segunda-feira, novembro 02, 2026

"Globo está com medo": Flávio Bolsonaro ataca emissora | Piloto grava últimos momentos antes de queda de jato que matou 9 pessoas | Lula ‘censurou’ desenhos bíblicos da Record?

 

Em Destaque
"Globo está com medo": Flávio Bolsonaro ataca emissora após exigência
04:43 - 02 de Novembro de 2026
"Globo está com medo": Flávio Bolsonaro ataca emissora após exigência
"Vamos cair": piloto grita antes de queda de jato que matou nove nos EUA
06:37 - 02 de Novembro de 2026
"Vamos cair": piloto grita antes de queda de jato que matou nove nos EUA
Governo Lula 'censurou' desenhos bíblicos da Record? Entenda a polêmica
13:17 - 02 de Novembro de 2026
Governo Lula 'censurou' desenhos bíblicos da Record? Entenda a polêmica
André Janones diz que não será ministro de Lula e que continuará na Câmara
13:15 - 02 de Novembro de 2026
André Janones diz que não será ministro de Lula e que continuará na Câmara
Lula vai adotar plano de Lara Resende para reduzir a Selic? Entenda tudo
09:25 - 02 de Novembro de 2026
Lula vai adotar plano de Lara Resende para reduzir a Selic? Entenda tudo
Trabalhadores 40+ já são quase metade das vagas com carteira assinada
13:30 - 02 de Novembro de 2026
Trabalhadores 40+ já são quase metade das vagas com carteira assinada
Rifaina: quem é o pecuarista suspeito de matar jovem de 24 anos em SP?
08:40 - 02 de Novembro de 2026
Rifaina: quem é o pecuarista suspeito de matar jovem de 24 anos em SP?
Sem CR7 e com show de João Félix: Al Nassr arrasa Pakhtakor na Champions
13:12 - 02 de Novembro de 2026
Sem CR7 e com show de João Félix: Al Nassr arrasa Pakhtakor na Champions
Esquecimento é sintoma: quando é hora de investigar?
14:00 - 02 de Novembro de 2026
Esquecimento é sintoma: quando é hora de investigar?

Esquerda articula bancada digital para enfrentar direita no Congresso

 

Esquerda articula bancada digital para enfrentar direita no Congresso

Por Redação

02/11/2026 às 11:28

Foto: Jefferson Rudy/Arquivo/Agência Senado

Imagem de Esquerda articula bancada digital para enfrentar direita no Congresso

Congresso Nacional

Ao menos 13 deputados do PT, PSOL, PCdoB e PSB articulam a formação de uma “bancada profissional digital” para ampliar a presença da esquerda nas redes sociais e enfrentar lideranças da direita no Congresso Nacional. O grupo reúne parlamentares jovens que ganharam projeção pela atuação digital e foram mobilizados pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, quando o presidente estava atrás de Flávio Bolsonaro (PL) por 2,2 milhões de votos. Entre os nomes estão os deputados eleitos Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR), além de André Janones (Rede-MG), que coordenou o canal de WhatsApp “Exército de Lula”. A reportagem é do jornal O Globo.

A proposta é manter a mobilização que contribuiu para a vitória de Lula, com maior articulação na divulgação de conteúdos, discurso unificado sobre temas estratégicos e uso coordenado de hashtags para ampliar o alcance das publicações. A iniciativa também pretende levar ao Congresso a disputa digital que marcou a campanha, incluindo pautas como o fim da escala 6x1. Apesar da intenção de organizar a atuação, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) defende preservar a autonomia dos mandatos e ampliar o diálogo com parlamentares de centro e de direita para construir maiorias e isolar o bolsonarismo.

A articulação ocorre em um cenário de desvantagem numérica da esquerda no Legislativo. O PL terá 121 deputados na próxima legislatura, enquanto PT, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede somam 124 parlamentares. Para o professor de Comunicação Política da PUC-Rio, Arthur Ituassu, a esquerda precisará manter a estrutura digital construída durante as eleições e disputar continuamente as narrativas nas redes para sustentar a aprovação do governo e preservar sua influência política até 2030. Integrantes do grupo também defendem que a atuação digital seja acompanhada de propostas capazes de responder às insatisfações da população.

Politica Livre

Rogério Marinho vai defender que direita divulgue voto em estratégia para derrotar Alcolumbre

 

Rogério Marinho vai defender que direita divulgue voto em estratégia para derrotar Alcolumbre

Por Raphael Di Cunto / Folhapress

02/11/2026 às 14:01

Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

Imagem de Rogério Marinho vai defender que direita divulgue voto em estratégia para derrotar Alcolumbre

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que defenderá que os senadores de direita divulguem seus votos publicamente na eleição para a presidência da Casa em 1º de fevereiro de 2027, numa estratégia para evitar que integrantes do grupo votem secretamente pela reeleição do presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

"Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?", disse à reportagem.
A intenção de Marinho é garantir que os votos dos senadores eleitos pela direita sejam de fato direcionados para a candidatura de oposição. Além dele, Tereza Cristina, do PP, quer concorrer. O voto é secreto e Alcolumbre aposta neste sigilo para obter o apoio de parte da direita.

Os senadores do PL vão se reunir na quarta-feira (4) para definir a estratégia contra Alcolumbre e devem lançar a candidatura de Marinho à Presidência.

Parte da sigla argumenta que é melhor abrir negociações com o atual presidente após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para evitar que a legenda fique sem espaços no Senado. Outro grupo prefere desafiá-lo, com a tese de que há votos suficientes para vencer.

A direita cresceu no Senado e será maioria na Casa. A oposição somará 29 senadores do PL e mais três do partido Novo. Além disso, Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão mais 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. Para eleger o presidente do Senado, é preciso o voto de 41 dos 81 senadores.

Alcolumbre e Marinho dizem ter 48 votos cada, o que significa que as duas contagens incluem alguns dos mesmos senadores. O presidente do Senado tem uma extensa lista de favores e relação de amizade com os atuais parlamentares, e aposta nisso para obter o apoio de parte da direita.

O voto aberto, na visão de bolsonaristas, pode ajudar a evitar traições e garantir a vitória. Os eleitos pela direita disputaram a eleição com discurso baseado em críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), e Alcolumbre é contrário ao impeachment de ministros, o que o tornou alvo de ataques.

O próprio presidente do Senado apostou nessa estratégia do voto aberto quando foi eleito pela primeira vez, em 2019, com apoio do então presidente Jair Bolsonaro (PL). À época, ele tentava se aproveitar do desgaste de Renan Calheiros (MDB-AL) e da chegada de novos senadores eleitos na onda contrária à política tradicional.

A manobra de Alcolumbre para que o voto fosse aberto daquela vez foi derrubada pelo STF, numa liminar do ministro Dias Toffoli proferida no meio da madrugada, mas senadores declararam seus votos de forma voluntária e mostraram a cédula de votação antes de levá-la à urna.

Parte dos aliados de Alcolumbre nos partidos de direita deve enfrentar agora o mesmo problema que outros políticos sofreram naquela ocasião. Esses parlamentares admitem que, publicamente, é difícil declarar voto no atual presidente do Senado devido à pressão dos eleitores.

Na última terça-feira (27), a federação formada por União Brasil -partido de Alcolumbre- e PP lançou sua candidatura à reeleição, mas a maioria dos senadores ou senadores eleitos desses partidos não se manifestou. Alguns, como Tereza e Guilherme Derrite (PP-SP), criticaram o anúncio nas redes sociais.

Em 2023, Marinho foi candidato e acabou derrotado pelo então presidente Rodrigo Pacheco (PSB-MG). O vencedor obteve 49 votos contra 32 do candidato de oposição. Com isso, o PL ficou sem a presidência de comissões relevantes e sem cargos na mesa diretora por dois anos. Em 2025, a sigla decidiu apoiar Alcolumbre em troca de postos mais relevantes, como a vice-presidência do Senado.

No entanto, os bolsonaristas afirmam que Alcolumbre atendeu mais ao governo Lula (PT) do que à oposição em sua gestão. Eles o criticam especialmente por atenuar as articulações por uma anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023, trocando-a por uma redução de penas que até hoje não se efetivou.

Outro motivo de críticas da direita ao presidente do Senado é por travar a abertura de impeachment de ministros do Supremo, o que se transformou numa das principais bandeiras do grupo na eleição.

Durante a campanha, Alcolumbre ainda ajudou Lula ao colocar em votação a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a jornada de seis dias de trabalho para um de folga, a jornada 6x1. A pauta foi uma das principais bandeiras do petista e deu fôlego a ele no segundo turno.

Politica Livre

Modelo da reforma eleitoral divide Câmara e ameaça implodir acordo para frear PL

 

Modelo da reforma eleitoral divide Câmara e ameaça implodir acordo para frear PL

Por Raphael Di Cunto e Augusto Tenório/Folhapress

02/11/2026 às 06:38

Foto: Thiago Cristino/Arquivo/Câmara dos Deputados

Imagem de Modelo da reforma eleitoral divide Câmara e ameaça implodir acordo para frear PL

Plenário da Câmara

O modelo da reforma eleitoral em discussão na Câmara para frear um possível crescimento do PL nas próximas eleições divide os deputados federais e ameaça implodir o acordo costurado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) com o centrão para implantar o voto distrital misto a partir de 2034.

A proposta prevê que metade das vagas da Casa seja direcionada a regiões previamente delimitadas. O eleitor vota no candidato do seu distrito, e esse voto conta também para os partidos preencherem a outra metade das cadeiras de acordo com uma lista preestabelecida.

O apoio formal de presidentes e líderes do grupo a esse desenho não significa adesão dos deputados dessas legendas. Parlamentares já se movimentam para aprovar, no lugar, o "distritão", em que os mais votados serão eleitos para a Câmara, não importa os votos da legenda.

Outros grupos de partidos do centrão, como Podemos e Solidariedade, participaram do anúncio a favor do distrital misto, mas prefere outro modelo, o "distritão misto". A essas divisões soma-se ainda o voto contrário da oposição, que disse que seus 103 deputados votarão contra alterações no sistema eleitoral.

O modelo atual para eleger deputados e vereadores é o voto proporcional de lista aberta, que faz com que candidatos muito bem votados puxem outros. O número de votos de todos os candidatos de cada partido ou federação é somado para definir quantas cadeiras cada sigla terá no Legislativo. A partir daí, as vagas são ocupadas pelos mais votados, desde que tenham no mínimo 10% do quociente eleitoral do estado.

O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas para aquele cargo em cada estado.

Esse modelo fez com que o PL ganhasse espaço na Câmara em cima de candidatos do centrão. Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram eleitos com mais de 3 milhões de votos cada. O mineiro garantiu, sozinho, mais 13 deputados, e o vereador paulista levou mais sete colegas. Outros deputados do PL tiveram papel semelhante nos demais estados.

Para frear isso, o centrão fechou um acordo para aprovar o sistema distrital misto, que aumenta o poder das cúpulas partidárias sobre quem será eleito.

A intenção é aprovar a mudança até dezembro, antes da posse dos novos deputados e senadores, quando o PL estará maior no Congresso. O líder da oposição na Câmara, deputado cabo Gilberto (PL-PB), declarou que os deputados do PL e Novo se reuniram e decidiram votar contra a alteração. Atualmente, eles são 103 na Câmara, número que saltará para 131 a partir de fevereiro.

Mas até uma ala do próprio centrão resiste ao distrital misto. Esse grupo, majoritariamente formado por integrantes do baixo clero ou de partidos menores, teme perder espaço para lideranças locais, como prefeitos populares ou pessoas próximas a eles. A tese é que esses políticos terão um contato direto com os eleitores. Outro receio é que governadores dizimem a oposição ao controlar os votos nos distritos.

O deputado Igor Timo (Podemos-MG) tem rodado as bancadas atrás de apoio para aprovar o distritão, em que os candidatos a deputado que receberem mais votos no estado serão eleitos, sem precisar depender dos votos do resto do partido para atingir o quociente eleitoral. "É o sistema mais representativo. Um parlamentar com votação expressiva eleger outros com votação ínfima é incompatível com a democracia."

Esse modelo, no entanto, costuma enfrentar resistência dos senadores e dos dirigentes partidários, por enfraquecer a coesão partidária. Cientistas políticos também costumam criticá-lo, por entender que torna o mandato mais individual e dificulta a formação de coalizões e a identidade partidária.

Igor Timo rebate dizendo que as cúpulas dos partidos continuarão com força, ao definir quem vai receber dinheiro do fundo eleitoral, aparecer na propaganda eleitoral na TV e rádio e, no limite, até quem poderá sair candidato.

Outro grupo que se julga sob ameaça com o voto distrital misto são os parlamentares representantes de classe. Com a divisão do estado em distritos, dificilmente um representante dos professores, por exemplo, conseguiria angariar uma base concentrada numa parcela específica do território para garantir sua eleição. Outro temor é o dos candidatos com perfil mais ideológico ou ligados a um tema específico.

Com 80 deputados, a federação de PT e PCdoB ainda não debateu formalmente as mudanças. Parte dos petistas afirma que é possível debater um sistema misto, enquanto outros rejeitam completamente sob o argumento de que o voto distrital pode fazer com que o partido perca grande parte de seus deputados.

"E essa eleição por distritos, territorializada, é um problema com o aumento da participação de facções criminosas e milícias na política", diz um dos vice-líderes do PT, o deputado Lindbergh Farias (RJ).

A estratégia de Motta para aprovar o distrital misto é jogar a implantação para frente, a partir de 2034, de modo a diluir o receio dos parlamentares sobre seus próprios mandatos. Para evitar uma reversão, ele combinou que a mudança ocorrerá por PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o que exige o voto favorável de 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores –e torna mais difícil alguma alteração depois.

Um modelo de transição deve ser adotado na eleição de 2030, mas também não houve consenso sobre o formato. O Republicanos sugeriu, por exemplo, impedir a existência de puxadores de votos no atual sistema, estabelecendo que candidatos que superarem o quociente eleitoral elejam apenas a si próprios.

Já o Podemos quer aprovar para 2030 o "distritão misto", em que metade das cadeiras vai para os mais votados em todo o estado, e a outra metade é preenchida por uma lista indicada pelos partidos com o maior número de votos. Seria como o distrital misto, mas com a divisão territorial por estado.

"Os partidos foram de acordo em aprovar o distrital misto para 2034, o que não tem acordo é o modelo de transição", diz o deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator do projeto e que conduzirá as negociações da PEC. "Esse é o modelo que mais aproxima o eleitor do deputado e permite uma maior cobrança", afirma.

A reforma política em discussão na Câmara pretende alterar apenas o formato de eleição dos deputados, sem mexer na disputa pelo Senado, prefeituras, governos ou Presidência.

Politica Livre

Em destaque

Fim da escala 6x1 deve aumentar temporários

    Escala 5x2 O fim da escala 6x1 entra em vigor em 15 de dezembro, a dez dias do Natal, e deve provocar uma onda extra de contratações tem...

Mais visitadas