sábado, abril 25, 2020

Flávio Bolsonaro é acusado de financiar prédios da milícia carioca, diz Intercept Brasil

Bolsonaro alega “erro”, retira assinatura de Moro e republica exoneração de Valeixo


Valeixo não pediu para ser exonerado, contrariando o informado
Deu na Folha
O presidente Jair Bolsonaro admitiu erro e retirou o nome de Sergio Moro da assinatura da medida de exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal. A demissão foi republicada no Diário Oficial extra no início da noite desta sexta-feira, dia 24, sem o nome de Moro abaixo do de Bolsonaro.
Na medida, é informado que o ato foi “republicado por ter constado incorreção quanto ao original”. No lugar do ex-ministro, são citados os Braga Netto (Casa Civil) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral). O primeiro ato de exoneração foi publicado na madrugada como “a pedido” de Valeixo no Diário Oficial, com as assinaturas eletrônicas de Bolsonaro e de Moro.
INFORMAÇÃO ERRADA – Ao anunciar sua demissão, Moro afirmou que não assinou a medida e que soube de madrugada de sua publicação. Ainda segundo o ministro, Valeixo não pediu para ser exonerado, ao contrário do que informa o ato no Diário Oficial.
“Fiquei sabendo pelo Diário Oficial, não assinei esse decreto”, disse o ministro. O agora ex-ministro declarou ainda que isso foi algo “ofensivo” e que “foi surpreendido”. “Esse último ato foi uma sinalização de que o presidente me quer fora do cargo”.
A Folha antecipou na madrugada a informação de que o ministro não havia assinado o ato de exoneração de Valeixo e que então diretor-geral não havia pedido sua saída. O contexto da exoneração de Valeixo foi considerado decisivo para o ministro bater o martelo de sua saída do governo.
SEM JUSTIFICATIVAS – No pronunciamento em que rebateu as declarações de Moro, Bolsonaro não esclareceu as razões pelas quais colocou o nome de Moro no Diário Oficial da União. Sobre Valeixo, afirmou que conversou na noite de quinta-feira, dia 23, com ele para comunicar da exoneração.
Pouco depois, Moro comentou o episódio em sua rede social.
“De fato, o Diretor da PF Maurício Valeixo estava cansado de ser assediado desde agosto do ano passado pelo presidente para ser substituído. Mas, ontem, não houve qualquer pedido de demissão, nem o decreto de exoneração passou por mim ou me foi informado”, disse. Na retificação da medida, Bolsonaro manteve o caráter “a pedido” da exoneração do chefe da PF.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A questão é saber se a alegação de Bolsonaro basta, uma vez que o uso do certificado digital de Moro, sem a sua autorização para assinar a exoneração de Valeixo, pode configurar crime de falsa identidade ou falsificação de sinal público. (Marcelo Copelli)

Pronunciamento na TV foi um desastre e o governo Bolsonaro está perto do fim


FOCO DO BRASIL - Política - Jair Bolsonaro
Bolsonaro reuniu o Ministério para criar uma credibilidade artificial
Pedro do Coutto
Em apresentação na tarde de ontem pela Globonews, a jornalista Miriam Leitão afirmou que ontem, sexta-feira, o governo Bolsonaro chegou ao fim. A opinião foi emitida horas antes do pronunciamento do presidente da República sobre o episódio Sérgio Moro. Na minha opinião, baseada nos fatos, o atual governo ingressou em sua fase final, tantas as contradições e afirmações contidas em sua versão relacionadas com a saída de Maurício Valeixo.
O presidente da República misturou situações que nada tinham a ver com o caso. Falou até, não sei por que, ter desligado o aquecimento da piscina olímpica que se encontra em sua residência oficial. Motivo: economia.
VERSÃO AMALUCADA – Porém a afirmação mais agressiva foi proferida pelo presidente da República atribuindo a Sérgio Moro uma declaração vinculando a substituição do diretor da Polícia Federal à sua indicação, em novembro, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Este ponto, a meu ver, vai se transformar em uma outra versão, permitindo a Sérgio Moro o direito de pronta resposta. Sérgio Moro, não tocou nesse assunto, penso eu. Tampouco relacionou uma condição à outra.
Bolsonaro afirmou ter direito a nomear o diretor geral da PF. Claro, mas a Polícia Federal está subordinada ao ministro da Justiça e, portanto, qualquer nomeação tem que ser previamente apresentada ao titular da Pasta.
Outra surpresa foi Bolsonaro solicitar ao Procurador Geral da República a abertura de inquérito para apurar as declarações de Sérgio Moro feitas na manhã de ontem. Inquérito para que? Não há necessidade de inquérito tampouco de qualquer investigação. É só juntar as afirmações de Moro e se assim pensar, propor um processo.
PRÓXIMOS CAPÍTULOS – As contradições de Bolsonaro certamente vão ser expostas nos próximos capítulos. Mas um fato o governo não poderá ocultar. O vínculo da substituição de Valeixo com as investigações sobre as fake news e sobre a identificação de quais pessoas e empresas financiaram o comício em frente ao QG do Exército.
E o clima esquentou no início da noite quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que os delegados da PF que investigam as fake news na internet não podem ser substituídos até o final de seu trabalho. Alexandre de Moraes é o relator da ação que corre no Tribunal a respeito do episódio.
O pronunciamento do presidente da República ficará na história do Brasil como um dos mais desconcertantes e contraditórios de que se tem notícia nas últimas décadas.

Agora, é aguardar o impeachment e a posse de Mourão, que fará um grande governo


De hoje não passa', diz Mourão sobre definição do caso Bebianno ...
Mourão descolau de Bolsonaro e lamentou a demissão de Moro
Carlos Newton
Dava para notar o constrangimento do vice-presidente Hamilton Mourão e do ministro Paulo Guedes durante o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro no salão do Planalto, perante todo o Ministério e um convidado especial, o deputado Hélio Lopes, também conhecido como Hélio Bolsonaro ou Hélio Negrão, uma espécie de ministro informal, se é que isso exista.  
No início Mourão não aparecia na imagem amadorística transmitida pela Rede Brasil. Somente eram focalizados os que estavam ao lado do presidente, mostrando Onyx Lorenzoni e Damares Alves quase caindo no sono. Quando o cinegrafista enfim abriu a imagem, pegando quase todos os ministros (apenas Abraham Weintraub, da Educação, ficou fora de foco, talvez por estar sem paletó e gravata), o vice-presidente Hamilton Mourão enfim surgiu na telinha, visivelmente contrafeito.
BATEU PALMAS – Apesar do constrangimento, foi Mourão quem puxou palmas protocolares ao final do desastrado pronunciamento presidencial, que na verdade está destinado a ficar conhecido na História Republicana por marcar o início do fim do governo de Jair Bolsonaro.
O resultado catastrófico do discurso foi expressivamente sentido aqui na Tribuna da Internet, com grande número de antigos defensores de Bolsonaro jogando a toalha, como já acontecera com o ator Carlos Vereza, que afirmou: “Chega! Não dá mais para aguentar…”
Desde o início do governo, quando o presidente começou a botar os pés pelas mãos, ao preferir obedecer ao guru terraplanista Olavo de Carvalho e ouvir os três patéticos filhos, ao invés de se aconselhar com ministros competentes, como Gustavo Bebianno e Santos Cruz, assinalamos que o fato concreto é que Jair Bolsonaro é do tipo autocarburante. Não precisa haver oposição nem ninguém acender o fósforo, porque ele entra em combustão por si próprio. E foi rigorosamente o que aconteceu.
IMPEACHMENT INEVITÁVEL – Agora, vamos olhar para a frente, porque o impeachment é inevitável. O ministro-decano do Supremo, Celso de Mello, já deu prazo para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se manifestar sobre os vários pedidos que se acumulam na Mesa Diretora.
E nessa sexta-feira o mais jovem ministro, Alexandre de Moraes, proibiu que sejam removidos os delegados da Polícia Federal que estão investigando as fake news e a manifestação do último domingo, crimes que envolvem os filhos de Bolsonaro e o próprio presidente, que insanamente aceitou prestigiar o ato público golpista, realizado bem diante do intocável território do Forte Apache, Quartel-General do Exército, ousadia que os militares jamais perdoarão a Bolsonaro.
Em tradução simultânea, não haverá golpe. O presidente Bolsonaro sofrerá impeachment e a vida seguirá em frente, como dizia João Saldanha, com o general Hamilton Mourão à frente de um governo revolucionário e democrático, algo de novo na política universal.
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P.S.
 – Sempre atento, o jurista Jorge Béja nos manda mensagem fazendo a seguinte pergunta: “Moro falou dentro do Ministério da Justiça (instituição civil, portanto). Então, o que faziam aqueles dois paraquedistas fardados para o combate, de boina vermelha ao lado,  bem próximo à mesa onde Moro se sentou e falou? É uma simbologia grave. Ameaçadora”.
P.S. 2 – Como sempre, concordo com o Dr. Béja, que é uma espécie de guru da Tribuna da Internet. Realmente, foi uma simbologia grave, mas está tudo sob controle. Quando Bolsonaro for afastado, o vice Mourão vai assumir e o Brasil retomará seu caminho rumo ao desenvolvimento sustentável, em  democracia plena. Podem acreditar. (C.N.)

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