sábado, agosto 24, 2019

“Execrável”, diz OAB sobre ação da PF em escritório da defesa de Lula


Batochio advoga para Lula e já foi defensor de Palocci 
Deu na Folha
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou uma nota nesta sexta-feira, dia 23, classificando como “execrável” o pedido da Polícia Federal para realizar buscas e apreensões no atual escritório e na casa do advogado José Roberto Batochio. Ele advoga, entre outros, para o ex-presidente Lula e já foi defensor de Antonio Palocci no passado. O Ministério Público Federal (MPF ) se posicionou de forma contrária e a Justiça indeferiu o pedido. A autorização foi concedida apenas para que os policiais recolhessem material do edifício em que funcionava o antigo escritório do defensor.
Segundo o documento, assinado pelo presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, a tentativa da PF é uma “execrável demonstração de que o abuso, nos dias que correm, não conhecem mesmo quaisquer limites”. “É passada a hora de haver, para violências como estas, a necessária e devida repressão, mostrando-se necessária e urgente a sanção a lei de abuso de autoridade aprovada pelo Congresso Nacional”, afirma ainda Santa Cruz. O pedido de busca e apreensão foi feito à Justiça com a justificativa de que a Odebrecht, segundo a PF, teria realizado duas entregas de valores em espécie em um antigo escritório do advogado, no valor de R$ 1 milhão.
HONORÁRIOS – Os recursos teriam servido para pagar honorários a Batochio. E também seriam destinados a outro cliente do defensor, Branislav Kontic, que recolheria recursos para a manutenção do Instituto Lula. As informações integram a delação do ex-ministro Antonio Palocci e estão ainda registradas em documentos apreendidos na empreiteira. O Ministério Público Federal defendeu o indeferimento dos pedidos com o argumento de que a análise de documentos do escritório de Batochio poderia esbarrar na “garantia de sigilo entre cliente e advogado”.
Em sua decisão, a juíza Gabriela Hardt acolheu em parte a manifestação do MPF. Ela afirmou que “é sempre polêmica a expedição de mandado de busca e apreeensão em escritórios de advocacia, justamente em razão do sigilo existente entre clientes e advogados”. Hardt optou por deferir parcialmente o pedido e concedeu o mandado de busca e apreensão somente para o edifício do antigo escritório de Batochio com a finalidade de apreender registros físicos ou eletrônicos dos acessos de pessoas e veículos ao prédio.
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LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA:
“A propósito de notícias sobre a deflagração, nada data de hoje, da cognominada “Operação Pentiti” pela Polícia Federal de Curitiba, em que há referência à banca do advogado José Roberto Batochio, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à violência que se pretendeu exercer contra referido e modelar profissional da advocacia, numa execrável demonstração de que o abuso, nos dias que correm, não conhecem mesmo quaisquer limites.
O advogado jamais pode ser confundido com seu constituinte. Em boa hora o Ministério Público Federal se manifestou contrariamente ao pleito de busca e apreensão formulado pelo Delegado de Polícia Federal e, com acerto e justiça, o Poder Judiciário rechaçou prontamente essa ilegal e abusiva medida, reafirmando a inviolabilidade da advocacia e a preservação do direito de defesa. É passada a hora de haver, para violências como estas, a necessária e devida repressão, mostrando-se necessária e urgente a sanção da lei de abuso de autoridade aprovada pelo Congresso Nacional.
Felipe Santa Cruz – Presidente Nacional da OAB”

Juiz dá 72 horas para Bolsonaro detalhar planos de controle das queimadas na Amazônia


Incêndios na Amazônia se intensificaram nos últimos dias
Gustavo Garcia
 G1
O juiz federal substituto da 21ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Rolando Valcir Spanholo, determinou nesta sexta-feira, dia 23, que o presidente Jair Bolsonaro explique em 72 horas as medidas administrativas adotadas pelo governo para controlar ou minimizar os efeitos das queimadas na região amazônica. O juiz federal também determinou que Bolsonaro e a União apresentem o “real panorama da situação”, e que informem se as autoridades federais ou locais já tomaram providências legais para punir os responsáveis pelos incêndios, conforme a Lei dos Crimes Ambientais.
“Considerando ser impossível não reconhecer a gravidade da situação humana e ambiental gerada pelos incêndios, julgo oportuno que os réus apresentem, no prazo de 72 horas (reduzido por conta da situação peculiar vivenciada), o real panorama da situação e as correspondentes medidas administrativas que estão sendo adotadas pelo Poder Público (isoladamente e/ou em parceria com os Entes locais), para controlar e/ou minimizar os efeitos adversos das queimadas”, diz o despacho do magistrado.
AÇÃO POPULAR – Spanholo tomou a decisão ao analisar uma ação popular movida pelo cidadão Carlos Alexandre Klomfahs. O G1 procurou o Palácio do Planalto para comentar a decisão do magistrado, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido resposta. Na decisão, o juiz federal relata que Klomfahs “atribui ao governo brasileiro um suposto comportamento omissivo e não compatível com a gravidade e a importância do tema”. “Como argumentação adicional, [o autor] invoca a existência de forte repercussão e reação mundial contra a aventada omissão das autoridades brasileiras na condução das medidas que teriam a força de reconduzir a situação das queimadas na Amazônia a uma ‘condição de normalidade”, diz o juiz.
Nos últimos dias, as queimadas na região amazônica se intensificaram e têm repercutido internacionalmente. Bolsonaro afirmou, sem apresentar provas, que integrantes de organizações não governamentais (ONGs) e fazendeiros podem estar envolvidos nas queimadas. Nesta sexta-feira, o presidente autorizou o uso das Forças Armadas no combate às queimadas. Em um pronunciamento na TV e no rádio, Bolsonaro prometeu “tolerância zero” contra crimes ambientais.
FOCOS DE INCÊNDIO – Na decisão, Spanholo afirma que “não se pode deixar de reconhecer que o uso indiscriminado” de fogo tem provocado problemas ambientais e diminuído a qualidade de vida dos moradores das regiões afetadas. O magistrado também diz que “não se pode ignorar” que, neste período do ano, há um aumento no número de focos de incêndio em razão da estiagem e da seca que atingem uma parte do território brasileiro.
“Se de um lado não podemos ignorar que a exploração dos recursos naturais naquela parte do território nem sempre segue os ditames da lei […], de outro, também não podemos ignorar que muitos não são totalmente verdadeiros quando posam de ‘defensores da Amazônia – o pulmão do mundo’. Não somos ingênuos! Há muito interesse econômico em jogo, tanto no ambiente interno do país, como no seio de grande parcela da comunidade internacional”, diz o juiz.

Escritório que defende Lula demite todos os seus criminalistas e estagiários


Demitidos são a “memória” criminal do escritório
Ricardo Galhardo
Estadão
Acontecimentos envolvendo a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dois dias dispararam um alerta entre as pessoas mais próximas do petista. Na quinta-feira, dia 22, o escritório Teixeira Martins, responsável pela defesa do ex-presidente nos processos referentes à Operação Lava Jato, demitiu todos os advogados do departamento de direito criminal, setor que cuidava dos casos envolvendo Lula.  Segundo relatos, um dos advogados do departamento criminal enviou, em nome de todos os colegas, uma mensagem aos donos do escritório reclamando das condições de trabalho. 
A reação dos sócios foi demitir o autor do e-mail. Os demais integrantes do departamento saíram em defesa do colega e pediram uma reunião com os chefes, mas foram surpreendidos com a demissão de um por um dos cinco advogados e todos os estagiários que cuidavam dos processos criminais do escritório. O escritório foi procurado por meio da assessoria de imprensa, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.  Advogados e políticos próximos a Lula estão  preocupados em relação ao futuro da defesa do petista.
“MEMÓRIA CRIMINAL” – Segundo eles, os demitidos são a “memória” criminal do escritório. Alguns deles trabalhavam há mais de três anos quase exclusivamente nos processos que envolvem o ex-presidente.  Aliados de Lula lembram que a qualquer momento o Supremo Tribunal Federal (STF) pode pautar o julgamento de ações que podem levar à liberdade do petista, preso desde abril do ano passado na superintendência da Polícia Federal em Curitiba depois de ser condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. 
Pessoas próximas ao petista lembram também que o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) também está prestes a julgar o caso do sítio em Atibaia, no qual Lula já foi condenado em primeira instância. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal tentou fazer uma busca e apreensão no escritório do advogado José Roberto Batochio, mas foi impedida pela Justiça. Batochio é, agora, o único especialista em direito criminal a integrar a defesa de Lula. Em julho do ano passado, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence deixou a defesa do ex-presidente depois de divergências com o titular da causa, Cristiano Zanin Martins. Zanin, que é genro do dono do escritório, Roberto Teixeira, é especializado em direito civil. 

790 servidores temporários mais 182 comissionados é o que pagamos para o prefeito infligir a Lei 8.745/93, o que caracteriza improbidade por infringir a moralidade.

Resultado de imagem para foto cabide de emprego na prefeitura




Cargo em comissão e servidor público temporário – Fontes de corrupção e oneração do Estado

O uso político da indicação dos cargos em comissão de recrutamento amplo e a utilização da contratação de servidores temporários para a política de clientelismo são as fontes de corrupção e oneração na folha de pagamento da Administração Pública.
                                 (...)
Outra chaga de nosso ordenamento jurídico é a autorização para contratação de servidores temporários prevista na inteligência do art.37, IX da CRFB/88, haja vista, que é utilizado para efetivar a político do clientelismo, onde o cidadão submisso ao político que o introduziu na Administração Pública.
Portanto, concluo que a corrupção reside nos cargos em comissão de recrutamento amplo e o “inchaço” na folha de pagamento deve-se a contratação de servidores temporários para fins políticos.

Nota da redação deste Blog - Em Jeremoabo o prefeito desrespeita a Lei e tudo fica por isso mesmo. De acordo com o disposto na Lei 8.745/93, o gestor está obrigado esperar 24 meses antes de contratar novamente um servidor em caráter temporário, a regra só é válida quando ele volta a atuar no mesmo órgão, pois não existe impedimento no caso de contratação por órgão distinto.
Como se sabe, quase sempre estas ações não respeitam o interesse público, porque são criadas para atender a interesses individuais dos gestores no intuito de beneficiar determinadas pessoas, o que caracteriza a improbidade e infringe a moralidade por parte dos gestores."

Que mudança é essa, imitando os perfeitos anteriores?

Grupos pró-Bolsonaro estão mais radicais

Parte dos grupos deixou de defender o governo para planejar a insurgência armada contra os três poderes e disseminar o mesmo ódio que culminou no ataque da escola em Suzano. O pesquisador David Nemer conta porque os grupos de WhatsApp estão ainda mais radicais do que nas eleições.
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Moro ‘comprou briga’ com Jair quando negociou COAF com o STF Os dias de ministro da Justiça de Sergio Moro no governo Bolsonaro está chegando ao fim. O 'caldo entornou' depois de uma conversa entre Moro e Toffoli.


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Governo culpa general Helano por reação demorada a queimadas na Amazônia

BAHIA.BA
A demora do governo de Jair Bolsonaro para tomar medidas efetivas contra as queimadas na floresta amazônica foi atribuída ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Helano.

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