Antonio Rocha
Neste domingo, dia 6, de 9 às 17 horas, tem eleição para os Conselhos Tutelares, que orientam as crianças, adolescentes e seus responsáveis. As urnas estão instaladas nas escolas municipais do Rio de Janeiro. O que as mídias não estão mencionando é que há uma forte concorrência entre católicos e evangélicos/neopentecostais para ocuparem os respectivos cargos.
Como o voto é facultativo, deduz-se que os evangelicais irão comparecer em massa para a eleição de seus candidatos e assim, cada vez mais eles vão ocupando postos chaves na estrutura administrativa do País.
RETROCESSO – Os candidatos laicos são poucos e devem ter pouquíssimos votos. E, assim, o Brasil vai virando uma República Gospel. A meu ver, a bancada evangélica tem se posicionado contra conquistas dos trabalhadores e geralmente vota com os patrões, com as elites.
Os eleitores evangélicos não reclamam de suas bancadas, pois em sua grande maioria seguem seus líderes, que por sua vez estão com os privilegiados.
Não estou generalizando, porque é um fato. Contudo, há que se observar que os evangélicos tem um poder de mobilização muito grande e se eles dominarem mesmo o Brasil, por exemplo, as religiões de matrizes africanas, penso, serão prejudicadas.
MILICIANOS – O pior é que, segundo O Globo, os milicianos que dominam e exploram bairros carentes no Rio também se interessam pelos votos dos Conselho Tutelares.
É possível e aceitável chegarmos a esse ponto?