sábado, agosto 09, 2025

Líderes na Câmara se dividem sobre acordo multipartidário para anistia


Hugo Motta deixa brecha para pautar anistia ao encerrar ocupação  bolsonarista com discurso ambíguo na Câmara - Brasil de Fato

Hugo Motta esqueceu que fez um acordo para ser eleito

Amanda Klein

do UOL

Pouco antes de reassumir a presidência, parlamentares relatam que o presidente da Câmara, Hugo Motta, participou de reunião com lideranças do centrão e da oposição e concordou em pautar o debate sobre o fim do foro privilegiado e anistia aos golpistas de 8 de janeiro a partir da semana que vem.

O acordo foi confirmado publicamente pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante, no final da noite. Havia até senadores presentes na reunião.

POSIÇÃO COMUM – Um deles, que participou da conversa final, relatou à coluna que a oposição alcançou seu objetivo:

“Participamos porque o Senado também obstruiu e tinha que ter posição comum entre as duas Casas para liberar os trabalhos. Ouvimos da boca do Motta que ele vai colocar em debate e votação, a partir da próxima semana, o fim do foro privilegiado e depois a anistia”. Segundo este senador, estavam presentes líderes do PP, União Brasil, PSD, MDB, PL e Novo. Todos teriam concordado.

Antes disso, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira recebeu diversos líderes e abriu caminho para o acordo que teria sido verbalizado por Motta.

FORO PRIVILEGIADO – Em 2017, o Senado aprovou mudanças nas regras do foro privilegiado, que só valeria para presidentes de Poderes. Os demais seriam julgados pela justiça comum, o que, na visão deles, poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro às vésperas do julgamento no STF por tentativa de golpe de Estado.

Líderes que não participaram da conversa demonstram surpresa. “No que eu tenha participado, não houve qualquer acordo para votação de nada. O que foi dito é que os assuntos seriam todos discutidos no colégio de líderes como sempre foram”, relatou um deles. Outro líder de centro reafirmou: “não dá pra se pensar em acordo. O que prevaleceu foi o bom senso”.

Procurada, a assessoria de Motta nega o acordo. O motim não terminou ontem. A oposição vai prosseguir com o esforço para salvar Bolsonaro, nem que isso custe colocar o Congresso e o país em polvorosa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O acordo para votar a anistia existe desde o início do ano, quando se viabilizou a eleição de Hugo Motta. Ele assumiu esse compromisso e agora os bolsonaristas estão cobrando, com apoio do Centrão. Simples assim. (C.N.)

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