Daniela Ortegado Agora
Dor de cabeça, gastrite e tonturas levaram o arte-educador Felipe Cabral, 25 anos, ao hospital diversas vezes, e o difícil foi descobrir a causa para esses problemas. Em 2006, ele enfim teve o diagnóstico: transtorno de ansiedade generalizada.
"A ansiedade gera um desgaste muito grande, tanto mental como físico. As crises acontecem a qualquer momento, sem motivo, com palpitação, taquicardia, tremores, sudorese e outros sintomas", diz Carlos Henrique Rodrigues, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
De acordo com ele, o paciente normalmente procura um médico, mas não um especialista, pois pensa que se trata de outra doença. "Ele vai ao cardiologista, por exemplo. A maioria chega ao psiquiatra por encaminhamento.
A estudante Katia Costa dos Santos, 18 anos, sofre com a doença, mas ainda não foi ao médico. "Minhas pernas tremem e já aconteceu de eu não conseguir dormir e vomitar. Isso atrapalha muito, principalmente quando preciso conhecer alguém", conta ela, que diz estar preocupada porque começará a faculdade.
Rodrigues diz que, nesses casos, procurar um especialista é importante para fazer o diagnóstico correto. "O transtorno de ansiedade tem várias categorias, como crise de pÔnico, transtorno pós-traumático, ansiedade generalizada e transtorno obsessivo compulsivo." Segundo ele, 25% da população adulta tem crise de ansiedade em algum momento da vida, e um terço dos pacientes usa álcool para amenizar a ansiedade, o que acaba piorando o quadro.
Os tratamentos são com medicação, como antidepressivos, e terapia, e duram de seis meses a dois anos, mas é preciso continuar com psicoterapia para evitar recaídas. E Rodrigues diz que o cinema pode ajudar, pois o paciente entende melhor a doença ao ver situações parecidas na tela. Um dos filmes indicados é "Melhor É Impossível", sobre um homem com transtorno obsessivocompulsivo.
Fonte: Agora
domingo, maio 24, 2009
Filha de presidente da Light está entre as vítimas de avião
País
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Filha de presidente da Light está entre as vítimas de avião
Portal Terra
DA REDAÇÃO - A assessoria da Light, companhia de fornacimento de energia do Rio de Janeiro, informou que Heloísa Alquéres Vaz Wright, filha do presidente da Companhia, José Luiz Alquéres, o marido dela, Felipe Wright, e o filho do casal embarcaram no avião King Air B350, que caiu na noite de ontem em Trancoso, na Bahia.
Entretanto, a Light afirma que ainda não recebeu confirmação oficial da identificação dos mortos no acidente. A queda do avião ocorreu às 21h13 de ontem, na pista de pouso do Terravista Condomínio, Resort e Golf. O acidente ocorreu próximo à cabeceira da pista do condomínio de luxo.
Roger Ian Wright era o proprietário e um dos passageiros do avião. Ele era sócio-diretor da Arsenal Investimentos, com sede em São Paulo, e ex-diretor do Banco Garantia. Segundo as informações preliminares, ele tinha uma casa no condomínio e estava com a sua mulher, Lucila Lins, e os dois filhos. A assessoria da Light não soube informar o parentesco de Felipe Wright com o enpresário.
Em nota divulgada na madrugada deste sábado, a administração do Terravista Condomínio, Resort e Golf informou que o avião fez contato com a rádio do aeroporto, informando que estava em condições de pouso. De acordo com o resort, antes do pouso, a tripulação da aeronave teria falado com o Controle de Porto Seguro e com a Rádio do Aeródromo Terravista e informado que estava em condições visuais para pousar na pista particular. Depois disso, nenhum outro contato foi feito pela tripulação.
Fonte: JB Online
Bancada do PT de Salvador quer explicações sobre obras eleitoreiras na Avenida Centenário
Mais que o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), a turma doGeddel vai ter muito que explicar. As obras de macrodrenagem da Avenida Centenário estão derretendo com as chuvas. A líder do PT na Câmara Municipal, Marta Rodrigues, entrou com requerimento junto à Secretaria de Transportes Urbanos e Infraestrutura (Setin). A bancada quer explicações sobre as licitações, projetos de engenharia, planos de desembolso para pagamento das obras de macrodrenagem e urbanização na Barra e na Avenida Centenário, onde o Rio dos Seixos teima em explodir a praça eleitoreira que muitos votos arrumou para o atual prefeito.O fato é que a obra foi realizada sem que o projeto fosse avaliado pelo Legislativo, a contratação de empresas não foi feita com transparência e a coisa não surtiu o efeito desejado. “Toda a área da Barra, que deveria ser beneficiada com as ações de macrodrenagem, continua sendo atingida pelas chuvas, da mesma forma que ocorria antes da intervenção. Estamos muito preocupados com as conseqüências que as chuvas vêm causando em toda a cidade. Precisamos ter acesso a essas informações para fiscalizar o executivo e podermos cumprir nosso papel de poder público, com transparência e respeito ao cidadão”, disse Marta Rodrigues.Acostumado a bater, o João vai virar vidraça.
Fonte: Bahia de Fato
Fonte: Bahia de Fato
PMDB propõe ajudar governo em CPI em troca de aliança eleitoral
Folhapress
Em troca da defesa do governo na CPI da Petrobras, o PMDB vai pedir ao presidente Lula que pressione seu partido a fechar um acordo em torno das disputas pelo comando dos Estados no próximo ano.
Os peemedebistas querem definir, desde já, que nos Estados mais estratégicos o candidato de uma aliança entre PMDB e PT seja aquele que estiver mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto. A aliança passaria pelo apoio ao candidato de Lula à Presidência - no momento, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Um auxiliar de Lula disse à Folha que, se o acordo envolver a garantia de apoio peemedebista a Dilma, há espaço para negociação. Mas não nos termos já propostos pelo PMDB.
O PT não quer definir agora os nomes nos Estados. Prefere fazê-lo apenas em 2010. Parte da cúpula, contudo, não aceita acordos em alguns Estados, como Minas Gerais -um dos reivindicados pelos aliados. Em Minas, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, lidera as pesquisas. Só que o PT mineiro tem dois candidatos, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito Fernando Pimentel.
Há dificuldades ainda na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, por exemplo. O governador baiano Jaques Wagner é candidato à reeleição, enquanto o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) também quer disputar o cargo.
Além da eleição de 2010, o PMDB quer aproveitar a CPI para resolver pendências com o governo em torno de cargos. Um peemedebista disse que esse tema não será posto na mesa de negociações diretamente, mas espera um sinal de boa vontade do Planalto. Um caso que o PMDB espera resolver é o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que teve um irmão demitido da Infraero e já teria recebido a promessa de uma recolocação em outro posto federal. Jucá deve ser o relator da CPI da Petrobras.
O PMDB gostaria ainda de aumentar seu poder dentro da Petrobras. Já reivindicou, no passado, a diretoria de Exploração e Pesquisa, mas Lula não atendeu o pedido. Hoje, quem comanda a diretoria é um petista, que não deve ser tirado do cargo pelo Planalto.
Fonte: Tribuna da Bahia
Em troca da defesa do governo na CPI da Petrobras, o PMDB vai pedir ao presidente Lula que pressione seu partido a fechar um acordo em torno das disputas pelo comando dos Estados no próximo ano.
Os peemedebistas querem definir, desde já, que nos Estados mais estratégicos o candidato de uma aliança entre PMDB e PT seja aquele que estiver mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto. A aliança passaria pelo apoio ao candidato de Lula à Presidência - no momento, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Um auxiliar de Lula disse à Folha que, se o acordo envolver a garantia de apoio peemedebista a Dilma, há espaço para negociação. Mas não nos termos já propostos pelo PMDB.
O PT não quer definir agora os nomes nos Estados. Prefere fazê-lo apenas em 2010. Parte da cúpula, contudo, não aceita acordos em alguns Estados, como Minas Gerais -um dos reivindicados pelos aliados. Em Minas, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, lidera as pesquisas. Só que o PT mineiro tem dois candidatos, o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito Fernando Pimentel.
Há dificuldades ainda na Bahia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, por exemplo. O governador baiano Jaques Wagner é candidato à reeleição, enquanto o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) também quer disputar o cargo.
Além da eleição de 2010, o PMDB quer aproveitar a CPI para resolver pendências com o governo em torno de cargos. Um peemedebista disse que esse tema não será posto na mesa de negociações diretamente, mas espera um sinal de boa vontade do Planalto. Um caso que o PMDB espera resolver é o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que teve um irmão demitido da Infraero e já teria recebido a promessa de uma recolocação em outro posto federal. Jucá deve ser o relator da CPI da Petrobras.
O PMDB gostaria ainda de aumentar seu poder dentro da Petrobras. Já reivindicou, no passado, a diretoria de Exploração e Pesquisa, mas Lula não atendeu o pedido. Hoje, quem comanda a diretoria é um petista, que não deve ser tirado do cargo pelo Planalto.
Fonte: Tribuna da Bahia
'Se o PMDB sair, há outros interessados na aliança', diz Wagner
Luana Rocha Redação CORREIO
Pela primeira vez, o governador Jaques Wagner (PT) deixa o tom diplomático de lado e fala abertamente sobre a relação entre o governo e o PMDB. Desde as eleições municipais, a aliança entre os partidos no estado está estremecida e rumores sobre uma possível ruptura viraram rotina nos bastidores políticos.
De início, o governador afastava qualquer hipótese de rompimento e declarava que a aliança no plano nacional seria mantida na Bahia. Na sexta-feira (22), em entrevista ao CORREIO, o governador deixou o discurso polido e afirmou que vai encarar com naturalidade caso o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, lance candidatura própria ao governo do estado.
“Se o PMDB sair, existem outros partidos interessados em ingressar na aliança”, afirmou, semcitar diretamente a movimentação de dez deputados que pretendem migrar para o PTB.
Ele declarou ainda que não vai forçar a permanência do PMDB na gestão, mas precisa saber efetivamente o posicionamento deles. “Só há casamento quando os dois querem. O PT nacional quer. Eu quero. Agora preciso saber a posição do PMDB”.
O PMDB fez um encontro com suas lideranças. O discurso do ministro Geddel Vieira Lima indicou uma possibilidade de uma candidatura dele ao governo do estado. Hoje, como está a relação Jaques Wagner e PMDB?A minha posição é clara. Eu trabalho pela ampliação da aliança que me elegeu em 2006, que inclui o PMDB e mais oito partidos. Eu não escolho adversários e sim aliados. Desde o primeiro momento tento manter a aliança com o PMDB, mas existia uma combinação.
A vaga do PT era para o governo do estado e isso estava claro, e Geddel deveria ocupar a vaga para disputa no Senado. O PMDB é o aliado preferencial, até pela sua dimensão e por estar alinhado no plano nacional. Mas isso não funciona em todos os lugares.
Em Pernambuco, por exemplo, o partido não está ao lado do governador Eduardo Campos (PSB). Na minha opinião, só há casamento quando os dois querem. O PT nacional quer. Eu quero. Agora eu preciso saber a posição do PMDB.
O encontro do PMDB teve caráter de campanha?Fazer encontros com os correligionários é normal, mas achei esse encontro estranho. O PMDB tem dois secretários na estrutura do estado (Batista Neves na Infraestrutura e Rafael Amoedo na Indústria e Comércio) e poderia avaliar as ações desses quadros na gestão.
Mas, na verdade, o encontro acabou tomando outra direção. Caso, realmente, exista vontade do ministro em ser candidato, tudo bem. Isso pode ser feito em clima amistoso, e a ministra Dilma Rousseff poderá ter dois palanques na Bahia.
Isso já aconteceu em outros lugares. Em alguns tem acontecido com hostilidade, mas eu encaro com naturalidade. Se o PMDB sair, existem outros partidos interessados em ingressar na aliança.
O PMDB havia anunciado que entregaria um documento apontando pontos que consideram falhos no governo. Esse documento foi entregue?
Repito: o PMDB tem dois secretários na gestão e não acredito que entregar um documento seja a melhor forma de contribuir com as ações do governo. O ministro e o próprio presidente do partido, Lúcio Vieira Lima, poderiam falar comigo pessoalmente e não precisariam de desculpa para sair da gestão. Tenho interesse no PMDB se eles quiserem ficar, mas, se eles não desejarem, tem que fazer isso com absoluta naturalidade.
O que dizem as pesquisas que o senhor tem feito para as próximas eleições?
As simulações têm sido bastante positivas e tenho feito isso constantemente. Muitos partidos também deixam para decidir se querem ser aliados ou não depois da divulgação do placar eleitoral.
Aconteceu comigo na eleição de 2006. Algumas legendas não quiseram se aliar à minha candidatura porque as pesquisas indicavam que eu não iria ganhar e acabei levando a eleição no primeiro turno.
O mesmo vai acontecer com a ministra Dilma. A saúde eleitoral dela no estado está ótima e ela só vem crescendo nas pesquisas.
Depois da internação da ministra, essa semana, seu nome voltou a ser ventilado como um dos possíveis sucessores do presidente Lula...
Só trabalho com a hipótese da candidatura de Dilma. Essa é uma eleição pessoal dela e do presidente Lula. Gostaria que não houvesse nada da doença, inclusive acho que a preocupação central dela deve ser com a saúde. Mas, com certeza, não vai haver nenhum impedimento à continuidade da candidatura dela.
Depois de muitas especulações, a superintendente da Conder, Maria del Carmen, foi exonerada. Haverá novas substituições no secretariado?
A gente pode fazer ajustes na ordem administrativa e política do secretariado. No caso da Conder, a mudança foi feita para dar dinamismo ao órgão. O atual gestor (engenheiro civil Milton Villas Boas) não tem nenhuma vinculação política.
Sua escolha foi unicamente técnica e ele chegou para fazer o que a Conder é, uma tocadora de obras importantes. É importante ressaltar também que Maria del Carmen foi uma boa coordenadora.
Ela cuidou da obra de Pituaçu, que, apesar de todas as críticas, ficou pronto e com excelente qualidade. É natural que sejam feitas alterações e estou muito à vontade para fazê-las. Não demito ninguém por pressão. Troco apenas o que sinto necessidade.
Outras alterações podem acontecer, seja por via administrativa ou política, caso sejam feitas novas alianças que envolvam negociação de cargos.
Fonte: Correio da Bahia
Pela primeira vez, o governador Jaques Wagner (PT) deixa o tom diplomático de lado e fala abertamente sobre a relação entre o governo e o PMDB. Desde as eleições municipais, a aliança entre os partidos no estado está estremecida e rumores sobre uma possível ruptura viraram rotina nos bastidores políticos.
De início, o governador afastava qualquer hipótese de rompimento e declarava que a aliança no plano nacional seria mantida na Bahia. Na sexta-feira (22), em entrevista ao CORREIO, o governador deixou o discurso polido e afirmou que vai encarar com naturalidade caso o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, lance candidatura própria ao governo do estado.
“Se o PMDB sair, existem outros partidos interessados em ingressar na aliança”, afirmou, semcitar diretamente a movimentação de dez deputados que pretendem migrar para o PTB.
Ele declarou ainda que não vai forçar a permanência do PMDB na gestão, mas precisa saber efetivamente o posicionamento deles. “Só há casamento quando os dois querem. O PT nacional quer. Eu quero. Agora preciso saber a posição do PMDB”.
O PMDB fez um encontro com suas lideranças. O discurso do ministro Geddel Vieira Lima indicou uma possibilidade de uma candidatura dele ao governo do estado. Hoje, como está a relação Jaques Wagner e PMDB?A minha posição é clara. Eu trabalho pela ampliação da aliança que me elegeu em 2006, que inclui o PMDB e mais oito partidos. Eu não escolho adversários e sim aliados. Desde o primeiro momento tento manter a aliança com o PMDB, mas existia uma combinação.
A vaga do PT era para o governo do estado e isso estava claro, e Geddel deveria ocupar a vaga para disputa no Senado. O PMDB é o aliado preferencial, até pela sua dimensão e por estar alinhado no plano nacional. Mas isso não funciona em todos os lugares.
Em Pernambuco, por exemplo, o partido não está ao lado do governador Eduardo Campos (PSB). Na minha opinião, só há casamento quando os dois querem. O PT nacional quer. Eu quero. Agora eu preciso saber a posição do PMDB.
O encontro do PMDB teve caráter de campanha?Fazer encontros com os correligionários é normal, mas achei esse encontro estranho. O PMDB tem dois secretários na estrutura do estado (Batista Neves na Infraestrutura e Rafael Amoedo na Indústria e Comércio) e poderia avaliar as ações desses quadros na gestão.
Mas, na verdade, o encontro acabou tomando outra direção. Caso, realmente, exista vontade do ministro em ser candidato, tudo bem. Isso pode ser feito em clima amistoso, e a ministra Dilma Rousseff poderá ter dois palanques na Bahia.
Isso já aconteceu em outros lugares. Em alguns tem acontecido com hostilidade, mas eu encaro com naturalidade. Se o PMDB sair, existem outros partidos interessados em ingressar na aliança.
O PMDB havia anunciado que entregaria um documento apontando pontos que consideram falhos no governo. Esse documento foi entregue?
Repito: o PMDB tem dois secretários na gestão e não acredito que entregar um documento seja a melhor forma de contribuir com as ações do governo. O ministro e o próprio presidente do partido, Lúcio Vieira Lima, poderiam falar comigo pessoalmente e não precisariam de desculpa para sair da gestão. Tenho interesse no PMDB se eles quiserem ficar, mas, se eles não desejarem, tem que fazer isso com absoluta naturalidade.
O que dizem as pesquisas que o senhor tem feito para as próximas eleições?
As simulações têm sido bastante positivas e tenho feito isso constantemente. Muitos partidos também deixam para decidir se querem ser aliados ou não depois da divulgação do placar eleitoral.
Aconteceu comigo na eleição de 2006. Algumas legendas não quiseram se aliar à minha candidatura porque as pesquisas indicavam que eu não iria ganhar e acabei levando a eleição no primeiro turno.
O mesmo vai acontecer com a ministra Dilma. A saúde eleitoral dela no estado está ótima e ela só vem crescendo nas pesquisas.
Depois da internação da ministra, essa semana, seu nome voltou a ser ventilado como um dos possíveis sucessores do presidente Lula...
Só trabalho com a hipótese da candidatura de Dilma. Essa é uma eleição pessoal dela e do presidente Lula. Gostaria que não houvesse nada da doença, inclusive acho que a preocupação central dela deve ser com a saúde. Mas, com certeza, não vai haver nenhum impedimento à continuidade da candidatura dela.
Depois de muitas especulações, a superintendente da Conder, Maria del Carmen, foi exonerada. Haverá novas substituições no secretariado?
A gente pode fazer ajustes na ordem administrativa e política do secretariado. No caso da Conder, a mudança foi feita para dar dinamismo ao órgão. O atual gestor (engenheiro civil Milton Villas Boas) não tem nenhuma vinculação política.
Sua escolha foi unicamente técnica e ele chegou para fazer o que a Conder é, uma tocadora de obras importantes. É importante ressaltar também que Maria del Carmen foi uma boa coordenadora.
Ela cuidou da obra de Pituaçu, que, apesar de todas as críticas, ficou pronto e com excelente qualidade. É natural que sejam feitas alterações e estou muito à vontade para fazê-las. Não demito ninguém por pressão. Troco apenas o que sinto necessidade.
Outras alterações podem acontecer, seja por via administrativa ou política, caso sejam feitas novas alianças que envolvam negociação de cargos.
Fonte: Correio da Bahia
Aposentados e pensionistas terão prioridade em recadastramento de servidores federais
Redação CORREIO
Os servidores públicos aposentados e pensionistas são o principal alvo do recadastramento geral dos funcionários do Poder Executivo. Segundo o Ministério do Planejamento, o censo seguirá o modelo aplicado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que promoveu um recenseamento com os beneficiários da Previdência Social entre 2005 e 2007. De acordo com o ministério, os aposentados e pensionistas terão prioridade porque as suspeitas de fraude se concentram nessas categorias. Os servidores da ativa estão sujeitos a controle maior por estarem submetidos a auditorias periódicas feitas pela área de recursos humanos dos órgãos federais. Para os trabalhadores da ativa, o recenseamento ocorrerá no local de trabalho. Em relação aos aposentados e pensionistas, o recadastramento será feito nas agências bancárias em que são pagos os benefícios. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou o recadastramento ontem (22) no programa Bom Dia, Ministro, da Rádio Nacional. O recenseamento começará em julho e abrangerá cerca de 1,1 milhão de servidores cerca de 540 mil na ativa, 363 mil aposentados e 244 mil pensionistas. Segundo ele, o governo fará campanhas publicitárias para divulgar a pesquisa. No recenseamento, os servidores do Executivo terão de responder em que órgão trabalham, quanto ganham e que atividades exercem. O governo pretende combater ilegalidades como o pagamento irregular de salários e aposentadorias, além da existência de funcionários fantasmas.
Fonte: Correio da Bahia
Os servidores públicos aposentados e pensionistas são o principal alvo do recadastramento geral dos funcionários do Poder Executivo. Segundo o Ministério do Planejamento, o censo seguirá o modelo aplicado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que promoveu um recenseamento com os beneficiários da Previdência Social entre 2005 e 2007. De acordo com o ministério, os aposentados e pensionistas terão prioridade porque as suspeitas de fraude se concentram nessas categorias. Os servidores da ativa estão sujeitos a controle maior por estarem submetidos a auditorias periódicas feitas pela área de recursos humanos dos órgãos federais. Para os trabalhadores da ativa, o recenseamento ocorrerá no local de trabalho. Em relação aos aposentados e pensionistas, o recadastramento será feito nas agências bancárias em que são pagos os benefícios. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou o recadastramento ontem (22) no programa Bom Dia, Ministro, da Rádio Nacional. O recenseamento começará em julho e abrangerá cerca de 1,1 milhão de servidores cerca de 540 mil na ativa, 363 mil aposentados e 244 mil pensionistas. Segundo ele, o governo fará campanhas publicitárias para divulgar a pesquisa. No recenseamento, os servidores do Executivo terão de responder em que órgão trabalham, quanto ganham e que atividades exercem. O governo pretende combater ilegalidades como o pagamento irregular de salários e aposentadorias, além da existência de funcionários fantasmas.
Fonte: Correio da Bahia
Diferenças entre depressão e tristeza
A Tarde On Line
Fim de namoro, perda do trabalho. Estes dois acontecimentos podem de fato abalar uma pessoas, mas não ao ponto de torna-las depressivas. Mas não é isso o que vem acontecendo. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de medicamentos contra a depressão tem crescido a uma taxa assustadora: 42% entre 2003 e 2007.
“Tristeza é um fenômeno normal que faz parte da vida de todos nós. Ficar triste porque terminou o namoro, perdeu o emprego ou um ente querido é algo normal e até necessário. A depressão é um estado patológico. Existem diferenças bem demarcadas entre uma e outra“, diz o psiquiatra e ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Marco Antônio Brasil.
O caderno Ciência&Vida traz, na edição deste domingo, uma ampla matéria sobre este assunto, abordando os mitos e verdades sobre a depressão e as consequências do uso indiscriminado desses medicamentos.
Acompanhe também uma matéria sobre o crescimento da produção científica no Brasil e na Bahia nos últimos anos. O Estado, apesar de contar com um dos maiores orçamentos no País para esse fim, tem sobra de recursos por falta de bons projetos. O programa Inovatec, por exemplo, disponibilizou R$ 15 milhões no ano passado para iniciativas que sugerissem novas tecnologias com aplicação na sociedade. Somente R$ 4,59 milhões foram executados.
Fonte: A Tarde
Fim de namoro, perda do trabalho. Estes dois acontecimentos podem de fato abalar uma pessoas, mas não ao ponto de torna-las depressivas. Mas não é isso o que vem acontecendo. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de medicamentos contra a depressão tem crescido a uma taxa assustadora: 42% entre 2003 e 2007.
“Tristeza é um fenômeno normal que faz parte da vida de todos nós. Ficar triste porque terminou o namoro, perdeu o emprego ou um ente querido é algo normal e até necessário. A depressão é um estado patológico. Existem diferenças bem demarcadas entre uma e outra“, diz o psiquiatra e ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Marco Antônio Brasil.
O caderno Ciência&Vida traz, na edição deste domingo, uma ampla matéria sobre este assunto, abordando os mitos e verdades sobre a depressão e as consequências do uso indiscriminado desses medicamentos.
Acompanhe também uma matéria sobre o crescimento da produção científica no Brasil e na Bahia nos últimos anos. O Estado, apesar de contar com um dos maiores orçamentos no País para esse fim, tem sobra de recursos por falta de bons projetos. O programa Inovatec, por exemplo, disponibilizou R$ 15 milhões no ano passado para iniciativas que sugerissem novas tecnologias com aplicação na sociedade. Somente R$ 4,59 milhões foram executados.
Fonte: A Tarde
Sai lista de nomes de vítimas de acidente aéreo em Trancoso
Mário Bittencourt Sucursal de Eunapólis*
Arsenal divulga lista com nomes de 14 vítmas
A assessoria de comunicação da Arsenal Investimentos divulgou a lista com os 14 nomes das vítimas do acidente com avião bimotor que caiu em Trancoso, nesta sexta-feira, 22. Na aeronave estavam o empresário Roger Wright, 56 anos, sócio fundador da Arsenal Investimentos; sua esposa Lucila Carvalho Lins; a filha do empresário, Verônica Luchsinger Wright Faro, com o esposo Rodrigo de Mello Faro e seus dois filhos do casal, Vitória Wright Faro e Gabriel Wright Faro.O filho de Roger Wright, Felipe Luchsinger Wright, também estava no avião com sua esposa, Heloísa Alqueres Vaz Wright, o filho, Francisco Alqueres Vaz Wrihgt, de apenas 6 meses, e Rosângela Pereira Barbosa, babá de Francisco.Estavam a bordo ainda a neta de Lucila Carvalho Lins, Nina Pinheiro, filha de Isabela Pinheiro, fruto do primeiro casamento de Lucila; Vera Lúcia Mércio, tia-avó de Roger Wright; o piloto Jorge Lang Filho; e o copiloto Nelson Caminha Affonseca. As idades das crianças não foram divulgadas. Ainda segundo a assessoria da Arsenal, três sócios de Roger Wright estão na Bahia a fim de colaborar nos trabalhos de identificação e liberação dos corpos, que devem ser enterrados em São Paulo (SP). O diretor do Departamento de Polícia Técnica de Salvador, Raul Barreto, confirmou que 14 pessoas morreram na queda do avião. Barreto, que esteve em Porto Seguro acompanhando o levantamento cadavérico, negou a possibilidade do acidente ter deixado mais uma vítima. Acidente - A aeronave modelo Super King Air B-350, proveniente do aeroporto e Congonhas (SP), caiu por volta de 21h desta sexta-feira, durante uma manobra de aterrissagem, explodindo no solo a 200 metros da cabeceira da pista do Aeroporto Terravista, em Trancoso, de propriedade do Club Med.Roger Ian Wright, proprietário de uma mansão vizinha ao Club Med, costumava ir a Trancoso a cada 15 dias e tinha permissão de aterrissar na pista do condomínio. A tripulação fez o último contato com a torre às 20h50, dez minutos antes do acidente.De acordo com o gerente do aeroporto, James Souza, o piloto disse que tinha boa visibilidade da pista. Ele afirmou ainda que Jorge Lang conhecia bem o local, pois era ele quem sempre levava o empresário para Trancoso.
Não há confirmação de que a chuva na região tenha influenciado no momento do acidente. O Aeroporto Terravista é dedicado exclusivamente ao atendimento de aeronaves executivas e chegou a ser interditado no ano passado. A pista tem 1.500 metros.
* Com redação de Mariana Mendes A TARDE On Line
Arsenal divulga lista com nomes de 14 vítmas
A assessoria de comunicação da Arsenal Investimentos divulgou a lista com os 14 nomes das vítimas do acidente com avião bimotor que caiu em Trancoso, nesta sexta-feira, 22. Na aeronave estavam o empresário Roger Wright, 56 anos, sócio fundador da Arsenal Investimentos; sua esposa Lucila Carvalho Lins; a filha do empresário, Verônica Luchsinger Wright Faro, com o esposo Rodrigo de Mello Faro e seus dois filhos do casal, Vitória Wright Faro e Gabriel Wright Faro.O filho de Roger Wright, Felipe Luchsinger Wright, também estava no avião com sua esposa, Heloísa Alqueres Vaz Wright, o filho, Francisco Alqueres Vaz Wrihgt, de apenas 6 meses, e Rosângela Pereira Barbosa, babá de Francisco.Estavam a bordo ainda a neta de Lucila Carvalho Lins, Nina Pinheiro, filha de Isabela Pinheiro, fruto do primeiro casamento de Lucila; Vera Lúcia Mércio, tia-avó de Roger Wright; o piloto Jorge Lang Filho; e o copiloto Nelson Caminha Affonseca. As idades das crianças não foram divulgadas. Ainda segundo a assessoria da Arsenal, três sócios de Roger Wright estão na Bahia a fim de colaborar nos trabalhos de identificação e liberação dos corpos, que devem ser enterrados em São Paulo (SP). O diretor do Departamento de Polícia Técnica de Salvador, Raul Barreto, confirmou que 14 pessoas morreram na queda do avião. Barreto, que esteve em Porto Seguro acompanhando o levantamento cadavérico, negou a possibilidade do acidente ter deixado mais uma vítima. Acidente - A aeronave modelo Super King Air B-350, proveniente do aeroporto e Congonhas (SP), caiu por volta de 21h desta sexta-feira, durante uma manobra de aterrissagem, explodindo no solo a 200 metros da cabeceira da pista do Aeroporto Terravista, em Trancoso, de propriedade do Club Med.Roger Ian Wright, proprietário de uma mansão vizinha ao Club Med, costumava ir a Trancoso a cada 15 dias e tinha permissão de aterrissar na pista do condomínio. A tripulação fez o último contato com a torre às 20h50, dez minutos antes do acidente.De acordo com o gerente do aeroporto, James Souza, o piloto disse que tinha boa visibilidade da pista. Ele afirmou ainda que Jorge Lang conhecia bem o local, pois era ele quem sempre levava o empresário para Trancoso.
Não há confirmação de que a chuva na região tenha influenciado no momento do acidente. O Aeroporto Terravista é dedicado exclusivamente ao atendimento de aeronaves executivas e chegou a ser interditado no ano passado. A pista tem 1.500 metros.
* Com redação de Mariana Mendes A TARDE On Line
Portabilidade acirra disputa entre operadoras
Sylvia Verônica
Avanço do mercado também trouxe uma série de dúvidas e reclamações por parte dos consumidores
A disputa entre as operadoras de telefonia fixa e móvel está mais acirrada na Bahia depois da entrada da GVT e do início da portabilidade numérica. A diversificação de planos e ofertas é a aposta das companhias para atrair clientes e, no vale-tudo, há operadoras acusadas de prejudicar o serviço das concorrentes com práticas como danificação de peças e equipamentos. A GVT acionou a Oi com denúncia de que funcionários da concorrente estariam cortando cabos de conexão instalados pela GVT em edifícios. As duas operadoras acabaram entrando em acordo sobre o acesso predial.
A GVT inaugurou as atividades no Estado com produto específico, telefonia fixa com banda larga, e preços bastante competitivos em relação aos produtos similares. “Os baianos deram boa resposta e 88% dos nossos clientes em Salvador têm a banda larga, diante de uma média de 70% entre nossos clientes de outros estados. O preço é o nosso diferencial nos pacotes de 10 megas por R$ 59,90", defendeu Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produto da GVT.
A operadora também ostenta posição de líder em portabilidade de telefonia fixa em Salvador. As operações na cidade foram iniciadas em setembro do ano passado e, desde então, recebeu 10.310 ativações, 69% do total de números fixos portados na cidade. A expansão para o interior do Estado está entre os planos da companhia, assegura Sanfelice, sem revelar, no entanto, que municípios serão atendidos.Já a Vivo investiu em expansão e anuncia o cumprimento da meta de chegada em 23 localidades baianas. A cobertura GSM da companhia está em 226 municípios e a 3G, em 28, de acordo com Marise Galindo, diretora territorial da Vivo para Bahia e Sergipe. "Temos perspectiva de entrar em outras dez localidades até abril de 2010", revelou Marise. A julgar pelo potencial do mercado baiano, a disputa por clientes deve ser intensificada. José Doroteu Fabro, gerente de consumer da TIM para a Bahia, aponta que a companhia está de olho no mercado a conquistar. Ele avalia com base nos números da penetração da telefonia entre os baianos, que é de 63%, enquanto chega a 80% no restante do País.A TIM também lançou um conjunto de planos com perfil competitivo, um deles oferecendo três meses de isenção de tarifa para os clientes que fazem portabilidade. Um dos planos beneficia quem mantém fidelidade à operadora. No Infinity, o consumidor paga o primeiro minuto, a R$ 1,10 (com promoção a R$ 0,55 em maio), e fala os demais gratuitamente com limite de 10 mil minutos, somente para celulares e fixos da TIM. A companhia tem 19% do mercado baiano.Banda Larga – Quando o serviço é banda larga, os Procons de todo o País recebem muitas queixas de consumidores insatisfeitos com a velocidade oferecida. Operadoras como Oi, TIM e Vivo em geral não garantem, em contrato, um mínimo de velocidade para a banda larga 3G. A orientação do Procon é a observação da qualidade do serviço nos locais onde pretende acessar a banda larga e a quantidade de reclamações de usuários antigos. A mudança de operadora sem abrir mão do número do telefone, a portabilidade numérica, já foi conquistada por 1.001.820 de usuários, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom). O número total de pedidos de portabilidade, no Brasil, desde setembro do ano passado até meados deste mês, no entanto, foi de 1.393.458, o que deixou de fora um total de 391.638 pessoas.Na Bahia, foram feitos 61.729 pedidos de portabilidade e concedidos 41.482, para os DDDs 71, 73, 74, 75 e 77, também segundo dados da ABRTelecom. Irregularidades em cadastros de clientes são uma das causas para o não- cumprimento de 6% das solicitações de portabilidade em todo o País.Diante da variedade da ofertas da telefonia, a Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, disponibiliza no portal (clique aqui para acessar) a avaliação de 1.100 planos, apontando os melhores preços e vantagens a depender do perfil do consumidor.
A Pro Teste também dá dicas para que o consumidor defina seu próprio perfil e possa escolher o plano mais adequado. Entre as orientações, estão o cálculo da quantidade média de chamadas realizadas por mês a partir da avaliação das contas, estimativa da média de minutos usados, cálculo do total de chamadas locais e interurbanas e a discriminação por tipos de ligações conforme o destino: telefone fixo e celular.
Fonte: A Tarde
Avanço do mercado também trouxe uma série de dúvidas e reclamações por parte dos consumidores
A disputa entre as operadoras de telefonia fixa e móvel está mais acirrada na Bahia depois da entrada da GVT e do início da portabilidade numérica. A diversificação de planos e ofertas é a aposta das companhias para atrair clientes e, no vale-tudo, há operadoras acusadas de prejudicar o serviço das concorrentes com práticas como danificação de peças e equipamentos. A GVT acionou a Oi com denúncia de que funcionários da concorrente estariam cortando cabos de conexão instalados pela GVT em edifícios. As duas operadoras acabaram entrando em acordo sobre o acesso predial.
A GVT inaugurou as atividades no Estado com produto específico, telefonia fixa com banda larga, e preços bastante competitivos em relação aos produtos similares. “Os baianos deram boa resposta e 88% dos nossos clientes em Salvador têm a banda larga, diante de uma média de 70% entre nossos clientes de outros estados. O preço é o nosso diferencial nos pacotes de 10 megas por R$ 59,90", defendeu Ricardo Sanfelice, diretor de marketing e produto da GVT.
A operadora também ostenta posição de líder em portabilidade de telefonia fixa em Salvador. As operações na cidade foram iniciadas em setembro do ano passado e, desde então, recebeu 10.310 ativações, 69% do total de números fixos portados na cidade. A expansão para o interior do Estado está entre os planos da companhia, assegura Sanfelice, sem revelar, no entanto, que municípios serão atendidos.Já a Vivo investiu em expansão e anuncia o cumprimento da meta de chegada em 23 localidades baianas. A cobertura GSM da companhia está em 226 municípios e a 3G, em 28, de acordo com Marise Galindo, diretora territorial da Vivo para Bahia e Sergipe. "Temos perspectiva de entrar em outras dez localidades até abril de 2010", revelou Marise. A julgar pelo potencial do mercado baiano, a disputa por clientes deve ser intensificada. José Doroteu Fabro, gerente de consumer da TIM para a Bahia, aponta que a companhia está de olho no mercado a conquistar. Ele avalia com base nos números da penetração da telefonia entre os baianos, que é de 63%, enquanto chega a 80% no restante do País.A TIM também lançou um conjunto de planos com perfil competitivo, um deles oferecendo três meses de isenção de tarifa para os clientes que fazem portabilidade. Um dos planos beneficia quem mantém fidelidade à operadora. No Infinity, o consumidor paga o primeiro minuto, a R$ 1,10 (com promoção a R$ 0,55 em maio), e fala os demais gratuitamente com limite de 10 mil minutos, somente para celulares e fixos da TIM. A companhia tem 19% do mercado baiano.Banda Larga – Quando o serviço é banda larga, os Procons de todo o País recebem muitas queixas de consumidores insatisfeitos com a velocidade oferecida. Operadoras como Oi, TIM e Vivo em geral não garantem, em contrato, um mínimo de velocidade para a banda larga 3G. A orientação do Procon é a observação da qualidade do serviço nos locais onde pretende acessar a banda larga e a quantidade de reclamações de usuários antigos. A mudança de operadora sem abrir mão do número do telefone, a portabilidade numérica, já foi conquistada por 1.001.820 de usuários, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom). O número total de pedidos de portabilidade, no Brasil, desde setembro do ano passado até meados deste mês, no entanto, foi de 1.393.458, o que deixou de fora um total de 391.638 pessoas.Na Bahia, foram feitos 61.729 pedidos de portabilidade e concedidos 41.482, para os DDDs 71, 73, 74, 75 e 77, também segundo dados da ABRTelecom. Irregularidades em cadastros de clientes são uma das causas para o não- cumprimento de 6% das solicitações de portabilidade em todo o País.Diante da variedade da ofertas da telefonia, a Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, disponibiliza no portal (clique aqui para acessar) a avaliação de 1.100 planos, apontando os melhores preços e vantagens a depender do perfil do consumidor.
A Pro Teste também dá dicas para que o consumidor defina seu próprio perfil e possa escolher o plano mais adequado. Entre as orientações, estão o cálculo da quantidade média de chamadas realizadas por mês a partir da avaliação das contas, estimativa da média de minutos usados, cálculo do total de chamadas locais e interurbanas e a discriminação por tipos de ligações conforme o destino: telefone fixo e celular.
Fonte: A Tarde
Crise na aliança PSDB-DEM atrapalha projeto para 2010
Agencia Estado
Aos muitos altos e baixos da aliança dos dois maiores partidos de oposição, PSDB e DEM, somam-se agora dois elementos de risco: as eleições estaduais e a tentativa do PSDB de conquistar a maior fatia possível do PMDB, em fase de tensão extrema com o governo.Em pelo menos 8 dos 27 Estados há dificuldades no relacionamento das duas legendas da oposição. Os líderes do PSDB e do DEM garantem que a maior parte dos problemas será resolvida, com exceção do Rio Grande do Sul, onde o confronto só se agrava, especialmente depois que dois deputados do DEM assinaram o pedido de abertura de uma CPI para investigar a governadora tucana Yeda Crusius.No Distrito Federal, os aliados do único governador do DEM, José Roberto Arruda, acompanham com apreensão os movimentos do PSDB em direção ao ex-governador Joaquim Roriz, do PMDB. E, na Bahia, a briga histórica de democratas e tucanos está em fase de trégua, mas ainda é cedo para marcar a data do casamento. ?No início do ano que vem, tudo estará resolvido nos Estados?, promete, conciliador, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Paraná, Sergipe, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo são outros Estados onde ainda há problemas.O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), não vê contaminação das questões estaduais na aliança nacional. Não perdoa, porém, a atitude dos democratas gaúchos. ?Essa situação no Sul é inaceitável. Eles se prestam a ser linha auxiliar do PT e do PSOL. O DEM poderia resolver isso usando a disciplina interna do partido?, reage Aníbal.Há quem acredite em turbulência até em São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab (DEM), segundo alguns democratas, não abandonou de vez a ideia de ser candidato ao governo em 2010 e enfrentar o PSDB. Nenhum dos oposicionistas ouvidos pelo Estado acredita em abalos na aliança nacional de 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
Aos muitos altos e baixos da aliança dos dois maiores partidos de oposição, PSDB e DEM, somam-se agora dois elementos de risco: as eleições estaduais e a tentativa do PSDB de conquistar a maior fatia possível do PMDB, em fase de tensão extrema com o governo.Em pelo menos 8 dos 27 Estados há dificuldades no relacionamento das duas legendas da oposição. Os líderes do PSDB e do DEM garantem que a maior parte dos problemas será resolvida, com exceção do Rio Grande do Sul, onde o confronto só se agrava, especialmente depois que dois deputados do DEM assinaram o pedido de abertura de uma CPI para investigar a governadora tucana Yeda Crusius.No Distrito Federal, os aliados do único governador do DEM, José Roberto Arruda, acompanham com apreensão os movimentos do PSDB em direção ao ex-governador Joaquim Roriz, do PMDB. E, na Bahia, a briga histórica de democratas e tucanos está em fase de trégua, mas ainda é cedo para marcar a data do casamento. ?No início do ano que vem, tudo estará resolvido nos Estados?, promete, conciliador, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Paraná, Sergipe, Mato Grosso, Goiás e Espírito Santo são outros Estados onde ainda há problemas.O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), não vê contaminação das questões estaduais na aliança nacional. Não perdoa, porém, a atitude dos democratas gaúchos. ?Essa situação no Sul é inaceitável. Eles se prestam a ser linha auxiliar do PT e do PSOL. O DEM poderia resolver isso usando a disciplina interna do partido?, reage Aníbal.Há quem acredite em turbulência até em São Paulo. O prefeito Gilberto Kassab (DEM), segundo alguns democratas, não abandonou de vez a ideia de ser candidato ao governo em 2010 e enfrentar o PSDB. Nenhum dos oposicionistas ouvidos pelo Estado acredita em abalos na aliança nacional de 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde
Festas Juninas na berlinda
Danile Rebouças e Thaís Rocha A Tarde
Efeitos da crise econômica mundial, redução do Fundo de Participação Municipal, a epidemia de dengue e as fortes chuvas que caíram este mês no Nordeste colocaram a festa junina baiana na berlinda. A um mês da festa, a maioria dos municípios não sabe o quanto terá disponível para gastar com o São João.Cerca de 250 prefeituras enviaram projeto para o governo do Estado em busca de apoio, mas só terão a resposta no dia 29 de maio. O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, estima que cerca de 50 recebam o auxílio. Para garantir a festa, as prefeituras têm recorrido ao patrocínio de empresas como suporte financeiro.O montante os patrocinadores não revelam. Não há também como estimar um valor geral e constatar o aumento na aplicação de recursos, já que são diversos os patrocínios espalhados em 417 prefeituras, muitas ainda em negociação. A cervejaria Skol, por exemplo, tem previsão de acréscimo dos investimentos em 100%. Este ano, a empresa estendeu o recurso para outras cidades menores. O grupo Schincariol manteve os investimentos no mesmo valor de 2008 e divulga nacionalmente o evento.Para montar uma festa de São João, uma prefeitura pode gastar de R$ 100 mil até R$ 1 milhão, a depender do porte do município e das atrações que serão contratadas, segundo estimativa da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Fonte: A Tarde
Efeitos da crise econômica mundial, redução do Fundo de Participação Municipal, a epidemia de dengue e as fortes chuvas que caíram este mês no Nordeste colocaram a festa junina baiana na berlinda. A um mês da festa, a maioria dos municípios não sabe o quanto terá disponível para gastar com o São João.Cerca de 250 prefeituras enviaram projeto para o governo do Estado em busca de apoio, mas só terão a resposta no dia 29 de maio. O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, estima que cerca de 50 recebam o auxílio. Para garantir a festa, as prefeituras têm recorrido ao patrocínio de empresas como suporte financeiro.O montante os patrocinadores não revelam. Não há também como estimar um valor geral e constatar o aumento na aplicação de recursos, já que são diversos os patrocínios espalhados em 417 prefeituras, muitas ainda em negociação. A cervejaria Skol, por exemplo, tem previsão de acréscimo dos investimentos em 100%. Este ano, a empresa estendeu o recurso para outras cidades menores. O grupo Schincariol manteve os investimentos no mesmo valor de 2008 e divulga nacionalmente o evento.Para montar uma festa de São João, uma prefeitura pode gastar de R$ 100 mil até R$ 1 milhão, a depender do porte do município e das atrações que serão contratadas, segundo estimativa da União dos Municípios da Bahia (UPB).
Fonte: A Tarde
sábado, maio 23, 2009
Blog do Josias: TSE julga na 5ª processo contra o governador de SC
da Folha Online
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) agendou para a próxima quinta-feira o julgamento do processo contra o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, informa o Blog do Josias.
O governador catarinense é acusado de abuso de poder político e realização de propaganda eleitoral irregular, durante sua campanha para reeleição em 2006. O processo contra ele foi movido pelo rival Espiridião Amin (PP), segundo colocado no pleito.
Caso a Corte considere procedente as acusações contra o peemedebista, tanto ele quanto seu vice, Leonel Pavan (PSDB), devem deixar o cargo --que deverá ser assumido por Amin.
Antes de Silveira, foram julgados pelo TSE os governadores Jackson Lago (PDT), do Maranhão; Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba --ambos cassados--; e Waldez Goés (PDT), do Amapá.
Fonte: Folha Online
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) agendou para a próxima quinta-feira o julgamento do processo contra o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, informa o Blog do Josias.
O governador catarinense é acusado de abuso de poder político e realização de propaganda eleitoral irregular, durante sua campanha para reeleição em 2006. O processo contra ele foi movido pelo rival Espiridião Amin (PP), segundo colocado no pleito.
Caso a Corte considere procedente as acusações contra o peemedebista, tanto ele quanto seu vice, Leonel Pavan (PSDB), devem deixar o cargo --que deverá ser assumido por Amin.
Antes de Silveira, foram julgados pelo TSE os governadores Jackson Lago (PDT), do Maranhão; Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba --ambos cassados--; e Waldez Goés (PDT), do Amapá.
Fonte: Folha Online
Morre o ‘pai do Viagra’ aos 92 anos
Robert Furchgott, um dos principais cientistas americanos cujo trabalho ajudou no desenvolvimento da droga contra a impotência Viagra morreu em Seattle aos 92 anos de idade.
Ele recebeu um prêmio Nobel em 1998 por sua pesquisa no campo da fisiologia.
O estudo se concentrava em gases, em especial o óxido nítrico que descobriu ser um importante regulador do sistema cardiovascular.
Furchgott concluiu que o gás alarga os vasos sanguíneos do corpo, ajuda a pressão e o fluxo do sangue.
A pesquisa forneceu a base teórica para a criação do medicamento Viagra.
Nascido na carolina do Sul, o cientista mostrou desde cedo um interesse por pássaros e conchas.
Formado em química, ele fez um doutorado em bioquímica. Antes de se mudar para a Califórnia nos anos 50, lecionou em Washington.
Fonte: BBC Brasil
Ele recebeu um prêmio Nobel em 1998 por sua pesquisa no campo da fisiologia.
O estudo se concentrava em gases, em especial o óxido nítrico que descobriu ser um importante regulador do sistema cardiovascular.
Furchgott concluiu que o gás alarga os vasos sanguíneos do corpo, ajuda a pressão e o fluxo do sangue.
A pesquisa forneceu a base teórica para a criação do medicamento Viagra.
Nascido na carolina do Sul, o cientista mostrou desde cedo um interesse por pássaros e conchas.
Formado em química, ele fez um doutorado em bioquímica. Antes de se mudar para a Califórnia nos anos 50, lecionou em Washington.
Fonte: BBC Brasil
Cesare Battisti: da depressão à esperança
Por pela postagem Raymundo Araujo Filho
Quem acompanha o CMI sabe de algumas divergências minhas com o Celso Lungaretti, quanto á condução das ações pró Cesare Battisti. Nunca me furtei a torná-las públicas, mas sempre ressaltando o respeito que tenho por esta afável figura Lungarettiana. Publico aqui este texto dele por considerar um libelo às boas causas e a humanização da política.
Ah! E também para ver se a direitada safada se expõe um pouco mais ao ridículo, vociferando inverdades sobre os dois, aliás os três. Ex-preso político, jornalista Celso Lungaretti visita italiano na penitenciária da Papuda, em Brasília, e descreve encontro para o Congresso em Foco. ?Olho no olho, percebo ser Cesare um homem pacato, do tipo não-faz-mal-nem-a-uma mosca?, afirma o brasileiro. Cesare Battisti: liberdade de italiano nas mãos do STF Celso Lungaretti* Estou à espera de que Cesare Battisti seja trazido a um escritório do Centro de Internamento e Reeducação "Papuda", para que nós (vim com uma deputada e uma companheira do comitê de solidariedade) conversemos com ele numa mesa de canto, enquanto funcionários prosseguirão com seus afazares de rotina, ao redor. Meus sentimentos são contraditórios. Para começar, fiquei surpreso com as características pouco opressivas deste presídio-modelo. Em 1970/71, quando fui preso político da ditadura militar, estive em terríveis centros de tortura como os DOI-Codi's de SP e RJ, e o quartel da PE na Vila Militar (RJ); e, de passagem, fiquei conhecendo o Presídio Tiradentes e o Deops de SP, igualmente soturnos. Além de haver mais tarde visitado um amigo, preso comum que cumpria pena no Carandiru, captando tanta energia negativa no ar que em nada me surpreendeu, em 1992, o massacre dos 111 detentos, iniciado exatamente no Pavilhão 9 que impressão tão má me causara. E, depois de escrever mais de 60 textos em defesa de Battisti nos últimos meses, acabando por me tornar porta-voz do "Cesare Livre", inquieta-me a possibilidade de não ter tanta empatia com o homem como tenho com sua causa. Várias vezes já me decepcionei ao travar contato com os famosos do noticiário. Battisti não me reconhece de imediato, mas abre um largo sorriso quando somos apresentados. Abraçamo-nos, sem que nenhum segurança se preocupe com a possibilidade de eu lhe passar sorrateiramente algum contrabando. Decididamente, não o consideram perigoso. Aparenta exatamente os 54 anos que tem. É loquaz, fala rapidamente e enfatiza suas palavras com gestos, como bom italiano. Na sua agitação, às vezes assume, de relance, poses meio caricatas. Tendo atuado como jornalista profissional nos 34 anos seguintes à minha passagem pelos porões e prisões da ditadura, sei que uma série de fotos do Cesare, feitas por um profissional, invariavelmente conterá muitas que o tornarão simpático aos leitores, enquanto outras tantas vão lhe dar aparência esquisita, desagradável. Invariavelmente, são as segundas que a grande imprensa brasileira pinça para ilustar as notícias sobre ele. Goebbels explica... Olho no olho, percebo ser Cesare um homem pacato, do tipo não-faz-mal-nem-a-uma mosca. Nada do olhar de pedra dos verdadeiros assassinos, seja os que matam por dinheiro, seja os que o fazem em nome de causas (conheci exemplares dos dois universos). Pelo que valer, saí de lá convencido de que seria mesmo incapaz de haver cometido os três-assassinatos-que-eram-quatro a ele tardiamente imputados pela Justiça italiana. Crimes simultâneos É que, anos depois de condená-lo pelo que ele realmente fez (ter militado num grupúsculo de ultraesquerda e participado de algumas das chamadas expropriações, sem que nelas fosse derramado sangue), a Itália o levou de volta ao tribunal, a partir unicamente do testemunho de delatores premiados: o que o acusou e os que foram incumbidos de corroborar a acusação. Sabendo como eram montados os processos brasileiros dos anos de chumbo, bastou-me ler esse material para sentir o cheiro inconfundível de armação... Parece que os Torquemadas brasileiros tinham mais zelo na montagem de suas farsas. Duas ações armadas em que Cesare haveria apertado o gatilho ocorreram no mesmo dia, em localidades distantes, de forma que sua presença física em ambas era materialmente impossível. Então, os trapalhões italianos trataram de tapar o sol com a peneira, reescrevendo a acusação de forma que ele passasse a figurar apenas como autor intelectual de um dos crimes -- o que não impede nossos jornalões e revistonas de continuarem até hoje atribuindo-lhe quatro homicídios, sem ressalvas. Quando o refúgio humanitário que o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu a Battisti foi publicado no Diário Oficial, em janeiro último, ele e todos nós começamos a preparar-nos para sua libertação. Até montamos esquemas de segurança para o Dia D, temerosos de algum atentado articulado pela extrema-direita italiana ou pelas viúvas da ditadura brasileira. Dá para imaginar-se o impacto que lhe causou a estapafúrdia decisão do Supremo Tribunal Federal de mantê-lo preso, contra a lógica jurídica e o bom-senso dos leigos. Afinal, já se haviam passado quase dois anos desde que fora aprisionado no território brasileiro, a mando do STF, por crimes supostamente cometidos alhures. Concedido o refúgio, que até agora tem sido invariavelmente reconhecido pelo próprio Supremo como fator determinante do arquivamento de processos de extradição, era de esperar-se que, no mínimo, aguardasse em liberdade o cumprimento das últimas formalidades jurídicas. Negativo. O STF manteve a prisão e até sinalizou que poderia neste caso adotar decisão diferente de todos que lhe foram até hoje submetidos. De quebra, a Itália articulou uma das mais avassaladoras pressões a que uma decisão soberana do Executivo brasileiro foi submetida por governo estrangeiro, com o apoio explícito de boa parte da mídia brasileira. Battisti mergulhou em profunda depressão, tendo de tomar medicamentos pesados, não conseguindo mais um sono repousante nem tendo paciência para ler seja lá o que fosse. Então, fico comovido quando ele me confessa: ao receber meu livro Náufrago da Utopia, que lhe remeti pelo correio, obrigou-se a lê-lo, por considerar ser essa sua obrigação. Mas, a narrativa o prendeu tanto que acabou devorando-o e... retomando o gosto pela leitura. O bloqueio fora quebrado. Fez-me lembrar meu próprio tempo de preso. Passado o pior período da tortura e incomunicabilidade, que para mim durou dois meses e meio, continuava com a mente turvada pelos traumas, misturando realidade e imaginação. Mas, o companheiro da cela ao lado conseguiu que lhe trouxessem os livros existentes no quartel, pois, cardíaco, precisava de algo que o acalmasse. Reivindiquei e acabei obtendo o mesmo tratamento. Foi a leitura dos chatíssimos manuais militares e relatos sobre Caxias, e depois dos volumes de Julio Verne (uma dádiva dos céus: sua obra completa estava pegando pó naquela biblioteca marcial!), que me devolveu a clareza de raciocínio. Não esperava que, um dia, seria o Julio Verne de alguém. Nem mesmo quando o pessoal do comitê me enviou a mensagem de Battisti, com um parágrafo marcante: ?Acabo de ler seu livro. Um mergulho no passado, através das grades. Como tudo se parece! Alegrias e misérias, sonhos quebrados, decepções, mas o coração aguenta e os sentimentos se fortalecem, são mais claros. O sonho continua, são os meios para realizá-los que mudam?. Aos 58 anos, já não tenho confiança irrestrita no que dizem pessoas a quem, por um ou outro motivo, convém me agradar. Daí a satisfação que senti ao captar sinceridade em Battisti! Meu passado de repórter me faz acreditar, aí sim totalmente, na leitura que faço das expressões dos interlocutores. Outro motivo para eu citar esta frase é o de que as entrevistas com Battisti estão proibidas na ?Papuda?, então sou obrigado a reconstituir nossa conversa pelas anotações que fiz precariamente (para não dar muito na vista) e pelo que retive na memória. Então, é algo inteiramente dele, para dar uma idéia de como se expressa. Motivos da perseguição Passemos à sua visão sobre a via crucis que percorre desde a prisão na Itália em 1979, passando por exílios no México, França e Brasil, afora os países que atravessou na fuga (Espanha, Portugal, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias). Vou reproduzir, entre aspas, as frases de Battisti que consegui anotar, transmitindo o restante com minhas palavras, mas seguindo sua linha de raciocínio. ?Eu não sou ninguém, sou só um instrumento para a luta contra o que representou 1968 na história da humanidade?, diz ele, aludindo à pouca importância que teve durante a militância. Seu grupo, os Proletários Armados para o Comunismo, estava a anos-luz de distância das poderosas Brigadas Vermelhas, p. ex., não passando de mais um entre os aproximadamente 500 agrupamentos de ultraesquerda na Itália dos anos de chumbo. Por que passou depois a sofrer perseguição tão encarniçada? Porque ?1968 ainda não acabou?, deixando sementes que continuam a inspirar projetos de mudança, alternativas ao capitalismo globalizado que aí está. Então, as forças reacionárias querem desacreditar esse legado, ?caracterizando 1968 como um movimento criminoso?. Atirar Battisti numa masmorra italiana teria, portanto, alto valor simbólico: ?Eu represento a criminalização do pós-1968?. E como se explica o fato de que muitos dos que querem ver Cesare extraditado são antigos comunistas, como o presidente Giorgio Napolitano? ?Nosso enfrentamento nas fábricas era contra o sindicalismo do PCI, não contra a democracia cristã.? Antes de pegarem em armas, os grupos de ultraesquerda já tinham como inimigos diretos os comunistas italianos, que tentavam de todas as formas evitar o crescimento da influência dos autônomos. Estes adquiriam cada vez peso, conseguiam colocar ?mil pessoas na rua de um dia para outro?, enquanto os comunistas não empolgavam mais os trabalhadores jovens. ?Houve um episódio muito noticiado na época, em que o PCI convocou um congresso para reagir à ascensão dos autônomos nas fábricas, mas seus representantes acabaram sendo escorraçados.? Então, quando parte desses autônomos pegaram em armas contra os atentados direitistas e contra a aliança histórica entre o comunismo e a democracia-cristã, tiveram pela frente, como principais repressores, os próprios comunistas. Por conta da experiência acumulada na luta contra Mussolini, ?o PCI é que tinha experiência de guerrilha, não a democracia-cristã; foi nosso inimigo nº 1?. É para evitar que seja trazido à tona o papel histórico deplorável do PCI durante as décadas de 1970 e 1980 que antigos comunistas desenvolvem tamanho esforço para encarcerar quem conquistou prestígio literário. ?Poucos têm credibilidade para falar nisso em nível internacional. Quando eu me tornei escritor, virei uma ameaça.? Neste sentido, um dos nomes mais emblemáticos dos excessos cometidos pela Itália durante a repressão aos ultras, o subprocurador Armando Spataro, é quem municia Walter Maierovitch com as informações (extraídas de inquéritos e processos) que este repassa em sua coluna da CartaCapital. ?É um torturador documentado. Quantos morreram por causa dele, executados nas ruas! Ele é quem deveria ir preso, da mesma forma como os torturadores da Argentina estão sendo presos agora!? Solidariedade financeira dos amigos A companheira que me acompanhou na visita garantiu que Cesare estava bem mais animado quando saímos. Sem ter parâmetros para julgar, também tive a impressão de que seus passos eram mais leves na despedida, quase como quem quisesse dançar. Faz sentido. Transmiti-lhe a avaliação de que tudo converge para o arquivamento do processo de extradição, sem análise de mérito, no julgamento que o STF deverá marcar para junho. Como ele sabe que já participei de várias cruzadas semelhantes, deve ter levado a sério meu prognóstico. Tanto que, meio relutante a princípio, acabou revelando o que fará quando reconquistar a liberdade. Viverá de e para a literatura. ?Mesmo porque estou precisando muito de recursos, desde 2004, por causa das perseguições, não consigo ganhar a vida trabalhando. Hoje estou vivendo da solidariedade dos amigos.? Neste sentido, pretende morar no Rio de Janeiro ou São Paulo, ?que é onde as editoras estão?. Quer atuar na divulgação dos seus livros, pois, deixados ao léu, sem empenho do autor, ?não acontece nada?. Convidará sua filha mais velha, Valentina, para vir morar com ele no Brasil, mesmo porque ela é biogeneticista e aqui encontrará bom campo para seu trabalho. Quanto à outra filha, de 14 anos, ?é melhor que, por enquanto, continue morando com a mãe?. De resto, o fim da depressão veio acompanhado por uma trégua que a hepatite B concedeu a Cesare: ?Nos últimos dois meses ela me deixou em paz...?. E, aliviado com a liberação, por ordem judicial, do livro cuja única cópia estava na memória do computador apreendido pela Polícia Federal, Battisti trata agora de escrever os dois capítulos que faltam. Seu título: Ao pé do muro. Trata-se do segundo volume da trilogia sobre suas andanças e desventuras desde que lhe cancelaram o asilo político na França, entremeadas por lembranças da militância. O já lançado Minha Fuga Sem Fim aborda, exatamente, a atuação (muitas vezes escusa) do lobby italiano junto aos políticos, a Justiça e a mídia franceses, no sentido de que fosse desconsiderada no seu caso a legislação de forte conteúdo humanístico do tempo de François Mitterrand. O terceiro também já tem nome: Ser Bambu, aludindo à flexibilidade do caniço, como símbolo do jogo-de-cintura necessário para quem enfrenta adversidades como as de Cesare. *Especial para o Congresso em Foco. Celso Lungaretti, 58 anos, é jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que publica textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.
Fonte: CMI Brasil
Quem acompanha o CMI sabe de algumas divergências minhas com o Celso Lungaretti, quanto á condução das ações pró Cesare Battisti. Nunca me furtei a torná-las públicas, mas sempre ressaltando o respeito que tenho por esta afável figura Lungarettiana. Publico aqui este texto dele por considerar um libelo às boas causas e a humanização da política.
Ah! E também para ver se a direitada safada se expõe um pouco mais ao ridículo, vociferando inverdades sobre os dois, aliás os três. Ex-preso político, jornalista Celso Lungaretti visita italiano na penitenciária da Papuda, em Brasília, e descreve encontro para o Congresso em Foco. ?Olho no olho, percebo ser Cesare um homem pacato, do tipo não-faz-mal-nem-a-uma mosca?, afirma o brasileiro. Cesare Battisti: liberdade de italiano nas mãos do STF Celso Lungaretti* Estou à espera de que Cesare Battisti seja trazido a um escritório do Centro de Internamento e Reeducação "Papuda", para que nós (vim com uma deputada e uma companheira do comitê de solidariedade) conversemos com ele numa mesa de canto, enquanto funcionários prosseguirão com seus afazares de rotina, ao redor. Meus sentimentos são contraditórios. Para começar, fiquei surpreso com as características pouco opressivas deste presídio-modelo. Em 1970/71, quando fui preso político da ditadura militar, estive em terríveis centros de tortura como os DOI-Codi's de SP e RJ, e o quartel da PE na Vila Militar (RJ); e, de passagem, fiquei conhecendo o Presídio Tiradentes e o Deops de SP, igualmente soturnos. Além de haver mais tarde visitado um amigo, preso comum que cumpria pena no Carandiru, captando tanta energia negativa no ar que em nada me surpreendeu, em 1992, o massacre dos 111 detentos, iniciado exatamente no Pavilhão 9 que impressão tão má me causara. E, depois de escrever mais de 60 textos em defesa de Battisti nos últimos meses, acabando por me tornar porta-voz do "Cesare Livre", inquieta-me a possibilidade de não ter tanta empatia com o homem como tenho com sua causa. Várias vezes já me decepcionei ao travar contato com os famosos do noticiário. Battisti não me reconhece de imediato, mas abre um largo sorriso quando somos apresentados. Abraçamo-nos, sem que nenhum segurança se preocupe com a possibilidade de eu lhe passar sorrateiramente algum contrabando. Decididamente, não o consideram perigoso. Aparenta exatamente os 54 anos que tem. É loquaz, fala rapidamente e enfatiza suas palavras com gestos, como bom italiano. Na sua agitação, às vezes assume, de relance, poses meio caricatas. Tendo atuado como jornalista profissional nos 34 anos seguintes à minha passagem pelos porões e prisões da ditadura, sei que uma série de fotos do Cesare, feitas por um profissional, invariavelmente conterá muitas que o tornarão simpático aos leitores, enquanto outras tantas vão lhe dar aparência esquisita, desagradável. Invariavelmente, são as segundas que a grande imprensa brasileira pinça para ilustar as notícias sobre ele. Goebbels explica... Olho no olho, percebo ser Cesare um homem pacato, do tipo não-faz-mal-nem-a-uma mosca. Nada do olhar de pedra dos verdadeiros assassinos, seja os que matam por dinheiro, seja os que o fazem em nome de causas (conheci exemplares dos dois universos). Pelo que valer, saí de lá convencido de que seria mesmo incapaz de haver cometido os três-assassinatos-que-eram-quatro a ele tardiamente imputados pela Justiça italiana. Crimes simultâneos É que, anos depois de condená-lo pelo que ele realmente fez (ter militado num grupúsculo de ultraesquerda e participado de algumas das chamadas expropriações, sem que nelas fosse derramado sangue), a Itália o levou de volta ao tribunal, a partir unicamente do testemunho de delatores premiados: o que o acusou e os que foram incumbidos de corroborar a acusação. Sabendo como eram montados os processos brasileiros dos anos de chumbo, bastou-me ler esse material para sentir o cheiro inconfundível de armação... Parece que os Torquemadas brasileiros tinham mais zelo na montagem de suas farsas. Duas ações armadas em que Cesare haveria apertado o gatilho ocorreram no mesmo dia, em localidades distantes, de forma que sua presença física em ambas era materialmente impossível. Então, os trapalhões italianos trataram de tapar o sol com a peneira, reescrevendo a acusação de forma que ele passasse a figurar apenas como autor intelectual de um dos crimes -- o que não impede nossos jornalões e revistonas de continuarem até hoje atribuindo-lhe quatro homicídios, sem ressalvas. Quando o refúgio humanitário que o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu a Battisti foi publicado no Diário Oficial, em janeiro último, ele e todos nós começamos a preparar-nos para sua libertação. Até montamos esquemas de segurança para o Dia D, temerosos de algum atentado articulado pela extrema-direita italiana ou pelas viúvas da ditadura brasileira. Dá para imaginar-se o impacto que lhe causou a estapafúrdia decisão do Supremo Tribunal Federal de mantê-lo preso, contra a lógica jurídica e o bom-senso dos leigos. Afinal, já se haviam passado quase dois anos desde que fora aprisionado no território brasileiro, a mando do STF, por crimes supostamente cometidos alhures. Concedido o refúgio, que até agora tem sido invariavelmente reconhecido pelo próprio Supremo como fator determinante do arquivamento de processos de extradição, era de esperar-se que, no mínimo, aguardasse em liberdade o cumprimento das últimas formalidades jurídicas. Negativo. O STF manteve a prisão e até sinalizou que poderia neste caso adotar decisão diferente de todos que lhe foram até hoje submetidos. De quebra, a Itália articulou uma das mais avassaladoras pressões a que uma decisão soberana do Executivo brasileiro foi submetida por governo estrangeiro, com o apoio explícito de boa parte da mídia brasileira. Battisti mergulhou em profunda depressão, tendo de tomar medicamentos pesados, não conseguindo mais um sono repousante nem tendo paciência para ler seja lá o que fosse. Então, fico comovido quando ele me confessa: ao receber meu livro Náufrago da Utopia, que lhe remeti pelo correio, obrigou-se a lê-lo, por considerar ser essa sua obrigação. Mas, a narrativa o prendeu tanto que acabou devorando-o e... retomando o gosto pela leitura. O bloqueio fora quebrado. Fez-me lembrar meu próprio tempo de preso. Passado o pior período da tortura e incomunicabilidade, que para mim durou dois meses e meio, continuava com a mente turvada pelos traumas, misturando realidade e imaginação. Mas, o companheiro da cela ao lado conseguiu que lhe trouxessem os livros existentes no quartel, pois, cardíaco, precisava de algo que o acalmasse. Reivindiquei e acabei obtendo o mesmo tratamento. Foi a leitura dos chatíssimos manuais militares e relatos sobre Caxias, e depois dos volumes de Julio Verne (uma dádiva dos céus: sua obra completa estava pegando pó naquela biblioteca marcial!), que me devolveu a clareza de raciocínio. Não esperava que, um dia, seria o Julio Verne de alguém. Nem mesmo quando o pessoal do comitê me enviou a mensagem de Battisti, com um parágrafo marcante: ?Acabo de ler seu livro. Um mergulho no passado, através das grades. Como tudo se parece! Alegrias e misérias, sonhos quebrados, decepções, mas o coração aguenta e os sentimentos se fortalecem, são mais claros. O sonho continua, são os meios para realizá-los que mudam?. Aos 58 anos, já não tenho confiança irrestrita no que dizem pessoas a quem, por um ou outro motivo, convém me agradar. Daí a satisfação que senti ao captar sinceridade em Battisti! Meu passado de repórter me faz acreditar, aí sim totalmente, na leitura que faço das expressões dos interlocutores. Outro motivo para eu citar esta frase é o de que as entrevistas com Battisti estão proibidas na ?Papuda?, então sou obrigado a reconstituir nossa conversa pelas anotações que fiz precariamente (para não dar muito na vista) e pelo que retive na memória. Então, é algo inteiramente dele, para dar uma idéia de como se expressa. Motivos da perseguição Passemos à sua visão sobre a via crucis que percorre desde a prisão na Itália em 1979, passando por exílios no México, França e Brasil, afora os países que atravessou na fuga (Espanha, Portugal, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias). Vou reproduzir, entre aspas, as frases de Battisti que consegui anotar, transmitindo o restante com minhas palavras, mas seguindo sua linha de raciocínio. ?Eu não sou ninguém, sou só um instrumento para a luta contra o que representou 1968 na história da humanidade?, diz ele, aludindo à pouca importância que teve durante a militância. Seu grupo, os Proletários Armados para o Comunismo, estava a anos-luz de distância das poderosas Brigadas Vermelhas, p. ex., não passando de mais um entre os aproximadamente 500 agrupamentos de ultraesquerda na Itália dos anos de chumbo. Por que passou depois a sofrer perseguição tão encarniçada? Porque ?1968 ainda não acabou?, deixando sementes que continuam a inspirar projetos de mudança, alternativas ao capitalismo globalizado que aí está. Então, as forças reacionárias querem desacreditar esse legado, ?caracterizando 1968 como um movimento criminoso?. Atirar Battisti numa masmorra italiana teria, portanto, alto valor simbólico: ?Eu represento a criminalização do pós-1968?. E como se explica o fato de que muitos dos que querem ver Cesare extraditado são antigos comunistas, como o presidente Giorgio Napolitano? ?Nosso enfrentamento nas fábricas era contra o sindicalismo do PCI, não contra a democracia cristã.? Antes de pegarem em armas, os grupos de ultraesquerda já tinham como inimigos diretos os comunistas italianos, que tentavam de todas as formas evitar o crescimento da influência dos autônomos. Estes adquiriam cada vez peso, conseguiam colocar ?mil pessoas na rua de um dia para outro?, enquanto os comunistas não empolgavam mais os trabalhadores jovens. ?Houve um episódio muito noticiado na época, em que o PCI convocou um congresso para reagir à ascensão dos autônomos nas fábricas, mas seus representantes acabaram sendo escorraçados.? Então, quando parte desses autônomos pegaram em armas contra os atentados direitistas e contra a aliança histórica entre o comunismo e a democracia-cristã, tiveram pela frente, como principais repressores, os próprios comunistas. Por conta da experiência acumulada na luta contra Mussolini, ?o PCI é que tinha experiência de guerrilha, não a democracia-cristã; foi nosso inimigo nº 1?. É para evitar que seja trazido à tona o papel histórico deplorável do PCI durante as décadas de 1970 e 1980 que antigos comunistas desenvolvem tamanho esforço para encarcerar quem conquistou prestígio literário. ?Poucos têm credibilidade para falar nisso em nível internacional. Quando eu me tornei escritor, virei uma ameaça.? Neste sentido, um dos nomes mais emblemáticos dos excessos cometidos pela Itália durante a repressão aos ultras, o subprocurador Armando Spataro, é quem municia Walter Maierovitch com as informações (extraídas de inquéritos e processos) que este repassa em sua coluna da CartaCapital. ?É um torturador documentado. Quantos morreram por causa dele, executados nas ruas! Ele é quem deveria ir preso, da mesma forma como os torturadores da Argentina estão sendo presos agora!? Solidariedade financeira dos amigos A companheira que me acompanhou na visita garantiu que Cesare estava bem mais animado quando saímos. Sem ter parâmetros para julgar, também tive a impressão de que seus passos eram mais leves na despedida, quase como quem quisesse dançar. Faz sentido. Transmiti-lhe a avaliação de que tudo converge para o arquivamento do processo de extradição, sem análise de mérito, no julgamento que o STF deverá marcar para junho. Como ele sabe que já participei de várias cruzadas semelhantes, deve ter levado a sério meu prognóstico. Tanto que, meio relutante a princípio, acabou revelando o que fará quando reconquistar a liberdade. Viverá de e para a literatura. ?Mesmo porque estou precisando muito de recursos, desde 2004, por causa das perseguições, não consigo ganhar a vida trabalhando. Hoje estou vivendo da solidariedade dos amigos.? Neste sentido, pretende morar no Rio de Janeiro ou São Paulo, ?que é onde as editoras estão?. Quer atuar na divulgação dos seus livros, pois, deixados ao léu, sem empenho do autor, ?não acontece nada?. Convidará sua filha mais velha, Valentina, para vir morar com ele no Brasil, mesmo porque ela é biogeneticista e aqui encontrará bom campo para seu trabalho. Quanto à outra filha, de 14 anos, ?é melhor que, por enquanto, continue morando com a mãe?. De resto, o fim da depressão veio acompanhado por uma trégua que a hepatite B concedeu a Cesare: ?Nos últimos dois meses ela me deixou em paz...?. E, aliviado com a liberação, por ordem judicial, do livro cuja única cópia estava na memória do computador apreendido pela Polícia Federal, Battisti trata agora de escrever os dois capítulos que faltam. Seu título: Ao pé do muro. Trata-se do segundo volume da trilogia sobre suas andanças e desventuras desde que lhe cancelaram o asilo político na França, entremeadas por lembranças da militância. O já lançado Minha Fuga Sem Fim aborda, exatamente, a atuação (muitas vezes escusa) do lobby italiano junto aos políticos, a Justiça e a mídia franceses, no sentido de que fosse desconsiderada no seu caso a legislação de forte conteúdo humanístico do tempo de François Mitterrand. O terceiro também já tem nome: Ser Bambu, aludindo à flexibilidade do caniço, como símbolo do jogo-de-cintura necessário para quem enfrenta adversidades como as de Cesare. *Especial para o Congresso em Foco. Celso Lungaretti, 58 anos, é jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que publica textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.
Fonte: CMI Brasil
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