segunda-feira, setembro 21, 2026

Fachin freia sessões públicas do STF em meio à crise sobre Moraes

Fachin freia sessões públicas do STF em meio à crise sobre Moraes

Por Redação

21/09/2026 às 12:02

Atualizado em 21/09/2026 às 12:03

Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF

Imagem de Fachin freia sessões públicas do STF em meio à crise sobre Moraes

Edson Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu rever a estratégia de levar ao plenário as divergências envolvendo ministros da Corte, após os bate-bocas e o impasse em torno dos processos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes. Fachin cancelou uma sessão do plenário e adiou o julgamento sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do caso Master. A reportagem é do jornal O Globo.

A mudança ocorre após críticas de diferentes grupos de ministros à condução da sessão que terminou em confronto público. Enquanto integrantes próximos a Mendonça questionaram a organização do julgamento, aliados de Moraes passaram a defender que a própria decisão de levar a controvérsia ao plenário naquele momento aumentou o risco de exposição das divergências internas.

Fachin também retomou conversas individuais com ministros, entre eles Cristiano Zanin e Luiz Fux, em busca de alternativas para administrar a crise. Paralelamente, continuam os questionamentos sobre a condução dos processos do caso Master, inclusive com manifestações públicas de Flávio Dino. O presidente do STF agora busca definir um caminho para os próximos julgamentos antes de abrir novas frentes de confronto no plenário. 

Quando a Casa Branca decide quais são os jornalistas que podem cobrir o presidente


É melhor eleger um Lula velho e cansado ou um jovem rachadista como Flávio?

Publicado em 21 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Vai, Pix! Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira (6).  #meio #newsletter #charge #flaviobolsonaro #lula

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

O bom moço Flávio Bolsonaro, candidato rachadista, se gaba na propaganda eleitoral: “Todo mundo conhece meu pai, né?”.  Claro, quem vai esquecer da nefasta e pegajosa figura. Nem as pedras das ruas. Jair Bolsonaro, é claro, sabia que o filho era amigão do banqueiro fraudador Vorcaro, de quem recebeu 140 milhões de reais para aquele filme de terror que ficou de ser lançado, mas sumiu.

O pai é aquele golpista, condenado e preso, que debochou da pandemia e das vacinas contra a Covid. Bolsonaro, o ex-presidente, gostava de xingar os repórteres diante dos fãs, no cercadinho da portaria do Palácio da Alvorada.

URNA FRAUDULENTA – O pai do candidato é aquele Bolsonaro que não admitiu a derrota, acusando as urnas de fraudulentas. É também o mesmo Bolsonaro que em carta melosa e piegas pediu ao filho que resgatasse o Brasil.

Ora, a nação se livrou de Jair Bolsonaro. E não precisa de outro Bolsonaro para presidir o Brasil. Seria oceânico castigo. Entre um idoso Lula, experiente e trabalhador, mesmo com muitos defeitos, e um jovem incapaz, prepotente  e falastrão, cheio de acusações e suspeitas que não consegue refutar, como Flávio Bolsonaro, prefiro ficar com o idoso.

Prazo para Mendonça responder a Moraes termina, e Fachin avalia próximos passos

Publicado em 21 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

 

📝 ENSAIO: A TRANSFORMAÇÃO DA IMPUNIDADE EM PERFORMANCE E A ENCRUZILHADA DO ALTAR

 📝 ENSAIO: A TRANSFORMAÇÃO DA IMPUNIDADE EM PERFORMANCE E A ENCRUZILHADA DO ALTAR


O avanço do calendário rumo ao primeiro turno desenha um cenário inédito no Brasil: o esvaziamento completo do debate programático e a consolidação de um ecossistema eleitoral onde a quebra da régua moral deixou de ser um passivo para se tornar o principal combustível das candidaturas de extrema-direita. Em paralelo, as explosões em plenário e as trocas de acusações bilionárias no Supremo Tribunal Federal (STF) provocaram ondas de choque que sacudiram as bases das igrejas, dividindo pastores e revelando que o "terrivelmente evangélico" André Mendonça perdeu o monopólio da narrativa de santidade.


🏟️ 1. O "Fim da Vergonha" como Alavanca nos Palanques


Nas campanhas majoritárias e proporcionais, a ausência de pudor ético foi convertida em ativo de marketing. Candidatos da extrema-direita perceberam que, em uma sociedade anestesiada por cifras bilionárias de desvios, o eleitor já não pune o crime exposto; ele consome a reação ao crime.


A corrupção virou uma mercadoria tribal: se o candidato do grupo é flagrado utilizando estruturas interpostas, holdings maquiadas em Brasília ou se beneficiando do sumiço de outorgas estatais, o fato é imediatamente plastificado pela máquina digital e vendido como "perseguição do sistema".


A régua moral foi substituída pela performance de confronto:


[Denúncia de Fraude Evidente] ➔ [Performance de Ataque nas Redes] ➔ [Conversão em Votos via Engajamento]


O eleitorado, capturado por esse pânico moral e pelo entretenimento dos algoritmos, já não julga planilhas, certidões ou o esvaziamento de cofres públicos. Ele busca o personagem que melhor encarna o "facão contra as instituições". O resultado é uma bandalheira escancarada que opera à luz do dia, onde o tamanho do telhado de vidro serve apenas para inflar o tempo de tela e consolidar o carisma do operador perverso.


⛪ 2. A Encruzilhada dos Pastores e a Fratura do Altar


A tentativa de André Mendonça de emparedar o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o subsequente contra-ataque demolidor de Gilmar Mendes no plenário acenderam o sinal de alerta máximo entre as principais lideranças evangélicas do país. O universo protestante, longe de ser um bloco monolítico, rachou profundamente diante do racha no STF.

* A Linha de Frente Bolsonarista (O Pânico Espiritual): Figuras como Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro e Magno Malta moveram instantaneamente suas redes para transformar a derrota jurídica de Mendonça em uma "batalha espiritual contra as forças do mal". Para essa ala neopentecostal radical, Mendonça precisava ser blindado porque sua caneta no caso Banco Master era a última trincheira para conter o avanço das investigações que cercam o governo fluminense e a família do ex-presidente. Eles tentam usar o conflito para inflar o voto religioso, associando a derrota de Mendonça a um ataque do Estado contra os valores cristãos.

* O Descontentamento e a Rebelião das Lideranças Tradicionais: Por outro lado, membros históricos da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e de outras denominações tradicionais da Reforma protocolaram uma interpelação formal contra o ministro. Pastores tradicionais e signatários de peso acusam Mendonça de promover uma "sobreposição vergonhosa" de papéis, utilizando a liturgia da igreja e o título de pastor para mascarar manobras policialescas e alianças puramente mercantilistas de bastidor (como o encontro secreto com Daniel Vorcaro agenciado pelo deputado Cezinha de Madureira). A lembrança de que Gilmar Mendes usou o plenário para bradar que "em nome de Deus já se fez muita patifaria" ecoou como um insulto devastador nos púlpitos mais sérios, gerando o receio latente de que a exposição de Mendonça acabe por carimbar toda a comunidade evangélica com a marca do cinismo corporativo.


🔮 Conclusão do Cenário: O Custo do Cinismo


A quebra da régua moral nas ruas corre em perfeita simetria com a guerra de facas no STF. Enquanto o eleitorado na ponta aceita a corrupção performática porque ela "fala o que ele quer ouvir", no topo do Estado o gesso institucional tenta se recompor. O racha aberto prova que o facão de plástico da extrema-direita funciona para capturar o voto da massa alienada, mas é incapaz de frear o rolo compressor de um Judiciário que decidiu fechar a eclusa e isolar o ministro que ousou quebrar a liturgia do sistema para salvar a si mesmo.

Luis Celso

O SAFÁRI DOS INVESTIGADOS

A viagem de Flávio Bolsonaro para a África do Sul teve direito a grupo de WhatsApp com personagens do escândalo do INSS e empresário alvo da CPI da Covid

Pedro Tavares e Breno Pires, de Brasília  19 Set 2026

Da esquerda para a direita: o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução



 Afotografia revelada nesta sexta-feira (17) pelo jornal O Globo mostra uma cena curiosa: o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em clima de descontração na África do Sul, ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz. A imagem, feita em março de 2025, causou constrangimento à campanha de Flávio. Tanto Weverton quanto Willer são investigados no escândalo do INSS, sob suspeita de terem se beneficiado do esquema que roubou bilhões de reais de aposentadorias. A fraude do INSS se tornou pública em abril de 2025, logo depois da viagem. 

A piauí apurou que a foto foi enviada no dia 10 de março em um grupo de WhatsApp intitulado “África do Sul”, do qual faziam parte Flávio, Willer, Weverton e suas respectivas esposas. Junto dessa imagem, havia dezenas de outras mostrando elefantes e diferentes animais da savana, fotografados em um safári de que o grupo participou. A Polícia Federal teve acesso a esse material depois de apreender o celular de Weverton no final do ano passado, em uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS.

Mas além da dupla Weverton e Willer, há um terceiro personagem que não havia sido identificado na foto e também participava do grupo de WhatsApp: o empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. E, assim como os colegas, ele também esteve na mira da lei. Em 2021, o relatório final da CPI da Covid pediu seu indiciamento por corrupção ativa e improbidade administrativa. A suspeita da comissão era de que a VTCLog, empresa de logística da qual ele é sócio, havia oferecido vantagens indevidas a um diretor do Ministério da Saúde em troca de um aditivo num contrato para armazenamento e distribuição de insumos, entre eles vacinas. Além disso, segundo o relatório, havia indícios de que o contrato havia sido superfaturado em 17 milhões de reais.

Dois pontos principais chamaram a atenção dos senadores. Um deles foram as frequentes movimentações em dinheiro vivo feitas pela VTCLog. Desde 2018, segundo a CPI, um funcionário da empresa havia sacado 4,7 milhões de reais em espécie. Com o dinheiro em mãos, ele pagou boletos pessoais do então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias. Para os senadores, era um indício claro de corrupção, já que Dias cuidava justamente dos contratos que interessavam à VTCLog. O diretor foi um dos protagonistas da CPI e acabou demitido do Ministério devido a uma suspeita ainda mais grave: a de que pedira propina na negociação da compra de vacinas contra a Covid.

O segundo ponto que chamou atenção dos senadores foi o fato de que a VTCLog venceu a licitação do Ministério da Saúde oferecendo descontos expressivos nos seus serviços para, depois disso, pedir grandes aditivos ao contrato. Segundo o relatório da CPI, tudo indicava ser um “jogo de planilha” – isto é, “artifício utilizado para possibilitar que um licitante vença o certame de maneira aparentemente legal e, posteriormente, ao longo da execução contratual, passe a manipular preços unitários com o intuito de aumentar demasiadamente o valor do contrato, mediante termos aditivos, em prejuízo ao erário”.

O relatório da CPI pediu o indiciamento de Carlinhos e Teresa Cristina Reis de Sá, sua sócia, também acusada de corrupção ativa e improbidade administrativa. Na visão dos senadores, “o fato de serem sócios controladores da empresa e, portanto, beneficiários finais de todas as ações criminosas perpetradas, sugere que tinham domínio do fato ou que tenham até mesmo de algum modo participado das decisões e condutas ilícitas cometidas”. Quanto à VTCLog, a CPI recomendou que fosse submetida às “punições previstas na Lei Anticorrupção, como sua inclusão no cadastro de empresas inidôneas.” Dias antes da aprovação do relatório, uma reportagem do El País revelou que Carlinhos e Teresa eram donos de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.

Abra o Link e leia completa: https://piaui.uol.com.br/web/safari-flavio-bolsonaro-grupo-whatsapp/

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