sexta-feira, julho 04, 2025

Artigo Crítico: A Hipocrisia Jurídica da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

 Artigo Crítico: A Hipocrisia Jurídica da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

Em tempos de vigilância popular e crescente clamor por ética na política, causa indignação o comportamento incoerente do presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, que agora tenta justificar o injustificável escorando-se em parecer jurídico. O povo não é tolo, tampouco tem memória curta, como alguns ainda insistem em acreditar.

A tentativa de utilizar parecer jurídico como escudo em momentos convenientes escancara a hipocrisia de uma gestão legislativa que só respeita a legalidade quando lhe é conveniente ou traz algum benefício próprio. A população está atenta e bem se lembra do lamentável episódio que envolveu o procurador jurídico da própria Câmara, quando este, em consonância com sua consciência e responsabilidade técnica, emitiu parecer contrário à criação da Secretaria de Cultura por desmembramento da Secretaria de Educação — por considerar o projeto inconstitucional.

O que se viu, então, foi um espetáculo de desrespeito institucional. O parecer, fruto do trabalho técnico e da competência de um servidor legalmente habilitado, foi simplesmente ignorado e jogado na lata do lixo. A maioria dos vereadores, em nítida manobra política, optou por aprovar um projeto sabidamente viciado, atropelando a legalidade e a Constituição, apenas para atender interesses que em nada representavam o bem comum.

Essa seletividade no uso de pareceres jurídicos escancara o uso político e pessoal das instituições, enfraquecendo a credibilidade da própria Câmara perante a sociedade. Afinal, por que o parecer jurídico é válido hoje, quando convém a determinados interesses, mas foi descartado ontem, quando contrariava os desejos do grupo dominante?

A resposta é clara: há uma instrumentalização do direito, uma tentativa de manipular a legalidade conforme o vento político sopra. Esse tipo de postura não apenas desrespeita os profissionais da área jurídica, mas agride frontalmente os princípios democráticos e a moralidade administrativa.

É hora de dizer basta! O povo de Jeremoabo está atento, informado e cansado de ser subestimado. A população exige coerência, respeito às leis e às instituições, e, principalmente, transparência nas ações do poder legislativo. Que os vereadores e seu presidente reflitam: o mandato é um instrumento de representação do povo — não de conveniência pessoal.

A história registra. E o povo, ao contrário do que pensam, não esquece.

Em destaque

Financial Times diz que crise no Supremo será fator decisivo nesta eleição

Publicado em 15 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Jornal britânico ressalta ‘crise sem precedentes...

Mais visitadas