
Supereducados, os três podem dar aulas de boas maneiras
Vicente Limongi Netto
Patético e medonho, se não fosse trágico, o noticiário político ficou refém do oceano de estupidez e xingamento do clã Bolsonaro, com o pitoresco e inefável pastor Malafaia monitorando o palavrório de esgoto. Dando ordens. Dono da destrambelhada família. Troca de diálogos com palavrões. Tudo mesclado com baixarias de adultos com boca suja.
Duro indicar qual dos personagens do script de insultos é o mais sacripanta. A política brasileira indo para a lixeira dos absurdos, pois situação e oposição é tudo a mesma coisa. Detergente é pouco. O cidadão trabalhador está confuso e enojado. Cada vez acreditando menos na isenção e dignidade dos políticos.
DEU NO ESTADÃO – Nesse clima, na coluna Fórum, antes da divulgação feita pela PF dos patéticos áudios de baixaria e patifaria entre o clã Bolsonaro e Malafaia, o jornal Estadão transcreveu nesta quarta-feira, dia 20, minha opinião sobre a família de Bolsonaro, que, aliás, não é melhor do que a família de Lula da Silva:
“O vereador Carlos Bolsonaro chamou governadores de direita de “ratos”. De ratos e ratazanas de todos os tamanhos, a família Bolsonaro conhece bem. É parceira de ratos oriundos de bueiros, de lixeiras, de terrenos baldios, de esgoto. O chefe dos ratos usa tornozeleira. O filho fujão e rato de lixões é cupincha de outro rato graúdo e topetudo, morador da Casa Branca”, escreveu o Estadão.
DURO DE AGUENTAR – Fiasco anunciado, faz tempo, a COP-30. O espetáculo de horrores é marcado para novembro. Mais um vexame internacional para a conta do Brasil. Absurdos diários são revelados em Belém, envolvendo a iniciativa. Preços exorbitantes de hotéis espantam e mostram a ganância desenfreada. Dos 190 países previstos para participar do medonho evento, apenas 47 confirmaram presenças.
Quem fatura alto é a ONG espanhola OEI, que se apresenta como representante de países ibero-americanos e recebeu do governo, adiantados, R$ 98 milhões para “organizar” a COP30, como se o governo não fosse capaz de fazê-lo, e depois vai recebe outro tanto. Por trás do negócio está dona Janja, que se apresentava como “coordenadora da OEI no Brasil, mas parece que não coordena mais nada…