A Câmara de Vereadores de Jeremoabo vive um momento surreal, onde a entrega de títulos de cidadão jeremoabense parece ter perdido qualquer critério. Enquanto a honraria é distribuída a esmo, a história e o legado de quem realmente contribuiu para o município são deixados de lado.
O caso de Jovino Manoel Fernandes Alves é emblemático. Um veterano defensor da cultura e da história local, Jovino tem uma longa folha de serviços prestados a Jeremoabo e a sua gente. Vereador, professor, diretor e secretário de colégio, proprietário de canal de informação, presidente de clube social... a lista de suas atividades sociais e culturais é vasta. Seus pais também deixaram uma marca de serviços relevantes.
No entanto, essa omissão por parte da Câmara de Vereadores não chega a ser uma surpresa. A crítica se torna ainda mais contundente quando se lembra que o nome do político mais importante de Jeremoabo e região, o Coronel João Sá, foi retirado de uma escola. A Câmara, em sua obsessão por apagar o passado, ainda tenta mudar a data da emancipação política do município.
Diante de tamanhas aberrações, a falta de reconhecimento a Jovino e a tantos outros que honraram Jeremoabo é apenas mais um capítulo de uma triste história. A Casa do Povo, que deveria preservar a memória e valorizar a história, está mais preocupada em reescrevê-la, em um ato que desrespeita o passado e a própria identidade de Jeremoabo.
Você acredita que a Câmara de Vereadores deveria criar um conselho histórico para garantir que as honrarias sejam concedidas de forma justa e que a história do município seja preservada?