Muitas prefeituras de pequeno porte enfrentam uma realidade desafiadora: a dificuldade em se manter apenas com recursos próprios. A arrecadação de impostos como IPTU e ISS, além de taxas, muitas vezes não é suficiente para cobrir despesas básicas como salários de servidores, manutenção de serviços públicos e investimentos em infraestrutura.
Essa limitação leva a uma forte dependência de transferências constitucionais, ou seja, de recursos repassados pela União e pelos estados. Essa dependência, por sua vez, cria uma situação de fragilidade financeira, tornando os municípios vulneráveis a cortes ou atrasos nos repasses, o que pode resultar em atrasos de pagamentos e na falta de investimentos essenciais para a população.
Em municípios onde a principal fonte de renda e emprego é a prefeitura, o desafio é ainda maior. O custo de manter a máquina pública é alto, e isso acaba penalizando o objetivo principal da criação dessas cidades: o de estar mais perto da população e oferecer mais bem-estar.
Por esse motivo, prefeitos como Tista de Deda, em Jeremoabo, dedicam grande parte de seu tempo correndo atrás de recursos federais e estaduais. Essa busca por verbas externas é crucial para garantir a sobrevivência e o desenvolvimento do município.