sexta-feira, janeiro 25, 2019

Procuradoria da Alerj tem 42 servidores fantasmas, que ninguém conhece nem viu


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Cabral e Picciani transformaram a Alerj num caso de polícia
Paulo Cappelli e Thiago PradoO Globo
Alvo de investigações nos últimos meses por movimentações milionárias de servidores e deputados, a Assembleia Legislativa do Rio ( Alerj ) é suspeita de ter funcionários fantasmas justamente no departamento que cuida das questões do Parlamento com a Justiça. Mais precisamente, 42 servidores comissionados que trabalham — ou ao menos deveriam trabalhar — na Procuradoria da Alerj.
A constatação foi feita por duas procuradoras concursadas da própria Casa que se recusaram a assinar a lista de presença de servidores comissionados que supostamente estariam lotados no órgão. No comunicado à direção-geral da Alerj, em 26 de novembro, Denise Okada Ahmed e Fátima Maria Amaral afirmam que receberam “uma enorme quantidade de cartões de ponto de servidores que não se encontram desempenhando funções neste local”. E que, “a considerar a quantidade de tais cartões, seria até mesmo impossível abrigar todos os servidores no espaço de trabalho disponibilizado para a Procuradoria”.
No documento obtido pelo Globo, foram anexadas ainda as folhas de ponto de 42 pessoas que recebem salário, mas não foram vistas no mês de novembro na Procuradoria.
QUEM TRABALHA??? – O comunicado foi entregue ao diretor-geral da Alerj, José Geraldo Machado, e remetido ao presidente em exercício da Casa, André Ceciliano (PT). A reportagem esteve ontem no prédio que abriga a Procuradoria, no nono andar de um edifício da Rua da Alfândega, no Centro. Nos 225 metros quadrados destinados a procuradores e assessores, estavam trabalhando, além do procurador-geral, Rodrigo Lopes Lourenço, mais 11 funcionários, número bem abaixo do total indicado nas folhas de ponto.
À reportagem, Ceciliano, que preside a Alerj desde a prisão de Jorge Picciani (MDB), em novembro de 2017, afirmou que, logo após ter recebido a denúncia das procuradoras, instaurou processo administrativo para apurar o caso. Ele diz que um resultado deverá ser apresentado até o fim do mês:
“Assim que identificarmos a real situação desses servidores, vamos tomar as providências necessárias. O que, por vezes ocorre, é que um servidor lotado em algum departamento da Alerj, na realidade, atua em outro setor. Não estou dizendo que é isso o que há nesse caso específico dos 42 servidores da Procuradoria, mas é uma possibilidade”.
DESCONHECIDOS – Procurador concursado desde 1992, Rodrigo Lopes Lourenço assumiu a Procuradoria-Geral da Alerj no dia 30 de novembro, após as denúncias feitas pelas duas colegas de departamento. Ele informou que, além dele e dos outros três procuradores da Alerj, atuam na Procuradoria mais 17 servidores, em sua maioria comissionados. Lourenço diz desconhecer os 42 funcionários que aparecem nas folhas de ponto apresentadas pelas duas procuradoras, o que totalizaria uma equipe de 59 pessoas.
O procurador-geral relata que, para aumentar o controle da frequência de pessoal, publicou uma portaria que criou o Regimento Interno da Procuradoria. Pelo texto, publicado no Diário Oficial de 11 de dezembro, Lourenço determina que “cabe exclusivamente” ao procurador-geral, no caso ele, controlar a frequência dos servidores via cartões de ponto. Já os controles dos estagiários da Procuradoria ficam a cargo de supervisores administrativos designados pelo procurador-geral.
SEM CONTROLE – Ao responder sobre a quem competia fiscalizar o controle de frequência antes da criação do regimento, Lourenço admite que faltava controle: “Tenho imensa dificuldade em responder a essa pergunta, pois não exercia nenhuma função de chefia. Além do mais, nunca houve, desde que entrei aqui, em outubro de 1992, uma fiscalização específica para a folha de ponto dos servidores. Logo após minha posse como procurador-geral, publicamos um regimento para disciplinar o controle da frequência na Procuradoria. Vale ressaltar que só funcionários batem ponto. Os procuradores, não”.
Segundo informações da própria Alerj, a Casa totaliza hoje, em todos os departamentos e gabinetes, 5,5 mil servidores, sendo 4.226, ou 76%, comissionados, nomeados livremente, e 1.274 concursados.
Cada deputado tem direito a ter, em seu gabinete, até 63 cargos, sendo 60 comissionados e 3 concursados. Originalmente, o regimento fala em 17 comissionados, mas cada parlamentar pode desmembrar esses cargos em até 60 postos. O difícil, contudo, é arrumar espaço físico para alocar tantas pessoas dentro da Alerj.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A verdade é que não há transparência nem fiscalização. Não existe sequer uma relação dos servidores alocados em cada gabinete de deputado. A esculhambação é proposital, para evitar controle(C.N.)

Forças Armadas insistem em apoiar Maduro e agravam a crise política na Venezuela


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Ministro da Defesa diz que Maduro sofre um golpe de estado
Deu no Diário Catarinense(Agência France Presse)
“Alerto ao povo da Venezuela que se está conduzindo um golpe de Estado contra a institucionalidade, contra a democracia, contra a nossa Constituição, contra o presidente Nicolás Maduro, presidente legítimo”, assegurou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, flanqueado por toda a cúpula militar.
Ao ler um comunicado à imprensa, o ministro apontou como autores deste “plano criminoso” “setores de ultradireita auspiciados descaradamente por agentes imperiais”, que, disse, buscam gerar “caos e anarquia” no país.
LEALDADE A MADURO – Pouco antes, oito generais que comandam regiões estratégicas do país ratificaram sua “lealdade e subordinação absoluta” a Maduro, em mensagens difundidas pela TV estatal.
A Força Armada, que se define como seguidora do falecido líder socialista Hugo Chávez (1999-2013) e “anti-imperialista”, é considerada a principal sustentação de Maduro. “Leais sempre, traidores nunca”, “Chávez vive, a pátria segue”, disseram.
Os militares reiteram que estão unidos, mas demonstraram fissuras: dois generais estão detidos por vínculos com a ativação de dois drones carregados com explosivos perto de uma tribuna onde estava Maduro em 4 de agosto e na segunda-feira passada 27 militares foram detidos após se insurgirem.
LEI DE ANISTIA – Na quarta-feira, o deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, chamou as Forças Armadas a se colocarem “ao lado do povo e da Constituição” e reiterou-lhes a oferta de uma lei de anistia a quem não reconhecer Maduro.
Para os analistas do Eurasia Group, o reconhecimento do alto comando militar é vital para que Guaidó possa liderar uma transição, razão pela qual uma “queda de Maduro não parece iminente”.
O agravamento da crise ocorre em meio à pior crise econômica da história moderna da Venezuela, com escassez de alimentos e medicamentos e uma hiperinflação que o FMI projeta em 10.000.000% para 2019.
MUITAS MORTES  – Distúrbios no âmbito de protestos contra Maduro deixaram pelo menos 16 mortos desde a terça-feira. Na madrugada de quarta-feira, houve incidentes em bairros populares como Petare, leste da capital.
As manifestações de quarta-feira foram a primeira grande queda de braço nas ruas desde os protestos que deixaram 125 mortos em 2017. Juan Guaidó, que está foragido, anunciou que a oposição se prepara para uma grande marcha na primeira semana de fevereiro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A Venezuela se exaure nas ruas. Maduro não em apoio popular, mas ainda domina as Forças Armadas. Antes de ser derrubado, ainda vai matar muita gente.(C.N.)

Procurador diz que procurar a Globo é apenas uma “estratégia de comunicação”..


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Jornalista entrevista o procurador-geral dentro de restaurante
Alex TajraDo UOL
Em entrevista concedida ao SBT nesta quinta-feira (24), o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que não vai renunciar ao mandato para proteger o governo federal. O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ainda acusou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de vazar informações contra ele para a TV Globo.
“Olha, estavam conversando na mesma mesa o procurador do MP que está cuidando desse caso do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira) e um repórter da Globo. Isso foi há poucos dias no Rio de Janeiro”, afirmou Flávio, mostrando à câmera duas fotos nas quais o repórter Otávio Guedes está conversando com o procurador José Eduardo Gussem sentados a uma mesa em um restaurante.
NÃO RENUNCIA – O senador ainda afirmou que não vai renunciar ao cargo, questão que foi ventilada em Brasília nessa semana. “É uma mentira, nem sei de onde surgiu essa história. Vou tomar posse e trabalhar muito. Não vou me afastar, e quero aproveitar a oportunidade para falar da grande perseguição que estou sofrendo”.
Como em outras entrevistas, Flávio Bolsonaro reiterou que a investigação do Ministério Público “tem muitas coisas estranhas, ilegalidades flagrantes, claras”. Segundo Bolsonaro, seu sigilo foi quebrado, argumento que já foi contestado pelo MP-RJ.
Também foi suscitado na entrevista um suposto elo entre o senador e policiais militares investigados por fazerem parte de milícias. Na última terça-feira (22), o jornal Folha de S. Paulo revelou que Flávio empregou em seu gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) a mãe e a mulher de um ex-policial militar suspeito de comandar milícias no Rio de Janeiro.
CONTRA MILÍCIAS – “Eu sou contra as milícias. Sempre fiz a defesa dos servidores da segurança pública, mas sou contra qualquer tipo de estado paralelo”, afirmou o senador eleito. Outra reportagem da Folha mostrou que Flávio já prestou homenagens na Alerj a policiais que viriam a ser acusados de integrar milícias.
“Já ofereci centenas de homenagens para policiais, essa informação veio agora. Nos casos que estão gerando essa discussão, foram situações específicas. Acho que não tem problema nenhum, tem que homenagear os policiais que se destacam”, argumentou o senador eleito.
OUTRO LADO – O Ministério Público do Rio de Janeiro, por meio do procurador-geral José Eduardo Gussem, afirmou ao SBT que não quebrou o sigilo de Flávio Bolsonaro nem dos outros deputados investigados por conta dos relatórios do Coaf. Além de Flávio, outros 26 parlamentares são investigados.
Por meio de nota, o MP admitiu que houve um encontro do procurador com o repórter Otávio Guedes e que a comunicação com veículos de imprensa faz parte da estratégia do Ministério Público.
O jornalista Otávio Guedes, em entrevista a um programa da Globonews, disse que o encontro com o MP faz parte da rotina de trabalho que mantém e que percebeu o momento em que as fotos foram tiradas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O procurador, ao que parece, é um idiota completo. Comunicação com veículos de imprensa não significa “estratégia do MP”, caracteriza apenas vazamento de informação privilegiada. Mesmo se estivesse revoltado com falsas acusações, procurador só deve se manifestar a jornalista em entrevista coletiva. Apenas isso(C.N.)

Projeto de Guedes é destruir a Previdência para economizar R$ 130 bilhões/ano


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Charge do Nani (nanihumor.com)
Carlos Newton
Já comentamos aqui na “Tribuna da Internet” que Paulo Guedes não é confiável e jamais se poderia entregar a gestão da Economia a um ex-banqueiro. Com menos de um mês de governo, essa afirmação se confirma diante do discurso do ministro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ao anunciar que a reforma da Previdência pode significar uma economia de até R$ 1,3 trilhão em dez anos.
E A DÍVIDA? – Sobre o maior problema brasileiro, a dívida pública, que tanto favorece os banqueiros, nenhuma palavra do superministro.
Quanto à economia de R$ 130 bilhões/ano, é um sonho delirante, que significa destruir a Previdência nos moldes atuais, para substituí-la pela “capitalização”, que é o codinome da Previdência bancária.
A diferença é que a atual Previdência Social ampara o trabalhador com invalidez, sustentando-o pelo resto da vida, enquanto a Previdência bancária simplesmente o abandonará à própria sorte.
SEM SERIEDADE – O país está aguardando uma reforma da Previdência que seja feita com seriedade e isenção, mas o ministro da Economia se comporta como se fosse um ilusionista, tipo Mister Houdini. Seu projeto é desumano e implacável, porque o montante almejado (R$ 130 bilhões/ano de economia) seria até dois terços superior ao previsto na proposta do governo de Michel Temer, que já era considerada absurda e o Congresso nem quis aceitar.
Ao invés de fazer uma auditoria e eliminar a “pejotização” (falsas pessoas jurídicas), que eleva de forma brutal os prejuízos do INSS, do FGTS e do Imposto de Renda, Guedes quer fazer justamente o contrário, extinguindo a cobrança dos atuais 20% que as empresas pagam sobre a folha salarial, uma das maiores fontes de recursos do INSS.
Em Davos, o ministro disse ainda que a alíquota do imposto sobre dividendos e juros sobre capital próprio deve ficar em torno de 15%, o que compensaria a redução da carga fiscal sobre as empresas. É um sonho atrás do outro, como a redução do Imposto de Renda das empresas.
MILITARES FORA – A única coisa certa é que os militares estarão fora da reforma da Previdência, conforme foi anunciado em primeira mão pelo presidente em exercício Hamilton Mourão e confirmado nesta quarta-feira em Davos pelo presidente licenciado Jair Bolsonaro.
De resto, não há transparência, não há seriedade, Guedes e sua equipe operam em sigilo, como se estivessem na clandestinidade. O ministro da Defesa, general Azevedo e Silva, já arranjou até um codinome para a Previdência militar. Segundo ele, as Forças Armadas têm um “sistema de proteção social” e não um regime previdenciário.
Então, fica combinado assim. Afinal, quem tem coragem de contrariar os militares? A próxima meta deles é equiparar seus salários aos ministros do Supremo, e têm toda razão neste ponto, porque ganham menos do que os oficiais das PMs, vejam em que país maluco estamos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Ao desenvolver o raciocínio deste artigo, retomo meu pessimismo com relação ao futuro, porque não há país que possa sustentar uma nomenclatura civil e militar com tantos privilégios. Os brasileiros comuns, que não são remunerados pelo erário, sustentam esses privilegiados com o suor de seu rosto e cada vez têm menos direitos sociais. O Brasil é o país de maior potencial de crescimento no mundo, mas tem uma elite governante absolutamente apodrecida, incrustada nos três poderes que de republicanos nada têm. Depois voltaremos ao assunto. (C.N.)

Comunicação do governo tem que ser gratuita, a publicidade paga é muito diferente


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Nizan Guanaes, da CDN, perdeu um contrato de 30 milhões
Pedro do Coutto
Hoje, escrevo sobre três assuntos: a comunicação governamental; a proposta do Ministro Paulo Guedes de reduzir Imposto de Renda para as empresas e o recurso de editoras contra o que seria a venda da Abril, que edita a revista Veja. Então, vamos por partes.  
Primeiro, a reportagem de Leonencio Nossa e Vera Rosa, edição de ontem de O Estado de São Paulo, focalizando opiniões do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, Secretário de Governo, sobre a necessidade de uma reforma no sistema de divulgação do governo federal.
MUITOS ABSURDOS – O general Santos Cruz está realizando uma análise dos contratos de publicidade da administração pública, já encontrou verdadeiros absurdos nos contratos publicitários da administração pública. Ele repetiu afirmações feitas pelo próprio Presidente da República de que em muitas fontes encontrou ações escusas de grupos que estavam no poder, numa escala em que responsáveis inclusive estão sujeitos a um leque de acusações.
Há, na minha opinião, um pensamento absolutamente errado no que diz respeito a publicação de assuntos governamentais. Essa divulgação tem que seguir obrigatoriamente um estilo jornalístico. Não há necessidade alguma de tal comunicação ser paga.
O problema é que os assuntos da administração pública sejam claramente redigidos e possuam interesse público. O mesmo critério se aplica à divulgação pelas emissoras de televisão e rádio.
INFILTRAÇÕES – No meio do tema comunicação penetram agências de publicidade e prestadoras de serviços que atribuem a si próprias a publicação de matérias não produzidas por elas. Existem contratos de vários milhões de reais jogados fora.
Além disso, ocorre também fraude quando essas empresas atribuem também como trabalho seu o fato (falso) de terem conseguido bloquear matérias contrárias a este ou aquele setor ou a esta ou aquela empresa estatal. Farsa total que se desloca para uma tarefa impossível.
Só com a agência CDN, de Guga Valente e Nizan Guanaes, o governo tinha um contrato de R$ 30 milhões.
MENOS IMPOSTOS – O segundo assunto refere-se à proposição do Ministro Paulo Guedes de reduzir o Imposto de Renda para as empresas para apenas 15%. Estranho que, para as pessoas físicas com rendimento mensal acima de 4.200 reais, sejam descontados mensalmente 27,5% para o IR. Dois peso e duas medidas, portanto.
O terceiro assunto tem base em matéria de Fábio Pupo, Valor, destacando que editoras de jornais e revistas estão recorrendo à Justiça contra o que seria a venda da Abril, que edita a Veja para o advogado Fabio Carvalho, que teria adquirido o grupo por 100.000 reais. O fato principal é que ele assumiu uma dívida de 1 bilhão e 600 milhões de reais. As empresas concorrentes queixam-se que não tiveram oportunidade para apresentar suas propostas.
No jornalismo existem inúmeros precedentes de ações deste tipo. Seu objetivo é fugir do passivo trabalhista e das dívidas acumuladas para o INSS e FGTS. Ou seja, mais fraudes.

Holandeses se ofendem com vídeo da ministra Damares sobre educação sexual


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Imprensa holandesa protesta contra vídeo gravado em 2013
Pedro Graminha
UOL, em São Paulo
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves tornou-se assunto em dois grandes jornais dos Países Baixos e levou o Brasil aos trending topics – lista de assuntos mais comentados – no Twitter de lá nesta quinta-feira (dia 24). As publicações resgataram um vídeo de 2013 no qual a ministra declarou que os pais holandeses são instruídos a “massagear sexualmente suas crianças”.
“Inclusive na Holanda, os especialistas ensinam que o menino deve ser masturbado com sete meses de idade para que, ao chegar na fase adulta, possa ser um homem saudável sexualmente, e a menina deve ter a vagina manipulada desde cedo para que ela tenha prazer na fase adulta”, disse Damares em uma igreja evangélica em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A palestra foi gravada, e o vídeo circula na web.
INCREDULIDADE – Na Holanda, as reportagens foram recebidas com irritação ou incredulidade. “Muitas pessoas acham difícil acreditar que ela realmente falou isso, porque é tão absurdo”, disse ao UOL a repórter holandesa Sandra Korstjens, autora dos textos que foram veiculados por duas publicações locais.
No RTL Nieuws da última quarta-feira (23), o título era “Ministra brasileira: especialistas holandeses recomendam satisfação sexual de bebês”. Hoje, foi a vez do Telegraaf, um dos maiores jornais do país, entrar na polêmica, com o texto “Ministra Damares conta fábulas sexuais sobre a Holanda”.
Korstjens disse não entender por que Damares Alves falou essas coisas sobre seu país e desconhece a prática citada pela ministra. A jornalista procurou a assessoria da ministra para entender a origem das declarações, mas não teve resposta. “Não posso falar pelo país inteiro, mas acredito que esse tipo de declaração pode ser muito prejudicial para a imagem que as pessoas têm do Brasil”, disse a jornalista.
MUNDO LOUCO – Nas redes sociais, os comentários são um misto de indignação e espanto. “Mundo louco, não posso acreditar que isso seja verdade” escreveu um usuário no Twitter ao compartilhar a notícia. “De onde essa pessoa tirou esse absurdo?” questionou outro no Twitter.
Educação sexual é tema curricular na Holanda para alunos em torno dos 11 anos. “Sem dúvida, sem o conteúdo que Damares falou”, afirma Sandra. “Gostaria muito de saber de onde vêm as informações dela”, comentou. A assessoria de imprensa de Damares foi procurada pelo UOL na noite desta quinta-feira. As considerações da ministra serão incorporadas a este texto assim que enviadas….
https://www.facebook.com/jornaloglobo/videos/24844835605342

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