quinta-feira, julho 30, 2026

A COVID-19 infectou os noticiários novamente

 

A COVID-19 infectou os noticiários novamente

(Imagem: Drew Angerer | Getty Images)

A pandemia voltou a ser tema no congresso americano. O doutor Anthony Fauci, responsável por liderar a resposta dos EUA à pandemia, está sendo investigado por mentir sobre a origem do vírus da crise sanitária.

Explicando: No último final de semana, um senador aliado de Trump divulgou +1.100 páginas de um diário do Dr. Fauci. Os textos, escritos de 2019 até 2022, mostram duas teorias sobre a origem da COVID-19: causas naturais e um vazamento de laboratório.

  • Em anotações do início da pandemia, o médico diz que, durante uma reunião com seis cientistas renomados, quatro consideravam possível que o vírus tivesse surgido em laboratórios.

  • No entanto, em seus posicionamentos como principal conselheiro médico de Joe Biden, o médico se mostrava convencido de que a origem era natural, refutando e desconsiderando outras hipóteses.

Com a repercussão, Fauci foi intimado a depor no congresso ontem, recebendo questionamentos contundentes de parlamentares, principalmente republicanos. Ele invocou seu direito a ficar calado +100 vezes durante a audiência de 3h.

Do outro lado, muitos dos democratas consideraram a sessão retrógrada e tendenciosa, afirmando que a repercussão serve como cortina de fumaça para o caso Epstein e para a Guerra do Irã.

A pressão que o Dr. Fauci sofreu desde a pandemia fez Biden conceder um indulto preventivo para ele nos seus últimos dias de governo, protegendo-o de acusações relacionadas a quaisquer comentários feitos em anos anteriores.

🏦 Em uma publicação no X com mais de 50M de visualizações, o perfil da Casa Branca divulgou um site do governo americano, publicado no ano passado, com teorias de que a COVID-19 surgiu em laboratório.

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BRASIL

Moraes, Bolsonaro e o vídeo de AI

(Imagem: Nelson Almeida | AFP)

Em resposta a Alexandre de Moraes, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou que o ex-presidente não autorizou a divulgação de um vídeo da sua imagem feito com AI. O conteúdo foi exibido no lançamento da candidatura de Flávio, no sábado.

Segundo a defesa, Bolsonaro não poderia ter permitido a utilização do vídeo devido às restrições de comunicação impostas pelo próprio ministro. Para os advogados da campanha de Flávio, a utilização da imagem ocorre devido à relação de confiança entre pai e filho.

Antes da resposta da defesa, Moraes havia projetado dois cenários.

  • Por um lado: Se Bolsonaro autorizasse a divulgação do vídeo, o ato representaria uma grave transgressão e poderia reverter sua prisão domiciliar para o regime fechado.

  • Por outro lado: Caso o ex-presidente não soubesse, a responsabilização poderia recair sobre Flávio Bolsonaro e PL — já que a prática de deep fake é proibida em propagandas eleitorais.

Advogados de Flávio afirmaram que o conteúdo não poderia ser considerado deep fake por não tentar enganar o público, já que o vídeo afirma que foi feito com inteligência artificial.

O Ministro Kássio Nunes foi sorteado como relator do caso no TSE. A denúncia, feita por partidos da oposição, pede multa de R$ 30 mil para que o conteúdo seja considerado ilícito. Segundo informações, três ministros do STF devem entrar em cena caso o vídeo não seja punido.


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APRESENTADO POR NIELSENIQ

A queda no volume de vendas de bens não-duráveis (FMCG) já atinge 70% das categorias

Essa retração não vem de uma causa só. No estudo Full View 2026, a NielsenIQ, empresa global líder em inteligência sobre o consumidor, mapeou as cinco forças que estão redefinindo o consumo e a dinâmica competitiva em FMCG.

O estudo aponta: inflação de alimentos, endividamento e renda pressionada, novas estratégias de economia, aumento do e-commerce e novos gastos disputando o orçamento.

Isso resulta em menor frequência, queda de penetração e um consumidor muito mais criterioso.

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SAÚDE

(Imagem: Shoshana Gordon/Axios | Reprodução)

Um novo levantamento do governo dos Estados Unidos revelou um dado “curioso”. Pela primeira vez, os americanos estão consumindo mais maconha todos os dias do que álcool ou cigarro. O hábito já ultrapassa também o consumo de vapes e charutos.

  • Para se ter uma ideia, 21,5 milhões de americanos com 12 anos ou mais usaram a droga diariamente apenas no último ano. Isso supera os 19 milhões de fumantes diários de cigarro e as 17 milhões de pessoas que bebem todos os dias.

Apesar da mudança, o álcool ainda é consumido por mais pessoas no geral. Cerca de 129M de americanos beberam ao menos uma vez no último mês. O número é 3x maior do que as 43M de pessoas que usaram maconha no mesmo período.

A explicação… A diferença agora está na frequência. Aparentemente, quem fuma maconha tende a fazer isso todo dia. Já quem bebe, parece esperar ocasiões específicas — como encontro com amigos. O crescimento ocorre mesmo com a droga proibida em nível federal.

E no Brasil? 🇧🇷 

Por aqui o movimento é parecido, mas em outra escala. Cerca de 16% dos brasileiros com 14 anos ou mais já usaram maconha alguma vez. Já o consumo diário foi relatado por 3% da população, o equivalente a 5 milhões de brasileiros.

Jovens de 18 a 24 anos puxam a alta. Pelo menos 13% disseram que utilizam a erva frequentemente, a maior prevalência entre as faixas etárias. O STF descriminalizou o porte para uso pessoal em 2024, mas a venda e o cultivo seguem proibidos.


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CHARADA DO DIA

Quem é o nosso big name?

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TECNOLOGIA

Biblioteca de Alexandria versão AI

(Imagem: Anthropic Books/X | Reprodução)

Um processo judicial revelou que empresas de AI, incluindo a Anthropic, estão comprando livros em massa, digitalizando suas páginas e depois destruindo-os. O objetivo seria treinar seus próprios modelos.

  • Como isso funciona? As empresas compram o livro, cortam as lombadas em máquinas industriais e transformam em PDF. Depois que foram utilizados, elas queimam ou jogam o papel restante para reciclagem.

No caso da Anthropic, a prática foi batizada internamente de "Project Panama". Ela elimina fisicamente a única cópia existente de alguns títulos. Uma vez destruídos, esses livros não podem mais ser acessados por outros modelos de AI nem por seres humanos.

📚Um capítulo de contexto: Em fevereiro de 2024, a Anthropic contratou o ex-chefe do Google Books para conseguir "todos os livros do mundo" de forma legal. A empresa primeiro tentou negociar o licenciamento das obras com editoras, mas sem sucesso.

Quando o caso chegou aos tribunais, um juiz federal decidiu que, se a BIG TECH destruísse o livro original depois que ele fosse escaneado, a prática se enquadraria em "fair use" (uso justo). A ideia era garantir que apenas uma cópia da obra existisse por vez.

A demanda aumentou tanto que a plataforma ISBNdb — criada para ajudar bibliotecas a encontrar e vender livros — passou a vender até 1 mi de livros por pedido para empresas de AI. Para piorar, ela também prometeu manter as aquisições em segredo, com uma cláusula de confidencialidade.

👨‍💼 A resposta da Anthropic: Segundo a empresa, os arquivos digitalizados formam uma biblioteca privada e pesquisável da companhia, que ela planeja "guardar para sempre". Ainda assim, essas cópias não são públicas e nunca foram disponibilizadas abertamente.

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ECONOMIA

Um tour pelas principais manchetes desta quinta

(Imagem: Ricardo Stuckert | Reprodução)

El Niño vai custar caro… O governo federal anunciou um reforço orçamentário de R$ 1,33 bi para os efeitos do fenômeno climático. O pacote inclui distribuição de cestas básicas, apoio a agricultores, ações de prevenção e outras medidas.

Fed ficou dividido: O Banco Central americano manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, como esperado pelo mercado. A decisão, porém, não foi unânime. Quatro dos dirigentes preferiam elevar a meta em 0,25%. O resultado acontece em meio aos novos saltos nos preços do petróleo com o conflito no Oriente Médio.

Dólar caiu, brasileiro voou. Em um cenário de queda da moeda americana, os gastos de brasileiros no exterior somaram, segundo o BC, US$ 12,6 bi no primeiro semestre. Comparado com 2025, foi uma alta de 22,5% no mesmo período.

Todos querem um escritório… O preço médio para locação de escritórios de alto padrão em SP chegou a R$ 138,20 por m², maior patamar desde 2015. Ao mesmo tempo, a taxa de vacância caiu para 12,1%, a menor já registrada.

Santander decepciona. O banco abriu a temporada de balanços com lucro de R$ 3 bilhões no 2tri, uma queda de 18% em um ano. O resultado abaixo do esperado foi pressionado pelo crescimento da expectativa de inadimplência dos credores.

Meta paga a conta. Na divulgação do segundo trimestre, a empresa chamou atenção pelo lucro abaixo do esperado — queda de 13% na comparação anual. O resultado foi pressionado por US$ 2,4 bi em processos judiciais e US$ 1,18 bi em rescisões, fazendo a margem operacional despencar de 43% para 31%.

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