quarta-feira, novembro 10, 2010

Briga de gente grande


Para Ajufe, declaração da AMB é incoerente e oportunista


A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) manifestou repúdio às declarações do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, ao jornal Folha de S.Paulo sobre o 27º Encontro Nacional dos Juízes Federais, que será realizado no município de Una, na Bahia, entre os dias 10 e 13 de novembro.

Valadares afirmou ao jornal que o evento não seria conveniente pelo fato de ser realizado em uma cidade praiana, o que, segundo ele, "dá a conotação de lazer e diversão". O presidente da AMB disse ainda que no evento que organizou em São Paulo "cada juiz pagou inscrição, passagens e hospedagem".

Para a Ajufe, a declaração, além de não contribuir para a união da magistratura brasileira, é incoerente e oportunista, uma vez que a AMB vai realizar, entre 11 e 13 de novembro, em Aracaju (SE), o IV Encontro Nacional de Juízes Estaduais.

Na nota, a Ajufe afirma que a 27ª edição do Encontro Nacional de Juízes Federais segue o mesmo modelo adotado em todos os eventos, com o objetivo de proporcionar o debate de temas importantes para o Poder Judiciário e para a sociedade brasileira. A entidade garantiu que o encontro é financiado, em grande parte, pela própria Ajufe e pelos seus associados, que arcam com passagens aéreas pagas do próprio bolso, além de parte das estadias e da alimentação.

A associação destacou que a programação esportiva do encontro, "apesar do alarde midiático com o intuito de atacar e denegrir deliberadamente com distorções a magistratura federal brasileira irresponsavelmente", é compatível com a programação científica. "As Associações Nacionais realizam encontros, intercâmbios, sendo essa sua praxe, como a AMB, que participou de curso para juízes associados recentemente no Canadá o que sequer foi divulgado por esse jornal."

No evento da Ajufe, será realizada a Assembleia Geral Ordinária Anual da Associação que discutirá temas corporativos e matérias de grande relevância para a sociedade brasileira, como o combate à impunidade, por meio da reforma no CPP e da reforma do Código de Processo Civil.

Quanto às manifestações do conselheiro Jorge Hélio Chaves, do Conselho Nacional de Justiça, a Ajufe afirma na nota que o CNJ não possui qualquer atribuição constitucional para a verificação de conduta de magistrados federais que vão reunir-se no evento. "Impedir ou restringir, através de resolução, o direito de reunião de associação nacional de magistrados é atitude que viola a Constituição Federal e fere de morte o direito fundamental da liberdade de associação com a qual esta entidade jamais transigirá e resistirá de forma firme sem se vergar."

O conselheiro Jorge Hélio Chaves declarou que vai propor ao colegiado uma consulta aos cinco Tribunais Regionais Federais, para que informem os nomes dos magistrados que irão ao evento e os motivos pelos quais foram liberados. Ele diz que o CNJ pode editar um ato normativo sobre patrocínios desse tipo. "Não é uma caça às bruxas. Antes, vamos ouvir as partes", disse à Folha.

Notícia
A Folha publicou nesta terça-feira (9/11) que o CNJ vai investigar o patrocínio de empresas públicas e privadas ao 27º Encontro de Juízes Federais, que será realizado entre os dias 10 e 13 de novembro em um resort na ilha de Comandatuba, na Bahia. O repórter Frederico Vasconcelos informou que a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, cancelou palestra que iria proferir no encontro e que vai pedir informações à Ajufe sobre a natureza do evento da entidade.

O jornalista Lauro Jardim destacou também, na coluna Radar on-line, da Veja, que já desistiram de ir ao encontro o presidente do STJ, Ari Pargendler, e o corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Francisco Falcão.

A notícia da Folha revelou ainda que cada juiz pagará R$ 750 para se hospedar em apartamentos de luxo e bangalôs com diárias que variam de R$ 900 a R$ 4 mil. As passagens aéreas não estão incluídas nos R$ 750. A diferença, segundo o jornal, será coberta pela Caixa Econômica Federal, pelo Banco do Brasil, pela Eletrobras, pela Souza Cruz, pelo Sindicom e pelo Etco.

Leia a nota da Ajufe
A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), diante das duas reportagens divulgadas na Folha de S.Paulo, e assinadas pelo jornalista Frederico Vasconcelos, vem por meio desta nota esclarecer que a Ajufe está em sua 27ª edição do Encontro Nacional de Juízes Federais e, em todas as oportunidades anteriores, nestes últimos 27 anos, adotou o mesmo modelo de Encontro, concentrando os seus esforços de organização para proporcionar o debate de temas importantes para o Poder Judiciário e para a sociedade brasileira.

Neste ano abordaremos no evento científico “A experiência jurisdicional: boas práticas para melhoria dos serviços judiciários”, a “Improbidade Administrativa: aspectos polêmicos” e “A experiência da magistratura federal argentina”.

Neste Encontro anual, financiado em grande parte pela própria Ajufe e pelos seus próprios associados, que arcam com passagens aéreas pagas do próprio bolso, além de parte das estadias e da alimentação, realiza-se a Assembleia Geral Ordinária Anual da Associação em que se discutem, desde temas corporativos, até matérias de grande relevância para a sociedade brasileira, como o combate à impunidade, através da reforma no CPP e a reforma do Código de Processo Civil, que visa levar uma Justiça mais célere ao jurisdicionado, e assuntos que envolvem responsabilidade social, como o combate ao trabalho escravo e a proteção ao meio ambiente.

Também será debatida na Assembleia do 27º Encontro, a reconhecida e necessária ampliação da Justiça Federal para melhor atender ao cidadão, o que implica na aprovação da PEC 544/02 (que cria os Tribunais do Paraná, Minas Gerais, Amazônia e Bahia), a ampliação dos TRFs da 2ª, 3ª e 5ª Regiões, e a criação de cargos de juízes de turmas recursais para atender aquele cidadão em pleitos de até sessenta salários-mínimos, inclusive em estados da federação desassistidos por essas Turmas de Julgamento.

A descoberta de soluções práticas, eficientes e eficazes para melhor prestação jurisdicional, principal foco do evento científico, beneficia toda a sociedade. A população ganha mais qualidade e agilidade na prestação dos serviços, além de haver economia de recursos públicos, por isso a Ajufe realiza esse Encontro há quase três décadas no molde de outras associações nacionais.

Existe programação esportiva no Encontro Nacional que, apesar do alarde midiático com o intuito de atacar e denegrir deliberadamente com distorções a magistratura federal brasileira irresponsavelmente, é compatível com a programação científica. As Associações Nacionais realizam encontros, intercâmbios, sendo essa sua praxe, como a AMB que participou de curso para juízes associados recentemente no Canadá o que sequer foi divulgado por esse jornal.

Quanto às manifestações do Conselheiro, Jorge Hélio Chaves, a Ajufe não vislumbra no CNJ qualquer atribuição constitucional para a verificação de conduta de magistrados federais que vão reunir-se legitimamente em Assembleia Geral Ordinária Anual prevista nos seus estatutos e, acima de tudo, de realização obrigatória. Impedir ou restringir, através de resolução, o direito de reunião de associação nacional de magistrados é atitude que viola a Constituição Federal e fere de morte o direito fundamental da liberdade de associação com a qual esta entidade jamais transigirá e resistirá de forma firme sem se vergar.

O Estado democrático de Direito e o regime republicano, ao contrário das ditaduras, não é compatível com qualquer ato que viole o livre direito de associação e de reunião de magistrados, ainda que amparado em sensacionalismo midiático e de baixo nível, uma vez que encontros de outras entidades nacionais realizados nos mesmos moldes não foram sequer mencionados ou sindicados. Consultor Jurídico

TJ-BA DIVULGA RESULTADO DE CONCURSO PARA CONCILIADORES E JUÍZES LEIGOS

De acordo com o edital, a fase de recursos da prova objetiva será nos dias 11 e 12 de novembro e resultado dos julgamentos está previsto para o próximo dia 18. Logo depois, será publicada a lista definitiva da classificação para a avaliação de títulos.


TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

SELEÇÃO PÚBLICA PARA CONTRATAÇÃO DE CONCILIADORES E JUÍZES LEIGOS

CONVOCAÇÃO DOS CANDIDATOS PARA A AVALIAÇÃO DE TÍTULOS

DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO – Nº 354 - Disponibilização: Quarta-feira, 10 de novembro de 2010 Cad 1 / Página 321

--------------------------------------------------------------------------

Função: JUIZ LEIGO

Comarca: JEREMOABO Vagas: Cad. Reserva

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INSC NOME DOC.IDENTIDADE NOTA CLAS.

--------------------------------------------------------------------------

87500 VANESSA CRISTHY FERREIRA DOS S. S. LIMA 00000947541527 44 1

84844 MIZIA GUILHERME DA SILVA 02000001081149 27 2

Comarca: PAULO AFONSO Vagas: 2

--------------------------------------------------------------------------

INSC NOME DOC.IDENTIDADE NOTA CLAS.

--------------------------------------------------------------------------87388 JAIRO MOISES BAHIA BATISTA FILHO 00000485587700 55 1

81605 THIAGO MORAIS DUARTE MIRANDA 00000274316493 41 2

87516 JOSE MAURICIO CARVALHO LEITE 00000001212232 39 3

90255 MARIA LEICE GONCALVES LOPES 00000001529280 39 4

87778 STANLEY FIGUEIREDO DE LIMA HOLDRADO 00000005469626 31 5

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

SELEÇÃO PÚBLICA PARA CONTRATAÇÃO DE CONCILIADORES E JUÍZES LEIGOS

CONVOCAÇÃO DOS CANDIDATOS PARA A AVALIAÇÃO DE TÍTULOS

--------------------------------------------------------------------------

Função: CONCILIADOR

Comarca: JEREMOABO Vagas: 2

--------------------------------------------------------------------------

INSC NOME DOC.IDENTIDADE NOTA CLAS.

--------------------------------------------------------------------------

87500 VANESSA CRISTHY FERREIRA DOS S. S. LIMA 00000947541527 46 1

86279 CAMILA DE AZEVEDO COELHO LOURA 00001296718786 30 2

84844 MIZIA GUILHERME DA SILVA 02000001081149 28 3

Comarca: PAULO AFONSO Vagas: 4

--------------------------------------------------------------------------

INSC NOME DOC.IDENTIDADE NOTA CLAS.

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85591 SILVANO VIEIRA RODRIGUES 00000001728739 55 1

84682 ANDERSON AFONSO FERNANDES DE OLIVEIRA 02002001335078 46 2

87891 SIMONE KELLY DE OLIVEIRA LIMA RIBEIRO 00000031406440 42 3

83501 PEDRO VITOR RIBEIRO FEITOZA 00001265922683 42 4

87516 JOSE MAURICIO CARVALHO LEITE 00000001212232 42 5

81830 CESAR AUGUSTO CANGUSSU SOUTO 00000002358429 41 6

83427 ARIELE ALVES TEIXEIRA 00001153407183 40 7

87053 FRANK LAND RIBEIRO BASTOS 00000874515653 39 8

87221 LIDIA CARVALHO DE MORAIS SANDES 00001320479006 39 9

87778 STANLEY FIGUEIREDO DE LIMA HOLDRADO 00000005469626 39 10

85622 BRUNO GOMES DA SILVA 00000865916144 39 11

90286 ESTEFANIA ROCHA DE LIMA 00001278034080 36 12

81017 PEDRO GOMES DOS SANTOS 00000261728105 36 13

84851 BARBARA LUIZA DONATO ARAUJO 00001282695533 35 14

85090 GILMARA SOARES LIMA 00001008475017 34 15

82163 MARCIO ALEXANDRE DA SILVA 00000002839601 34 16

82788 JOAO ROBERTO RODRIGUES DOS SANTOS 00000645853879 34 17

86217 RAFAEL CARLOS MARQUES LIMA 00001466529164 32 18

84968 JOSEMAR FELIPE DA SILVA 00000000456291 31 19

86733 DAVID VALVERDE DE JESUS 00000995904413 31 20

Protógenes é condenado a três anos de prisão por crimes na Operação Satiagraha

DE SÃO PAULO

O delegado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi condenado a três anos e onze meses de prisão pela Justiça Federal de São Paulo. Ele é acusado de vazar informações e forjar provas enquanto chefiava a Operação Satiagraha, que condenou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a 10 anos de prisão por corrupção ativa.

Em alegações finais, Procuradoria pede condenação de Protógenes por vazamentos
Após um ano da Satiagraha, delegado Protógenes diz que dever foi cumprido
Protógenes diz que Daniel Dantas 'fabrica mentira'
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Protógenes irá recorrer da decisão, segundo seu advogado. Ainda que a decisão da Justiça Federal se mantenha, ele não cumprirá a pena na prisão: deverá, em vez disso, prestar serviços à comunidade em hospitais públicos ou privados, prefencialmente uma unidade de auxílio a queimados, de acordo com o processo. Confira a íntegra do processo.

Rafael Andrade/Folhapress
Protógenes é condenado a três anos de prisão por crimes na Operação Satiagraha
Protógenes é condenado a três anos de prisão por crimes na Operação Satiagraha

O risco maior é para a carreira política de Protógenes: se instâncias superiores ratificarem a sentença, ele perde o mandato de deputado federal, conquistado nestas eleições, e fica proibido de exercer cargos públicos --inclusive de continuar como delegado da Polícia Federal.

Protógenes deve sua vaga na Câmara dos Deputados ao palhaço Tiririca (PR-SP): com votação maciça de 1,35 milhão de eleitores, o palhaço conseguiu "puxar" três candidatos que não tiveram votos o suficiente para se elegerem sozinhos, entre eles o delegado (dono de quase 95 mil votos).

A sentença foi dada no dia 5 de novembro, pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal Federal em São Paulo, a partir de uma denúncia da Procuradoria da República. A publicação da sentença aconteceu na terça-feira (9).

A Justiça também condenou Amadeu Ranieri Bellomusto, escrivão da PF e braço direito de Protógenes. Ele também teve sua pena, de dois anos de detenção, revertida para prestação de serviços à comunidade. Está, ainda, proibido temporatiamente de exercer "atividades relacionadas com segurança e espionagem".

Protógenes e Amadeu deverão pagar R$ 100 mil e R$ 50 mil, respectivamente, "à coletividade", segundo o processo.

'PASTA PRETA'

A sentença do juiz Mazloum cita reportagem da Folha que mostra Protógenes munido de 'pasta preta' em debates presidenciais.

Em outubro, o aliado de Dilma Rousseff (PT) afirmou que iria a todos os debates com sua "pasta preta". Dela saíriam, segundo Protógenes, documentos fruto de investigações sobre segurança e privatizações --que poderiam ser usados contra o então adversário de Dilma, José Serra (PSDB).

Mazloum destaca como "curioso" o fato de que "o acusado Protógenes em verdade tinha consigo dossiês dos dois lados", ou seja, contra Dilma e contra Serra.

Também seriam alvos de "arapongagem" do delagado, segundo a sentença, os ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra.

Do lado da oposição, os vigiados seriam o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o deputado ACM Neto (DEM-BA) e o ex-ministro Mangabeira Unger.

ACUSAÇÕES

Quanto à fraude processual, Protógenes é acusado de editar as imagens em que emissários de Dantas negociavam o pagamento de propina a investigadores.

Ele também foi condenado por violação de sigilo funcional ao convidar um produtor de TV Globo para gravar a tentativa de assessores do banqueiro de subornar um delegado da PF. A "armadilha" aconteceu em junho de 2008, em um restaurante de São Paulo.

SATIAGRAHA

Protógenes esteve à frente da primeira fase da Satiagraha, que apura supostos crimes financeiros atribuídos a Dantas, mas acabou sendo afastado das investigações em julho de 2008.

Em julho de 2009, quando a Operação Satiagraha completou um ano, Protógenes afirmou estar com sensação de dever cumprido, apesar das "atrocidades" que sofreu com a família.

Listou-as em seu blog: "Perseguições externas e internas na Polícia Federal; vigilâncias nos meus deslocamentos para palestras, afastamento do cargo de delegado de Polícia Federal, sujeito a pena de demissão; perda de vantagens salariais; diminuição da renda familiar com aumento de despesas domesticas, tratamento de saúde de mulher, filhos e 74 ameaças contra minha vida".

A campanha para deputado federal alardeava Protógenes como o herói responsável por "prender bandidos poderosos, políticos desonesto", além de recuperar "mais de 40 milhões" e "desmantelar quadrilhas que lesavam o povo".

OUTRO LADO

O advogado de Protógenes, Adib Abdouni, disse à Folha que não poderia comentar detalhadamente a sentença, pois ainda não teve acesso ao processo.

Ressaltou que o caso "foge do comum".

"Posso dizer que o caso foge do comum. Tramita de uma forma diferente. Todas as informações foram levados à mídia primeiro. Não sei qual é o interesse [nisso]", afirmou.

Ele disse não temer a perda do mandato de seu cliente, eleito para quatro anos na Câmara dos Deputados.

Disse ainda que a sentença de três anos e quatro meses "extrapola os limites da acusação".

Fonte: Folha.com

Operação Carcará

FOTOS


Arestides Baptista | Agência A Tarde
Membro da organização é levada para a sede da PF

Membro da organização é levada para a sede da PF

Arestides Baptista | Agência A Tarde
Diversos documentos foram apreendidos pela PF durante operação

Diversos documentos foram apreendidos pela PF durante operação

Arestides Baptista | Agência A Tarde
Polícia Federal realizou coletiva d eimprensa para falar sobre a operação

Polícia Federal realizou coletiva d eimprensa para falar sobre a operação

Arestides Baptista | Agência A Tarde
Edison dos Santos Cruz (dir), que comandava o esquema, e o filho Wesley Oliveira Cruz

Edison dos Santos Cruz (dir), que comandava o esquema, e o filho Wesley Oliveira Cruz

Arestides Baptista | Agência A Tarde
Verbas seriam destinadas a medicamentos, merenda escolar e execução de obras públicas

Verbas seriam destinadas a medicamentos, merenda escolar e execução de obras públicas

Arestides Baptista | Agência A Tarde
Edison dos Santos Cruz é acusado de comandar o esquema

Edison dos Santos Cruz é acusado de comandar o esquema

Arestides Baptista | Agência A Tarde
A PF prendeu 29 pessoas em todo o Estado e apreendeu uma série de documentos

A PF prendeu 29 pessoas em todo o Estado e apreendeu uma série de documentos

10/11/2010 às 15:40

Operação Carcará

PF desarticula esquema de desvio de verbas federais na Bahia

7 fotos nesta galeria

Servidores do Judiciário Federal na Bahia fazem paralisação nesta quinta

A TARDE On Line

Os servidores do Judiciário Federal (TRT, TRE, Justiças Federal e Militar da União) fazem paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (11). O atendimento à população estará suspenso e, às 13h, a categoria se reúne em Assembleia Geral no saguão do TRT (Comércio) para deliberar se retornam à greve por tempo indeterminado, suspensa em julho passado, após 73 dias de paralisação.

O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindijufe-Ba) iniciou o movimento grevista pela aprovação do Plano de Cargos e Salários (PCS), contemplado no PL 6613/09 em novembro do ano passado.

A categoria reivindica também a reprovação do PL 549/09, que congela gastos e investimentos no setor público por dez anos, sem investir em Saúde, Educação, Justiça etc e inclusive sem a realização de concursos públicos.
Fonte: A Tarde

PF desarticula esquema de desvio de verbas federais em 20 municípios baianos

Paula Pitta | A Tarde On Line*

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, prendeu, nesta quarta-feira, 10, 29 pessoas em todo o estado, como resultado da Operação Carcará da Bahia, contra desvio de verbas federais e fraude em licitações. Os contratos onde foram constatadas irregularidades movimentavam R$ 60 milhões. Sete prefeitos estão envolvidos, sendo que os administradores de Aratuípe (Antônio Miranda Silva Júnior - PMDB, conhecido como Sinho), Cafarnaum (Ivanilton Oliveira Novaes - PSDB), Itatim (Raimunda da Silva Santos - PSDB, conhecida como Mundinha), Lençóis (Marcos Airton Alves Araújo - PR, conhecido como Marcão) e Elísio Medrado (Everaldo Caldas, PP) já estão presos.

Apesar dos mandados de prisão, a PF ainda não confirmou a detenção dos prefeitos de Santa Terezinha (Agnaldo Andrade - PT do B) e Utinga (Joyuson Vieira Santos - PSDB). As prefeituras de Salvador e Feira de Santana não foram investigadas. A operação ainda está em andamento.

Os detidos estão sendo encaminhados para Salvador e pelo menos cinco deles já estão na sede da PF, em Água de Meninos. Ao todo, foram cumpridos 82 mandados de busca e apreensão, 45 de prisão temporária e um de prisão preventiva, em 20 municípios baianos além da capital. Segundo informações da PF, esta é a maior operação realizada em toda a história do órgão, e envolveu 450 policiais federais desde às 5h desta quarta-feira. De acordo com a PF, além dos prefeitos, estão envolvidos secretários municipais, servidores públicos na área de licitação e empresários.

Arestides Baptista | Agência A Tarde
Edison dos Santos Cruz (dir) que comandava o esquema, e o filho Wesley Oliveira Cruz (esq)

Os envolvidos serão indiciados por crime de peculato, emprego irregular de verbas públicas, estelionato, formação de quadrilha ou bando, fraude a licitação, modificação ilegal de contrato ou pagamento antecipado, impedimento, perturbação ou fraude ao ato licitatório, afastamento de licitante, fraude na execução do contrato, crimes de responsabilidade de prefeito municipal e corrupção ativa e passiva.

O desvio atingiu verbas federais que deveriam ser destinadas aos municípios para aquisição de medicamentos, merenda escolar e execução de obras públicas. As irregularidades aconteciam através de manipulação de concorrências. Segundo a PF, a investigação começou há um ano a partir de uma denúncia sobre crimes relacionados a uma licitação envolvendo a empresa Sustare - Distribuidora de Alimentos, localizada no município de Itatim, e outras empresas pertencentes ao grupo comandado por Edison dos Santos Cruz, que fornecia merenda escolar. O mandado de prisão preventiva foi destinado a Cruz, que seria o mandante da organização.

As licitações eram fraudadas por meio da utilização de notas fiscais frias e superfaturamento de preços praticados. Em alguns casos, não havia entrega do produto contratado. Para realizar esta operação, a PF coletou provas durante um ano e o material apreendido como documentos e computadores serão analisados pela PF e CGU. O relatório final será encaminhado ao Ministério Público Federal.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Palmeira, Cravolândia, Itatim, Utinga, Cafarnaum, Lençóis, Aratuípe, Ibicoara, Brejões, Cândido Sales, Santa Terezinha, Iraquara, Bonito, Santo Estevão, Lamarão, Elísio Medrado, Mulungu do Morro, Souto Soares, Castro Alves, Lafaiete Coutinho.

Prisões - De acordo com a delegada coordenadora da operação, Aline Marquezine, os prefeitos que foram presos receberam comissão a partir dos pagamentos realizados para as empresas. Segundo ela, há indícios de que os prefeitos das demais cidades tinham conhecimento das irregularidades, mas a PF só prendeu as pessoas sobre as quais foram reunidas provas. Entre os programas do governo federal envolvidos na licitação estão o Fundeb, voltado para a educação básica, PNAE, destinado à merenda escolar, PAB e Farmácia Básica, relativos a medicamentos.

Aline afirmou que eram seis as principais empresas envolvidas no esquema fraudulento e tinham base no município de Itatim. Só participavam das licitações empresas envolvidas no crime e, segundo ela, outras empresas recebiam propina pra sair da licitação. "O nome da operação foi escolhido porque o sentimento de impunidade fazia com que ao longo de anos se perpetuasse a prática de desvio de verbas federais destinadas para esses municípios. Era uma verdadeira rapinagem do dinheiro público", disse José Maria Fonseca, superintendente da PF, acrescentando que carcará é um resistente animal de rapina.

Segundo Cristiano Sampaio, delegado de combate ao crime organizado, o esquema comprovadamente ocorre desde 2009, mas há indícios de que a prática ocorre há muito tempo. As provas foram recolhidas através de escutas telefônicas e relatórios da CGU. Ele afirma ainda que o valor total do prejuízo pode superar os R$ 60 milhões. "Os municípios envolvidos no esquema movimentaram R$ 300 milhões de 2009 para cá, mas não há confirmação se todo o dinheiro foi objeto de fraude", completa Antônio Veiga Argolo, chefe da CGU/BA. O montante será rastreado, mas já foram ordenados sequestro, bloqueio e indisponibilidade de recursos dos envolvidos.

A próxima etapa da operação será investigar outros municípios em relação aos quais não foi possível reunir provas suficientes. De acordo com Cristiano Sampaio, a organização criminosa está pulverizada por vários partidos e, por causa disso, não se atribui ligação política com o caso. Para Aline Marquezine, é mais difícil quebrar esse tipo de esquema na Bahia.

"O que dificulta é que as empresas de fato existem e entregam alguma coisa aos municipios, só que o que é entregue é superfaturado e isso dificulta a a investigação da fraude", disse ressaltando o prejuízo que a organização criminosa provocava na alimentação dos estudantes de escolas públicas, já que alguns produtos da merenda escolar não eram entregues ou eram enviados em pequena quantidade. Ela acrescentou que segundo o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), 70% da merenda tem que ser composta por alimentos tradicionais, enquanto que o grupo colocava mais de 70% de produtos industrializados como sucos e sopas prontas, prejudicando a nutrição das crianças.

* Com redação de Giovanna Castro | A Tarde On Line


COMENTE ESSA MATÉRIA 32 comentários

O que você achou desta matéria?

Dani Shartez Shartez (10/11/2010 - 15:54)

LINDO pra cara deles. Tirando comida das crianças. Isso é um NOJO.

José Dantas (10/11/2010 - 15:53)

Investiguem a Prefitura de Jeremoabo nas licitaçoes com: merenda escolar, medicamentos e transporte, pois segundo denuncia efetuado pela ONG-Transparencia Jeremaobo, ao Ministério Publico daquela localidade, até o paozinho para merenda escolar foi superfaturado, sem falar nas supostas notas de cafezinho para merenda escolar

Andreson Andrade Da Silva (10/11/2010 - 15:38)

A PF perdeu foi uma grande oportunidade de ter levado era uma frota de ônibus pra trazer de Itatim os milhares de "comerciantes" de lá... CADEIA NELES!!! Parabéns Brasil

Jonas Silva De Lima Lima (10/11/2010 - 15:37)

Parabéns a Polícia Federal. Com LULA não tem "ENGAVETADOR DA REPÚBLICA' uma vergonha no Governo FHC e a PF montou a operação "serra abaixo' aqui na Bahia. Agora só nos resta solicitar que a Prefeitura de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Salvador, Itabuna, Ilhéus, Alagoinhas e Juazeiro façam parte da operação, assim como as demais cidades na Bahia e no Brasil. Vamos melhorar o salário da "briosa PF". SEGURA A CABEÇA DE MAMÃE E NÃO CHORE JÁ DIZIA SILVIO MENDES.........

Carlos Queiroz (10/11/2010 - 15:31)

Investigue a cidade de Xique-Xique e vejam o enriquecimento das (autoridades) municipais, a cidade cada dia mais sucateada...

Jonas Silva De Lima Lima (10/11/2010 - 15:26)

Parabéns a Polícia Federal. Com LULA não tem "ENGAVETADOR DA REPÚBLICA' uma vergonha no Governo FHC e a PF montou a operação "serra abaixo' aqui na Bahia. Agora só nos resta solicitar que a Prefeitura de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Salvador, Itabuna, Ilhéus, Alagoinhas e Juazeiro façam parte da operação, assim como as demais cidades na Bahia e no Brasil. Vamos melhorar o salário da "briosa PF". SEGURA A CABEÇA DE MAMÃE E NÃO CHORE JÁ DIZIA SILVIO MENDES.........

Jainine Sane (10/11/2010 - 15:06)

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