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Ventura é líder do partido “Chega”, que faz jus ao nome
Luis Felipe Azevedo
O Globo
Líder da extrema-direita de Portugal, André Ventura afirmou que vai propor ao governo de Luís Montenegro a proibição da entrada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no país.
O político do partido Chega alega que o magistrado decretou prisão domiciliar contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) porque “usou as redes sociais” e exerceu sua “liberdade de expressão”. O português não menciona, no entanto, que Bolsonaro descumpriu medidas determinadas pela Corte com a disponibilização de conteúdo nas plataformas.
BLOQUEIO TOTAL — Vou propor ao Governo de Portugal que impeça o juiz Alexandre de Moraes de entrar em Portugal, de poder ter qualquer ligação a Portugal e de ter qualquer repercussão em termos de presença, em termos de patrimônio em Portugal. Ele tem que perceber que não estamos brincando — disse Ventura em vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira.
Moraes já foi alvo de sanção americana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a suspensão do visto do magistrado e incluiu o ministro na lista de sancionados com a Lei Magnitsky.
Na postagem, Ventura também critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atribui ao petista a culpa pelo processo contra Bolsonaro.
DIZ O LÍDER — “Lula está transformando o Brasil em uma ditadura. O Alexandre de Moraes é o braço judicial dessa ditadura” — diz o líder da extrema-direita portuguesa, sem apresentar provas.
A decisão de Moraes contra Bolsonaro foi justificada pelo ministro por “reiterado descumprimento de medidas cautelares”.
O ministro afirmou que o ex-mandatário “ignorou e desrespeitou” a Corte e justificou a medida com base na participação de Bolsonaro por telefone na manifestação contra o STF e a favor da anistia que reuniu apoiadores em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no domingo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se a moda pega, Moraes pode esquecer aquelas festas que Gilmar Mendes organiza todo ano lá na Terrinha, como se dizia antigamente. (C.N.)