiras jurídicas, especialmente para o Ministério Público Federal e para as magistraturas e promotorias estaduais. A falta de revisão anual é assustadora e preocupante, pois é a inconstitucionalidade mais recorrente e mais celebrada de todo nosso texto Constitucional. Qualquer projeto de lei encaminhado pelo STF ao Congresso para cumprir essa norma é atacado por diversos setores da sociedade, como se não fosse equivalente ao dissídio anual das carreiras privadas. O que me parece um absurdo. Precisamos enfrentar esse debate com racionalidade e transparência, sem passionalidade ou discursos ideológicos equivocados. Quanto ao teto constitucional, é extremamente defensável e moralizador. Mas, se não for atualizado regularmente, perde a sua razão de ser e acaba virando piso das carreiras jurídicas, como é atualmente.

MP Eleitoral pede que candidatos “ficha-suja” não se beneficiem pelo adiamento das eleições

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Charge do Sinfronio (Arquivo do Google)
Pedro Caramuru e Rafael Moraes Moura
Estadão
O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que candidatos “ficha suja” não sejam beneficiados pelo adiamento das eleições municipais deste ano em função da pandemia do novo coronavírus. Conforme mostrou o Estadão/Broadcast Político, o adiamento das eleições de outubro para novembro deste ano, aprovado pelo Congresso, abriu brecha para que políticos condenados, em especial por abuso de poder nas eleições de 2012, pudessem estar nas urnas deste ano.
O parecer integra a consulta, a ser julgada pelo plenário do TSE, feita pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE). Até o momento, pelo menos três dos setes ministros da Corte ouvidos reservadamente pela reportagem disseram ter posição contrária ao documento do MPE e favoráveis ao entendimento de que inelegíveis poderiam se candidatar na nova data.
INELEGIBILIDADE – Segundo o documento, ao qual o Estadão/Broadcast Político teve acesso, o MPE pede para que seja “esticada” a inelegibilidade dos políticos que não poderiam se candidatar em outubro. O MP Eleitoral também quer que o prazo de inelegibilidade, fixado pela Lei da Ficha Limpa, seja válido até o final por inteiro do último ano da sanção – ao contrário da contagem data a data, que considera a eleição na qual o delito teria sido cometido.
Condenados em órgãos colegiados por abuso de poder econômico e político – a partir de práticas como compra de voto e uso indevido da máquina pública – não podem se candidatar a cargos públicos por um período de oito anos – o prazo, nesses casos, conta a partir das eleições pelas quais os políticos foram condenados. Desta forma, caso o primeiro turno de 2020 ocorresse em 4 de outubro, conforme previsto, esses políticos ainda estariam inelegíveis. Com o adiamento do pleito para novembro, o prazo de oito anos já estará esgotado.
De acordo com o parecer do MP Eleitoral, “em momentos de crise e de vulnerabilidade, é necessário zelar mais do que nunca pela segurança jurídica, princípio fundamental da ordem jurídica estatal, responsável pela estabilidade das relações jurídicas, econômicas e sociais, e pela não deterioração dos Poderes ou instituições.”
SUSTENTAÇÃO – “Uma coisa é a louvável edição (para o adiamento das eleições) de uma norma que tenha por finalidade a preservação da saúde e integridade de eleitores, outra, totalmente dissociada deste nobre propósito, é interpretá-la de modo a distanciar-se de caros valores constitucionais – como o da segurança jurídica, isonomia, probidade administrativa, moralidade e proteção da normalidade e legitimidade das eleições contra a interferência do poder econômico e do abuso de cargo ou função pública”, sustenta o vice-procurador-geral eleitoral Renato Brill de Góes.
No documento, o MP Eleitoral, diverge radicalmente do entendimento da área técnica do TSE, que defendia o critério data a data para contagem dos prazos de inelegibilidade.
PRAZOS – No Senado, os parlamentares foram cobrados, mas decidiram não mudar os prazos da Ficha Limpa. Em sessão com o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, o diretor do MCCE, Melillo Dinis, solicitou a mudança, mas não obteve sucesso.
Nesse outro parecer, a assessoria técnica do TSE considera ter havido uma escolha por parte do Congresso “pela manutenção das disposições legais e jurisprudenciais aplicáveis ao caso”.

Será que estamos diante de uma maneira disfarçada de burlar a lei?

A imagem pode conter: texto que diz "e to palaa papel, Imprensa Oficial apublicidade levada Gestor Derisvaldo Secretário Comunicação 3114 ortarias Jeremoabo Diário Oficia មេបបមប PREFEITURA MUNICIPAL JEREMOABO Gonçalves PORTARIA 241/2020. eremoabo-BA nomeação cargo em comissão; o CHEFE DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL DE JEREMOABO, ESTADO BAHIA, DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS, uso atribuições que lhe são conferidas pelo art. 1, inciso Lei Orgânica Municipal, RESOLVE: Art. Nomear RAÍSSA JESUS SANTANA, portadora 2284934633 expedido SSP/BA CPF 866.711.095-75 para cargo ASSESSORA REGIONAL, símbolo CC-4, lotada GABINETE DO PREFEITO. Esta Portaria retroage seus efeitos partir GABINETE PREFEITO, em de agosto de 2020. agosto 2020. DERISVALDO JOSÉ DOS SANTOS Prefeito Municipal"



15 de agosto – sábado
"Data a partir da qual são vedadas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais (Lei nº 9.504/1997, art. 73, V e VI, a):
I – nomear, contratar ou, de qualquer forma, admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens, ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os casos de:

a) nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança;"
Portanto Cargo Comissionado a depender do caso não está proibido, agora cabe aos vereadores averiguar se está previsto  dentro da Estrutura dos Cargos, porque o Estatuto dos Servidores estabelece a quantidade de servidores,  se nomeou além do que determina Lei, está cometendo uma ilegalidade

Propagação do COVID-19 em Jeremoabo supera Paulo Afonso.

Coronavírus (COVID-19): informe-se aqui! - Brasil Escola
Foto Reprodução do Google


Propagação do COVID-19 em Jeremoabo supera Paulo Afonso.

Proporcionalmente a média dia de infectados em Jeremoabo é maior do que a de Paulo Afonso, já que a população de Paulo Afonso equivale 2,91 a de Jeremoabo.

Paulo Afonso
Paulo Afonso
População
Data início
Infecção
Data atual
Dias decorridos
Média de infectado entre a população
Média/dia

117.782
21/04/2020
25/08/2020
126


Casos COID-19

01




Casos COID-19


619 (0,0525%)

1 para cada 190,277
4,91

Jeremoabo
Jeremoabo

População
Data início
Data atual
Dias decorridos
Média de infectado entre a população
Média/dia

40.463
16/05/2020
25/08/2020
102


Casos COID-19

01




Casos COID-19


237 (0,0585%)

1 para cada 170,729
2,32

A irresponsabilidade do Prefeito de Jeremoabo – DERI DO PALOMA, pertinente ao que diz respeito ao trato com a proliferação do vírus COVID-19 em nosso município, seja pelas carreatas e aglomerações que tem patrocinado, ou ainda, pela aplicação dos recursos em outras atividades desconexas das ações contra a pandemia, nos mostra que numa comparação coma cidade de Paulo Afonso, Jeremoabo apresenta maior média entre infectados por número de habitantes, já que, Paulo Afonso tem um infectado para cada 190,277 cidadão paulafonsense, valor que é atribuído em razão da divisão do total de habitantes pelo número de infectados. 117.782 / 619 = 190,277 - implica que 619 X 190,277 = 117.782 aproximado, enquanto que para Jeremoabo temos: 40.463 / 237 = 170,729 - implica que 237 X 170,729 = 40.462 aproximado, assim, fica comprovado que em Jeremoabo, neste momento, temos um infectado para cada 170,729 cidadão jeremoabense.

Tais dados servem como alerta para a situação por nós vivida e sem que haja uma estratégia de controle ou combate às prováveis causas, levando-se em contra que o Prefeito está preocupado unicamente com uma duvidosa reeleição, enquanto deixa a população jogada a própria sorte, pois nesta comparação, o primeiro caso ocorrido em Jeremoabo, somente aconteceu o primeiro caso 24 dias depois da ocorrida em Paulo Afonso.

Senhor Prefeito, enquanto os recursos destinados ao combate do vírus são destinados para fins alheios às atividades de combate ao vírus, Vossa Excelência se torna responsável direto pela morte de todo cidadão jeremoabense.

J. M. Varjão/Dedé Montalvão
Em 25/08/2020

Jeremoabo terreno fértil para COVID-19, treze(13) casos de ontem para hoje

ONTEM




HOJE - ACRESCENTAR MAIS UM NO BOLETIM DE HOJE, A ADVOGADA SHIRLEY TESTOU POSITIVO.

Ilhéus: Vereador critica projeto e depois 'descobre' que é autor de proposta

Ilhéus: Vereador critica projeto e depois 'descobre' que é autor de proposta
Foto: Reprodução / Facebook / Câmara de Ilhéus
Um vereador de Ilhéus, no Sul baiano, protagonizou um caso inusitado. Carlos Augusto Cardoso da Silva, conhecido como Augustão (PT), pediu a palavra para criticar um projeto quando foi avisado que a iniciativa tinha sido de autoria dele. Segundo o Blog Agravo, o projeto 065/2019 trata de regulação e fornecimento de internet em logradouros públicos de Ilhéus, como escolas e órgãos públicos. O edil disse que o projeto era importante, mas questionou a viabilidade da iniciativa.

“Entendo que esse projeto visa a inclusão digital, é importante, mas eu tenha a preocupação porque quem vai custear esse projeto? Qual é o valor do projeto, qual a empresa operadora do projeto? E outra coisa, a gente tem dificuldade de implantando internet nos postos de saúde, como é que a gente vai conseguir implantar em praças?”, disse o edil ao que foi surpreendido com a informação que o projeto era do próprio.

Ao fim da fala, o vereador disse que retiraria o projeto. “Vou retirar meu projeto, vou analisar e reapresentar”, finalizou. O caso ocorreu na última quarta-feira (19).

Brejões: Professores cobram pagamento de piso nacional da educação


por Francis Juliano
Brejões: Professores cobram pagamento de piso nacional da educação
Foto: Reprodução / APLB Brejões
Professores da rede municipal de Brejões, no Vale do Jiquiriçá, fazem um protesto na tarde desta terça-feira (25). Os docentes cobram a sanção de um projeto, da própria prefeitura, que equipara os salários dos cerca de 150 professores ao piso nacional da educação. Atualmente, o piso para profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira é de R$ 2.886,24.

Os docentes esperam que os 11 vereadores, que já votaram a favor do projeto, voltem a confirmar os votos e derrubem o veto do prefeito Sandro de Juca. Ao Bahia Notícias, a vice-coordenadora da APLB em Brejões, Simone Reis, disse que a categoria aguarda há três anos a atualização dos vencimentos conforme o piso nacional. “A classe toda está cansada de tentar fazer acordo. Nunca fomos para a rua. Nossos alunos nunca ficaram sem aulas. E na última reunião fomos destratados”, disse.

Os professores da rede municipal de Brejões também cobram a reposição nos salário de valores oriundos do Fundef [atual Fundeb], fundo da educação básica. O protesto será no espaço externo da Câmara. O Bahia Notícias tentou falar com o prefeito, mas as ligações caíram na caixa de mensagens.
Bahia Notícias

Veja as perguntas que a família Bolsonaro ainda não respondeu no caso Queiroz

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Usuários do Twitter repetem pergunta que levou Bolsonaro a ...
Charge do Laerte (Arquivo Google)
Deu em O Globo
Desde que as primeiras informações sobre o esquema conhecido como “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), enquanto ele ocupava o posto de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vieram à tona, a família Bolsonaro se recusa a responder perguntas que ajudem a esclarecer o suposto esquema encabeçado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz. A questão mais recente, ligada ao ex-assessor de Flávio, trata sobre os valores repassados por Queiroz para a conta da primeira-dama Mchele Bolsonaro, que chegam a R$89 mil, como mostraram a revista “Crusoé” e o jornal “Folha de S.Paulo”, informações confirmadas pelo Globo.
Ao ser questionado neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro se recusou a responder e afirmou a um repórter do Globo que estava com vontade de “encher a boca” dele de porrada. Bolsonaro fez a afirmação ao ser perguntado sobre os depósitos na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Veja agora as dúvidas que ainda pairam sobre os cheques depositados por Fabrício Queiroz:
Qual foi o valor repassado por Queiroz a Michelle Bolsonaro?
O valor total foi de R$ 89 mil. Segundo reportagem da revista “Crusoé”, Fabrício Queiroz repassou R$ 72 mil em 21 cheques descontados por Michelle entre 2011 e 2016. O jornal “Folha de S.Paulo” informou ainda que Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, repassou R$ 17 mil para Michelle em 2011, em seis cheques: cinco de R$ 3 mil e um de R$ 2 mil.
O presidente Jair Bolsonaro já falou sobre o assunto?No fim de 2018, após o Coaf apontar um repasse de Queiroz para Michelle de R$ 24 mil, Bolsonaro disse que o depósito era o pagamento de um empréstimo que havia feito ao ex-assessor de seu filho. A dívida total, segundo Bolsonaro, era de R$ 40 mil, valor inferior ao total revelado pela “Crusoé”. Bolsonaro ainda não explicou a diferença de valores.
Por que os cheques foram descontados por Michelle, e não por Bolsonaro?Segundo o presidente afirmou no fim de 2018, a primeira-dama descontou os cheques porque ele não tinha “tempo de sair”. Embora o presidente tenha dito que emprestou dinheiro a Queiroz, a quebra de sigilo do ex-assessor não identificou nenhuma transferência em nome de Jair Bolsonaro na sua conta bancária.
Os repasses têm relação com a investigação da “rachadinha” que envolve Flávio Bolsonaro?Em nota, o MP disse que a primeira-dama “não faz parte do escopo das investigações sobre a prática de rachadinha” no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro entre 2007 e 2018. A quebra de sigilo de Queiroz mostrou que o ex-assessor recebeu 483 depósitos de pelo menos 13 assessores, totalizando R$ 2 milhões.
Bolsonaro pode ser investigado pelos repasses a Michelle?A Constituição diz que o presidente “não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções” durante o mandato. Por serem repasses feitos antes de Bolsonaro assumir a Presidência, ele não poderia ser denunciado pela PGR, por exemplo, em caso de conexão entre os pagamentos e alguma atividade ilícita.

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