domingo, setembro 20, 2026

Celular de Vorcaro trava no STF: Mendonça e Fux pedem ajuda à PF para acessar dados

Michelle assume espaço de Bolsonaro e grava para candidatos aliados em todo o país

Publicado em 20 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

Candidatos fazem romaria até Brasília por vídeo

Thaísa Oliveira
Folha

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem atuado para compensar a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, na campanha eleitoral de aliados e gravado vídeos para candidatos de diferentes regiões.

A demanda levou a ex-primeira-dama a reservar um dia da semana apenas para candidatos de fora do Distrito Federal e a produzir peças para cerca de 20 pessoas por dia, em média, no começo da propaganda eleitoral obrigatória. Outros três dias da semana passaram a ser usados para filmagens da campanha dela própria ao Senado e de candidatos que integram a chapa da governadora de Brasília, Celina Leão (PP), de quem é amiga.

POPULARIDADE – De olho na popularidade de Michelle, o candidato do PL ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, foi a Brasília exclusivamente para a gravação, no começo do mês, com a candidata dele a vice, a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL).

O material foi usado no programa eleitoral obrigatório de rádio e TV da última quarta-feira (16), em um esforço para atrair o voto de mulheres cristãs e conservadoras, segundo um integrante da campanha de Ruas. “A Fernanda cuida de quem cuida”, disse Michelle.

REGIME DOMICILIAR – Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está preso em regime domiciliar desde março e proibido de usar as redes sociais dele ou de outras pessoas.

Pessoas próximas a Michelle afirmam que ela tem dado prioridade para candidatos para quem Bolsonaro faria campanha, se estivesse solto. Um dos nomes citados é o do vereador de Porto Alegre (RS) coronel Ustra (PL), candidato a deputado federal.

Ustra é sobrinho do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, herói de Bolsonaro que comandou um dos principais centros de tortura na Ditadura Militar. O vereador é tenente-coronel da reserva do Exército e chefiou a equipe de segurança do ex-presidente no GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

“CONFIANÇA” – “Esse é o coronel Ustra e eu sei da confiança que o presidente Bolsonaro sempre teve nele. É alguém que esteve ao lado do Jair e compartilha os mesmos valores que nós”, disse Michelle no vídeo ao lado de Ustra. O vereador de Belo Horizonte (MG) Vile Santos (PL) contou à Folha que foi para Brasília apenas para a filmagem com Michelle. O vídeo dos dois juntos está sendo distribuído pela campanha de Vile por WhatsApp.

“Sou amigo da família há muito tempo. Michelle é uma grande amiga. Me ajuda muito com o público feminino e com cristão”, disse o vereador, que se apresenta como “candidato a deputado federal do Bolsonaro em Minas Gerais”. Na gravação, Vile diz que estava com “a nossa eterna primeira-dama Michelle Bolsonaro” porque “o nosso presidente Jair Bolsonaro não pode estar aqui conosco”.

ASSESSOR DE BOLSONARO – A ex-primeira-dama também produziu materiais para Mosart Aragão (PL), candidato a deputado estadual por São Paulo. Mosart foi um dos assessores mais próximos de Bolsonaro na Presidência e o acompanhou em uma série de agendas.

Em 2022, Bolsonaro designou o irmão Renato Bolsonaro (PL) para coordenar a campanha dele a deputado federal. O ex-presidente queria que o capitão fosse um dos candidatos mais votados de São Paulo, mas ele não foi eleito.

A ex-primeira-dama também gravou para o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos) e para o filho dele, Gilson Machado Filho (Podemos), candidatos respectivamente a deputado federal e deputado estadual por Pernambuco. Gilson é amigo de Bolsonaro, mas acabou trocando o PL pelo Podemos alegando falta de apoio do partido para lançar o nome dele ao Senado.

“CANDIDATOS DO JAIR” – Na lista de “candidatos do Jair”, aparece ainda o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), apelidado por Bolsonaro de Hélio Negão. Hélio transferiu o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Roraima para aumentar as chances de ser eleito senador e adotou o sobrenome Bolsonaro nas urnas.

Em 2022, Michelle viajou pelo país para pedir votos para Bolsonaro. A ex-primeira-dama tem dito que não poderá repetir o esforço neste ano em prol da candidatura à Presidência do enteado mais velho, senador Flávio Bolsonaro (PL), por causa das condições de saúde do marido.

Após semanas de mal-estar público, a ex-primeira-dama gravou um vídeo curto com Flávio em que um pede votos para o outro. Michelle também tem falado do senador nas agendas de campanha dela em Brasília.

AUTORIZAÇÕES – No último dia 8, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ampliou a lista de visitantes e autorizou a entrada do pai, da madrasta e de duas irmãs de Michelle, além de Renato Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente afirma, porém, que Michelle queria autorização permanente do ministro para que eles pudessem acessar a casa a qualquer momento —e não por apenas duas horas, dois dias da semana, como visitantes.

“Com essa decisão, também os atos de campanha da candidata ao Senado Federal —Michelle Bolsonaro—continuam restringidos e prejudicados”, afirmou a assessoria de imprensa de Michelle.

Publicado em | 2 Comentários | 

Gilmar diz que ministro do TSE que agir com partidarismo deveria deixar a Corte


Publicado em 20 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

 

Pedido de vista no TSE trava maioria que liberava imagem de Bolsonaro em santinhos

Publicado em 20 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

TSE interrompe julgamento sobre imagem de Bolsonaro

Rafael Moraes Moura
O Globo

 Uma manobra do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), travou nesta sexta-feira (18) a conclusão de um julgamento que poderia liberar o uso da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em santinhos de candidatos de todo o país. Cueva pediu vista e paralisou a análise do caso, mesmo já tendo votado no mesmo julgamento contra a permissão.

No último dia 15, a ministra Estela Aranha deu uma liminar proibindo o uso da imagem de Bolsonaro em santinhos e materiais impressos. Indicada ao cargo pelo presidente Lula, a ministra alegou que a utilização em propaganda eleitoral da imagem de Bolsonaro “em posição de destaque”, ao lado do número e do nome de um candidato, burlaria a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que proibiu que Bolsonaro divulgue manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, “independentemente do meio utilizado”.

PLENÁRIO DIVIDIDO – O caso foi levado ao plenário virtual do TSE e rachou o plenário, formado por sete magistrados. Do lado de Estela ficaram os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques, amigo pessoal de Moraes há décadas.

Contra a liminar, ou seja, a favor de liberar o uso da imagem de Bolsonaro em santinhos, se posicionaram o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, ambos indicados ao Supremo pelo ex-presidente. “A utilização da imagem de Jair Bolsonaro, nessas circunstâncias, comunica ao eleitorado a identificação política do candidato com determinada liderança ou corrente política”, escreveu Nunes Marques.

“A liberdade de expressão política protege precisamente a possibilidade de o candidato apresentar ao eleitorado suas referências e afinidades políticas, inclusive mediante a associação de sua candidatura a lideranças e correntes ideológicas. A possibilidade de utilizar, para esse fim, a imagem pública de uma liderança política integra o espaço de manifestação protegido pela Constituição Federal”, frisou Nunes Marques.

MAIORIA PROVISÓRIA – Os ministros Antonio Carlos Ferreira e Dias Toffoli seguiram o mesmo entendimento de Nunes Marques e Mendonça, formando a maioria provisória de quatro votos pela liberação. No entanto, uma hora após Toffoli desempatar o placar e pavimentar a maioria pela liberação do uso da imagem de Bolsonaro em santinhos, Cueva pediu vista e travou o julgamento, mesmo já tendo votado horas antes contra a liberação.

A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) critica a liminar de Estela Aranha, sob a alegação de que a propaganda eleitoral de Lula está veiculando imagens antigas de Bolsonaro para fins críticos, enquanto o senador não pode usar o próprio pai na campanha do PL.

“As vedações impostas a Jair Bolsonaro são ‘de dentro para fora’. Não pode ele externar suas posições e preferências, nem mesmo mandando recados, avisos ou cartas por terceiros. Mas a sociedade em geral não está proibida de se manifestar em relação a Jair Bolsonaro, figura pública e que faz parte da história brasileira”, sustenta o PL.

BANCO DE RESERVAS – Antonio Carlos Ferreira deixa o TSE neste sábado (19), quando encerra o seu mandato. A saída de Ferreira (que votou pela liberação da imagem de Bolsonaro) abre caminho para a efetivação do ministro substituto Sebastião Reis, que não participou do julgamento por estar no “banco de reservas”.

Na prática, isso significa que se o mesmo tema vier à tona em outro processo similar, o resultado desse segundo julgamento pode ser diferente, devido à troca na composição do TSE, com a saída de Ferreira e a efetivação de Sebastião Reis como ministro titular.

Em destaque

📝 ENSAIO: A TRANSFORMAÇÃO DA IMPUNIDADE EM PERFORMANCE E A ENCRUZILHADA DO ALTAR

 📝 ENSAIO: A TRANSFORMAÇÃO DA IMPUNIDADE EM PERFORMANCE E A ENCRUZILHADA DO ALTAR O avanço do calendário rumo ao primeiro turno desenha um ...

Mais visitadas